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A Curandeira Rejeitada: A Ascensão da Loba Branca

A Curandeira Rejeitada: A Ascensão da Loba Branca

img Lobisomem
img 10 Capítulo
img 117 Leituras
img Tang Ye Wan Zi
5.0
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Sinopse

Levei uma marmita térmica com ensopado para a mansão particular do meu noivo, preocupada que ele estivesse estressado com a fusão das nossas alcateias. Mas, em vez de um retiro de meditação, entrei em um pesadelo. Pelas janelas que iam do chão ao teto, vi Ivan brincando no tapete com um filho secreto, enquanto uma mulher chamada Kiara observava tudo como uma rainha. Eu congelei ao ouvir a voz de Ivan atravessar o vidro. "A Aliana é só um peão no jogo. Ela tem cheiro de hospital e de medo. Assim que eu conseguir o território, vou rejeitá-la." Meu coração se estilhaçou, mas a dor se aprofundou quando ele riu dos meus pais. "São os pais dela que pagam por esta mansão, Kiara. Eles sabem de tudo. Preferem uma aliança forte a uma filha que é uma decepção." Meus próprios pais estavam me drogando para roubar minhas patentes médicas. Eles achavam que eu era fraca. Achavam que eu era apenas uma Curandeira submissa. Enxuguei minhas lágrimas e abri o cofre dele com os códigos de administrador que ele esqueceu que eu instalei. Peguei os registros financeiros, os testes de DNA falsificados e os acordos de roubo. Naquela noite, na festa de aniversário do seu filho secreto, eu não levei um presente. Eu levei um projetor. Mostrei a confissão deles para todo o Conselho, rompi o laço de companheirismo em público e desapareci nas Terras do Norte. Seis meses depois, um Ivan arruinado e sem-teto se arrastou até a minha clínica, implorando para que a lendária Loba Branca o salvasse. Ele ergueu o olhar, chocado ao me ver ali, de pé, brilhando com um poder prateado. "Você rejeitou a dádiva da Deusa", eu sorri, deixando minha aura de Alfa esmagá-lo no chão. "Agora, saia."

Capítulo 1

Levei uma marmita térmica com ensopado para a mansão particular do meu noivo, preocupada que ele estivesse estressado com a fusão das nossas alcateias.

Mas, em vez de um retiro de meditação, entrei em um pesadelo.

Pelas janelas que iam do chão ao teto, vi Ivan brincando no tapete com um filho secreto, enquanto uma mulher chamada Kiara observava tudo como uma rainha.

Eu congelei ao ouvir a voz de Ivan atravessar o vidro.

"A Aliana é só um peão no jogo. Ela tem cheiro de hospital e de medo. Assim que eu conseguir o território, vou rejeitá-la."

Meu coração se estilhaçou, mas a dor se aprofundou quando ele riu dos meus pais.

"São os pais dela que pagam por esta mansão, Kiara. Eles sabem de tudo. Preferem uma aliança forte a uma filha que é uma decepção."

Meus próprios pais estavam me drogando para roubar minhas patentes médicas. Eles achavam que eu era fraca. Achavam que eu era apenas uma Curandeira submissa.

Enxuguei minhas lágrimas e abri o cofre dele com os códigos de administrador que ele esqueceu que eu instalei.

Peguei os registros financeiros, os testes de DNA falsificados e os acordos de roubo.

Naquela noite, na festa de aniversário do seu filho secreto, eu não levei um presente.

Eu levei um projetor.

Mostrei a confissão deles para todo o Conselho, rompi o laço de companheirismo em público e desapareci nas Terras do Norte.

Seis meses depois, um Ivan arruinado e sem-teto se arrastou até a minha clínica, implorando para que a lendária Loba Branca o salvasse.

Ele ergueu o olhar, chocado ao me ver ali, de pé, brilhando com um poder prateado.

"Você rejeitou a dádiva da Deusa", eu sorri, deixando minha aura de Alfa esmagá-lo no chão. "Agora, saia."

Capítulo 1

Ponto de Vista: Aliana

Eu senti o cheiro da traição antes mesmo de chegar à porta.

Minhas mãos ainda tremiam um pouco, um efeito colateral da cirurgia de doze horas que eu tinha acabado de realizar. Ser a Curandeira Chefe da Alcateia Queiroz não era um título que eu levava na brincadeira. Exigia precisão, paciência e uma conexão com o dom de restauração da Deusa da Lua que poucos lobos possuíam.

Ajeitei a marmita térmica em meus braços. Dentro havia um ensopado de javali, cozido lentamente com alecrim e pinhão. Era o prato favorito do Alfa Ivan. Meu noivo. Meu companheiro.

Ou assim eu pensava.

Estacionei meu sedan modesto a um quarteirão da mansão isolada que Ivan dizia ser seu "retiro de meditação". Ele me disse que precisava de espaço para lidar com o estresse da fusão iminente entre sua Alcateia Bittencourt e a do meu pai, a Alcateia Queiroz. Ele disse que o sangue de Alfa em suas veias o tornava volátil, e ele não queria me machucar acidentalmente com sua aura.

Eu acreditei nele. Como uma tola, eu acreditei.

O segurança no portão hesitou quando me viu.

"Senhorita Queiroz", ele gaguejou, seus olhos disparando em direção à casa principal. "O Alfa deu ordens estritas..."

"Eu sou a futura Luna dele", eu disse, minha voz baixa, mas carregada com a autoridade que eu raramente usava. "Você realmente quer explicar a ele por que deixou sua companheira esperando no frio?"

Ele empalideceu e abriu o portão.

Enquanto eu subia pela entrada sinuosa, o vento mudou. Foi quando o cheiro me atingiu.

Lobos têm sentidos muito mais aguçados que os humanos. Nós vivemos pelo nosso olfato. O cheiro de um companheiro deveria ser a coisa mais reconfortante do mundo, como voltar para casa. O cheiro de Ivan - pinho fresco e chuva - geralmente acalmava minha loba interior.

Mas esta noite, seu cheiro estava denso no ar, enjoativo e pesado. E estava misturado com outra coisa.

Orquídeas e almíscar. Artificial. Doentiamente doce.

Meu estômago se revirou. Eu conhecia aquele cheiro. Kiara Matos.

Parei atrás de um grande carvalho perto da varanda. As janelas do chão ao teto estavam sem cortinas, exibindo a sala de estar como um palco.

Eu o vi.

Ivan estava no tapete, de quatro, rindo. Ele não era o CEO Alfa, estoico e aterrorizante que o mundo conhecia. Ele estava brincando. Em suas costas, um menino pequeno, Leo, puxava suas orelhas.

E ali, sentada no sofá de couro macio, bebendo vinho, estava Kiara. Ela parecia uma rainha inspecionando seu reino.

Minha loba interior, geralmente uma presença quieta e submissa, soltou um gemido baixo e confuso. *Companheiro? Por que o Companheiro está com ela?*

Aproximei-me sorrateiramente, usando as sombras. Minha audição se aguçou, filtrando o farfalhar das folhas e o tráfego distante, focando nas vozes lá dentro.

"Você realmente deveria contar para ela, Ivan", Kiara ronronou. "Cinco anos é muito tempo para manter um bichinho de estimação. Ver aquela vadia brincando de casinha está ficando velho."

Ivan se levantou, erguendo o menino sem esforço sobre os ombros. "Paciência, Kiara. A fusão é na semana que vem. Assim que os papéis forem assinados e o território dos Queiroz for legalmente meu, ela se torna inútil."

"Mas ela é sua Companheira de Alma", Kiara provocou, embora houvesse veneno em sua voz. "Não dói mentir para ela?"

Ivan zombou. O som foi como um golpe físico no meu peito.

"Aliana é um peão", ele disse friamente. "Ela tem a linhagem dos Queiroz, mas é fraca. Foi criada por humanos. Ela tem cheiro de hospital e de medo. Ela não serve para ser a Luna do Império Bittencourt. Você serve."

Senti o sangue sumir do meu rosto. Um peão.

"Além disso", Ivan continuou, caminhando para beijar a testa de Kiara, "eu nunca completei a Marcação. O laço existe, mas é fraco. Posso rejeitá-la quando eu quiser."

Levei a mão à boca para abafar um soluço. A Marcação. Ele sempre dizia que queria esperar até a nossa noite de núpcias, por respeito. Não era respeito. Era uma brecha.

"E os pais dela?", Kiara perguntou. "Eles não vão ficar felizes se você largar a filhinha preciosa deles."

Ivan riu de novo. "Ricardo e Eleonora? Quem você acha que paga por esta mansão, Kiara? Eles sabem. Preferem uma aliança forte comigo à felicidade de uma filha que consideram uma decepção. Eles acham que a Aliana é 'mole demais' para liderar."

Meus joelhos cederam. Eu afundei na grama molhada.

Meus pais. Minha própria mãe e meu pai. Eles estavam pagando pela casa onde meu companheiro mantinha sua amante e o filho deles.

Meu celular vibrou no meu bolso. Olhei para baixo, com a visão embaçada. Uma mensagem de Ivan.

*Amor, estou preso na fronteira lidando com alguns Renegados. Vai ser uma noite longa. Não me espere acordada. Te amo.*

Olhei pela janela. Ivan estava servindo mais vinho para Kiara, sorrindo aquele sorriso encantador que eu pensei que pertencia apenas a mim.

Minha loba interior não gemeu desta vez. Ela ficou em silêncio. Um silêncio mortal e frio que era muito mais aterrorizante do que sua dor.

Eu não invadi a casa. Eu não gritei. Deixei a marmita térmica com o ensopado na base do carvalho.

Então, me virei e fui embora. O amor em meu coração estava esfriando rapidamente, endurecendo em algo afiado e irregular. Algo que parecia vingança.

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