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O Príncipe Adormecido
img img O Príncipe Adormecido img Capítulo 7 Eu vivo pensando nele
7 Capítulo
Capítulo 10 De todo coração, sim img
Capítulo 11 Um presságio img
Capítulo 12 Algo errado img
Capítulo 13 O príncipe Adormecido voltou a vida img
Capítulo 14 Voltei para te proteger img
Capítulo 15 Seu destino era ela img
Capítulo 16 No momento certo img
Capítulo 17 Possível Caminho img
Capítulo 18 Aliança de poder img
Capítulo 19 O plano img
Capítulo 20 O jantar img
Capítulo 21 Eu fui boba img
Capítulo 22 O escândalo img
Capítulo 23 São intocáveis img
Capítulo 24 Seria sua única mulher img
Capítulo 25 Tempo recorde img
Capítulo 26 Mais um instante img
Capítulo 27 Todas as noites serão nossas img
Capítulo 28 O casamento img
Capítulo 29 No Oásis inicia a lua de mel img
Capítulo 30 A primeira vez img
Capítulo 31 Serei só seu img
Capítulo 32 Um ritual especial img
Capítulo 33 O amor profundo img
Capítulo 34 O chá de boas vindas img
Capítulo 35 O jantar exclusivo img
Capítulo 36 Não me toque img
Capítulo 37 Resolvendo a crise img
Capítulo 38 Eu não quero você img
Capítulo 39 Cada decisão img
Capítulo 40 O sucesso da reunião img
Capítulo 41 Seja doce, nunca amarga img
Capítulo 42 As fotos img
Capítulo 43 Tinha ousado img
Capítulo 44 Meu príncipe img
Capítulo 45 Você não tem limites img
Capítulo 46 Doce vício img
Capítulo 47 O centro das atenções img
Capítulo 48 Sua sina img
Capítulo 49 Você não merece isso img
Capítulo 50 A festa img
Capítulo 51 Homenagem img
Capítulo 52 Primeiro minha esposa img
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Capítulo 7 Eu vivo pensando nele

Capítulo 07

O Príncipe Adormecido

- Eu não sei se consigo aceitar ser inseminada para dar um bebê para ele. Olha, tia, talvez eu devesse voltar para o Brasil. Ou ficar aqui. Posso trabalhar, pagar tudo. Posso ser intérprete, ou fazer limpeza... só não quero ser parte disso.

- Eles não vão deixar, Isa. Querida, deixa de ser ingênua. Você sabe demais. E se não fizer o que a princesa quer, ficando grávida do príncipe Rafique por inseminação, eles podem sumir com você. Infelizmente, assim como eu, você será morta. - Simone a olhou nos olhos, morrendo de tristeza. - Mas você tem uma chance de mudar sua vida para sempre. Nove meses. Uma vasta fortuna te espera. E um novo destino em qualquer lugar do mundo será possível.

Isadora ficou olhando o rosto de Rafique. Aquele homem parecia tão vivo.

De repente, a porta se abriu.

Era a princesa Annia, que não costumava aparecer cedo. Na verdade, ela nunca vinha. Simone ficou arrepiada de medo.

- O que está acontecendo aqui? - disse, com voz firme. Seus olhos recaíram sobre Isadora, que mesmo com uniforme, foi reconhecida imediatamente.

- Alteza, eu só...

Tentou justificar Simone, morrendo aos poucos, porque ela sabia que iria ser lançada no fogo, pelo ódio que via nos olhos da princesa.

- Cale-se, Simone! Eu falei para trazê-la para mim, no palácio, para ser utilizada na clínica como incubadora, caso eu a escolhesse. E nunca te dei autorização para enfiá-la aqui no quarto do meu filho! Ainda mais dando banho nele! Isso você irá pagar caro por tamanho atrevimento. Você não dá banho no Rafique. Ele tem enfermeiros homens para isso.

- Me perdoe, alteza, mas ela queria ver o príncipe antes de decidir, e eu achei que ele precisava de uma limpeza. Achei uma pequena ferida, olhe ali. - Apontou para uma pequena mancha de início de ferida na costela direita.

Annia olhou para o local que Simone mostrou e tocou o lugar, preocupada, mas em seguida voltou ao assunto que a fez vir imediatamente ao quarto do filho.

- Decidir? Ela não tem escolha! O contrato foi assinado por você! Ah, espera, você mentiu, Simone! Você enganou a todos! - Annia agora gritava em árabe.

Pensando que Isadora não entenderia, ela explodiu:

- Se essa garota não fizer a inseminação logo, porque agora eu a escolho. - será ela, a incubadora. - Eu juro que mando arrancar sua língua com ferro quente, e depois te enterro viva! - disse com autoridade e certeza de que a sua ordem seria cumprida.

Isadora estremeceu. A raiva, o medo, o choque... E a compreensão total das palavras. Ela falava árabe fluentemente.

- Eu entendi tudo. - disse ela, firme. - Eu aceito e farei o que a senhora quiser, mas não toque na minha tia. E quero ver o contrato que ela assinou por mim. Quero ler tudo o que está escrito. E quero proteção e garantia de que sairemos vivas daqui, após cumprir com esse infame acordo.

Annia arregalou os olhos. Simone segurou o braço da afilhada.

- Isadora, minha nossa, você acabou de nos matar! Você não poderia falar assim com a princesa!

- Cale-se, Simone. Agora não importa o protocolo real, ela aceitou. Então vamos agora para a clínica. - disse com olhar gelado e exigente.

- Sim, alteza. Vamos, Isa. Ela não nos dará outra chance.

- Tá, madrinha.

Horas depois...

Fizera uma série de exames para atestar saúde plena, antes da fertilização. Três óvulos foram implantados, como garantia de sucesso.

Isadora chorou em silêncio.

Enquanto isso, no mundo silencioso e distante do coma, Rafique sentiu algo. Quando a intrusa chegou. A voz feminina falando português. Ele entendia português, era poliglota. Era suave, gentil, com vergonha. Ele não sabia quem era, mas quis ouvir mais. Seu corpo reagiu, para ela. Alguns dos seus músculos tencionaram. E mesmo sem poder se mover, uma parte dele se inflamou em reação ao toque e à presença dela. Além de toda novidade de começar a ouvir o mundo real, ele ouviu o plano absurdo de sua mãe. Porém, ao ouvir a jovem falar com ela de igual para igual, isso foi mais interessante que tudo. Apesar de estar muito longe dali...

Porém, seu espírito gritava, querendo voltar, mas o seu corpo não o obedecia e ele continuava adormecido.

Isadora acordou com um enjoo leve. O corpo ainda sentia os resquícios do procedimento, e embora tivesse sido medicada, ela percebia uma sensação estranha percorrendo seu ventre.

Tocou a barriga instintivamente e, pela primeira vez, sentiu um presságio silencioso: havia vida ali. Três embriões. Três possibilidades. Três destinos selados.

Um mês depois...

O palácio onde agora vivia era afastado da ala principal, um setor reservado, vigiado por homens armados e câmeras que não a deixavam esquecer quem ela era naquele lugar: uma incubadora humana. Os dias eram silenciosos, envoltos em luxo e solidão.

A comida vinha em bandejas prateadas, o ar-condicionado mantinha o clima constante, e a decoração misturava o tradicional com o clássico europeu. Mas não havia aconchego.

Simone, sua tia e madrinha, visitava-a todas as noites. As duas jantaram juntas no quarto decorado com tons de ouro e bege, onde uma varanda se abria para o deserto iluminado pela lua.

- Tia...

Simone a olhou, atenta. - O que foi, meu amor?

- Eu estou com medo do futuro. Às vezes penso que nunca vou sair daqui. Nunca verei nossa família. Que talvez esses bebês nem vão sobreviver. E... e se eu me apegar? Mesmo assim, eles vão me tirar os bebês. O que vou fazer depois? Ah, são tantas perguntas que eu quase fico louca, sem contar que eu vivo pensando nele...

Simone se aproximou, pegando a mão da sobrinha. - A princesa Annia já está estudando para autorizar que você faça alguns passeios para relaxar. Eu estou insistindo com ela, porque sei que esse procedimento precisa de você tranquila. E não se preocupe, vamos dar um jeito. E obrigada, Isa. Você salvou nossas vidas.

Isadora permaneceu em silêncio por alguns instantes, então ergueu os olhos para Simone.

- Não tive escolha. Eu vi que seu medo era real, e nossas vidas estavam em risco. Mas quando eu vou ver o Rafique de novo? Como ele está?

Simone suspirou, visivelmente desconfortável com o interesse de Isadora. Afinal, o príncipe era proibido para ela.

- Não fale nele, Isa. O acordo que eu assinei com a princesa é bem claro. Você não pode ter contato com o príncipe. Você é apenas uma incubadora.

- Eu sei. Eu li o contrato, madrinha. Mas não é justo. Eu sinto que preciso vê-lo. Preciso contar sobre os bebês, tia. Talvez isso ajude ele a reagir... Parece loucura o que eu estou falando, mas eu tenho esperança agora.

Simone apertou os lábios, refletindo.

- Você tem razão. O doutor Rodrigo Otomano está chegando de Los Angeles. Ele é renomado, e a esposa dele é brasileira. Talvez eu possa conversar com ele, por você.

Isadora assentiu, com os olhos marejados.

- Eu já sinto que estou grávida. Parece loucura, mas minha mãe disse que também soube muito cedo quando me carregava.

Simone sorriu, emocionada.

- Então fique calma, amor. Eu vou avisar a princesa. E faremos exames.

Autora: Graciliane Guimarães

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