Ellara Campbell é uma advogada séria e uma das mais promissoras do país, ela acaba de ganhar mais um de seus casos, e para comemorar decide ir a uma boate com suas amigas.
Lá ela acaba conhecendo o encantador Enzo Ruggiero, a mesma acaba sedendo aos encantos do belo rapaz com cavanhaque e acaba por dormir com o mesmo .
Ella só não contava com o fato de que, acabara de cometer, talvez um de seus maiores erros ao transar com o rapaz que por sua vez, descobre que a mesma está grávida de um filho seu e como o patriarca da família, agora tem como sua prioridade casar-se com a garota que carrega em seu ventre seu herdeiro e levá-la para seu país, a Itália.
E agora, sendo a mais nova esposa do maior chefe da máfia Itáliana, Ella tem como seu maior desafio que será manter-se segura juntamente com o seu bebê pois tem a responsabilidade de proteger seu herdeiro a salvo de inimigos que faram de tudo para acabar com sua vida.
Juntos os dois terão de enfrentar muitos desafios e esquecer suas diferenças por um motivo maior.
Obs: A história aborda como um de seus principais assuntos, nudez e palavras de baixo calão.
Os personagens são fictícios, assim como tudo o que será citado na história.
𝔼𝕝𝕝𝕒 ℂ𝕒𝕞𝕡𝕓𝕖𝕝𝕝
no tribunal...
Los Angeles|Califórnia 03:45 pm.
- Excelentíssimo senhor juíz presidente ! - comprimentei o homem a minha frente que estava sentado em seu "trono" com seu martelo em mãos e o mesmo apenas ascentiu aos meus cumprimentos com a cabeça. - gostaria de chamar aqui meu cliente.
O chamei e o mesmo assim fez, logo se sentando a cadeira do réu, logo ao lado do juíz que apenas observava tudo com muita atenção. Prontifiquei alguns papéis que eu havia conseguido com muito esforço, ali haviam provas concretas que iriam nos fazer ganhar aquele caso de lavada, a não ser que o defensor do lado oposto fizesse um grande milagre para provar ao contrário.
- Bom..devo começar dizendo que tenho aqui em minhas mãos, a prova para que todos nós tenhamos a mais absoluta certeza de que o réu e inocente, mas antes, gostaria de fazer algumas perguntas ao nosso réu. - disse e enquanto falava observava atentamente a reação dos jurados, gostava de olhar dentro dos olhos de cada um sentado naquelas cadeiras. - o senhor disse a todos nós que no dia em que a até então, sua cliente, a senhora Martina havia lhes dado total e completa permissão para utilizar os métodos que fossem precisos na cirurgia, vou perguntar mais uma vez : Doutor Alberto, o senhor reafirma aqui, diante ao nosso digníssimo juiz, sua família, aos jurados e a mim, que obtinha a permissão da senhora Martina para fazer a cirurgia em sua mãe?
Reforcei a minha pergunta ao mesmo.
- Sim, eu disse e repito : ela me deu total permissão para realizar a cirurgia em sua mãe, assinou um papel dizendo que se responsabilizaria se caso desse algo errado. - Doutor Alberto então respondeu minha pergunta com convicção, virei- me para os jurados e juntei os lábios logo os soltando fazendo um pequeno estralo. - uma senhora de quase 95 anos milionária, uma filha que há pouco tempo se mudou para cá quando soube que sua mãe estáva a padecer em uma cama e um doutor de muita credibilidade. Temos aqui um caso um tanto digamos... Intriguista, Martina sabia de tudo, todos os que estavam responsáveis por cuidar de sua mãe a alertaram que tal ato poderia acabar facilmente com sua vida e até disseram que poderiam tentar outros métodos que dariam talvez certo porém não dariam a certeza da morte da senhora mas mesmo assim, a moça não desistiu e quis insistir em algo que traria a fatalidade em sua mãe, durante a cirurgia, Martina saiu do hospital e voltou apenas no dia seguinte e onde será que ela estava? Sabendo que poderia ou não voltar a ver sua mãe.
Pronunciava cada palavra com muita alta confiança e gesticulava com as mãos, andava por todo aquele espaço que havia no tribunal enquanto todos apenas observava atentamente cada movimento meu.
- PROTESTO ! - o advogado que acusava o meu cliente se levantou e parecia estar furioso. - Ela está fugindo dos fatos excelência, expondo minha cliente em calúnia!
Apenas observava o nervosismo de Martina diante a meus fatos, era evidente que ela queria a morte de sua mãe e que não sabia nem escolher um bom advogado pois aquele cara só sabia apresentar fatos irrelevantes.
- Muito obrigado mesmo, não sabe o quanto estou grato e aliviado- Doutor Alberto me agradecia enquanto apertava minha mão e seus olhos brilhavam.
- Não há oque agradecer, fiz apenas o meu trabalho senhor. - respondi sorrindo.
Ellara Campbell
- Ainda não acredito ! - Lya disse, alegre enquanto entrava no banco do passageiro em meu carro e eu a olhei sorrindo.
- Que eu ganhei esse caso ? - perguntei e a mesma balançou a cabeça positivamente dizendo que sim, me fazendo sorrir de orelha a orelha. - Eu também não acredito. Não sabe o quanto eu dei um duro para conseguir todas aquelas provas.
Disse e por fim soltei o ar em forma de alívio.
- Ah, eu sei sim senhora. - Lya rebateu mexendo em sua bolsa. - e, como forma de comemoração iremos para Dᴇʟʟɪʀɪᴜ's ɴɪɢʜᴛ ᴄʟᴜʙ.
A olhei então com o cenho franzido e a mesma revirou os olhos entendendo que eu não havia entendido oque ela queria dizer.
- Boate, ai qual é? Ella você tem que sair mais. - Lya reclamou e tirou de sua bolsa um batom vermelho pegou um mini espelho de dentro do porta luvas.
Quando foi que ela colocou aquilo ali?
- Ok, em minha defesa, estou apenas enfurnada em casa ou no tribunal, minha carreira está de vento em poupa e minha vida está corrida. - me defendi e a mesma me olhou com as sobrancelhas arqueadas. - Vamos logo, Lya.
Disse e sai do carro logo trancando as portas, ela se juntou a mim e colocamos a máscara para entrar no supermercado.
Peguei covid uma vez e quase fui intubada, não há nada pior do que querer respirar e não conseguir por mais que tente trocentas vezes.
Houve um momento da minha vida, no começo da pandemia, eu costumava sair bastante para vários lugares, de altas baladas até a casa dos meus avós que me criaram, desde que peguei covid no ano passado, desde então nunca saio, apenas quando tenho trabalhos que exigem minha presença no tribunal e se saio levo álcool-gel na bolsa e duas máscaras descartáveis comigo, dizem que fiquei até mais obcecada por limpeza.
- Anda logo com isso, vai queimar Ella. - Lya gritava do outro lado da cozinha enquanto mechia desesperadamente o molho que não parava de respingar de dentro da panela. - Anda.
Peguei os temperos e queijo ralado que estavam dentro do armário de cima, oque não facilitava nada para mim já que eu sempre fui a mais baixa de casa.
Lya e eu decidimos morar juntas na pandemia então há quase 1 ano nos mudamos para esse apartamento, não era nada extremamente luxuoso mas ainda sim era um AP bem aconchegante e maravilhoso. Tinha dois quartos enormes e com varandas que davam a bela vista da enorme cidade de Vegas, era ainda mais bela de noite com todas aquelas luzes ofuscantes que rodeavam a cidade inteira. Os banheiros ficavam em nossos quartos, um para cada uma e a sala de estar era imensa e bem arejada, tinha uma lareira maravilhosa no canto perto da entrada e de frente para os sofás que eu amava e deixava tudo com o ar de graciosidade, nossa cozinha era completamente americana e eu amava cada cantinho daqui.
- Acha mesmo que vai dar certo? - me referi a nossa macarronada com queijo e Lya nem me olhou. - Olha...se quiser podemos pedir uma pizza, oque acha ?
Achei estranho o fato de Lya não estar conseguindo fazer aquela receita já que a mesma trabalhava como chefe de cozinha em um restaurante. Eu conhecia a minha amiga e pra ela estar assim, tinha caroço nesse ângu.
- Não, eu só estou meio cansada. - ela disse meio triste e eu a olhei com as sombrancelhas arqueadas contando mentalmente até ela explodir e me contar. - tá, eu estou preocupada com a apresentação do novo cardápio, pessoas importantes vão degustar as minhas novas receitas e se elas não gostarem eu estou perfeitamente fodida.
Ele