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Wicked Game Livro 1

Wicked Game Livro 1

Autor:: Lana Novaes
Gênero: Romance
A história segue a jornada de Isadora Alencar, uma jovem corajosa que deixa sua cidade natal em Goiás para tentar uma vida melhor em Brasília. No entanto, ela logo descobre que as dificuldades são maiores do que ela imaginava. Após vários trabalhos, Isadora conhece Madeleine, uma cliente da boutique onde trabalha, e recebe uma proposta de trabalho que muda sua vida drasticamente. Ela decide se tornar uma garota de programa de luxo, enveredando por um mundo completamente diferente do que ela havia planejado para sua vida. Ao aceitar esse novo trabalho, Isadora vê a oportunidade de proporcionar uma vida melhor para sua família e realizar seus sonhos e planos futuros. No entanto, tudo muda novamente quando ela recebe uma proposta tentadora para trabalhar na Europa, fazendo com que seus planos e perspectivas de vida se transformem de repente. Acompanhe a jornada de Isadora enquanto enfrenta as provações e os testes que a vida lhe apresenta, buscando realizar seus sonhos, mas também enfrentando dilemas e consequências de suas escolhas.

Capítulo 1 Primeiro Programa

Isadora se arrumava para mais uma noite de trabalho. A jovem, com 19 anos, veio do interior para a cidade grande em busca dos seus sonhos e acabou trocando a faculdade de fisioterapia pela boate onde ela trabalhava todas as noites. Isa, como a amiga Carolina a chamava. Morava em Anápolis, uma cidade do interior de Goiás, e meses atrás, foi em busca de trabalho em Brasília, onde conheceu Carolina em um dos seus empregos temporários. Depois de passarem por vários lugares em poucos meses, as jovens acabaram recebendo uma proposta que mudaria suas vidas.

Madeleine, ou Maddy, como a senhora gostava que a chamassem, conheceu as duas em uma visita a uma loja no shopping no qual as amigas trabalhavam, e bastou um convite para mudar suas vidas. Isa e Carol foram convidadas para trabalhar na boate La Mour, onde as meninas mais lindas e educadas atendiam.

- Isa, você vai sozinha. Eu avisei a Maddy que não tenho condições de trabalhar. Ela me pediu para ficar em casa e você pode ir.

Isa foi até a amiga e notou que ela estava febril, foi até a cozinha e encheu a jarra com água, pegou os comprimidos para resfriado e levou para Carolina.

- Carol, tome esse remédio, descanse, daqui a pouco vou pedir para dona Rosa trazer algo para você comer - Rosa era uma senhora aposentada que morava sozinha no apartamento ao lado das jovens.

- Tudo bem amiga. Espero que essa noite você atenda um cliente especial, e quem sabe não encontre seu príncipe executivo.

- Garota, a febre está afetando sua mente. Vai descansar que vou tentar não chegar de madrugada.

Isa pegou sua pequena maleta com as roupas da noite e foi esperar Luiz, o Uber amigo das jovens.

***

Felipe ouvia o amigo Eduardo contando sobre seu último investimento, onde havia comprado uma empresa falida que recuperaria em breve. Felipe e Eduardo eram amigos de infância, criados juntos desde o berço, e filhos das melhores amigas Helena e Ana.

- O que acha de irmos até um bom lugar para relaxar?

Eduardo era solteiro convicto e não pensava em casamento, enquanto Felipe, aos 30 anos, continuava procurando alguém para amar.

- Que lugar? - Felipe pegou as chaves do carro e conferiu o visual pela última vez em seu apartamento.

- Um lugar para relaxar, que você já conhece, aonde vamos nos divertir por um tempo.

***

Madeleine e Isadora conversavam sobre Carol, a dona da boate brigava com Isa por não ter levado a amiga à emergência. Madeleine era uma senhora de 50 anos, francesa, que veio para o Brasil aos 20 anos depois de perder tudo na França e acabou caindo no mundo não glamuroso da prostituição. Mas por azar, ou quem sabe sorte, conheceu um homem que a tirou desse mundo e 10 anos depois, viúva e rica, acabou voltando às origens. A ex-prostituta, como ela mesma se intitulava, era diferente de todas as cafetinas. Ela tratava as garotas bem, se elas quisessem fazer programa tudo bem, se quisessem apenas dançar, tudo bem também.

A boate era frequentada por homens e mulheres da alta sociedade. As ricas lésbicas não se misturavam aos homens no salão e eram atendidas pelas garotas em uma parte separada.

- Maddy, vou para o salão e pretendo atender no máximo 3 clientes. Combinei com seu Luiz de me buscar antes das 3 da manhã. Dona Rosa já levou a janta da Carol e ela está dormindo.

- Tudo bem filha, espero que fature bem hoje e não conte para ninguém, mas o lucro de hoje será apenas seu. Falei com sua mãe na semana passada, e ela me perguntou como você estava no hotel.

Para a família de Isa, a jovem era recepcionista em um hotel de luxo, já que os pais e a irmã caçula moravam no interior de Goiás e a jovem, em poucos meses, conseguiu juntar um bom dinheiro e, com ajuda de Maddy, comprou a casa sem que os pais soubessem que ela era a dona.

Isa se olhou no espelho do escritório e gostou do que viu. Usava naquela noite um vestido curto de alças quase transparente, que deixava os seios fartos praticamente expostos. O cabelo cor de avelã caía em cascata sob as costas nuas e a maquiagem não exagerada dava um ar inocente, mas, ao mesmo tempo, sensual.

Deu um beijo na chefe e amiga e seguiu para o salão.

***

Felipe e Eduardo estavam naquele lugar há quase meia hora e o empresário já queria ir embora. Nenhuma das garotas disponíveis ali o interessou e até mesmo Eduardo estava desanimado.

- Acho que a noite de hoje não vai ser muito animada - Eduardo falou sem notar o amigo hipnotizado pela jovem de vestido preto e cabelos cacheados cor de avelã que caminhava em direção ao bar.

- Eduardo, se você quiser ir, chama o Ernesto para te buscar. Eu vou ficar aqui mais um pouco.

O empresário foi até Carlos, o homem que gerenciava o salão, e falou algo. O gerente fez sinal para ele ir até um dos quartos exclusivos que ele avisaria a garota.

**

Isa pediu um suco de laranja, mas nem teve tempo de finalizar o pedido ao notar Carlos se aproximando dela.

- Pequena, temos um cliente, e esse é um dos que vem pouco aqui, mas quando vem, abre a mão para as meninas. Mostre o seu melhor que ele vai te recompensar -Carlos deu um tapa no traseiro da jovem, que deu um beijo no velho senhor e respondeu que tentaria o seu melhor naquela noite.

Encaminhou-se até o quarto onde atendia os clientes. Ao entrar, viu um homem de quase 1,90m de costas para a janela olhando a paisagem lá fora. Com cabelos castanhos claros e postura altiva. Usava camisa branca e calça social preta.

- Boa noite! - Isa falou ao trancar a porta do quarto e verificar se todos os itens que ela usava estavam na gaveta. Conferiu os preservativos, lubrificantes e alguns brinquedos que alguns clientes gostavam de usar para apimentar durante o sexo, brinquedos sexuais deixavam a maioria dos clientes mais excitados com a ânsia de inovar e deixar a perversão da mente deles correr a solta.

O cliente se virou e Isa viu o quanto ele era mais bonito de frente e, ao olhar para ela, um sorriso apareceu nos lábios dele. Essa era a reação da maioria dos clientes ao olhar para ela e para seu corpo, como se Isa fosse a própria encarnação da Deusa do Sexo.

Capítulo 2 Você é bem direta

Isadora começou seu discurso de todas as noites e pediu que ele se sentasse na cama enquanto explicava que não fazia anal. De resto não tinha problema.

Felipe apenas olhou para a jovem que chamou sua atenção assim que colocou os olhos nela. De certa forma, ela o desestabilizava e ele estava pronto para mergulhar nela essa noite.

A garota se ajoelhou na frente dele e o ajudou a tirar o sapato e a meia. Felipe notou como ela era rápida no que fazia, sem pensar duas vezes, era direta e sem preâmbulos.

- Você é bem direta - Felipe falou assim que Isadora se sentou em seu colo e começou a desabotoar sua camisa. A forma como pressionou a bunda em seu colo começou a deixá-lo excitado, louco e com pensamentos insanos do que faria com ela naquela noite.

- Talvez porque tempo é dinheiro. Se você me chamou até aqui é porque quer sexo e isso é o que faço nesse quarto.

Enquanto ela falava, despiu a camisa dele jogando em um canto do quarto. Isadora saiu do colo de Felipe e o ajudou a desafivelar o cinto e a calça social, deixando-o apenas com a cueca, e a garota não pôde deixar de notar o volume sob o tecido.

Estava acostumada com isso, então a única coisa que ela tinha que fazer era se preparar mentalmente para começar mais um trabalho.

- O que você vai querer primeiro? Oral? Vaginal? Eu não beijo na boca, esqueci de te falar, então, sem beijos nos lábios. Se quiser começar pelo oral não tem problema, até gosto quando os clientes fazem isso - As palavras que saiam de seus lábios pareciam muito mecânicas, como discursos prontos e preparados que ela repetia para cada cliente, mas ele estava disposto a tirar uma reação dela naquela noite. Iria se esforçar para isso.

Felipe olhava com atenção o que a garota falava e em um segundo a deitou na cama e começou a beijar seu pescoço, descendo para os mamilos que estavam excitados sobre o tecido do vestido.

Felipe não respondia nada para Isa, ele continuava a trilha de beijos pelo pescoço e com cuidado tirou o vestido dela, a deixando apenas com a calcinha minúscula, ficou louco ao observar o corpo sinuoso, as curvas perfeitas e delgadas. Suas mãos ficariam cheias essa noite.

Sem parar aos beijos, foi descendo para um mamilo que já estava com o bico enrijecido e Isadora gemeu ao sentir a língua dele sugando um enquanto massageava o outro, um gemido rouco que atiçou e o deixou com mais tesão. Mordiscou, brincou com os aqueles bicos durinhos, sugou os seios ao ponto de deixá-los levemente vermelhos e brilhando com a sua saliva, a visão o deixou mais duro, se é que isso era possível, e doendo para meter dentro dela.

Enquanto brincava com os seios dela, ele retirou a calcinha, a deixando nua naquela cama. Estava pronto para devorar aquela intimidade e comê-la até que ela não aguentasse mais.

Felipe viu a garota de nome desconhecido de olhos fechados, e aproveitou para deslizar a mão que estava brincando com um mamilo até a sua intimidade. Felipe, sem falar nada, penetrou um dedo e sentiu o aperto da sua intimidade, que estava deliciosamente molhada, fazendo seu pau latejar em expectativa.

Sua intimidade estava brilhando de excitação, molhada ao ponto de escorrer em direção ao lençol da cama. Felipe teve que fechar os olhos por alguns segundos ao sentir sua ereção se contorcer dolorosamente, o cheiro dela estava o inebriando e deixando-o louco. Ao abrir os olhos, sabia que iria aproveitar aquela mulher o máximo que pudesse.

Isadora estava de olhos fechados e sentiu sua vagina latejando, algo que era raro desde que começou a trabalhar naquele lugar. Ela nem mesmo foi até o banheiro aplicar o lubrificante que costumava usar para a penetração não ser tão dolorida e depois não ficar machucada.

E só em sentir o dedo daquele desconhecido, ela se sentiu diferente. Por mais que gostasse, raramente algum cliente se submetia a dar a ela esse tipo de prazer, pois estavam mais preocupados com o próprio.

Geralmente os clientes apenas a viam como algo para descartar suas frustrações e fantasias sem se preocupar se ela estava bem.

Felipe penetrou um segundo dedo, enquanto sugava um seio e depois o outro, arrancando gemidos excitantes. Se sentia vitorioso ao ouvir os gemidos roucos escapando dos seus lábios rosados.

Desceu o rosto até a intimidade dela, e fez o que ela disse que gostava. Começou a brincar com a língua na sua vagina, lambeu toda a extensão dos grandes lábios se banqueteando com seu gosto, conseguiu ver a entrada da sua vagina se contrair dolorosamente como se estivesse em agonia para ser penetrada.

Observou seu clitóris e não perdeu tempo em chupar aquele pontinho duro, alternando com seus dedos, esfregando o ponto sensível até senti-la quase pronta para gozar.

Os gemidos dela eram como música para ele, que frequentava aquela boate a anos, mas nunca sentiu seu membro duro como aço por baixo da cueca, e era isso que importava naquele lugar.

Parou as carícias em seu clitóris e se levantou tirando a Boxer, ficando nu e com o seu membro pronto para mergulhar dentro dela.

- Onde encontro os preservativos? - Felipe perguntou e Isa apenas apontou para a mesinha.

O empresário colocou a camisinha e voltou para a cama, se posicionou no meio das pernas dela e com uma única estocada penetrou a garota que ele não sabia o nome, as paredes internas dela o esmagaram dolorosamente e Felipe teve que respirar fundo e tentar se controlar um pouco, pois suas bolas estavam doloridas demais e clamando por libertação.

Assim que Isa sentiu aquele homem dentro dela, seu membro grande e grosso, foi como se ela estivesse tendo sua primeira vez. É como se houvesse pouco dela para muito dele. O homem era enorme e a cada estocada que dava, ela sentia o membro tocando seu útero.

Sentir o membro dele tocando seu útero, mas também era muito gostoso. Como a dor podia se misturar tanto com o prazer? O prazer era tanto que sentia suas pernas ficando cada vez mais trêmulas a cada vez que a penetrava, seu pau massageando as paredes internas da sua intimidade estava levando-a às alturas rapidamente.

Ele não falava nada, apenas se movimentava cada vez mais rápido dentro dela como um louco buscando o último copo de água no meio do deserto, até que a levantou e a colocou de quatro. Isa se virou imediatamente, negando o sexo anal.

- Calma princesa, não vou fazer o que você não quer. Quero apenas você assim pra sentir meu pau entrando nessa intimidade gostosa cada vez mais fundo.

Isa riu do que ele disse e empinou ainda mais a bunda e sentiu a estocada assim que ele a penetrou. Uma estocada poderosa, bruta. Ela já estava preparada mentalmente para sentir sua intimidade dolorida no dia seguinte, mas nesse momento nada a pararia até conseguir gozar.

Isa estava amando aquilo, se o homem continuasse daquele jeito ela gozaria naquele pau delicioso e depois de alguns minutos foi isso mesmo que aconteceu, gozaram juntos, em sintonia.

Felipe ainda estava dentro dela, que de quatro tentava manter a respiração sob controle. Gozar com um cliente era algo que ela não costumava fazer, na maioria das vezes fingia o orgasmo para acariciar o ego dos homens que a procuravam.

Felipe saiu da cama, tirou a camisinha e jogou no lixo, pegou sua cueca e vestiu, seguido da calça e da camisa.

Tirou o celular do bolso e conferiu o número anotado no papel na parede. Fez a transferência e conferiu sua roupa. Saiu do quarto sem falar nada e Isa ficou ali naquela cama, sentada, sem entender nada daquele homem estranho, mas que conseguiu literalmente explodir sua mente.

**

Felipe saiu do quarto sem falar nada. Ela agiu como todas da boate, mas ele desejava continuar naquele quarto. Todas as vezes que esteve ali com seu amigo, fazia sempre a mesma coisa, com garotas diferentes. Por viajar a trabalho, ele se ausentou do país por alguns meses, e por isso não conhecia a garota daquela noite. Mas ao colocar os olhos nela, foi questão de segundos para desejar tê-la em sua cama.

Quem se encontrasse com ele naquele momento não imaginaria que havia acabado de ter um dos melhores programas em anos frequentando aquela boate. E ele nem mesmo fez o que realmente desejava. Mas todos sabiam como ele era, um programa, depois ia embora sem conversar ou saber algo sobre as mulheres com quem transava.

***

Isadora estava enrolada no seu robe, sentada na cama pensando. Os clientes que atendia conversavam, contavam sobre seus problemas e só depois tinham o sexo que procuravam. Já aquele homem, transou, fez ela gozar em poucos minutos, se vestiu, pagou e foi embora. Talvez ele seja aqueles ricos bem egocêntricos. Bom, o importante é que com esse dinheiro, não vai precisar atender mais nenhum cliente hoje à noite

A jovem vestiu a roupa, conferiu o cabelo e ao vestir a calcinha, sentiu uma ardência e só então se deu conta que aquele homem era muito bem-dotado, esperava que ele voltasse novamente. Pegou a bolsa, guardou o celular e a carteira e foi até Maddy se despedir da amiga.

Capítulo 3 Cliente generoso

Isa chegou em casa passava um pouco da 1 da manhã, e indo para o quarto da amiga, encontrou Carol dormindo enrolada até o pescoço.

- Essa garota sem noção deixou o ar-condicionado no mais frio.

Regulou a temperatura, conferiu se a amiga estava febril e, por sorte, Carol estava aparentemente bem. Saiu do quarto com cuidado e foi para o seu, tirou a roupa do trabalho, jogou no cesto e foi para o banheiro.

Ligou o chuveiro na água mais quente e ao sentir a água escorrendo pelo corpo, sentiu a ardência no meio das pernas e ao olhar seus seios, notou a vermelhidão e um pequeno roxo se formando ao redor dos bicos.

- Meu deus, que homem bruto! Nem conversou comigo, já foi transando. Mas tudo bem, ao menos ele pagou bem e gostei de ficar com ele e ainda me fez gozar, algo que não sei o que é a muito tempo.

Continuou seu banho e 10 minutos depois acabou deitando-se de roupão e toalha na cabeça. Estava cansada e sem coragem até de passar o creme para não sentir dor. Faria isso na manhã seguinte e, ao fechar os olhos, o rosto daquele estranho apareceu em seus sonhos.

***

Felipe acordou cedo naquele dia, pois teria uma reunião na hora do almoço. Avisou Leila, sua secretária, que sairia direto do apartamento para o restaurante. Aproveitaria a manhã para ler contratos e enquanto tomava o café recebeu a ligação do amigo.

- Cara, você me deixou sozinho, quando saí do quarto você não estava, mas o Carlos me avisou que tinha ido embora. A transa foi tão ruim assim, que você nem me esperou? - Eduardo começou o sermão antes mesmo do bom dia.

- A transa foi boa, mas você sabe que não fico muito tempo na boate. E se estava lá ainda, por que não me avisou?

- Sei lá, eu pensei que você ficaria por mais tempo. Eu nem tive tempo de olhar a garota que te atendeu ontem.

Assim que Eduardo citou a noite passada, o corpo de Felipe reagiu ao relembrar o gosto da garota e o cheiro dela que ainda estava em seu corpo.

- Vamos hoje novamente? - Felipe falou sem perceber, e Eduardo ficou confuso de vê-lo voltando duas noites seguidas.

- Pelo que estou vendo a transa foi realmente boa. E sim, vamos voltar novamente, só que vou no meu carro e você no seu. Não vou ficar esperando sua carona. E a reunião com os paulistas, é hoje?

A empresa de Felipe, assim como a de Eduardo, comprava fábricas e lojas falidas e revendia ou até mesmo injetava dinheiro para reerguer e depois ser vendida pelo triplo do que pagou.

- Sim, vou me encontrar com o senhor José e espero que ele aceite os termos. Leila reservou um restaurante que serve a comida favorita dele e espero ter bons resultados.

Felipe desligou, se despedindo do amigo, pegou a xícara e levou até a cozinha.

Quem o encontrasse ali organizado tudo, não imaginava que, além de muito rico, gastava o seu dinheiro com sexo fácil e rápido com garotas de programa de luxo. Mas naquela noite ele iria até ela novamente, e dessa vez conversaria antes de tentar algo.

***

Isadora acordou com dor e ardência, indo para o banheiro passar creme para aliviar.

- Será que ele voltaria lá novamente? Pare de pensar bobagem garota, cuida de escovar os dentes e lavar o rosto e ver se a Carol está melhor.

Foi até o quarto da amiga e o encontrou vazio. Ouviu barulho vindo da cozinha e entendeu que Carol estava lá.

- Não acredito, Carolina Santos, que você tá nessa cozinha, depois de passar a noite com febre.

Isa tirou a colher da mão da amiga e a mandou-a sentar enquanto terminava de passar o café. No forno, a bandeja de pão de queijo estava assando e no fogo, o leite fervido.

- E então amiga, como foi ontem? Atendeu muitos clientes?

- Na verdade, atendi um homem que valeu por uns 3. Fiquei com preguiça de passar o creme e hoje acordei toda dolorida - As duas amigas riram com a conversa e Carol respondeu que a boca suja de Isadora não mudava.

- Às vezes fico imaginando se seus pais descobrem a sua profissão e a confusão que isso seria.

- Não fariam nada. Primeiro que sou maior de idade e pago as minhas contas sozinha e segundo que meu trabalho é como qualquer outro. Não me envolvi com drogas, atendo os homens da melhor forma possível e no final da noite, o dinheiro que eles pagam banca a casa que comprei para eles, em poucos meses. Ou você acha que se eu não tivesse viajado por 3 dias com aquele deputado, eu conseguiria a grana para comprar a casa? A sorte é que no interior o valor dos imóveis é baixo, mas se quer saber, o homem de ontem foi bem generoso e vamos poder comprar roupas novas hoje e quero me arrumar bem bonita, vai que ele aparece novamente.

As amigas tinham um trato que nenhuma falava o valor que cada uma recebia dos programas e assim não existiriam ciúmes ou inveja.

Carolina e Isadora eram duas meninas com sonhos que deram sorte em encontrar uma mulher como Maddy, que poderia até ser uma cafetina, mas adotou as duas como filhas, e o tratamento especial que ambas tinham na boate não passava despercebido pelas outras.

- O que acha de almoçar no shopping? Quero comprar camisola e lingeries novas, estou precisando mudar minhas roupas de trabalho.

- Acho uma boa, vamos tomar café e depois um passeio pelo shopping.

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