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Dominada pela Fera Senhor Da Guerra
img img Dominada pela Fera Senhor Da Guerra img Capítulo 2 Sequestrada
2 Capítulo
Capítulo 6 Comprada img
Capítulo 7 Me mate img
Capítulo 8 Não me toque img
Capítulo 9 Um jantar img
Capítulo 10 Encurralada img
Capítulo 11 Não ouse morrer img
Capítulo 12 Chorando por mim img
Capítulo 13 Use sua mercadoria Alfa Black img
Capítulo 14 Pesadelos img
Capítulo 15 Ela o beijou img
Capítulo 16 Indiferente img
Capítulo 17 Eu ia matá-lo img
Capítulo 18 Sara Black img
Capítulo 19 Armação img
Capítulo 20 Fuga img
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Capítulo 2 Sequestrada

O rosto de Isaac estava vermelho agora, nunca em sua vida ele havia sido pressionado por outro macho antes, muito menos confrontado e tocado daquela forma. Nosso pai sempre foi um bom empresário e tanto dinheiro havia dado a ele uma posição de proteção que não era comum para os machos.

E era exatamente por isso que ele estava sem saber o que fazer enquanto aquele maldito alfa Black o segurava pelo pulso e o questionava sobre mim.

- Sou irmã dele, agora solte-o. - falei, finalmente recuperando a minha voz.

Seus olhos de cores diferentes se voltaram para mim imediatamente e como se eu tivesse ordenado colocando uma faca em seu pescoço, ele soltou o meu irmão e fixou seu olhar nos meus.

"Ele é nosso companheiro, está tentando nos proteger." Vênus disparou em minha mente.

"Não, ele matou o nosso companheiro e agora acredita que pertencemos a ele." Retruquei.

Isaac alisou o pulso agora vermelho pelo aperto do alfa Black, que ainda me encarava.

- Vou deixar que aproveitem a festa. - falei e me virei, não esperei que o macho dissesse algo ou tentasse falar comigo, corri em direção a cozinha e sai pela porta dos fundos.

Quando senti a lufada do ar noturno, respirei fundo pela primeira vez e meu coração disparou enquanto minhas pernas queriam retornar para aquele macho.

Queriam retornar para o maldito que matou Theo...

Ah pela deusa, porque isso estava acontecendo comigo? Por que? Eu estava sendo castigada?

Obriguei minhas pernas a caminharem para longe da mansão que um dia morei, seguindo pelas ruas escuras enquanto um trovão retumbou no céu.

Enquanto caminhava, a voz incessante de Vênus me implorava para retornar, chamando por seu companheiro e eu queria apenas que ela se calasse. Meu coração parecia estar em pedaços novamente, como se eu estivesse perdendo o Theo de novo.

Segui em direção à avenida e não esperei o sinal fechar, vendo uma brecha avancei e de repente o carro acelerou, meu coração bateu mais forte.

Vênus havia acabado de voltar, ela me curaria ou eu morreria assim? Atropelada.

Não consegui me mover, por um segundo fechei os olhos e aceitei, até que senti todo o meu corpo sendo envolvido por braços poderosos, meu corpo sendo erguido do chão com facilidade.

O calor me envolvendo como uma manta, quando abri os olhos, me deparei com aqueles olhos dispares me encarando surpresos, enquanto ele caminhava para a calçada comigo em seus braços, para a segurança.

Fiquei por alguns segundos paralisada em seus braços, Vênus estava completamente presa em seu olhar, eu estava envolvida no calor emanando de seu corpo e no modo possessivo e protetor que ele me segurava.

Quando finalmente chegamos na calçada, ele disse áspero:

- Quer se matar?

Foi então que acordei para a realidade, eu estava nos braços do macho que destruiu a minha vida e agora eu devia a minha vida a ele.

Cogitei por um momento voltar para a pista e me jogar na frente do primeiro carro.

- Me solte agora. - falei e minha voz era fria.

O macho franziu o cenho, mas me soltou. Não esperei que ele tentasse conversar, assim que meus pés tocaram o chão, me virei para fugir dele, mas o macho me segurou pelo braço e me puxou de volta para ele.

Para a minha surpresa e horror, ele mergulhou os dedos nos meus cabelos e me beijou com força, me encurralando contra a parede de um beco.

No instante que senti seus lábios nos meus, todo o meu corpo estremeceu, como se uma corrente elétrica estivesse sendo acionada e percorrendo todo o meu corpo.

Como se eu estivesse despertando, voltando a vida após um longo período de morte. Meu coração batia descompassado, minhas pernas tremiam de modo incontrolável e Vênus gritava em minha mente de êxtase.

Por Selene, o que eu estava fazendo? Estava deixando-o me tocar? Me beijar?

O rosto de Theo surgiu em minha mente e finalmente eu consegui empurrá-lo.

Quando fiz isso, seus olhos estavam mais escuros e sua expressão intensa, seus lábios vermelhos.

- Nunca mais me toque. Eu tenho nojo de você. - Cuspi as palavras e vi a surpresa em seus olhos.

Ele realmente não se lembrava de mim, não tinha ideia do que havia feito comigo naquela noite.

- Você nem me conhece e me despreza? É pelos boatos que sou cruel? Não se deixe enganar com isso.

- Então está me dizendo que não é cruel? Que não matou toda uma alcateia que não quis se curvar a você? Está dizendo isso? Então além de cruel, é mentiroso. - exclamei.

Seus olhos dispares me fitaram com tamanha intensidade que me senti nua, mesmo não estando.

- Vejo que você já tem uma opinião formada sobre mim. - Ele disse após uma longa pausa ao qual ficou me encarando minunciosamente e me deixando desconfortável.

- Sim. Tenho. E é a pior possível, agora me deixe passar. - falei, porque ele ainda estava bloqueando o meu caminho.

Quando ele não se moveu, tentei empurrá-lo para que saísse do meu caminho, mas seu corpo grande e musculoso não se moveu nem um centímetro. Eu suspeitava que Vênus estava lutando comigo e não liberando nossa força, porque ela o queria.

- Eu levo você, apenas me diga onde mora. - Ele disse e colocou os braços na parede, um de cada lado do meu rosto me encurralando novamente.

Seu rosto estava a centímetros do meu e eu podia sentir sua respiração quente e com gosto de vinho.

- Eu não preciso de carona, agora saia. - falei encarando-o.

O macho teve a audácia de sorrir de lado e não se afastou.

- Não quer que eu saiba onde você mora. - Aquilo não era uma pergunta, ele estava afirmando aquilo.

Se ele soubesse que meus sentimentos iam muito além daquilo, eu queria era que ele morresse.

- Não insista, apenas saia da minha frente e volte para a festa do meu irmão. Não temos nada. - falei do modo mais áspero possível.

- Salvei sua vida agora pouco, e a deusa decidiu que somos companheiros. Mas por enquanto, a única coisa que quero é levá-la para casa. - Ele disse e de modo repentino, agarrou a minha cintura e simplesmente me jogou sobre seus ombros enquanto eu gritava e me debatia.

- Maldito, me solte! Está me sequestrando!

Ele caminhou comigo em direção à rua e rebateu:

- Sequestrando-a tentando levá-la para casa? Que péssimo sequestrador eu sou. Se fosse sequestrá-la mesmo, a levaria para a minha cama, fêmea.

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