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A Vingança da Alma Esquecida

A Vingança da Alma Esquecida

Autor:: Ai Xiaomo
Gênero: Jovem Adulto
Meu nome é Lia Oliveira e, aos 17 anos, eu só queria uma família que me amasse de verdade. Fui acolhida pelos ricos Silva, que me tiraram da pobreza, e Pedro, o filho deles, prometeu me proteger para sempre. Mas Sofia, a menina que eu acreditava ser minha irmã de coração, transformou minha vida num inferno particular. Ela instigava intrigas sutis, plantava a discórdia, me isolava e, por fim, com a ajuda de cúmplices, encenou um falso escândalo de orgia para me destruir. Meus pais adotivos, cegos pelas mentiras dela, me expulsaram de casa, e Pedro, meu protetor prometido, virou as costas pra mim, me acusando de ser uma "víbora" e "manipuladora". Fui jogada numa casa velha, abandonada, meu nome e minha reputação em ruínas. Eu não era uma monstra; eu era uma vítima silenciada, minha voz abafada pelo ódio e pela incompreensão de todos. No meu último dia, ela veio. Com um sorriso vitorioso, Sofia confessou cada maldade, me torturou e me assassinou a sangue frio, tudo para garantir o controle sobre Pedro e a fortuna dos Silva, fazendo parecer que eu tinha cometido suicídio. Minha alma ficou presa naquela casa, testemunhando a verdade sufocada por cinco anos, enquanto o mundo acreditava nas mentiras. Mas hoje, um streamer de mistérios, Ricardo, apareceu. Ele veio para me "exorcizar" e, sem saber, trouxe consigo a única chance da minha voz ser ouvida.

Introdução

Meu nome é Lia Oliveira e, aos 17 anos, eu só queria uma família que me amasse de verdade.

Fui acolhida pelos ricos Silva, que me tiraram da pobreza, e Pedro, o filho deles, prometeu me proteger para sempre.

Mas Sofia, a menina que eu acreditava ser minha irmã de coração, transformou minha vida num inferno particular.

Ela instigava intrigas sutis, plantava a discórdia, me isolava e, por fim, com a ajuda de cúmplices, encenou um falso escândalo de orgia para me destruir.

Meus pais adotivos, cegos pelas mentiras dela, me expulsaram de casa, e Pedro, meu protetor prometido, virou as costas pra mim, me acusando de ser uma "víbora" e "manipuladora".

Fui jogada numa casa velha, abandonada, meu nome e minha reputação em ruínas.

Eu não era uma monstra; eu era uma vítima silenciada, minha voz abafada pelo ódio e pela incompreensão de todos.

No meu último dia, ela veio. Com um sorriso vitorioso, Sofia confessou cada maldade, me torturou e me assassinou a sangue frio, tudo para garantir o controle sobre Pedro e a fortuna dos Silva, fazendo parecer que eu tinha cometido suicídio.

Minha alma ficou presa naquela casa, testemunhando a verdade sufocada por cinco anos, enquanto o mundo acreditava nas mentiras.

Mas hoje, um streamer de mistérios, Ricardo, apareceu. Ele veio para me "exorcizar" e, sem saber, trouxe consigo a única chance da minha voz ser ouvida.

Capítulo 1

Meu nome é Lia Oliveira, e já estou morta há cinco anos.

O mundo me conhece como a garota que seduziu o próprio irmão, que abortou de forma vergonhosa e que, no final, se matou por culpa.

Essa é a história que todos contam, a verdade que minha família adotiva espalhou para limpar seu nome.

Mas não é a minha verdade.

Minha alma ficou presa nesta casa velha e abandonada, o último lugar onde senti dor. Daqui, eu observo o mundo seguir em frente, um mundo que me cuspiu e me esqueceu.

Hoje, algo diferente aconteceu, um carro parou em frente ao portão enferrujado.

Um jovem desceu, carregando uma mochila cheia de equipamentos. Ele se chama Ricardo Santos, um streamer famoso por suas investigações paranormais.

Ele montou seu tripé, ajustou a câmera e começou sua transmissão ao vivo.

"E aí, galera! Ricardo na área, e hoje estamos no local que vocês tanto pediram: a casa abandonada da infame Lia Oliveira!"

A tela do celular dele, que eu conseguia ver de onde flutuava, se encheu de comentários instantaneamente.

"Finalmente! Quero ver o fantasma dessa vadia!"

"Ricardo, cuidado pra ela não te seduzir também, hahaha."

"Dizem que o espírito dela é maligno, cheio de ódio porque a família a desmascarou."

"Ela não se matou? Gente assim vai pro inferno direto."

Cada palavra era uma pequena tortura, um lembrete do ódio que as pessoas sentiam por uma versão de mim que nunca existiu. Eu não sentia raiva, apenas um cansaço profundo, uma tristeza que nem a morte conseguiu apagar.

Ricardo sorriu para a câmera, um sorriso ensaiado para a audiência.

"Calma, pessoal! Hoje nós vamos dar um jeito nisso. Vamos fazer um 'exorcismo físico', como eu gosto de chamar. Vamos limpar este lugar da energia negativa dela e trazer paz para a vizinhança."

Ele disse isso para agradar seus seguidores, para conseguir mais visualizações e doações. Ele não sabia de nada, ele apenas repetia as mentiras que ouviu.

Ele forçou o portão e entrou no jardim coberto de mato. A casa parecia um esqueleto, com janelas quebradas como olhos vazios. O cheiro de mofo e podridão era forte, o cheiro do tempo e do abandono.

Como um fantasma, eu o acompanhei, flutuando silenciosamente atrás dele enquanto ele empurrava a porta da frente, que rangeu em protesto.

A escuridão e o pó o receberam.

"Uau, o lugar tá caindo aos pedaços", ele narrou para sua live, a luz de sua lanterna dançando pelas paredes sujas e teias de aranha. "Qualquer barulho aqui dentro e a gente já sabe quem é a culpada, né?"

A audiência respondeu com emojis de risada e mais insultos.

Para eles, eu era a vilã. Para ele, eu era apenas conteúdo.

Mal sabiam eles que a verdade estava escondida sob camadas de poeira, esperando pacientemente para ser encontrada. E, ironicamente, o homem que veio para me "exorcizar" era o único que poderia me libertar.

Capítulo 2

Na luxuosa sala de estar da mansão Silva, a TV de tela plana exibia a transmissão ao vivo de Ricardo.

Pedro Almeida, meu irmão adotivo, assistia com o rosto fechado, a mandíbula travada de raiva.

"Mas que merda é essa?", ele rosnou, pegando o copo de uísque da mesinha de centro e o arremessando contra a parede.

O copo se estilhaçou, espalhando cacos de vidro e líquido âmbar pelo tapete persa.

Sofia Mendes, sua noiva, correu para o seu lado, com uma expressão de choque e preocupação perfeitamente ensaiada.

"Pedro, querido, o que foi? Se acalme!"

"Me acalmar? Você está vendo isso, Sofia? Um idiota qualquer está na... naquele lugar, falando o nome dela, remexendo no nosso lixo! Isso é um insulto!"

O Sr. Silva, meu pai adotivo, desceu as escadas, ajeitando o roupão de seda. Seu rosto, normalmente impassível, mostrava uma irritação contida.

"O que são esses gritos? E que bagunça é essa?"

Pedro apontou para a TV. "Pai, olhe! Estão fazendo um circo com a nossa desgraça! Temos que parar isso agora! Mande o advogado ligar para a plataforma, processe esse imbecil!"

O Sr. Silva olhou para a tela, seu desgosto se aprofundando.

"Já não basta a vergonha que ela nos fez passar em vida? Agora até depois de morta ela continua nos assombrando. Ligue para o Dr. Matos, resolva isso, Pedro. Não quero o nome da nossa família associado a esse espetáculo de baixo nível."

Sofia, então, abraçou Pedro por trás, aninhando o rosto em suas costas e começando a chorar suavemente.

"É tudo culpa minha, Pedro... Eu deveria ter sido mais forte por você, por nós. Ver isso, ouvir o nome dela de novo... Dói tanto. Lembrar de tudo que ela fez..."

A voz dela era um sussurro trêmulo, a performance de uma vítima perfeita. Pedro imediatamente se virou, sua raiva se transformando em preocupação por ela.

"Não, meu amor, a culpa não é sua. A culpa é daquela... daquela víbora. Você foi a única que viu quem ela era de verdade desde o início."

A Sra. Silva, que observava tudo da porta da cozinha com um copo de vinho na mão, soltou uma risada amarga.

"Víbora é pouco. Aquela garota foi a nossa ruína. Tomara que o diabo a tenha no inferno. Que ela queime por toda a eternidade por ter tentado destruir nossa família."

Ela bebeu um gole grande de vinho, seus olhos brilhando com um ódio antigo e cruel.

Enquanto isso, de volta à casa abandonada, Ricardo continuava sua exploração.

"Galera, olhem isso aqui", ele disse, apontando a lanterna para uma parede no quarto principal, o meu antigo quarto.

A parede estava coberta por arranhões profundos, marcas de unhas que haviam rasgado o papel de parede e o gesso por baixo. Eram as minhas marcas, dos dias em que a dor e o desespero eram tão grandes que eu precisava sentir algo físico para não enlouquecer.

A câmera focou nos arranhões.

"Parece que alguém teve um ataque de raiva aqui. Ou estava tentando arranhar para sair", ele especulou, tentando criar um clima de suspense.

No chat, a discussão começou.

"Nossa, que sinistro!"

"Isso aí deve ter sido bicho, rato, sei lá."

"Ou o fantasma dela está preso aí e quer sair! Arrepio!"

Ricardo sorriu. O show estava apenas começando. Ele ainda não fazia ideia de que aqueles arranhões não eram o verdadeiro horror contido naquelas paredes.

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