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Viktor - Trono de Sangue
img img Viktor - Trono de Sangue img Capítulo 3 Jorge Rodriguez
3 Capítulo
Capítulo 6 Presente adiantado img
Capítulo 7 Você é adotada img
Capítulo 8 Última vez img
Capítulo 9 Sucessor img
Capítulo 10 Genética criminosa img
Capítulo 11 O que eu faço agora img
Capítulo 12 Uma linda mulher img
Capítulo 13 Desenho de Deus img
Capítulo 14 Confia em mim! img
Capítulo 15 Escolha certa img
Capítulo 16 Romance policial img
Capítulo 17 Filha da máfia img
Capítulo 18 Chegou a hora! img
Capítulo 19 Deus existe img
Capítulo 20 Regras img
Capítulo 21 Meu nome é Viktor... img
Capítulo 22 Pilares da máfia img
Capítulo 23 Pontos positivos img
Capítulo 24 Protetor img
Capítulo 25 Um sonho! img
Capítulo 26 Grande don img
Capítulo 27 Raiva e paixão img
Capítulo 28 Que delícia... img
Capítulo 29 Família img
Capítulo 30 Legado img
Capítulo 31 Historinha furada img
Capítulo 32 Meu trabalho img
Capítulo 33 O lado errado de uma arma img
Capítulo 34 Você é minha, meu amor! img
Capítulo 35 Eu vim do crime... img
Capítulo 36 Os outros cães img
Capítulo 37 Eu te amo desde sempre... img
Capítulo 38 Minha menina img
Capítulo 39 Obrigações de esposa img
Capítulo 40 Yelena img
Capítulo 41 Seja bem-vinda! img
Capítulo 42 Senhora! img
Capítulo 43 Armadilha img
Capítulo 44 Viva aos noivos! img
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Capítulo 3 Jorge Rodriguez

Por que diabos essa menina tem celular se nunca atende? Esbravejo após ligar pela terceira vez para a minha filha.

- Ela deve estar dormindo, meu bem...

- Dormindo a essa hora? Ela já deveria estar na loja... As mercadorias novas que eu comprei já chegaram. O motorista me disse que, pelas regras da transportadora, por serem de alto valor, só podem fazer a entrega para a pessoa que está com o nome na nota. Senão, eu mesmo ia lá receber. Inclusive, a Raiane já chegou e também não pode fazer nada.

- Talvez ela tenha esquecido o celular em casa, mas já esteja chegando na loja.

- Não adianta proteger, Lene... Eu falei desde o começo que eu não queria a Emília morando sozinha, ainda mais tão longe, mas você deu força.

- Eu não dei força, amor. Só disse que ela já tem 25 anos... Até quando você achava que conseguiria mantê-la debaixo das suas asas? Além disso, não é tão longe assim.

- É do outro lado da cidade, criatura! Era muito melhor quando ela estava só do outro lado do corredor daqui de casa... E, sobre mantê-la debaixo das minhas asas, se depender de mim, ela só sai da minha proteção quando eu morrer... Você sabe muito bem que eu devo isso a ela e também ao Henrique.

- Jorge, você precisa parar de se culpar pelo que aconteceu. Não foi sua culpa.

- Minha obrigação, como braço direito do El Chapo, era manter ele e a família em segurança... mas não. Eu bebi demais e dormi.

- Vou repetir o que venho falando durante todos esses anos... Você pelo menos conseguiu salvar a Emília!

- Se ela tivesse morrido, eu nunca me perdoaria.

- Todos os membros de um cartel sabem que estão sujeitos à morte. Com o Henrique não era diferente... Pelo que você me contou, já era de se esperar o ataque, depois do que ele fez com seus rivais.

- Exatamente aí que falhei... O ataque era certo, mas eu estava bêbado. Não verifiquei a segurança, não estava de prontidão. Quando acordei, os tiros já vinham da suíte do casal. Tudo que pude fazer foi correr até o quarto da pequena e fugir pelos fundos.

- Se eu fosse a mãe da Emília, te agradeceria de onde quer que eu estivesse por ter salvado a menina.

- Você é a mãe dela... E eu sou o pai! Não devíamos nem ter entrado nesse assunto. Ela é nossa filha, e ponto.

- Lógico que eu sou a mãe dela! Eu disse "se eu fosse", no sentido da Alba ter morrido, mas a filha ter ficado viva graças a você.

- Amor, sua visão sempre puxa para o lado bom... mas a verdade é que, se eu não tivesse falhado como homem de confiança, braço direito, melhor amigo do Henrique e irmão da Alba, minha afilhada não teria ficado órfã de pai e mãe.

- Mas você não falhou como tio, padrinho e muito menos como pai dela! Você é o melhor pai do mundo para essa menina... Seu amor por ela é coisa de outra dimensão.

- Ela é meu único laço de sangue com a minha irmã... e, sim, o meu amor por ela vai além desta vida.

Tento ligar novamente. Dessa vez, ela atende.

- Onde você está, filha?

- Bom dia para o senhor também, pai... Em casa. Estava tomando banho, acordei um pouco atrasada.

- Um pouco? Pelo amor de Deus, Emília! Você lembra que dia da semana é hoje?

- Hoje é... Caralho, pai, hoje é quarta! A mercadoria... Eu esqueci.

- Então corre... Eu te avisei que só entregariam para a pessoa com o nome na nota, e você me dá uma dessas! Daqui a pouco o motorista vai embora, aí quero ver.

- Desculpa, pai... Tchau, preciso ir... Te amo.

- Eu também te amo - respondo, mas já estou falando sozinho.

- Pronto, meu amor, pode relaxar agora... Ela está bem, só se atrasou!

Permaneço sério, sem responder.

- Eu te conheço, Jorge... Você não está só preocupado com a mercadoria, não é?

- Não...

- Então com o quê? Faz tempo que você está assim, inquieto com a Emília... Você acha que, depois de tantos anos, ela ainda corre perigo?

- Não... Eu apaguei muito bem nossos rastros. Além disso, não há motivo para que alguém de lá queira fazer mal à Emília. Ela era só uma criança... nem sabe quem realmente foi o pai. A única coisa que poderia trazer perigo seria se alguém descobrisse aquele cofre de armas que eu e o Henrique escondemos, só abre com a digital dela. Mas só nós dois sabíamos disso. Então não há com o que se preocupar.

- Então o que está te deixando assim?

- Estou achando que o responsável por esses atrasos dela tem nome de homem...

- E qual o problema? Nossa filha já namorou outras vezes...

- Sim. E em todas elas ela nos contou! Desde o primeiro beijinho na escola, com 14 anos... Agora está escondendo. Por quê?

- Você nem sabe se tem alguém e já está tratando como certeza...

- Tenho, sim! Conheço minha filha melhor do que a mim mesmo. Tem homem nesses atrasos - só não sei quem é ainda... mas vou descobrir.

- Talvez não seja nada sério...

- Eu acho que é sério demais. Por isso ela não quer que eu saiba.

- Você acha que ela está namorando?

- Acho que o cara não vai nos agradar. Na verdade, não vai me agradar...Porque você passa demais a mão na cabeça dela.

- Não é isso... Só acho que você quer controlá-la demais.

- Eu quero o melhor para minha filha... Não queria chegar a esse ponto, mas não vai ter outro jeito.

- Que jeito? Ela pergunta, desconfiada.

- Vou subornar os porteiros. Quando aparecer homem lá, eles me avisam... eu pego em flagrante.

- Você não falou isso... Vou fingir que não ouvi.

- Falei, e vou fazer. Inclusive, vou aproveitar que ela foi para a loja e passar no prédio dela para trocar uma ideia com o Fernando. À noite, falo com o Jonas também.

- Se a Emília descobre, você sabe, né?

- Não estou nem aí... O que importa é que nenhum vagabundo chegue perto da minha menina. E, se ela está escondendo de mim, é porque coisa boa não é.

Pego as chaves, já decidido a ir lá subornar o porteiro.

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