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Pecado no 50º Andar
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4 Capítulo
Capítulo 6 A Cidade das Luzes e das Sombras img
Capítulo 7 Sob a Pele de Veludo img
Capítulo 8 Combustão img
Capítulo 9 As Marcas da Propriedade img
Capítulo 10 O Fantasma no Ático img
Capítulo 11 A Oferta do Diabo img
Capítulo 12 Vou destruir Victoria img
Capítulo 13 Não posso ter uma submissa que me teme img
Capítulo 14 Rainha de Espadas img
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Capítulo 4 Disciplina Executiva

Os dez minutos mais longos da vida de Sofia passaram enquanto ela tentava se recompor no banheiro feminino. Tinha jogado água fria no rosto e ajeitado sua roupa íntima, mas a umidade entre as pernas era persistente, um lembrete constante de quão perto estivera de perder a cabeça diante da diretoria.

Quando bateu na porta de Gabriel, os nós de seus dedos estavam brancos.

- Entre.

Ela entrou. Desta vez, Gabriel estava sentado em sua imponente cadeira de couro, atrás da mesa limpa. Não estava trabalhando. Estava esperando por ela. Suas mãos descansavam sobre os braços da cadeira, e seu olhar era uma sentença.

- Tranque a porta - ordenou com calma.

Sofia girou a tranca. O som metálico ressoou como um tiro.

- Aproxime-se, Sofia.

Ela atravessou o escritório, sentindo seus saltos afundarem no tapete. Parou diante da mesa, esperando uma repreensão, uma demissão ou mais jogos mentais.

Gabriel girou a cadeira levemente para encará-la por completo. Abriu as pernas, o tecido da calça esticando-se sobre suas coxas poderosas e delineando claramente a ereção que ele não tinha se dado ao trabalho de esconder.

- Na sala de reuniões, você demonstrou uma falta de controle preocupante - disse ele, a voz grave vibrando no ar. - Quase se entregou. Mais um gemido e teríamos um escândalo.

- O senhor... o senhor me provocou - defendeu-se ela, um brilho de rebeldia nos olhos.

Gabriel sorriu, um esgar predador.

- E você se deixou provocar. Se vai ser minha, preciso que tenha resistência. Venha aqui.

Apontou para o próprio colo.

O coração de Sofia disparou.

- O quê?

- Sente-se em cima de mim. Agora.

A ordem foi absoluta. Sofia rodeou a mesa. Gabriel não se moveu para ajudá-la. Ela teve que levantar a saia lápis, amontoando o tecido na cintura, e passar uma perna sobre as coxas dele para se sentar montada nele.

A posição era obscena e terrivelmente íntima. Ficou cara a cara com ele, seus seios na altura da boca dele, seus joelhos cravados no couro da cadeira de cada lado dos quadris dele. Podia sentir o calor que emanava dele, e a dureza de sua ereção pressionando contra sua entrada, separada apenas pelo tecido fino da calcinha e pela calça dele.

Gabriel levou uma mão à nuca de Sofia, obrigando-a a olhá-lo nos olhos, enquanto a outra mão descia entre os corpos suados.

- Olhe para mim - ordenou. - Não feche os olhos. Quero ver tudo o que você sente.

Com um movimento brusco, ele afastou o tecido da calcinha dela para o lado. Não se deu ao trabalho de tirá-la; a restrição do tecido tenso contra a pele só aumentava a sensibilidade. Depois, baixou o próprio zíper, libertando-se.

Quando a ponta do pau dele, grosso e quente, roçou a entrada encharcada de Sofia, ela soltou um suspiro entrecortado.

- Desça - disse ele.

Sofia afundou lentamente.

Foi uma invasão gloriosa. A grossura de Gabriel a esticou, preenchendo-a completamente, abrindo caminho centímetro a centímetro até que ela estivesse sentada completamente sobre ele, com os quadris fundidos.

Sofia jogou a cabeça para trás, dominada pela sensação de plenitude, mas Gabriel puxou seu cabelo, forçando-a a manter o contato visual.

- Eu disse para olhar para mim.

Ele não se moveu. Simplesmente a segurou ali, empalada, deixando que o corpo dela se acostumasse à invasão. Seus polegares se cravaram nos quadris dela, marcando a pele macia.

- Mova-se - ordenou. - Mas devagar. Se tentar gozar antes que eu permita, eu paro.

Sofia começou a se balançar. Era uma tortura deliciosa. Subia apenas alguns centímetros, sentindo a fricção dele contra suas paredes internas, e depois voltava a se deixar cair, recebendo o impacto do osso pélvico dele contra o dela.

Seus seios balançavam suavemente com o movimento, e o olhar de Gabriel desceu para devorá-los através da blusa. Não os tocou. A privação sensorial era parte do castigo.

- Assim - grunhiu ele, a voz perdendo a compostura. - Tão apertada... você foi feita para isto.

O ritmo aumentou. Sofia não pôde evitar. A necessidade que vinha acumulando desde a manhã, desde o baile, explodiu. Começou a se mover mais rápido, suas unhas cravando-se nos ombros do terno dele.

Gabriel grunhiu e, perdendo a paciência, assumiu o controle. Segurou os quadris dela com uma força brutal e começou a estocar para cima. Os golpes eram profundos, punitivos, chegando ao mais fundo do ventre dela, roçando aquele ponto sensível repetidas vezes.

- Gabriel... - gemeu ela, o prazer nublando sua visão.

- Diga - sibilou ele, mordendo a pele sensível do pescoço dela. - Diga de quem você é.

- Sua... sou sua...

Gabriel deslizou uma mão entre os corpos, encontrando o clitóris inchado dela e esfregando-o com o polegar exatamente quando estocava com mais força.

Foi o estopim.

Sofia gritou, seu corpo se retesando como um arco enquanto o orgasmo a atravessava. As contrações de seu interior apertaram Gabriel com tal força que ele rugiu, enterrando o rosto no pescoço dela enquanto se esvaziava dentro dela com espasmos poderosos e quentes.

Ficaram abraçados, ofegantes, o silêncio do escritório quebrado apenas por suas respirações erráticas. Gabriel a mantinha apertada contra si, possessivo, sem deixá-la escapar nem um milímetro.

Depois de um minuto, ele deu uma palmada sonora na bunda dela, quebrando o transe.

- Levante-se - disse, embora sua voz carecesse da frieza de antes. Agora soava rouca, satisfeita.

Sofia levantou-se com as pernas trêmulas, ajeitando a roupa o melhor que pôde. Sentia-se usada, marcada e completamente flutuando.

Gabriel fechou a calça e recostou-se na cadeira, observando-a com aqueles olhos cinzentos que agora pareciam um pouco mais escuros.

- Essa foi a lição de hoje, Sofia - disse, pegando uma caneta da mesa e girando-a entre os dedos. - Você pode perder o controle, mas apenas quando eu ordenar. E apenas aqui.

Sofia assentiu, incapaz de falar, e caminhou em direção à porta.

- E Sofia... - ele a deteve logo antes de ela sair.

Ela se virou.

- Prepare seu passaporte. Temos uma viagem de negócios a Paris neste fim de semana.

Gabriel sorriu e, pela primeira vez, o sorriso chegou aos seus olhos.

- Acho que você vai precisar de roupas novas. E menos restritivas.

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