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img img Romance img A noiva Fugitiva do CEO
A noiva Fugitiva do CEO

A noiva Fugitiva do CEO

img Romance
img 14 Capítulo
img 24 Leituras
img Tamires Ferreira
5.0
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Sinopse

Para salvar-se de um destino cruel traçado por seu próprio pai, Antonella Ventura tomou uma decisão desesperada. Em vez de aceitar ser vendida como um troféu para um homem de cinquenta anos em troca de um dote exorbitante, ela escolheu a liberdade - ou o que acreditava ser ela. Em um ato de rebeldia, Antonella foge e se entrega a um casamento relâmpago com um homem que todos diziam ser apenas um bandido sem um tostão, um "gigolô" de beira de estrada. Para ela, qualquer vida de dificuldades ao lado de Fernando Baker seria melhor do que ser vendida por sua família. O que ela não esperava era que, por trás da fachada de "nada a perder", Fernando escondia um império. Entre lençóis e segredos, Antonella descobre que seu marido não é apenas o homem que a resgatou da lama, mas o herdeiro bilionário mais poderoso da cidade. Agora, ela precisa lidar com uma nova realidade: seu "bandido" não quer apenas protegê-la, ele quer colocar o mundo inteiro aos seus pés.

Capítulo 1 A fuga

O grito de Marieta atravessou os corredores da mansão como uma lâmina enferrujada. "A noiva já está pronta! Tragam a Antonella agora!" A alegria na voz da madrasta era tão falsa quanto as joias que usava; para ela, Antonella não era uma enteada, era um bilhete premiado.

No escritório, o som metálico de uma notificação bancária selou o destino da jovem. O visor do celular de Afrânio brilhou com o número: R$ 5.000.000,00. - Sr. Jansen, o depósito caiu. - Afrânio sorriu, secando o suor da ganância. - Minha filha é um diamante bruto. Nunca foi tocada. Ela é sua.

Atrás da porta, Antonella Ventura sentiu o mundo girar. Mario Jansen não era um marido; era um colecionador de mulheres. - Você está me vendendo... - sussurrou ela, as lágrimas queimando. - Não é uma venda, Antonella. É um investimento. - O olhar de Afrânio era de puro gelo. - Agora, entre naquele carro e cumpra seu dever de filha.

O pânico foi o combustível. Antonella disparou pela estrada escura, o vestido de noiva pesando como uma armadura de chumbo. Quando os faróis de um carro negro cortaram a névoa, ela não pensou: ela se lançou ao asfalto. Morte ou liberdade.

O freio gritou. No banco de trás do luxuoso veículo, a atmosfera era de um necrotério em chamas. Fernando Bakker lutava contra uma agonia invisível, as veias do pescoço saltadas sob a pele febril. - O que foi isso? - a voz dele era um trovão rouco. - Uma mulher, senhor! Ela bloqueou a estrada! - respondeu Fábio, a mão já no console, pronta para o pior.

Antes que pudessem reagir, a porta se abriu e a noiva fugitiva invadiu o carro, trazendo consigo o cheiro de chuva e medo. - Por favor, saia daqui! Me leve para qualquer lugar! - implorou ela.

Mas o que ela encontrou não foi um salvador. Mãos de ferro a agarraram pela cintura, puxando-a para um calor sobrenatural. Fernando Bakker queimava. O ritmo do coração dele contra o braço dela era um galope caótico e mortal. - Você... você está ferido?

Anthonela percebeu gotas de sangue sujando seu vestido.

Fernando soltou um riso sombrio, os dedos enterrando-se na seda branca do vestido dela. Seus olhos injetados encontraram os dela. - Então você é médica? Que ironia... eu pedi um milagre ao destino e ele me enviou uma noiva.

Sob o luar, em um acostamento deserto, o silêncio era cortado apenas pela respiração pesada de Fernando. Antonella sabia que deveria ajuda-lo.

Ao tentar buscar ajuda, o clique metálico de uma pistola contra sua têmpora a paralisou. Fábio a encarava com olhos de pedra. - Nem um passo para a polícia, garota. Você vem com a gente. - Ele precisa de pontos! - ela gritou, a autoridade médica brilhando em meio ao caos. - Me levem para a minha clínica. Agora!

Meia hora depois, no refúgio de sua clínica particular, Antonella terminava a sutura no braço de Fernando. O cheiro de ervas e antisséptico preenchia a sala. Quando ela ia se afastar, a mão dele disparou como uma armadilha, prendendo seu pulso com uma força possessiva.

Fernando Bakker abriu os olhos. A febre havia sumido, deixando apenas uma frieza predatória que parecia devorar a alma de Antonella. - Você me salvou - ele disse, sua voz agora límpida e perigosa.

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