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Capítulo 1 Você tem um gosto requintado

"Encontramos provas de que o marido da Sra. Wells foi infiel, Senhor Lawson."

No campo de golfe, Julian Lawson interrompeu seu movimento, seus lábios se curvando em um sorriso indiferente. "Apenas entregue a ela."

Ele imaginou o belo rosto de Siena Wells desfigurado por lágrimas, a imagem tornando-a bastante frágil e quebrada.

A ideia lhe parecia estranhamente excitante.

Julian ajustou a gola e deu uma tacada poderosa, a bola de golfe traçando uma trajetória impecável.

O caddie exclamou com alegria: "Foi um hole-in-one perfeito!"

Com satisfação, Julian entregou o taco de volta ao caddie. "Distribua dois milhões em bônus, divida entre todos aqui."

Enquanto o grupo explodia em aplausos, ele se retirou.

Mais tarde naquela noite, Julian estava em seu escritório examinando documentos quando seu assistente irrompeu.

"Senhor Lawson..." Eric Sutton chamou.

Sem levantar os olhos, Julian disse: "Qual é o problema? Algum problema com a Família Wells? Vá verificar e certifique-se de que Siena está bem."

"Não é isso!" Eric parecia seriamente preocupado. "A Sra. Wells foi para o Oásis a barlavento!"

Julian fechou o contrato com força. "Uma pessoa com mobilidade reduzida em uma boate? O que ela está fazendo, dançando na pista?"

Julian tirou os óculos, sua expressão ficando séria enquanto saía apressadamente.

Eric correu atrás dele. "O Oásis a barlavento não é uma boate comum."

Julian parou abruptamente, seu olhar fixo em uma grande pintura no corredor.

O retrato mostrava uma jovem Siena aos dezoito anos, vestida com traje de balé e dançando sob os holofotes, sua presença etérea e absolutamente cativante.

Sua expressão se endureceu. O que Siena estava fazendo na boate?

No andar de cima, no Oásis a barlavento, Siena estava sentada silenciosamente na suíte luxuosa.

Sua cadeira de rodas parecia mais uma prisão, confinando seu corpo imóvel e seu espírito, que estava se apagando lentamente.

Até esta noite, ela se considerava sortuda.

Suas pernas estavam paralisadas, mas ela acreditava ter um marido dedicado. Contudo, aquele vídeo comprometedor destruiu sua paz como um choque de realidade.

Agora, descobriu que tanto seu amor quanto seu amigo mais próximo a traíram tendo um caso.

Dominada pela tristeza, Siena cobriu o rosto, seus olhos secos demais para derramar lágrimas.

Passos ressoaram quando a porta se abriu.

Endireitando-se, Siena ajustou sua postura. "Zoe lhe informou do que eu preciso, não é?"

O silêncio que se seguiu a fez apertar os apoios de braço com mais força.

"Estou disposta a pagar, mas esta noite deve permanecer entre nós, ou então... ou então eu vou garantir que você se arrependa," ela continuou.

Sua frustração era palpável; era suave demais para soar ameaçadora.

Então, uma mão pousou suavemente em seu ombro.

Siena imediatamente se tensionou!

A mão deslizou até seu queixo, seu calor e a aspereza dos calos tocando sua pele.

Ela franziu ligeiramente a testa. "Você deveria ter suavizado suas mãos antes de vir."

A mão parou.

Respirando fundo, Siena tirou uma venda da bolsa e a amarrou nos olhos.

Com a venda, ela poderia evitar os olhares de pena para suas pernas.

Para esse breve encontro, ela preferia ignorar a identidade dele; seu objetivo era vingança, não romance.

"Pode começar."

Julian não era estranho a situações desafiadoras, ainda assim seu coração acelerou.

Ele se posicionou na frente dela e riu.

A imagem de um sapo triste na venda encontrou seu olhar.

Ela gostava de coisas peculiares como essa? Ele percebeu que talvez não a conhecesse tão bem quanto pensava.

Quando a venda foi repentinamente retirada, Siena se tensionou. "O que você está fazendo aqui?"

"Esse sapo não é exatamente romântico," ele comentou, sua voz profunda e suave, reminiscente das notas mais baixas de um piano.

A dúvida piscou na mente de Siena. Sua amiga Zoe Owen havia prometido encontrar um jovem virgem para ela, mas esse homem era galanteador e longe de ser inocente.

Antes que ela pudesse pensar mais, um lenço macio cobriu seus olhos.

Ela captou um leve aroma de uma fragrância Fougère, reminiscente de samambaias, robusta e resoluta.

"Você tem um gosto requintado," ela comentou.

"Obrigado pelas gentilezas."

De repente, ela se viu sendo colocada gentilmente em uma cama macia.

Siena se preparou, cautelosa com a dor que havia sido avisada que viria com sua primeira experiência de intimidade.

Esperando que ele a despisse, ficou surpresa quando ele a beijou em vez disso.

Seu beijo era gentil e respeitoso, cheio de uma estranha devoção.

Não era nada como seu primeiro beijo agressivo aos dezoito anos, que a deixara com lábios machucados.

Aquela noite tinha sido tão escura que ela não pôde ver o rosto da pessoa que roubou seu primeiro beijo.

Seus pensamentos errantes voltaram quando o homem à sua frente levantou sua saia. Pronta para seu desprezo, ela foi, em vez disso, recebida com admiração.

"Linda."

Linda? Como ele poderia encontrar beleza em suas pernas marcadas?

Com uma voz trêmula, ela perguntou: "Essas cicatrizes não parecem mais com uma minhoca para você?"

"Não, são lindas, parecendo o caule elegante de uma rosa."

E com isso, ele beijou as cicatrizes.

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