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A Assistente Quente do Professor

A Assistente Quente do Professor

Autor:: LuadMel
Gênero: Jovem Adulto
UM PROFESSOR NÃO PODE DORMIR COM UMA ALUNA NAS DEPENDENCIA DA ESCOLA. Essa é uma regra simples... Mas... Lumiar Sindel sabia que por ser a filha da prefeita da cidade podia fazer o que bem entender dentro da escola, ficando conhecida como a menina intocável, a rebelde indomável... até a chegada de David Michel um professor de dois metros que só queria um laboratório para dar aulas, mas ganhou uma aluna quente, excitante e totalmente fora da sua moral. Ser David Michel e Senhor Michel em momentos diferentes e com a mesma pessoa passou a ser um robe a qual ambos passaram a desfrutar com um intenso romance entre quatro paredes, um romance que foi ameaçado pela conduta educativa, e ética trabalhista onde se diz bem claro UM PROFESSOR NÃO PODE DORMIR COM UMA ALUNA NAS DEPENDENCIA DA ESCOLA. E entre o amor e uma carreira, sobrevive apenas o que é importante.

Capítulo 1 * Não Toque em Mim *

Não era nem seis da manhã quando Lumiar escutou o despertador gritar ao seu lado lhe informando que mais um dia havia amanhecido.

Seus olhos cor de mel se abriram com espanto, mas logo se fecharam obedecendo a sua mente em querer dormir mais um pouco. De todos os dias a qual ela sempre detestou se levantar da cama cedo, segunda-feira era o pior de todos.

Não se incomodou enquanto o despertador implorava por sua atenção, tão pouco quando a porta do quarto foi aberta e a voz de sua mãe soou por todo lugar. O frio lhe arrepiou quando as cobertas foram tomadas de si, antes de abrir olhos, sorriu de canto sentando-se na cama.

- Acorda agora - Ordenou a mulher mais velha a sua frente. - Se arrume e vá para a escola, eu não posso mais ficar vindo de acordar, Lumiar, você já vai fazer dezoito anos. - Bradou em frente à cama.

Lumiar soltou outro suspiro encarando a mulher mais velha, vestido outro de seus ternos o cabelo preso em um coque ridículo e até aquela cor de batom que não lhe favorecia... Onde foi parar sua mãe maravilhosa?

- Eu não preciso que você venha me acordar, sei a hora que tenho que me levantar. Acha que sou criança? - Cruzou as pernas na cama desviando o olhar para a cortina que fora empurrada para o lado dando luz ao quarto. - Não tem mais o que fazer?

- Eu tenho. - Se aproximou da cama entregando a menina uma pequena folha. Lumiar tornou a revirar os olhos quando encarou o titulo - Outra advertência por chegar atrasada, reprovar em duas matérias e de ser, ridiculamente, arrogante com os empregos daquela escola.

- Exatamente, mãe... São empregados, eu não tenho que respeitar pessoas que não fazem parte do meu ciclo social - Desceu da cama chamando ainda mais atenção da mulher incrédula. - Você mesmo trata sua assistente como uma idiota e vem querer me dar exemplos?

- Lumiar Sindel... - Se aproximou da filha trazendo o rosto da jovem para suas mãos. - Aqui dentro de casa, eu sou a dona de tudo, a sua mãe e a mulher que paga esses vermes para fazerem o que eu quiser. Fora dessa casa, eu sou a prefeita da cidade, uma cidadã do bem, que trata todos com alegria e educação e preso pela paz e a melhoria da sociedade...

- Qual é a vantagem de ser a filha da prefeita dessa cidade de merda se não posso fazer o que quiser? - Sorriu debochada.

- Você pode fazer o que quiser dentro dessa casa, mas fora dela, deve respeito às empregados, aos seus professores e pelo menos as suas notas que estão caindo cada vez mais. Você deve ser o exemplo de boa educação naquela escola, e não uma delinquente que via duas vezes para a detenção por dia.

- Se eles não conseguem lidar comigo, é só me expulsarem - Tânia encarou cada um dos olhos bonitos de sua filha antes de se afastar - O que foi? Desistiu?

- Melhores suas notas e pare de ir à detenção, ou eu vou cortar seu acesso ao meu cartão, a mesada, até ao motorista que te leva e trás e você o faz de empregado e carregador de sacolas quando vai as compras. - A menina ficou séria - Quero vê o que vai ser da filha da prefeita se não tiver dinheiro nem para comprar um lanche naquela escola de merda.

- Você não pode fazer isso - Declarou dando alguns passos à frente. Tânia era uma mãe radical, mas nunca mentiu ao delegar um castigo prometido.

- Eu controlo uma cidade, o que o povo diria se não pudesse educar e controlar a minha própria filha? - Lumiar abaixou os olhos dando um sorriso de canto.

_-_

A segunda-feira realmente tinha começado péssima, e estava destinada a piorar a cada momento. Revirou os olhos o mais alto que pôde quando seu motorista parou em frente a escola, esperou com paciência para descer.

Parou ali, respirou fundo, mostrou um sorriso doce e seguiu seu caminho para dentro sendo visada por todos no lugar, afinal de contas, a filha da mulher mais importante da cidade estava chegando para mais um dia na escola, só não sabiam se ela iria gritar com alguém ou ignorar cada um como se fossem insetos...

Á passos largos ela entrou no lugar desfilando pelos corredores até chegar ao seu grupo de amigos sentados pelo chão. Acomodou-se ao lado da melhor amiga sorridente.

- Fiquei sabendo que o capitão do time da outra escola se interessou pelo seu vídeo mostrando a língua para todos ontem - Lumiar sorriu de canto, mas logo parou. - O que? Você disse que ficaria com ele, vou mandar uma mensagem e marcar para nos encontramos daqui a uma hora.

- Espera... - Pediu após um momento em silêncio para imaginar como seria um encontro perfeito - Não posso.

- Como assim não pode. A gente não em que ficar nessas aulas chatas e você é a filha da prefeita, a gente faz o que quer nessa escola - Foi clara deixando seu celular de lado - Não quer mais se encontrar com ele?

- AH, não é isso Isa - Levantou pegando sua bolsa e foi acompanhada pelos corredores - A escola mandou as advertências para minha mãe... E eu preciso ir às aulas se eu ainda quiser ter dinheiro - Murmurou desgostosa parando em um corredor mais afastado, olhou em volta antes de voltar a Isa - E ainda tem as minhas notas.

- Meu pai sempre dar um jeito nas minhas notas. Preciso de um diploma, não de uma inteligência dos deuses - Voltou ao seu celular - Eu não quero ir sozinha, não acredito que vai me obrigar a ficar na aula.

- Não vejo a hora de fazer dezoito anos, porque assim eu vou tomar as minhas próprias decisões, mas antes disso pelo menos aqui dentro dessa droga eu tenho que sorrir e fingir que não tenho asco dessas pessoas pobres carentes de atenção e esses professores de merda que acham que podem mandar na gente. A minha mãe é a prefeita, eles deviam me obedecer.

- A sua mãe é a prefeita lá fora, aqui dentro é apenas a mãe de uma aluna arrogante e sem educação - As duas viraram em direção à voz mais forte, porém Lumiar foi à única que esbarrou em outra pessoa e a empurrou para longe repelindo qualquer contato.

- Não toque em mim. - Ordenou com ódio, até ver que a pessoa que empurrou sequer saiu do lugar, seja pela altura, ou o peitoral largo que tocou.

Capítulo 2 * Uma Ideia *

- Não toque em mim. - Ordenou com ódio, até ver que a pessoa que empurrou sequer saiu do lugar, seja pela altura, ou o peitoral largo que tocou.

Ela deu alguns passos para trás erguendo o olhar para chegar ao homem ao seu lado, e estava claro que a sombra dele lhe cobriu por inteira. Seus lábios abriram para soltar um intenso palavrão, mas se fecharam quando conseguiu chegar aos olhos verdes do homem, olhos brilhosos e verdes atrás de óculos transparentes, combinado a sobrancelhas grossas e o cabelo negro penteado para o lado.

Lumiar suspirou alto descendo o olhar para os lábios, o peitoral, e voltou a diretora que reclamava da sua saia curta, das botas de salto que não era permitido, do cabelo solto, da sua camisa aberta como se estivesse indo para uma festa e não para a escola... Quem aquela mulher estava querendo difamar.

- Eu me visto como bem entender - Devolveu após acordar do seu transe, olhou para o homem que dobrou o pescoço erguendo uma mão para colocar no bolso esquerdo da calça... Quem era aquele homem? - Você não tem que ditar o que tenho que usar aqui dentro.

- Mas é claro que eu tenho, sou a diretora e temos uniformes. Mandarei entregar um na sua casa, por conta da escola, apenas para você ter o prazer de usar. - Declarou a mais velha outra vez, cruzou os braços. - Me desculpe professor Michel, não se preocupe com essas declarações, ah algumas alunas que não dão valor a nossa escola.

- Você é professor? - Isa riu passando para frente do homem - E é professor de que? Luta? Você está querendo bater na gente nas aulas agora? Aí diretora, não precisa ser violenta.

- Eu não sou professor de luta - Sua voz era grossa, fez com que Isa recuasse na mesma hora para de trás de Lumiar que mantinha o olhar concentrado naquele homem, desde os lábios grossos e a altura que chamava atenção, sem contar com os braços largos que se mostraram rebeldes na camisa.

No fim, chegou aos olhos e se assustou quando notou estarem simplesmente voltados a si como se ela fosse o que exatamente? Desviou para a diretora que terminava de dar seu sermão:

- E se mesmo assim não resolver, colocaremos um fim na sua vida acadêmica nessa escola porque não vamos aceitar desrespeito com diretos e professores, senhorita Sindel. Passar bem... Vamos professor.

A garota calada assistiu quando o homem passou por si, ainda a encarando friamente, será que ele queria lhe dizer algo? Iria reclamar só porque foi empurrado? Mas ele nem saiu do lugar?

- Que cara idiota. - Isa murmurou - Viu como ela para a gente? Ele vai nos bater isso sim. Preciso contar isso ao meu namorado; ele jamais vai permitir que outro homem fique me olhando como se eu fosse um alvo a ser abatido e humilhado. Professorzinho de merda! - Deu as costas voltando pelo mesmo corredor.

Entretanto, Lumiar permaneceu ali e avistou ao longe quando eles pararam para falar sobre o quadro diante deles, porém, o professor ainda olhou para trás... O que ele estava olhando? Era um desafio? Encarou de volta, ela não era uma garota que se intimidaria fácil.

- Nessa escola há muitos alunos importantes, eles acham que são a realeza, mas sempre deixamos claro que essa escola tem regras a seguir - Contou trazendo a atenção outra vez do professor - Então fique tranquilo e seja bem vindo outra vez. Ter outro Michel dando aula nessa instituição é grande importância.

- Acredito que sim. Você esteve na época do meu pai, Daniel, não é? - A mulher assentiu. - Eu dei aulas em muitos lugares, e conheci muito bem essa minoria de adolescentes ricos que acham que podem crescer em cima dos professores apenas porque seus pais são importantes.

- Temos uma aqui também, Lumiar Sindel, filha da prefeita da cidade - O homem cruzou os braços, interessado - Briga com todos os professores e alunos bolsistas, responde, grita e se veste como bem entende, conseguimos a mandar para a detenção, mas nenhum professor aguenta sua zombaria. Sem contar que as notas caem cada vez mais e sua mãe acha que a culpa é nossa.

- Hm... E ela dar assistência a algum professor? - A mulher quis rir. Entraram outra vez na sala da diretora que trilhou seu caminho até a mesa principal.

- Nem as aulas ela assiste, acha que viraria assistente de algum professor? Lumiar ainda está aqui por causa do dinheiro de sua mãe, caso contrario, não precisaríamos de uma aluna péssima manchando nossa reputação.

- Entendi.

- Aqui está sua grade de horário, espero que goste de dar aulas e fique por mais tempo - O homem pegou e assentiu rapidamente.

- E sobre o laboratório - A mulher estreitou o olhar - Sou professor de biologia e química - Contou como se fosse obvio.

- Infelizmente houveram muitos acidentes no laboratório e depois de algumas discussões, ele foi fechado para reforma, mas não temos verba para isso.

- Acabaram de reformar o campo de futebol, pelas terceira vez em dois anos - A diretora levantou. - Tanto o campo de futebol como o laboratório é uma sala de aula, precisam ter o mesmo valor.

- Mas os doadores não querem ver tubos e explosões em uma sala no último andar do prédio - David cruzou os braços - querem ver adolescentes se formando em atletismo... O campo é um investimento tanto para os adolescentes quanto para a cidade.

- Ah, eu entendi. Obrigado, mesmo assim vou dar uma olhada no laboratório e irei dar a minha primeira aula.

- Fique a vontade, a escola é sua como já disse. E qualquer coisa pode me avisar, às vezes os alunos pegam pesados demais com os professores e dar advertências agora não resolve nada.

David assentiu e saiu sem dizer mais nada. Seguiu pelos corredores e escadas até chegar a seu cantinho de amor mais profundo, que no momento estava empoeirado, escuro e totalmente inabitável. Era incrível como as pessoas deixavam a ciência de lado para correrem atrás de uma bola em busca de fama e dinheiro.

Conhecimento?

Educação?

Onde ficava?

Sorriu de canto ao parar diante de uma das janelas e abrir uma fresta na cortina para que tivesse luz.

- Se eu conseguir um bom investidor eu posso reabrir essa droga... - Sorriu malicioso. - E sei bem o que fazer.

Capítulo 3 * Sala de Aula *

- Sim, e ele é enorme - Isa continuava com seu relato para o namorando quando Lumiar passou por ela se sentando ao lado.

Endireitou-se sobre a cadeira olhando para o celular, o tanto de mensagens que sua mãe passou a mandar desde aquele dia estava começando a lhe deixar ainda mais transtornada. Não podia falar alto, reclamar da comida, intimidar ou responder professores... Porque tinha que ir para a aula então, e fingir que era uma boa moça.

Ela não era uma boa moça

Olhou ao redor onde todos os seus colegas brigavam, sorriam, gritavam, namoravam... Engoliu outro xingamento com a nova mensagem "Não me traga problemas para o trabalho".

Subiu o olhar outra vez a tempo de ver a porta da sala, abrir e por ela passar aquele homem novamente. Agora trazia uma bolsa de couro que atravessava suas roupas simples, com um olhar avaliador ele estudou toda a sala e parou de andar quando lhe avistou.

Lumiar se arrepiou inteira deixando o celular de lado, sustentar aquele olhar era de esquentar seu corpo, mas esquentar por quê? Porque tinha ódio de homens grandes e fortes com um olhar brilhoso e lábios grossos?

- Bom dia - Até a voz dele soou baixa enquanto se encaminhava para a mesa. Colocou as mãos na cintura olhando par a turma que não lhe deu atenção. Suspirou.

Já havia trabalhado em escolas de ricos, escolas de pobres, particulares, públicas, internatos, só para meninas, meninos, mas nenhuma se comparava com a de Seant. O fato das classes se misturarem não deveria ser preocupante, mas os jovens com mais dinheiro acham que vão mandar herdar o mundo fazendo dos outros seus escravos desde novos.

- Eu sou David Michel - Murmurou, e novamente, foi ignorado por todos... Tornou a olhar para cada um e parou em Lumiar, a filha da prefeita. Não havia sorriso em seu rosto, mas tinha um olhar, um olhar desafiador.

Será que ele deveria rir? A menina era bonita, os cabelos loiros e curtos, os olhos castanhos e sua pele bronzeada, tinha a cara de ser aquela que chegava primeiro e era a ultima sair... Mas só a cara mesmo.

Aproximou-se dela a fim de lhe intimidar com o olhar, mas o que conseguiu foi apenas um brilho diferente e fazer com que os lábios dela se abrirem ao parar ao seu lado. Se de pé ela já ficava mais baixa, imagine sentada. Olhou dela para o celular com uma simplesmente mensagem com o contato intitulado mãe "tem um professor novo idiota, eu não vou fazer o que a senhora quer".

Ele riu. Então ele era o professor novo e idiota? Abaixou-se aos poucos ficando da altura de seus olhos, e lentamente, tomou o celular de suas mãos o desligando no movimento - Escolha interessante de palavras, mas eu não sou um professor idiota - apenas sussurrou para ela abrindo um sorriso. - Você parece ter mais autoridade aqui.

Lumiar apenas piscou... Porque seu corpo estava arrepiado com a presença dele ao seu lado? Não tinha mais voz? Era só gritar para que não fosse tocada. Logo todos viriam a para sua defesa, mas porque não saia nada?

Ele não conseguiu uma resposta dele, mas tinha seu olhar, sua atenção. Endireitou seu corpo e com um longo suspiro, David socou a mesa fazendo Lumiar se assustar com um grito agudo e todos lhe encararem em silêncio.

- Bom dia. Eu sou David Michel o seu novo professor de Química, ciências e biologia. - Escutou a correria para cada um se sentar em seu lugar e tornou a olhar pra baixo, onde os olhos bonitos da sua aluna principal estavam em sua mãe fechada sobre a bolsa nova.

Será que tinha quebrado algo? Ergueu-a devagar e ela se espantou... Os olhos voltaram a se encontrar de novo.

- Você disse que não era professor de luta - Isa murmurou ganhando atenção - Vai bater na gente agora?

- SILÊNCIO - A menina se assustou escondendo o celular. - Não sou professor de luta e não vou bater em vocês, mas nas minhas aulas eu gostaria de ter respeito. Prestem atenção se quiserem, estudem se desejarem, mas se não quiser nada disso, apenas faça silêncio.

Sua voz era grossa, rouca, como se um trovão cortasse a sala inteira deixando todos arrepiados, além da confiança e autoridade exalarem do homem. Deu as costas voltando a sua mesa onde largou o celular de ultima geração e apenas pequeno movimento fez os outros se endireitarem, conheciam bem aquele celular.

Durante os poucos minutos que se restaram ali, David explicou seus princípios antes da matéria, fez perguntas, respondeu perguntas e contou a parte fundamental de sua matéria fazendo com quem quisesse continuar na sua aula e ter uma boa nota, apenas prestasse atenção e se precisasse de aulas extras, ele estaria disponível.

Quando o sinal tocou, muitos alunos correram para fora querendo almoçar, outros porque o medo do professor era maior que ele... Entretanto, houve aqueles que permaneceram para fazer perguntas e escutaram que logo mais o laboratório seria a sala de aula, agradando os nerds e loucos pelo conhecimento da ciência.

No fim, quando respondeu as últimas perguntas, ele avistou Lumiar levantar ajeitando sua bolsa ao lado da amiga que lhe contava, provavelmente um segredo de estado.

- Senhorita Sindel - As duas lhe encararam - Podemos conversar?

- Sim. Ela quer o celular dela de volta, nenhum professor pode fazer isso, sabia? - Isa falou pela amiga e David sorriu. Aproximou-se das duas entregando a Isa m pequena folha. - Advertência? Mas o que foi que eu fiz?

- Passou a aula toda no celular. Eu disse para fazer silêncio e a sua risadinha atrapalhou. - Ela olhou do papel para o professor. - Você pode encher vários desses papéis, nenhum terá minha assinatura, ou da minha mãe, quem você acha que é?

- Eu cancelo a advertência se você sair daqui agora, eu gostaria de falar com a senhora Sindel e lhe devolver o celular, como você mesma pediu. - Isa sorriu cheia de si e saiu da sala batendo a porta.

David encarou a única garota que restou e deu as costas voltando a mesa e se sentou.

Aos poucos, viu a garota se aproximar com os olhos grandes em cima de si. Ela tinha um olhar felino, medroso e ódio... cheio de ódio com toda certeza.

- O que você quer? - Perguntou logo.

Era a segunda frase dela direcionada a si, e ambas com total falta de respeito.

- Eu quero que você seja minha assistente. - Foi direto.

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