Se eu eu pudesse viver em outra realidade eu não pensaria duas vezes. Sou uma garota de 17 anos e vivo com a minha família, na verdade vivo sozinha porque não passo muito tempo com eles, minha vida é resumida igual aqueles filmes onde a garota sofre bullying pela garota mais papular da escola. Tenho uma pequena queda pelo Tomás o namorado da Erika a garota má.
Chegou um ponto da minha vida que eu não sabia o que era certo e errado, eu me via presa dentro de mim mesma...eu estudava e era um pouco excluída de todos, sempre vivia sozinha, eu praticamente não fazia falta para ninguém, a minha rotina era a mesma todos os dias, voltava para casa depois da escola e ia diretamente para o meu quarto.
Meus pais brigavam direto todos as noites eram praticamente iguais para mim, eu particularmente já estava cansada de tudo isso eu não me sentia bem, sempre estava cansada e não tinha disposição para nada.
Nesse ritmo eu não via nenhuma luz no fim do túnel.
Mais um dia começa, o celular toca e me arrumo para ir à escola.
Sempre de manhã nunca tinha ninguém em casa, minha mãe trabalhava muito, meu era gerente de uma empresa. Mas não posso reclamar que estar sozinha é a melhor opção para mim, eu me sinto bem em um mundo só meu, onde eu posso colocar as minhas regras e ninguém discordar de mim, onde ninguém me critica por não estar dentro dos padrões da beleza da sociedade.
Todos os dias escrevo uma palavra para me sentir bem, é como se eu mesma falasse algo que poderia acontecer no meu dia, então eu ficava pensando até acontecer.
Nos últimos meses venho fazendo isso, e posso dizer que está funcionando.
Pego um post it e escrevo uma palavra diferente.
Coloco pendurado no meu espelho, pego a minha mochila e vou para escola.
No caminho vou olhando e prestando atenção em cada detalhe, os pássaros, as folhas e as pessoas felizes.
Me sinto uma estranha neste lugar, uma desconhecida, cada dia que passa minha vontade de ir embora só aumenta.
Me sento no ponto de ônibus e fico esperando o meu chegar, respiro fundo e troco a música do meu celular, uns minutos se passam e eu entro no ônibus, eu costumo sentar nos lugares aonde só tem um assento, assim ninguém senta do meu lado e eu posso ficar mais à vontade.
Dou pequenos suspiros ao avistar a escola, eu chamo de prisão, desço do ônibus e um garoto esbarra em mim.
***- Me desculpa.
O mesmo vai embora, alguém falou comigo e eu não posso dizer que ele é qualquer pessoa, já que ele é o garoto mais lindo do colégio inteiro. Mas ele namora a garota mais linda, sempre ganha elogios por onde passa, Erika era o tipo de garota má, para se popular ela pisa nos outros inclusive em mim, mas eu nunca fui capaz de fazer nada, lembrando que não é medo, porém para mim não faz mais diferença.
A aula começa e eu me sento bem na frente o professor explica a matéria.
Horas depois a aula termina e ela vem para o meu lado.
Erika- Ei, fez as anotações?
Micaela- Você não tem mãos? você poderia ter anotado
Mesmo não fazendo diferença para mim, eu respondi do jeito que ela merece.
Erika saca um sorriso irônico e olha para mim segurando sua bebida.
Erika- O que houve com você para falar assim comigo ? Acho que você precisa adoçar um pouco a sua vida.
Ela levanta sua mão e joga sua bebida sobre mim, suas amigas começam a dar risada, eu sou uma comédia para elas, eu engulo seco e mordo os meus lábios.
Erika- Talvez assim você fique melhor.
Elas se retiram da sala, pego as minhas coisas e saio da sala o mais rápido possível...volto para casa a pé, minhas lágrimas descem pelo rosto.
Me aproximo da minha casa, vou até a porta e seguro na maçaneta, e mais uma vez mais pais estavam brigando.
Mãe- Você só sabe reclamar das coisas!
Pai- E tem como viver nesta casa sem reclamar!? viver é um saco... me arrependo de ter conhecido alguém como você...
Uma coisa que minha mãe não sabia era que meu pai estava tendo umas conversas com a secretária da empresa aonde ele trabalhava, eu fui a primeira a descobrir isso, eu ia contar para minha mas eu percebi que as brigas poderiam ser só um motivo para ele fugir para ficar com ela...por esse motivo permaneci com a minha boca fechada.
Afasto minha mão da maçaneta e me sento na calçada.
Micaela- Será que faço alguma diferença estar aqui ou não ?
Me levanto e caminho de cabeça baixa olho os meus passos, a única hora que me sinto bem é quando eu coloco os meus fones e ouço as minhas músicas, sem perceber estou bem longe de casa, estou perto da ponte, olho para baixo e vejo um rio.
Hoje a palavra que eu escrevi não deu certo, era para acontecer alguma coisa de diferente a não ser o Tomás ter esbarrado em mim, me viro para ir embora escuto um barulho de bolhas, dou uma pequena olhada pros lados e não vejo nada, o barulho vai aumentando cada vez mais olho para trás e olho para baixo...a água estava soltando bolhas, foi a primeira vez que algo chamou a minha atenção, subo um pouco mais para poder olhar melhor tento me segurar para não escorregar.
As bolhas vão mudando de cor rapidamente, por um momento as bolhas somem, tudo fica silencioso, tento me abaixar um pouco mais para observar, minha mão escorrega e eu caio na água.
Tento subir para respirar, porém sinto algo me puxando para o fundo cada vez mais, olho para baixo e vejo um buraco, começo a me debater.
Já estou ficando sem ar, olho para cima e estou longe de subir, fecho os meus olhos.
Barulho de água.
Cof,Cof,Cof.
Abro os meus olhos e vejo um clarão, pássaros cantando viro a minha cabeça para o lado e vejo uma senhora torcendo um pano, ela me olha e dá um sorriso gentil e vem para perto de mim.
Senhora- Olá minha querida, como você está se sentindo?
Micaela- Que lugar é esse ? Aonde eu estou ( Me sento )
Senhora- Não faça perguntas demais, você está na floresta, você com certeza deve ser uma princesa.
Micaela- Como?
Olho as minhas roupas, percebo que estou usando um vestido azul claro e renda.
Micaela- Essas roupas são minhas ?
Senhora- Creio que sim, para onde você estava indo?
Micaela- Para nenhum lugar, eu nem sei como cheguei aqui...
Senhora- Você deve ter batido com a cabeça.
A Senhora me ajuda a me levantar.
Micaela- Obrigada.
Senhora- Venha eu vou te levar de volta para o palácio.
Olho para ela sem entender nada, talvez ela esteja me confundindo com alguém, a mesma pega uma pequena cesta e começa a andar. Me viro para trás observando o lugar, talvez eu esteja sonhando, me belisco para ter certeza e dou um pequeno grito.
Isso é real... a velha se aproxima de mim e olha para a minha mão.
Senhora- Mas o que você está tentando fazer ?
Micaela- Eu só estava tentando ver se isso era real.
Senhora- Você bateu muito forte com a cabeça...venha levarei você para o palácio, mas pare de se machucar a toa.
Dou um sorriso para ela e acompanho...
Se isso não é um sonho então eu só posso ter morrido, me sinto bem estando neste lugar, fomos caminhando pela floresta, havia um cheiro diferente do que eu estava acostumada, avisto uma pequena casa feita de madeira, nos aproximamos e a velha entra, eu espero pelo lado de fora.
Senhora- Minha casa não é como o palácio, você pode entrar.
Micaela- Eu não queria causar essa impressão.
Entro na casa da Senhora a iluminação é baixa tem um aroma bom a casa é bem aconchegante, porém algo chamou minha atenção, havia alguns quadros e pingentes bem diferentes, lembro que li em um livro onde aparecia um desses quadros.
Senhora- Gosta deles ?
Micaela- Esses quadros são usados por bruxos, certo ?
Senhora- Sim, mas isso é bem sigiloso.
Micaela- Mas porque ?
Senhora- O rei ordenou que todos os bruxos vivessem escondidos.
Micaela- Não entendo porque ele faria isso
Senhora- Ele acha que nós bruxos faríamos uma rebelião, mas não é bem assim que funciona...só queríamos viver como os outros.
Micaela- Falarei com o Rei.
Senhora- Não minha jovem, deixe as coisas como estão, mesmo vivendo escondida, estou bem assim, não precisa falar nada com ele.
Micaela- Vocês não podem viver escondidos assim.
Senhora- O rei já fez o decreto, nada pode ser feito.
Micaela- Mas vocês vivam bem antes disso, não é mesmo ?
Senhora- Sim ,mas tudo aconteceu quando...
Vou perdendo meus sentidos aos poucos fico tonta e desmaio.
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Momentos antes...
Sirene de ambulância.
***- Segurem ela com cuidado.
20 minutos depois.
Médica- Vocês são os responsáveis pela Micaela ?
Marta- Sim, onde ela está ?
Médica- Me sigam levarei vocês até o quarto, mas me responderam algumas perguntas.
Marta- Está bem...
Médica- Ela sofre de alguma doença ?
Marta- Não.
Médica- E os estudos dela ? Vocês acompanham ?
Marta- Bem, é um pouco difícil, é difícil eu trabalho muito.
Médica- E você Senhor?
Ricardo- Eu trabalho muito também não tenho muito tempo.
Médica- Há essa hora da noite...ela ainda estava com a roupa da escola...vocês sabiam onde ela estava ?
Marta- Para dizer a verdade, não.
Médica- Cheguei a uma conclusão, não é intrometendo, mas vocês como pais não estão cuidando de sua filha, se continuar assim vocês não ficarão muito tempo com ela.
A médica abre a porta do quarto e se retira
Marta- Ó minha menina...
Ricardo- Deste tamanho ainda faz besteira.
Marta- Será que dá para você calar a boca por um instante? A sua filha quase morreu e você ainda é assim ?
Abro os meus olhos e vejo uma luz direta.
Micaela- Mãe ?
Olho para o lado.
Marta- Sim estou aqui minha querida,você está bem ?
Micaela- Estou sim, onde eu estou ? ( Diz com voz falha )
Marta- Você está no hospital, eles disseram que você caiu no rio.
Micaela- Eu não lembro de nada que aconteceu.
Marta- Não precisa se lembrar,o que importa é que você está bem...
A enfermeira entra na sala com uma prancheta
Enfermeira- Que bom que esteja acordada,você ficará aqui esta noite só para termos certeza que não acontecerá com você.
Olho para ela e balanço a minha cabeça concordando,a mesma sai da sala.
Micaela- Cadê o pai?
Marta- Ele teve que resolver um assunto de última hora.
Micaela- mais cedo,eu ouvi vocês discutindo como sempre,então eu resolvi dar uma volta fui até a ponte e fiquei olhando o rio, nisso não me lembro de mais nada.
Marta- Não se preocupe,não se esforce muito agora...
Será que só assim eu serei notada ? Algo tem que acontecer para que eles lembram que tem uma filha ?
Minhas lembranças voltam aos poucos,as bolhas que eu tinha visto e aquele lugar...será que foi um sonho ?
Olho minhas mãos procurando o belisco que eu havia me dado, no local estava um pouco vermelho,então quer dizer que realmente aconteceu ? Não foi um sonho...eu preciso voltar lá de novo,preciso saber o que está acontecendo naquele lugar,e quem eu era... e porque os bruxos não podiam viver uma vida de paz como os outros.
Marta- Por que você está com essa cara ?lembrou de algo ?
Olho para ela e disfarço.
Micaela- Não,eu só lembrei que as minhas anotações estragaram.
Marta- Olha descansa agora,você tem que se preocupar com a sua saúde agora,esqueça as anotações,pense em você...
O que era aquilo ? Ela estava preocupada comigo ? Isso para mim é um pouco estranho,já que eu vivo sozinha a muito tempo,então eu não reagir a isso.
Mas é bom vê-la preocupada,é um sinal que ela se preocupa comigo.
Marta- Você está com fome ?
Micaela- Um pouco.
Marta- Eu já volto,vou falar com a enfermeira.
A mesma sai da sala e eu respiro fundo,começo a pensar em todas possibilidades possíveis para eu voltar para aquele lugar, será que funciona só com água ?
Olho para o teto ,um pouco entediada sem poder fazer coisa alguma,levanto a minha mão e o vermelho estava desaparecendo aos poucos.
Poderei voltar novamente? Quero muito saber o que seria aquele lugar,onde fica e o que acontece comigo no final,quero viver uma história diferente
Ouço alguém chamar o meu nome, olho para porta vendo se era a minha mãe, então novamente a voz aparece me levanto da cama e vou até ela janela, olho para baixo e percebo que estou em um andar um alto, seria bem difícil de escutar alguém me chamar.
A porta se abre e a minha mãe entra.
Marta- O que você está fazendo fora da cama?
Micaela- Eu ouvi alguém me chamar, então eu vim ver quem era.
Marta- Você já percebeu a altura quem que estamos ? Não tem como alguém te chamar,você só deve estar com fome, a enfermeira já vai vir trazer algo para você comer...venha para cama você pode passar mal.
Micaela- Está bem.
Vou até a minha cama e me ajeito...meu coração começa a ficar acelerado como se meu corpo esperasse por alguma coisa...eu pressentia que algo iria acontecer.
Meia hora depois a enfermeira entra no quarto aonde eu estava, a mesma segura uma bandeja com um prato.
Ela me entrega e eu começo a comer...bebo um suco e como uma gelatina pequena.
Depois de um bom tempo me arrumo para dormir.
Fecho os meus olhos e caio em um sono profundo.
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Senhora- Você está me ouvindo?
Eu olho para o lado e vejo a Senhora passando a sua mão na frente do meu rosto.
Micaela- O que aconteceu?
Senhora- Eu é quem pergunto isso, você parou de me responder de repente quando viu esse pingente.
Ela aponta para minha mão.
Levanto a minha mão e olho o pingente preto com alguns riscos azuis, dou um leve sorriso e coloco de volta no mesmo lugar em que estava.
Micaela- Sobre os bruxos, acho que você não terminou de me dizer o que aconteceu.
Senhora- Bem tudo isso começou quando um bruxo queria tomar o poder do Rei, no caso ele seria invencível...mas o Rei o levou para bem longe daqui, ele está em uma espécie de prisão, ninguém entra ou sai daquele lugar.
Micaela- Por culpa dele vocês não podem fazer mais nada?
Senhora- Mas se eu estivesse no lugar do Rei eu faria a mesma coisa, nunca se sabe quem vai te atacar, ele foi sábio.
Micaela- Mesmo assim deixar de ser quem você é a pior coisa que existe, você passa a viver em um mundo que não é seu, onde você não tem escolha a não ser seguir as regras que eles impõe, eu não acho certo ter que viver em uma vida que não sua...
Senhora- A Senhorita ainda é muito jovem para entender, no futuro quando você estiver no meu lugar você vai olhar para trás e dizer que tudo fazia sentido.
A mesma vai até um pequeno baú e pega algumas moedas de prata.
Senhora- Vamos...
Saímos de casa e continuamos a nossa caminhada pela floresta.
Atravessamos uma ponte mais a frente eu conseguia avistar a ponta de um telhado, possivelmente de um castelo.
Andamos até lá, os guardas estavam à frente do portão protegendo a entrada.
Guarda- ...
Senhora- Eu encontrei a princesa...
Guarda- Fez um belo trabalho...agora deixe conosco.
Senhora- Eu mesma quero levá-la até o Rei.
Os guardas se encaram, um deles faz um sinal e o grande portão foi aberto, vejo os habitantes felizes, era um lugar sem diferença, todos viviam em harmonia.
Os comerciantes chamavam a gente para vermos os seus produtos.
Saímos da área dos mercados, estávamos em um lugar mais calmo.
O castelo ficava perto cada vez mais, eu estava muito ansiosa para saber como eram os meus pais...
Eu não podia acreditar que eu estava em um mundo mágico...subimos as escadas e fomos para a porta principal os guardas se aproximaram de nós, e fizeram um gesto com a mão dizendo que era para parar.
Senhora- Quero falar com o Rei.
Guarda- Sinto muito mas ele não pode atender.
Senhora- Eu trouxe a princesa que estava perdida.
Guarda- Você está fazendo isso para ganhar a recompensa, vocês bruxos são tão gananciosos.
Entro na frente da mesma e olho para o guarda que está segurando uma lança.
Micaela- Escute aqui, quem é você para falar desse jeito com ela ?
Guarda- Como se atreve a falar assim comigo sua plebeia ? Sabe que você pode pagar muito caro por andar com bruxos ,a sentença é grande, uma jovem como você tem muito pela frente, mas pelo que eu percebi a sua vida não vai muito longe.
A porta se abre e os guardas voltam a sua posição, um homem de cabelos grisalhos e olhos claros sai e olha fixamente para mim e para a Senhora que está ao meu lado.
Rei Dario- Não estamos em um bom dia para discutir, hoje é o aniversário da minha filha e ela não está presente, e mesmo assim vocês não respeitam...E você jovem quem é você ?
Seu semblante está bem abalado, a filha dele desapareceu, é isso ? E agora eu estou no corpo dela ? Isso é bem estranho e novo ao mesmo tempo, talvez eu consiga arrumar tudo e encontrar a verdadeira filha deles, e assim voltar ao meu mundo sem cor.
Olho em seus olhos e abaixo minha cabeça prostrando.
Micaela- Me chamo...
Senhora- Louise...Senhor eu a encontrei na floresta, ela bateu com a cabeça, e não se lembra de nada.
O Rei muda a sua expressão rapidamente e se aproxima.
Rei Dário- Seu nome é mesmo Louise?
Olho para a Senhora que balança a cabeça, mas eu não sei ao certo...talvez esse seja o nome da princesa...mas porque ela fugiria deste lugar ?
Levanto a minha cabeça e olho para o Rei.
Micaela- Sim me chamo Louise.
Tenho dois nomes a partir de agora essa seria a minha identidade aqui neste mundo, mas uma coisa eu fiquei curiosa porque a princesa fugiria e porque os bruxos não podem ser quem são, se eu vou ficar aqui eu preciso descobrir tudo.
O Rei conversa com alguns guardas em voz baixa, e volta a sua atenção para mim.
Rei- Quero fazer um teste com você, assim poderei ter certeza de quem você é realmente, volte aqui mais tarde.
Louise- Como o Senhor desejar...
A Senhora segura o meu braço e o Rei volta para dentro do castelo.
Micaela- Esse é o nome da princesa?
Senhora- Sim, tente usá-lo a partir de agora.
Micaela- Você tem certeza que eu sou a princesa que fugiu ?
Senhora- Você é...você fugiu porque queria ser uma bruxa, mesmo o seu pai não aceitando você concordou em fazer...
Micaela- Eu queria virar uma bruxa ? Foi por isso que o meu pai prendeu aquele homem ?
Senhora- Isso também tem a ver...O Rei achou que ele estava te manipulando, por isso resolveu colocar essa ordem.