O carro estaciona em frente ao hotel que estou hospedado, pagou o motorista e logo ele vai embora, e eu sigo para o interior do hotel, em minutos depois estou entrando no meu quarto. Por anos fui moldado como um militar, um fuzileiro disciplinado, e isso fizeram-me tornar um homem sempre alerta, mas qualquer treinamento ou tática que um dia executei, estava me fazendo achar questionar que acabei perdendo a prática, e isso se dá pelos pensamentos nada decentes.
Então, resolvo tomar um banho, e assim que entrou no box, abro o chuveiro, ainda com o pensamento de repreensão a mim próprio, nunca havia sido o cara que precisava ficar com uma mulher apenas porque ela era um desafio, ou até mesmo por ser proibida para a vida que sigo, na verdade, eu detestava esse tipo de joguinhos, pois gosto de manter o sexo em uma categoria separada de todas as partes da minha vida inclusive quando envolve qualquer sentimento.
As coisas simplesmente caminhavam melhor assim, para todas as partes envolvidas, não sou do tipo que gosta de compromissos duradouros, até porque são ocorridos cheio de armadilhas. Então, por que não conseguia parar de pensar na filha caçula do meu melhor amigo? Ainda mais com um incontrolável desejo de corrompê-la. Scarlet é uma flor em começou do desabrochar, não é uma garota e tampouco mulher para encarar o estilo de vida que gosto, e apesar de mostrar ser uma jovem determinada quando foi bem clara ao fato de desejar não ser mais vista de um modo infantil, mas como uma mulher de verdade, me dava mais a certeza que a mesma estava fora de questão, de qualquer forma. Mas, porra, o corpo dela... E aquele rosto, seus lindos olhos azuis me dava a certeza que era uma das mulheres mais lindas que eu já tinha visto, mesmo ainda sendo uma garota de apenas 17 anos. Uma jovem de personalidade até sexy, sem improvisos ou fingimento, e por nenhum outro instante tentou ser simpática desnecessariamente.
Ela não fingiu. Me falou o que estava pensando e sentindo antes de eu tentar adivinhar. Eu passei anos lidando com mulheres que pensavam que era legal deixar o cara nessa posição ridícula. Scarlet é um sopro de ar fresco que eu não podia nem mesmo respirar, se eu tivesse sido esperto não teria feito a loucura de tocar naqueles lábios rosados e totalmente suculentos para provar, dessa forma não estaria fadado a querer bater a porra de uma punheta no chuveiro como um maldito adolescente ao imaginei aquela deliciosa boca engolindo meu pau. Eu deveria ter ido para o clube mais próximo e encontrar uma mulher disposta a uma noite de sexo sujo e suado, era o que eu sempre fazia quando estou ligado como agora, enquanto acariciou meu pau duro como pedra, pensando em sua boca rosada e seus olhos brilhantes me encarando. E seu corpo atlético com uma cintura fina que eu poderia rodear com um único braço.
Uma linda jovem de curvas glamourosas, que combinavam perfeitamente com sua forma de andar, até sua voz me deixou excitado, sendo uma voz suave e regular, um tom calmo, enquanto me falava o que sentia. Apertei meu pau, massageando, uma, duas, três vezes, então gozei. Teria sido constrangedor o quanto fui rápido para gozar sozinho, se acaso tivesse outra pessoa para testemunhar. Pensei que ficaria mais calmo após sair do banho, mas foi pegar meu notebook e fuçar na rede social de Scarlet que os pensamentos vieram com força máxima, pois suas fotos mostravam o quanto ela é uma garota linda e mesmo sendo menor de idade aparenta ter mais por ser alta e muito bem em forma com curvas maravilhosas. E o pior é que outro garoto de sua idade havia acabado de ganhar a noite com ela, pois a mesma havia confessando ter sido pega pelo seu pai com um rapaz do seu colégio, e provavelmente ambos não estavam em situação comportadas.
De qualquer forma, eu estava indo descobrir se poderia invadir esse campo minado de perigo sem perecer com qualquer explosão pela circunstância, estar na Califórnia não foi somente pelo fato de fechar negócios com a empresa de Johan, mas também preciso de uma nova submissa, a última que esteve comigo começava a criar sentimentos por nossa relação contratual, e eu me vi obrigado a romper qualquer envolvimento. O fato de querer uma nova submissa, acaba sendo um problema por desejar ser uma que ainda é muito jovem até mesmo para seguir com uma relação intensa entre um homem e uma mulher. Ainda tem a questão de que a pessoa que almejou seja filha de um grande amigo, que mesmo tendo gosto igualmente os que possuo, jamais irá permitir que sua garotinha se transforme no meu fetiche sexual. Johan pode acabar literalmente com a minha vida se acaso soube o que cogito fazer com sua filha.
Por muito tempo vivi em exclusivas reuniões de praticantes de BDSM, não como uma novidade, mas como um estilo de vida que tem todo o meu respeito e dedicação. E eu estava indo arruinar os anos de treinamento pelo motivo que a atração por uma garota muito mais jovem que a mim esteja sendo mais forte. Normalmente, eu gostava de "subs" experientes, que sabiam como agir e quais os comportamentos a evitar, mas algo em Scarlet me atraiu, e está me fazendo querer quebrar regras e saciar meus caprichos. E isso estava começando a me assustar, houve épocas que conhecer "Domes" que criaram laços fortemente afetivos com suas "subs", e isso acabou em casamento, exemplo disso é o magnífico casamento de Johan e Alice, mas eu não tenho certeza se estou preparado para criar vínculo sentimental com uma mulher, muito menos com uma garota bem mais nova. Mas, eu não ia fugir da minha natureza, e tampouco queria rejeitar o que estava sentindo, se iria dar errado, que seja o maior e mais delicioso erro que já pude cometer. Uma vez tentei engatar um compromisso com alguém que nunca fez parte do meu estilo de vida, e abominou tudo aquilo que sou, e no fim foi frustrante e totalmente desastroso, mas estou disposto a tentar outra vez e deixar que as coisas provem por si só!
Escondi o vestido do baile dentro da minha mochila, eu sabia que ali dentro o tecido amassaria, mas não havia outra solução para esconder a peça de roupa, até porque era o mínimo que pudesse resolver quando estivesse na casa da minha melhor amiga. Susy e eu somos amigas desde que me entendo por gente, dividimos o mesmo gosto por música, roupas e garotos, apesar de que não temos namorados e tampouco teremos se acaso depender de nossos pais controladores.
Até nisso somos parecidas, seus pais e os meus são amigos desde a época que meu pai era militar, onde ambos foram parceiros de equipe e hoje sócios de uma famosa empresa de segurança. E falando em pais, o meu é uma exceção a mais na minha vida, nada normal, decidi colocar uma calça jeans simples com uma blusa larga vermelha, adoro vermelho e isso reflete no meu lindo e intenso nome, desço as escadas da casa a cada dois degraus, tentando esconder meu nervosismo, pois meu pai tinha um faro para saber quando estávamos fazendo alguma coisa errada, e até mesmo tentando mentir descaradamente na sua cara, Johan Ballard não seria um dos empresários mais famosos no ramo de segurança e proteção, se não exercesse sua profissão adequadamente. Quando chegou na sala principal, ele estava sentado no sofá ao lado da minha mãe, bebericando uma taça de vinho e parecendo relaxado, e como não dizer muito lindo numa roupa casual.
- Aonde vai, princesa? - meu pai perguntou sem ao menos olhar em minha direção, pois seu foco estava em seu tablet apoiado nas coxas.
- Para a casa de Suzy, noite das garotas. - menti descaradamente; não a parte que estava indo para a casa da minha melhor amiga, mas sim a parte em que seria uma "noite das garotas".
- Vou mandar Brian acompanhá-la. - meu pai declarou.
Era justamente o que eu temia, ter meu irmão mais velho sendo minha sombra, para me seguir feito um maldito cão de guarda. Não que eu não gostasse do meu irmão, ele era legal, bem-humorado e até carinhoso em certos momentos, e me conhece muito bem, mas também acabava sendo um verdadeiro pé no saco quando colocava seu lado protetor para fora igualmente como nosso pai, e parece que eu era sua diversão favorita em impedir qualquer garoto a se aproximar. E nem meu irmão tampouco meu pai pode sonhar que estou indo ao Baile de Formatura dos Veteranos, apesar de que logo também seguirei meu último ano no colégio, em seguida enfim faculdade e minha sonhada liberdade, mas voltando ao presente, ainda não era permitida a participação de calouros nesses bailes, mas acabei dando sorte por ser convidada por Blair Sullivan, um dos gostosos do último ano, mal podia acreditar que alguém como ele havia me notado, não que eu seja feia, mas nunca fui do tipo popular como as líderes de torcida que são as favoritas de caras como Blair. Eu queria ser uma líder de torcida também, mas como sempre, Brian colocou na cabeça do nosso pai que ser líder de torcida e nada menos que um convite aos garotos para transar, meu pai com sua mania de controlador resolveu nunca permitiria que eu subisse em uma pirâmide com roupas tão curtas e sensuais, além disso, era necessário ser popular para ser líder, e popularidade é uma coisa que só se consegue ao ter uma vida social normal, o que nunca foi meu caso, não por falta de vontade da minha parte. Mas, sim, da parte do meu pai que desde sempre acha que todos que se aproximam de mim são pessoas mal intencionadas, o problema é que essa sua cisma se aplicava somente a mim enquanto Brian vivia solto aprontando tudo e mais um pouco.
Suspirou profundamente contando até dez em pensamento. - Irá mandar Brian dormir na casa de Suzy comigo? Mas isso é um absurdo! Será que não tenho liberdade nem para assistir a filmes sozinha com minha melhor amiga enquanto me afundo em uma panela de brigadeiro? - reclamou, novamente mentindo.
Citei a comida porque meu pai sempre foi psicótico com nossa alimentação, está sempre preocupado se mamãe, meu irmão e eu estávamos comendo, o que também era um pé no saco já que por causa disso passei minha infância e boa parte da minha adolescência recebendo apelidos como "fofinha", "gordinha". Isso é claro que foi antes de eu descobrir que frequentar diariamente a academia acabaria me dando um corpo bonito e magro com músculos muito bem distribuídos.
- Princesa! Você sabe que só conduzo isso pensando na sua segurança, você e seu irmão são importantes para mim. - meu pai diz, me fazendo revirar os olhos.
Sei porque ele se preocupa tanto com a nossa segurança, pois temer por tudo desde que se aposentou dos serviços militares, meu pai nunca contou sobre essa parte da sua vida para mim ou talvez para Brian, mas mamãe, sim, anos atrás, quando meu irmão e eu não éramos nem sequer nascidos, minha tia, irmã mais nova da minha mãe foi sequestrada pelo fato de ter sido confundida com minha mãe, logo mamãe se envolveu no caso assim sendo chantageada para pagar seu resgate. Ela conta que foi o pior momento da vida do meu pai e também da sua, primeiro pelo fato da minha mãe quase ser morta pelas mãos do sequestrado, e segundo por minha tia que estava grávida de seu primeiro filho e por pouco não perde minha prima, e é por isso que ele nos sufoca com todas aquelas atitudes de proteção, não temos segurança particular pelo fato de que mamãe não permitiu tal coisa, até ela acaba sufocado com as ações do próprio marido. Até entendo em certos momentos meu pai, pois ser um ex-militar acabou que conquistou inúmeros inimigos no decorrer da sua jornada, mas sendo dono de uma das grandes e bem preparadas empresa de segurança, saberia perfeitamente como proteger sua família sem qualquer exagero.
- Johan, acho que não tem nada de mal se Brian apenas deixar Scarlet na casa de Suzi e retorna para casa, e amanhã pela manhã volte para buscá-la... - minha mãe diz. - Tenho certeza de que ela ficará a salvo durante a noite, afinal nossa princesinha já está crescidinha, e, aliás, já conversamos sobre isso. - minha mãe diz e dá uma piscadela em cumplicidade para mim.
Alice Rowe Ballard, minha mãe é uma mulher incrível, além de uma mãe amorosa, a mesma está muito linda num belíssimo vestido verde em um corte da alfaiataria com mangas longas estilo Poá num comprimento até acima dos joelhos com uma faixa na cintura para marcar essa área e nos pés lindas sandálias de salto alto com delicadas tiras, provavelmente está pronta para ir em algum jantar com meu pai, já que ambos trabalham juntos e vivem nesses intermináveis jantarem de negócio. É incrível como mesmo depois de dois filhos e já sendo uma mulher de meia-idade, minha mãe conseguia ter o corpo mais bonito do que muita garota da minha idade, mas até do que o meu.
- Está bem, mas amanhã de manhã eu mesmo estarei na porta da casa da sua amiga. - meu pai declarou.
Era bem melhor do que nada, tudo o que eu tinha que fazer era voltar do baile antes de amanhecer, controlou meu sorriso para não parecer animada demais, caso contrário ele poderia desconfiar. - Melhor, eu ir... até logo, pai... tchau, mãe. - me despedi com um aceno e tratei de sair logo por aquela porta.
Não demorou muito para meu irmão chegar na casa da minha amiga, estacionar e eu mais do depressa saiu, a mesma está na calçada da frente da casa me esperando enquanto come meu irmão com os olhos, Suzana Spínola e linda, carinhosa, inteligente e uma fiel amiga, mas todas essas incríveis qualidades não eram o suficiente para o cabeça dura do meu irmão olhar ela com outros olhos que não somente olhares afetuosos por a mesma ser minha amiga, ou filha dos melhores amigos dos nossos pais. Suzy é a única pessoa na face da Terra que me acoberta em tudo e às vezes faço o mesmo por ela, e assim fortalecemos nossa cumplicidade e amizade, até gostava que meu irmão não olhasse para minha melhor amiga com segundas intenções, ou nossa amizade e cumplicidade estaria em jogo.
- Rápido amiga, Blair estará aqui em 40 minutos, precisa se arrumar logo, garota! - Suzy me apressa.
- Fui obrigada a colocar meu vestido na mochila e acho que está amarrotado. - falou.
- Vamos fazer o seguinte, eu passo o vestido enquanto você se maquiar e arrumar seu cabelo. - ela encontrou rapidamente a solução.
Não era tão difícil dar um jeito rápido no meu cabelo já que o mesmo é loiro e liso, sem qualquer segredo, a maquiagem também não havia nenhuma coisa para eu ter como preocupação, apesar de não usar constantemente, eu sabia muito bem como realizar uma bela maquiagem para qualquer ocasião. Até porque o meu vestido era o ponto-chave para ocupar toda a atenção naquele noite, gola alta com rendas no busto e um decote profundo tanto na frente como atrás, e a saia numa fenda gloriosa até aos pés, é por fim umas sandálias de salto fino preto, um look simplesmente a coisa mais sensual que existia, e ainda vermelho, minha cor favorita, só esperou que essa noite também se torne vermelho, mas com significado "perigo".
Minutos depois estava pronta e indo ao encontro de Blair que havia chegado e me aguardava apoiado no seu carro na rua ao lado da calçada, seu sorriso era branco e brilhante, combinando com sua pele morena queimada do sol e vários músculos ocupando seu corpo, talvez por ser do time de lacrosse ganhou tão coisa. - Uau, Scarlet! Você tá gostosa! - ele diz num elogio que realmente me fez questionar se eu estaria tão desesperada para essa noite..Sério?! Eu esperava que ele dissesse algo melhor como "linda", mas me contentei com aquele elogio totalmente tosco.
Minha amiga estendeu seu celular para tirar uma foto nossa, afinal aquele momento precisava ser registrado já que era o meu primeiro baile, e tinha muita esperança de não ser o último se algo desse errado. Não sou inocente, e sabia perfeitamente que Blair também iria querer tirar minha virgindade naquela noite, mas sinceramente? Eu ignorava, já estava na hora, afinal em breve completaria meus dezoito anos e a impressão que tinha ultimamente era que se não agarrasse as mínimas oportunidades que surgiam, ou provavelmente meu pai me faria morrer virgem, até mesmo poderia me trancar em um convento. Às vezes tenho a impressão de que era isso que ele queria fazer se pudesse, mas infelizmente os conventos hoje em dia não aceitam mais garotas levadas à força para se tornarem freiras e meu pai sabe que definitivamente não tenho vocação para isso... que pena para sua frustração.
- Obrigado por me convidar para acompanhar você ao baile. - falou para Blair.
- De nada, gata! - ele diz num tom convencido.
Realmente estou muito desesperada, ou simplesmente inexperiente demais para caras como Blair, nunca fui garota de contos de fada, na verdade, sou prática e não gosto de enrolação. Assim que chegamos no salão principal da escola onde acontece o baile, meu par me leva até um grupo de garotos e garotas, e me apresenta, me sentir especial naquele momento, mas nada que meus olhos observadores não detectassem os revirar de olhos de algumas garotas recalcadas.
- Aceita uma bebida? - Blair perguntou.
- Claro, aceito sim. - respondi e logo ele foi buscar para mim um pouco de ponche batizado, um clichê dos bailes.
Ainda tenho dezessete anos, menor demais para bebidas alcoólicas, mas devido à tensão da noite resolvi aceitar para relaxar um pouco mesmo sabendo que isso é errado. Fiquei me perguntando como os professores não desconfiavam desses ocorridos nos bailes, ou talvez ambos estão cansados de todos os anos fazer parte dessas festas que nem mesmo fingiam que não viam, até porque eles um dia já foram jovens e isso não importava. A música que tocava era agitada e eu senti que estava ficando mais "animadinha" pelo efeito do álcool, a festa estava muito bonita, com diversas garotas bem vestidas, mas não senti-me inferior porque o vestido que eu estava usando também era de arrasar.
- Podemos dançar um pouco? - pedi.
- Claro, gata. - Blair respondeu me pegando pelo braço e levando para a pista de dança.
A primeira música era agitada e divertida, me senti importante porque Blair estava dando total atenção para mim, seu sorriso é muito bonito e contagiante, estava feliz porque tudo dava certo e satisfeita comigo mesma. De repente a música mudou para uma melodia mais suave e senti as mãos dele me envolvendo pela cintura enquanto seu corpo encostou no meu, seus lábios também rapidamente se uniu aos meus enquanto ele iniciou um beijo voraz colocando a língua na minha boca que eu retribuía acompanhando os seus movimentos, ainda que sentisse como se ele me babasse toda. Não me importava, pois sabia que era assim mesmo e, porque eu estava com um dos caras mais populares e bonitos da escola.
Blair terminou o beijo com um selinho nos meus lábios e logo depois começou a sussurrar no meu ouvido. - O que acha de irmos a um lugar mais reservado? - perguntou.
Senti um arrepio percorrendo meu corpo, parecia cedo demais, mal havíamos chegado na festa. - Não acha um pouco cedo, ainda nem aproveitamos a festa? - falei inocentemente.
- É apenas um baile, não tem muita coisa para aproveitar aqui... podemos aproveitar muito mais só nós dois. - sua voz num tom safado me indicava seus planos enquanto suas mãos faziam carícias na minha cintura.
Claro! Para ele era apenas um baile, provavelmente já havia ido a outros antes, mas para mim era o meu primeiro, e por isso eu queria saber tudo o que acontecia em um evento como aquele, mas não queria deixá-lo chateado e parecer infantil dizendo que preferia ficar, haveria outros bailes que eu poderia aproveitar, ou era o que imaginava.
- Está bem. - disse num suspiro e Blair me pegou pela mão e foi me levando até o seu carro.
Abriu a porta do banco de trás, o que estranhei. - Não existe lugar mais tranquilo para nós dois do que o meu carro, podemos ouvir um bom som e o banco de trás é bem espaçoso. - ele falou e eu entrei fazendo o que ele queria.
Uma vez que eu estava dentro do veículo, Blair trancou as portas e retirou uma garrafinha do terno que estava usando, o recipiente continha mais bebida alcoólica. - Aqui, Jack Daniels, você vai gostar. - ele disse me oferecendo a garrafinha.
Peguei e tomei um gole sabendo que iria precisar, já estava me sentindo tonta pela falta de costume com a bebida, misturado vodca com o whiskey agora, assim minhas pernas já estavam moles. Passei a garrafa de volta para ele que virou de uma vez, não nego que fiquei impressionada com a maneira como ele bebia, mas ele já estava acostumado, ao ligar o som do carro colocou um hip hop que eu não conhecia, não sabia que ele gostava desse tipo de música e sinceramente não me concentrei muito na letra para dizer qual era, já que no segundo seguinte Blair debruçava-se sobre mim e começava a me beijar novamente.
- Nossa Scarlet, você está muito gostosa! - ele disse enquanto descia os beijos pelo meu pescoço, dando alguns chupões ali.
Fiquei preocupada com medo de que meu pai ou meu irmão vissem aquilo, então o empurrei um pouco. - Espera, assim não, não posso chegar em casa com marcas. - expliquei.
- Relaxa, gata... nada de marcas, então. - ele disse e fiquei mais aliviada.
Ele apalpou meus seios por cima do bojo do vestido, primeiro com suas mãos, e isso gostei porque essa era uma área do meu corpo naturalmente sensível. Eu sentia muito prazer quando Blair tocava em meus seios e um calor me consumia entre as coxas, um gemido escapou dos meus lábios quando ele levou um de meus seios para a sua boca, onde nem mesmo havia notado que ele tinha abridor o fecho por trás do meu vestido, expondo meus seios, sugando-o devagar, enquanto chupava meus seios uma de suas espertas mãos levantava meu vestido e eu o sentia acariciando minhas coxas até a direção onde estava minha calcinha. Sua ereção já pressionava contra o meu corpo enquanto seus dedos chegavam minha calcinha para o lado, tentei fechar as pernas, mas não adiantou, ele pressionou o meio das minhas coxas diretamente na minha boceta sentindo que eu estava úmida, ele pressionou um dedo dentro de mim e acabei sentindo uma dor, porque afinal de contas sou virgem, e ele não é nada gentil com os toques.
- Você nunca fez sexo? - ele me perguntou surpreso.
- Não. - respondi envergonhada.
- Não se preocupe, eu vou ser bem carinhoso com você. - ele disse acariciando meu rosto enquanto me olhava nos olhos e isso me relaxou, ele estava tentando ser fofo, então me senti mais tranquila.
Assenti com a cabeça e logo ele voltava a me beijar enquanto abria o zíper da própria calça, não quis tocá-lo com medo de me assustar e acabar desistindo, pois nunca havia visto apresentada a um pênis pessoalmente, pelo menos não o de um homem adulto, pois os únicos que presenciei foi dos meus primos quando crianças ao observar as mães darem banho neles. Senti Blair deslizando minha calcinha pelas minhas pernas, ainda bem que eu tinha me depilado bem antes de sair de casa, Susy costumava dizer termos que andar preparadas para tudo, de repente ele se afastou de mim tirando um preservativo do bolso, fiquei feliz por ele ter se lembrado disso já que eu odiaria ficar grávida precocemente, sem contar que meus pais piraram se isso acontecesse antes de eu me formar.
Esperei que ele colocasse o preservativo e logo em seguida ele me deitava no banco de seu carro e subia em cima de mim, e me penetrando num único golpe, senti uma dor diferente, ardendo-me por dentro, mas ao menos ele cumpriu sua palavra e foi devagar até eu me acostumar com ele dentro de mim. Depois de alguns minutos começou a se movimentar, a sensação era estranha e o ritmo foi aumentando, finalmente agora eu não era mais virgem apesar do sexo ser bem diferente do que eu imaginava. Ele foi acelerando até um momento em que se enterrou ainda mais fundo dentro de mim e depois saiu ofegante, foi aí que soube que ele havia gozado, enquanto eu nem mesmo gemer.
- Isso foi o máximo, como está se sentindo? - ele perguntou me entregando lenços de papel para eu me limpar.
- Bem. - respondi enquanto ajeitava meu vestido e colocava de volta minha calcinha após limpar a pequena quantia de sangue que ocorreu.
Perceber ter sangrado pouco, pesquisei muito sobre isso, e lê também muito sobre o assunto, e assim não criei tanta expectativa em relação a uma primeira vez no sexo. O conceito de virgindade é construído pela sociedade, baseado em critérios tanto biológicos quanto socioculturais, e assim varia grandemente entre as culturas, além de ter sido modificado ao longo do tempo por questões políticas e religiosas. O que é a virgindade? Quando se diz: Essa mulher não é mais virgem! Do que estamos falando realmente? A experiência sexual, da informação sexual, da pureza, do hímen? Todos esses pontos são vagos e nos levam a pensar, o que de fato significa ser virgem. O hímen, por exemplo, é uma membrana que outros mamíferos do sexo feminino têm, mas que é tão delicado que pode ser rompido com algum impacto na água, ou na equitação, ou mesmo não ser rompido, mesmo que tenha feito sexo com penetração. É justo então, com as mulheres, colocar o hímen como um "selo" de virgindade? A própria ciência se questionou por muito tempo sobre a utilidade biológica do hímen. Há uma corrente que defende que ele existe para auxiliar aos cuidados íntimos em relação à entrada de bactérias, e existem cientistas que não consideram a utilidade do hímen. De qualquer maneira, existem diferentes tipos de hímen, inclusive o complacente, com maior elasticidade e pode nem se romper.
E até existem mulheres que nascem sem o hímen. Portanto, não jogue a essa delicada membrana a responsabilidade do desvendamento sexual, ao longo dos anos, a virgindade foi apresentada como uma qualidade feminina, dizia que a "moça virgem" que se guardava ao marido deveria sangrar na noite de núpcias, confirmando assim sua pureza. A questão é: mesmo a mulher sendo "virgem" pode ser que não ocorra sangramento! Essa não é uma regra geral. Por isso voltamos à pergunta: É justo atribuir à mulher um "selo" de pureza? A virgindade é uma questão muito subjetiva e não deve ser atrelada a uma membrana, nem a um possível sangramento. Do que adianta uma definição entre "virgens" e "não virgens" para algo tão maior e complexo, qual é cada uma de nós?! Por essa razão, responder que estou bem para Blair, e menos constrangedor, do que realmente declarar que foi muito ruim, sendo a primeira descoberta da minha vida onde perdi minha virgindade, não em um quarto de hotel com ações românticas com velas aromáticas e um ambiente perfeito como toda garota sonha, ou simplesmente imagina, mas sim no banco de trás de um carro, para uma lembrança no futuro seguida com um maldito arrependimento.
Assim que sair do carro ajeitou meu vestido e parei para dar uma olhada no meu reflexo pelo vidro do espelho na lateral esquerda, meu cabelo estava bagunçado pela primeira vez em um estado pós-foda, minha maquiagem um pouco borrada e a roupa estava um pouco amassada, mas nada que eu não pudesse dar um jeitinho, embora o sexo não tenha sido lá tão grande coisa eu estava feliz por perder a virgindade ainda que não fosse da forma que eu estava esperando com mais intensidade e entregar, mesmo inexperiente nessa área, ainda sentia que o sexo ainda que pela primeira vez podia ser mais. Fiquei um pouco decepcionada com Blair, um garoto tão popular e desejado entre as garotas do colégio deveria ter no mínimo uma boa desenvoltura na hora do sexo, mas parece que ele não teve boas experiências, ou simplesmente e ruim demais no quesito agradar uma garota, mas quero ficar com a dúvida do que ele não pode fazer com a tensão do nosso primeiro encontro. Mal sabia eu que minha noite estava prestes a se tornar um pesadelo pior do que uma transar sem graça, quando de repente notei através do reflexo da janela do carro que meu pai e meu irmão estavam a poucos passos de mim, meu pai em sua plena fúria me fuzilava com seu olhar gélido, e eu reconhecia muito bem aquele olhar, mesmo através do espelho sabia que estava numa grande encrenca.