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Garota Mimada

Garota Mimada

Autor:: Souza Souza
Gênero: Jovem Adulto
Katy é sequestrada para ser mantida em segurança e é claro pela recompensa que seu pagará para que sua única filha seja entregue a salvo. Com tudo seu sequestrador e protetor se apaixona por ela e ela por ele... Vamos ver no isso vai dá

Capítulo 1 01

Katy: Amor, cheguei!

Ela entra em casa esperando não encontrar Adrian jogado no sofá, grudado no celular, exatamente como ele estava quando ela saiu para ir malhar, horas atrás.

Sim, lá está ele. Ah, como eu queria estar errada, pelo menos uma vez.

Eu tenho malhado muito nos últimos três meses e tenho recebido muitos elogios desde então, de todos... Menos do meu namorado. Ele parece nem ligar. Que droga, aposto que ele nem percebeu que eu tinha saído de casa antes.

Katy tenta chamar a atenção dele. Vamos ver se ele consegue resistir a esse corpinho.

Ela tira suas roupas de academia e deixa-as jogada no chão. Vestindo apenas sua calcinha fio dental preta e seu sutiã esportivo, Katy avança até Adrian e para na frente dele com as mãos no quadril.

Katy: Amor, o que você acha? Eu posso não ser uma modelo de lingerie da Victoria's Secrets, mas acho que os resultados do meu esforço estão começando a aparecer.

Até o instrutor da academia já comentou do meu bumbum durinho. Isso quer dizer muito, principalmente vindo de alguém que é gay. Certo?

Adrian não se move nem um centímetro. Sua atenção está toda na tela e sua testa franze enquanto ele se concentra em mais um vídeo sobre jogos no YouTube.

Katy: Sério mesmo? Eu estou seminua na sua frente e você simplesmente não faz nada? Uau! Obrigada pelo golpe no meu ego.

Katy se joga no sofá ao lado de Adrian, exasperada.

Katy: Adrian, já passou da hora da gente conversar sobre a nossa relação!

Katy diz zangada.

Adrian: Ah, oi, amor! Onde você estava? Eu te chamei pra pedir para me trazer uma cerveja do freezer, mas a casa estava tão silenciosa.

Katy: Eu fui para academia! Eu te avisei antes de sair!

Diz Katy frustrada e brava com a falta de atenção de seu namorado

Tudo o que ela ouve é silêncio conforme o foco de Adrian retorna para o telefone. Ela ferve de raiva e, sem pensar, arranca o aparelho das mãos dele, numa tentativa desesperada de conseguir sua atenção.

Katy: Estou cansada de ter que brigar por sua atenção o tempo todo! Você só se importa cos seus videogames!

Eu gastei os últimos dois anos tentando fazer esse relacionamento funcionar enquanto você não dá a mínima!

Adrian: Você tá de brincadeira comigo?! Você tem que falar disso agora, enquanto eu estou no meio da transmissão do que é, provavelmente, a melhor partida do ano?! Devolve meu telefone!

Katy: Você já tá fazendo isso há horas, Adrian!

Antes que Adrian se levante para brigar pelo celular que está em suas mãos, Katy joga o aparelho no sofá.

Adrian: Que droga! Agora eu tenho que voltar o vídeo para ver o que eu perdi. Valeu, Katy.

Katy: Tô nem aí, Adrian. Eu cansei. Vou me arrumar para almoçar com meu pai.

Ela vai até o quarto para se arrumar, deixando Adrian perdido na arena do jogo dentro da tela do celular.

Não acredito que perdi dois anos com esse crianção. Ele nunca se importou com meus sentimentos... Na verdade, ele não parece se importar com nada além desses jogos estúpidos!

E além disso, as coisas tão difíceis na cama... Nossa vida sexual tem sido "morna", se eu for boazinha por que morna ainda é muito comparado. Eu sei que sou um pouco inexperiente... Adrian é só o segundo cara com quem eu já dormi, mas eu sinto que ele não trabalha duro por nós, com trocadilho e tudo, hahah. Talvez esteja na hora de explorar o mundo lá fora. Encontrar um cara que seja interessante e consiga me deixar sempre atiçada...

Aproximadamente uma hora depois, Katy entra na sala de estar para se encontrar com Richard, seu pai.

Pai: Aí está a minha menina!

Katy: Oi, pai! Você tá muito bonito hoje!

Pai: Obrigado, querida. Foi a Sophia que comprou essa roupa para mim.

O humor de Katy piora imediatamente quando ele fala da Sophia, a última namorada dele, que tem quase metade da idade de seu pai.

É claro que ela comprou. Com um dos muitos cartões de crédito que ele deu pra ela. Eu odeio todas as namoradas do meu pai, mas não é porque eu não queira vê-lo feliz. É porque eu sei que elas só querem o dinheiro dele!

Mas não, não vou deixar a Sophia nos atrapalhar. Esse é pra ser nosso momento de pai e filha.

Pai: Então, como está a minha menininha?

Katy: Estou ótima, pai.

Pai: E cadê o Adrian? Pensei que ele vinha com você.

Não quero mentir para o meu pai, mas Adrian é a última coisa sobre a qual quero conversar hoje.

Resolvo colocar um sorriso no rosto e trocar de assunto rapidamente.

Katy: E aí pai, quando é que nós vamos pra mansão? É junho, o clima tá perfeito pra gente ir lá!

A mansão é uma encantadora casa de veraneio que o pai de Katy construiu especificamente para sua mãe. Cada detalhe foi pensado para agradá-la. Os três costumavam passar todos os verões lá.

Não importe o quanto o pai de Katy estivesse ocupado, ele sempre dava um jeito de fazer a viagem para a mansão. Isso se tornou uma tradição familiar.

Mesmo depois que sua mãe faleceu por causa do câncer, há três anos, eles continuavam fazendo a viagem para manter a tradição viva. Katy mal podia esperar pra ir de novo neste ano.

Talvez ficar longe de Adrian pudesse ajudar a enxergar melhor a relação. Ela poderia pensar sobre o que ele significava para ela e se eles têm algum futuro ou não.

Pai: Então... Eu acho que vamos ter que cancelar a viagem esse ano.

Eu estou ouvindo direito? Pensou Katy

Meu pai quer cancelar a viagem pra mansão? Ele não pode fazer isso

Katy: O quê? Você não pode fazer isso! É nossa tradição de família.

Mamãe ficaria muito decepcionada.

Pai: Querida, eu sei que você ainda não se recuperou completamente da... passagem dela, mas a gente precisa seguir em frente...

Katy: Eu estava tão ansiosa pela viagem, pai. É por causa do trabalho? Olha, nós não precisamos passar várias semanas como a gente costumava fazer antes, apenas alguns dias são mais que o suficiente pra mim.

Sophia: Amor, minhas malas estão prontas!

Como se tivesse calculado o momento certo, Sophia aparece na sala, cheia de sorrisos e de uma excitação boba.

Sophia: Oi, Katy! Ah, mal posso esperar pra ver a mansão que o Richard me falou! Você vem com a gente?

Pai: Não, amor, ela não vai. Seremos só nós dois.

Katy: Pai, o que é isso?

Diz Katy furiosa

Pai: Querida, eu estava prestes a te dizer... Eu vou levar a Sophia para a mansão dessa vez. Mas, quando voltar, eu vou te levar pra qualquer lugar do mundo que você quiser. Só nós dois. Eu prometo.

Eu não posso acreditar nisso... Meu pai tá me trocando pela namorada nova!

Sem dizer mais nenhuma palavra, ela olha para seu pai com desprezo.

Ótimo. Primeiro, eu fui ignorada a manhã toda pelo meu namorado, que não dá a mínima se eu passo horas na academia todos os dias pra ficar bonita pra ele.

E depois eu descubro que meu pai tá me trocando e abandonando nossa tradição de família ao mesmo tempo, pra poder passar um tempo com aquela namorada interesseira dele!

Será que meu dia pode ficar pior?

Sophia: Eu acho que você devia pedir desculpas pro seu pai.

Katy se vira e vê que a Sophia está parada atrás de você, carregando uma expressão seria no rosto.

Katy: Como é? E desde quando eu me importo com o que você acha?

Sophia: Olha, eu sei que você tá chateada por causa da decisão inesperada do seu pai... Se isso te faz sentir melhor, eu posso conversar com o Richard pra que a gente vá todo mundo junto para mansão. O que você me diz?

Ela acha que manda na casa agora? Quem ela pensa que é?

Katy: Quanta audácia! Você pensa que tem o direito de decidir se eu posso ou não ir pra a minha própria casa?

Sophia: Ah, Katy, você sabe que não foi isso que eu quis dizer...

Katy: Só corta o drama, Sophia. Eu sei que você só tá se passando por essa mocinha doce e inocente... Meu pai pode até ter caído nessa, mas eu não.

Sophia: Isso é um absurdo! A gente pode até ter as nossas diferenças, mas você não pode falar comigo desse jeito, Katy!

Katy: Cai na real, Sophia, eu vou falar do jeito que eu quiser. Você não pode me dizer o que fazer.

Pai: Está tudo bem por aqui?

Sophia: Sim, tudo bem... Amor, eu estava pensando... E se nós três fôssemos pra mansão? A gente poderia passar um tempo juntos. Eu acho que seria muito legal.

Pai: Sophia, você sabe que eu estive muito ocupado com o trabalho nas últimas semanas e por isso eu quero compensar você. Nessa viagem, é você que vai ter minha total atenção.

Se você está preocupada com a Katy, eu a levarei para uma viagem depois que nós voltarmos. Certo, querida?

O pai de Katy se vira para ela para olhar diretamente em seus olhos, incentivando-a a dizer alguma coisa. Ela vê que Sophia também está esperando ansiosamente por sua resposta.

Meu pai está propondo outra viagem em vez da viagem anual? Sinceramente, ele tem que parar de falar comigo como se eu fosse uma criança!

Katy: Olha, se você quer abandonar a nossa tradição, vá em frente. Você não tem que me subornar com uma viagem cara. Na real, isso é até um insulto pra mim. Eu não sou mais uma criança.

Diz Katy com o sague fervendo.

Pai: Katy! Você passou dos limites. Eu acho que você deve se desculpar com a Sophia agora mesmo!

Katy: Eu nunca vou fazer isso.

Richard dá alguns passos para frente. Ele se mantém olhando para baixo e respira profundamente, como se estivesse reunindo todas as suas forças para o que está prestes a dizer.

Finalmente, os olhos dele encontram os de Katy.

Pai: Se é assim, então... eu não tenho escolha a não ser pedir que você saia da minha casa.

Katy fica chocada com as palavras de seu pai, mas o orgulho a impede de responder. Ela caminha enfurecida na direção do seu quarto, passando por Richard e Sophia, sem olhar para eles.

Ela bate à porta do quarto. A força faz as paredes tremerem. Ela espera que seu pai e Sophia tenham sentido o impacto.

Adrian: Amor, vem cá. Tô com saudades... Olha, me desculpa pelo que aconteceu mais cedo. Eu sou todo seu agora.

Ignorando os olhos suplicantes de Adrian, Katy puxa uma grande mala que estava embaixo da cama e a arrasta até o seu closet.

Ela começa pegar roupas aleatoriamente e jogá-las para dentro da mala com violência.

Adrian: Amor, o que aconteceu?

Katy: Meu pai me expulsou de casa por causa daquela nova namoradinha dele. Inacreditável! Ela o tem na palma daquela mão toda trabalhada na manicure!

Adrian: Uau! Parece que ela fisgou ele com força, mas eu não culpo o Richard... Afinal, com o corpo que ela tem... AAAAII!

Adrian grita de dor quando o tênis que Katy atirou atravessa o quarto e acerta ele na lateral da cabeça.

Katy: Você merece que eu jogue com mais força.

Adrian: Foi um ótimo arremesso, amor, tenho que admitir, mas isso machuca! Então, ei... para onde você tá indo?

Katy: Pra sua casa. Pra onde mais eu iria?

Adrian: Oh-oh, espera aí um pouco. Para onde mesmo você disse que tá indo?

Katy: Adrian, você escutou o que eu te disse antes? Meu pai me expulsou de casa!

Adrian: Eu escutei! Mas sobre você se mudar para a minha casa... Eu não recebi o comunicado com essa decisão, então isso me assustou um pouco.

Por que ele tá apavorado com a ideia de eu ir morar com ele? É apenas temporário.

Katy: Eu preciso de um lugar para dormir até eu pensar melhor no que fazer.

Adrian: Me desculpa, mas não dá pra mim. É só que... isso é muito pra mim.

Katy: Então eu não posso ficar aqui e não posso ficar na casa do meu namorado também. O que você espera que eu faça, Adrian?

Adrian pula pra fora da cama. Ele começa a juntar as coisas dele, que estão espalhadas pelo quarto, telefone, carteira, moletom, cigarros e outras coisas.

Talvez ele esteja criando juízo e vai me levar pra casa dele... Talvez eu realmente possa contar com ele num momento difícil como esse afinal de contas.

Mas Adrian caminha em direção à porta sem se oferecer pra levar a mala de Katy. Ele para momentaneamente na porta, com as costas viradas para ela.

Adrian: Reserva um quarto de hotel, então.

E simples assim, Adrian some, deixando Katy sozinha pra lidar com o segundo grande baque do dia.

Capítulo 2 02

Horas depois Katy está escorada no balcão de um bar distante.

Ela foi pra lá porque não queria arriscar encontrar ninguém que a conheça.

Sua visão está um pouco nublada e sua cabeça está chiando depois de ter virado a terceira (ou foi a quarta?) margarita.

A filha de um dos homens mais ricos da cidade, bebendo e chorando sozinha num barzinho de quinta categoria. Que patético!

Mas aposto que meu pai vai perceber rapidamente a grande besteira que ele fez. E, então, vai me ligar pra pedir desculpas.

Quando ele descobrir que eu tô nesse bar, nessa parte da cidade, ele vai ficar tão preocupado que vai mandar o pessoal dele pra me buscar e me levar pra casa imediatamente.

Espera, onde é que tá meu celular? Ah, bem aqui. E a bateria tá quase cheia. Bom, agora é só esperar você me ligar pai... e estarei em casa num instante.

Katy busca conforto nos seus pensamentos ébrios, desejando que tudo isso seja um pesadelo do qual ela vai acordar logo. De repente... BAMM!

Um homem de mais ou menos 30 anos, que está claramente bêbado, acaba de bater um copo contra o balcão, derramando parte da bebida que estava dentro. Ele abre um sorriso cheio de dentes na direção de Katy.

Ele me lembra o lobo mau.

Bêbado: Oi, linda! Parece que você tá precisando de companhia. Meu nome é Dirk.

O hálito dele fedia a cerveja velha e seus dentes amarelos são simplesmente nojentos!

Katy: Desculpe, não estou com humor pra conversar. Eu tive um dia bem difícil.

Dirk: Pobrezinha. Uma garota bonita assim não devia ficar triste nunca. É quase um crime.

Ele caminha devagar e com confiança em direção de Katy. Esse é um cara que está acostumado a conseguir o que quer. Quando ele chega perto o suficiente, ele aproxima a boca do ouvido de Katy e sussurra...

Dirk: Deixe eu te dizer, eu sei exatamente o que fazer para colocar um sorriso nesse seu rostinho bonito...

Katy: Eu não estou interessada. Você pode me deixar sozinha, por favor?

Dirk: Vamos, eu prometo que nós vamos nos divertir muito...

Katy realmente não conseguia mais aguentar aquilo, então resolveu sair logo de perto dele.

Conforme ela cambaleava para se levantar, Dirk se apressa para agarra-la pela cintura. Katy vê ele olhando com desejo pros seios dela.

Dirk: Essa é minha garota. Eu sabia que você ia topar. Vamos nos divertir um pouco lá nos fundos do bar.

Katy: Não, eu não quero fazer isso. Só me deixe em paz, por favor...

A essa altura, estou tão bêbada que os meus protestos soam fracos e são facilmente ignorados por esse cara. Ugh, eu sinto a mão dele deslizando para agarrar minha bunda com tanta força que chega a doer.

Não tem ninguém aqui para me salvar. Eu nunca me senti tão sozinha e indefesa.

Eu preciso pensar rápido sobre o que fazer...

Katy junta toda a força que tem e, num movimento rápido, dá uma joelhada nas partes baixas dele. O impacto faz com que ele se curve levemente se recuperar da dor.

Dirk: Por que você fez isso, piranha? Eu só estava tentando animar essa sua cara azeda! Mas agora você pediu! Caramba! Você tá tirando minha paciência me provocando!

Dirk agarra o braço de Katy e a puxa mais para perto enquanto tenta arrasta-la pela porta dos fundos do bar.

Ninguém no bar parecia ter percebido o que está acontecendo, ou talvez ninguém realmente se importe. Katy estava muito fraca pra resistir. Ela estava apavorada com o que estava prestes a acontecer com ela.

E então, do nada, um cara grande e forte aparece. Ele se aproxima e dá um soco rápido na lateral da mandíbula de Dirk, que cai no chão.

Todos os olhos do bar estão voltados para a cena que acabou de acontecer. O belo estranho que acabou de salvar Katy olha para ela e diz...

Belo estranho: Não se preocupe, ele vai sobreviver. Você tá bem?

Ai, meu Deus! Ele é o homem mais lindo que eu já vi. E eu quero muito beijar ele!

Então resolvo flertar com ele.

Talvez seja o nível do álcool no sangue dela que a fez se sentir mais ousada.

Katy: E aí, Super-Homem, o que eu tô te devendo? Um beijinho, talvez?

O belo estranho dá um grunhido e continua mantendo contato visual.

Katy: Ou a gente pode ficar aqui a noite inteira olhando nos olhos um do outro, se é isso que você quer. Eu não me importo de me perder nesses seus olhos lindos...

Eu nem acredito que disse tudo isso em voz alta! É tão diferente da minha personalidade normal! Mas é tão revigorante e excitante ao mesmo tempo!

O barman apareceu na frente de Katy e o estranho que a salvou com uma expressão preocupada, sua voz soando pesarosa.

Barman: Foi mal, Blake, eu não sabia que a garota estava contigo. Se soubesse eu não tinha deixado aquele bêbado botar as patas nela.

Então o nome dele é Blake... e o barman tinha percebido o que estava acontecendo! Ele simplesmente fingiu que não estava vendo

Katy avança e dá um tapão no rosto do barman. A palma da mão dela arde com o impacto.

Barman: O que diabos tem de errado contigo, sua louca?

Blake: Eu calaria a minha boca se eu fosse você.

Blake se vira para encará-lo com um olhar mortal, que dura tempo o suficiente pro barman ficar visivelmente tenso.

Barman: Foi mal, cara. Olha, eu posso dar uma bebida pra você e sua garota? Por conta da casa, claro.

Blake: Não precisa. Já estamos indo embora.

Sem dizer mais nada, Blake pega você pelo braço e te leva pra fora do bar.

Pra onde ele está me levando? E por que ele parece ansioso pra sair do bar?

Confusa, mas completamente acabada, Katy fica em silêncio enquanto se deixa levar por aquela mão forte.

Do lado de fora, o ar frio da noite acaricia as bochechas de Katy. Blake a leva até um carro. Ele abre a porta do passageiro e gesticula com a cabeça, indicando para que Katy entre. Ela hesita.

Katy: O que tá acontecendo? Pra onde você quer me levar?

Blake: Vou te levar pra um lugar seguro.

É verdade que ele me salvou, mas não acho que eu deva confiar nele. Eu não vou a lugar nenhum com um estranho.

Katy: Olha, eu posso estar um pouco embriagada, mas não o suficiente para entrar num carro com alguém que conheci há um minuto atrás.

Blake: Eu realmente não tenho tempo pra isso. Só entre no carro.

Katy: De jeito nenhum! Eu vou ligar pro meu pai.

Diz Katy irritada.

Ela revira a bolsa desajeitadamente à procura de seu telefone quando Blake repentinamente tira a bolsa das mãos de Katy.

Blake: Escuta, eu não quero que as coisas saiam do controle. Então, só entra no carro. Nós vamos sair daqui, e ponto.

Diz Blake sem paciência.

Basta apenas um olhar pros olhos dele para Katy perceber que ele está falando sério. Ela cede e senta no banco do passageiro.

Blake: Ótimo.

Dentro do carro, Blake fica em silêncio. Katy dá alguns olhares furtivos para ele. Apesar de ele estar focado na estrada à frente, ela sabe que a mente dele está a mil quilômetros de distância.

Katy: Você tá... me levando para casa?

Silêncio é a única resposta que Katy recebe.

Katy: Você não vai me dizer para onde nós estamos indo?

Mais silêncio tenso domina o ambiente.

Katy: Certo... Então, acho que a resposta é não.

Quem diabos é esse cara? O barman sabe o nome dele e estava claramente intimidado, assustado, até. E o jeito que ele apagou aquele idiota com apenas um soco... Foi bastante impressionante.

Eu estou louca por ter ficado um pouquinho excitada com o jeito que ele tomou o controle da situação? Talvez seja só meu lado bêbado falando...

Ah, não. Eu não estou me sentindo muito bem. Talvez tenha tomado margaritas demais. Sinto vontade de vomitar. Por favor, agora não. Não no carro dele. Não com ele ao meu lada, por favor.

O estômago de Katy revira e ela sente um nó na garganta, como se algo estivesse tentando escapar a cada ânsia que ela suprime.

Não encontrando nada em que pudesse se segurar, ela finalmente perde o controle e vomita por todo o chão do carro. Ela fica mortificada! Katy sente os olhos de Blake nela, mas não ousa se virar para encará-lo.

Graças a Deus, Blake não disse nada... Eu queria que essa noite acabasse. Ela está sendo, de longe, a pior da minha vida inteira!

O carro para em frente de um elegante portão de ferro forjado, que se abre pra um caminho que leva a uma grande mansão.

Uma linda casa!

Esse é o último pensamento que passa pela cabeça de Katy antes de ela apagar.

Capítulo 3 03

Na manhã seguinte, Katy acorda com o sol brilhando em seu rosto. Ela tenta se sentar, mas sua cabeça latejante a impede.

Ugh, essa dor de cabeça está me matando! Talvez eu só precise ficar deitada por mais algum tempo. Espere um pouco...Essa não é minha cama. Onde eu estou?

Katy olha para o quarto ao seu redor, tentando assimilar o ambiente estranho e descobrir como ela chegou ali.

Eu lembro do meu pai me expulsando de casa por causa da Sophia... Eu a odeio! E, então, meu namorado se recusou a me deixar morar com ele... Ele é um grande babaca.

Isso me fez ir para um bar... Onde acabei ficando completamente bêbada, sozinha. Decisão estúpida, Katy. Então, um babaca bêbado colocou as garras nojentas em cima de mim... E então apareceu o Blake!

Quanto Katy se lembra de Blake, tudo que vem em sua mente é que ele é um homem muito bonito, alto e forte. Mesmo ela estando muito bêbada conseguia lembrar muito bem das feições atraentes de Blake.

E então eu me lembro de entrar no carro com ele e termos vindo pra sua casa. Espere um minuto! Nós fizemos algo ontem à noite?

Alarmada, Katy olha institivamente para baixo das cobertas e fica aliviada ao ver que suas roupas ainda estão intactas.

Ufa! Quase tive um ataque de pânico... Apesar de que, se eu for sincera, Blake não seria a pior pessoa pra ter meu primeiro caso de bêbada...

Pensa Katy com uma certa malicia.

Mas... Eu lembro de mais alguma coisa ter acontecido antes de eu apagar completamente... O que era?

Ah, não! Eu realmente vomitei no carro dele? Por favor, me diga que aquilo foi só um sonho! Que constrangedor! Que primeira impressão horrível para causar em um estranho bonitão.

Katy faz uma careta ao pensar nisso e balança a cabeça como se estivesse tentando fazer a lembrança ir embora.

Nesse momento, Katy não tem a menor ideia de onde estar e não está com seu telefone, então ela acha melhor procurar por Blake.

Ela caminha pela casa em busca de Blake, eventualmente encontrando uma área de jantar espaçosa na cozinha.

Um interior moderno e minimalista, que mesmo assim parece aconchegante e atraente. Cada pequeno detalhe parece tão bem pensado que chega a beirar a arrogância, mas estou impressionada de qualquer forma. Blake tem bom gosto.

Katy encontra um bilhete no balcão que diz 'beba'. Parece que ele deixou um suco pra ela. Katy meia desconfiada resolve deixar a bebida lá sem tocar nela.

Eu não vou tocar nisso. Essa é a primeira regra fundamental: nunca beba algo que você não viu se servido. Por mais que me sinta atraída por Blake, ele ainda é um estranho.

Do lado de fora, o som de água respingando chama a atenção dela. Parecia ter alguém na piscina, então Katy resolve ir lá dar uma olhada.

Ela chega até a área da piscina e é agradavelmente surpreendida pelo que vê...

Ora, ora, veja quem decidiu dar um mergulho na piscina nesta manhã...

Pensa Katy, maliciosamente.

Blake está fazendo uma rotina matinal de natação, sem notar a presença dela. A visão dos braços saindo e retornando para a água com graça, mas força, causa um frenesi de pensamentos selvagens na mente de Katy. Ela morde os lábios enquanto se rende ao prazer de assistir Blake movendo-se de ponta a ponta da piscina, rompendo a resistência da água com braçadas poderosas.

Aqueles braços fortes e ombros largos... Ele deve fazer muito exercícios. Ei, talvez possamos ser parceiros... de academia.

Opa! Ele está saindo da água agora. Eu não sei se tô pronta para lidar com essa visão, mas não consigo me forçar a olhar pro outro lado... Ai, meu Deus, olha pra esse corpo, que delícia!

Eu gostaria de poder passar as mãos por aqueles ombros fortes e largos e depois descer por seus braços perfeitamente esculpidos. E esse seria só o começo... Minha mente vai à loucura com todas as coisas que eu gostaria de fazer com ele nesse exato momento. E isso está me deixando tão excitada e envergonhada!

Mesmo assim, Katy não conseguia parar, e se permitiu continuar fantasiando... Que mal há nisso, afinal?

Enquanto sai da piscina, Blake crava os olhos profundos em Katy.

Mesmo a essa distância, Katy conseguia sentir os olhos dele a queimando com desejos impronunciáveis. Uma sensação quente, como uma febre toma conta do corpo dela. Ela sente suas costas se curvando levemente, empurrando seu peito macio na direção dele, como se o chamassem. Ele se aproxima até se agigantar na frente dela. Os olhos de Katy traçam o caminho daquele torso firme até o abdômen de tanquinho. Cedendo à tentação, ela põe a palma da mão sobre ele.

Eu quero tocar cada volta dos músculos bem definidos de seu abdômen, mesmo que isso queime meus dedos. Ah, e não vamos esquecer da entrada em V, que leva de sua cintura até sua virilidade...

Há um volume visível dentro da sunga apertada e a respiração de Katy fica presa diante da imagem. Um sorriso surge no rosto dela ao perceber que ele está tão excitado quanto ela.

Blake agarra os cabelos de Katy e se curva para tocar seus lábios com os dele. Quando a língua macia abre caminho através dos seus lábios, é como se uma barragem se rompesse. Ele a beija feroz e possessivamente. Katy sequer consegue recuperar o fôlego, mas não importa. Sua respiração pode esperar. Ele finalmente interrompe o beijo e dá um passo para trás, para o desgosto de Katy.

Katy: O que houve, Blake?

Blake: Nenhuma mulher sequer chegou perto de me enlouquecer desse Jeito, Katy.

O beijo seguinte é tão intenso que ela sente que sua cabeça pode explodir. Mas as coisas ainda estão andando muito devagar. Ela quer... Não, ela precisa de mais. Como se estivesse lido sua mente, ele fala...

Blake: Pode tocar.

A voz dele soa rouca, expondo a própria excitação. Ele pega a mão dela e a leva gentilmente até sua ereção dura como aço. Arrepios percorrem sua espinha. Katy anseia por senti-la dentro dela...

Isso está ficando picante demais. É melhor eu parar com essa fantasia e guardá-la para uma outra hora...

Katy é arrancada de seus devaneios quando percebe que Blake está caminhando em sua direção, vestindo apenas uma sunga e com gotas de água brilhando sobre o corpo molhado. Katy tem dificuldade em manter a compostura.

Katy: Oi, bom dia. Acho que não tive a chance de me apresentar direito. Eu me chamo...

Blake: Eu sei qual é seu nome.

Katy: Ah, certo. E você é Blake, não é? Eu me lembro do barman te chamando pelo nome.

Blake responde com um curto "uh-um". Então, Katy tenta manter a conversa fluindo.

Katy: Eu quero te agradecer por me ajudar na noite passada. Eu estava tão fora de mim que sequer conseguia ficar em pé sozinha. Por favor, não me interprete mal, eu não costumo fazer isso. Mas eu tive um dia realmente difícil ontem. Por isso, acabei exagerando um pouco nas margaritas. E, realmente, sinto muito pela 'bagunça' em seu carro... Deus, aquilo foi tão constrangedor. Eu vou pagar pela limpeza, prometo.

Blake fica em silêncio enquanto se ocupa secando o cabelo com a toalha. Katy começa a achar o comportamento dele um pouco irritante.

Então, ele não é de falar muito. Tudo bem.

Katy: Eu sei que fugir dos meus problemas não vai resolvê-los. Por isso, estou pronta para ir para casa e dar um jeito nas coisas.

Apesar de não ter certeza de que alguém esteja me esperando em casa... Mas não posso ficar aqui com um completo estranho, não importa o quão lindo ele seja. Na verdade, talvez ensinar uma lição ao meu pai e ao Adrian por me abandonarem não seja uma ideia tão ruim. Se eu fosse uma pessoa mais aventureira, mas claramente não sou.

Katy: Blake, você por acaso viu meu telefone? Eu provavelmente deixei no seu carro noite passada. Não quero te incomodar. Posso chamar um Uber pra me levar para casa.

Blake: Você não conseguirá sinal de rede por aqui. Nem conexão com a internet.

Katy: Certo... Mas deve haver algum lugar nas redondezas onde eu possa conseguir uma conexão Wi-Fi, não é? Uma cafeteria ou posto de gasolina, talvez?

Blake: Acho que não.

Katy estava começando a se sentir desconfortável. Parecia que Blake estava escondendo alguma coisa.

Katy: Depois de todo o transtorno da noite passada, eu realmente detesto ter que te incomodar outra vez. Mas será que você poderia ao menos me levar até algum lugar onde eu consiga sinal de rede, por favor?

Blake: Nós não vamos a lugar nenhum.

Katy: O q... O que você quer dizer com isso?

Diz Katy, com medo em sua voz, e ele a responde neutro, sem nenhuma emoção.

Blake: Você vai ficar aqui.

Katy irritada o responde de volta, com rispidez em sua voz.

Katy: Veja bem, Blake, eu posso e irei embora quando eu quiser!

Blake continua impassível diante da reação de Katy.

Blake: Estou com fome.

Katy: Você não entende. Meu pai deve estar extremamente preocupado comigo nesse momento. E meu namorado provavelmente já está procurando por mim. Você não pode me manter aqui!

Na verdade, aposto que nenhuma dessas afirmações é verdade. Meu pai já deve estar se divertindo na mansão com Sophia e Adrian deve estar muito ocupado com seus videogames estúpidos para se preocupar comigo. Ah, bem, algumas mentirinhas inocentes não vão machucar ninguém...

Katy: Por isso, eu preciso ir pra casa agora. Ou, pelo menos, avisá-los que estou bem. Blake, você está escutando? Diga alguma coisa!

Ela grita, exasperada.

Dessa vez ele se vira para olhar Katy diretamente nos olhos e sustenta o olhar por tempo suficiente para ela começar a se sentir desconfortável.

Blake: Não. Você não vai a lugar nenhum.

Katy: Você está louco?! Você não pode me impedir de ir embora!

Blake: Nesse momento, você está mais segura aqui comigo do que em qualquer outro lugar do mundo. Confie em mim.

Katy: E por que eu deveria confiar em você? Você não tem o direito de me manter aqui contra a minha vontade! Isso é cárcere privado! A polícia vai nos encontrar!

Blake: Pare de ser tão dramática. Eu não tenho muita paciência para esse tipo de coisa. E não estou planejando manter você aqui para sempre, então relaxe.

Katy: Ah, é? Isso é muito reconfortante! Que tal me dizer o que diabos está acontecendo?!

Blake ignora completamente a pergunta de Katy.

Blake: Já que você vai ficar aqui, uma coisa importante que deveria saber sobre mim é que eu não gosto de repetir o que eu digo.

Seu tom de voz me diz que não deveria considerar isso levianamente.

Blake: Eu te disse que estou com fome.

Eu não entendo porque ele está me dizendo isso... O que ele espera que eu faça?

Katy: Ah, é? Que pena que estamos isolados do resto do mundo aqui nessa casa! Poderíamos pedir alguma coisa pelo Uber Eats.

Blake: Parece que temos uma espertinha por aqui...

O olhar frio de Blake se fixa no de Katy. Ele está com a toalha enrolada na cintura. Katy consegue ver pequenas gotas de água escorrendo pelo corpo duro e tonificado, o que atrapalha a sua concentração.

Blake: Faça alguma coisa pra eu comer. Estou morrendo de fome.

Dizendo isso, Blake passa por Katy e entra na casa, deixando-a sozinha tentando entender a situação.

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