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O Bilionário Que Me Comprou: O Preço da Substituta
img img O Bilionário Que Me Comprou: O Preço da Substituta img Capítulo 4 Agora usa
4 Capítulo
Capítulo 7 A Porta img
Capítulo 8 A Irmã img
Capítulo 9 A Outra img
Capítulo 10 Ela sabe img
Capítulo 11 Preciso agora img
Capítulo 12 O Beijo img
Capítulo 13 Desconforto img
Capítulo 14 A mensagem img
Capítulo 15 Eu sei a verdade img
Capítulo 16 Minha História img
Capítulo 17 Reencontro img
Capítulo 18 Hoje não img
Capítulo 19 Cruel interrupção img
Capítulo 20 Confissão img
Capítulo 21 Perda cruel img
Capítulo 22 Como ela era img
Capítulo 23 Você img
Capítulo 24 Longe demais img
Capítulo 25 Um crime img
Capítulo 26 Apenas um toque img
Capítulo 27 O que você fez img
Capítulo 28 Acusações img
Capítulo 29 Por enquanto img
Capítulo 30 Ameaça img
Capítulo 31 Promessa img
Capítulo 32 Bem desperta img
Capítulo 33 Pensa bem img
Capítulo 34 Está brilhando img
Capítulo 35 Sangue img
Capítulo 36 A revelação img
Capítulo 37 Toda a verdade img
Capítulo 38 A fita img
Capítulo 39 Filme de terror img
Capítulo 40 Arma img
Capítulo 41 Reunidas img
Capítulo 42 Última condição img
Capítulo 43 Você vem img
Capítulo 44 Fingir img
Capítulo 45 Diga sim img
Capítulo 46 Primeira vez img
Capítulo 47 O mundo prestes a acabar img
Capítulo 48 Anúncio img
Capítulo 49 Caos img
Capítulo 50 Ciúme img
Capítulo 51 Tribunal img
Capítulo 52 Traidor img
Capítulo 53 Confissão img
Capítulo 54 Confronto img
Capítulo 55 Convocação img
Capítulo 56 Toca do lobo img
Capítulo 57 Vai aceitar img
Capítulo 58 A ligação img
Capítulo 59 Símbolo img
Capítulo 60 Não foi ela img
Capítulo 61 Despedida img
Capítulo 62 Revelações img
Capítulo 63 Enfrentando a tempestade sozinha img
Capítulo 64 Visita adiantada img
Capítulo 65 Segredos italianos img
Capítulo 66 Ferro quente img
Capítulo 67 Espelho img
Capítulo 68 A marca img
Capítulo 69 Memória img
Capítulo 70 Onde tudo começou img
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Capítulo 4 Agora usa

Duas horas depois de Maximus sair do quarto, eu ainda estava sentada na cama, olhando para a aliança de Tessa brilhando na mesa de cabeceira.

Não dormi. Não comi. Não tomei banho.

Eu só fiquei ali, processando.

Assinei.

Assinei um contrato de 47 páginas para ser a esposa falsa de um homem que não conheço.

Assinei sem saber o que aconteceu com a verdadeira esposa.

Assinei sabendo que duas mulheres vieram antes de mim e uma delas sumiu.

O que eu fiz?

O que eu fiz?

Um barulho de passos no corredor me tirou do transe. Não eram os passos de Maximus. Esses eram mais leves, mais rápidos, acompanhados de um tilintar metálico.

Alguém bateu na porta. Não esperou resposta.

Uma mulher entrou.

Cinquenta e poucos anos. Cabelo grisalho preso num coque apertado. Olhos pequenos e afiados, como duas agulhas. Vestido cinza, social demais para ser funcionária comum. Uma prancheta na mão.

- Sra. Natalie - ela disse, sem entoação. - Eu sou a Sra. Winters. Fui contratada pelo Sr. Maximus para supervisionar seu treinamento.

Meu estômago embrulhou.

- Treinamento para quê?

- Para ser a Sra. Tessa.

Ela disse como se fosse óbvio. Como se eu tivesse perguntado "para que serve uma faca" e ela respondesse "para cortar".

Eu olhei para ela. Ela olhou para mim. Seus olhos de águia percorreram meu corpo da cabeça aos pés, avaliando, medindo, julgando.

- Vamos começar - ela anunciou, virando-se para o armário. - O Sr. Maximus quer a primeira aparição pública em dez dias. É tempo suficiente para o básico, mas teremos que acelerar o ritmo.

- Espera - eu levantei da cama. Minhas pernas estavam dormentes. - Dez dias? Que aparição? Que básico? Eu não sei de nada disso!

A Sra. Winters nem piscou. Abriu o armário.

Pendurados ali, em perfeita ordem, havia pelo menos trinta vestidos. Todos em tons pastel. Rosê claro, azul bebê, creme, lavanda.

Nada preto. Nada vermelho. Nada que uma pessoa normal usaria.

- Tessa - a Sra. Winters começou, tirando um vestido do cabide - era uma mulher discreta. Elegante. Nunca chamava atenção para si. Suas roupas refletiam isso.

Ela estendeu o vestido na minha frente. Era curto, rosa claro, com um laço na cintura.

Me lembrou uma boneca.

Literalmente uma boneca.

- Eu não uso rosa - eu disse.

- Agora usa.

- Eu não uso laço.

- Agora usa.

Eu cruzei os braços. Não por rebeldia. Por puro instinto de sobrevivência.

- Quem é a Sra. Winters para me dizer o que eu uso ou não uso?

Ela não se ofendeu. Apenas virou a prancheta para mim.

No topo da página, em letras garrafais: "SUPERVISORA DE TREINAMENTO - SRA. WINTERS - CONTRATO DE R$ 30.000,00 MENSAIS."

Abaixo, uma lista de responsabilidades: postura, vestuário, maquiagem, etiqueta, comportamento social, conhecimento do círculo de convivência da Sra. Tessa.

Eu engoli em seco.

- Trinta mil reais por mês? Para me ensinar a ser outra pessoa?

- O Sr. Maximus não gosta de amadores - ela respondeu, guardando o vestido de volta no armário. - Agora, vamos começar com as regras básicas.

Ela sentou na cadeira da penteadeira. Cruzou as pernas. Abriu a prancheta.

- Tessa nunca usava preto. Preto, para ela, era cor de luto. E ela não tinha nada para lamentar.

- Soa como uma pessoa muito feliz.

- Soa como uma pessoa que sabia o que o marido esperava dela.

Aquilo me calou.

A Sra. Winters continuou, lendo de uma lista:

- Tessa sorria com os lábios fechados. Não ria alto, não dava gargalhadas, não mostrava os dentes.

- Ela tinha problema nos dentes?

A Sra. Winters me olhou por cima da prancheta. O olhar dizia: "você não vai durar uma semana."

- Ela tinha classe, Sra. Natalie.

- Classe.

- Classe. Tessa não gostava de café. Tomava chá branco às oito da manhã e chá preto às cinco da tarde.

- E se ela estivesse com sono?

- Ela não sentia sono.

- Tessa não sentia sono?

- Tessa dormia oito horas por noite, acordava às seis e meia, tomava seu chá branco e começava o dia. Ela era disciplinada.

- Ela parece um robô.

A Sra. Winters fechou a prancheta.

- Sra. Natalie - ela disse, com uma paciência que parecia ensaiada -, eu não estou aqui para discutir o caráter da Sra. Tessa. Estou aqui para transformá-la nela. Se o Sr. Maximus a escolheu, é porque viu potencial. Não desperdice essa chance fazendo perguntas desnecessárias.

- Tudo que eu faço é fazer perguntas. É assim que pessoas normais funcionam.

- Pessoas normais não moram nesta casa.

Aquilo doeu mais do que deveria.

Porque ela estava certa.

Eu não era normal ali. Eu era uma peça. Um mecanismo. Uma substituta.

A Sra. Winters passou as duas horas seguintes me ensinando coisas sobre Tessa que eu nunca imaginei que precisaria saber.

- Tessa tinha alergia a morango. Portanto, você também tem.

- E se eu comer morango?

- Não vai comer.

- Tessa tinha medo de altura.

- Não tenho medo de altura.

- Agora tem.

- Tessa usava salto dez centímetros em todas as ocasiões.

- Eu mal consigo andar de salto cinco.

- Vai aprender.

- Tessa chamava o Sr. Maximus de 'amor' em público e de 'Max' em particular.

- E se eu esquecer?

- Não vai esquecer.

Ela parecia tão segura de tudo. De cada detalhe. Como se Tessa fosse uma receita de bolo e ela soubesse todos os ingredientes de cor.

No meio da tarde, a Sra. Winters me levou para o closet. Era maior que a minha antiga sala de estar. Sapatos organizados por cor. Bolsas alinhadas em prateleiras de vidro. Joias dentro de uma vitrine iluminada.

- Escolha um vestido para o jantar de hoje - ela ordenou.

- Jantar?

- O Sr. Maximus janta às oito da noite. Pontualmente. Você vai jantar com ele.

Meu coração disparou.

- Jantar? Sozinha? Com ele?

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