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Your Millionaire Ex- Wife

Your Millionaire Ex- Wife

Autor:: Srta. Arthemis
Gênero: Bilionários
Christine, uma mulher jovem e ingênua , de repente, vê sua vida - antes perfeita -, virando de ponta cabeça quando seu marido, Wolfgang, simplesmente desaparece depois de descobrir que a empresa de ambos faliu. Contudo, ela logo descobrirá que as coisas não são tão simples, e no desenrolar desse romance cheio de suspense, haverão muitas intrigas, mal entendidos, e não só sua vida está em perigo por causa de um segundo homem obcecado por ela, mas também, por causa da nova esposa dele que resolve lhe infernizar após descobrir que Christine teve um bebê.

Capítulo 1 Prólogo

Era uma manhã de sábado que parecia perfeita para sair às compras, o clima estava ameno, então resolvi tirar uma folga do trabalho. Chequei minha agenda com a minha secretária, conferindo não ter compromissos naquele dia, peguei as chaves do carro, óculos escuros e sai com meu filho, sentindo que ambos precisávamos de um ar puro.

Porém meu sorriso se desfez quando percebi que uma cerimônia de casamento estava acontecendo. Meu coração se apertou um pouco quando reconheci os noivos, eu sabia que isso iria acontecer em algum momento, mas não pude prever que ficaria tão sentida quando realmente acontecesse,

- É o papai? Ellie perguntou parecendo confuso, apesar de sua pouca idade, ele era muito perceptivo e tentava juntar as peças.

- Sim. É o papai! Respondi sentindo minha voz soar insensível.

Encarei novamente o casal de recém-casados que, à minha frente, saiam da Igreja. Eles pareciam felizes, ou melhor, ela parecia, o sorriso em seu rosto era o de alguém que finalmente havia conseguido o que queria, porém, não podia dizer o mesmo do homem, em seu rosto havia apenas um semblante inexpressivo, como se apenas desejasse que aquele evento acabasse logo.

Verdade seja dita, por mais que Gisela fosse uma mulher insuportável, ela estava linda. A maquiagem em tons de prateado iluminava seu olhar, combinando com o vestido de noiva todo branco, a saia era volumosa em babados e rendas, enquanto o busto era recoberto por bordados em forma de flores, misturadas ao tecido transparente em algumas partes, véu, grinalda e um luxuoso buquê de rosas da mesma cor. A tiara em sua cabeça, arranjada no penteado bonito fazia com que ela parecesse uma princesa dos contos de fadas em seu final feliz.

Realmente, não havia poupado esforços para ficar perfeita.

Sem dúvida, pelos detalhes, posso apostar que o vestido foi feito pelo Atelier Lethicia Bronstein, uma das lojas mais requisitadas de São Paulo, e, por ironia, ou não, o mesmo lugar em que comprei o meu, no mais, era uma verdadeira obra-prima criada somente para aquela ocasião.

Gisela pareceu demorar um pouco para me reconhecer, mas quando aconteceu, seu sorriso de satisfação dobrou de tamanho, agarrou o braço do marido, posando para a foto e me lançou um olhar que dizia: "Eu consegui, ele é meu finalmente".

Balancei a cabeça negativamente, sem poder acreditar no quanto ela estava sendo imatura. O que mais ela queria agora, que eu chorasse? Não mesmo, já derramei lágrimas o suficiente.

Fui tirada dos meus devaneios quando senti uma mão pequena agarrando a minha roupa, olhei para baixo e lembrei de Ellie, ele estava tão quietinho todo aquele tempo que acabei esquecendo que ele também estava vendo aquela cena.

Ele apenas continuou me encarando mais alguns minutos, parecia refletir sobre algo, mas guardou para si mesmo. Então, me agachei à sua frente, ficando com os olhos na altura dos dele, era minha forma de mostrar a ele que estava tudo bem, que poderia me contar tudo que quisesse, e sorri arrumando seus cabelos loiros bagunçados pelo vento.

- Devemos continuar com nossas compras? Perguntei quando percebi que ele estava ficando inquieto, em seguida, me ergui, arrumei minhas roupas e estendi a mão para que ele pegasse.

Ellie concordou balançando a cabeça positivamente, segurou a minha mão e olhou ao redor, procurando por alguma loja que lhe interessasse. Eu havia prometido tomar sorvete com ele antes de voltar para casa e talvez fosse isso que ele queria.

Lancei um último olhar ao casamento, foi quando meus olhos se encontraram aos do noivo. Ele pareceu surpreso ao me ver, o semblante de arrependimento crescendo ainda mais, mesmo que estivesse em meio a uma sessão de fotos, não sorria, e seus olhos não paravam de me encarar. O homem que amei por longos anos havia acabado de trocar votos com outra mulher, tinha outro filho com ela, dando ao meu um meio-irmão, e eu nem sequer o conheço.

Depois daquele último adeus, que senti ser necessário, me preparei para ir embora, caminhando pela calçada de mãos dadas com o único ser que realmente me importa na vida. Ouvi passos às minhas costas, e meu nome foi chamado, uma voz tão familiar quanto desagradavel.

- Esperava que você fizesse uma cena... - Ele comentou se aproximando, havia certo desdém em suas palavras. - Fiquei desapontado.

- Sinto muito por acabar com a sua diversão... - Respondi não dando muita importância, na verdade, eu nem queria falar com ele. - Adeus Joshua, espero que não nos vejamos novamente.

Finalizei a conversa naquele ponto, não queria e nem precisava manter a presença incômoda dele na minha vida, mesmo que tenha sido meu cunhado. Então, girei nos calcanhares e lhe dei as costas, pronta para ir embora, mas fui interrompida por um aperto do no meu braço.

- Quanta frieza... - Ele disse tão próximo que pude ouvir sua respiração.

- É você quem está fazendo uma cena... - Sussurrei irritada, me soltando em um tranco. - Fique bem longe de mim, e do meu filho, seu doente.

O encarei por longos minutos, deixando bem claro que aquele homem não me intimidava, e eu estava disposta a fazer qualquer coisa para mantê-lo longe, não só ele, mas toda sua família.

Peguei Ellie nos braços, ele resmungou alguma coisa sobre poder andar sozinho, mas ignorei, me afastando a passos largos dali. Só parei quando já estávamos longe o suficiente para ter sumido do campo de vista dele, e suspirei aliviada.

Olhei para o meu próprio reflexo numa vitrine e aproveitei para arrumar meus cabelos e roupas. O paletó feminino cinza por sob o trech coat branco combinava perfeitamente com meus scarpins de mesma cor, e a bolsa clutch prateada reluzia sob os raios solares, não havia nada para consertar.

Foi nesse momento que percebi a expressão que estava fazendo, estava tão séria que quase não me reconheci. Pensei comigo mesma que com certeza havia sido isso que impediu Ellie de dizer o que pensava e fiquei entristecida, pois talvez, isso tenha assustado meu filho.

Era uma lástima, mas não havia volta.

O porquê de tudo isso?

Talvez eu deva dar algumas explicações, mas há muito o que dizer, então tentarei explicar desde o início, pela priori da ruína.

Capítulo 2 A Priori da Ruína

Dois atrás, eu facilmente poderia dizer que minha vida estava perfeita. Tinha um marido carinhoso, morava num apartamento espaçoso e confortável, juntos lideramos uma empresa mediana e estávamos planejando nosso primeiro filho. Até que, do nada, a minha vida virou uma completa bagunça.

Numa noite, meu marido chegou completamente bêbado e encharcado de chuva em casa, passou direto por mim, que assistia na sala, e entrou no escritório, fechando as portas às suas costas. Não entendi nada na hora, e fiquei ainda mais confusa quando ouvi o barulho de coisas se quebrando, era como se ele estivesse destruindo tudo lá dentro.

- Wolfgang... o que está acontecendo?

Questionei confusa enquanto me aproximava da porta, a abri com cautela, temendo que algo fosse jogado em minha direção e caminhei pelo escritório olhando o estrago que seu pequeno surto de raiva havia causado. Havia papéis espalhados pelo chão, e vidro quebrado por toda parte, era como se ele tivesse extravasado sua frustração tentando destruir o escritório.

Ele não respondeu, nem olhou para mim, ao invés disso, continuou dando socos na parede de gesso que, aos poucos, começava a se tingir de vermelho.

- Como caralh*s isso aconteceu? Wolfgang pareceu perguntar a si mesmo.

Fez uma pequena pausa, respirando fundo e espaçou as mãos na parede, mostrando o quanto estavam machucadas. Seus cabelos loiros tão bonitos estavam bagunçados e o penteado comumente puxado para trás, estava desfeito, e os fios escorriam por seu rosto em uma franja lisa que cobria parte de seus olhos azuis, mantendo uma sombra obscura sobre eles.

- Do que você está falando? Tornei a perguntar, dessa vez, tomando coragem para me aproximar e tocar seu ombro. – Você está me assustando...

- Nós falimos, Christine! Ele finalmente respondeu com a voz rouca.

E então, deu um último soco na parede, mas desta vez um forte estalo ecoou pelo cômodo, mostrando que ele havia quebrado algo. Tapei minha boca para não gritar ao ouvir aquilo, a situação havia saído completamente do controle, em seguida, retirei minha blusa apressada e a usei para cobrir sua mão que sangrava tanto que estava pingando no carpete.

Praticamente o arrastei para dentro do banheiro, procurando pelo kit de primeiros socorros. Eu sabia que precisávamos ir a um hospital, mas por enquanto, fiz o meu melhor para limpar os machucados e cobrir com uma atadura.

– Espera um pouco... – Pedi, tendo a impressão de poder ouvir meus batimentos cardíacos acelerados, corri para o quarto, vesti a primeira blusa que encontrei e peguei minha bolsa.

Quando voltei, ele parecia bem pálido o que me deixou mais preocupada ainda, passei um de seus braços por sobre meu ombro e o ajudei a se levantar, carregando-o meio aos trancos para o carro. Wolfgang ficou mudo durante todo o caminho, nem mesmo reclamava de dor, e isso era o que mais me preocupava: vê-lo guardado tudo para si daquele jeito.

No hospital, ele foi atendido rapidamente na ala de emergência, e assim como previsto, uma cirurgia era necessária. Fui obrigada a aguardar na sala de espera, agonizando a cada minuto que passava, olhei para minhas próprias mãos que ainda estavam sujas de sangue e fiquei ainda mais angustiada. Quando não aguentei mais fui até o banheiro para lavá-las, e enquanto andava pelo corredor, tive a impressão de passar por um homem muito parecido com Wolfgang, olhei para trás surpresa, mas não tive coragem de chamar sua atenção pois, ele estava ao telefone.

Dentro do banheiro, esfreguei minhas mãos várias vezes, observando com a visão embaçada pelas lágrimas a água misturada ao sangue descendo pelo ralo, suspirei erguendo a cabeça e fitei meu reflexo, percebendo que estava uma bagunça. Tentei sorrir, dizendo a mim mesma que ele ficaria bem e lavei o rosto, aproveitando para prender corretamente meus cabelos longos.

Quando voltei à sala de espera, o homem já havia sumido, mas notei uma enfermeira remexendo em alguns prontuários na receção. Me aproximei e perguntei sobre o estado de Wolfgang, ela pareceu confusa ao ouvir o nome dele, mas foi gentil e procurou no sistema de pacientes.

– O paciente foi transferido... - Ela respondeu depois de alguns minutos.

- O que? Questionei surpresa e exasperada ao mesmo tempo. – Eu sou a esposa dele, porque não fui consultada sobre isso? Para onde ele foi transferido?

– Desculpe, não tenho acesso a informações confidenciais como essas... - A enfermeira explicou parecendo desconcertada.

Ao ouvir isso, senti uma forte pontada de enxaqueca que quase me fez cair no chão ali mesmo, me segurei no balcão, com uma das mãos e cobri o rosto com a outra. Eu havia estudado um pouco de enfermagem na escola, então sabia que estava entrando em choque, então, tentei me acalmar, mas não consegui. E logo, cai em prantos.

- Porque isso está acontecendo comigo? Perguntei a mim mesma, soluçando enquanto era amparada pela enfermeira.

Devo ter desmaiado em algum momento, pois, quando acordei, estava deitada num leito hospitalar, e antes mesmo que pudesse processar toda aquela situação ouvi meu celular vibrando ao meu lado, o peguei e percebi que era uma chamada do número de Wolfgang.

Infelizmente, era um homem desconhecido do outro lado da linha, sua voz áspera possuía um sotaque alemão carregado, e ele nem sequer se apresentou antes de começar a falar com grosseria:

– Christine, preste atenção, porque não falarei mais de uma vez... – Afirmou categórico, e com certo tom de agastamento. – A família está encerrando o compromisso, logo os documentos do divórcio serão enviados.

Pisquei algumas vezes, tentando entender o que estava acontecendo.

– Escuta, talvez seja um engano... – Murmurei fazendo um grande esforço para não acabar gaguejando. – Onde Wolfgang está?

– Apenas esqueça-o, o apartamento é seu, veja-o como um presente de despedida! O homem respondeu, sua voz tinha um tom malícia, como se estivesse debochando da minha situação. - Não precisa fingir, sei o que mulheres como você querem.

– Isso já está passando dos limites! Exclamei, minha voz aumentando alguns tons, nervosa de raiva. - Porque você está com o celular de Wolfgang?

Não houve resposta, ele havia encerrado a ligação. Disquei o número, tentei ligar novamente para meu marido, mas dessa vez não houve resposta, ao que parecia, ele havia desligado o celular.

Capítulo 3 Segredos

– Por favor espere um pouco... - A enfermeira pedia exasperada, parada em frente à porta do quarto. – A senhora não pode sair assim, não nesse estado.

Tudo o que ela falava apenas entrava num ouvido e saia pelo outro, estava mais interessada em enfiar minhas coisas dentro da minha bolsa, incluindo os exames que nem foram abertos. Depois, me virei para a encarar com seriedade, uma expressão que dizia: "ou você sai, ou te tiro daí a força", vi seus joelhos tremerem e então, ela se afastou, me deixando ir embora do hospital.

Estava furiosa e indignada, não podia acreditar em como todo mundo estava lidando com aquela situação. Não bastava aquele bastard* esnobe ter me tratado como uma vagabund* ao telefone, mas também, percebi que o hospital continuava resistente em me dar informações sobre meu próprio marido.

Segui a passos firmes pelos corredores até chegar ao estacionamento, mas quando entrei no carro, e me vi sozinha novamente, irrompi em outra crise de choro, batendo no volante e gritando cheia de raiva. Minha vontade era de quebrar alguma coisa, ou alguém para saciar todo o ódio que eu estava sentindo naquele momento.

De repente, tive uma epifania.

Lembrei do que Wolfgang havia dito sobre a falência da empresa. Era outro problema que eu precisava resolver, já que ele continuava internado em algum hospital que desconheço, e para pior, estava muito angustiada por não ter notícias do estado de saúde dele.

Sequei meu rosto, dizendo a mim mesma que não poderia ficar caída numa poça das minhas próprias lágrimas daquela forma. Então, decidida a resolver aquilo, voltei para casa e me arrumei. Refiz a maquiagem já dentro do carro novamente e enquanto dirigia, liguei no viva-voz para nosso contador, questionando sobre a dívida e logo descobri que um dos sócios tinha saldado.

– Dona Christine, as informações sobre o sócio-contribuinte são sigilosas, mesmo para mim... – Ele explicou fazendo barulho de papéis como se estivesse verificando os documentos naquele momento. – Somente o senhor Ludwig tem essa informação, ele não disse nada?

"É claro que ele não disse nada... " Pensei comigo mesma, percebendo que Wolfgang me escondia muito mais segredos do que sequer imaginei.

Quando cheguei à sede do banco, ainda tive que esperar um pouco para ser atendida, era óbvio que o gerente, Thomas, não queria conversar comigo, porém, depois de algum tempo me enrolando, finalmente ele teve que me atender. Sentei diante de sua mesa e cruzei as pernas enquanto o fitava com seriedade, esperando por uma resposta.

– A senhora precisa marcar um horário antes... – Ele explicou com um sorriso amarelo enquanto me entregava uma xícara de café, em seguida, sentou-se atrás de sua mesa, remexendo nos papéis entre seus arquivos impressos. – Aliás, como tem passado?

– Quando a dívida foi liquidada? Questionei ignorando sua tentativa de me enrolar e o fitei com uma sobrancelha erguida. – Foi você quem fez a transação, com quem?

– Não devia te entregar essas informações... – Thomas murmurou olhando para os lados como se tivesse algo a esconder. – L&W Corporation está envolvida, é tudo o que sei.

– L&W Corporation? Questionei, bebendo um pouco do café, estava quase surtando de nervosismo. – O que esse conglomerado tem a ver com a nossa pequena empresa?

Nesse momento, me lembrei do comentário que aquela funcionária havia feito sobre a empresa ter sido vendida e associei ao tal sócio confidencial, estava na cara que ele era o novo dono da minha empresa.

Thomas engasgou ao ouvir minha pergunta, afrouxou um pouco a gravata que parecia estar o sufocando, seus olhos correram ao redor do ambiente, e como alguém que está prestes a contar um segredo, apoiou o corpo na mesa, ficando com o rosto próximo do meu.

– Eu não deveria te contar isso... - Ele sussurrou me olhando fixamente, pegou um envelope de papel pardo dentro da gaveta e me entregou. - Não consta mais nenhum débito, e estes são os atuais documentos sobre o apartamento...

Olhei para o envelope em minhas mãos, puxei as folhas e percebi que era uma escritura em meu nome, era a explicação para as palavras daquele homem arrogante, na cabeça dele, eu era esse tipo de pessoa que pode ser comprada apenas com bens materiais.

Eu não podia acreditar naquilo, que ódio, como alguém poderia ser tão nojento?

Antes que eu percebesse, já estava amassando as folhas sem querer, joguei os papéis sobre a mesa à minha frente e cobri o rosto com as mãos, soluçando em lágrimas. Era muito difícil, eu não conseguia lidar com tudo aquilo. Minha cabeça estava uma bagunça, nada fazia sentido e para piorar, a única pessoa que poderia me dar alguma resposta, meu marido, havia simplesmente desaparecido.

– Obrigada... - Murmurei enquanto me levantava, mas parei quando senti uma nova onda de tontura que quase me derrubou.

– A senhora está bem? Ele perguntou enquanto me olhava levantar com preocupação, e não parecia estar fingindo se importar. – Seu rosto ainda parece um pouco pálido, quer que eu chame a emergência?

– Eu preciso ir... – Murmurei balançando a cabeça numa negativa e arrumei meus cabelos, colocando os fios atrás da orelha, escondendo a cicatriz em minha têmpora, imaginando que estivesse visível. – Obrigada, Thomas!

– Ah... Deus! Ele exclamou sério. – Precisamos conversar em outro lugar.

Não soube o que responder, acabei apenas concordando com um aceno e seguimos para fora do escritório. Depois disso, entramos numa cafeteria que ficava no mesmo prédio, ele fez os pedidos e eu apenas continuei sentada entorpecida por tudo o que estava acontecendo.

– Eu com certeza vou perder meu emprego, mas não é justo que você fique inocente quanto a isso! Thomas exclamou enquanto entregava um dos copos de café expresso para mim. - L&W Corporation, significa Ludwin e Weschenfelder Corporation, e não, não é uma coincidência.

Foi impossível não me engasgar com o café quando ouvi aquela informação, Thomas havia jogado aquela bomba sobre mim sem sequer me preparar. Coloquei o copo de lado, pegando um guardanapo para limpar minha boca e ergui as mãos em frente ao corpo, gesticulando um pedido de pausa.

– Espera, o que você está me dizendo?! Arfei arregalando os olhos, não conseguia acreditar que por mais de dois anos, ambos esconderam isso de mim. - Porque ele esconderia isso?

– Eu também não sei, mas faz alguns anos que ele cortou laços com a família, sou seu gerente desde então... - Thomas explicou soltando um suspiro, parecia que esconder aquele segredo por tanto tempo havia sido muito cansativo para ele.

– Então ele apenas parou de fingir ser o filho rebelde, é isso? Perguntei sorrindo com amargura e senti meu estômago se revirando.

Thomas ouviu tudo com um olhar compadecido, mas não ousou dizer nada, talvez soubesse que nada iria me consolar naquele momento.

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