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Irmãos Jones
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Capítulo 5 Doutor Gostoso - Emma Carter

Emma Carter

O sábado tinha começado calmo. Eu estava de pijama, sentada no sofá da sala com minha caneca de café, enquanto Julia, minha melhor amiga e companheira de apartamento, folheava uma revista de moda. O som baixo da televisão preenchia o ambiente preguiçoso da manhã.

A campainha tocou.

Abri a porta e encontrei meu pai, impecável como sempre, no seu terno sob medida. Ele me abraçou rapidamente, sem dar tempo para eu perguntar nada.

- Filha, preciso que me acompanhe hoje à noite - disse num tom que soava mais como ordem do que pedido. - Tenho uma reunião importante com investidores para o hospital de um amigo. Sua mãe não poderá ir, então... quero você ao meu lado.

- Pai... não sei se é uma boa ideia - comecei, tentando achar uma desculpa.

- E chame a Julia também - acrescentou, já puxando o cartão de crédito da carteira e colocando na minha mão. - Comprem algo bonito.

Julia ergueu a cabeça da revista com um brilho nos olhos.

- Estamos dentro - respondeu antes mesmo que eu pensasse em recusar. Ela praticamente saltou do sofá, arrastando-me para o quarto.

No shopping, passamos por várias lojas até que Julia parou diante de uma vitrine e apontou, com um sorriso convencido:

- Esse é perfeito pra você.

O vestido era vermelho, longo, com um corte que abraçava as curvas de forma elegante. Nada vulgar, mas impossível de passar despercebida.

- Julia... - comecei a protestar, mas ela já estava dentro da loja e entregando o cartão para a vendedora.

- Confia em mim - retrucou, antes de escolher para si um vestido preto, igualmente sofisticado.

Saímos da loja direto para o salão do shopping. Cabelos arrumados, maquiagem impecável. Voltamos para a cobertura para pegar as bolsas e trocar os sapatos.

Foi quando o elevador abriu, e Oliver Jones estava ali.

De terno preto, camisa branca aberta no colarinho, o perfume dele invadindo o ar antes mesmo que eu pudesse processar o que estava vendo. Os olhos dele se fixaram nos meus e, por um segundo, o mundo pareceu parar.

- Boa noite - disse ele, grave, a voz carregada de algo que me fez estremecer.

- Boa noite - respondi, num tom quase tímido.

Julia, sempre atenta a qualquer tensão, sorriu de canto. Quando ele entrou no elevador, ela deu um passo na minha frente... e tropeçou de propósito, empurrando-me diretamente contra ele.

Meu corpo colidiu com o dele.

- Desculpa! - falei rápido, tentando ignorar o calor que percorreu minha pele quando minha mão tocou o peito firme dele.

Oliver sustentou o olhar, sério, como se medisse cada reação minha. Peguei Julia pela mão e saímos do elevador, ele apenas assentiu, antes de apertar o botão do elevador. As portas se fecharam lentamente, deixando no ar um silêncio carregado.

- Então... - Julia disse ainda no corredor - Você e o Doutor Jones, tem alguma coisa aí.

- Julia... - suspirei, mas a verdade é que ela tinha razão.

E, no fundo, eu sabia que encontrá-lo novamente naquela noite, talvez não fosse só uma coincidência.

***

O salão brilhava sob a luz quente dos lustres dourados. Mesas redondas, impecavelmente decoradas com arranjos de flores brancas, ocupavam todo o espaço, enquanto a música suave de uma banda de jazz se misturava ao tilintar de taças de champanhe.

O vestido vermelho que Julia havia escolhido para mim parecia um abraço firme em cada curva, destacando tudo que eu geralmente tentava esconder. Lindo, sim. Mas me deixava exposta. Vulnerável. Como se todos os olhares pudessem me atravessar.

Assim que saímos do elevador, meus olhos foram atraídos por ele: Oliver Jones.

Terno preto sob medida, gravata perfeitamente alinhada, ombros largos que impunham respeito. Ele estava próximo ao bar, segurando um copo de uísque, como se fosse extensão da própria mão. E, mesmo no meio da multidão, seu olhar encontrou o meu como se tivesse me esperado a noite inteira.

O calor subiu para minhas bochechas antes que eu pudesse evitar. Julia, é claro, percebeu.

- Não se mexa... o seu Doutor Jones está te devorando com os olhos.

- Cala a boca, Julia - disse irritada. Antes que eu pudesse fugir, meu pai apareceu, sorridente.

- Emma, quero que conheça alguém muito importante - ele segurou minha mão e me guiou até um senhor de postura firme, cabelos grisalhos perfeitamente penteados. - Este é Edward Jones, presidente do Memorial Hospital.

Meu corpo gelou. Jones.

- Prazer, Emma - Edward disse com um sorriso cordial, apertando minha mão com firmeza. - Então você é a filha do Ricardo Carter... seu pai e eu somos amigos de longa data.

Meu pai completou:

- Anos sem nos vermos e agora descubro que sua família comanda o hospital onde minha filha faz residência.

Meu coração batia rápido, e uma prece silenciosa passou pela minha cabeça: Por favor, Deus... que Edward Jones não se lembre que era eu quem estava na sala de Oliver naquele dia.

E foi aí que Oliver surgiu. Ele se aproximou, cumprimentando Edward com um breve aceno e, em seguida, estendeu a mão para meu pai.

- Ricardo Carter? - A surpresa estava clara no tom dele. - Você é o investidor interessado no projeto de ampliação do nosso campo de pesquisas no Memorial?

- Sim, exatamente - meu pai sorriu. - Já conversamos com sua equipe financeira e estamos analisando as propostas.

Por um instante, vi algo brilhar nos olhos de Oliver. Não era apenas profissionalismo. Era surpresa e talvez algo mais profundo.

- Então é uma honra conhecê-lo oficialmente. - Oliver manteve a mão firme na de meu pai, mas seus olhos, mesmo enquanto falava, buscavam os meus.

Edward, com aquele tom autoritário de sempre, olhou para Oliver.

- Quero que cuide bem da filha do Ricardo no hospital.

- Pai! - protestei, sentindo o calor subir para o rosto. - Não preciso de favoritismos.

- Não precisa mesmo - Edward sorriu -, está se saindo muito bem. Eu acompanho todos os feedbacks dos seus professores e orientadores. Ainda não terminou o primeiro semestre e já se destaca.

- Vou até o bar... já volto - Julia, percebendo a tensão, se afastou com um sorriso malicioso.

Acabamos sendo conduzidos para uma mesa próxima ao palco. Meu pai, Edward, Oliver e eu. Quatro pessoas, mas a tensão ocupava um espaço muito maior do que a mesa inteira.

Enquanto nossos pais conversavam sobre negócios, investimentos e medicina, Oliver permanecia quieto, mas nunca deixava de me observar. O perfume dele misturava-se ao aroma amadeirado do uísque, e cada vez que nossas pernas se esbarravam sob a mesa, eu sentia aquele fio invisível entre nós se tensionar ainda mais.

E, ali, cercada por pessoas que não faziam ideia do que havia acontecido entre nós, percebi que este jogo perigoso estava longe de acabar.

***

O salão estava tomado por vozes sobrepostas, taças se tocando e risadas perfeitamente ensaiadas. Eu permanecia à mesa com meu pai e Edward Jones, trocando comentários educados, enquanto eles discutiam investimentos para um novo setor de pesquisas no hospital.

Mas, para mim, a noite tinha outro peso. Um peso que estava sentado ao meu lado.

Oliver Jones.

Ele não precisava tocar em mim para ser uma presença física. Bastava estar ali. Bastava que, vez ou outra, seu joelho roçasse no meu sob a toalha da mesa para que um calor incômodo se espalhasse pelo meu corpo. O ar parecia mais denso sempre que ele se movia.

Em meio à conversa formal, meus olhos procuraram por Julia. Ela tinha ido buscar uma bebida e ainda não tinha voltado. Quando a encontrei, estava encostada num dos balcões laterais, sorrindo demais para um homem que eu nunca tinha visto.

E havia algo errado naquela cena. Julia tinha um namorado, mas ali... inclinada para frente, rindo de forma íntima, a mão tocando o braço daquele desconhecido como se já houvesse história entre eles... não combinava com a amiga que eu conhecia.

Eu estava tão absorta que mal percebi quando a mão de Oliver roçou nas minhas costas, num toque que não parecia acidental, enquanto puxava minha cadeira levemente para o lado.

- Você está estranhamente quieta. - A voz dele, grave, quase um arranhar na pele.

- Só... observando - tentei responder de forma neutra.

- Observando o quê? - Os olhos dele seguiram minha linha de visão e se prenderam na cena de Julia e o homem.

- Interessante. - Um sorriso demorado apareceu.

- Não é nada - desviei, mas era tarde demais. Ele já tinha lido a situação.

Inclinou-se até meu ouvido, o hálito quente contra minha pele.

- Preciso falar com você.

- Sobre o quê?

- Não aqui.

Meu pai e Edward estavam imersos demais na própria conversa, para perceber quando nos levantamos. Oliver guiou-me pelo salão com a mão firme na base das minhas costas, conduzindo como se eu fosse sua propriedade.

Chegamos a um corredor lateral, e ele abriu uma porta que dava para uma varanda afastada. A brisa fria da noite bateu no meu rosto, mas não aliviou o calor que ele provocava.

- Então? - cruzei os braços, tentando soar no controle. - Vai me dizer o motivo de me trazer aqui?

- O motivo? - Ele avançou devagar, olhos descendo pelo meu vestido vermelho. - Digamos que... eu precisava confirmar uma coisa. - Um sorriso enviesado surgiu.

- O quê?

- Que esse vestido é a pior ideia que você já teve, pelo menos para mim. - O olhar percorreu minhas pernas antes de voltar aos meus olhos. - Porque agora, não importa o que eu faça, não vou conseguir esquecer essa imagem.

- Está sendo inapropriado, Dr. Jones! - Meu peito subiu e desceu mais rápido.

- Eu sei. - O tom dele era quase uma provocação.

Ficamos presos naquele olhar. O espaço entre nós diminuiu até eu sentir seu calor no meu corpo. A mão dele pousou na minha cintura, subindo lentamente pelas minhas costas, explorando o tecido fino do vestido. Eu já não sabia se respirava ou prendia o ar.

Seus lábios se inclinaram para os meus. O beijo estava a um suspiro de acontecer... quando a porta da varanda se abriu. Um casal que estava evidentemente alterado e aos beijos nos interrompeu, eles apenas sorriram quando perceberam que não estavam mais sozinhos e voltaram a se beijar, fazendo que eu e Oliver deixássemos o lugar.

***

O evento já estava chegando ao fim quando meu pai decidiu que era hora de ir. Julia, por outro lado, havia me enviado uma mensagem dizendo que ia pra casa do Caio, pois o jantar estava muito chato, me deixando com uma pontada de inveja, pois ela podia fugir, e eu? Eu tinha que ficar aqui, ainda mais sem a minha mãe pra me salvar.

Despedi-me dos convidados com um sorriso ensaiado, mas o calor do olhar de Oliver durante toda a noite ainda queimava na minha pele. Era como se, a cada vez que ele me fitasse, deixasse um pedaço dele gravado em mim.

- Ricardo Carter? - um homem se aproximou do meu pai com a mão estendida. - Jorge Thompson, das Empresas Thompson de Tecnologia. Poderia me conceder um momento?

- É que... - meu pai olhou o relógio no pulso.

- Vai, pai. Eu te espero - incentivei.

Foi então que Oliver surgiu ao meu lado, como se tivesse esperado exatamente aquele momento para intervir.

- Eu levo a Emma - disse com aquela firmeza natural, quase autoritária. - Moramos no mesmo prédio.

- Ótimo. Vou direto para o hotel depois dessa conversa - meu pai respondeu sem hesitar.

- Pode ir para casa. Eu e Julia não nos importamos - falei automaticamente, por mais que minha amiga não passaria esta noite em casa.

- Prefiro minha privacidade - ele sorriu de leve, como quem já estava decidido. - Além disso, tenho reuniões cedo amanhã.

- Tudo bem - assenti.

Meu pai se despediu e seguiu com o investidor, deixando-me sozinha diante de Oliver.

Do lado de fora, o ar fresco da madrugada não foi suficiente para apagar o calor que sua presença provocava. Ele estava parado junto ao carro, impecável no terno escuro, como se aquela noite fosse apenas mais um detalhe para ele.

- Então vamos - apontou para o carro como se fosse óbvio.

Não discuti. Entrei.

O trajeto até o prédio foi silencioso, mas nada calmo. O ar dentro do carro parecia mais denso, quase palpável. A cada troca de marcha, o braço dele roçava no meu, e meu corpo reagia de forma involuntária, como se reconhecesse aquele toque antes mesmo da minha mente aceitar.

Do estacionamento, seguimos até o elevador. As portas se fecharam e o espaço estreito pareceu comprimir a tensão entre nós.

Encostei-me levemente à parede, tentando manter distância, mas ele estava perto demais, emanando um calor que parecia me envolver inteira.

De repente, o elevador parou com um solavanco, até parece ironia do destino, pela segunda vez estávamos presos no elevador e o meu coração disparou, e minhas mãos, instintivamente, se agarraram ao braço dele.

- Calma... - murmurou, inclinando o rosto até ficar na altura do meu. Sua voz soou como um comando suave, íntimo.

Tentei respirar fundo, mas o perfume dele preencheu meus pulmões. Ele não recuou. Ao contrário. Uma das mãos subiu até segurar meu rosto, o polegar roçando de leve minha pele.

O mundo encolheu. Meus olhos caíram para seus lábios. Eu tinha certeza... ele ia me beijar.

E beijou.

Não foi lento, nem hesitante. Sua boca tomou a minha com urgência, e sua língua pediu passagem sem paciência para recuos. Minhas mãos subiram até sua nuca, puxando-o para mais perto, enquanto as dele exploravam meu corpo, me deixando sem ar e sem qualquer noção de prudência.

Quando a porta se abriu no nosso andar, não paramos. Saímos como estávamos, os lábios ainda colados, passos apressados pelo corredor. Não sei se era loucura... mas eu o queria.

Seguimos direto para sua cobertura, e naquele instante não havia espaço para dúvidas ou arrependimentos, apenas para o desejo que nos consumia.

Oliver Jones:

O elevador mal havia parado e já estávamos nos devorando como se o mundo fosse acabar naquela madrugada. Cada passo até minha cobertura era um exercício inútil de controle. O gosto dela queimava na minha boca, o cheiro doce grudado na minha pele.

Assim que a porta se fechou atrás de nós, segurei sua cintura e a pressionei contra a parede. Não havia espaço para palavras, apenas respiração acelerada, lábios famintos e o som abafado do nosso desejo.

- Você não tem ideia... - murmurei contra a curva do seu pescoço, minha voz grave e rouca - do que está fazendo comigo.

Ela respirou fundo, mas não respondeu de imediato. Quando se afastou o suficiente para me encarar, seus olhos estavam carregados de algo que eu não conseguia decifrar completamente - provocação e rendição na mesma medida.

- Você sabe que isso é errado - falei contra sua pele, mais para mim do que para ela.

- Então por que não para? - provocou, olhando-me nos olhos.

- Porque eu não quero - sorri, um sorriso lento e perigoso.

- Oliver... - Sua voz saiu baixa, quase um sussurro. - Só... vamos matar isso hoje. Só essa noite. Depois seguimos como se nada tivesse acontecido.

A frase me acertou como um soco. Parte de mim quis rir da ingenuidade de pensar que eu seria capaz de esquecê-la depois. Mas a outra parte queria essa desculpa para não parar.

- Tudo bem - respondi, encarando seus lábios. - Só essa noite.

Mentira. Eu já sabia que não seria só isso. Mas, naquele momento, precisava acreditar que conseguiria me convencer.

A puxei para mais perto, e ela arqueou o corpo contra o meu. Meu polegar roçou seu lábio inferior antes que eu a beijasse novamente, profundo, faminto. Minhas mãos exploravam seu corpo com uma urgência quase dolorosa, como se quisessem memorizar cada curva.

Levei-a até o parapeito de vidro da sala, a cidade iluminada ao fundo. Pressionei ela contra ele, o vento frio entrando pela porta aberta, contrastando com o calor que incendiava nossos corpos.

E a beijei de novo, mais forte, como se quisesse marcar cada centímetro dela. Não importava quantas vezes eu repetisse para mim mesmo que era só uma noite - eu já estava perdido.

Minhas mãos encontraram o fecho do vestido e, sem pressa, deslizei o zíper para baixo. O tecido macio cedeu ao toque, abrindo-se como se fosse feito para cair aos meus pés. Afastei-me alguns centímetros, apenas para vê-lo deslizar lentamente pelo corpo dela, revelando a pele lisa, quente, que fazia minha boca secar.

Emma não usava sutiã. Seus seios se ergueram no mesmo instante em que a brisa fria da varanda invadiu o espaço, fazendo os mamilos endurecerem diante dos meus olhos famintos.

Meu olhar desceu, e a surpresa veio com um golpe seco de desejo: nada de calcinha. Quando ergui os olhos de volta para o rosto dela, suas bochechas estavam tingidas de vermelho, mas o brilho dos seus olhos era puro desafio.

- Sem calcinha, senhorita Carter? - minha voz saiu baixa, rouca, como se estivesse prendendo um grunhido.

- Não gosto de nada marcando o vestido - respondeu num sussurro carregado de provocação e desejo.

Aquela resposta foi o estopim. Aproximei-me de novo, prendendo seu queixo entre meus dedos, antes de tomar seus lábios em um beijo profundo, faminto. Suas mãos percorreram meu corpo sem hesitar, explorando cada curva de músculo sob o tecido.

Quando seus dedos encontraram o fecho da minha camisa, não precisei dizer nada. Ela arrancou cada botão com pressa, quase com raiva, como se tivesse esperado por aquilo mais do que estava disposta a admitir. Eu a ajudei a se livrar do que restava da minha roupa, nossos corpos se encontrando sem barreiras, pela primeira vez.

O calor da pele dela contra a minha fez o mundo encolher. Segurei-a pela cintura, puxando contra mim, e senti o arrepio que percorreu seu corpo inteiro ao perceber o quanto eu a desejava.

Segurei Emma com força, fazendo-a colidir contra meu corpo. Seu suspiro escapou no mesmo instante em que a ergui, fazendo com que suas pernas se enroscassem na minha cintura, como se sempre tivessem pertencido ali.

Dei alguns passos até encostá-la na parede fria da varanda. O contraste entre o vento gelado e o calor que emanava de nós fez seu corpo estremecer, e isso só me incendiou ainda mais.

Meus lábios desceram pelo seu pescoço, roçando e sugando com possessividade até chegar à curvatura dos seios, deixando marcas que eu sabia que ela sentiria pela manhã. A cada gemido baixo, eu sentia o controle escorrer pelos meus dedos, e a vontade de possuí-la por completo se tornava insuportável.

Minha mão deslizou entre suas coxas, sentindo o calor úmido que já me aguardava. Emma arqueou as costas, pressionando-se mais contra mim, e mordi o canto de sua mandíbula como aviso.

- Sabe o que isso significa, não é? - murmurei contra sua pele, a voz grave, carregada de ameaça e promessa ao mesmo tempo. - Que depois dessa noite... você não vai mais conseguir me tirar da sua cabeça.

Seus olhos me desafiaram, mas a respiração acelerada a entregava.

- Eu disse que era só para matar o desejo... só uma vez - tentou soar firme, mas a voz tremeu.

- Uma vez nunca é suficiente, Emma - minha voz rosnou, enquanto minha mão apertava sua cintura com força. - Não quando você me olha desse jeito.

Sem mais paciência, me virei e a sentei sobre a mureta larga do parapeito. O vento frio arrepiou cada centímetro de sua pele nua, mas ela nem se moveu. Estava completamente entregue.

A pressão do meu corpo entre suas pernas a fez soltar um suspiro carregado de prazer e rendição. Beijei-a com mais violência, minha língua invadindo sua boca como se quisesse tomar cada fôlego para mim.

Minhas mãos exploraram suas curvas, apertando, marcando, enquanto roçava meu sexo duro contra ela. Emma gemeu contra meus lábios, e aquilo foi combustível puro.

- Você é minha esta noite - declarei, quase como uma sentença.

Segurei-a firme e puxei para mais perto da beirada do parapeito. Emma arqueou o corpo instintivamente, os seios nus se oferecendo para minhas mãos. Passei o polegar sobre seus mamilos, sentindo-os endurecer sob meu toque. Ela arfou e eu sorri contra sua pele.

- Está pronta para mim? - minha voz saiu baixa, quase um rosnado.

Ela apenas mordeu o lábio inferior, o olhar faiscando desejo. Ali soube que não havia mais volta. Isso foi o suficiente para me fazer segurar o meu pau já latejando.

Encostei a glande em sua entrada, apenas roçando, fazendo-a soltar um gemido carregado de frustração e expectativa. Segurei seu queixo com uma das mãos e a obriguei a me olhar.

- Quero que grave esse momento, Emma. Quero que lembre exatamente quem te fez se abrir assim.

E então, sem mais espera, empurrei para dentro dela de uma vez só. Seu corpo me recebeu quente e apertado, arrancando de mim um grunhido grave.

- Porra... - murmurei, enquanto começava a me mover, lento no início, apenas para saborear cada segundo.

Emma agarrou meus ombros, enterrando as unhas na minha pele.

- Mais... - pediu, a voz entrecortada pelo prazer.

Não precisei de mais incentivo. Segurei suas coxas e comecei a penetrá-la com força, fazendo seu corpo balançar contra o parapeito. A cada estocada, eu sentia seu corpo ceder mais, sua respiração ficar mais rápida, seus gemidos mais altos.

Inclinei-me para capturar sua boca novamente, a língua explorando cada canto, misturando nosso fôlego. Uma das minhas mãos desceu até seu clitóris, massageando-o em círculos rápidos enquanto continuava a invadi-la com força.

- Você vai gozar para mim, Emma - ordenei contra seus lábios. - Aqui. Agora.

Seus gemidos ficaram mais agudos, o corpo tremendo contra o meu. Apertei ainda mais a pressão dos dedos e, segundos depois, ela explodiu, agarrando-se a mim enquanto um gemido arrastado escapava de sua boca.

Continuei me movendo dentro dela, prolongando o prazer até sentir que não aguentaria mais. Segurei sua nuca, encostei minha testa na dela e, com algumas estocadas mais profundas e rápidas, gozei, enterrando-me completamente e sentindo meu corpo se desfazer no dela.

Ficamos assim por alguns instantes, respirando pesadamente, o mundo inteiro reduzido naquele momento.

Quando finalmente me afastei, vi o rubor ainda vivo em suas bochechas, os lábios inchados pelos beijos e os olhos carregados de algo que não era só desejo.

- Eu disse que era só para matar o desejo - ela sussurrou, quase sem fôlego.

- E eu disse que uma vez nunca é suficiente - acariciei seu rosto com o polegar, sorrindo de canto.

Ainda a mantinha contra o parapeito, meus dedos deslizando lentamente pela sua pele, descendo pela curva da sua cintura até encontrar o ponto mais sensível entre suas pernas. Emma arfou, tentando controlar a respiração, mas seu corpo não mentia - ela ainda estava pulsando pelo orgasmo anterior.

Ajoelhei-me diante dela, segurando suas coxas para mantê-la aberta para mim. O frio da noite contrastava com o calor que emanava dela. Inclinei a cabeça e passei a língua devagar, saboreando cada milímetro, até encontrar seu clitóris inchado e sensível.

- Oliver... - seu sussurro saiu trêmulo, quase um pedido de clemência.

Ignorei qualquer possibilidade de piedade. Capturei seu clitóris entre os lábios e suguei com firmeza, alternando com movimentos de língua que a fizeram arquear o corpo e se apoiar nos meus ombros para não perder o equilíbrio.

Ela gemia sem se conter, e cada som parecia incendiar meu sangue. Apertei suas coxas, mantendo-a exatamente onde eu queria, enquanto mergulhava a língua dentro dela, sentindo o gosto quente e viciante que já era meu vício.

- Goza para mim outra vez - ordenei contra sua pele, a voz abafada pelo prazer que eu lhe proporcionava.

Seus dedos se enroscaram nos meus cabelos, puxando com força enquanto seu corpo tremia. E então, ela explodiu novamente, soltando um gemido rouco, quase um grito, que ecoou na noite silenciosa.

Levantei-me devagar, mantendo os olhos nos dela enquanto lambia os lábios, provando-a. Ela parecia em transe, as pernas fracas, a respiração descompassada.

- Não terminei com você - murmurei, segurando-a firme pela cintura.

Girei-a e a pressionei contra o vidro da porta que levava para dentro do apartamento. A sensação do vidro frio contra sua pele nua arrancou-lhe um suspiro. Segurei seus quadris e a penetrei de novo, dessa vez com força desde o início, sentindo-a se moldar ao meu corpo como se tivesse sido feita para mim.

Meus movimentos eram intensos, duros, cada estocada carregada da fome e da raiva que eu sentia por desejar tanto aquela mulher, que eu não deveria tocar. Ela se agarrava ao vidro, o corpo inteiro balançando com o impacto, gemendo alto, sem se importar com quem pudesse ouvir.

Inclinei-me sobre ela, beijando seu ombro, depois mordendo de leve sua nuca.

- Eu disse... que uma vez não seria suficiente - minha voz soava como um aviso e uma promessa ao mesmo tempo.

A noite estava longe de acabar. E nós também.

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