Cada beijo era muito mais apaixonado que o anterior, o calor em seu corpo pálido aumentando. Ela estava prestes a explodir em mil pedaços, uma situação que a fez sorrir.
Ela apertou as costas largas de seu amante a ponto de cravar as unhas em sua pele, mordendo ferozmente seus lábios como se quisesse arrancá-los enquanto seu pênis entrava em sua vagina impiedosamente.
Riana inclinou a cabeça para trás e soltou um longo suspiro ao sentir que estava prestes a gozar.
-Vamos, enfia seu pênis mais fundo, eu quero te sentir mais.
-Porra, sim...
Seu amante a segurou pela cintura enquanto seu pênis entrava e saía do interior da ruiva. Seu corpo inteiro suava a ponto de respingar suor na pele de Riana. Ela olhou para baixo e viu seus seios firmes; as aréolas dos mamilos estavam um pouco escuras, mas ainda rígidas.
A pele bronzeada de seu corpo já estava eriçada e brilhante. Ela era uma mulher deliciosa, deliciosamente proibida, o jovem pensou sobre ela.
Ele abaixa a cabeça para tomar posse de um dos seios dela. Ao levá-lo à boca, começa a chupar com força, ouvindo-a ofegar ainda mais insistentemente. Ela se agarra ao pescoço dele enquanto ele enfia o pênis em sua vagina.
Ele move uma das mãos até a curva da bunda dela e aperta até que ela se encolhe. Ele olha para cima, ainda segurando o mamilo, e pode vê-la morder levemente os lábios com grande tesão.
Isso o motiva a penetrá-la arrebatadamente.
-Ah! Ah! Sim, porra, você é tão boa.
Riana solta o amante e acaba desabando na cama enquanto sua vagina é penetrada ferozmente por este homem, seu corpo se contorcendo de mil maneiras enquanto ela desfruta do prazer que ele lhe proporciona.
-Chupe minha buceta, vem, desce e lambe ela toda, -ela ordena.
O jovem obedece e puxa o pênis para fora da vagina de Riana. Ele então se abaixa e fica bem na frente das coxas abertas dela. Ele as separa levemente, notando como as mãos dela começam a massagear sua barriga até que um dos dedos dela alcança a protuberância da vagina dela.
-Vamos lá, não seja tímida, eu quero que você me chupe.
O rapaz inclina a cabeça em direção à boceta aberta da mulher, observa enquanto ela masturba a protuberância e contorce o corpo. Ele aproxima a boca da vagina dela e passa a língua pelo centro.
-Ahhhh! Sim, é disso que estou falando, lambe.
O corpo de Riana se arqueia levemente ao sentir a língua quente do rapaz. Ela morde os lábios e franze a testa, a sensação incrivelmente deliciosa. Ela estava prestes a gozar e queria fazer isso na boca daquele rapaz.
-Chupa, chupa,- ela exige, no momento em que ele agarra sua cabeça para aproximá-la de sua boceta.
Ele suga o interior daquela vagina, saboreando o gosto do seu pau e a essência de Riana. Ele agarra suas coxas em busca de apoio enquanto chupa intensamente, provocando sons mórbidos.
-Aahhh! É disso que estou falando... - ela arqueia o corpo ao sentir aquela língua penetrar em sua cavidade vaginal.
Riana sorri um pouco ao sentir que está prestes a gozar. Ela pressiona a cabeça do rapaz contra sua vagina, levando-o a lamber com mais intensidade e força, acelerando seu orgasmo.
-Aahhh! Sim! Ahhhh! Porra, isso é tããão bom! -ela grita com toda a força.
Seu corpo fica completamente tenso enquanto o rapaz suga os fluidos de dentro dela. Então ela libera o corpo, mas ele permanece entre suas coxas, uma situação que ela não desgosta.
Mas o momento mágico e inesquecível deles é arruinado pelo som da porta do quarto se abrindo. Ela abre os olhos e olha em sua direção, e quando vê quem estava parado na porta, seus olhos se arregalam.
-Eduardo!
Eduardo Simonovi observa sua esposa nua, de pernas abertas, olhando para um homem que claramente não era ele. O CEO vislumbra um jovem que, ao vê-lo, se afasta da esposa e exibe uma expressão de choque e medo.
-Riana...
-Eduardo, eu...- ela se senta na cama e rapidamente pega um lençol para se enrolar. -Querido, isso é... - ela aponta para a cama e tudo mais.
-O quê? -Ele franze a testa enquanto cruza os braços.
-Eu -, a mulher penteia o cabelo rebelde.
-Você não precisa dizer nada. Acho que o que vi aqui é mais do que suficiente para mim.
Ela olha para cima e rapidamente se levanta para ir até ele, mas Eduardo dá dois passos para trás ao perceber as intenções da esposa.
-O que você quer dizer? Sim, eu estava errada. Reconheço que estava errada, mas pelo menos pergunte por que chegou a esse ponto.
-O que você tem a dizer sobre isso? -Ele espera pacientemente por uma resposta aceitável dela.
-Eu... você... é que você se esqueceu de mim em muitos aspectos. Você só se concentra no trabalho e...
-Essa é a sua desculpa, Riana?
Ela morde o lábio; não tinha desculpa, já que não era a primeira vez que traía o marido. A verdade é que ela não o amava há muito tempo, mas também não podia deixá-lo, já que ele lhe proporcionava a estabilidade que ela desejava.
No entanto, esta era a primeira vez que ele a pegava sendo infiel. Talvez, se conseguisse convencê-lo, pudesse fazê-lo perdoá-la. E da próxima vez, ele teria que evitar transar na própria casa.
-Você não pode me culpar por ceder à tentação depois de me deixar sozinha tantas noites.
-Eu já pedi muitas vezes para você me acompanhar nessas viagens de negócios. Eu pedi, não sei quantas vezes eu disse para você ir comigo. Você é minha esposa, minha parceira. O que mais você queria que eu fizesse? Eu já estive ao seu lado tantas vezes, e é assim que você me retribui.
Ela franziu os lábios; não se deixaria conquistar por aquela bobagem. Ela não gostava de viajar com ele; preferia ficar em casa transando com caras que a realizassem.
-Eu não queria viajar com você a negócios, mas a lazer.
-Eu não fiz tudo isso por você? -Ele a encarou, sentindo a decepção se apoderar de si.
-Não foi o suficiente. Quero que as coisas sejam diferentes entre nós. Foi apenas um erro que não se repetirá.
-Você está insinuando que é a primeira vez que faz isso?
-Sim, claro, meu amor.
O CEO olha a esposa nos olhos e não consegue acreditar que ela tenha a coragem de continuar mentindo na cara dele. Ele se vira para olhar o homem, que ainda está deitado no chão, assustado, e pela expressão em seu rosto, ele sabe que não foi a primeira vez que sua esposa o traiu.
Foi decepcionante...
Tudo o que ele sentia por Riana desapareceu tão rapidamente. Era incrível como você pode sentir amor por alguém e, de repente, tudo acabar.
Naquele dia, ele havia deixado acidentalmente alguns documentos importantes em seu escritório e teve que voltar para casa para buscá-los para a reunião daquela tarde. Mas, ao entrar em casa, notou o carro de sua esposa e outro carro desconhecido estacionados na garagem.
Ele estranhou, pois ela devia estar seguindo sua rotina e não em casa naquele momento, e, pelo que se lembrava, as amigas dela não dirigiam um carro tão peculiar e robusto. A curiosidade o levou a correr para dentro e, assim que entrou, ouviu a esposa gemendo.
Não precisava ser muito esperto para saber que a esposa estava transando com um cara na própria casa. Ela era uma puta.
Embora não quisesse ver aquela cena, achou apropriado, já que era o que precisava para dar o passo final naquele relacionamento maldito que aparentemente era uma farsa completa.
E assim que entrou, encontrou um cara chupando a buceta da esposa. Aquela vagina que ele tantas vezes reivindicara como sua; só de lembrar daquela cena seu sangue fervia.
Ele olhou para a esposa seriamente, enquanto ela parecia esperançosa.
-Contrate um advogado, Riana, você vai precisar de um.
A ruiva sentiu um arrepio percorrer o corpo e piscou várias vezes. Suas pernas começaram a tremer, ela olhou para trás e viu o treinador olhando para ela com espanto. Então, ela se recuperou e foi atrás do marido.
-Eduardo, Eduardo, por favor, espere, não vá, meu amor. -Precisamos conversar. Me perdoe. Juro que foi só uma vez. Eu nunca...
-Cala a boca! Cala a boca pelo menos uma vez, Riana, -ele grita enquanto desce as escadas.
-Não, escuta, eu não...
Ele para no pé da escada para vê-la parar enquanto segura o lençol em volta do corpo. Era desagradável vê-la naquele estado, saber que ela tinha rolado com outra pessoa em sua própria cama, onde fizeram amor muitas vezes.
Aquela maldita casa não era mais o lar dela; era apenas um cemitério de merda.
-Você pode ficar com esta casa onde provavelmente já transou inúmeras vezes com seus amantes, mas é tudo o que você terá.
-O quê? Você não pode, você não pode fazer isso comigo, Eduardo.
O CEO continua seu caminho até a saída, sai e segue em direção ao seu carro. Ele sabe que sua esposa o segue, sem se importar nem um pouco.
-Eduardo, você não pode fazer isso comigo, porra. Escuta. -Ele faz menção de entrar no carro e a vê parada na frente dele para impedi-lo de sair.
-Sai daí.
-Você não vai me deixar na rua.
-Eu já deixei!
-Sou sua esposa legal. Tenho direito a metade de tudo o que você possui.
Eduardo sorri, mostrando seu lado traiçoeiro.
-A única coisa em meu nome é aquela casa. O resto não.
-O quê?! -Ela olha para a casa e depois para ele.
-Todos os meus bens estão em nome do meu pai, meus carros, minha empresa, tudo o mais... a única coisa que me pertence é aquela casa, que você obviamente usa como bordel.
-Não, não, isso não é verdade.
Ele não era idiota. Sempre se certificou de que seus bens estivessem bem protegidos, e casar era como assumir um prejuízo enorme, já que nunca se sabia se a esposa escolhida era a certa. E ele estava certo em colocar seus bens em nome do pai.
Infelizmente, Riana não era a mulher certa para ele. E naquele momento de sua vida, ele suspeitava que não havia mulher capaz de ser fiel e leal a ele. Ele abaixa o olhar, sentindo tanta decepção e raiva por causa de uma mulher.
-Seu pai? Tudo está em nome do seu pai. Você enlouqueceu?
-Meu advogado discutirá o divórcio com você. Como você pode entender, não pretendo continuar casado com você. -Ele entra no carro.
-Eduardo! Eduardo! -ele grita, batendo no capô do carro, mas Riana o ouve ligar e surta. - Ainda não terminamos de conversar. Você não pode fazer isso comigo. Como você conseguiu me enganar todos esses anos? Seu mentiroso de merda!
O CEO cerra os dentes. Ela o chamou de mentiroso quando era ela quem estava transando com outra pessoa na própria cama dele. Ele acelera o carro, e ela encosta imediatamente, permitindo que ele saia da residência onde ele pensava ter sido feliz.
Foi naquele instante que ele percebeu que aquela mulher o havia mudado completamente. Aquele homem doce e terno que ele um dia foi se foi. Merda, ele não achava que ninguém merecesse o amor dela.
-Eduardooooo! -Ele olha pelo retrovisor, observando Riana correr atrás do carro.
Eduardo dirige em silêncio, com os olhos fixos na estrada. O CEO agarra o volante, sentindo o coração acelerar a cada lembrança que vivenciara um momento atrás. Ele balança a cabeça e morde o lábio.
Ele se vira até chegar a um bairro familiar. Entra na garagem de uma mansão e, ao sair, entra. Olha para cima ao entrar, mas não vê ninguém.
Franze a testa e então vê uma das camareiras.
-Bem-vindo, Sr. Simonovi.
-Onde está meu pai? - A mulher pisca várias vezes ao ouvir o tom azedo da voz do filho de seu chefe.
-Senhor, o Sr. Claudio viajou.
-O quê? Para onde diabos ele foi?
-Para Oregon, Portland, senhor.
Eduardo aperta a ponta do nariz. Seu pai se esqueceu de mencionar esse maldito detalhezinho. Ele odiava quando saía em viagens sem avisar; sempre que precisava, estava fora de casa.
-Droga...
-Senhor.
-Ele disse quando voltaria?, -pergunta, tirando o celular do bolso, onde vê muitas chamadas perdidas da esposa. - Que se dane essa mulher.
-Não, não, senhor, não vou deixar nada de fora, -responde a empregada, assustada.
-Não importa. Prepare um quarto para mim. Vou ficar aqui em casa por um tempo.
A empregada fica completamente imóvel ao ouvir o filho do chefe. Ela não sabia o que fazer, já que quem dava ordens naquele lugar era o Sr. Cláudio. O filho dele nunca dava ordens, e isso a deixava muito confusa.
Eduardo olha para cima e vê a empregada parada ali como uma idiota.
-Que diabos você está fazendo aí parada? - Eu não acabei de lhe dar uma ordem, ou você é surda?
-Não, senhor, mas é que...
-Vá agora mesmo e prepare um quarto para mim.
Ela assente rapidamente, ainda mais surpresa, já que o Sr. Eduardo era muito gentil com todas as empregadas; ele nunca falava com elas naquele tom. A mulher achou que algo ruim devia estar acontecendo com ele.
E, além disso, por que ele iria querer ficar na casa do pai? Pelo que ela sabia, ele tinha sua própria casa, onde morava com a esposa. Mas isso não era problema dela.
Eduardo disca o número do pai e espera impacientemente que ele atenda.
-Eduardo, o que houve?
-Por que diabos você viajou?
-Não preciso te responder sobre nada, garoto. Já tenho idade para fazer o que eu quiser.
-Preciso de você de volta agora; há assuntos para resolver.
-O que importa? O que pode ser tão importante que você não consegue resolver sozinho?
O CEO lambe os lábios; seu pai estava fazendo-o perder a paciência.
-Vou me divorciar daquela vagabunda da Riana. Preciso de você de volta.
Eduardo ouve o silêncio do pai, o que o perturba ainda mais. Ele não sabia o que aquele homem estava pensando. Cláudio realmente era um homem difícil.
-Você finalmente abriu os olhos e percebeu que sua esposa é uma vagabunda.
-Guarde seus sermões para si mesmo. Eu só quero você de volta logo-.Ele desliga e fecha os olhos. -Droga, todo mundo é inútil.
Seu celular começa a vibrar. Quando ele vê a tela, percebe que é a maldita da sua esposa. Ver o nome dela o enfurece. Ele aperta o aparelho e acaba jogando-o contra a parede, quebrando-o completamente.
-Mentirosa..., - ele murmura com raiva.
[...]
Um mês depois, Eduardo já havia se divorciado de Riana. Seus advogados trabalharam duro no processo até que o veredito foi emitido bem rápido. Embora o dia da assinatura não tenha sido nada agradável, já que sua ex-mulher causou um verdadeiro rebuliço por tê-la deixado sem teto.
Mas ele achou que era a melhor coisa a fazer e uma boa lição para ela.
Quando voltou para a casa do pai naquela noite, segurava os papéis do divórcio. Embora aliviado por estar sozinho novamente, não pôde deixar de perceber que era deprimente ter passado por algo assim.
Ele não se casou para se divorciar; casou-se para envelhecer com a mulher que escolheu para ser sua esposa. Mas parecia que as coisas não seriam como ele esperava.
Ele olhou para a casa do pai e praguejou interiormente. Não havia retornado a Los Angeles desde que ligara para o velho, e isso havia sido há um mês.
-Aquele velho, quando diabos eles vão voltar?
Ele precisava organizar os assuntos legais para devolver todos os seus bens ao seu nome. Não tinha mais ninguém para levar nada que lhe pertencia... Ao entrar em casa, olhou para cima e a primeira pessoa que viu foi seu pai.
-Você finalmente chegou em casa.
-Pai! Quando você chegou aqui? -Ele observou o velho descer as escadas rapidamente.
Mesmo com 62 anos, ele era um homem muito ativo. Pelo menos não ia morrer tão cedo, ficando responsável pelos seus malditos negócios.
"Você demorou muito para vir. Que diabos você andou fazendo em Portland? Pelo que eu sei, você não tem nada para fazer lá."
-Mas tem uma coisa importante,- o homem se aproxima para lhe dar um tapinha nas costas. -Acabei de ouvir que lhe entregaram a sentença de divórcio. Parabéns!
-Não precisa comemorar meu maldito divórcio.
Eduardo joga os papéis na mesa enquanto se serve de uma bebida e a vira imediatamente. Seu pai o observa e balança a cabeça.
-Espero que você não caia nesse hábito.
-Pela Riana? Eu não faria isso, ela não vale a pena.
-De fato, ela não vale a pena... - o velho se senta enquanto observa o filho tomar outro drinque. -Por que você me mandou de volta tão apressadamente?
-Já falei com o advogado para que você possa devolver todos os bens em seu nome.
Seu pai fica em silêncio, fazendo-o olhar para cima ao mesmo tempo em que franze a testa. Tal silêncio não era comum quando falavam sobre tais assuntos. Ele olha por cima do ombro e vê o velho sentado com uma expressão neutra.
-O que houve? -Claudio olha para o filho seriamente. -O que você fez?
-Eu me casei!
Ele não esperava por essa notícia. Eduardo apenas consegue engolir em seco enquanto olha para o pai por cima do ombro. Então ele se vira e se afasta da mesa, ainda segurando o copo meio cheio, e permanece em silêncio.
-Eu me casei há três semanas, Eduardo.
Ele não sabia o que dizer ao seu velho. Parabenizá-lo? Insultá-lo? Mandá-lo para o inferno? O loiro olha para sua bebida, lambe os lábios e franze a testa levemente.
-Você não vai dizer nada? -Eduardo vira sua bebida e coloca o copo na mesa, cruzando os braços.
-Você se casou em regime de separação de bens? - O pai de Cláudio fica surpreso com a resposta do filho. - Você fez isso ou não?, - pergunta ele, sério.
-Não fiz.
Eduardo morde o lábio, vira o rosto e acena sem dizer uma palavra. Seu pai era um idiota.
-Então todos os meus bens estão em jogo.
-Eduardo, -Cláudio se levanta.
-Eu te dei todos os meus bens para impedir que minha maldita esposa levasse tudo, e agora você está se casando com uma completa estranha que agora possui metade de tudo o que é MEU!
Cláudio fica tenso ao perceber a raiva do filho. Não era de se admirar que ele tenha sugerido que ele transferisse seus bens para o seu nome, para que, quando algo ruim acontecesse no casamento, sua esposa não ficasse sem nada.
Ele conhecia Riana; ela não era uma mulher confiável. Ele sabia muito bem que ela não amava o filho, mas isso era algo que ele mesmo precisava entender. Ele entendia a preocupação do filho com seus bens.
-Eduardo, -ele colocou a mão em seu ombro, e o filho olhou para ele. -Não se preocupe. Mirella não é o que você pensa. -O CEO encarou o pai.
-Eles são todos iguais! São todos uns mentirosos de merda que só querem tirar vantagem de quem pagar mais.
-Filho, eu sei que você está magoado com o que Riana fez com você, mas...
-Não mencione isso. -O loiro deu um passo para o lado para se afastar do pai. "Resolva esse problema, Cláudio. Não vou deixar sua esposa ficar com o que é meu.
O pai tensionou o maxilar; não gostava do tom de voz que o filho usava para se referir à esposa. Não permitiria que ele a tratasse como qualquer outra pessoa.
-Vou pedir que você tenha mais respeito pela minha esposa, Eduardo. - O pai virou o corpo para encarar o filho com seriedade.
-Ou o quê? Você não pode me obrigar a gostar dela. Você é velho. Tenho certeza de que se casou com uma jovem que só quer se aproveitar de você. -Eduardo se aproximou rapidamente do pai. -Não vou deixar essa mulher ficar com o meu dinheiro, muito menos com o seu.
Cláudio franziu a testa enquanto ouvia o filho. Estava tão magoado que agora pensava que todas as mulheres eram fracassadas. Que coisa terrível aquela mulher tinha feito com o filho dele. Seria difícil para ele fazer com que seu único filho voltasse a ser o que era antes.
-Você está mal, filho.
-Não me venha com essa de conversa fiada. Eu já te disse para resolver esse problema, e não me importa o que você tenha que fazer, mas diga àquela menininha com quem você se casou que nada do que ela vir pertence a ela.
-Eduardo! Chega de insultos, eu não vou permitir. Lembro que esta é a minha casa e você é o intruso aqui.
O CEO fica tenso ao perceber o pai defendendo aquela mulher. Ele cerra os dentes e engole em seco; era óbvio que não era bem-vindo ali.
-Eu vou sair daqui, não se preocupe, não vou interromper o seu ninho de amor com ela.
-Eduardo, Eduardo, ainda não terminamos de conversar.
Mas o loiro já estava saindo de casa enquanto o pai o chamava sem parar.
-Vou te deserdá-lo se você sair por aquela porta. -Ele paralisa ao ouvir isso, virando-se e vendo o pai franzindo a testa.
-O que você disse?
-Não vou te devolver nada que te pertence se você não se comportar direito com a minha esposa.
-Você está louco? Você sabe muito bem que tudo é meu, eu mesmo conquistei.
-Estou mais do que certo sobre isso, mas tudo está em meu nome, portanto, sou o único dono, e se eu decidir não te devolver, não farei isso em troca de...
-O quê? -O loiro dá alguns passos em direção ao pai.
Cláudio sabia que era um método muito ortodoxo que usaria com o filho, mas acreditava que era muito necessário para fazê-lo mudar e melhorar seu péssimo caráter. Como ele pretendia apresentá-lo a Mirella se mantivesse essa atitude?
Obviamente, ela acabaria odiando-o, e ele acabaria odiando-a...
Era algo que ele não queria que acontecesse; ele queria que as coisas corressem bem entre todos. Afinal, eles eram uma família.
-Quero que você se esforce para se dar bem com a minha esposa; ambos têm um bom relacionamento. -Se isso acontecer, prometo devolver tudo o que é seu.
-E se eu recusar, você vai tirar tudo de mim?
-Não vou devolver nada, Eduardo. Você me conhece bem, sabe que vou.
-Está me ameaçando, pai? -Ele ri, zombeteiro.
O velho cruza os braços enquanto o encara. Era uma indicação clara de que seu pai não estava brincando. Agora ele tinha que agir como um bom filho diante daquele estranho.
-Seus jogos estão indo longe demais, Claudio.
-Você terá que aceitar as regras do jogo, Eduardo. Minha esposa chega a Los Angeles amanhã e jantaremos naquela noite. Quero que você compareça e dê o seu melhor.
Ele cerra os dentes ao ouvir as ordens do pai. Ele já era um homem de 40 anos e ainda tinha que obedecer às ordens do pai. Mas, se não o fizesse, poderia perder tudo por um longo tempo.
Ele teria que jogar o jogo do pai, mas é claro que no estilo dele, não no dele.
-Tudo bem.
-Se eu notar alguma mudança positiva em você, devolverei tudo para o seu nome em três meses.
Ele não teve escolha a não ser aceitar aquela merda.
Na noite seguinte, Eduardo desliga o carro e olha para a casa do pai. Ele solta o ar, sabendo que teve que fingir ser uma boa pessoa na frente de uma mulher só para ganhar o próprio dinheiro.
-Que patético!
Ele sai do carro, extremamente irritado, vai até a casa e a abre como sempre. Ao fechar a porta, olha para cima como sempre faz. Seu pai sempre estava lá quando ele chegava em casa.
Para sua surpresa, não era seu pai quem estava lá. Na verdade, não havia ninguém, apenas uma figura feminina descendo as escadas. Eduardo ficou parado observando a jovem descer.
Ele achou que seu pai tinha ido longe demais...
Marlyn saiu de seu novo quarto e subiu as escadas para encontrar sua mãe, mas, ao começar a descer, notou alguém entrando na casa. Ela parou por um momento para olhar para essa pessoa.
Ele a encarou como se estivesse buscando sua alma. A situação a deixou tensa e desconfortável, e ela continuou descendo as escadas. Quando chegou ao final da mesma nota, o homem era enorme e tinha um olhar muito feroz.
Ela olhou para cima e o viu cruzar os braços. Marlyn franziu a testa levemente enquanto ele a encarava. Era como se ele a estivesse julgando por algo, mas o quê? Ele não estava naquela casa por vontade própria.
-Então é você! -Eu nunca imaginei algo assim, - Eduardo olhou para a garota de cabelos castanhos de cima a baixo.
-Como? -Marlyn não entendeu o que o estranho queria dizer.
-Você é quem se envolveu com o meu pai, -a jovem arregalou os olhos. -Eu nunca imaginei que ele... Você não tem vergonha?, -reclamou Eduardo, incapaz de suportar a ideia de saber que aquela garota era a esposa do seu pai.
-O que você está dizendo? Eu não...
-Não tente se fazer de vítima em tudo isso. -O CEO inclinou-se levemente em sua direção até encostar a bochecha dela na sua. -Você não vai conseguir nada.
Naquele momento, Marlyn sentiu o coração acelerar por ter aquele homem tão perto. Ela ficou tão nervosa que não sabia como responder. A verdade era que a única coisa que a mantinha tensa era a extrema proximidade do homem.
Ela congelou, mas conseguiu encará-lo com o canto do olho e pôde ver a intensidade em seus olhos castanhos. Ele conseguia vislumbrar algumas manchas esverdeadas que se destacavam bastante, transformando aquele olhar em um olhar de leão.
Marlyn ficou tensa com a maneira como ele a olhava. A jovem piscou, sem saber por quê, mas todo o seu corpo tremia, até mesmo as partes que não deveriam.
-Entendido?
-Eduardo? Marlyn? Nossa! Vocês já se conheceram. - O CEO se afastou dela, ainda a encarando.
-Sim, eu já tive o prazer, pai, -disse ele como se não tivesse feito nada de errado.
-Estou muito feliz. Só espero que vocês se deem bem, porque, afinal, vocês dois são meio-irmãos.
Cláudio deu um largo sorriso ao lado de Marlyn. Naquele momento, Eduardo encarou o pai com os olhos arregalados, e a jovem morena também olhou para o velho, surpresa.
-Meio-irmãos?, -disse o loiro, olhando para a morena à sua frente.
-Ela é filha da Mirella... Não tive tempo de te contar, já que você saiu de casa tão rápido, mas ela é a Marlyn.
Os dois se entreolham, espantados. Eduardo jamais imaginou que aquela moça fosse filha da nova esposa de seu pai. Ele pensava que ela era sua...
-Prazer em conhecê-lo, -diz ela com aquela voz doce que o faz franzir a testa.
-Oh! Meu querido, meu filho chegou, venha conhecê-lo.
Quando o CEO vira o rosto, percebe que a esposa de seu pai não era nada do que ele imaginava. Na verdade, era uma mulher mais velha, não tão velha quanto Cláudio, mas não uma criança como a que estava à sua frente.
Ele olha novamente para Marlyn, que desviava o olhar. Teria que conversar com ela a sós para esclarecer certos pontos. Fosse quem fosse, seu pai se casara com uma mulher com uma filha bastante velha; era óbvio que essa herança seria muito próxima.
-Eduardo, que bom te ver. Seu pai me falou muito sobre você. -O loiro sorri de lado. A verdade é que ele não queria estar ali, mas estava ali pela companhia; Ele não ia perder tudo só por uma mulher e sua filhinha.
-Sim, muito obrigado por me convidar para jantar.
-Tudo bem, esta é a sua casa. Eu só quero que todos nós nos demos bem.
Ele assente enquanto observa o rosto da mulher. Era óbvio que ela era bastante modesta; não parecia o tipo de mulher que passaria tempo em uma clínica fazendo retoques no rosto. Ele olha para o pai e vê como ele a olha com tanta alegria.
Eduardo desvia o olhar e percebe que sua nova irmã o observa, mas, ao perceber, desvia o olhar.
-Vamos jantar, antes que tudo esfrie.
Cláudio caminha com a esposa, deixando Marlyn e Eduardo para trás. Ela caminha tensa em direção à sala de jantar enquanto Eduardo a observa, notando sua pouca idade. Então, ele balança a cabeça e se pergunta como seu pai se envolveu com uma mulher que tinha uma filha.
Durante o jantar, Eduardo não disse muitas palavras; seu assunto de conversa era esparso, assim como o de Marlyn. A jovem se concentrou no jantar, embora seu apetite fosse muito pequeno.
-E quantos anos você tem, Eduardo? Seu pai me disse que você já tem seu próprio negócio e que depende apenas de si mesmo. -Ele olha para o rosto da mulher. Ela se parecia muito com sua filha, exceto que não tinha os olhos cinzentos que a filha dele tinha.
-Tenho 40 anos e, sim, sou bastante independente. -Ele olha para Marlyn, cujo olhar se arregalou ao ouvir sua idade.
-Marlyn já tem 18 anos, fará 19 em breve, -argumenta sua mãe, o que surpreendeu Eduardo, que pensava que ela era menor de idade.
Ele observa a jovem atentamente, percebendo que ela não era tão jovem quanto ele pensava. No entanto, não se importava com a idade dela; mãe e filha eram um problema para ele.
-Espero que você venha comemorar o aniversário dela conosco. -Eduardo olha para o pai, que apenas o encara com um olhar feroz.
-Claro, por que não?
[...]
Depois do jantar, Eduardo desapareceu, usando a desculpa de que havia recebido uma ligação. Enquanto isso, Marlyn já estava cansada de ver a mãe sorrir para o novo marido. Então, ela se desculpou e foi para o quarto.
Ao subir as escadas, ela se pergunta para onde esse Eduardo teria ido. Era óbvio que ele era muito arrogante, nada parecido com o pai dela, que era muito gentil. Bem, foi isso que ele demonstrou à mãe dela.
A jovem nega...
A decisão da mãe de se casar com aquele homem foi muito precipitada, especialmente por ter se mudado para a cidade tão repentinamente.
-Que chato!
-O que está te incomodando? -Do nada, seu corpo foi pressionado contra a parede, e com ele, Eduardo parado à sua frente, olhando diretamente em seus olhos.
-O que você está fazendo?
-O que está te incomodando? - Ela franziu a testa.
-Nada.
Ela não podia falar mal do pai dele; não tinha certeza de como ele reagiria. Além disso, se ela começasse a fofocar com o marido da mãe, isso poderia lhe causar problemas, e isso era a última coisa que ela queria. Ela não via a mãe sorrir daquele jeito havia anos.
-Nada? -Eduardo franziu a testa enquanto olhava nos olhos cinzentos da garota. -Então você é filha da esposa do meu pai.
-Sim. E não se preocupe, não pretendo ficar com nada do dinheiro do seu pai.
-Pelo seu bem, pelo da sua mãe e pelo do meu pai, seria melhor se você não fizesse esse tipo de comentário na frente de nós dois, entendeu? -Marlyn o encara. Ele era arrogante...
-Vejo que você não gosta de mim, e minha mãe também não.
-Você tem razão. Eu não gosto de nenhum dos dois e não gosto que eles estejam aqui. Mas sua mãe já é esposa do meu pai. -Eduardo coloca a mão no rosto dela, deixando Marlyn tensa.
-Eu... eu espero que continue assim e que você não estrague esse casamento.
O CEO franze a testa ao ouvi-la falar, vira o rosto ligeiramente e pensa em algo maluco. No entanto, poderia ser...
-Você e sua mãe estão conspirando contra meu pai?
-O quê?
-É só isso? - Eduardo segura seu queixo para mantê-la firme enquanto a observa. -É por isso que você quer que sua mãe continue casada com meu pai, para tirar tudo dele.
-Você é louca! -Marlyn se solta dele. -Claro que não.
Os dois se olharam nos olhos. Eduardo não entendia que diabos, mas o rosto daquela garota parecia tão... tão impressionante. Enquanto ela segurava seu queixo, seus lábios estavam pressionados e salientes.
Eram como um convite claro para prová-lo, mas por qual motivo?
Enquanto isso, Marlyn estava petrificada. Aquele homem segurava seu rosto, e ela não conseguia fazer nada para tirá-lo de perto. O que diabos havia de errado com ela? Ela piscou várias vezes enquanto encarava aqueles olhos castanhos.
Eduardo se concentra tanto naqueles olhos cinzentos que acaba se aproximando dos lábios de Marlyn sem conseguir se conter. Tão perto, roça neles e, naquele instante, um choque elétrico toma conta de seu corpo.
Sua mente fica em branco e ele acaba provando a boca da meia-irmã. Ele envolve um dos braços em volta da cintura dela e insere a língua em sua boca, devorando seus lábios em questão de segundos enquanto pressiona o corpo de Marlyn contra o seu.
Os olhos da jovem se arregalam e ela coloca suas pequenas mãos nos músculos de Eduardo como se tentasse afastá-lo, mas isso foi realmente estúpido; ele não se afastou por causa de um simples empurrão de alguém que não tinha forças.
Ela olha para o rosto do homem, sentindo a força que ele demonstrou ao beijá-la. Ela também pode senti-lo segurando-a perto. Seu corpo era tão frágil ao lado dele, que era tão enorme e musculoso. Seus olhos gradualmente diminuem à medida que o beijo se torna mais intenso.
Algo não estava certo com ela...
Quando conseguiu fechar os olhos, a imagem de sua mãe sorrindo alegremente com seu novo marido enquanto beijava o filho dele lhe veio à mente. O que ela estava pensando? Estaria pensando em arruinar a felicidade de sua mãe?
Ela acabou empurrando Eduardo e balançou a cabeça rapidamente.
-O que você está fazendo?, -negou. - Por que você me beijou?
Eduardo não tinha ideia do motivo do beijo, mas a intensidade daqueles lábios o dominou; ele não conseguia pensar com clareza.
-Isso pode arruinar o relacionamento dos nossos pais.
-Parece que você se importa muito com isso, -respondeu ele com raiva.
-Claro que se importa. Aparentemente você é uma idiota. -Ela se virou, mas Eduardo agarrou seu braço e a forçou a voltar para o seu lado.
-Idiota?, -rosnou ele contra o rosto dela.
O loiro olhou para baixo e encarou os lábios inchados de Marlyn. Aparentemente, as intenções daquela garota eram muito claras. E certamente as de sua mãe eram as mesmas; Ela precisava fazer algo para dar uma lição naqueles dois.
E ela pretendia começar pela meia-irmã...