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A Redenção do Magnata
img img A Redenção do Magnata img Capítulo 4 Só assim partirei em paz.
4 Capítulo
Capítulo 8 Sim, aquela garota está mexendo comigo. img
Capítulo 9 Lembrei-me da Alice: a suavidade da voz img
Capítulo 10 Espero que a nossa noite seja, pelo menos, boa. img
Capítulo 11 Ela estava me provocando. img
Capítulo 12 Obedeço sem pensar, caindo no banco de trás. img
Capítulo 13 Tomara que ela não se lembre de nada. img
Capítulo 14 Mas no fundo, não consigo parar de desejar que seja diferente. img
Capítulo 15 Vai ser difícil explicar que não vou me casar. Nunca Mais. img
Capítulo 16 Ele fala agarrando minha cintura. img
Capítulo 17 Será que ela será a minha redenção ! img
Capítulo 18 Vou conhecer o prazer ao seu lado img
Capítulo 19 Dou as costas e saio batendo a porta atrás de mim. img
Capítulo 20 Seu olhar prende no meu, intenso, provocador. img
Capítulo 21 Se meu pai confia nela, então eu também posso. img
Capítulo 22 É, Alice... agora não tem como fugir mais. img
Capítulo 23 Alice não sairia daqui sendo a mesma. . img
Capítulo 24 Sim, eu me rendi. Só não sabia o que viria depois disso. img
Capítulo 25 Tá tudo bem, Oliver, tinha que acontecer img
Capítulo 26 Ela diz, me dá um beijo na testa e sai, fechando a porta. img
Capítulo 27 Quando lembro o que fiz, já é tarde demais. img
Capítulo 28 - Estaremos presentes - respondo por nós dois, frio. img
Capítulo 29 Bingo. Acertei. Sem dizer nada, peguei minha bolsa e saí img
Capítulo 30 E se ela for a minha ruína, que seja img
Capítulo 31 E naquele instante, percebo que ele seria a minha ruína img
Capítulo 32 Sentada, elegante, com um sorriso contido. img
Capítulo 33 Mas sei que será difícil. Ela me ama img
Capítulo 34 E esse é só o começo do meu tormento. img
Capítulo 35 É hora de recomeçar. img
Capítulo 36 No momento, o que realmente me preocupa é a Alice... img
Capítulo 37 E por ela... eu vou lutar. Até o fim! img
Capítulo 38 lá no fundo, sei que perdi algo que jamais deveria ter deixado ir. img
Capítulo 39 Acho que nunca me esquecerei dele. img
Capítulo 40 Tudo o que resta agora... é o arrependimento. img
Capítulo 41 Eu não esperava a surpresa que me aguardava. img
Capítulo 42 Ele apareceu só pra virar meu mundo de cabeça pra baixo. img
Capítulo 43 Dessa vez, não vou sair do lado dela. img
Capítulo 44 E, entre lágrimas e lembranças, acabo adormecendo. img
Capítulo 45 Fico ali, sozinho, com o gosto do uísque e o peso da saudade. img
Capítulo 46 Eu amo vocês, Lice. Não se esqueça disso. img
Capítulo 47 Sei que ela ainda me ama, mesmo escondendo img
Capítulo 48 O momento mais lindo e esperado da minha vida. img
Capítulo 49 Só falta ela me aceitar de volta img
Capítulo 50 Acordei horas depois, caída em uma rua deserta. img
Capítulo 51 E ali, eu conheci o peso das mãos dele. img
Capítulo 52 Ter minha família de volta era tudo o que eu mais queria img
Capítulo 53 A curiosidade já está à mil. img
Capítulo 54 Quando ela termina de falar eu não me seguro mais img
Capítulo 55 Um re-começo cheio de amor e gratidão! img
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Capítulo 4 Só assim partirei em paz.

Oliver Ferraz

A semana parece que não acaba. Estou correndo para fechar as notas, pois sem elas não me darão o certificado, e não posso voltar ao Brasil de mãos vazias, depois de tantos anos ali. Estou digitando um estudo de caso quando o meu telefone toca. Olho o visor: é minha mãe. Atendo.

- Boa tarde, mamãe. Como está?

- Olá, meu filho, estou bem. E você? - responde com aquela voz calma de sempre.

- Correndo com os trabalhos. Tive que adiantar tudo para ir embora o mais rápido possível. Meus professores me passaram várias atividades, estou correndo contra o tempo - explico, suspirando. Ultimamente só tenho vivido para estudar.

- Faça tudo corretamente, meu filho. Seu pai espera o melhor de você.

Ao ouvir o nome dele, sinto um peso no peito. "Seu pai espera...". Sempre é assim. A vida inteira corri atrás desse "melhor" que ele exigia.

- Eu sei, mamãe. Por isso vim estudar aqui. Pode ficar tranquila: darei o meu máximo para assumir o lugar dele. Não o decepcionarei.

- Nem acredito que você logo virá embora. Tenho tanta saudade do meu bebê - diz emocionada. Minha mãe é um poço de lágrimas, qualquer motivo a faz chorar.

- Mamãe, eu não sou mais um bebê, já sou bem crescidinho. Tenho até barba - respondo, rindo, tentando aliviar, mas por dentro me dói. No fundo, amo quando ela me chama assim. É como se, por alguns segundos, eu pudesse ser só o filho dela, não o "herdeiro".

Ela ri do meu comentário.

- Para nós, mães, os filhos nunca crescem. Vai entender quando tiver os seus.

Engasgo. Ter filhos? Família? Prometi a mim mesmo que nunca mais. Andréa me destruiu. Levo a mão à barba e fecho os olhos, lembrando da sensação de traição. Não quero e não vou repetir aquele erro.

- A senhora sabe que não pretendo me casar. Basta o que a Andréa fez comigo. Senti-me um inútil, demorei a me recuperar - falo, seco.

Contei à eles dias depois do ocorrido, não tinha mais como esconder. Logo eu iria embora, e como chegaria sem uma noiva. Sem contar que minha mãe ligava quase todos os dias. Nunca gostei de mentir para ela. Foi difícil, mas necessário.

Silêncio do outro lado. Sei que ela sofre tanto quanto eu, talvez mais.

- Filho, seu pai não desistirá desse relacionamento. Eles têm um acordo. Você sabe como ele é nesses assuntos. Eu entendo sua dor, sofremos juntos, eu mais ainda, porque sempre considerei a Andréa parte da família. Respeito sua decisão, mas não poderá viver sozinho a vida toda, querido.

Aquela palavra - acordo - me dá náusea. Mais uma vez, não se trata de amor, mas de negócios. Como sempre foi.

- Se meu pai insistir nisso, volto para os Estados Unidos e não saio mais daqui - respondo irritado. Não vou permitir que decidam por mim outra vez.

- Vou tentar conversar com ele, meu amor. Seu pai é genioso, mas te ama, como eu também amo. Queremos apenas o seu bem. Agora vá, termine seus estudos. Estou louca de saudades. Te amo!

- Também te amo, mamãe. Até mais.

Desligo, mas continuo com o celular na mão. O peito aperta. Amo minha mãe, mas às vezes sinto que vivo dividido: a voz dela me chama para perto, o peso do meu pai me empurra para longe.

Penso em Andréa. O gosto amargo do passado ainda me persegue. Confiei, planejei, me entreguei... e fui traído. Não quero esse destino de novo. Não vou permitir ela em minha vida, não mais.

E com isso, tive uma ideia, preciso de espaço, meu próprio lugar. Com a decisão já tomada, ligo para o César, um amigo corretor.

- Ora, ora, meu grande amigo Oliver! A que devo o prazer? - ele atende animado.

- Preciso de um apartamento. Retorno ao Brasil no sábado e já quero entrar para morar.

- Diga o que procura e já envio as fotos.

- Cobertura. Espaçoso, com piscina e boa vista.

- Tenho exatamente o que quer. Aguarde uns minutos. - Ele então me envia as imagens por e-mail.

Abro no computador para observar melhor: cobertura ampla, dois andares, sala envidraçada com vista deslumbrante, cozinha americana, quatro suítes. É imensa. Parece até fria, mas combina comigo. Espaçoso, localização privilegiada, edifício nobre, com segurança. Perfeito, era disso que eu precisava.

- É esse mesmo. Pode fechar. Ele está mobiliado?

- Montado. Era de um casal que cancelou o casamento. Estão vendendo tudo. Mas... você já não tinha uma casa com a Andréa? - César pergunta, curioso.

Suspiro fundo. Andréa outra vez.

- Terminamos. Aquela casa seria presente do meu pai, mas sem casamento não faz sentido. Prefiro comprar meu próprio apartamento.

- Separaram? Já estava escolhendo uma madrinha para entrar comigo na igreja! - César diz, indignado.

- Sinto lhe informar meu caro amigo. Mas essa madrinha pode ficar só na sua cama. Feche o contrato e me envie para assinar. No sábado a gente se encontra, te conto tudo. Agora preciso terminar meus trabalhos. Quero voltar o quanto antes!

- Certo, Oliver. Em instantes mando no seu e-mail. Contrato e a conta a ser depositada o valor.

- Ótimo. Obrigado, meu amigo.

Desligo satisfeito. Um problema a menos. O apartamento é lindo, espaçoso, e ainda perto da empresa. Talvez vazio demais, mas vazio é o que eu preciso. Só dar um toque pessoal, e ficará perfeito.

Recebo o e-mail, assino digitalmente e devolvo. Transferência feita.

Respiro fundo. Mais uma pendência resolvida. E mais um passo dado.

Agora volto aos trabalhos da faculdade. Preciso encerrar tudo até o fim de semana. Só assim partirei em paz. Ou pelo menos tentando acreditar que é paz.

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