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A médica da matilha
img img A médica da matilha img Capítulo 4 Não quero sedação
4 Capítulo
Capítulo 6 Corajosa img
Capítulo 7 A busca img
Capítulo 8 Acordar img
Capítulo 9 Segredo img
Capítulo 10 Permanência img
Capítulo 11 Banho img
Capítulo 12 Verdade img
Capítulo 13 Matando img
Capítulo 14 Infecção img
Capítulo 15 Preocupação img
Capítulo 16 Encontrada e traída img
Capítulo 17 Batalha img
Capítulo 18 O Hospital img
Capítulo 19 Admiração img
Capítulo 20 Tomando as rédeas img
Capítulo 21 Adjetivando img
Capítulo 22 A rebelião da matilha img
Capítulo 23 Pedindo desculpas img
Capítulo 24 Cicatrização img
Capítulo 25 Ataque img
Capítulo 26 Exaustão img
Capítulo 27 O plano img
Capítulo 28 Aceitando o Alfa img
Capítulo 29 Cativos img
Capítulo 30 O tal do Beta img
Capítulo 31 Preciso de mais dedos img
Capítulo 32 Laney img
Capítulo 33 A missão de resgate img
Capítulo 34 A médica img
Capítulo 35 Interrogando o Beta img
Capítulo 36 Noelle img
Capítulo 37 Inesperado img
Capítulo 38 Marcadas à força img
Capítulo 39 Cortando o mal pela raiz img
Capítulo 40 Força e fraqueza img
Capítulo 41 Nova Vida img
Capítulo 42 Os feridos img
Capítulo 43 Alfa Harold img
Capítulo 44 Franklin img
Capítulo 45 Assumindo a liderança img
Capítulo 46 O segredo de Harold img
Capítulo 47 Henry img
Capítulo 48 Um encontro tenso img
Capítulo 49 A proteção à Yara img
Capítulo 50 Emboscada img
Capítulo 51 Três alfas e uma mulher img
Capítulo 52 O peso da culpa img
Capítulo 53 Se despedindo img
Capítulo 54 Voltando para casa img
Capítulo 55 Yasmin img
Capítulo 56 Finalmente (Primeira parte) img
Capítulo 57 Finalmente (Segunda parte) img
Capítulo 58 Querendo Mais img
Capítulo 59 Capturada img
Capítulo 60 A fúria img
Capítulo 61 Assumindo o Comando img
Capítulo 62 Um beijo inesperado img
Capítulo 63 Troca img
Capítulo 64 Aliado inesperado img
Capítulo 65 O presente img
Capítulo 66 A ligação que mudou tudo img
Capítulo 67 Sã e salva img
Capítulo 68 Lar img
Capítulo 69 Marcada img
Capítulo 70 Desprotegida (Primeira parte) img
Capítulo 71 Desprotegida (Segunda parte) img
Capítulo 72 O retorno de Simon img
Capítulo 73 Colocando o papo em dia img
Capítulo 74 Gama img
Capítulo 75 Mães e amigas img
Capítulo 76 Quinton img
Capítulo 77 Festa img
Capítulo 78 Bradley img
Capítulo 79 Possessivo img
Capítulo 80 O segredo img
Capítulo 81 O som do coração img
Capítulo 82 Os Gamas e os Betas img
Capítulo 83 Traçando nossos destinos img
Capítulo 84 Planejamento de guerra img
Capítulo 85 Preparativos img
Capítulo 86 Luna img
Capítulo 87 O tormento de Simon img
Capítulo 88 Trena img
Capítulo 89 Vingança img
Capítulo 90 Aliados e Inimigos (Primeira parte) img
Capítulo 91 Aliados e Inimigos (Segunda parte) img
Capítulo 92 Gamas (Primeira parte) img
Capítulo 93 Gamas (Segunda parte) img
Capítulo 94 Quirin (Primeira parte) img
Capítulo 95 Quirin (Segunda parte) img
Capítulo 96 Se preparando para a guerra img
Capítulo 97 A Luna da matilha img
Capítulo 98 Avanço img
Capítulo 99 Carson img
Capítulo 100 O fim de Brady img
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Capítulo 4 Não quero sedação

Yara

Se o alfa me trouxe para cá porque me reconheceu como sua companheira e não teve coragem para me rejeitar lá na floresta, ou se ele sabia que o médico da sua matilha já havia passado da idade de se aposentar, não tenho certeza. De qualquer forma, estou aqui e, já que estou, vou ajudar esse alfa. Afinal, foi por isso que escolhi a medicina.

"Imagino que queira fazer isso agora, Alfa?", perguntei.

"Sim, quanto antes, melhor.

"Após assentir, entreguei a ele a lista de itens que precisaria para colocar seus ossos no lugar. "Ah, e vamos precisar te anestesiar", eu disse, olhando ao redor da sala para ver como eram os quartos do hospital. "É aqui que..."

"Não", disse o alfa. Me virei e olhei para ele.

"Não?"

"Não quero sedação."

"Certo, então vamos fazer um bloqueio nervoso. Só vou precisar..."

"Não", ele repetiu.

"Alfa, por favor, vou ter que higienizar a área. Depois, vou cortar sua perna e afastar sua pele e músculos para chegar aos ossos, e então colocá-los lentamente no lugar. A dor será insuportável. Você precisa do bloqueio nervoso."

"Não", ele repetiu, sem desviar o olhar de mim.

Por fim, desviei o olhar, murmurando sobre Alfas estúpidos e teimosos. Quando me virei de volta, ele estava me observando com uma sobrancelha arqueada, como se tivesse me ouvido. Será que falei tão alto assim? Droga, estou há muito tempo convivendo com humanos que não ouvem nada direito. Será que ele ouviu muito do que murmurei?

Nesse momento, o irritante doutor Stevens entrou, jogando as coisas que pedi sobre a mesa. De repente, ouvi um rosnado de aviso, me fazendo dar um pulo. Olhei para cima e vi o alfa Warren o encarando.

"Precisa de mais alguma coisa, doutora?", o doutor Stevens perguntou. De alguma forma, ele fez meu título, que também era o dele, soar como um palavrão.

"Não, obrigada, doutor. Vou cuidar disso agora."

Fui até a pia e comecei a lavar as mãos. Eu estava nervosa por vários motivos. Primeiro, eu estava em uma matilha desconhecida com um alfa que era meu companheiro. Eu não fazia ideia do que esperar dele ou do motivo de eu estar ali. E, o que era quase pior, ele queria que eu o operasse enquanto ele estava acordado! Que tipo de alfa louco era esse?

"Você está tão concentrada que até parece que está saindo fumaça das suas orelhas, Yara. Com o que está tão preocupada?", ele me perguntou.

Me virei e olhei para ele por cima do ombro. Como ele sabia que eu estava preocupada? Por que ele estava prestando tanta atenção em mim? Será que era o vínculo de companheiros? Só tive contato com dois Alfas na minha vida, Alfa Solomon e Alfa Simon. Alfa Solomon era um bom Alfa, mas nunca esteve tão atento ao que eu estava fazendo ou pensando. E Simon... um arrepio de repulsa me percorreu. Ele estava atento por um motivo totalmente diferente. O homem só me dava calafrios.

Quando terminei de lavar as mãos, me virei para o alfa Warren, que estava esperando uma resposta para sua pergunta. "Isso vai ser muito doloroso. Posso pelo menos te dar um anestésico local?"

"Não, preciso ficar alerta para proteger minha matilha", ele respondeu.

"Você não vai conseguir proteger sua matilha com uma perna só, alfa."

"Warren. Me chame de Warren. E você disse que poderia salvar minha perna."

"Posso, se você estiver sob sedação e eu não precisar me preocupar com você se contorcendo enquanto eu estiver operando."

"Tenho uma tolerância muito alta à dor."

Isso não me surpreendia. Ele nem estava gemendo quando Annika e eu o encontramos. Além disso, ele tinha várias cicatrizes quase imperceptíveis por todo o corpo. O homem estava lutando na guerra entre matilhas há muito tempo. Ele devia ter um lobo muito forte, capaz de curá-lo continuamente.

"O quão forte seu lobo está agora?", perguntei, preparando sua perna para lavar.

"Estou muito forte, pequena", disse uma voz profunda, fazendo meus olhos se arregalarem enquanto Annika começava a ronronar na minha cabeça. Warren sorriu, mais uma vez como se soubesse o efeito que seu lobo estava tendo no meu. Será que ele conseguia ouvir Annika ronronando?

Balancei a cabeça, tentando clarear minha mente. Eu precisava focar minha atenção e não no incrível cheiro de madeira de teca de Warren.

"Se eu segurar os ossos no lugar, um por um, quanto tempo levará para você fixá-los?", perguntei.

"Não muito, pequena", ele disse, quase ronronando. "Sou um lobo Alfa muito forte e poderoso."

A forma como ele disse isso não foi se gabando, mas mais como se estivesse se exibindo. Nesse momento, minha mente projetou a imagem de um pavão se pavoneando, mostrando suas penas para sua companheira escolhida.

"Certo", eu disse, sentindo meu corpo reagir ao tom profundo da sua voz. Era como se sua voz estivesse percorrendo os nervos do meu corpo, fazendo com que todos eles se acendessem com uma necessidade que eu não estava acostumada a sentir, principalmente quando estava prestes a fazer uma cirurgia.

Olhando para os olhos intensos e verde-jade de Alfa Warren, perguntei: "Está pronto, Alfa?"

"Warren", ele corrigiu. Assenti.

"Está pronto, Warren?"

"Sim, Yara."

Rangendo os dentes, odiei saber que isso iria machucá-lo, mas se ele não me deixasse pelo menos anestesiar sua perna, eu não poderia fazer nada.

Comecei a lavar o sangue da sua perna, colocando um pano úmido sobre a área ensanguentada, tomando cuidado para não puxar os ossos que ainda estavam salientes. Seu corpo estava coberto de sangue coagulado, vísceras e pedaços de ossos, assim como eu imaginava que estaria. Sob o cheiro de madeira de teca, ele cheirava a guerra e morte. Isso era um bom exercício para mim, aprendendo a ignorar o cheiro de guerra enquanto trabalhava. Eu não recebia esse tipo de treinamento na universidade.

"Fale comigo", ele disse, rangendo os dentes.

"Sobre o que quer falar?", perguntei, sem levantar os olhos.

"Você sabe o que é para mim?", ele perguntou, embora fosse mais uma afirmação do que uma pergunta. Ao ouvi-lo, senti meu estômago se revirar.

"Sim", respondi, ainda sem levantar os olhos. "Depois que você se recuperar, poderá me rejeitar. Se fizer isso antes, poderá prejudicar sua recuperação." Eu não sabia por que a ideia de esse homem me rejeitar era tão dolorosa. Eu nem o conhecia. Não tinha intenção de me tornar sua companheira e voltar para as matilhas, pelo menos não até terminar a faculdade. E essa matilha estava muito próxima de Simon, o que me deixava desconfortável.

"Quem disse que vou te rejeitar?", ele perguntou, parecendo ofendido. Olhei para ele.

"Mas sou uma loba solitária."

"Você é minha futura Luna."

"Você nem me conhece", eu disse, voltando ao meu trabalho.

"Sei que você é inteligente, compassiva, corajosa e que está sozinha", ele disse.

A parte de ser inteligente e compassiva eu até entendia. Isso era fácil de perceber, já que sou médica e estou o ajudando. Essas duas características faziam sentido. Quanto à parte de ser corajosa, eu não tinha certeza, mas a parte de estar sozinha...

"Por que diz que estou sozinha?", perguntei, limpando o sangue e me virando para pegar o bisturi. O ergui para o alto, o mostrando que eu estava prestes a cortar sua perna. Ele assentiu e continuou:

"A universidade mais próxima com uma faculdade de medicina fica a cerca de uma hora ao norte daqui. Entre aqui e lá, há muitas áreas onde uma loba solitária poderia correr se quisesse. Mas, ao invés disso...", ele parou, grunhindo enquanto eu cortava cuidadosamente sua perna. "Ao invés disso, você escolheu vir para uma área cheia de lobos."

Ele estava parcialmente certo. Annika sentia falta de estar numa matilha, da companhia de outros lobos. Quanto a mim, eu ficaria bem vivendo sozinha pelo resto da minha vida, mas minha loba gostava do cheiro da floresta, e isso a fazia se sentir mais tranquila ao sentir o cheiro de outros lobos.

Warren sibilou, e eu olhei para ele, que respirava fundo para controlar a dor.

"Como você faz isso?", perguntei.

"Fazer o quê?"

"Controlar esse nível de dor?"

"É a mente sobre a matéria. A dor física pode te destruir mentalmente se você permitir. É por isso que as pessoas são torturadas para obter informações. Se você conseguir quebrar o corpo, geralmente conseguirá quebrar a mente. Minha mente é mais forte do que meu corpo, e meu corpo é muito forte."

Olhei novamente para as cicatrizes nas suas pernas.

"Você está lutando há muito tempo?", perguntei, cortando e afastando os músculos de onde seus ossos haviam se quebrado em pedaços.

"Desde que me tornei Alfa, há quase doze anos."

"Doze anos?", exclamei, me levantando e olhando para ele. Ele era mais velho do que eu pensava.

Nesse momento, sua sobrancelha se arqueou novamente. Era um olhar arrogante, mas em Warren, era tão sexy...

"Assumi a matilha quando tinha dezoito anos. Agora tenho trinta, então são doze anos, lobinha."

"Annika não é tão pequena assim", eu disse, voltando minha atenção para sua perna.

"Ela é comparada a Arric."

"Bom, Arric é um lobo Alfa. Somente outro Alfa seria maior do que um lobo Alfa", eu disse enquanto retirava cuidadosamente o primeiro osso. Olhei para ele, verificando onde ele se encaixava, e depois o pressionei contra o osso do qual ele havia se quebrado.

"Certo, Arric, vamos ver o que você tem", eu disse, segurando cuidadosamente o osso no lugar para que Arric pudesse começar a curar a fratura. Enquanto eu o segurava, vi o osso começar a se conectar e se fechar diante dos meus olhos.

"Que legal!", exclamei, me esquecendo de onde eu estava e com quem. Eu estava trabalhando com humanos há tanto tempo que me esqueci de como os lobos podiam se curar rapidamente, especialmente os lobos Alfas.

"Isso é tão emocionante assim?", Warren me perguntou com um tom de brincadeira.

Dei de ombros. Eu sabia que nem todos achavam a medicina e a cirurgia emocionantes, mas eu achava. "É para mim."

"Então deve ser meu dia de sorte", ele disse, e nesse momento houve uma batida na porta.

Olhei para a porta, depois para Alfa Warren, me perguntando quem poderia estar batendo.

"Eu disse que iria te proteger", ele disse com um sorriso. Seu sorriso era tão bonito que quase me deixou sem fôlego. "Entre, Charlie", ele disse, sem tirar os olhos de mim.

"Alfa... o que diabos está fazendo aqui?", ele perguntou com raiva, indo rapidamente até a mesa e olhando para a perna de Alfa Warren, cortada e aberta sobre ela.

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