Foi uma grata surpresa ver a mulher que me intrigou tanto na noite passada uma outra vez, vou me certificar de que ela não vai escapar do meu aperto tão cedo como fez noite passada. A primeira coisa que fiz nessa manhã, foi ordenar que Walter descobrisse quem é essa mulher em questão que matou um homem a sangue frio com um abridor de cartas e depois fez sexo comigo como se não fosse nada demais. Ela não saiu dos meus pensamentos e eu fiquei realmente chateado pela primeira vez na minha vida por não saber quem ela é, se soubesse, poderia fazer um movimento imediatamente e não dependeria do tempo e da sorte para descobrir quem ela é. Tudo que ficou para trás, foi a calcinha dela que por algum motivo, estava jogada atrás de uma almofada, acho que ela estava com muita pressa. Considerei como uma pequena lembrança dela. Agora, ela está na minha frente, dançando e se movimentando de forma sexy e flexível em um poste de pole dance e eu estou duro como pedra. Ela parece um pouco diferente do que vi ontem, há tatuagens espalhadas por sua pele branca, uma peruca cobre seu cabelo loiro brilhante e ela parece uma outra pessoa, se eu não fosse uma pessoa extremamente detalhista e observadora, eu não descobriria que ela é a mesma mulher com quem estive na noite passada, o momento decisivo, em que eu tive certeza que se tratava dela, foi quando ela dançou no meu colo, seu cheiro inconfundível invadiu minhas narinas e eu respirei pesadamente apreciando seu cheiro singular. É algo diferente de tudo que já senti, uma mistura envolvente de flores e algo mais pungente, não faço a mínima ideia do que é, mas me deixa ligado como se fosse um maldito feromônio.
Tentei manter minha mente tranquila enquanto esperava que ela voltasse da conversa com aquele velhote maldito. Confesso que a vontade que senti de cortas suas mãos foi avassaladora, ele estava tocando a mulher que eu quero de forma tão descuidada, deveria ter sido esperto o suficiente e ter ficado de lado quando expressei meu desejo de tê-la ao para mim, foi pior ainda quando ela deixou claro que estava escolhendo ele como prioridade em vez de mim. Que diabos ele tem que eu não tenho? Ele é só um velho depravado que é incapaz de oferecer algo bom para ela, eu posso fazer muito melhor, sei que posso. Quero entrar naquela sala e matá-lo com minhas próprias mãos, torturá-lo por tocar em algo meu e vê-lo morrer lentamente por tocar em algo que não lhe pertence de forma tão descuidada. Agarrei a primeira mulher que passou perto de mim, tentando dispersar a sede de sangue, o sangue daquele velho, para ser mais exato. Foram poucos minutos até que ela aparecesse novamente, agora tem um sorriso suave e satisfeito no rosto e eu me pergunto que diabos ela conseguiu com aquele velho que lhe deixou tão feliz. É difícil admitir, mas eu estou tão intrigado com essa mulher, que eu a quero apenas para mim, eu deveria fazer-lhe uma proposta irresistível, a melhor proposta que ela já recebeu em sua vida. Eu vou pensar em algo.
Ela já não usa mais a roupa que estava usando para se apresentar, agora veste uma camisa larga e uma calça rasgada no joelho, a peruca permanece, assim como as tatuagens e a maquiagem forte. Seus lábios vermelhos se fecham em uma linha reta quando ela percebe que eu tenho uma mulher no meu colo. Olhei a morena no meu colo e depois ela, se fosse em outro momento, eu não pensaria duas vezes em foder essa bela e disposta mulher no meu colo, mas hoje, eu tenho coisas melhores e assuntos inacabados, não vai ser dessa vez.
Deixando a morena de lado, levantei e caminhei até ela decidido, ela não vai sair da minha frente até que eu tenha saciado meu desejo e curiosidade.
- Terminou o que estava fazendo? - pergunto.
Ela assente imediatamente.
Não posso parar a próxima pergunta, eu preciso saber.
- Aquele velho te tocou? - pergunto mau humorado.
Não consigo deixar a raiva que sinto fora do meu tom, ela deveria ter ido comigo desde o começo, não quero que ela fique brava e me chute por ser um idiota e interferir no seu trabalho e por isso, aguentei em silêncio enquanto ela ia com aquele velho maldito, mas isso não quer dizer que eu não odeio a ideia dele tocando essa pele macia. Ela não é uma mulher comum, isso está claro para mim, por isso, não posso tratá-la da mesma forma que faço com todas as outras, ela não parece ter medo de mim e parece tão perigosa quanto eu.
- Não do jeito que você vai me tocar. - responde com um pequeno e malicioso sorriso.
Eu gosto disso. Gosto dessa impertinência.
- Tem certeza? - indaga apenas para confirmar se ela realmente quer dizer isso.
- Olha, meu negócio com ele era apenas trabalho, se você não quiser acreditar, pode voltar para a mulher no sofá. - responde chateada enquanto revira os olhos e aponta com o polegar a mulher que ainda está no sofá e nos observa com curiosidade.
Aceitei suas palavras sabendo com toda certeza que se eu insistisse de qualquer forma, ela me deixaria para trás imediatamente e sem pensar duas vezes. Ela me deseja, mas não parece suscetível a implorar por qualquer atenção minha e é isso que me deixa animado. A doce emoção da caçada, sabendo que qualquer momento com ela pode ser o último, pois suas ações são fora da curva e nada comuns.
Uma mulher misteriosa e intrigante.
Peguei sua mão e fui embora daquele lugar, todo o caminho até meu quarto de hotel, ela cantarolava baixinho e isso despertou minha curiosidade. Nunca algo assim aconteceu, mas eu realmente estou interessado em conhecer essa mulher e eu preciso conversar enquanto estou com a boca longe de seu corpo.
- O que te deixou tão feliz? - pergunto tentando manter a curiosidade que sinto fora da minha voz.
- Oh, não é grande coisa. Apenas o trabalho que vai muito bem. - dá de ombros despreocupada.
Isso atiça minha curiosidade.
- Vejo que seu tempo gasto com aquele velho foi satisfatório. - murmuro.
- Pode-se dizer que sim. - responde tranquilamente.
- Eu já sei onde você trabalha, vai me contar como se chama? - continuo com minhas perguntas.
Ela pareceu ponderar por alguns segundos.
- Você pode me chamar de Ruby. - diz.
Cerro os olhos com suspeita por um instante.
- Esse é o seu verdadeiro nome? - pergunto.
Ela ri da minha pergunta. - Será que é? - devolve encolhendo os ombros.
Sorrio satisfeito com sua resposta. Não é o que eu queria, mas é alguma coisa.
- Isso não é justo, você sabe meu nome. Eu sei onde você trabalha, mas não sei se esse é o seu nome verdadeiro. - murmuro.
- Bem, eu não perguntei seu nome, ouvi por acaso. Afinal, porque estamos parados aqui em vez de foder como coelhos, Sebastian? - pergunta.
Ouvir meu nome ser proferido por aqueles lábios reacende o desejo com força e eu quero muito ouvi-la gritar meu nome desesperadamente enquanto estiver enterrado dentro dela.
Mas, antes que isso aconteça, tenho negócios a tratar aqui.
- Sobre isso, eu tenho uma proposta para fazer. - começo.
- Sou toda ouvidos. - diz.
- O que acha de trabalhar para mim? - pergunto direto ao ponto.
- No que exatamente? - pergunta.
- Eu gostaria que você trabalhasse como dançarina no meu clube. É um lugar muito bem frequentado e eu pago muito bem. - digo.
Eu sei que a minha proposta é boa, ela pode não ter outra chance como essa.
- Onde seria seu clube? - continua a perguntar de maneira profissional.
- New York, mas não se preocupe. Eu posso cobrir qualquer custo com sua mudança. - ela não pode usar a mudança como desculpa.
- Não, obrigado. Estou bem aqui em Milão. - responde imediatamente.
Admito que sua recusa imediata me pegou desprevenido.
- Por quê? - não consegui controlar minha curiosidade. Quero saber porque ela nem sequer pensou.
- Eu não quero sair daqui, vivo muito bem e conheço muitas pessoas. - diz.
É uma resposta simples e não me convence.
- Eu pagarei o dobro do que recebe. - ofereço.
- Não.
- Pago o triplo, e todos os custos com moradia que você tenha. - rebato.
- Não.
Porra, porque diabos ela não aceita?
Confesso que estou fazendo isso para mantê-la por perto, tenho muitos planos do que fazer com ela e não tenho tempo suficiente para fazer isso aqui, mas, se ela aceitar vir comigo, isso é outra coisa.
- Que diabos te prende aqui? - pergunto.
- Bem, isso é algo pessoal e eu não estou disposta a dividir com um estranho, mesmo que ele seja um homem muito bonito. Desculpe, Sebastian. - acaricia meu rosto.
Minha carranca é clara, ela sabe que estou chateado. É a primeira vez que alguém nega um pedido meu dessa forma tão veemente e despreocupada.
Eu deveria sequestrá-la.
Bem, isso é algo que eu posso pensar depois.
Agora, eu só quero possuir essa mulher de todas as formas possíveis.
- Nada me prende aqui, simplesmente não estou interessada. Como descobriu quem eu era? - pergunta por fim. Acho que ela se refere ao fato de não parecer em nada com a mulher da outra noite.
- Seu cheiro. É inconfundível. - esclareço.
Minha resposta parece surpreendê-la por um momento, sua boca se abre em surpresa e logo depois ela fecha e fica em silêncio por um instante.
- Entendo. Não sei o que há de especial no meu cheiro, mas, eu sou suspeita de falar. - dá de ombros.
Me aproximo dela e aspiro seu cheiro devagar. Agora ela cheira limpo, o suor se foi, mas, o aroma primitivo que mexe comigo ainda está aqui, parece ser o seu perfume natural e eu estou farejando ao redor dela como um maldito animal no cio. Foda-se, não me importo com isso nesse momento.
Seus dedos se emaranham no meu cabelo e puxam de leve, sinto isso descer direto para o meu pau.
Parei por um instante e contemplei seus olhos azuis gelados, suas pupilas dilatadas e seus lábios entreabertos, um chamado irresistível que responderei com prazer imenso.
Sorri maliciosamente e tomei sua boca com força, mordendo seus lábios antes de deixá-la ir.
Contra todos os meus princípios, senti a necessidade de tê-la ali mesmo, dentro do carro, por mais desconfortável que fosse, eu a queria imediatamente.
- Maldita falta de espaço. - resmungo.
- Parece que você não gosta de transar no carro, venha, eu vou te mostrar como isso pode ser prazeroso para nós dois, mesmo com pouco espaço. - diz e afasta o banco o mais longe possível. Eu sou um homem grande, maior que a maioria e eu fico chateado com a falta de mobilidade, mas, ela parece tão sedutora que eu não posso resistir. Faço o mesmo, ainda que minhas pernas estejam dobradas como antes, agora Ruby está em cima de mim e analisa a situação com calma.
- Isso não é bom, você é muito grande, não vai ser legal. Acho que o melhor seria sairmos daqui. - murmura pensativa e logo em seguida deixa meu colo.
Sem pensar duas vezes, abro a porta do carro e ela me segue como se soubesse exatamente o que estou fazendo. Entramos no elevador apressados, eu a puxo com força contra meu corpo, beijo sua boca com voracidade e aperto sua bunda, uma de suas pernas sobe e eu me encaixo nela, amaldiçoo mentalmente a calça que ela está usando. O elevador se abre e duas mulheres entram, elas nos olham com curiosidade e eu me separo de Ruby. As duas senhoras deixam um arquejo de surpresa escapar ao ver a forma como ostento minha ereção sem nenhum pudor, uma delas fica com o rosto corado e a outra de boca aberta, sorrio atrevidamente para as duas e elas deixam o elevador apressadamente e sussurrando.
- Você lhes deu algo para falar. - Ruby brinca.
- Ótimo, elas podem falar. Agora, onde estávamos? - pergunto e volto a beijá-la novamente.