Ashley Adônis
Acordei no dia seguinte com um Lionel histérico entrando no meu quarto igual um furacão.
- Como que você dispensa um homem desses?
- Aí Lion, não me pertube. Eu não vou ficar com uma pessoa por ficar, você sabe dos meus traumas e sabe que eu amo o Jhonatas, então não vem me pressionar para conhecer outra pessoa.
- Okay, não tá mais aqui quem falou.
Me levantei, arrumei a mala que eu trouxe, tomei uma ducha e me vesti, o dia estava ensolarado, sem previsão de chuva, então voltaria hoje mesmo para o México.
- Não vai ao menos se despedir?
- Nem pensar. Vamos embora logo, não quero ficar mais nenhum minuto aqui.
- Como quiser. - Lion não sabia esconder o seu desapontamento. Eu sei que ele mais do que ninguém quer minha felicidade, mas eu não vou ser feliz amorosamente ficando com qualquer um.
Hoje é véspera de Natal e estava agradecendo a Deus por chegar a tempo para comemorar com minha família, não me perdoaria se perdesse um Natal ao lado do meu querido Max.
- Quer passar o Natal comigo e minha família? - Pergunto para Lion que me olha com os olhos brilhando e cheios de lágrimas.
- É claro que eu aceito. - Ele diz me abraçando. Lion perdeu os pais ano passado um dia depois do Natal, então esse seria seu primeiro Natal sem seus pais e claro que eu não o deixaria sozinho em um momento tão difícil.
Quando o jatinho pousou já passava do meio dia, fomos direto para minha casa, lá nos arrumamos e passamos no shopping para comprar alguns presentes, quando finalizamos já era noite, seguimos para a casa de meu irmão.
- Boa noite família. - Digo entrando e colocando os presentes perto da árvore de Natal.
- Tia Ashley. - Max diz vindo correndo me abraçar.
- Oi meu pequeno, que saudade que eu estava de você.
- Foi só um dia, tia.
- Eu sei, mas para mim, parecia uma eternidade. - Digo e ele dá risada.
- Que bom que voltou. - Elisa diz vindo me abraçar. - Já vou contar a novidade para você, antes que algum engraçadinho acabe com a minha alegria de falar.
- Fale de uma vez, já fiquei nervosa. - Digo colocando minha bolsa no sofá.
- Eu e Liara estamos grávidas. - Elisa diz de uma vez.
- Ai meu Deus! Que notícia maravilhosa, meus parabéns, estou muito feliz por vocês. - Digo abraçando as duas. - Ah! Antes que eu me esqueça, eu trouxe o Lionel para passar o Natal conosco, se não for incômodo.
- Incomodo nenhum, Lionel é sempre bem vindo na nossa casa. - Wesley diz descendo as escadas acompanhado de Jhonatas.
Meu coração quase saiu para fora do peito na hora que vi ele, minhas pernas bambearam, e parece que Lion percebeu e segurou minha cintura para que eu não caísse ali mesmo.
- Eu fico muito grato por ser sempre tão bem recebido aqui. - Lion diz.
- Tia, o tio Jhonas voltou. - Max diz sorridente.
- Ah! Que legal. - Foi a única coisa que consegui dizer.
- Oi Ashe, como vai? - O apelido que ele me deu, ele me chamou pelo apelido, a sua voz, aquela voz que eu tanto esperei ouvir por todos esses anos, aquela boca que eu sonhei que me beijasse de novo, aquele corpo que eu sonhei que estivesse junto ao meu, finalmente estava na minha frente após longos e intermináveis cinco anos.
- Oi Jhon. - Digo sentindo o ar faltar em meus pulmões.
As malditas borboletas queriam me enlouquecer, elas insistiam em invadir meu estômago, cada vez que Jhonatas dirigia o olhar para mim, minha vontade era de correr para seus braços e lhe beijar, mas infelizmente não poderia fazer isso, cinco anos longe e meu amor por ele continua intacto. Sabia que o destino queria me pregar uma peça, sentia que a volta dele para o México não seria passageira e muito menos por acaso.
{...}
Vivendo o Acaso
Jhonatas Aguiar
Está de volta era assustador. Eu imaginava que iria encontrar Ashley, mas não pensará que seria tão rápido.
Ao vê-la, meu coração errou uma batida, creio que consegui disfarçar bem. Mas caralho, era ela, de carne e osso na minha frente, e ainda mais bonita, os anos fizeram muito bem a ela.
- Tio, a gente poderia jogar videogame né?
- Jhonatas? Acorda meu amigo, esta no mundo da lua? - Wesley pergunta me tirando dos meus pensamentos.
- O que houve? - Pergunto pigarreando.
- Seu sobrinho está falando com você. - Elisa diz e eu olho diretamente para Max.
- Oi campeão, o que houve?
- Vamos jogar videogame depois do jantar?
- Vamos sim. - Digo sorrindo.
- Gostaria de saber onde seus pensamentos estavam, mocinho. - Liara diz cruzando os braços olhando para mim, e logo após para a Ashley. Droga!
Será que tá tão na cara assim, que eu não paro de olhá-la e pensar nela? Durante esses cinco anos não houve um segundo que eu para-se de pensar nela, e agora que eu estou de volta, fico perdido em pensamentos nos quais ela que manda.
- Família, o jantar estava maravilhoso, mas eu preciso ir agora. - Ashley diz levantando.
- Para onde você vai? - Pergunto no impulso.
- Para o meu quarto. - Ela diz como se fosse o óbvio. - Amigo, você vai dormir aqui?
- Não, querida. Vou pegar um táxi e ir para o meu date, te encontro amanhã na empresa. - Lionel diz se levantando, se despede de todos e sai de casa.
- Eu vou para o quarto. - Ashley diz e vai na direção das escadas.
- E você, vai nos dar a honra de dormir em nossa humilde casa? - Wesley pergunta sorrindo.
- Claro que vai, não preparei o quarto de hóspedes atoa. - Elisa diz.
- Não posso fazer essa desfeita. - Digo levantando as mãos em rendição.
Saímos da sala de jantar e seguimos para a sala, Wesley é inimigo do fim, e enquanto Elisa colocava Max para dormir, ele servia whisky para nós.
- Eu não posso ficar bêbado não, amigo. Amanhã tenho que está cedo na empresa.
- Eu sei Jhonas, mas uns copinhos a mais ou a menos não vai fazer diferença, faz cinco anos que não te vejo.
- Você é inimigo do fim.
- Aprendi com Liara.
- O que tem meu nome? - Liara pergunta descendo as escadas acompanhada de Dionísio.
- Nada não. - Wesley diz rindo.
- Eu estava pensando, se eu já não fosse um senhor de idade e minha esposa não estivesse grávida, iríamos agora mesmo para uma balada. - Dionísio diz se servindo de whisky.
- Tá de brincadeira? Senhor de idade e ainda faz filho? - Wesley pergunta rindo.
- Me respeita moleque, que eu ainda sou seu pai. - Dionísio diz jogando uma pedra de gelo em Wesley.
- Que saudade que eu tava desse caos. - Digo.
- Tava nada, se tivesse mesmo não tinha passado cinco anos sem vir aqui. - Liara diz.
- Eita que os hormônios da gravidez já ativou o modo sincera. - Elisa diz rindo.
- A conversa está muito boa, mas eu preciso dormir um pouco. - Digo entregando o copo de whisky para Dionísio. - Beba o meu, Wesley é inimigo do fim.
- Você não pode me abandonar assim. - Wesley protesta.
- Não vou embora amanhã, Wes. Prometo ficar alguns meses. - Dito isso ele me deixa ir para o quarto.
Confesso que eu gostaria muito de saber onde é o quarto de Ashley, apenas para entrar lá e lhe beijar, dizer que não parei de pensar nela um só momento. Mas a real é que eu não pretendo ficar aqui, eh irei voltar para New York, e não posso e nem quero machucá-la.
Entrei no meu quartoe me joguei na cama, queria um banho, mas estava exausto para isso, precisava de uma boa noite de sono.
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Asheley Adônis
Acordei no dia seguinte um pouco mais cedo do que o de costume, estava com a minha intimidade pegando fogo. Tive um sonho erótico com Jhonatas, e pensa num sonho maravilhoso, foi tão incrível que pareceu ser real.
Me levantei rapidamente e corri para o banheiro, precisava era de um banho para abaixar esse fogo. Eu pensará que a água iria ser o suficiente, mas quando me dei conta, já estava me tocando para tentar aliviar esse tesão reprimido. Sai do banheiro tocando meus seios, meu corpo inteiro, deitei na cama, bri as pernas e desci minhas mãos até a minha boceta, fazendo movimentos circulares em meu clitóris. Estava soltando gemidos abafados por morder meu lábio, e com a outra mão passeava por todo o meu corpo. Estava quase gozando quando sinto a presença de alguém no quarto, e era ele, por um instante eu travei, mas fingi que ele não estava lá, e comecei a gemer alto, chamando o nome dele. Era por ele todo aquele tesão, então nada mais justo que gozar chamando por ele, quando finalmente explodi em um orgasmo maravilhoso, levei meus dedos a boca e chupei, ouvindo um palavrão saindo da boca de Jhonatas e logo a pós a porta batendo forte.
Afinal de contas, o que ele veio fazer aqui? E porque diabos não tomou uma iniciativa? Pensei por um segundo que ele pudesse sentir a mesma coisa. Mas, é óbvio que não Ashley. Jhonatas ficou fora por cinco anos, você acha mesmo que o que você sente por ele é recíproco?
Sua boba!
{...}
Vivendo o acaso...
Jhonatas Aguiar
Acordei no dia seguinte com o sol entrando no quarto, as cortinas, as benditas das cortinas estavam abertas. Levantei com muito custo, tomei um banho rápido e segui na direção da escada, antes que pudesse descer, Elisa apareceu ao fim pedindo que chamasse Ashley em seu quarto. Acenti e segui até a porta de seu quarto, bati uma vez e a mesma se abriu, então entrei, e quando olhei para a cama dela e pude vê-la se tocando, gemendo e chamando o meu nome, eu senti meu pênis endurecer, senti minhas pernas bambearem, e um desejo incomum surgir dentro de mim. Naquele instante eu poderia pular em cima dela, e fude-la, mostrar como que se faz, e falar para ela nunca mais se mastubar quando se tem a mim, para satisfazê-la. Mas, quando ela finalmente gozou, e chupou seus dedos, eu pude perceber que eu iria fazer uma loucura, e isso não podia acontecer.
- Porra! - Soltei um palavrão e sai do quarto batendo a porta. Fui até o meu, tirei o terno, entrei no banheiro, bati uma pensando na cena que acabará de ver, e gozei chamando o nome dela.
Tomei um banho, me vesti e saí de casa sem falar com ninguém, precisava chegar na empresa o mais rápido possível e me ocupar com papeladas. Se não iria fazer uma besteira, e das grandes, e a última coisa que eu quero na minha vida é magoar ela.
Sub: Como sempre essa família tem um sério caso de burrice.
"TOC-TOC"
- Entre!
- Senhor Aguiar, desculpe incomodá-lo, mas tem um rapaz que deseja falar com a senhorita Adônis. - Juci, secretária da empresa fala.
- Rapaz?
- Sim. Senhor Luke Cortez. - Juci diz.
- Fale para que ele entre. - Digo voltando minha atenção para o notebook, fingindo mecher no mesmo para parecer ocupado. Não sei porque estou fazendo isso, só sei que estou, eu devo ter algum problema não é possível.
- A senhorita Adônis? - O homem pergunta.
- Ela não está no momento. O que tiver de tratar pode tratar comigo, sou um dos sócios da empresa. Jhonatas Aguiar.
- Desculpe senhor Aguiar, acho que não fui específico, eu quero conversar com Ashley, em particular, são assuntos pessoais que dizem respeito e interesse somente a nós dois. - Dito isso eu fiquei alguns segundos que mais pareceu anos. Será possível que essa simples atitude e palavras tinha todo esse efeito de me deixar nervoso?
O que ele tem com Ashley?
Qual o tipo de relação?
Será que eles namoram?
Mas ela estava se tocando gemendo o meu nome.
Que diacho!
- Sinto muito, a semhorta Adônis não está na empresa hoje. - Digo.
- Sabe me dizer se ela irá vir?
- Não sei. - Dito isso sigo até a porta abrindo-a e dando de cara com Ashley pronta para bater na porta.
- Bom dia senhor Aguiar, Juci me disse que o senhor Cortez esta aqui para falar comigo. - Ela diz sorrindo.
Será que não tinha outra hora para ela aparecer? Aí agora ela vai entrar na sala dela com ele e eu ficarei a ver navios sem saber qual é o assunto que ele tanto quer falar com ela.
Que ódio!
- O senhor Cortez esta aqui na minha sala. - Falo dando espaço para ele ela entre.
- Não preciso entrar. Vamos para a minha sala senhor Cortez. - Ashley diz e ele assente assim saindo da minha sala. Os dois somem de minhas vistas quando entram na sala dela.
Sub: Parece que alguém ficou com ciúmes.
E se eu tiver ficado? Esse cara quer algo a mais que amizade com a Ashley e eu posso sentir. O olhar dele sob ela é de uma pessoa que tem desejos sexuais.
Sub: E se você estiver errado?
Acho bem difícil.
●●●
Ashley Adônis
Confesso que estava extremamente confusa e curiosa do porquê Luke Cortez estava aqui a minha procura. O que diacho ele quer aqui?
- O que te faz vir aqui no México?
- Você. - Ele diz curto e grosso e eu dou risada.
- Continuo sem compreender.
- Não é tão difícil assim.
- Senhor Cortez, não creio que seja apropriado.
- Por favor, apenas Luke.
- Não temos intimidade o suficiente para nós tratarmos pelo primeiro nome.
- Não temos porque você foi embora e recusou jantar comigo.
- A vida é minha, eu escolho como e com quem irei gastar o meu tempo.
- Bem direta. - Ele rir.
- Tem que ser. Agora me diga o que desejas comigo?
- Já que eu não posso te ter pra mim, pensei em te conquistar aos poucos. Vim assumir os 5% de ações que meu pai tem nessa empresa e vim propor um novo projeto para as modelos.
- Seu direito de ver de perto o que é feito com as ações de seu pai, e a ideia do novo projeto creio que será tão boa quanto a última. Mas tire seu cavalinho da chuva se acha que eu vou ceder tão fácil sua pressão, ou a sua insistência.
- Eu não desisto tão fácil, senhorita Ashley. - Ele diz dando uma piscadela para mim. Dou risada.
Estou ciente que ele rapaz, lindo, inteligente, encantador e bem sucedido está doido oara ter algo comigo, e não vai desistir tão fácil. Mal sabe ele que não tem nenhuma chance, se pelo menos ele soubesse que meu coração pertence a outro.
Sub: Lembrando que você já deixou claro que não quer nada com ele, ele está insistindo de idiota. Sabemos bem que gostamos de Jhonatas.
Talvez seja uma boa.
Sub: Nem pensar em usar esse homem para fazer ciúmes para o outro.
- Amiga eu fui roubado, peguei um táxi e tinha um trânsito horroroso. - Lion entra na minha sala sem bater. - Senhor Cortez, me desculpe Ashley, achei que estivesse sozinha.
- Tudo bem, Lionel. Eu já estou de saída, amanhã voltarei para começarmos o projeto, se puder conseguir uma salinha para mim.
- O senhor pode ficar na sala de Lion, ele dividirá a sala comigo nesse período que o senhor estiver aqui. - Digo e Lion me olha furioso. Luke assente e sai da sala, Lion fecha a porta e me olha de cara feia.
- Eu te amo amiga, mas quem você pensa que é para dar a minha sala para ele? Se ele mudar tudo lá dentro eu mato ele.
- Relaxe, será provisório até conseguir uma sala nova pra ele ou ele ir embora. Ele está aqui achando que terá algo comigo.
- Pobre iludido! Mal sabe que seu coração já tem dono, vulgo o cara que está na sala ao lado. Enquanto eu procuro um amor, você tem logo dois.
- Como você foi roubado?
- O meu date, roubou meu carro. - Ele diz se jogando na poltrona.
- Não acredito, Lion.
- Nem eu. Como eu sou idiota, nenhum de meus encontros da certo.
- Já pensou em parar de procurar um pouco? Você só se mete em enrascadas.
- Aí. Eu tô achando que esse tal de amor não é para mim.
- Não fique assim, quando for a hora certa irá aparecer alguém legal. - Digo e abraço ele para conforta-lo.
{...}
Continua...