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A babá é a mais nova obsessão do CEO
img img A babá é a mais nova obsessão do CEO img Capítulo 1 O anel
1 Capítulo
Capítulo 6 O destino ri da minha cara img
Capítulo 7 É ele! img
Capítulo 8 A entrevista img
Capítulo 9 A entrevista (II) img
Capítulo 10 Evasiva img
Capítulo 11 Galhofa img
Capítulo 12 Galhofa (II) img
Capítulo 13 Nannygates img
Capítulo 14 Nannygates (II) img
Capítulo 15 Zolpidem img
Capítulo 16 Zolpidem (II) img
Capítulo 17 Fase 2 img
Capítulo 18 Michael img
Capítulo 19 Meu namorado img
Capítulo 20 Meu namorado (II) img
Capítulo 21 Meu namorado (III) img
Capítulo 22 Só melhora! img
Capítulo 23 Só melhora! (II) img
Capítulo 24 Só melhora! (III) img
Capítulo 25 Felicidade em forma de comida img
Capítulo 26 Felicidade em forma de comida (II) img
Capítulo 27 A sunga branca img
Capítulo 28 Atrasada, como sempre! img
Capítulo 29 Fodeu, senhor! img
Capítulo 30 Partes íntimas, uma olhada rápida img
Capítulo 31 UM CASAL INUSITADO img
Capítulo 32 O PLANO É SIMPLES img
Capítulo 33 O CONTRATO img
Capítulo 34 CLÁUSULAS OCULTAS img
Capítulo 35 HONESTIDADE E SINCERIDADE img
Capítulo 36 PAPAI NOEL img
Capítulo 37 PAPAI NOEL II img
Capítulo 38 QUEM É AAYUSH img
Capítulo 39 MENTIRAS E MAIS MENTIRAS img
Capítulo 40 ACHADOS NO LIXO img
Capítulo 41 CHEFE E BABÁ img
Capítulo 42 EU GOSTEI DE VOCÊ img
Capítulo 43 EU GOSTEI DE VOCÊ II img
Capítulo 44 EU CHAMO O MONSTRO DE MÃE img
Capítulo 45 DAVI img
Capítulo 46 Está tudo terminado! img
Capítulo 47 AS REGRAS DA CASA img
Capítulo 48 ANÉIS DE PAPEL img
Capítulo 49 UM TERAPEUTA RUIM img
Capítulo 50 UM TERAPEUTA RUIM II img
Capítulo 51 A CASA DE PRAIA img
Capítulo 52 TRIBUNAL DE MINÚSCULAS CAUSAS img
Capítulo 53 UMA BOIA DE UNICÓRNIO img
Capítulo 54 SÃO SÓ BATATAS FRITAS! img
Capítulo 55 BIPOLARIDADE OU PARANOIA img
Capítulo 56 NATASHA ROMANOFF img
Capítulo 57 AAYUSH img
Capítulo 58 ESTOU SENDO DURA COM ELE img
Capítulo 59 PALADAR INFANTIL SEM PROBLEMAS img
Capítulo 60 NÓS TEMOS UMA HISTÓRIA img
Capítulo 61 EU TE AMO, AAYUSH img
Capítulo 62 UM GAROTO img
Capítulo 63 SOGRO img
Capítulo 64 WILL, O VALENTE img
Capítulo 65 UMA FAMÍLIA img
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A babá é a mais nova obsessão do CEO

Autor: Roseanautora
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Capítulo 1 O anel

POV Maria Fernanda.

Eu sempre acreditei que o amor verdadeiro fosse silencioso. Não aquele que precisava ser anunciado aos quatro ventos, mas o que se provava nas escolhas difíceis, nos sacrifícios que ninguém via. E exatamente por isso eu nunca exigi nada de Michael. Nunca cobrei promessas, sentimentos ou garantias. Eu apenas estive ali ao lado dele, desde sempre, como sua melhor amiga e admiradora.

Estava no quarto semestre do curso de Enfermagem, graças a um bolsa integral. Uma vitória que não era pequena, considerando de onde eu vinha. Minha mãe havia morrido cedo demais, meu pai ficou devastado desde então e a depressão o consumiu ao ponto de atentar contra a própria vida e ficar com sequelas que o impediam de trabalhar. Tínhamos uma casa que só continuava sendo nossa porque eu me recusava a deixá-la virar estatística de inadimplência.

Durante o dia eu fazia faculdade e estágio. À noite, nos poucos horários vagos, eu era babá. Não por vocação romântica, mas por necessidade financeira. Cuidar de crianças pagava melhor do que muitos subempregos e eu era boa com elas. Boa demais, talvez. Não só com elas, mas com muita gente. Ninguém desconfiava que aquele dinheiro não era só para mim.

Michael cursava Medicina. Ele não foi contemplado com bolsa de estudos e ficou prestes a trancar o curso no último semestre porque o pai havia perdido o emprego e as mensalidades se tornaram impagáveis. Ele nunca soube que fui eu quem pagou, porque fiz isso em forma de doação anônima diretamente para a faculdade. Enfim, a dignidade dele continuava intacta.... às custas da minha exaustão. Mas eu não via problemas quanto a isso. Fazia porque o amava. E não queria que ele se sentisse culpado caso soubesse.

Meu irmão mais novo, William, ajudava como podia. Mas Will, como carinhosamente o chamávamos, sonhava demais. Queria ser estilista, criar, desenhar, viver de arte. Trabalhos fixos nunca duravam. Quando duravam, pagavam pouco. Ele dizia que era temporário e que o dia que virassem um estilista famoso nossa vida mudaria para sempre. Eu acreditava, mas enquanto o "o dia" não chegava, era eu quem segurava o hoje.

Enquanto almoçávamos juntos num restaurante simples perto da faculdade, Michael falava animado sobre o jantar daquela noite, que havia sido planejado especialmente para a volta da minha prima.

- Não acredito que Letícia vai voltar hoje de Paris! Parece que ela ficou fora por décadas! - disse ele, sorrindo.

Fiz uma carranca. Parecia que Letícia ficou fora por dias e não 4 anos. Aliás, o tempo que ela ficou longe passou bem mais tranquilo para mim. Minha prima era bonita, confiante e, diferente de mim, rica. E só de saber que ele foi apaixonado por ela na adolescência já me dava um ciúme bobo. Bobo porque o tempo tinha passado e Michael certamente sabia que Letícia nunca se importou com pessoas como nós.

Michael mexia no celular o tempo todo e olhava o relógio. Fiz uma careta quando percebi que ele estava olhando as redes sociais dela. Letícia, a prima perfeita, sempre o padrão de comparação!

- É, vai ser um evento este jantar! - respondi, entediada.

Foi então que Michael se virou para mim, ficando sério de repente:

- Falando em evento... preciso da sua ajuda para escolher um presente. É uma joia. Um anel, para ser mais específico.

O meu mundo parou naquele momento. Meu coração deu um salto tão alto que quase o escutei.

Sorri por fora enquanto por dentro tudo se reorganizava. Anos de espera, de cuidado silencioso, de amor sem cobrança. Michael finalmente havia entendido que eu o amava e que o casamento, esperado ansiosamente pelas nossas famílias, era inevitável.

O almoço foi rápido. Eu mal senti o gosto da comida. Na joalheria, Michael pedia minha opinião o tempo todo. Por fim, escolheu um anel delicado, mas caro demais para alguém na situação financeira dele. Claro que eu tinha gostado e sinceramente, achei um gesto romântico. Mas eu casaria com ele até se me oferecesse um anel de papel, como fazia quando éramos crianças.

Enquanto Michael falava distraidamente sobre modelos e preços, eu já planejava o que faria depois que ele pedisse a minha mão. Falaria sobre a doação anônima que fiz para a faculdade, explicaria que o emprego de babá que ele tanto reclamava por nos afastar, enfim, tinha um propósito. Tudo foi por ele... sempre.

Assim que saímos da joalheria, mandei mensagem para William:

@Fê: Ele vai me pedir em casamento.

A resposta veio instantânea:

@Will: Finalmente. Já estava na hora.

A tensão no jantar era palpável. Letícia, no centro da mesa, como sempre, chamava a atenção de todos enquanto falava de sua pós-graduação em moda em Paris, com um sotaque afetado que não tinha antes.

Michael, sentado ao lado dela, estava estranhamente silencioso e sério. Mas eu sabia o motivo: ele estava esperando o momento certo. E seria quando Letícia parasse de se exibir. Então ele pararia tudo e faria o pedido.

Ansiedade era o meu nome do meio naquele momento.

Quando a sobremesa foi servida, Michael enfim se levantou, batendo levemente no copo com uma colher. Todos se calaram imediatamente.

- Tenho um anúncio a fazer - disse, visivelmente nervoso.

Quando ele olhou diretamente para mim, com aquele sorriso que me derretia, meu coração acelerou tanto que achei que infartaria ali mesmo. Fiz menção de levantar da cadeira... mas parei com o corpo em transe, sem sentar, nem levantar, enquanto Michael caminhava, dando a volta na mesa e parando atrás da cadeira de Letícia.

Quando ela virou na direção dele, Michael ajoelhou-se:

- Letícia, quer se casar comigo? Eu sou apaixonado por você... e esperei anos para fazer este pedido.

Meu coração ainda batia. Então o mundo não tinha acabado. Apenas ficou silencioso demais.

Aproveitei que a mesa explodiu em aplausos e ninguém notou a minha existência e sentei de novo, atordoada.

Letícia chorou, aceitou, beijou-o de forma que eu pude ver a língua dele na boca dela. Eu fiquei ali, sentada, imóvel, sentindo algo que até então nunca tinha experimentado: humilhação. E sinceramente, era pior que dor.

William foi o primeiro a reagir. Levantou-se do seu lugar e pegou-me pelo braço, obrigando-me a levantar.

- A gente vai embora - disse, sem pedir a minha opinião.

Enquanto eu era conduzida para fora daquela casa, tentando ainda entender que porra estava acontecendo, uma única certeza se formava dentro de mim, pesada e amarga: para Michael eu nunca passei de apoio. A escolha dele já tinha sido feita há muito tempo. Era ela.

Mas jamais passou pela minha cabeça que, ao decidir sair daquele lugar, minha vida tomaria um rumo completamente diferente. E mudaria para sempre.

            
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