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Com o namorado errado

Com o namorado errado

Autor:: sofabarrios17
Gênero: Jovem Adulto
Camila achava que tinha tudo sob controle: um relacionamento estável, uma rotina confortável e uma casa compartilhada com outro casal sem grandes dramas... até que uma noite, depois de beber demais, ela confunde o namorado. Bem... o namorado dela, com seu melhor amigo. O uniforme, a escuridão do corredor, sua voz parecida - tudo contribuiu para o desastre. Mas o que realmente a incomoda não é o erro... mas o quanto ela gostou. Agora, dividida entre o hábito com Nico e a faísca repentina com Julián, Camila tentará manter seu segredo enterrado. Mas o desejo é ilusório, e a tensão na casa aumenta como a temperatura no verão. Ele não a procura, mas também não foge. E cada toque acidental começa a parecer menos acidental. With the Wrong Boyfriend é uma comédia romântica ousada, engraçada e emocionalmente caótica sobre aqueles erros que você não planejou... mas que seu coração simplesmente não quer deixar passar.

Capítulo 1 O erro

A casa dormia sob um manto de escuridão e silêncio. Somente o ventilador oscilante quebrava o silêncio com seu zumbido constante, como um sussurro mecânico que parecia tentar embalar o mundo inteiro para dormir. Do corredor, às vezes, o eco de risadas distantes chegava, como se as paredes contivessem fragmentos de uma conversa que não lhes pertencia.

Camila dormia sozinha, enrolada nos lençóis da cama de casal como um burro humano, mal visível em meio ao amontoado de tecidos brancos e travesseiros. O relógio digital no criado-mudo marcava 2h57 da manhã, com números vermelhos que pareciam piscar ansiosamente. De um lado, uma garrafa de vinho pela metade repousava ao lado de um copo vazio e um celular sem bateria.

Nico, seu namorado, havia saído horas antes para cumprir seu turno noturno no aeroporto. Ele trabalhava na equipe de segurança e naquela noite estava acompanhado de seu melhor amigo e companheiro inseparável: Julián. Era quase uma tradição que eles retornassem juntos, ainda de uniforme, cansados, mas rindo de coisas que nunca explicaram completamente. Camila adorava o clima de camaradagem entre elas, embora às vezes se sentisse mais como uma espectadora do que parte do time.

Eu brinquei mais de uma vez que elas pareciam modelos de catálogo toda vez que entravam pela porta. "Segurança sexy", ele os chamou, meio sério, meio brincando, depois de alguns drinques.

Naquela noite, porém, algo mudou.

A fechadura girou cuidadosamente. A porta da frente se abriu com um rangido quase inaudível. Passos desajeitados e arrastados entraram, como alguém tentando não fazer barulho, mas não totalmente sóbrio. Ouviram-se risadas abafadas, um "shhh" mal executado e, então, uma voz. Familiar. Muito familiar.

-Onde deixei as chaves do armário? - perguntou aquela voz do corredor.

Camila, em seus sonhos, a reconheceu. Ou ele pensou que a reconheceu. Era o Nico. Tinha que ser. Meio adormecida, ainda embriagada de sono e vinho, ela sentou-se na cama e esfregou os olhos. Ele cambaleou um pouco, tentando se concentrar na silhueta que se aproximava. Uma figura alta, de ombros largos, no uniforme azul escuro do aeroporto.

O sorriso que apareceu em seu rosto foi automático, instintivo. Era o tipo de sorriso nascido do desejo, da ternura, do anseio acumulado. Sem pensar duas vezes, ela caminhou até a figura e o abraçou com força pela cintura, pressionando o rosto contra o peito dele. Ele sentiu o cheiro familiar do trabalho noturno: uma mistura de cigarro, metal e perfume. Seu coração se acalmou. Estava tudo bem. Nico havia retornado.

"Senti sua falta", ele murmurou, deixando as palavras escaparem como um suspiro.

Julian não sabia o que fazer. Ele não sabia como reagir. Ele nem teve tempo de avisá-lo. Ele só sentiu os braços dela ao redor dele, o rosto quente dela contra seu peito, e então... os lábios dela. Primeiro tímido. Então mais seguro. O beijo cresceu com a intensidade de uma tempestade contida. Era profundo, cheio de algo que nenhum deles havia planejado sentir. Camila o beijou como se fosse uma certeza, como se soubesse, sem sombra de dúvidas, que ele era o homem que ela havia esperado a noite toda. Julian, por outro lado, estava dividido entre a vontade de parar e o desejo de ficar ali, um pouco mais.

Ele tentou se separar.

-Cami, eu...

Mas ela não lhe deu espaço. Ela o puxou para mais perto, seus lábios procurando os dele como se ele fosse a única coisa real na névoa. Seu corpo reconheceu isso, mesmo que sua mente estivesse errada.

Até que de repente um som seco perfurou a casa: a porta se fechando novamente.

Ambos congelaram.

Camila deu um passo para trás, franzindo a testa. O som estava claro. Outra pessoa tinha acabado de entrar.

-...Nico?

A pergunta escapou antes que ele pudesse impedi-la. Julian não respondeu. Ele apenas olhou para ela, com os olhos arregalados, a respiração irregular e os lábios ainda molhados. Ela o observou, pela primeira vez com real atenção. O ângulo do seu maxilar. A pequena diferença de altura. O perfume... não era o mesmo.

Então ele soube.

-Você não é o Nico!

O silêncio que se seguiu foi denso, quase palpável. Julian coçou a nuca desajeitadamente. Um sorrisinho estranho surgiu em seus lábios, como o de uma criança com a mão presa no pote de biscoitos.

"Não... mas eu também não reclamei", ele disse em voz baixa.

Camila deu um passo para trás, com o rosto vermelho, não só de vergonha, mas também pela lembrança ardente daqueles lábios. Sua respiração ficou irregular. Ele levou a mão à boca.

-O que... o que aconteceu?

Da cozinha, uma voz soou como um alarme.

-Cami?! Você está acordado?

Era o Nico.

Camila olhou para Julian, em choque.

-Meu Deus, se esconda ou algo assim!

Sem pensar muito, ele correu até a porta e a fechou com força, apoiando todo o seu peso contra ela, como se pudesse conter não apenas Nico, mas também a verdade que acabara de ser revelada. Julian estava parado no meio da sala, com o uniforme amassado, a respiração pesada e os lábios ainda pesados ​​com o gosto de vinho... e culpa.

-Camila... -ele sussurrou, Como se ainda não conseguisse acreditar no que tinha acontecido.

-Não diga nada. Nem uma palavra. Isso não aconteceu, você ouviu?

Ela nem olhou para ele. Ele apenas fechou os olhos com força, tentando apagar a cena da mente. Mas o corpo tinha memória. E essa lembrança estava muito desperta.

-Você tem certeza que acredita nisso? "Julian perguntou, dando um passo em sua direção.

Camila olhou para ele, finalmente. E em seus olhos havia algo mais que pânico. Algo mais primitivo. Um incêndio que estava extinto há algum tempo e, por um erro, foi reacendido.

Mas não havia tempo para pensar.

-Você tem que sair daqui. Já. Antes que Nico entre e...

Toc, toc, toc.

-Camila? Você está bem? Ouvi barulho.

Camila congelou. Juliano também. Como se movido por uma mola, ele deslizou em direção ao armário e entrou sem dizer uma palavra. Ele fechou a porta bem a tempo, como se fosse uma comédia de erros e não o começo de algo muito mais complicado.

A porta do quarto se abriu.

-O que você está fazendo acordado? Você sonhou com algo estranho? - Nico perguntou, entrando com um longo bocejo.

Camila sorriu, tensa, nervosa, como se tivesse uma bomba debaixo do travesseiro.

-Sim... sonhei que você não estava lá. E isso me assustou.

Nico se aproximou, beijou sua testa e caiu na cama com um suspiro.

-Estou morto. Eu te amo, sabia?

Ela o observou em silêncio. Senti meu coração batendo na garganta. Não para ele. Mas pela figura respirando contida no armário, a poucos metros de distância. Pelo beijo. Pelo fogo.

E pelo desejo que, agora, eu não podia mais ignorar.

Capítulo 2 Prendendo a respiração

A respiração de Julian era a única coisa que eu conseguia ouvir claramente. Cada inspiração forçada e contida dentro do armário parecia mais alta que seu próprio batimento cardíaco. Lá fora, na penumbra do quarto, Nico já havia tirado os sapatos e se acomodava na cama, alheio ao furacão que acabara de passar - ​​ou melhor, que ainda soprava forte, a poucos metros dele.

Camila permaneceu parada, rígida, como se seu corpo tivesse medo de se mover e desencadear uma catástrofe. Ele sorriu com esforço, os lábios tensos e as mãos frias. Ela ainda sentia o calor do beijo de Julian em sua boca, uma marca que ela não queria apagar.

-Você vem para a cama? - Nico perguntou enquanto se acomodava sob os lençóis.

"Sim, estou indo", ela respondeu, forçando sua voz a soar normal.

Ele deu alguns passos em direção à cama e deitou-se ao lado dela sem olhar para o armário. Seus pensamentos estavam uma confusão: ele está respirando com muita dificuldade? Você consegue ouvir o batimento cardíaco? E se ele se mover? E se...?

Nico se virou para ela e colocou o braço em volta dela. O calor familiar dele a atingiu em cheio. Seu cheiro. Seu peso. Tudo o que deveria confortá-la, mas agora parecia... estranho.

"Esta noite foi uma longa noite", ele murmurou, bocejando. Se não fosse por Julian, eu teria adormecido no meu assento. Esse cara tem uma energia inesgotável.

Camila soltou uma risada contida. Ah, eu sei, ele pensou. A ironia era tão forte que eu quase conseguia mordê-la.

-E o Julian? - ele perguntou, com a voz fingindo casualidade. Você ficou no aeroporto?

-Não, ele me disse que ia caminhar um pouco antes de voltar para casa. Você sabe como é. Às vezes você precisa de ar.

O coração de Camila deu um pulo. Claro, ar. Como se esconder no armário do seu melhor amigo para não ser pego depois de beijar a namorada dele. O mais ridículo de tudo é que Julian ainda estava lá, provavelmente com o celular no silencioso, talvez arrependido, ou... talvez nem tanto.

-Você está bem? -Nico insistiu, acariciando seu braço.

Ela assentiu, ainda olhando para o teto.

-Sim. Só... estou cansado.

-Eu te amo, Cami.

-Eu também.

Mas a frase saiu mais contida do que ele esperava. Nico não pareceu notar; Eu já estava fechando os olhos. Em segundos, sua respiração ficou pesada e profunda. Dormindo.

Camila ficou acordada. Ela sentiu o calor do corpo de Nico ao seu lado, enquanto dentro do armário, outro corpo esperava silenciosamente. O peso da situação a esmagou. Eu me sentia presa em um beco sem saída, presa entre a culpa e um sentimento estranho que eu não conseguia identificar. Não era apenas desejo. Era algo mais profundo. Uma curiosidade. Uma pergunta sem resposta.

E se não tivesse sido um erro?

Passaram-se cerca de dez, quinze minutos. Ou assim ele pensou. Quando teve certeza de que Nico estava dormindo profundamente, ela se moveu com cuidado, mal levantando o lençol. Ela se levantou, descalça, e caminhou com passos suaves em direção ao armário. Seu coração batia forte, como se cada batida fosse um chamado para acordar.

Ele abriu a porta lentamente.

Julian estava lá, sentado sobre os calcanhares, suando. O olhar que ela lhe lançou era quase de reprovação, mas também tinha aquele brilho travesso de alguém que sobreviveu a uma situação impossível.

-Você está louco? -sussurrar.

"Um pouco, sim", ela respondeu, igualmente baixinho.

Os dois se encararam. O silêncio entre eles estava carregado de eletricidade. Eles não sabiam o que dizer. Havia tantas palavras possíveis, e nenhuma delas parecia certa.

"Você precisa ir", ela disse finalmente. Agora.

Julian assentiu, mas não se moveu.

-Camila... o que foi isso?

Ela olhou para baixo. Eu queria ter uma resposta. Uma clara, que servisse para colocar tudo em ordem. Mas eu não tinha.

"Não sei", ele admitiu. Foi um erro. Um momento. Nada mais.

-Nada mais?

Os olhos deles se encontraram novamente. Camila engoliu em seco. Por um momento, ele viu novamente o que havia sentido minutos antes. Aquele fogo estranho. Esse despertar.

-Juliano, por favor.

Ele suspirou, resignou-se e saiu silenciosamente do armário. Ele parou na porta do quarto e girou a maçaneta com a precisão de um ladrão profissional.

-Não vou dizer nada. Nunca. Você sabe, não é?

-Eu sei.

-Mas não vou esquecer.

Camila fechou os olhos quando o ouviu. Ele não disse nada. Eu não consegui. Ela apenas o ouviu desaparecer no corredor e, então, o clique suave da porta do seu quarto fechando suavemente. Ela ficou sozinha, com Nico dormindo ao seu lado, e com um coração que não conseguia encontrar seu lugar.

Ele voltou para a cama, mas o sono não voltou.

Ela havia cruzado a linha e, embora todos acreditassem que ela ainda estava onde sempre esteve, algo nela já havia mudado. Algo que não poderia ser desfeito.

E na escuridão, com o ventilador girando novamente em sua monótona canção noturna, Camila sentiu que o que havia começado como um erro tinha a forma de um novo começo... ou de uma tempestade.

Capítulo 3 O que eu não deveria sentir

O ar da manhã tinha aquele toque cortante que corta o peito quando você respira muito rápido. Julian caminhava pela calçada ainda vestindo seu uniforme, suas botas fazendo um som surdo contra o cimento úmido de orvalho. As ruas estavam vazias, mal iluminadas por lanternas amareladas que projetavam sombras distorcidas. Algo pesado se agitou em seu estômago. Eu não sabia se era culpa, desejo... ou ambos ao mesmo tempo.

Eu não entendia como tinha chegado naquele ponto. Bem, sim, eu sabia. Passo a passo. Uma risada compartilhada. Uma noite com mais cumplicidade do que o necessário. Olhar muito longo. E agora, aquela cena maldita. Aquele beijo.

Camila.

Ele cerrou os dentes, como se a lembrança tivesse um corpo e ele pudesse mordê-la.

Sua cabeça doía. O vinho em seu hálito misturado com adrenalina não era uma boa combinação. Ele sentiu a camisa ainda amassada, impregnada do perfume dela. E isso piorou a situação. Porque eu não conseguia parar de sentir o cheiro dela. Para lembrar dela.

"Puta merda..." ele murmurou, chutando uma pedra com raiva.

Não foi só o fato de ele ter beijado a namorada do seu melhor amigo. Era quem Camila era. Ele a via há anos, cumprimentando-a com dois beijos quando a visitavam, compartilhando churrascos, Natais e risadas. Ele sempre achou que ela era bonita. Claro. Como poderia não ser? Mas eu nunca cruzei a linha. Nunca. Até aquela noite.

Até que ele entrou em casa com Nico, rindo de uma anedota absurda sobre um passageiro que tentou passar uma cafeteira cheia de notas. Ele ficou do lado de fora por mais alguns segundos para terminar de fumar seu cigarro. Quando ele entrou, achou que viu a sombra de Camila atravessando o corredor. Então ele a ouviu, com a voz rouca de sono, dizendo: "Senti sua falta". E antes que eu pudesse processar qualquer coisa... lá estava.

Os braços dele. Os lábios dela. Seu calor.

Ele não se defendeu. Ele não recuou. E era isso que mais o irritava. Porque, para ser sincero, ele não queria fazer isso. Seu corpo reagiu antes de seu moral. Era como se uma parte dele estivesse esperando por algo assim há muito tempo, enterrada sob camadas de autocontrole e lealdade equivocada.

Ele parou subitamente em frente ao seu prédio. Ele tirou as chaves e olhou para elas sem vê-las, franzindo a testa. Na outra mão ele ainda tinha o celular, mas não havia recebido nenhuma mensagem. Nenhum "você está bem?", nenhum "desculpe", nem mesmo um "você está acordado?" Somente silêncio.

Ele entrou no apartamento. O cheiro do confinamento o recebeu como sempre. Ele deixou o uniforme no sofá e foi direto para o banheiro. Ele ligou o chuveiro e entrou sem esperar a água esquentar.

A água fria batia em sua pele como se tentasse punir cada centímetro de seu corpo.

"Isso não aconteceu."

A voz de Camila ainda soava em sua cabeça. Mas aconteceu. E não foi só o beijo. Foi tudo o que veio depois. Porque Juliano conhecia a si mesmo. Ele sabia quando algo era superficial e quando não era.

E o que ele sentiu por ela... não era leve.

Ele pressionou as palmas das mãos contra os azulejos, deixando a água cair na nuca. Ele fechou os olhos. Ele a viu novamente. A maneira como ela se agarrou a ele. O jeito como ela o beijou, sem hesitar, como se estivesse esperando por ele a noite toda. Aquele momento em que seus corpos se entendiam, como se fossem peças que já sabiam se encaixar.

E então, medo. O horror refletiu-se em seus olhos quando ouviu a voz de Nico.

Julian sentiu uma pontada no peito. Não apenas por causa do erro, mas porque eu sabia - com uma clareza desconfortável - que não seria capaz de esquecê-la. Que aquela noite não seria um acidente isolado em sua cabeça. Eu ia voltar. Como um eco. Como uma obsessão.

E o pior de tudo: eu o queria de volta.

De repente ele desligou o chuveiro. Ele se secou sem olhar no espelho. Eu não suportava o olhar que sabia que encontraria ali.

Ele voltou para a sala, jogou-se no sofá com uma toalha na cintura e ligou a televisão no volume mínimo. As luzes na tela piscaram em seu rosto, mas ele não estava vendo nada. Ele apenas ouvia seus próprios pensamentos.

E agora o que diabos eu faço?

Ele contou para Nico? Impossível. Ele guardou? Ele enterrou? Eu poderia tentar. Eu poderia fingir que nada aconteceu. Eu poderia... sim. Mas eu sabia que tudo iria mudar. Porque ele não era mais o mesmo depois daquele beijo.

E se ela não imaginou tudo isso, Camila também não.

Ele suspirou, com as mãos na nuca. Havia uma linha que havia sido ultrapassada. O problema era que eu não sabia se queria voltar.

E em algum lugar bem no fundo dele, uma ideia começou a crescer. Lento, traiçoeiro, como uma semente plantada sem querer:

E se Camila também sentisse alguma coisa? E se não fosse apenas um erro? E se... houvesse algo mais entre eles?

Pela primeira vez na vida, ele desejou que Nico não o tivesse convidado para morar em sua casa naquela noite.

E, ao mesmo tempo, eu sabia que nada mudaria.

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