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A Maldição da Câmera

A Maldição da Câmera

Autor:: Sandra
Gênero: Fantasia
Hoje é meu aniversário de 25 anos, mas não há nada para celebrar. Recebi de Lívia, minha melhor amiga, uma câmera instantânea, o mesmo "presente" que, em minha vida passada, desencadeou o inferno. Naquela vida, meus pais foram destruídos, minha carreira desmoronou e Marcos, meu namorado, me abandonou no pior momento. Perdi tudo, e só na morte descobri a verdade: foi tudo um plano diabólico de Lívia e Marcos, movido por inveja e ganância. E agora, estou de volta, no mesmo dia, com a mesma câmera amaldiçoada em minhas mãos, e a certeza de que a história se repetirá se eu piscar. Lívia, com seu sorriso falso, me perguntou: "Ana? Você não vai abrir?". Meu coração gelou, mas forcei um sorriso. Marcos se aproximou, me dando náuseas: "É uma ótima câmera, amor. Você deveria tirar uma foto de nós três agora, para comemorar." Eles não sabiam, mas o jogo que eles iniciaram, agora seria jogado sob minhas regras. Eu renasci com todas as minhas memórias de dor intactas, e desta vez, a maldição deles se voltará contra eles. Desta vez, a vingança será minha.

Introdução

Hoje é meu aniversário de 25 anos, mas não há nada para celebrar.

Recebi de Lívia, minha melhor amiga, uma câmera instantânea, o mesmo "presente" que, em minha vida passada, desencadeou o inferno.

Naquela vida, meus pais foram destruídos, minha carreira desmoronou e Marcos, meu namorado, me abandonou no pior momento.

Perdi tudo, e só na morte descobri a verdade: foi tudo um plano diabólico de Lívia e Marcos, movido por inveja e ganância.

E agora, estou de volta, no mesmo dia, com a mesma câmera amaldiçoada em minhas mãos, e a certeza de que a história se repetirá se eu piscar.

Lívia, com seu sorriso falso, me perguntou: "Ana? Você não vai abrir?".

Meu coração gelou, mas forcei um sorriso.

Marcos se aproximou, me dando náuseas: "É uma ótima câmera, amor. Você deveria tirar uma foto de nós três agora, para comemorar."

Eles não sabiam, mas o jogo que eles iniciaram, agora seria jogado sob minhas regras.

Eu renasci com todas as minhas memórias de dor intactas, e desta vez, a maldição deles se voltará contra eles.

Desta vez, a vingança será minha.

Capítulo 1

Hoje é meu aniversário de 25 anos, e estou renascida.

Lívia, minha melhor amiga, sorri para mim, seus olhos brilhando com uma sinceridade que eu sei que é falsa.

Ela me entrega uma caixa de presente bem embrulhada.

"Feliz aniversário, Ana! Espero que você goste."

Meu coração gela.

Eu conheço essa caixa. Conheço o peso dela, a textura do papel de embrulho.

Dentro dela está uma câmera instantânea, o instrumento que destruiu minha vida inteira.

Na minha vida passada, recebi este mesmo presente. Fiquei emocionada. Abracei Lívia e a chamei de a melhor amiga do mundo.

Naquela noite, usei a câmera para tirar a primeira foto, uma foto de família com meus pais.

Um mês depois, o inferno começou.

Minha mãe morreu em um acidente de carro inexplicável, o motorista que causou o acidente fugiu e nunca foi encontrado.

Meu pai, devastado pela dor, sofreu um AVC uma semana depois. Ele não morreu, mas ficou paralisado do pescoço para baixo, preso em seu próprio corpo, capaz apenas de piscar.

Minha empresa, que eu construí com tanto esforço, faliu. Projetos foram cancelados, clientes desapareceram, e as dívidas se acumularam como uma avalanche.

E Marcos, meu namorado, o homem que eu amava, me abandonou no meu pior momento. Ele disse que eu era um presságio de má sorte e desapareceu.

Eu perdi tudo.

No final, descobri a verdade. Foi tudo um plano de Lívia e Marcos. A inveja que ela sentia, a ganância que ele tinha. Eles se uniram para me destruir e tomar tudo o que era meu.

Aquela câmera não era um presente, era uma maldição.

E agora, estou aqui de novo.

O mesmo dia, a mesma festa, a mesma câmera.

Eu olho para o calendário no meu celular, que está sobre a mesa. A data confirma. É o dia do meu aniversário, o dia em que tudo começou a desmoronar.

Eu renasci.

Voltei ao ponto de partida, com todas as memórias dolorosas intactas.

"Ana? Você não vai abrir?", a voz de Lívia me tira do meu transe.

Ela parece um pouco ansiosa, seus dedos tamborilando levemente na mesa.

"Claro", eu forço um sorriso.

Minhas mãos tremem um pouco enquanto rasgo o papel de embrulho. Lá está ela, a câmera de aparência retrô, exatamente como eu me lembrava.

"Uau, Lívia! É linda!", eu digo, minha voz soando mais convincente do que eu esperava.

Marcos se aproxima e coloca o braço em volta dos meus ombros.

"É uma ótima câmera, amor. Você deveria tirar uma foto de nós três agora, para comemorar."

Seu toque me causa náuseas. Eu me lembro de como ele me olhou com nojo quando me deixou, com o rosto cheio de desprezo.

"Não sei, Marcos...", eu começo, fingindo hesitação. "É um presente caro. A situação financeira da sua família não está muito boa, Lívia. Você não precisava gastar tanto."

Eu sei que a família dela está passando por dificuldades. Na minha vida passada, eu até emprestei uma grande quantia de dinheiro para eles, dinheiro que nunca vi de volta.

Lívia balança a cabeça rapidamente, seu sorriso forçado.

"Não se preocupe com isso! O que é um pouco de dinheiro entre amigas? E eu até comprei vários pacotes de filme para você. Você precisa usar!"

Ela empurra uma pequena sacola com as caixas de filme para mim. Sua insistência é doentia.

Marcos concorda com a cabeça, ansioso.

"Isso mesmo, Ana. Uma foto de família! Seus pais estão ali. Vamos, vai ser uma ótima recordação."

Olho para meus pais, que estão conversando e rindo com outros convidados. Eles parecem tão felizes, tão cheios de vida. A imagem do meu pai paralisado em uma cama e o caixão da minha mãe me atinge com força.

Não. Desta vez não.

Eu pego a câmera. O plástico frio parece queimar minha pele.

Levo a câmera aos olhos e aponto na direção deles, Lívia e Marcos.

"Que tal uma foto de vocês dois primeiro?", eu sugiro, com um sorriso inocente.

A reação é imediata.

O sorriso de Lívia congela. Marcos recua um passo, seu rosto pálido.

"Não!", Lívia grita, um pouco alto demais. Ela rapidamente tenta se controlar. "Digo... a primeira foto deve ser sua, a aniversariante. Ou da sua família. É tradição, não é?"

"É, Ana", Marcos concorda, sua voz um pouco trêmula. "Não aponte isso para nós. A primeira foto é especial."

O medo nos olhos deles é a confirmação de que eu precisava. Eles sabem o que esta câmera faz. Eles sabem que ela não tira fotos, ela rouba vidas, sorte, futuro.

Eu abaixo a câmera lentamente.

"Tudo bem, vocês têm razão", eu digo, minha voz suave. "Vou tirar uma foto dos meus pais, então."

Eu me viro e caminho em direção aos meus pais, sentindo os olhos de Lívia e Marcos fixos nas minhas costas.

Na minha vida passada, foi exatamente isso que eu fiz. Tirei a foto, e o flash selou o destino deles.

Desta vez, a história será diferente.

O plano deles vai se voltar contra eles.

E eu vou assistir a tudo, com um sorriso no rosto.

Capítulo 2

A memória da minha vida passada é tão vívida que parece que aconteceu ontem.

Depois daquela foto de família no meu aniversário, tudo começou a desmoronar com uma velocidade aterrorizante.

Uma semana depois, minha mãe saiu para fazer compras. Ela nunca mais voltou.

Recebi a ligação da polícia. Um acidente de carro. Um motorista bêbado passou no sinal vermelho e atingiu o carro dela em cheio. O carro ficou destruído. Minha mãe morreu na hora.

Eu me lembro de ir ao necrotério para identificar o corpo. A imagem dela, pálida e sem vida sobre uma mesa de metal fria, nunca vai sair da minha mente.

A dor era insuportável, mas eu tinha que ser forte pelo meu pai.

Ele não aguentou.

A tristeza o consumiu. Ele parou de comer, de falar. Duas semanas após o enterro da minha mãe, eu o encontrei caído no chão do quarto. Um acidente vascular cerebral massivo.

Os médicos disseram que foi um milagre ele ter sobrevivido. Mas a sobrevivência veio com um preço terrível. Ele ficou completamente paralisado. Seus olhos, antes cheios de vida e alegria, agora eram janelas para uma mente aprisionada em um corpo inútil. Ele só conseguia se comunicar piscando.

Enquanto eu tentava lidar com a tragédia pessoal, minha vida profissional também desabou.

Minha empresa de marketing, que estava em pleno crescimento, começou a perder clientes um por um. Contratos foram cancelados sem explicação. Um projeto importante, no qual eu tinha investido quase todo o capital da empresa, falhou espetacularmente.

As dívidas se acumularam. Tive que vender o carro, depois a casa dos meus pais para cobrir os custos médicos e as dívidas da empresa.

O estresse e a dor cobraram seu preço no meu corpo.

Eu perdi peso drasticamente. Meu cabelo começou a cair em tufos. Olheiras escuras se formaram sob meus olhos, e minha pele ficou pálida e sem vida. Eu parecia um fantasma, uma sombra de quem eu era.

Eu tinha 25 anos, mas parecia ter 40.

Em meio a todo esse caos, eu pensei que ainda tinha Marcos. Eu me agarrei a ele como uma tábua de salvação.

Que tola eu fui.

Um dia, enquanto eu estava no hospital ao lado da cama do meu pai, meu celular tocou. Era Marcos.

Sua voz estava fria, distante.

"Ana, precisamos conversar."

"O que foi, Marcos? Aconteceu alguma coisa?", perguntei, meu coração já apertado de ansiedade.

Houve uma pausa.

"Eu não aguento mais", ele disse finalmente. "Olha para você, Ana. Você está um caco. Sua mãe morreu, seu pai está um vegetal, sua empresa faliu. Tudo o que você toca vira desgraça."

Suas palavras eram como facas.

"Você é amaldiçoada. Uma pessoa de má sorte. Eu não posso ficar com você. Isso vai me contaminar."

"Marcos, como você pode dizer isso?", eu solucei, as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. "Eu preciso de você."

"Não, eu não quero mais ter nada a ver com você. Acabou, Ana. Estou terminando com você. Por favor, não me ligue mais."

Ele desligou.

Eu olhei para o telefone, incrédula. Ele me abandonou. Ele me chutou quando eu já estava no chão, coberta de lama.

Esse foi o golpe final. Eu não tinha mais forças para lutar.

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