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De Zero a Cem: Amor Verdadeiro

De Zero a Cem: Amor Verdadeiro

Autor:: Qing Gong Zi
Gênero: Fantasia
Lucas, um jovem gênio da tecnologia, viu sua vida virar de cabeça para baixo quando uma enxaqueca súbita lhe concedeu um "Medidor de Afeto", revelando os sentimentos alheios. Tudo parecia um jogo, até o reencontro com Sofia, sua noiva de infância e o amor que ele pensava ser inabalável. No restaurante romântico, à luz de velas e promessas, o número sobre a cabeça dela se revelou cruelmente: um zero gelado. Seu mundo desabou. A "doçura" de Sofia, que se juntou ao "irmão" Mateus na encenação de uma fortuna familiar em ruínas, exigia uma quantia exorbitante de dinheiro para saldar "dívidas" e "investimentos". Lucas, cego pelo que acreditava ser amor, cedeu, mesmo com o medidor de Mateus em grotescos -20 de desdém. A verdade brutal explodiu naquela noite: o relógio Patek Philippe de Mateus, o beijo proibido na frente do apartamento e, o pior, as risadas ao planejar roubá-lo de tudo, chamando-o de "idiota apaixonado" e "caixa eletrônico pessoal". A dor da traição foi avassaladora, transformando o amor em uma fúria gélida e inabalável determinação por justiça. Como ele pôde ser tão cego? Dez anos de um amor que nunca existiu. As mentiras eram tão densas que nem mesmo o medidor de afeto que o avisava podia parar a loucura. Lucas se perguntava como ele, um gênio da tecnologia, caiu em uma armadilha tão óbvia. Mas a ingenuidade de Lucas havia morrido naquele corredor. Ele secou a fonte de dinheiro, despejou-os e agora, com a ajuda de seu pai e de uma equipe de contadores forenses, ele tinha a prova irrefutável de sua fraude e crimes. A festa de Daniel seria o palco para uma "surpresa" que eles jamais esqueceriam. Sofia e Mateus estavam prestes a descobrir o quão caro era subestimar Lucas Alves.

Introdução

Lucas, um jovem gênio da tecnologia, viu sua vida virar de cabeça para baixo quando uma enxaqueca súbita lhe concedeu um "Medidor de Afeto", revelando os sentimentos alheios. Tudo parecia um jogo, até o reencontro com Sofia, sua noiva de infância e o amor que ele pensava ser inabalável. No restaurante romântico, à luz de velas e promessas, o número sobre a cabeça dela se revelou cruelmente: um zero gelado.

Seu mundo desabou. A "doçura" de Sofia, que se juntou ao "irmão" Mateus na encenação de uma fortuna familiar em ruínas, exigia uma quantia exorbitante de dinheiro para saldar "dívidas" e "investimentos". Lucas, cego pelo que acreditava ser amor, cedeu, mesmo com o medidor de Mateus em grotescos -20 de desdém.

A verdade brutal explodiu naquela noite: o relógio Patek Philippe de Mateus, o beijo proibido na frente do apartamento e, o pior, as risadas ao planejar roubá-lo de tudo, chamando-o de "idiota apaixonado" e "caixa eletrônico pessoal". A dor da traição foi avassaladora, transformando o amor em uma fúria gélida e inabalável determinação por justiça.

Como ele pôde ser tão cego? Dez anos de um amor que nunca existiu. As mentiras eram tão densas que nem mesmo o medidor de afeto que o avisava podia parar a loucura. Lucas se perguntava como ele, um gênio da tecnologia, caiu em uma armadilha tão óbvia.

Mas a ingenuidade de Lucas havia morrido naquele corredor. Ele secou a fonte de dinheiro, despejou-os e agora, com a ajuda de seu pai e de uma equipe de contadores forenses, ele tinha a prova irrefutável de sua fraude e crimes. A festa de Daniel seria o palco para uma "surpresa" que eles jamais esqueceriam. Sofia e Mateus estavam prestes a descobrir o quão caro era subestimar Lucas Alves.

Capítulo 1

Lucas, um jovem gênio da tecnologia, sentiu uma dor de cabeça súbita e aguda perfurar seu crânio. Ele fechou os olhos com força, massageando as têmporas. Quando os abriu novamente, o mundo parecia diferente, como se uma nova camada de interface tivesse sido sobreposta à sua visão. Flutuando sobre a cabeça de seu assistente, Daniel, havia uma pequena caixa de texto translúcida com um número: [Afeto: 65].

Ele piscou, chocado. A caixa de texto não desapareceu, seguia Daniel enquanto ele se movia pelo escritório.

"Senhor Alves? Você está bem?"

Lucas forçou um sorriso, tentando esconder sua confusão.

"Estou bem, Daniel. Apenas uma dor de cabeça passageira."

Ele desviou o olhar para outros funcionários no escritório. Todos tinham um número flutuando sobre suas cabeças. Variava de 40 a 70. Parecia um videogame, mas era a sua realidade agora. Ele não sabia como ou por que aquilo tinha acontecido, mas a habilidade parecia real e persistente. Ele decidiu chamá-la de "Medidor de Afeto". Depois de um dia inteiro observando os números, ele começou a entender o padrão: quanto maior o número, mais positiva era a emoção da pessoa em relação a ele. Respeito, amizade, admiração.

Apesar da estranheza da situação, uma sensação de calma o invadiu. Afinal, ele estava prestes a se encontrar com Sofia, sua namorada de infância e noiva. Eles estavam juntos há mais de dez anos, um amor que começou na inocência da juventude e floresceu em um noivado sólido. Ele tinha certeza de que o número dela seria o mais alto de todos, talvez chegando a 100, um reflexo do amor profundo e inabalável que compartilhavam. Ele mal podia esperar para ver a confirmação visual do sentimento que aquecia seu coração.

Ele a encontrou no restaurante de sempre, um lugar elegante e discreto onde comemoraram inúmeros aniversários e marcos. Sofia estava deslumbrante como sempre, com um vestido que acentuava sua beleza e um sorriso que, para ele, iluminava qualquer ambiente.

"Lucas, meu amor!"

Ela se levantou e o abraçou com força. Ele a abraçou de volta, inalando seu perfume familiar. Por um momento, ele se esqueceu da nova habilidade, perdido no conforto da presença dela. Mas quando se afastou para olhá-la nos olhos, a caixa de texto apareceu. O número que ele viu o deixou sem ar.

[Afeto: 0]

Zero. Um zero frio, nítido e inequívoco pairava sobre a cabeça da mulher que ele amava mais do que tudo no mundo. Ele sentiu o chão desaparecer sob seus pés. Seu cérebro se recusava a processar a informação. Era um erro. Tinha que ser um erro. O sistema devia estar com defeito.

"O que foi, querido? Você parece pálido."

A voz dela era mel e preocupação, mas o número não mudava. Zero.

"Não é nada. Só... muito trabalho", ele mentiu, forçando um sorriso que parecia uma careta.

Durante o jantar, ele tentou ignorar o número, focando em suas palavras, em seus gestos, em dez anos de memórias compartilhadas. Mas o zero era como um alarme silencioso, gritando em sua mente.

Foi então que ela começou a falar, com uma expressão de tristeza cuidadosamente ensaiada. Ao lado dela, seu suposto irmão, Mateus, que se juntara a eles para o jantar, suspirou dramaticamente.

"Lucas, eu preciso te contar uma coisa. É sobre minha família."

Sofia vinha de uma família que ela descrevia como "antiga e orgulhosa, mas que passou por tempos difíceis". Ela raramente entrava em detalhes, mas sempre insinuava uma linhagem nobre e uma fortuna perdida. Agora, ela alegava que havia uma chance de sua família "recuperar seu lugar de direito na alta sociedade".

"Meu pai descobriu uma oportunidade de investimento que pode restaurar o nome da nossa família, de nos colocar de volta no mapa", disse ela, com os olhos marejados. "Mas... nós não temos o capital inicial. É uma quantia significativa."

Mateus interveio, com um tom sério.

"É uma chance única, Lucas. Para a Sofia, para o futuro dela. Para o nosso futuro."

Lucas olhou de um para o outro. O "Medidor de Afeto" sobre a cabeça de Mateus também mostrava um número, um número que o deixou ainda mais perturbado.

[Afeto: -20 (Desdém)]

Vinte negativo. Desdém. O homem que ele tratava como um futuro cunhado, que ele ajudara inúmeras vezes, sentia desdém por ele. E Sofia... zero. Um vazio absoluto de afeto.

Seu coração e sua mente estavam em guerra. Seu coração gritava que aquilo era Sofia, seu amor, sua futura esposa. Ela precisava dele. Sua mente, no entanto, processava os dados frios e implacáveis que sua nova visão lhe mostrava. Zero e menos vinte.

"De quanto vocês precisam?", ele perguntou, sua voz soando distante para seus próprios ouvidos.

Sofia mencionou uma quantia exorbitante, um valor que faria a maioria das pessoas engasgar. Para Lucas, um empresário de tecnologia bem-sucedido, era factível, mas ainda assim, um investimento maciço.

Ele olhou para o rosto ansioso de Sofia. O zero ainda estava lá, zombando dele. Mas então ele olhou em seus olhos, os mesmos olhos pelos quais se apaixonou quando era apenas um garoto. Ele se lembrou de todas as promessas que fizeram, de todos os sonhos que construíram juntos. Ele não podia abandoná-la. Talvez o medidor estivesse errado sobre ela. Talvez o estresse da situação estivesse afetando o resultado. Ele tinha que acreditar em seu amor, no amor deles.

"Tudo bem", disse Lucas, a decisão saindo de seus lábios antes que ele pudesse pensar melhor. "Eu vou ajudar. Pelo seu futuro. Pelo nosso futuro."

O alívio no rosto de Sofia foi instantâneo, substituído por um sorriso radiante. Ela se inclinou sobre a mesa e pegou a mão dele.

"Oh, Lucas! Eu sabia! Eu sabia que podia contar com você. Você é o homem mais generoso e incrível que eu conheço. Eu te amo tanto."

Enquanto ela falava, ele observava o número sobre sua cabeça.

Permaneceu em zero. Imóvel. Absoluto. E pela primeira vez, uma semente de dúvida real e gélida começou a brotar em seu coração. Ela dizia que o amava, mas o medidor dizia o contrário. Um deles estava mentindo.

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Capítulo 2

Nas semanas seguintes, a semente da dúvida de Lucas se transformou em uma árvore de suspeitas. A primeira grande transferência de dinheiro foi feita, e Sofia e Mateus garantiram que os "investimentos familiares" estavam em andamento. No entanto, o estilo de vida deles mudou drasticamente. Jantares em restaurantes caros, roupas de grife, viagens de fim de semana para resorts de luxo. Tudo, segundo eles, era "necessário para manter as aparências e fazer networking com potenciais parceiros de negócios".

Logo veio o segundo pedido de dinheiro.

"Meu amor, sinto muito incomodá-lo novamente", disse Sofia ao telefone, sua voz um sussurro de falsa angústia. "Houve uma complicação inesperada. Precisamos de um pouco mais de capital para garantir que o negócio não desmorone. É a reta final, eu prometo."

Lucas sentiu um nó no estômago. Ele estava em seu escritório, olhando para o extrato bancário. O buraco que a primeira transferência deixou já era considerável. Agora, eles queriam mais.

"Sofia, isso é muito dinheiro", ele disse, tentando manter a voz calma.

"Eu sei, querido, eu sei! E me sinto péssima por pedir. Mas pense no nosso futuro. Quando tudo isso der certo, nunca mais teremos que nos preocupar com nada. Serei capaz de retribuir tudo, cem vezes mais."

Cada palavra doce era uma facada em sua confiança, que já sangrava. O medidor dela, que ele podia ver mesmo através da representação mental dela em sua mente, continuava em um sólido e imutável zero. Ele transferiu o dinheiro, mas desta vez, o ato não foi de amor, mas de teste. Ele precisava ver até onde isso iria. A confiança que ele tinha nela por uma década estava se esvaindo, substituída por uma necessidade fria e calculista de descobrir a verdade.

O ponto de virada veio em uma tarde de terça-feira. Lucas estava almoçando em um bistrô sofisticado, discutindo um projeto com um cliente, quando viu Mateus entrar. Ele não estava com Sofia. Estava com um grupo de homens e mulheres que riam alto, todos vestidos com roupas caras. Mas não foram as roupas que chamaram a atenção de Lucas. Foi o relógio no pulso de Mateus.

Era um Patek Philippe. Um modelo de edição limitada que Lucas sabia que custava mais do que um carro de luxo. Era o tipo de extravagância que nem mesmo Lucas, com sua fortuna considerável, ousaria fazer sem pensar muito. E ali estava, no pulso do homem cuja família supostamente estava à beira da ruína financeira.

O sangue de Lucas gelou. Ele se desculpou com seu cliente e observou Mateus de longe. Quando o "Medidor de Afeto" focou em Mateus, o número o atingiu como um soco.

[Afeto: -50 (Ganância, Desprezo)]

Não era mais -20. Havia piorado. Cinquenta negativo. Ganância. Desprezo. Mateus olhou brevemente em sua direção, sem reconhecê-lo, e brindou com seus amigos, o relógio caríssimo brilhando sob a luz. Naquele momento, Lucas soube. Era tudo uma mentira.

A raiva que sentiu foi fria e precisa. Ele não fez uma cena. Ele pagou a conta e saiu, sua mente trabalhando a mil por hora. Ele precisava de provas concretas, algo irrefutável. A dor da traição ainda não o havia atingido completamente; ela estava obscurecida pela necessidade urgente de desmascarar a farsa.

Naquela noite, ele disse a Sofia que teria que trabalhar até tarde. Era uma mentira. Em vez disso, ele dirigiu até o luxuoso apartamento que alugava para ela e Mateus, um lugar que ele pagava para que eles pudessem "viver com dignidade" enquanto resolviam seus "problemas familiares". Ele estacionou do outro lado da rua, em um local escuro, e esperou.

Duas horas depois, o carro de Mateus parou em frente ao prédio. Ele saiu, seguido por Sofia. Eles estavam rindo. Então, sob a luz do poste, algo aconteceu que quebrou o coração de Lucas em um milhão de pedaços. Mateus puxou Sofia para perto e a beijou. Não foi um beijo fraternal. Foi um beijo longo, apaixonado e possessivo. Sofia respondeu com o mesmo fervor, envolvendo os braços em volta do pescoço dele.

Irmão e irmã. A mentira era tão absurda, tão grotesca, que Lucas sentiu vontade de vomitar. Dez anos de amor, um noivado, planos para uma vida inteira... tudo se desfez naquela imagem sórdida. A dor finalmente o atingiu, uma onda avassaladora de agonia e humilhação.

Ele ficou paralisado no carro, o motor desligado, o mundo silencioso exceto pelo som de seu próprio coração partido. Ele queria buzinar, gritar, confrontá-los ali mesmo. Mas uma parte fria e calculista de seu cérebro, a mesma parte que construiu seu império tecnológico, assumiu o controle. Uma cena de ciúmes agora só lhes daria a chance de inventar mais mentiras. Ele precisava de mais.

Ele saiu do carro e, usando a chave reserva que tinha, entrou silenciosamente no prédio. Ele subiu as escadas em vez do elevador, seu corpo movido por uma adrenalina gélida. Ele parou do lado de fora da porta do apartamento deles. As vozes eram claras, audíveis através da madeira.

"Você viu a cara dele quando pedi o segundo pagamento?", a voz de Sofia, desprovida de qualquer doçura, ecoou. Havia um tom de zombaria nela. "O idiota apaixonado. Ele realmente acredita em toda aquela besteira de 'honra da família'."

A risada de Mateus foi alta e cruel.

"Ele é o nosso caixa eletrônico pessoal. E o melhor de tudo? Ele acha que está fazendo isso por amor! O relógio que você me deu com o dinheiro dele é fantástico, querida. Todos os meus amigos ficaram com inveja."

"Ele é só o começo, Mateus", disse Sofia. "Depois que nos casarmos, terei acesso a tudo. A empresa, as contas bancárias, as propriedades. Ele vai me dar o controle de tudo, o tolo romântico. E então, vamos desaparecer e viver como reis."

"E o que faremos com ele?"

"Vamos deixá-lo com o coração partido e os bolsos vazios. Ele vai merecer, por ser tão cego."

Lucas ficou encostado na parede fria do corredor, cada palavra perfurando-o mais profundamente do que qualquer faca. A dor era tão intensa que se transformou em uma clareza gelada. O amor que ele sentia por Sofia morreu naquele corredor, substituído por um desprezo tão profundo que o assustou. Ele não era mais a vítima. Ele era o juiz. E o julgamento deles estava próximo.

Ele se afastou da porta, seus passos silenciosos como os de um fantasma. Ele desceu as escadas, saiu do prédio e voltou para o seu carro, um homem completamente diferente daquele que havia chegado. A tristeza ainda estava lá, um buraco negro em seu peito, mas agora estava cercada por uma muralha de fúria e determinação. Eles o chamaram de tolo. Eles o chamaram de caixa eletrônico. Eles iriam aprender, da maneira mais difícil, o quão caro era subestimar Lucas Alves.

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