Dara narrando
Queria começar falando aqui sobre as coisas boas que vivi, mas são tão poucas que dá pra contar no dedo.
Quando eu tinha mais ou menos 6 anos fui abandonada pela minha família, meus parentes não queriam saber de mim, para eles eu não existia. Fui morar na rua, passei fome, frio, fui humilhada várias vezes por ser pobre e principalmente por ter sido abandonada por quem deveria me "amar".
Eu via as crianças tudo arrumadas, felizes com seus pais e eu me perguntava "pq eu não posso ter uma família igual a deles?!" "pq minha família não me quis?! pq me abandonaram?!". Eu era simplesmente uma criança indefesa que só queria um lar, ir para escola como toda criança ía, ir dormir com um beijo de boa noite dos meus pais. Mas nunca tive.
Passei a maior parte da minha infância na rua, mas quando eu entrei na adolescência fui "adotada" por uma senhora e ela era simplesmente incrível... tinha uma neta. Nós duas nos tornamos mais que amigas, nos tornamos irmãs.
Assim que completei meus 15 anos, a tia Rosa descobriu um câncer mas quando fomos no médico ele disse que o câncer dela era terminal , e ela só tinha mais duas semanas de vida. Ali meu mundo caiu, eu iria perder a pessoa que eu tinha mais próxima de mim.... e eu simplesmente não poderia fazer nada para ajudar ela, fui atrás do médico para saber se tinha algo a se fazer e ele disse que não.
Aqueles ali seria os últimos dias da vida dela, e eu queria que aproveitar até o último segundo com ela. Pegamos um empréstimo no banco, fizemos uma viagem para todo lugar que ela queria conhecer... aproveitamos muito, brincamos, cantamos, tudo que tínhamos direito.
Quando faltava apenas um dia para ela ir, ela chamou eu e Belinda para conversar. Fazendo a gente prometer que sempre estaríamos juntas, que independente de brigas e discussões ficaríamos juntas, uma cuidando da outra.
E então ela se foi, independente de tudo que aconteceu na minha vida antes... ser abandonada, ser rejeitada pela minha família. Aquilo ali com certeza foi o pior dia da minha vida, eu queria ter feito muito mais por ela... mas quando vimos já era tarde demais.
Mas ela sabe que onde ela estiver, eu sempre vou ser muito grata a ela por tudo que fez por mim.
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Tinha se passado 4 anos dps que a Tia rosa se foi, eu me virava nos trinta para não deixar faltar nada pra mim e Bell. Uma cuidando da outra, assim como prometemos para a Tia Rosa.
Mas dps desses quatro anos, o que eu não esperava aconteceu. Minha família apareceu, eles queriam que eu fosse morar com eles... só que eu não entendia muito bem o pq disso, se eles não me queriam quando eu era menor... pq eles me querem agora maior?!
Já não era mais menor de idade, já era dona de mim... mas por algum motivo tudo que estava indo bem cmg e com Bel, começou a desandar. O meu salário já não dava mais para cobrir o aluguel, para comprar comida, para pagar várias outras contas.... a Bel foi demitida.
O destino conspirou contra nós, e a minha única saída foi pedir ajuda exatamente para as pessoas que me abandonaram... eu não queria que a minha irmã passasse o que eu passei. Pisei no meu orgulho, e fui atrás deles.
Mas não sabia o que me esperava.....
Como a minha única saída era a minha "família" fui atrás deles, a minha "mãe" me pediu desculpas por tudo que aconteceu. Falou que eles foram embora porque era necessário e não podiam me levar, que eu merecia coisa melhor que eles.
Mas tu ficou comovida?! acreditou nessa história deles?! Pois é, nem eu. Tive que fazer uma cena de menina rejeitada pela família, eu não sentia verdade em nada que eles me contaram. Ali foi o verdadeiro confiando mas desconfiando.
Nossa relação no começo até que foi boa, durante um ano nos demos super bem. Mas aí começou o inferno.
Minha "mãe" se envolveu com um cara, e ele era totalmente estranho. Eu percebi o olhar dele de desejo para a Bell, mas pelo amor de Deus a menina só tinha 15 anos. Fiquei mais ligada nele, observava sempre seus passos, não confiava nele de jeito nenhum.
Aonde eu ía levava a Bel comigo, tinha receio dele fazer algo com ela... e se ele fizesse eu não me responsabilizaria pelos meus atos.
Até que chegou um dia, quando eu voltei do serviço escutei uma gritaria dentro de casa. Quando entrei a Bell estava com o braço machucado, olho inchado, chorando muito. Já entrei correndo e fui até ela, quando olhei pro lado ele estava lá no sofá com a minha "mãe"... perguntei o que tinha acontecido e eles me falaram que ela tinha caído da escada, mas não acreditei em nada daquilo.
Perguntei diretamente para ela, que disse que eles haviam batido na mesma, na hora com muita raiva e fui pra cima dele, mas a mulher dele entrou na frente. Mas deixei claro que se eles fizessem mais alguma coisa com ela, eu seria capaz de matar ele.
{...} Seguimos nossa vida tranquilamente até um certo dia, estava tendo reposição de estoque e eu iria demorar bastante. Liguei pra Bell para ver se ela estava bem, e que eu iria demorar, ela me disse que tudo bem que nenhum deles estavam em casa, falei pra ela pedir algo pra comer e ficar no quarto.
Até aí tudo bem, quando deu por volta das 2:00 da manha, meu celular toca e é uma moça do hospital, na hora já me veio a Bell na cabeça. Por alguns minutos meu mundo parou, a moça me deu a informação
" Boa noite, aqui é do hospital xxxxx .... gostaria de falar com o responsável da jovem Belinda Soares?! Entao... o quadro dela é estável.. conseguimos parar com o sangramento. Quando ela acorda grita muito, ela chegou aqui em choque.... sentimos muito pelo estupro. O hospital oferece um psicólogo para a menina "
Meu mundo alí caiu, como assim estupro??!? eu não estava entendendo nada, mas aí liguei os pontos e fui correndo pro hospital. Eu não tinha reação nenhuma.
Quando cheguei no hospital, e entrei no quarto onde ela estava eu comecei a chorar muito, eu não estava lá pra proteger ela, deixei isso acontecer com ela. Eu não pude fazer nada pra ajudar..
Quando ela acordou nós conversamos, eu tentei a passar a maior confiança possível. Chorei muito ouvindo tudo que ela falava, até que ela entra na parte que eu queria.... quem a abusou.
E alí eu tinha que fazer o que meu coração mandava.
Saí do hospital, e fui cega de ódio pra casa. Agora eles vão me pagar.
Quando entrei só tinha ele na sala, já cheguei enchendo ele de soco e bicuda pq era pra machucar mesmo.... ele gritava de dor, fui dando soco até ele desmaiar. Deixei ele na sala, e fui atrás da minha "mãe".
Escutei barulho de música no andar de cima, entrei com tudo no quarto e ela estava no banheiro tomando banho na banheira. Puxei ela pelo cabelo de lá, e fui enchendo ela de soco e bicuda... bati a cabeça dela no chão. Fui a puxando pelo cabelo até lá em baixo.
Fui na cozinha, peguei uma faca e uma garrafa de água. Cheguei na sala e joguei a água na cara dele pra acordar, amarrei ele na cadeira e coloquei ela sentada de frente para ele ( que só tinha um olho aberto) de tanto soco que levou no olho.
Eu: ta vendo esse homem aqui?! ele abusou da minha irmã.
Cátia: ela mereceu - dei um tapão na cara dela - e eu to mentindo?! ela é uma vagabunda igual a você
Eu: VOCÊ NÃO FALA ASSIM DA MINHA IRMÃ, SUA VAGABUNDA. EU AVISEI PRA VOCÊS QUE SE FIZESSEM ALGUMA COISA COM ELA, EU IRIA MATAR VOCÊS!!!
Cátia: você não tem coragem - peguei a faca e fui passando no rosto dela, e furei o rosto dela com a mesma - PARA COM ISSO, PARAAA - furei mais ainda
Eu; isso é pra vocês entenderem que eu não estou brincando, eu dei apenas um aviso e vocês não quiseram dar ouvidos. Agora vou mostrar que eu cumpro o que eu falo
Peguei a faca e fui furando ele, gritava de dor, e ela gritava para eu parar
Eu: CALA A BOCA - bati mais nela e a mesma caiu desmaiada - agora chegou a sua vez, mas eu tenho uma surpresa pra você - ele me olhou sem entender, fui na cozinha peguei uma panela e coloquei óleo esperei até ficar pelando.
Voltei pra sala, e tirei a roupa dele.... peguei a faca e enfiei na barriga dele que gritava de dor. Passei a faca no rosto dele, vendo o sangue voando pra todo lado. E ele gritando era melodia para os meus ouvidos.
Carlos: PARA COM ISSO SUA VAGABUNDA, ELA MERECEU. ELA SE JOGAVA PRA MIM AQUELA PUTA - ele mal terminou de falar e eu peguei a faca e cortei com tudo o seu pau - AI AI PARA COM ISSO PELO AMOR DE DEUS, EU IMPLORO
Eu: EU NÃO QUERO QUE VOCÊ IMPLORE, QUANDO ELA PEDIU PRA PARAR, VC PAROU?? - gritei enchendo ele de facada - HEIN RESPONDE, PAROU???
Carlos: NÃ... NÃO - falou gritando
Eu: ENTÃO TA PEDINDO PRA EU PARAR POR QUE?!, VOCÊ NÃO É O FODÃO?!? - parei de dar facada nele, e joguei água na cara daquela mulher pra ela acordar - acorda aí, que você verá melhor parte - ela chorava, fui na cozinha e peguei a panela que estava até saindo fumaça de tão quente que estava. Fui chegando perto dele rindo de seu desespero, joguei aquele óleo quente todo nele, que foi gritando cada vez mais. Sua pele foi desmanchando, e já dava pra ver sua carne.... deixei ela vendo tudo e subi lá pra cima.
Coloquei a banheira pra encher mais, e cortei alguns fios do chuveiro que tinha ali. Deixei no chão e desci lá pra baixo, peguei ela pelo cabelo e fui subindo. Ela chorava muito
Cátia: PQ VOCÊ ESTA FAZENDO ISSO COMIGO?! EU SOU SUA MÃE
Eu: MINHA MÃE PORRA NENHUMA, NUNCA FOI E AGORA QUER SER. ME REJEITOU QUANDO ERA MENOR E ACHA QUE EU VOU TER PENA DE VOCÊ??
Cátia: EU SOU SUA MÃE, ME RESPEITA
Eu: RESPEITO EU TENHO POR QUEM TEM COMIGO, VOCÊ NUNCA FOI MINHA MÃE E NUNCA VAI SER. EU ODEIO VOCÊ.
Cátia: Não faz isso comigo por favor, eu imploro.
Eu: EU NÃO QUERO QUE VOCÊ IMPLORE.
Cátia: filha....
Eu: CHEGAA.... VOCÊ NÃO É MINHA MÃE.... eu era só uma criança, UMA CRIANÇA - dei mais um soco nela, e joguei ela dentro da banheira.. que me olhou assustada, peguei os fios e joguei dentro da banheira.... e ela começou a tremer, olhei aquilo tudo com um sentimento de dever feito.. mas também com um sentimento estranho que eu não sei dizer.
Fui pro meu quarto e da Bell e peguei minhas coisas e dela, tomei um banho e troquei de roupa. Juntei tudo e saí daquela casa.
Quando cheguei no hospital, fiz a carteirinha da Bel com mais calma. Cheguei no quarto onde ela estava e vi o Cabelinho falando com ela. Conversei com ele, se ela poderia ficar com ele por um tempo porquê eu tinha coisas para resolver, mas também não disse o que era. Mas ele entendeu, retirei do banco o dinheiro que tinha separado pra ela... entreguei nas mãos dele e falei pra ele cuidar dela.
Eu sabia o que me esperava, já estava pronta pra seguir o meu caminho. Conversei com a Bell e ela me entendeu, ou pelo menos tentou entender, e disse que tudo iria ficar bem.
E assim foi.