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A Redenção do Magnata
img img A Redenção do Magnata img Capítulo 7 E, infelizmente, parece que já começou.
7 Capítulo
Capítulo 8 Sim, aquela garota está mexendo comigo. img
Capítulo 9 Lembrei-me da Alice: a suavidade da voz img
Capítulo 10 Espero que a nossa noite seja, pelo menos, boa. img
Capítulo 11 Ela estava me provocando. img
Capítulo 12 Obedeço sem pensar, caindo no banco de trás. img
Capítulo 13 Tomara que ela não se lembre de nada. img
Capítulo 14 Mas no fundo, não consigo parar de desejar que seja diferente. img
Capítulo 15 Vai ser difícil explicar que não vou me casar. Nunca Mais. img
Capítulo 16 Ele fala agarrando minha cintura. img
Capítulo 17 Será que ela será a minha redenção ! img
Capítulo 18 Vou conhecer o prazer ao seu lado img
Capítulo 19 Dou as costas e saio batendo a porta atrás de mim. img
Capítulo 20 Seu olhar prende no meu, intenso, provocador. img
Capítulo 21 Se meu pai confia nela, então eu também posso. img
Capítulo 22 É, Alice... agora não tem como fugir mais. img
Capítulo 23 Alice não sairia daqui sendo a mesma. . img
Capítulo 24 Sim, eu me rendi. Só não sabia o que viria depois disso. img
Capítulo 25 Tá tudo bem, Oliver, tinha que acontecer img
Capítulo 26 Ela diz, me dá um beijo na testa e sai, fechando a porta. img
Capítulo 27 Quando lembro o que fiz, já é tarde demais. img
Capítulo 28 - Estaremos presentes - respondo por nós dois, frio. img
Capítulo 29 Bingo. Acertei. Sem dizer nada, peguei minha bolsa e saí img
Capítulo 30 E se ela for a minha ruína, que seja img
Capítulo 31 E naquele instante, percebo que ele seria a minha ruína img
Capítulo 32 Sentada, elegante, com um sorriso contido. img
Capítulo 33 Mas sei que será difícil. Ela me ama img
Capítulo 34 E esse é só o começo do meu tormento. img
Capítulo 35 É hora de recomeçar. img
Capítulo 36 No momento, o que realmente me preocupa é a Alice... img
Capítulo 37 E por ela... eu vou lutar. Até o fim! img
Capítulo 38 lá no fundo, sei que perdi algo que jamais deveria ter deixado ir. img
Capítulo 39 Acho que nunca me esquecerei dele. img
Capítulo 40 Tudo o que resta agora... é o arrependimento. img
Capítulo 41 Eu não esperava a surpresa que me aguardava. img
Capítulo 42 Ele apareceu só pra virar meu mundo de cabeça pra baixo. img
Capítulo 43 Dessa vez, não vou sair do lado dela. img
Capítulo 44 E, entre lágrimas e lembranças, acabo adormecendo. img
Capítulo 45 Fico ali, sozinho, com o gosto do uísque e o peso da saudade. img
Capítulo 46 Eu amo vocês, Lice. Não se esqueça disso. img
Capítulo 47 Sei que ela ainda me ama, mesmo escondendo img
Capítulo 48 O momento mais lindo e esperado da minha vida. img
Capítulo 49 Só falta ela me aceitar de volta img
Capítulo 50 Acordei horas depois, caída em uma rua deserta. img
Capítulo 51 E ali, eu conheci o peso das mãos dele. img
Capítulo 52 Ter minha família de volta era tudo o que eu mais queria img
Capítulo 53 A curiosidade já está à mil. img
Capítulo 54 Quando ela termina de falar eu não me seguro mais img
Capítulo 55 Um re-começo cheio de amor e gratidão! img
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Capítulo 7 E, infelizmente, parece que já começou.

Alice Mendes

Hoje acordei mais cedo. Preciso chegar logo à empresa, será a apresentação do senhor Oliver, nosso novo presidente. Quero estar impecável. Visto um terninho preto de uma peça só, que molda minhas curvas com precisão e cai até próximo ao joelho. Nos pés, scarpin preto. Decido que o café fica para depois. Pego minha bolsa, me despeço da Cata e sigo apressada.

O caminho até o trabalho é curto, escolhi o apartamento à poucas quadras do trabalho, pois daria para irmos a pé todo dia, minha mente está distante, perdida nos compromissos do dia. É então que, de repente, um corpo sólido como uma muralha surge à minha frente. Ele é bem mais alto que eu, os cabelos castanhos e lisos perfeitamente penteados de lado, olhos de um castanho que nunca vi e forte, com músculos à vista. Esbarro nele com força que quase vou ao chão, se não fosse a mão firme que me agarra pela cintura.

- Olha por onde anda garota. - A voz dele é grave, carregada de reprovação.

Meu corpo ainda está preso àquele toque, quente e dominador. Ergo os olhos pronta para retrucar, mas minhas palavras quase morrem na boca. Diante da beleza daquele ser.

- Você que entrou na minha frente, não me culpe por sua desatenção. - consigo soltar, irritada, depois de segundos o encarando.

Ele continua segurando minha cintura. Só quando me atrevo a encarar aquele rosto novamente é que sinto o impacto: olhos castanhos frios e intensos, me atravessando como lâmina. O coração dá um salto desobediente, minha respiração falha. Por um segundo, penso que desmaiei - ou que encontrei um anjo com olhar cruel.

Quase sorrio, quase, mas me repreendo. O idiota não merece.

- Você estava com a cabeça na lua. Como vai enxergar quem está à sua frente? Não tenho tempo para conversinha. - Ele me solta de repente, e quase caio. O vejo caminhando para a porta de entrada do hotel.

- Grosso... devia ter mais educação. - murmuro, sem saber se ele ouviu. Torcendo para que sim.

Vejo-o passar pela porta que se abre e parar na recepção, conversa com as meninas e se dirige ao elevador. Deve ser hóspede. Respiro fundo e sigo.

Cumprimento a equipe da recepção e vou direto para a máquina de café. Preciso de um, forte e sem açúcar. Com a xícara nas mãos, subo para meu andar.

Na minha mesa, guardo a bolsa, ligo o computador e abro a agenda no tablet. Observo, enquanto bebo meu café, todas as tarefas, horários, reuniões, e o novo chefe. O dia será intenso. Então ouço a porta se abrir.

- Alice, poderia vir até a minha sala, por favor? - é a voz do senhor Edgar.

Afirmo com a cabeça, como se ele estivesse me observando e sigo até lá.

- Senhorita Alice, esse é o meu filho Oliver, que irá ocupar o meu lugar. - Ele diz assim que piso para dentro da sala fria.

Oliver está de costas, contemplando a cidade pela janela de vidro. É alto, a silhueta larga denuncia força. Ombros firmes, braços fortes, cabelo escuro levemente salpicado de fios brancos. Quando se vira, sinto o mundo parar, a respiração falha num momento.

Droga! É ele. O grosso que encontrei agora pouco na porta do hotel.

Meu estômago se contrai, sinto o rosto arder, e por instinto cubro a boca, abaixando a cabeça xingando baixinho.

- Aconteceu alguma coisa, senhorita? - pergunta o senhor Edgar.

- Não, senhor... estou bem. - minto, recuperando o fôlego.

Respiro fundo, ergo o queixo e decido enfrentar. Eu nunca abaixo a cabeça para ninguém. Aquele era o meu lema.

- Bom dia, senhorita Alice. Tenho a impressão de que já nos conhecemos. - Ele sorri de canto, venenoso.

- Bom dia, senhor. Acredito que não. Deve estar me confundindo com outra pessoa. - respondo, seca. E tentando disfarçar. - Os senhores aceitam um café?

O ogro então, pede dois, sem açúcar. Perfeito. Pelo menos nisso temos afinidade.

De volta, entrego os cafés, abro o tablet e começo a passar a agenda. Quando Alberto aparece na porta, sem bater, ai percebo a intimidade.

- Oh, e não é que você voltou mesmo, Oliver? - Ele fala animado com a nova presença, imponente.

- Pois é, Alberto. Preciso cuidar dos hotéis. Meu pai merece descanso. - Ele fala com um sorriso fácil, mas a ironia no olhar ainda está em mim.

Peço licença para sair, mas Oliver não deixa.

-"Espere" -. Bufo. Esse homem vai ser meu tormento.

Viro-me de frente para ele e terminamos de passar os compromissos do dia, e então, eu sigo para a sala de reuniões. Preciso organizar tudo, pois o almoço será servido ali hoje, como forma de recepção para o novo presidente, e quando está tudo organizado eu aproveito para escapar. Preciso respirar. Pelo menos por um momento. O que está acontecendo comigo afinal?! Me pergunto internamente.

Assim que terminam de fazer a incrível refeição, escolhida por mim, volto para a sala para darmos início a reunião. Que dura pouco mais de meia hora. Quando enfim termina, todos dando boas-vindas ao novo presidente, estão animados.

De volta a minha mesa, mal me sento e já ouço a ordem:

- Senhorita Alice, venha até minha sala. - Nem um por favor. Reclamo, de novo.

Entro preparada para a bronca, pelo que aconteceu de manhã.

- Em quinze minutos sairemos para a visita ao resort. - Ele faz uma pausa e continua segundos depois. - Meu pai falou muito bem de você, mas não se acostume. Eu não sou bonzinho como ele. Gosto de tudo certo, no horário. Espero que não me decepcione.

A voz fria e cortante, e o olhar escuro me arrepiaram por inteira, mesmo que eu não queira admitir.

- Claro, senhor. Estou aqui para te atender da melhor forma. - digo, tentando ser o mais profissional possível, enquanto a raiva e um estranho calor me consomem.

Já vou saindo quando ele acrescenta:

- E olhe por onde anda "garota". Não quero me esbarrar em você todos os dias.

Travo o maxilar.

- Sim, senhor. - e saio da sala feito um furacão.

Já no corredor, eu respiro fundo. Quem esse mal-educado pensa que é?! O coração ainda pulsa forte, e minha mente se divide entre ódio e algo que não quero nomear. Mas é um sentimento ainda não definido por mim.

Esse homem vai mexer com minha paz. E, infelizmente, parece que já começou.

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