Na sala ao lado da igreja, Maria Julia está arrumando os últimos detalhes de seu vestido, para se casar com Noah, quando a porta é aberta e pelo espelho ela vê que é o amor da sua vida, entrando todo lindo, de calça social preta e uma camisa branca, com as mangas dobradas até o cotovelo.
- O que faz aqui, JC? - Perguntou Gabi, irmã da Maju e esposa do melhor amigo do JC.
- Preciso ter uma palavra com a Maju, posso Gabi?
- Se ela quiser! - Os dois olham para ela que baixa a cabeça. - Maju?
- Não é tarde para isso João Carlos? - Maju fala ainda de cabeça baixa.
- Um minuto, e prometo sumir da sua vida. - O coração de Maju aperta com a possibilidade dele sumir para sempre. Ela sempre o amou em segredo, seu noivo Noah, foi quem a ajudou a se recuperar do abandono repentino, que sofreu quando JC, de um dia para o outro, sumiu do mapa, sem ao menos mandar uma mensagem ou fazer uma ligação.
- Um minuto. - Maju disse num suspiro.
- Vou aguardar lá fora. - Gabi diz, e ambos acenam com a cabeça.
JC está nervoso, seca suas mãos suadas em sua calça, e então começa a falar.
- Maju, eu te amo. Eu sempre te amei. Sei que sou todo errado, todo quebrado, traficante, não posso te dar o futuro que esse playboyzinho vai te dar, mas pode ter certeza que amor, eu vou te dar e, nada vai te faltar. Eu me arrependo por não ter te dito isso antes. Eu sei que você está prestes a se casar com Noah na igreja e tudo mais, mas eu não posso deixar você ir embora sem que saiba o quanto eu te amo. Sei que pode não fazer diferença agora, mas eu queria que você soubesse que eu sempre quis você, e sempre estarei te esperando. - Ele a puxa para si e lhe dá um beijo cheio de amor, depois a solta e diz. - Desejo toda felicidade do mundo para você.
JC caminha para a porta com lágrimas nos olhos, vira para ela e a olha uma última vez, então ele sai da sala a deixando sozinha.
Maju olha para porta fechada, ainda sem acreditar no que acabará de ouvir, ela sonhou por meses, por anos com aquela declaração, e justo agora, quando está preste a se casar ele tem a coragem de aparecer e acabar com tudo, com toda a confiança que ela tinha, com a barreira que ela construiu em seu coração, bastou apenas três palavrinhas, eu te amo, e tudo que ela planejou estava desabando.
- Maju! Maju? Maju? - Maju olha para sua irmã que a olha com um ponto de interrogação gigante em sua cabeça.
- Oi Gabi, estou pronta.
- Tem certeza?
- Sim - Maju diz em um sussurro, porque, na verdade não, não tinha certeza de absolutamente nada, ela nunca esteve tão perdida.
- Sabe que não precisa se casar né? - Gabi diz fazendo um carinho no rosto da irmã.
- Ele teve sua chance!
- Teve mesmo? - Ela pergunta com a sobrancelha arqueada.
- Porra, Gabi, você tem que apoiar as minhas decisões! - Maju se queixa.
- Sim, quando elas a fazem feliz, e está nítido a confusão e conflito de sentimentos neste momento. - Duas batidinhas na porta, interrompeu o que Gabi falava, e seu pai atravessou a porta.
- Como está linda minha princesa!
- Obriga pai - Maju diz com um sorriso amarelo.
- Ei, que carinha é essa?
- Deve ser medo do novo.
- Se quiser podemos ir embora, odeio ter que entregá-las, mas vocês são cabeças duras - O pai delas diz olhando para ambas, Gabi não se aguenta e dá uma gargalhada.
- Ah, pai, supera, eu sei que ama PJ como um filho. - Gabi provoca o pai, que faz uma careta, na qual as meninas acabam rindo.
- Chega desse papo torto, vamos princesa?
Maju assente com a cabeça, entrelaça o braço no do pai, Gabi vai na frente, pois é madrinha, e todos já a esperavam para entrar a igreja.
- Filha está tudo bem mesmo? - Seu pai a encara, pois percebe que sua filha não mexeu os pés.
- Pai - "Pai, há um tempo que amo outra pessoa, tivemos um romance, digamos que bem intenso, mas então, ele desapareceu da face da terra, voltou um tempo depois, mas eu já estava com Noah, não conversamos mais sobre o passado ou algo do tipo, por um tempo eu achei que havia esquecido, mas hoje, não parece certo, não é Noah que eu quero ao meu lado para o resto da minha vida! É JC quem eu quero, é meu bandido lindo que eu quero! E ele me quer! Ele acabou de se declarar para mim! Ele me ama! Eu o amo!" Isso era o que Maju queria ter dito, mas o que saiu de sua boca foi - Está tudo bem, pai, vamos!
Ele lhe deu um sorriso e a guiou para a igreja, ela viu JC no carro, do outro lado da rua e seu coração apertou, ela sentiu a dor dele, pois era a mesma que a dela, Maju agarrou mais o braço do seu pai e então começou a marcha nupcial, ela começou a caminhar, e a cada passo que dava para frente, ela sentia seu corpo a querer puxar dois para trás.
Do lado de fora da igreja, JC ainda chorava de coração partido, dentro do carro, olhando ela entrar linda na igreja decorada com lírios-brancos, ao lado do seu pai, seu coração está em pedaços, até que escuta alguém bater no vidro do carro, ele olha e Magrin fala.
- O que esta fazendo aqui, porra, vamos a Maju já está entrando - Magrin o tira do transe que ele estava - Tô falando com você, porra.
- Mano, eu amo ela! Sempre amei! Não consigo entrar nessa igreja e ver ela se casando com aquele cabelo de fogo.
- Então vamos para casa, eu vou com você! - JC não fica surpreso com a declaração do amigo, pois ele sabe o que é sofrer por amor, mas sabe que não é certo o tirar dali, a Maju gostava dele, então ia gostar da presença dele na igreja.
- Tá doido, a Fênix me mata - JC tenta parecer convincente e Magrin ri da cara do amigo, pois conhece a esposa que tem.
Na igreja Maju para no meio da passarela forrada de pétalas cor de rosa e branco, olha para o pai e diz em um sussurro.
- Eu não consigo pai!
- O que não consegui filha? - Ele pergunta confuso.
- Eu não o amo.
- O quê? - Seu pai olha para ela, então ela olha diretamente para Noah que já está a caminho dela e diz sem sair o som da voz "Me perdoa Noah, mas eu não posso". Ela olha para seu pai entrega o seu buquê a ele, o mesmo o pega ainda confuso, Maju segura as barras do vestido e corre para a saída, com o som de "Oh" de seus convidados e Noah gritando seu nome.
- MAJU...
Ao lado de fora, sem saber o que acontecia, Magrin insistia para ir para casa com JC quando o mesmo vê Maju linda de noiva, correndo para fora da igreja, JC dá o sorriso mais lindo para ela, saindo do carro e indo ao encontro dela, da sua amada, que pula em seus braços e o beija no meio da rua.
- Eu te amo JC, não posso me casar com outra pessoa que não seja você! - Ela diz entre os lábios do seu amado.
- Vamos sair daqui, então meu amor! - JC pega a mão da Maju e a levo para o carro, JC que é um debochado dá um tchauzinho para o Noah que estava plantado na porta olhando para aquela cena com cara de bravo, Magrin sai do carro rindo sem parar.
JC deu partida no carro e sai sem destino com sua amada.
...
Passando para esclarecer uma coisa, rs
Meus livros de Morro, eu uso linguagem popular, então, vocês vão ver muito Tô, Tá, Pra..., uso para que fique mais próximo da realidade do livro.
JC
Alguns anos antes...
- JC, dá uma chegada aqui! – PJ fala pelo rádio. Alguns minutos depois JC entra na sala.
- Me chamou chefe?
- Sim, tenho uma missão para você.
- Solta a fita.
- Chegou aos meus ouvidos que os bolivianos estão nos passando a perna.
- Filhos da puta, o que quer que eu faça?
- Você vai se infiltrar na comunidade deles, fiquei sabendo que estão selecionando novos recrutas, e só confio, essa missão para você e Magrin, mas ele é meu sub, e com as coisas que estão rolando com a Morena, não posso tirar ele do morro.
- Considere feito, eu vou arrumar minhas coisas e vou no começo da semana que vem.
- Não, você vai hoje.
- O quê? Não posso ir amanhã? Ou na madrugada? – JC questiona.
- Não dá, quanto antes melhor, e tô dando uma ordem. Não mando mais nessa porra, não?
- Certo chefe, vou arrumar minhas coisas. - Diz JC, escondendo a raiva misturada com decepção.
- O avião sai daqui à meia hora. E não preciso dizer que é sigilo absoluto – JC assente com a cabeça, e PJ continua – Já ia me esquecendo, deixa seu celular, leva esse, limpinho, sem rastreio, mas nos mantenha informado pelo menos três vezes por semana. – JC concorda e sai da sala puto, porque ele tinha combinado de sair com a Maju, eles estão tendo um caso escondido há alguns meses.
"Merda, como vou explicar para a Maju que vou sumir, por nem sei quanto tempo? E não posso nem contar o motivo!" – Pensa JC descendo para sua casa, frustrado e inerte com o que acontecia à sua volta.
- E aí JC, firmeza? – Magrin o cumprimenta, ao cruzar com ele pela rua.
- Fala aí. – JC o cumprimenta com mau humor na voz e de cara feia.
- Ei, meu irmão, que bicho te mordeu? – Magrin fala, olhando sério para o amigo de infância, sabia que algo tinha acontecido.
- Pergunta para o PJ! Preciso ir, se não me atraso, falo aí! – Magrin olha pra ele sem entender nada e segue o caminho da boca.
JC entra em casa, batendo a porta com força, arruma sua mala na força do ódio, e de qualquer jeito. Ele olha para o celular e sabe que não pode usar para avisar a Maju.
"Maju, ela vai ficar muito brava achando que eu dei bolo nela! O foda é que nem sei quanto tempo vou ficar fora, uma missão dessa pode levar dias, semanas, meses, ou até mesmo anos" – JC está perdido em seus pensamentos quando alguém bate na porta.
- Que caralho viu! – Ele termina de arrumar as coisas e segue para abrir a porta, e dá de cara com Menor.
- O chefe pediu pra te levar. - JC concorda com a cabeça e seguem para pista clandestina.
" Talvez possa mandar um recado pela Jenny!... Mas aí ela me mataria por ter revelado nosso esquema! Que caralho, porque tive que aceitar que essa porra de relacionamento tinha que ser escondido! Agora tenho que sumir por um tempo e nem posso avisar minha gata marrenta! " - JC está olhando pela janela do carro, mas não enxergava nada, pois não conseguia para de pensar em Maju, em como ele explicaria tudo para ela, quando Menor o chamou, o tirando de seus pensamentos
- Para de pensar, que essa porra de pixaim já está cheirando queimado.
- Vai se foder menor, to bom não. - JC responde grosso.
- Ei, não tenho culpa dos seus B.O não. - Menor retruca.
- Só me deixar com meu humor acido. - JC tenta não ser grosso, mas no momento ele está a ponto de fugir e ir ver a Maju, mas sabe que se fizer isso, o PJ nunca vai perdoá-lo, então ele engole seu sentimento e vai para a missão.
"Cacete, só aceitei ser o namorado as escondidas, porque o pai dela já estava caindo em cima da Gabi, e ela não queria que toda a fúria caísse nela também, então decidimos ir com calma, mas essa calma me fodeu agora, to gamadão na marrenta, não quero ficar sem ela, e sei o gênio do cão que ela tem, ela nunca vai me perdoar." - JC continua com sua briga interna, quando dá um, soco no painel do carro, o Menor estava distraído e dá um pulo.
- CARALHO, JC, quer me matar do coração, porra! - JC olha para ele com os olhos negro de raiva, pois ele acabou de perceber que gostava muito mais do que imaginava da Maju, ele olha com um olhar mortal para o Menor. - Ok, ok, não estou mais aqui - Menor diz com os olhos na estrada.
...
Enquanto isso, Maju terminava de se arrumar para ir ao encontro do JC. Ela tentou ligar várias vezes, mas o mesmo caia direto na caixa postal.
- Será que aconteceu alguma coisa? - Maju fala ao dar uma última olhada no espelho, tenta ligar mais uma vez e como previsto, direto na caixa postal.
Preocupada, ela decide ligar para sua irmã.
- Oi, amor da minha vida, tudo bem? - Maju fala assim que sua irmã atende.
- Oi, amor, está tudo bem, sim, graças a Deus e com você?
- Hoje tem baile, né?
- Tem, sim, quer vir, você dorme aqui em casa.
- Ótimo, estou indo.
- Beleza, te espero em casa. - Maju desliga o celular, pega sua bolsa e vai para o morro Esperança.
Chegando lá ela é bem recebida pela irmã e pelo PJ, eles vão para a área vip, assim que chega Maju passa o olho e não encontra quem tanto procurava.
- Procurando alguém? - Gabi perguntou baixinho ao seu lado. - Ele não está aqui. - Ela fala em seguida.
- Quem? Quem não está aqui? - Pergunta Jenny se juntando a elas.
- Ninguém, a Gabi que está doida.
- Vamos dançar, quero empinar a raba e deixar esses homens doidos.
- Mas você não está com o Magrin?
- Minha filha, ele é como cachorro no cio, pega todas - Ela diz rindo - Vamos causar Maju, Gabi fica quietinha aqui, não quero rolo com meu primo - Jenny diz debochada, fazendo as meninas sorrirem.
"Já que JC sumiu do mapa, eu vou aproveitar!" - Pensou Maju, com sentimentos confusos como abandono e traição.
Ela queria se vingar pelo bolo que tomou, então desce com a amiga e aproveita a noite, mas não fica com ninguém, pois seu sentimento e desejo, era todinho para JC.
JC
JC chega na comunidade, e logo é barrado pelo vapor do morro La Roja.
- Satisfação, eu sou MK, gostaria de conversar com o dono do morro. - JC fala com um dos vapores, por ele ser amigo do PJ, preferiu trocar o nome, para que seu disfarce fosse mais seguro.
- Se é loco rapa, acha que é fácil assim falar com o chefe? - Responde um deles com o fuzil apontando para JC.
- Sou do comando, apenas procurando um refúgio. - JC fala levantando a mão em respeito, e mostrando que não pretendia fazer mal a eles.
- De onde você é? - JC segue o som da voz e se depara com quem estava procurando, o chefe do morro, ele havia visto uma vez no morro Esperança, mas de longe.
- Satisfação Tenebroso, sou MK, do morro Esperança, Brasil, posso ter um papo contigo?
- Te dou um minuto, porque tô de bom humor, - ele olha para o cara que estava com o fuzil apontado para mim e fala - Sinistro, revista ele e leva para minha sala.
Sinistro é o braço direito do Tenebroso, ele leva JC para a boca principal, e após ser revistado JC entra na sala do Tenebroso.
- Solta a fita. - Tenebroso fala assim que me vê.
- Eu provoquei quem não devia e tô jurado de morte, vim pedir um refúgio.
- Vou investigar o que tá me falando, se for mentira e estiver aqui para espionar, eu te mato, mas por hora Sinistro será sua sombra, se eu gostar e confiar em você, te deixo ficar. Mas fala aí, de quem tá fugindo?
- Do PJ, dono do morro Esperança. - "Que os jogos comecem, como diz o ditado, o inimigo do meu inimigo, é meu amigo" - pensa JC, com a esperança, de que essa pequena jogada dê certo. Tenebroso coça a barba e diz:
- Interessante, e o que fez para ele?
- Tentei dar um trato na patroa, e ele não gostou muito. - Todos na facção, já sabem o quanto PJ está apaixonado pela morena, e com toda certeza, se chegar perto dela, estará morto também.
- Fiquei sabendo mesmo que o bandido foi laçado, mas sabe que somos aliados, não sabe? - Sinistro não fica por baixo e joga com JC, que finge espanto ao "saber" que são aliados.
- Não sabia, mas de boa, já estou saindo do seu morro, só não fala que eu estou aqui. - JC se levanta, e vai para a porta, com a esperança de Tenebroso pensar e decidir que ele fique.
- Quanto tu sabe das coisas do morro? - Nesse momento JC sabia que estava dentro, agora ele deverias dar informações falsas, misturadas com verdadeiras, mas sem expor muito o morro ou seus irmãos, o jogo é arriscado, mas ele está determinado a terminar logo com essa missão, para poder voltar, quanto antes para Maju.
- O que tu quer saber? - JC volta a encarar Tenebroso, mas com um sorriso de lado.
- Como são os esquemas com os fornecedores?
- Eu cuidava mais dos vapores nas bocas mais distantes, mas sei que chega caminhão duas vezes por semana, mas nunca estive na equipe de conferência do produto.
- Vai me entregar os segredos de PJ?
- Depende, vai me dar proteção?
- Fechado, vamos ter um baile hoje e daqui a uns dias farei uma provinha, cola na quadra leste, depois os meninos te dão o dia e hora certinho. - Tenebroso vai até Sinistro, e fala - Separa a casa dezessete para o MK, mostra onde vai ser o baile, ele está convidado para o camarote. Agora vazem daqui.
- Fechado chefe. - Assim Tenebroso fecha a porta, Sinistro o encara de cima embaixo, "esse cara vai ser um problema" - Pensa JC, seguindo Sinistro em silêncio, quando chegam na casa ele diz
- Aqui as chaves, lá será o baile - Diz apontando para uma área mais alta do morro
- Valeu cara.
- Não se sinta vitorioso, e nem em casa, estou de olho em você, e o primeiro tropeço eu te encho de bala.
- Tenta a sorte - JC dá um sorriso de lado e uma piscada, vira as costas, entra na casa, como se não tivesse sido ameaçado, mas ele sabia que tinha que se mostrar forte, pois só assim ele conseguiria as informações que precisava.
Ao entrar, passa os olhos pela pequena casa, mais simples que a sua do morro Esperança, a cozinha é a sala também, o quarto é pequeno, com uma cama de casal e um guarda-roupa pequeno, ele senta cansado na cama, passa a mão no rosto e pensa, " Maju, me perdoa por não estar aí, prometo que vou fazer tudo o mais rápido possível, para voltar para você".
...
Os dias foram passando, JC foi se enturmando, e passou com vantagem nos desafios que Tenebroso deu para que se tornasse membro do morro, no qual JC se tornou gerente e estava cada vez mais próximo de Tenebroso. JC acabou se tornando rival do Sinistro, que sempre estava com um pé atrás, quando se falava de MK/JC.
...
Alguns meses depois...
Toda semana JC entrava em contato com PJ ou Magrin, contava tudo sobre o morro, e como separavam as mercadorias e tal, em uma das conversas PJ falou que Gabi estava grávida, JC ficou feliz pelo amigo, mas logo pensou em Maju, e sem perceber perguntou dela.
- PJ, como está a Maju?
- Maju? Está bem, mas porque tu quer saber?
- Nada não - respondeu JC, ainda sem graça.
- Tu tava de rolo com a Maju, filho da puta? - PJ falou em tom de deboche.
- Vai se foder. - JC tenta desconversar.
- Sério cara, desencana, Maju está de boa, fica com uns carinhas da faculdade, nada de mais, Gabi disse que ela está na sua fase rebelde. - PJ fica em silêncio por um tempo, como ele vê que JC não responde, ele continua. - De verdade mano, foca na missão, assim volta mais rápido para casa, preciso desligar, falo mano, se cuida.
JC desliga e vai para o banheiro, toma um banho, se arruma e vai pro baile, mas hoje será diferente, hoje ele desconta toda a sua mágoa e raiva, por saber que Maju está seguindo sua vida sem ele.