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Atraídos

Atraídos

Autor:: Emma Lutter James
Gênero: Fantasia
O LIVRO conta a historia de uma jovem estudante chamada Alyssa Evie, que depois de ter completado 18 anos tem tido sonhos estranhos com pessoas que nunca viu. Após a chegada de um aluno novo na escola tudo fica diferente, sua vida muda completamente, pois ele sabe mais sobre ela do que ela mesma.

Capítulo 1 01

"Estou correndo dentro de um labirinto, esta escuro e não consigo achar a saída, alguém está me seguindo. Contínuo correndo, meu coração esta acelerado. Está escuro. Ouço uma voz gritando meu nome... olho para trás..."

Acordei !

Estou suando, me sento e desligo o despertador. Vou para o chuveiro tomar um banho para ir pra escola. Desço para a cozinha tomar café e encontro um bilhete na mesa.

Bom dia Alyssa!

Tivemos que sair cedo mais chagaremos antes de você voltar.

Te amamos.

Pai e mãe.

Onde será que eles devem ter ido? Deixo o papel em cima da mesa e pego a mochila para ir. No ponto de ônibus enquanto estou com o fone ouvindo música fico pensando no sonho de hoje. É estranho... tenho tido esses sonhos por dias durante alguns meses, parecem tão reais. O rosto que sempre vejo , a voz que sempre ouço..... o lugar .Quando menos percebo o ônibus já está na minha frente com as portas abertas.

Olhando para as janelas vem como flashback as imagens do sonho que tive noite passada. Vi um rosto de um homem , eu parecia estar em seus braços e ele parecia tentar me acordar. Eu não sei bem o que pensar sobre esses sonhos frequentes que ando tendo , bom, talvez não deve ser nada de mais. Saio do ônibus e de longe vejo Mary e Pitter conversando, meus dois melhores amigos.

Mary é minha amiga meio nerd, ela sempre me salva na aula de Química e matemática. Apesar das roupas um pouco ultrapassadas pra idade dela, ela tem um corpo bonito ,cabelos claros e usa um óculos redondo que estranhamente fica muito bom nela.

Pitter é um amigão, não é o nerd, nem o popular, nem o excluído, e nem o líder do time de futebol. Mais é um cara legal, ajuda a qualquer um não importa a situação, é um cara bom e tem personalidade forte e também é péssimo em química.

Vou até eles. Mary me dá um abraço apertado e fico até sem fôlego.

---- Ai... vai me esmagar.---- digo.

Ela me solta.

---- Feliz aniversário antecipado!

Pitter também me abraça e deseja o mesmo.

Fico sem reação, eu estava com tanta coisa na cabeça que acabei esquecendo.

----Nossa já é amanhã né.... eu juro pra vocês que eu nem lembrava.

----Ta com a cabeça a onde Alyssa pra não lembrar do seu próprio aniversário?- diz Mary

----Muita coisa gente. Mais então.... vamos sair amanhã?

Pitter:

---- Pode ser , vamos ao cinema assistir A COISA. Saiu a poucas semanas.

---A não Pitter esse filme não.----Diz Mary limpando uma das lentes de seu óculos.

Entramos na sala . Mary senta na primeira mesa da terceira fileira, Pitter senta logo atras dela , e eu sento na ultima mesa da mesma fileira .

Alguns minutos depois o senhor Harold entra na sala. Ele é nosso professor de filosofia. Ele entra e fecha a porta, está com alguns livros na mão e os coloca na sua mesa.

----Bom dia classe.

Ele nos cumprimenta e logo diz que teremos uma avaliação individual. Estava demorando! Bom, a aula foi longa ou eu que estava morrendo de tédio.

Depois no refeitório Pitter, Mary e eu vamos para a mesma mesa e ele diz:

---- Vocês ficaram sabendo que o senhor Harold vai ser afastado por um tempo?

----Como assim ? ----Pergunto.

----É isso ai... eu não sei ao certo porquê mas ele vai sair de licença ou algo parecido.

---Quem disse isso?---Pergunta Mary.

----Boatos .... as pessoas falam muito.

Mary:

----Espero que sim. Ele é um bom Professor e não pode ser afastado sem motivos.

----Mais foi como o Pitter disse, pode ser só boatos Mary.- continuei.

Era realmente difícil acreditar no que Pitter dizia. Harold era um professor bom, não tinha problemas com os alunos e sempre ajuda nas festas beneficentes.

Ao fim das aulas sinto um alivio na saída pra casa. Mary, Pitter e eu, conversamos um pouco, e marcamos um horário para sair amanhã.

Chegando em casa largo a mochila no sofá e sou atraída por um cheiro gostoso, vou para cozinha e minha mãe esta lá.

----O que está fazendo?

---- Bolo de chocolate com avelã.

Perfeito!

----Amo chocolate com avelã.

Dou um beijo em seu rosto e subo para meu quarto. Passo a tarde toda nele escrevendo e desenhando imagens que vinham na minha mente. Deito na cama e debruço a cabeça no travesseiro, milhares de pensamentos vem a minha mente, meus olhos estão pesados, bocejo.

" Eu vou estar com você..... Sempre Alyssa."

ACORDEI.

Sem perceber acabei cochilando. Sonhei novamente com aquele homem. Porque ele está nos meus sonhos todas as vezes. Seria um aviso? Não. Acho que estou ficando louca.

Pego meu caderno onde desenhei durante semanas algumas imagens dos meus sonhos e começo a desenhar a imagem daquele homem.

Ele era branco ,tinha cabelos loiros e olhos azuis, seu semblante parecia de alguém que estava sempre preocupado, apesar das suas expressões faciais ele parecia era como um anjo.

Quando terminei de desenhar já era tarde. Desci depois de tomar um banho para o jantar, meu pai e minha mãe já estavam na mesa. Fui até a geladeira e peguei um pouco de suco.

----Não vai jantar?----Perguntou meu pai.

---- Estou sem fome.

Minha mãe:

----Tem certeza que não quer nada?

---- Não mãe, Estou bem.

Subo novamente para meu quarto e fico sentada na varanda, só relembrando meus sonhos sem sentidos algum.

Troco mensagens com Pitter e Mary.

Ouço alguém bater na porta.

----Entra.

É meu pai.

----E ai como você está?---Pergunta ele sentando do meu lado.

---- Bem....

----Quer sair pra algum lugar amanhã? Afinal é o seu dia não é?

----Pitter, Mary e eu marcamos de ir ao cinema.

---- Isso é bom... quer que eu leve vocês ou...

----Não... pode deixar nós vamos de ônibus ou pagamos um táxi... não precisa se preocupar.

---Tudo bem então. Durma bem filha te amo.

Ele me dá um beijo na testa e sai. Meu pai era sempre atencioso, sua aparência era de um homem durão, mais no fundo tem um coração mais mole que manteiga.

Me levanto e vou para minha cama. Fico escrevendo e fazendo algumas atividades atrasadas. Está ficando frio. Vou até a porta da varanda para fechar a cortina e vejo alguém parado do outro lado da rua olhando para direção do meu quarto.

Fecho a cortina lentamente e tento ficar calma. Abro a cortina de vagar, olho para o outro lado da rua novamente, e não há ninguém.

Talvez seja coisa da sua cabeça Alyssa! Penso comigo mesma. Talvez seja sono. Fecho as cortinas e vou dormir, pois já são 23:15 da noite, amanhã será um dia e tanto.

" Olho da varanda, há um homem do outro lado da rua , algo me diz que ele QUER entrar aqui. Fecho a cortina e penso se aporta lá de baixo esta fechada. Abro a cortina lentamente, ele ainda está la , só que agora está parado na frente de um outro homem que está na calçada da minha casa. Ele parece não deixar o homem do outro lado da rua atravessar."

Drimmm........Drimmmm.....

O despertador toca.

Novamente sigo a mesma rotina, levanto, tomo banho, café e vou direto para casa de Mary. Hoje é sábado, quase o melhor dia da semana.

Chegando na casa de Mary , vejo que Pitter já esta lá, dali fomos direto para o cinema, e assistimos a um filme de terror. Não era tão assustador mas a história do filme era boa. Almoçamos fora, jogamos boliche, e depois passeamos um pouco pelo parque. Passei o dia todo com eles e foi tudo de bom.

----18 anos já alyssa nem parece!---Diz Pitter.

----Era pra ser um elogio ou devo achar que está me zoando?

---- Pode se dizer que é um .... elogio obvio.

Mary:

---- Achei que seus pais fariam festa pra você esse ano.

Eu:

----Eles iam, mais eu falei que não estava afim de festa esse ano. Não estou tão no clima sabe.

---- Gatinha você nunca está no clima.---Diz Pitter.

----Eu tive um sonho estranho hoje.

----Amiga você sempre tem um sonho estranho. ---Diz Mary.

----É verdade. Mais esse foi quase que real.

----Hum .... quer sorvete?

Mary parece ignorar o que estava dizendo. Ela deveria mesmo, não tem a obrigação de me escutar falando sobre minhas loucuras, ninguém tem.

Entro na onda dela e vou tomar sorvete.

---- O meu é de morango.

DEPOIS de sairmos da sorveteria já estava tarde. Mary e Pitter estão no ponto de ônibus comigo.

---- Você tem certeza que não quer que a gente te leve na sua casa? Hoje é seu dia de pedir o que quiser aproveita!- diz Pitter apertando minhas bochechar.

----Vocês são os melhores --- Tento abrir um sorrisão----mais podem ficar de boa eu vou ficar bem podem ir.

Eles me abraçam, Pitter tira uma caixinha do seu bolso.

---- Oque é isso?

----É pra você.... abre.

Ele da em minha mão aquela caixinha dourada. Abro e tem uma pulseira de prata nela com um pequeno pingente.

----Obrigada Pitter não precisava.

----Eu não queria que passasse em branco.

Tento retribuir com um abraço.

----Obrigada eu adorei.

O ônibus chega. Pitter olha pra mim.

----Toma cuidado gatinha! Até amanhã.

----Toma cuidado amiga.... até amanhã e vê se me manda mensagem em.

--- Tchau gente..

Eles se vão. Vejo aquele ônibus partindo e me deixando naquele ponto deserto. Está ficando frio, sinto o vento passar lentamente sobre meu rosto. Tento pensar coisas positivas para me distrair mas tudo o que vem em minha mente é que parada nesse ponto tenho possibilidades imensas de morrer, ser assaltadas entre diversas outras coisas que com meu azar, sei que aconteceriam.

Sinto que tem alguma coisa estranha. A luz do poste que está sobre minha cabeça começa a piscar, sinto calafrios e parece que estou sendo observada. Estou de frente para a rua, um vento gelado bate do lado esquerdo do meu rosto. Olho na direção do vento. He para minha surpresa, há um homem parado a poucos metros de mim. Lembranças vem na minha mente, e reparo que parece ser o mesmo homem que estava do lado de fora da minha casa noite passada.

Meu Deus!

Viro-me na intenção de sair dali. Dou longos passos enquanto tento respirar fundo. Ele começa a andar logo em seguida. O que será que ele quer? pode ser só um mal entendido, ou engano, ou não, mas não vou mentir que meu coração está a mil por hora. Olho para trás na esperança de que ele tenha parado em alguma esquina. E não há mais ninguém. Para onde ele foi? Vejo só a rua deserta e nada mais. Olho para frente e me deparo com aquele homem novamente parado a poucos metros de mim.

Dou dois passos para trás mas ele vem caminhando lentamente na minha direção. Viro-me e começo a correr. Meu celular caí quando tento tira-lo do bolso, olho para ver se consigo pega-lo e percebo que não, tento correr ainda mais rápido e acabo escorregando quando me encantou o homem está na minha frente, como isso é possível?

Mesmo com aquele capuz ainda enxergo parte do seu rosto. Ele é pálido ,sua pele parece desbotada com manchas verdes e seus olhos são vermelhos , ele está sério, seu semblante é simplesmente horrível.

Ele vem andando e sinto que não vou conseguir escapar, ele está a três passos de mim.

---- Você tem que morrer. ---- ele diz com uma voz rouca e lenta.

Ele faz um som como o rosnado de um cão prestes a atacar. Estou assustada e fico paralisada, minhas pernas não se mechem, não consigo sair do lugar, sinto que meu coração vai sair pela boca.

Quando o homem está bem perto de mim, algo o puxa para trás e o arremessa na traseira de um carro que estava parado na calçada ao lado. As luzes dos postes começam a estourar e tudo fica escuro.

Ainda estou no chão, sei que devia correr dali, mais fico e tento ver o que foi aquilo que jogou aquele homem a metros de distância.

O homem sai de cima do carro e posso vê-lo atacando outra pessoa (A pessoa que provavelmente o jogou contra aquele carro). Mas que tipo de pessoa teria essa força?

Os dois se enfrentam, e novamente aquele homem tenta vir em minha direção mas agora está sem o capuz, ele não tem cabelo, e seu rosto é todo coberto por manchas horríveis ele parece um animal no corpo de um homem. Ele vem em minha direção correndo, me joga contra a parede e fere com uma pequena lâmina um de meus braços. Me sinto meio desnorteado, tonta, e mal consigo sair do lugar. Vejo meio embasado duas sombras se atacando na noite, pisco os olhos e tudo que vejo depois é um homem vindo em minha direção, ele me pega no colo e der repente não consigo mais ficar com os olhos abertos, eles se fecham involuntariamente.

Capítulo 2 02

Sinto pontadas atrás da cabeça, minhas costas estão doloridas. Tento abrir os olhos mais a luz está forte. Me levanto e sento. Quando abro os olhos vejo que estou no meu quarto. Como isso é possível?

Olho em volta tentando imaginar como fui parar ali se na noite anterior eu estava em uma rua escura e totalmente em choque pelo que tinha visto.

Me levanto para ir ao banheiro tomar um banho para ir na casa do Pitter contar o que tinha acontecido. Ao tirar a blusa vejo a linha de um corte como se fosse uma cicatriz no meu braço. Eu me lembro desse corte! Não foi um sonho!

Ha uma mancha Vermelha perto da minha costela ... deve ter sido por causa do empurrão que levei. Não pode ser sonho! eu estou com hematomas.

Eu realmente estou assustada! DEPOIS do banho vesti uma blusa com manga grande para esconder o corte no meu braço.

Quando vou sair para ir a casa de Pitter minha mãe me chama.

----Não vai comer nada?

---- Achei que tinha dormido na casa da Mary não vi você chegar!---Diz meu pai.

----É ... eu preferi vim pra casa, nós chegamos e eu fui direto dormir não queria acordar vocês.

Eu não ia contar pra eles sobre o que aconteceu na noite passada. Eu mesmo não acredito , quem dirá eles.

---- Vamos comer fora hoje .... Tem algum palpite? ---- meu pai se levanta.

----Podemos ir no Pizzas Weliz ?- digo compressão para sair.

----Ok, hoje vamos comer no Pizzas weliz,----Ele me dá um beijo na testa---Vamos sair as sete não se atrase mocinha.

Ele sai da cozinha.

---- Ok pai... Tchau mãe. ----aceno.

No caminho da casa de Pitter, vou relembrando os acontecimentos. Será que ele vai acreditar em mim? Será que eu sonhei? Não Alyssa você não sonhou!

Eu não sonhei, foi real. Estou machucada e me lembro perfeitamente de tudo que aconteceu. Só não entendo porquê aquele homem me seguiu, o porque ele e aquele outro homem brigaram.

Como fui parar na minha casa, Ainda é a parte que não consigo entender.

Tudo que me lembro é da briga, do corte, de ver alguém vindo em minha direção.

Cheguei na casa de Pitter. Aperto a campainha umas duas vezes. A casa de Pitter é grande ,tem muitas portas e janelas. Após um pouquinho de espera Karyh abre a porta. Karyh é a irmã gêmea de Pitter, ela tem estilo meio, gótica.

---- Oi Karyh , o Pitter está?

----Entra Liz.----Ela diz.

Ela fecha a porta.

----Ele está a lá em cima vai lá.

Subo as escadas e vou direto para seu quarto, Pitter ainda está deitado. Está tudo escuro. Tomo a liberdade de abrir as cortinas.

---- Ei,ei.... o que está fazendo?

---- Sabe que horas são Pitter?

----Não , eu não sei! e sabe porquê? Porque hoje é domingo! Dia de dormir até segunda.

----Não... hoje é domingo, dia de acordar e aproveitar o dia. Vai levanta.

----Me dá só um minutinho....

Ironicamente olho no despertador dele que fica ao lado da sua cama e espero dar um minuto.

Após passar o 1 minuto eu o descubro.

----Vai pro banho, vai!

Ele levanta e vai pro banheiro.

----Você foi na Mary? ----Ele grita.

---- Ainda não.

----Mas pretende?

----Talvez.

Sento em sua cama. Karyh entra no quarto e vai até a porta do banheiro.

----Pitter?A mãe pediu pra você ir buscar o tio Frank no aeroporto as duas horas.

Ela sorri para mim e sai.

----O que ? Cara eu não gosto do frank...

Pitter sempre disse que não gostava desse tal tio frank. Pitter dizia que ele era meio doido.

Pitter sai do banho sem camisa. Até que tem um corpo bonito. Ele senta do meu lado enquanto veste a camiseta e diz:

----Manda.... fala ai o que houve de importante pra você me tirar do meu sono sagrado?

---- Você acredita em mim?

----Sempre.---Ele diz sem hesitar.

----Ok então... lá vai. Ontem quando vocês foram embora ......- Eu contei tudinho pra ele do modo ao qual tinha acontecido. -E eu acordei em casa sem mais nem menos.

Ele ficou ali, parado, só me olhando.

----Não vai falar nada?---pergunto.

----Tem certeza Alyssa?

Me levanto da sua cama rapidamente.

----Eu sabia que você não ia acreditar em mim....

----Não, não é isso.... é que... é, parece mais uma história de filme isso que você me contou , será que você não sonhou sei lá?

----Não Pitter eu não sonhei. Olha isso...

Mostro a cicatriz no braço e minha mancha Vermelha perto da costela.

ELE:

----Nossa Liz você tem que ir no médico isso ai ta feio em....

----Acredita em mim agora?

---Porque você não deu queixa na polícia?

-----Iriam acreditar em mim? Você quase não acreditou, e olha que é meu melhor amigo.

---- Vai contar pra Mary?

----Não sei oque acha?

----Conta... afinal, ela também é sua amiga.

----Nossa amiga!

Ele sorri.

----Eu vou ir buscar o Frank quer ir comigo?

---- Não quer aguenta-lo sozinho não é?

----Não.

---- Tá ,eu vou com você.

Indo para o aeroporto , Pitter vai me contando coisas sobre seu tio Frank que ele basicamente odeia, e como uma boa amiga vou escutando tudo sem questionar, afinal eu ainda não conhecia o Frank.

Chegamos no aeroporto já faz uns 30 minutos e nada.

----Será que ele vai demorar?--- pergunto.

Pitter aponta pra frente.

---- Infelizmente não.

Olho e vejo um homem vindo de óculos escuro, cabelo na altura do ombro e com um casaco grande de couro preto e uma grande mochila nas costas. Ele vem até nós, para, e tira por um momento o óculos escuro que está usando.

----Olha se não é meu sobrinho Pitter, Onde esta Sua mãe?

----Ela não veio....

Ele olha para mim :

----E essa moça linda ? É sua namorada?

Imediatamente tento explicar que não.

----Não eu...

---- Somos amigos... entra logo nesse carro tio Frank !---Pitter diz saindo do capô e indo para dentro do carro.

Ao sairmos do aeroporto Pitter quase não fala. Percebo que no banco de trás Frank mexe em sua bolsa e tira algo dela. Era um livro.

----Que livro é esse?

Pitter:

----Não pergunta!

Frank:

----Esse livro? Eu achei ele a algum tempo. Ele fala sobre clãs secretos e descendentes que havia antigamente .

Ele me mostra o livro, observo-o e ele parece ter muitos anos , está Velho e é de couro. Tem um símbolo na capa ,uma cobra em um circulo enrolada em uma taça ou algo parecido, parece familiar.

---- Esse símbolo? O que significa?

Pitter:

----Por favor não pergunta...ele não vai parar de falar!

----Desculpa ....

Frank pega o livro de volta.

----Esse símbolo é de um clã muito poderoso, alguns dizem que ele existe, outros que existia, outros dizem que era puro mito, farsa. Mas algumas pessoas acreditam que esse clã ainda exista assim, pessoas como eu. E até dizem que são caçados por outros clãs.

Pitter diz ironicamente:

----Serio Frank?

Eu:

----Porque são caçados?

---- Acreditam que esse "clã" tem planos que vão contra a humanidade. Planos que poderiam deixar extinta a raça humana deixando eles no completo poder.

----Da pra ver que você acredita mesmo nisso.- eu disse.

----Mais do que você imagina senhorita. Mais do que imagina.

Quando voltamos para casa de Pitter, passamos a tarde ouvindo as baboseiras do seu tio. E eu acabei compreendendo o porquê ele dizia que seu tio era meio doido.

---- Nossa eu vou me atrasar. Tenho que ir gente eu e meus pais vamos jantar fora hoje.

Frank levanta do sofá....

----Que pena senhorita Evie... mais... tenho a impressão de que nos veremos mais vezes. ----Ele beija minha mão.

----Até mais Frank.

Pitter me leva até a porta:

---- Sorte sua poder ir pra outro lugar. Já eu, vou ter que ficar com ele aqui por duas semanas.

----Boa sorte...---Sorrio.

Nos despedimos e vou pra casa.

Depois da noite passada, tenho sempre a impressão de que alguém está me seguindo, também depois do que acontece como não se sentir assim não é. Eu ainda tenho dúvidas dentro de mim, não consigo saber, o que realmente era sonho ou o que não era.

Chegando em casa vamos direto para a pizzaria jantar. Passar a noite com meus pais foi ótimo, e por alguns momentos eu acabei esquecendo as milhares de perguntas que estavam na minha cabeça sobre a noite de ontem.

A mesa em que estamos fica em frente a vitrine de vidro, e quando olho de relance vejo que alguém estranhamente está parado do outro lado da rua na calçada olhando para mesa em que estamos.

De novo não! O que será que ta acontecendo ? Será coisa da minha cabeça?

Me levanto e vou até a porta para ver quem é, mais quanto saio pra fora não há mais ninguém no outro lado.

Isso ta ficando estranho, porque estão me observando? Será mesmo que estão? Ou estou ficando maluca.

Volto pra mesa.

----O que foi filha? ----pergunta minha mãe.

Disfarço:

---- Não ,nada.... é que eu pensei ter visto a Mary do lado de fora...

----Era ela?

----Não.... não era ninguém.

Pai :

----Então senta ai e aproveita porque já já vamos embora.

Eu sinto que alguma coisa está acontecendo. Alguma coisa está muito errada. Nessas últimas semanas eu tenho visto, ouvido coisas estranhas, e tido sonhos que não fazem sentido.

Bom, talvez eu só precise descansar, uma boa noite de sono me seria muito ultil. Amanhã, espero me sentir melhor.

Os corredores estão cheios... cada um indo pra sua sala. Hoje está meio frio, tenho sorte de ter comprado uma jaqueta grossa e bem quente quando viajei nas ferias.

Entro na sala, e me sento, a primeira aula é de matemática .... Odeio exatas!

Mary e Pitter ja estão na sala. Vou para o meu lugar. Fico envolvida em meus pensamentos que nem percebo que Mary estava falando comigo.

---- Alyssa? Está tudo bem?

----Desculpa Mary to meio desligada hoje. O que você estava falando?

----Deixa pra lá o professor chegou.

Ela vai pro seu lugar e a aula começa.

Não consigo me concentrar ando muito atordoada por causa de tudo que está acontecendo.

Me sinto melhor quando naa troca de aula...

Nosso professor de história entra na sala , antes de começar a aula ele faz um enunciado.

---- Antes de começarmos a aula quero anunciar que temos um novo aluno....

Ele entra pela porta assim que essas palavras são ditas.

Ele é loiro ,sua pele é branca e seus olhos são azuis. Ele, entra e todos fixam seus olhos nele. Ele me lembra alguém, alguém que já vi antes. Não consigo tirar meus olhos dele.

O professor continua:

---- Esse é Dylan Hall.... seja bem vindo Dylan.

O professor aponta para uma mesa que fica na ultima fileira. Dylan passa e nem se quer olha para as pessoas. Ele se senta e o professor continua com a aula.

Olho de relance para o lado para tentar ver se eu o reconheço, e quando viro o rosto tomo um pequeno susto, ele está me olhando. Tentor disfarçar e começo a escrever coisas sem sentido no caderno que está em minha mesa.

Na hora do intervalo como de costume me sento junto com Pitter e Mary.

---- Vocês viram o novo garoto?m-e-u Deus!

----Não Mary somos cegos! ---Pitter diz ironicamente.

Olho o refeitório em volta e não o vejo, ele deve estar do lado de fora.

----O que achou do Dylan Alyssa?

----Eu? NÃO achei nada porquê está me perguntando?

---- A seila.... só pra saber mesmo. Mais fala ai, ele não parece ser o típico garoto rebelde que vive se metendo em encrenca?

Mary tinha razão, aquela jaqueta preta lhe dava um tom misterioso, me lembro que sua boca era rosada mais não escondia a expressão séria que intimidava a qualquer pessoa.

Voltamos pra aula novamente e ele já está la sentado. Vou em direção a minha mesa e ele não tira os olhos de mim, ele me encara e por um momento sinto um frio na barriga. Sua presença me deixa desconfortável. Ele está sério, e quando chego em minha mesa seu olhar se desvia de mim parando de me sufocar.

Tento olhar de lado disfarçadamente para ver se o reconheço de algum lugar. Eu sei que sim. Ele está concentrado olhando fixamente para frente , começo a observa-lo involuntariamente como se procurasse algo. Ele está com as mãos em cima da mesa. Vejo que ele usa um anel , não parece anel de quem tem um compromisso. Me descuido e quando volto meu olhar para seu rosto ele está olhando pra mim. Que vergonha!

Disfarço e começo a mecher na minha bolsa que está no chão. Me levanto e começo a olhar para frente. Foi assim a aula inteira, não tive coragem de olhar para o lado , o que ele deve estar pesando? Que já devo estar afim dele? Só pode. Quê vergonha.

Na saída ele sai da sala como um furacão, parace estar atrasado para ir a algum lugar, ou talvez só queira ir embora logo.

Em casa meu pai está na garagem, minha mãe não chegou.

----Pai?

Ele solta a caixa de ferramentas que está em sua mão em cima do balcão de madeira e vem até mim. Suas mãos estão com manchas pretas.

----Fala ?

---- Você pode pedir pizza hoje?

----Claro que sim....

----Ok, obrigada. Te amo.

Intro para casa e vou para o meu quarto.

Não sei porque mais não consigo tirar o aluno novo da minha mente. Não que eu esteja afim dele, mais porque ele me lembra alguém. Mas quem?

A noite se aproxima... o dia todo foi parado, não fiz nada além de assistir séries e comer besteiras, tenho que dormir cedo amanhã tem aula do senhor Harold não quero me atrasar porque ele é muito rígido com a questão de atrasos em sua aula ja que é a primeira.

Na hora de ir dormir olho para a varanda varias vezes com medo de ver alguém do outro lado da rua como da última vez. Está tudo ok. Fico pensando se eu não deveria contar isso aos meus pais, mas isso só iria deixá-los preocupados e super protetivos. Eu não sei o que pensar não sei se é algo da minha mente, mas como poderia ser, eu tive hematomas, na verdade ainda estou com eles, mas se eu contar aos meus pais talvez achem também que estou pirando.

Me deito e vou dormir.

" Que sala é essa? Tem alguém lá dentro. Abro a porta o aluno novo? Quem é aquele outro? Vejo um homem conversando com ele. O homem usa um paletó cinza e usa óculos. Estão falando alto. A sala é escura.

O homem grita com ele :

"Ela já está condenada e você não pode fazer nada."

Dylan vira as costas e sai da sala.

O homem que gritou com ele vai até um armário marrom que ficava ali, perto de uma mesa e abre uma gaveta. Ele tira de dentro algo como se fosse uma pequena faca ou um canivete cor de prata, ele faz um corte na própria mão com a unha e deixa o sangue escorrer até chegar em uma pedra branca que fica na parte suporte da faca. Imediatamente o sangue é sugado pela pedra que não mancha nem muda de cor contínua branca. O homem sorri, coloca a faca no bolso e sai.

Mais um sonho estranho. Tenho que dar um jeito e parar com esses sonhos sem sentido. Tenho que tomar algum remédio pra isso ou ir a um psicólogo. Sinceramente não sei o que fazer quanto a isso.

Cheguei na sala e Dylan já estava la sentado em sua mesa. Pitter estava conversando com uma garota e Mary... Mary... como sempre, fazendo seu papel de nerd, estava lendo.

Em poucos minutos alguém abre a porta da sala, mas não é o professor Harold. É outro HOMEM que entra... ele tem cabelos cacheados preto... usa óculos e a barba estava por fazer.

---- Olá classe.... eu sou Arthur Nefeloz mais podem me chamar de senhor Nefeloz. Eu vou ser o novo professor de Filosofia de vocês...

Pitter interrompe:

----O que aconteceu com o senhor Harold?

----Eu não faço a mínima ideia... Tudo que precisam saber é que até o final deste ano eu vou ser o professor de Filosofia agora ok? Então.... hoje aplicarei uma prova surpresa para avaliar a cada um de vocês...

Prova? Não acredito Nisso.

DEPOIS que deu sinal para sairmos para o intervalo eu era a última aluna da sala, e o professor Nefeloz me chama.

----Alyssa Evie?

----Sim.

----Parabéns... você e Dylan foram os melhores na prova.

----Obrigada senhor Nefeloz.

----Mérito seu.---ele diz.

Quando saio pela porta para ir embora bato em alguém....

----Me desculpa eu....

Dylan.... ele está me olhando fixamente... minhas mãos estão sobre seu peito e uma de suas mãos em minha cintura. Sinto algo muito forte ,além do que eu posso explicar. Ele usa um colar, fio marrom com uma pedra vermelha na ponta.

Ele não da sorrisos nem expressa reação alguma.... contínua com aquele jeitão sério. Me diz:

---- Com pressa?

Respondo a primeira coisa que vem na minha cabeça:

---- Não mais que você.

Ele solta minha cintura, fico ali parada enquanto ele entra para dentro da sala onde ficam só ele e o novo professor.

Ele tem algo de diferente, mais não sei o que é.

Depois da aula decidi ficar um pouco sozinha e ir a um Lago que ficava perto da casa de Mary. Levei meu caderno de desenho e alguns lápis. Eu vou observar e desenhar o que vier a minha mente. Também levei uma maçã e uma garrafa de suco.

O Lago estava calmo, uma pequena neblina pairava por cima dele e tudo estava no mais absoluto silêncio. Era uma linda visão. A tarde foi passando e eu desenhava com gosto toda aquela imagem. O sono batia e eu tentava evita-lo ,mais era impossível, tudo ali me convidava a tirar um cochilo.

Eu sentia o vento vindo gelado fresco em meu rosto, deitei na grama e olhava para o céu com inúmeros pensamentos, embora o lugar estivesse silencioso, a minha mente falava alto. Me sento e continua olhando para o céu, o sol já está se ponto, eu nem tinha noção de que já estava há tanto tempo ali. Estou guardando minhas coisas quando de repente ouço um passo, alguém pisou em algo. Olho para trás....

Capítulo 3 03

Ouço um passo, alguém pisou em algo. Olho para trás.... ele está lá, parado, me olhando, encostado em uma árvore com as mãos nos bolsos da calça, está com uma jaqueta preta mais de modelo diferente do que o vi usando da primeira vez.

Ele esta com seu olhar focado em mim:

----Te assustei?--- Dylan me pergunta.

----O que acha?---Não escondo minha indignação por ele estar me observando.

----Acho que você deveria tomar cuidado, e não dormir assim ao ar livre sozinha.

O quê?

Ele vem caminhando até mim. Pego minhas coisas e começo a ajuntar tudo na mochila.

----O que estava fazendo ai parado?

----Eu conheci esse lugar a duas semanas e desde então venho aqui no final da tarde.

---- Achei que tinha se mudado a pouco tempo.

---- Não eu... me mudei faz umas duas a três semanas já.

A todo tempo ele me olha como se estivesse me analisando.

Fico sem jeito quando ele está perto de mim.

----Então eu... Estou indo... é, toma cuidado ai.

Pego minhas coisas e saio , eu nem se quero olhar para trás.

Dylan Hall estava conversando comigo, isso é estranho, mais ao mesmo tempo bem comum. O aluno novo tentando fazer amizade. Geralmente os alunos novos dessa escola ou são nerds ou são caras que se acham pra caramba e acabam ficando com garotas mais burras que uma porca.

Mas Dylan? Dylan é diferente, reservado, quieto, misterioso, e convenhamos, ele é lindo. Mais vou evitar ao máximo flertar com ele. Caras bonitos assim sempre fazem besteiras e acabam estragando de uma forma idiota seus relacionamentos, e isso quando tem um.

Olha eu aqui... pensando em relacionamentos e caras bonitos... ou melhor dizer..."o cara bonito".

Dylan pergunta se quero companhia até em casa, se fosse a um tempo atrás eu diria que não, mas devido a tudo que tem acontecido, eu aceito.

Viemos o caminho todo sem falar nada, ele é bem quieto e eu, não sabia mesmo o que falar. Na porta de casa eu o agradeço, e ele se despede com um pequeno sorriso no canto da boca.

No dia seguinte na troca de aula, Encontro Mary no corredor:

----E ai preparada pra aula de Química?---ela pergunta assegurando alguns livros.

----Eu odeio química. ----faço cara de choro.

Entramos na sala. Cada escolhe uma mesa. Eu escolho ficar com Mary como sempre. A senhorita Morg entra na sala. Ela é a professora mais engraçada que temos. Ela tem cabelos loiros cacheados, usa roupas coloridas que na maioria das vezes nem combinam e pra piorar, ela sofre de uma doença que com a medida do tempo ela vai ficando um pouco mais surda. Traduzindo, ela é meio surda.

----Pessoal hoje tem avaliação surpresa!

Nossa eu nem estudei nada...

A sala toda faz um alvoroço.

----Calma.... mas a boa notícia é que vai ser em dupla....---Ela diz.

---- Ainda bem. ---Digo a Mary.

----Mais eu vou escolher as duplas.----Ela ri.

Porque será que tenho a leve impressão que vou acabar me ferrando nessa?

Ela começa falando os nomes....

----Pitter e Jack, Lucy e Ember, Mary e Daniel, Chalotte e Vanessa, Alyssa e Dylan...

Um frio veio sobre minha barriga nesse momento , Dylan? É, o Dylan Hall.

Ele vem para mesa em que estou, se senta ao meu lado, não fala nada, não olha pra mim, fica somente olhando para frente.

A avaliação é passada e ele começa a fazer, sozinho, nem se quer pede minha opinião. Ele faz sem apagar nada, parece ter absoluta certeza do que está fazendo.

Puxo assunto ou não?

Apesar de eu odiar química também QUERO ter participação nisso. Não quero só ficar olhando.

----Você gosta de Química?

Sério que perguntei isso?

----Não muito.

Ele responde seco.

---- Mais você é bom nisso.

----Eu já vi isso antes...

---- Posso ver?

Ele olha pra mim e ignora minha pergunta... continua escrevendo.

Ontem conversamos e hoje ele finge que sou so uma garota estranha. Não nego em meu rosto que isso me deixou ocupadíssima.

No final da aula saímos da sala e vamos para o refeitório. Pitter:

----E ai como foi a avaliação de vocês?

----Horrível!---Digo prendendo o cabelo em forma de coque. ----Dylan fez tudo sozinho, disse que já sabia.

---- Isso é bom! Horrível foi minha avaliação, Jack é mais burro que um porta tive que fazer tudo sozinho.

Mary:

----Pra mim foi de boa.... estava muito facil.

----Também né Mary você é prefeita da nerdolândia.... ----Pitter cai na risada.

Na hora da saída estou com Pitter e Mary, Alguém me chama. Era Dylan.

----O que você quer ?---pergunto.

Mary e Pitter saem.

----Nós te esperamos ali em baixo Alyssa.

Ele esta com uma Folha e me entrega.

----Essa é a prova de Química. Toma. 10.

Pego a prova e devolvo para sua mão.

----Você tirou 10 Dylan... parabéns.

Me viro e saio andando. Ele me evitou e vou evita-lo também.

Vou para perto de Mary e Pitter e vamos embora.

ESTOU casa ... são sete e meia da noite. Meu pai bate na porta.

---- Tem visita pra você lá em baixo Alyssa.

----Eu já vou descer pai obrigada.

Desço as escadas.

----O quê quer ?

Dylan está em pé ao lado de meu pai.

----Só falar com você sobre o nosso trabalho de Química...

Revido.

----Seu trabalho de Química!

----Ok mais podemos conversar?

----Fiquem à-vontade, se precisar de alguma coisa estaremos na cozinha. - diz meu pai.

----Obrigada pai.

Me Sento no sofá.

----E então?---pergunto já que ele só fica me observando e não fala nada.

---- Porquê fez aquilo?

----Aquilo o quê?

----Você sabe do que estou falando.

----É , eu sei... mais eu também acho que você sabe muito bem porque fiz aquilo.

Ele se aproxima para mais perto de mim.

----Você odeia química , então eu facilitei o trabalho.

----Eu nunca te disse que não gostava! Como sabe disso? Aliás... como sabia onde eu moro?

----Isso não vem ao caso Alyssa, só peço que não faça mais isso.

---- Você veio até a minha casa, pra me dar ordens? É isso mesmo?

---- Entenda... eu não estou te dando ordens.

----A não?

----Não.

Abro a porta...

----Ok então se já acabou "senhor"...

ELE se aproxima tanto de mim que seu rosto fica bem perto do meu. Seu olhar é um pouco intimidador... Minha respiração fica mais rápida a cada segundo.

Dylan diz:

---- Se cuida Liz.

Liz?

Sinto uma vontade incontrolável de beija-lo. Ele esta tão perto. Não Alyssa, não! Mantenho-me firme.

Ele sai e fecho a porta.

Ele veio me pedir desculpas ? Juro que não estava esperando por isso. Confesso que essa atitude dele me deixou meio sem palavras.

---- Quem era Alyssa?

Minha mãe aparece na sala.

----Um amigo da escola. ---Subo as escadas para o quarto.

Sinto uma atração por ele inexplicável. Quando ele está perto de mim, eu me sinto segura. Ele parecia sempre confiante, estava sempre sério, tinha resposta pra tudo.

Tiro um pouco Dylan Hall do meu pensamento e relembro o que passei na última semana. Ainda vem na minha mente àqueles homens brigando, o corte no braço. Tudo foi tão estranho.

No dia seguinte por mais que fosse difícil evitei falar com Dylan. Ele parecia um famoso ou criminoso, se falasse com ele todos ficavam olhando pra sua cara.

DEPOIS do intervalo por incrível que pareça fui a primeira a voltar pra sala. Mais ao chegar na porta vejo Dylan conversando com o novo professor o senhor Nefeloz. Eles não me viram.

Encosto na parede ao lado da porta. Eu não queria ouvi-los mais foi inevitável.

---- Não pode ficar perto dela Dylan, Você vai Atraí-los. ----Era o senhor Nefeloz.

---- Eu estou tentando.----Diz Dylan.

Não ouço mais nada. O sinal toca e entro pra sala enquanto Dylan sai. Não o vejo até o fim da aula, mais percebo que Nefeloz não para de me olhar. Por um minuto cheguei a pensar que eles estavam falando de mim.

Na saída da escola resolvo ir novamente para o lago, resfriar a cabeça e pensar um pouco, tentar assimilar o que eu havia ouvido mais cedo.

O fim da tarde ia chegando, e eu sentada na grama via o pôr do sol. Eu adorava ficar ali, sentada, sentindo o vento, escrevendo ou desdenhando. Não havia lugar melhor.

Estava escurecendo e eu peguei minhas coisas para ir embora. Apesar de ter sido uma boa tarde, eu estava com fome e cansada.

Estou caminhado de volta pra casa. Nossa ... eu nunca havia reparado que a rua do lago é tão vazia a noite.

Estou andando .... um vento gelado passa me dando um calafrio. Evito ao máximo olhara para trás.

Estou caminhando e ouço um som ao qual lembrei já ter ouvido uma vez. Ouço o som de um rosnado. Paraliso . Olho em volta e não vejo ninguém.

Começo a apertar os passos. Ouço mais uma vez os rosnados e dessa vez mais auto. Começo a correr, sei no que isso deu da última vez.

Alguém parece correr atrás de mim, corro e der repente ouço um barulho de moto.

É uma moto!

Ela para bem na minha frente.

----Sobe! ---Diz o homem da moto.

----Não eu nem te conheço.

Ele rapidamente tira o capacete.

----Dylan?

Ele da o seu capacete em minha mão.

---- Sobe logo Alyssa!

----Eu...

Ele me empurra para o lado e algo vai pra cima dele. É aquele homem que tentou me atacar da última vez. Dylan esta no chão. O homem das manchas vem para me atacar quando Dylan levanta e o puxa. Segura pelo pescoço e o joga no chão.

A imagem daquela noite vem como um Flashback, Dylan é o cara que me salvou da ultima vez. Mais, essa força que ele tem é surreal para um jovem de 18 anos.

Os olhos de Dylan mudam de cor, Ficam pretos ao olhar o rosto do homem das manchas. Dylan olha para ele com raiva, e aperta seu pescoço de uma forma que acaba o quebrado. De uma de suas mãos sai uma lâmina que fura o homem.

Fico assustada. Com medo. Alguém me puxa e sou arremessada para longe de Dylan. Sinto uma dor insuportável em uma das pernas.

Dylan corre e vai na direção do homem que me arremessou, ele da um salto muito alto e sua mão para no pescoço do homem...o chão racha, posso sentir o impacto. Dylan pega a lâmina novamente e enfia na barriga do homem.

Ele se levanta , e quebra a lâmina ao meio. A joga de lado e olha para mim.

Não estou me sentindo bem , minha perna doi muito. Dylan vem , coloca suas duas mãos em meu rosto, ele é gelado. Estou com medo.

---- Como você está?---Ele me pergunta ainda com as suas mãos em meu rosto.

----Estou com medo. ---Meus olhos estão cheios de lágrimas.

---- Calma Alyssa...

----Calma?

Olho para os homens que Dylan havia matado ... eles estão agonizando, deles saem fumaça.

----O que esta acontecendo com eles?

---- Eles vão se desintegrar até virar cinza.

Cinza? Porque?

--- Porque?

----Depois te explico.

Ele me pega no colo. A dor eh insuportável.

---- Acho que você quebrou a perna.

Ele sai andando comigo. Percebo que sua moto fica lá parada. Dylan esta andando sentindo contrário ao que eu estava indo.

Minha perna esta doendo muito. Não consigo nem pensar. Alguns minutos caminhando Dylan entra em um lugar onde tem algumas árvores. La no fundo do terreno vejo uma casa grande. Nós entramos na casa .... ele me coloca em cima de uma mesa de vidro.

----Você vai ficar bem Alyssa. Tome isso.

Ele me da algo para beber. Me nego.

----Você tem que tomar se não vai perder a perna.

Penso um pouco. Isso pode me ajudar a aliviar a dor. Bebo. Tem um gosto amargo e nojento. Parece planta. Eu rapidamente começo a ver tudo embaçado. Não consigo ficar acordada. Tudo vai se escurecendo e der repente não enxergo mais nada.

"VOCÊ tem que ficar longe dela." "VOCÊ tem que ficar longe dela." "VOCÊ tem que ficar longe dela." "VOCÊ tem que ficar longe dela."

Essas palavras ficam vindo em minha mente.

Sinto um peso. Abro os olhos. Estou em um quarto,as luzes são baixas, olho para minha perna e ela esta enfaixada.

Tento me sentar quando ouço alguém abrir a porta.

----Alyssa?

É o Dylan.

----Quem é você? Por favor não se aproxime!

Ele para.

----Alyssa eu vou te explicar tudo mais tem que ficar calma entendeu?

----Como posso ficar calma quando vi você matando duas pessoas e...

----Alyssa eles não eram pessoas.

----O que eram então?

----Posso sentar?---Ele pergunta.

Faço cara de quem não liga.

Ele se senta na ponta da cama.

---- Eles não são homens ou pessoas Alyssa. Eles são ....

----São o que?

----Eles são vampiros assim como eu!

---- Isso não pode ser verdade.

Ele olha pra mim.

----Mais é.

----Quer dizer então que você fica como eles?

----Não... eles vem de uma Ceita de rebeldes são os amaldiçoados. Eu... eu sou um transformado ... não fico como eles.

----Não consigo acreditar nisso Dylan.

---- Não?

Ele se levanta. Fica na frente da cama. E logo se transforma. Seus olhos ficam pretos. Seus dentes ficam maiores. Seu semblante muda completamente.

Minha respiração fica mais ofegante e não consigo desacelerar minha respiração.

----Acredita agora?---Ele diz vindo até mim.

----O que eles querem comigo eu Não tenho nada pra oferecer ,porque estão atrás de mim?

---- Você tem muito a oferecer. Você é uma cura Alyssa para os vampiros maldiçoados. Por isso eles estão atrás de você.

----Eu não estou entendendo nada Dylan.

Ele me encara.

----Seus criadores não te contaram não é?

---Meus criadores? Meus pais você quer dizer né.

Ele se senta mais perto de mim.

---Alyssa eu preciso que fique calma e preste bastante atenção no que eu vou ti falar ok?

Afirmo com a cabeça.

---- Vitor e Ellie não são seus pais biológicos.

----Não sabe o que está falando!-sussuro.

----Me escuta Alyssa. Eles não são seus Pais verdadeiros. Você foi deixada na porta deles com oito meses de vida.

Fico irritada.

----Como pode saber isso?

----Porque eu estava lá. Eu vi, eu conheci seus pais Alyssa. Como acha que eu sabia onde era sua casa, como eu sabia que odeia química, que aos seis anos seu cachorro morreu e você o enterrou na floresta Blent. Como eu saberia, que no seu aniversário de 15 anos vice disse que estava feliz, mas chorou no seu quarto durante todo o dia porque se sentia sozinha.

---- Quantos anos você tem?

----Isso não importa agora ....

Repito:

----Quantos anos você tem?

----208 .

----Impossível. tem cara de 18, no máximo 20.

----Pode acreditar que não.----Ele diz.

----Eu.... vou te deixar um pouco sozinha... quando quiser saber sobre quem você realmente é ,estarei aqui.

Ele sai e as lagrimas logo caem em meu rosto. Adotada? Nunca imaginei que poderia estar dormindo e acordando com pessoas que nem se quer conheço direito.

Isso realmente é decepcionante. É frustrante. Sinto um ódio mais ao mesmos tempo um alívio por saber disso. É estranha a sensação.

Choro a noite até dormir. Ou melhor dizer, até cochilar.

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