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Intenso

Intenso

Autor:: Gabriela.B
Gênero: Jovem Adulto
Há quase dois anos, o namorado de Kiera, Denny, é tudo que ela sempre quis: apaixonado, carinhoso e totalmente dedicado. Quando os dois se mudam para outra cidade a fim de começar uma nova vida – Denny no emprego de seus sonhos, Kiera numa conceituada universidade –, tudo parece perfeito. Mas então, um imprevisto separa o feliz casal. Sentindo-se sozinha, confusa e carente, Kiera se aproxima de Kellan Kyle, o sexy e sedutor vocalista de uma banda de rock. No começo, ele é apenas um amigo em cujo ombro ela pode chorar suas mágoas, mas, à medida que sua solidão aumenta, o relacionamento ganha força. Até que, uma noite, tudo muda... e nenhum deles jamais será o mesmo.

Capítulo 1 Encontros

Era a maior viagem que eu já tinha feito. Isso realmente não queria dizer muita coisa, já que eu

nunca tinha dirigido mais de 100 km de distância da minha cidade natal. Ainda assim, por qualquer

padrão, a viagem foi absurdamente longa. De acordo com o MapQuest

, era mais ou menos 37 horas e

11 minutos de viagem. Estou assumindo que isso é se você for super humana e nunca precisar de parar,

é claro.

Meu namorado e eu estávamos dirigindo para longe de Atenas, Ohio. Eu tinha nascido e sido

criada lá, junto com todos os outros membros da minha família. Isso nunca foi discutido entre o nosso

pequeno quarteto, mas era um fato conhecido desde o nascimento, que minha irmã e eu iríamos para a

Universidade de Ohio. Portanto, foi uma tragédia familiar terrível, quando, alguns meses atrás, durante

meu segundo ano lá, eu tinha feito planos para transferir no outono. O que os chocou ainda mais, se isso

fosse possível, foi o fato de que eu estava me transferindo para cerca de 500 quilômetros de distância de

Washington, mais especificamente, para a Universidade de Washington, em Seattle. Eu tinha conseguido

uma bolsa, o que tinha definitivamente ajudado a convencer os meus pais. Ajudou, mas apenas um

pouco. Reuniões de família iam ser... coloridas a partir de agora.

A razão para a minha transferência estava sentada ao meu lado, dirigindo-nos para longe em seu

surrado Honda. Olhei para ele e sorri. Denny Harris. Ele era bonito. Eu sei, não é uma maneira muito

masculina de descrever um cara, mas na minha cabeça, era o adjetivo que eu mais usava e assentava-lhe

muito bem. Ele era originalmente de uma cidade pequena, em Queensland, Austrália, e uma vida inteira

passada na água naquele local exótico o tinha deixado bronzeado e musculoso, mas não em um tipo

corpulento. Não, de um jeito mais natural, atlético. Ele não era muito alto para um cara, mas era mais

alto do que eu, mesmo quando eu usava saltos, e isso era o suficiente. Seu cabelo era um marrom escuro

e ele gostava de tê-lo leve, estilo repicado, o que eu gostava de remexer e ele deixava com adoração,

suspirando e queixando-se o tempo todo, dizendo que ele ia cortá-lo completamente um dia. Mesmo

assim, ele amava.

Seus olhos eram quentes e profundos, de um marrom escuro e estavam atualmente olhando na

minha direção com um brilho divertido. - Hey, baby. Não falta muito tempo agora, talvez um par de

horas. - O seu sotaque, que deslizava sobre suas palavras, era curiosamente inebriante para mim.

Nunca parava de me trazer alguma pequena lasca de alegria, tão estranho quanto isso era.

Felizmente para mim, Denny tinha uma tia que, há três anos, havia aceitado um cargo na

Universidade de Ohio e tinha se mudado para cá. Denny, sendo o amor que ele é, decidiu vir com ela, e

ajudá-la a se instalar. Tendo amado estar nos Estados Unidos por um ano na escola, não demorou muito

para ele decidir transferir para a Universidade de Ohio, que para meus pais, - até que ele decidiu me

levar para longe deles, - fazia dele o candidato ideal para meus afetos. Suspirei e desejei que eles se

conformassem com essa coisa da faculdade rapidamente.

Pensando que eu estava suspirando por sua declaração, Denny acrescentou, - Eu sei que você está

cansada, Kiera. Nós vamos ficar apenas um minuto no Pete e depois podemos ir para casa e cair na

cama.

Assenti e fechei os olhos.

Pete era aparentemente o nome do bar popular onde o nosso novo companheiro de quarto, Kellan

Kyle, era uma estrela do rock local. Embora fossemos seus novos companheiros de casa permanentes, eu

não sabia muito sobre ele. Sabia que ao fazer seu primeiro ano do ensino médio no exterior, Denny

tinha ficado com Kellan e seus pais, e eu sabia que Kellan tocava em uma banda. Sim, eu sabia um total

de dois fatos sobre o nosso novo colega de quarto misterioso.

Abri os olhos e olhei para fora da janela no escuro, observando o borrão verde das árvores espessas

passando por mim, um brilho estranho laranja lançado sobre elas a partir dos postes numerosos na

estrada. Finalmente, fizemos a curva na última montanha; eu tinha estado preocupada por um momento

que o carro velho de Denny não fosse capaz de fazer isso. Estávamos atualmente em ziguezague na

floresta exuberante passando cachoeiras rochosas e grandes lagos espumantes no luar. Mesmo no escuro

da noite, eu poderia dizer que era bonito aqui. Eu já podia ver uma nova vida se abrindo para mim neste

Estado pitoresco.

Nossa partida da minha vida confortável em Atenas começou há vários meses, com a graduação

iminente de Denny na Universidade de Ohio. Ele era brilhante, e eu não era a única que pensava assim.

Talentoso, era como seus professores comumente se referiam a ele. Eles escreveram numerosas cartas de

recomendação e Denny tinha começado a procurar empregos em todos os lugares.

Eu não podia suportar a ideia dele ir, mesmo que apenas por dois anos, até eu terminar a escola,

então procurei Universidades e Faculdades em todos os lugares que Denny se candidatou a um emprego

ou estágio. Minha irmã, Anna, pensava que era estranho. Ela não era exatamente o tipo de ir passeando

ao redor do País atrás de um cara, nem mesmo um atraente como Denny. Mas eu não podia parar. Eu

não podia suportar ficar sem seu sorriso bobo de menino.

Claro que, sendo tão brilhante, ele conseguiu o seu estágio dos sonhos em Seattle.

Ele ia trabalhar para uma empresa que, de acordo com Denny, era uma das principais agências de

publicidade do mundo, e era responsável por inventar o jingle

{2} de renome da cadeia de fast-food dos

arcos dourados

{3}

. Ele repetia esse fato para quem quisesse ouvir, e dizia-o com um olhar estranho de

reverência, como se tivessem inventado o ar, ou algo assim. Aparentemente, os seus estágios são

realmente raros. E não apenas em quantos eles oferecem por ano, mas também na forma como eles

permitem que seus estagiários estejam envolvidos nos projetos. Denny imediatamente seria um membro

da equipe, e não apenas um garoto de recados. Ele havia estado praticamente nas nuvens em seu

entusiasmo para sair para Seattle.

Eu tinha estado uma confusão em pânico. Tinha tomado metade de uma garrafa de Pepto

{4}

diariamente, até que eu finalmente recebi a minha aceitação de transferência para a Universidade de

Washington. Perfeito! Então, de alguma forma, consegui uma bolsa que pagava por quase todas as

minhas despesas (eu não tinha o nível de talento de Denny, mas também não era uma idiota qualquer).

Perfeição em dobro! O fato de que Denny realmente conhecia pessoas nessa cidade em particular, e que

um deles tinha um quarto extra para nós, por uma pequena fração do que nós estávamos esperando ter

que pagar, bem, isso fez a coisa toda parecer que estava destinada a acontecer.

Sorri quando vi os nomes de estradas, parques e cidades pequenas voando por nós. Nós estávamos

passando por cidades com mais frequência agora, começando a afastar-nos das majestosas montanhas

que eu já não podia ver atrás de nós na escuridão. Chuva respingava em nossa janela quando nos

aproximamos de uma grande cidade com um sinal dirigindo-nos para Seattle. Estávamos chegando.

Nossa nova vida iria começar em breve. Eu não sabia praticamente nada da nossa cidade nova, mas iria

começar a descobrir tudo com Denny ao meu lado. Estendi a mão para pegar sua mão e ele sorriu

suavemente para mim.

Denny tinha se formado há uma semana com sua dupla graduação em Economia Empresarial e

Marketing (o idiota bonitão) e nós fizemos as malas para ir embora. Seu novo trabalho exigia que ele

estivesse lá nesta segunda-feira que viria. Meus pais não tinham estado felizes com a separação cedo

demais. Uma vez que tinham, a contragosto, aceitado a minha decisão de ir, eles tinham estado ansiosos

para aproveitarmos um último verão. Embora eu fosse sentir falta deles terrivelmente, Denny e eu

tínhamos vivido separados, ele na casa de sua tia e eu com meus pais, por quase dois anos dolorosamente

longos e eu estava ansiosa para fazer avançar na nossa relação. Tentei manter uma cara triste ao beijar

todos eles na despedida, mas por dentro, eu estava brilhando com a ideia de finalmente estarmos por

nossa conta.

A única parte da mudança que eu tinha protestado, com veemência, era ir dirigindo para lá.

Algumas horas em um avião em função dos dias em um carro apertado... Realmente era sem sentido

para mim. Mas Denny tinha algum vínculo estranho com seu carro e se recusou a deixá-lo para trás.

Acho que seria conveniente ter um carro em Seattle, mas fiquei metade de um dia bom de mau humor

por isso de qualquer maneira.

Depois disso, Denny tinha feito a viagem demasiado divertida para eu poder reclamar mais, e, claro,

ele tinha encontrado inúmeras maneiras de tornar o carro bastante... Confortável. Havia várias paradas

de descanso que estariam para sempre gravadas em minhas melhores lembranças.

Eu sorri largamente pelo pensamento e mordi meu lábio, uma vez mais me animando com a ideia

de um lugar próprio. A viagem foi divertida e cheia de muitas lembranças felizes, mas tínhamos dirigido

direto. Mesmo na minha felicidade, eu estava cansada até os ossos. E mesmo que Denny conseguisse

fazer seu carro surpreendentemente aconchegante, ainda era um carro, e eu estava sonhando com uma

cama real. Meu sorriso se transformou em um suspiro de satisfação quando as luzes de Seattle

finalmente apareceram para nós.

Denny tinha pedido as instruções durante o caminho e facilmente encontramos o Pete. Ele

conseguiu encontrar um espaço vazio no estacionamento totalmente lotado que gritava 'é noite de sextafeira, vamos beber' e agilmente estacionou o carro. No segundo que ele desligou o carro, eu praticamente

pulei para fora da porta e me estiquei por um minuto completo. Denny riu de mim, mas fez o mesmo.

De mãos dadas, fizemos o nosso caminho para as portas da frente abertas.

Chegamos mais tarde do que esperávamos e a banda já estava tocando, sua música fluía para nós no

estacionamento. Nós andamos para dentro das portas e Denny esquadrinhou o lugar rapidamente. Ele

apontou para um cara muito grande encostado na parede lateral, observando o público, que estava em

sua maioria, assistindo a banda, e começamos a fazer nosso caminho através da sala lotada até ele.

No caminho, eu olhei para o palco, para os quatro rapazes tocando lá. Todos eles pareciam ter a

minha idade, em seus vinte e poucos anos. Sua música era rock rápido e fluído e a voz do cantor era

perfeitamente adaptada ao estilo, áspera, mas sexy. Huh, muito bom, eu pensei preguiçosamente, enquanto

Denny habilmente navegava através de um mar de pés e cotovelos.

Eu não pude deixar de notar o vocalista primeiro. Ninguém seria capaz de ignorar, ele era lindo de

morrer. Tinha olhos intensos que estavam ocupados examinando a multidão de adoradoras aglomeradas

em torno da frente do palco. Seu cabelo loiro-castanho era uma bagunça, grossa e selvagem. Era mais

longo na parte superior com camadas desgrenhadas embaixo e ele passava a mão por ele de uma forma

bastante adorável. Como diria Anna, tinha "cabelo de quarto

{5}

." Bem, certo, ela iria usar um adjetivo

mais cru, minha irmã podia ser um pouco grosseira, mas era o tipo de estilo que parecia que ele tinha

acabado de ser violado no quarto dos fundos. Corei quando ocorreu-me que talvez tivesse sido... Enfim,

era assustadoramente atraente para ele. Nem todo mundo ficaria bem com essa aparência.

Suas roupas eram surpreendentemente básicas, como se ele soubesse que não tinha que melhorar

sua aparência. Sua camisa era apenas uma básica cinza, com as mangas longas dobradas até o cotovelo.

Era apertada o suficiente para sugerir que definitivamente debaixo dela havia um corpo fabuloso. Ele

usava um jeans preto surrado, botas pesadas. Simples, mas impressionante. Ele parecia um deus do rock.

Mesmo com tudo isso, a parte mais incrível dele, além da sua voz sedutora, era seu sorriso

incrivelmente sexy. Ele só mostrou lampejos dele através das palavras que estava cantando, mas foi o

suficiente. Um suave meio sorriso aqui e ali - flertando com a multidão.

Absolutamente encantador.

Ele era absolutamente sexy. Infelizmente, ele sabia disso.

Ele encontrou com os olhos cada uma de suas adoradoras "fãs". Elas ficavam loucas quando seu

olhar passava por elas. Agora que eu estava olhando mais de perto, os seus meio sorrisos eram

desconcertantemente sedutores. Seus olhos estavam praticamente despindo todas e cada uma delas.

Minha irmã também tinha uma frase transformada para esse tipo de olhares.

Observa-lo seduzir todo o aglomerado de mulheres me fez corar desconfortavelmente, e eu mudei

meu foco para os três membros restantes.

Os dois caras de cada lado do cantor eram tão parecidos que deviam ser parentes, provavelmente

irmãos. Eles pareciam do mesmo tamanho, um pouco mais baixos que o cantor, e mais magros, não tão...

bem construídos.

Eles tinham o mesmo nariz fino e lábios finos. Um tocava guitarra, o outro tocava baixo e ambos

eram razoavelmente bonitos. Possivelmente, se eu os tivesse visto em primeiro lugar, e não o cantor, teria

pensado que eram os mais atraentes.

O guitarrista estava de bermuda cáqui e uma t-shirt preta com o nome e logotipo de uma banda

que eu não conhecia. Seu cabelo era loiro, curto e espetado. Ele tocou um solo difícil com um olhar de

concentração em seu rosto, seus olhos claros sacudindo para a multidão de vez em quando, em seguida,

voltando para suas mãos.

Seu parente, igualmente com olhos claros e loiro, usava o cabelo mais longo, até o queixo, e

escondido atrás de suas orelhas. Ele também estava usando bermuda e sua camiseta me fez rir um

pouco, ela simplesmente dizia: "Eu estou com a banda". Ele tocava baixo com uma expressão quase

entediada no rosto e ficava olhando para o guitarrista, que poderia facilmente ser seu irmão gêmeo.

Fiquei com a impressão de que ele preferia estar tocando esse instrumento.

O último cara estava escondido atrás da bateria, então eu não podia ver muito dele. Estava grata

que ele usava todas as suas roupas, pois muitos bateristas sentiam a necessidade de estar quase nus

quando tocavam. Mas ele tinha a cara mais gentil do mundo, com grandes olhos escuros e cabelo

castanho com um corte bagunçado. Ele tinha alargadores nas orelhas, talvez de meia polegada. Eu não

era grande fã deles, mas nele, pareciam estranhamente atraentes. Seus braços estavam cobertos de

tatuagens coloridas, brilhantes, como um mural de arte, e ele voava através dos padrões complicados de

bateria sem esforço, enquanto examinava a multidão com um grande sorriso no rosto.

Denny tinha apenas mencionado que o nosso novo companheiro de quarto, Kellan, estava nessa

banda. Ele nunca tinha dito qual membro que poderia ser. Eu esperava que fosse o grande com cara de

ursinho que ficava atrás. Parecia que ele seria tranquilo.

Denny finalmente nos conduziu no meio da multidão para o homem corpulento.

Ele tinha nos notado aproximando e estava sorrindo largamente para Denny.

- G'Day

{6}

, companheiro! Fico feliz em ver você de novo, - ele gritou por cima da música,

tentando imitar horrivelmente o sotaque de Denny.

Eu sorri para mim mesma. Todo mundo sempre tentava soar como ele, depois de o ouvirem falar.

Normalmente, ninguém imitava bem. Era apenas um daqueles sotaques que soava falso, a menos que

você tivesse vivido lá. Denny estava sempre tentando me fazer usá-lo, era muito divertido quando as

pessoas tentavam, mas eu sabia que não poderia, então eu nem sequer tentava. Não havia sentido em me

fazer parecer estúpida.

- Ei, Sam, quanto tempo sem te ver. - No ano de Denny aqui como um estudante de

intercâmbio ele conheceu Kellan. Desde que Sam tinha a mesma idade de Denny, eu assumi que era

como ele o conhecia também. Eu sorri mais amplamente quando eles trocaram um rápido "abraço de

homem".

Sam era um cara grande. Ele definitivamente tinha um corpo beefcake

{7}

, a sua camisa mal

contendo seus músculos. Sua cabeça estava completamente raspada, e se ele não tivesse estado sorrindo,

eu nunca teria coragem de me aproximar dele. Havia um ar ameaçador sobre ele, que, agora que eu notei

o nome do bar em frente de sua camisa, parecia adequado. Ele, obviamente, trabalhava como segurança

aqui.

Sam inclinou-se mais perto de nós, assim não teria que falar tão alto.

- Kellan me disse que você estava vindo esta noite. Vai ficar com ele, hein? - Ele olhou para mim

de pé ao lado Denny. - Sua garota? - Perguntou ele, antes que Denny pudesse responder a sua

primeira pergunta.

- Sim, esta é Kiera, Kiera Allen. - Denny sorriu para mim. Adorei a forma como seu sotaque

deslizou sobre o meu nome. - Kiera, este é Sam. Ele e eu éramos colegas na escola.

- Olá. - Sorri levemente para ele, não sabendo mais o que fazer.

Eu odiava conhecer pessoas pela primeira vez. Sempre me deixava um pouco desconfortável e

muito autoconsciente. Eu me sentia como se não fosse nada de especial para olhar. Não que eu fosse

feia, só nada de especial. Meu cabelo castanho era longo e, felizmente, espesso, levemente ondulado.

Meus olhos eram castanhos que tinham sido considerados expressivos (que, na minha cabeça, sempre era

traduzido para 'muito grandes'). Minha altura estava na média para uma menina, 1.67m, e eu era magra,

graças à pista de atletismo na escola.

Mas no geral, eu me sentia na média.

Sam acenou para mim e olhou para falar com Denny novamente.

- De qualquer forma, Kellan teve de começar seu set, mas deixou a chave comigo, no caso de

vocês não quererem ficar... você sabe, viagem longa e tudo. - Ele enfiou a mão no bolso do jeans e

entregou a chave ao Denny.

Isso com certeza era agradável de Kellan. Eu estava morta de cansaço, e realmente só queria me

instalar, e depois dormir por cerca de dois dias seguidos. Eu realmente não queria ter que esperar por

quem sabe quanto tempo um "set" durava para obter nossa chave. Olhei de volta para a banda. O cantor

ainda estava mentalmente despindo cada mulher que ele via. Às vezes, ele chupava uma respiração por

entre os dentes, exagerando o som de uma maneira que era quase íntima. Ele se inclinou sobre o

microfone e estendeu a mão para se aproximar de suas fãs, fazendo-as gritar de prazer. A maioria dos

homens no bar estava mais para trás, mas alguns namorados tinham ficado perto de suas meninas.

Aqueles homens olhavam o cantor com desgosto decidido. Eu não pude deixar de pensar que um dia ele

ia ter sua bunda seriamente chutada.

Mais e mais eu acreditava que o cara legal que ficava para trás era o companheiro de Denny. O

baterista parecia ser exatamente o tipo bem-humorado e despreocupado de pessoa com quem ele teria

facilmente criado um vínculo. Denny estava tomando um minuto para conversar com Sam, perguntando

a ele sobre o que ele andava fazendo. Quando terminaram, nos despedimos.

- Pronta para ir? - Denny perguntou, sabendo como eu estava cansada.

- Oh, sim, - eu disse, ansiando por uma cama real. Felizmente, o último inquilino tinha deixado

para trás alguns móveis.

Denny riu um pouco e, em seguida, olhou para a banda. Eu assisti, esperando que ele chamasse a

atenção de seu amigo. Ele gostava de deixar um pouco de barba ao longo da mandíbula e do lábio

superior. Não muito, e não pesado, ele apenas parecia como alguém que tinha estado em um longo

acampamento. Fazia seu rosto de bebê parecer mais velho, mais robusto. Era macia embora e sabia bem

quando ele acariciava minha nuca. Ele também era incrivelmente sexy. Eu percebi que estava pronta para

sair por mais do que uma razão.

Ainda observando atentamente Denny, eu o vi levantar a mão segurando a chave e assentir com a

cabeça erguida. Aparentemente, ele tinha finalmente encontrado os olhos de Kellan, e sinalizou para ele

que nós estávamos indo para casa. Eu estava tão perdida em meus pensamentos sonhadores que tinha

esquecido de observar para quem ele sinalizou. Ainda não estava inteiramente certa de quem era. Eu

olhei, mas nenhum dos quatro estava olhando em nossa direção.

Quando começamos a fazer o nosso caminho de volta para a porta, olhei para Denny. - Qual é o

Kellan afinal?

- Hein? Ah, acho que eu nunca realmente expliquei quem era. - Ele acenou de volta para a

banda. - Ele é o cantor.

Meu coração caiu um pouco. É claro que ele era. Eu parei e olhei para trás, e Denny parou comigo,

observando a banda também. Quando estávamos indo embora, a música tinha mudado. Já não era bem

rock, a batida era mais lenta e a voz de Kellan ficou mais baixa e suave, mais sexy, se isso fosse possível.

Mas não foi isso que me fez parar e escutar.

Foram as palavras. Elas eram lindas, de partir o coração mesmo. Era uma declaração poética de

amor e perda, insegurança e até mesmo morte. De querer que quem ficou para trás se lembrasse dele

como uma pessoa boa, uma pessoa digna de ser lembrada. As meninas insípidas, que tinham duplicado

em número, ainda estavam clamando por sua atenção. Elas nem pareciam reconhecer a mudança de tom

da música. Kellan estava completamente diferente. Ambas as mãos estavam enroladas ao redor do

microfone e ele olhou para a multidão, os olhos desfocados, absorto na música. Seu corpo inteiro estava

perdido para as palavras, e parecia vir do fundo da sua alma. Quando a outra canção havia sido apenas

divertida, esta era pessoal; obviamente, significava algo para ele. Parou minha respiração.

- Uau, - eu disse quando minha respiração começou a voltar. - Ele é... incrível.

Denny acenou para o palco. - Sim, ele sempre foi muito bom nisso. Mesmo sua banda na escola

era boa.

De repente eu desejei que pudéssemos ficar a noite toda, mas Denny estava tão cansado quanto eu,

talvez mais ainda, já que ele tinha dirigido na maior parte. - Vamos para casa. - Eu sorri para ele,

amando a maneira que soou.

Ele agarrou minha mão e me puxou pelo resto da multidão. Voltei a olhar para Kellan uma última

vez antes de sair pela porta. Surpreendentemente, ele estava olhando diretamente para mim. Aquele

rosto perfeito focado apenas em mim me fez tremer um pouco. Sua canção poderosa ainda tocando e,

novamente, eu gostaria de ficar para ouvir o final.

Ele estava tão diferente agora em comparação com a primeira vez que eu o havia notado. À

primeira vista ele apenas tinha parecido tão... sensual. Tudo sobre ele parecia gritar: eu vou te possuir aqui e

fazer você esquecer o seu próprio nome. Mas agora ele parecia profundo, comovente mesmo. Talvez a minha

primeira impressão estivesse errada? Talvez Kellan fosse alguém que valia a pena conhecer melhor?

Viver com ele ia ser... interessante.

Denny encontrou nosso novo lugar facilmente, não era longe do bar.

A casa estava em uma rua menor, cheia de casas próximas a ela. A rua em si estava tão

completamente alinhada com os veículos, que era praticamente uma rua de mão única. A entrada parecia

grande o suficiente apenas para dois carros, então Denny estacionou no local mais distante da porta da

frente.

Denny pegou três dos nossos sacos do banco de trás, enquanto eu agarrei os dois restantes, então

fizemos o nosso caminho. Era pequena, mas encantadora. A entrada tinha ganchos para casacos, todos

vazios, e uma mesa em forma de meia-lua, onde Denny jogou suas chaves. À nossa esquerda, havia um

pequeno corredor que terminava em uma porta. Um banheiro, talvez? Fora aquele corredor, eu podia

apenas ver uma bancada. Devia ser a cozinha. Bem na nossa frente, estava a sala de estar, com um

aparelho de televisão muito grande sendo a característica mais proeminente. Os meninos sempre seriam

meninos. E a nossa direita, estava um conjunto de escadas que se enrolava para o piso superior.

Subimos as escadas e paramos em um conjunto de três portas. Denny abriu a porta direita - a cama

extremamente confusa e uma velha guitarra apoiada no canto asseguraram que era o quarto de Kellan.

Ele fechou a porta e tentou a do meio, rindo um pouco no nosso jogo de adivinhação.

Ah, ele tinha encontrado o banheiro. A porta da esquerda era a número três. Sorrindo, ele abriu a

porta para nós. Eu comecei a olhar em volta, mas parei quando vi uma impressionantemente e grande

cama queen-size no meio da parede. Sem querer perder uma oportunidade, eu agarrei a camisa de

Denny e o puxei sugestivamente para a cama.

Tempo a sós não acontecia muito frequentemente, nós geralmente estávamos cercados por tantas

pessoas - a sua tia, minha irmã, ou ugh... meus pais. Era apreciado, e uma coisa que eu tinha rapidamente

percebido, ao inspecionar a nossa pequena casa nova, era que nós não iríamos estar tão sozinhos aqui

como eu esperava, especialmente no andar de cima, eu poderia dizer que as paredes eram muito finas,

não era muito em relação de privacidade. Então nós jogamos nossas malas no canto do quarto pequeno

e aproveitamos o fato de que nosso companheiro de casa tinha um trabalho noturno. O resto do nosso

material poderia esperar para ser trazido para a casa. Algumas coisas eram mais importantes.

Acordei cedo na manhã seguinte, ainda grogue dos dias de viagem, mas relaxada. Denny estava

esticado em seu lado da cama e inteiramente demasiado pacífico para acordar. Uma emoção pequena

passou por mim ao acordar ao lado dele. Nós raramente fomos capazes de passar uma noite inteira

juntos, mas agora teríamos todas as noites. Cuidando para não perturbá-lo, eu me levantei e fui até o

corredor.

Nossa porta dava de frente para o quarto de Kellan e sua porta estava ligeiramente entreaberta. O

banheiro estava entre os dois quartos pequenos e a porta estava fechada. Minha família nunca tinha

fechado a menos que alguém estivesse lá. Estava claro agora e a luz não seria necessária lá. Devia bater?

Eu não queria me sentir como uma idiota, batendo na minha porta, mas eu não tinha sido apresentada a

Kellan ainda, e entrar no banheiro enquanto ele estava lá não era do jeito que eu queria conhecê-lo... não

que eu quisesse encontrá-lo no banheiro. Olhei para a porta dele e ouvi atentamente. Pensei que eu

podia ouvir a respiração pela fresta da porta, mas na verdade, eu poderia ter ouvido a minha. Eu não o

tinha ouvido chegar na noite passada, mas ele parecia ser o tipo de 'ficar fora até ás quatro e dormir até

às duas', então eu arrisquei e virei a maçaneta.

Alívio passou por mim quando vi que o banheiro estava vazio. Alívio e intenso desejo de lavar a

sujeira de viagem do meu corpo. Certifiquei-me de que a porta estava bem trancada (eu não precisava

que Kellan me pegasse de surpresa também) e liguei o chuveiro. Na noite passada, eu tinha procurado

com pressa nas minhas coisas pelo meu pijama antes de desmaiar de cansaço. Tirei minhas calças de

dormir e a regata e entrei na água quase escaldante. Era o paraíso. De repente eu queria que Denny

estivesse acordado. Eu queria que ele estivesse aqui comigo. Ele tinha o corpo mais bonito e era ainda

mais gostoso escorrendo com água. Mas depois me lembrei como ele parecia terrivelmente cansado a

noite passada. Hmmm... Talvez uma outra vez.

Eu relaxei na água quente e suspirei. Não tinha lembrado do xampu na minha pressa para o

banheiro, mas por sorte havia uma barra de sabão no chuveiro. Não era o melhor modo para lavar meu

cabelo, mas eu não estava confortável em usar os produtos de aspeto caro de Kellan.

Eu aproveitei para ficar sob o vapor quente por muito mais tempo do que deveria, considerando as

outras pessoas que provavelmente queriam um pouco de água morna para si. Não podia evitar – era tão

bom estar limpa novamente.

Finalmente, fechei a água e sequei as gotas com a única toalha que estava disponível. Era

terrivelmente fina e um pouco pequena demais, eu teria de lembrar de trazer minha toalha grande e

felpuda na próxima vez. Apressadamente a envolvi em torno de mim, me preparei para o ar mais frio do

corredor e abri a porta. Eu tinha esquecido todos os meus produtos de higiene pessoal, para não

mencionar uma muda de roupa, no meu desejo de estar limpa. Estava concentrada em lembrar em qual

saco da nossa bagunça estavam minhas coisas, quando notei que a porta de Kellan estava agora aberta...

E ocupada.

Ele estava parado em sua porta, bocejando preguiçosamente e arranhando seu peito nu.

Aparentemente, ele preferia dormir em apenas sua cueca samba canção. Eu não consegui evitar ficar

momentaneamente distraída com a visão dele. Uma noite de descanso não tinha afetado seu cabelo

bagunçado negativamente de jeito nenhum, parecia absolutamente delicioso, indo em todas as direções.

Minha atenção estava principalmente em seu corpo. Era tão fabuloso quanto eu suspeitava.

Onde o corpo de Denny era ótimo, Kellan era simplesmente absurdo. Ele era alto, talvez uns 15

centímetros mais alto do que Denny, e seus músculos eram longos e magros, como de um corredor, eu

supunha. E eles eram muito bem definidos. Eu poderia pegar em um marcador e gravar cada linha.

Ele era, bem... quente.

Seus olhos, uma sombra impossivelmente profunda de azul, brilharam para mim quando ele

inclinou a cabeça ligeiramente para o lado de uma forma distraidamente encantadora.

- Você deve ser Kiera. - Sua voz era baixa e um pouco rouca de acordar.

Constrangimento brilhou através de mim quando percebi que nosso primeiro encontro foi quase

tão ruim quanto eu tinha temido que seria. Pelo menos nós dois estávamos vestidos, mais ou menos.

Mentalmente castiguei-me por não colocar a regata e calça com que tinha dormido antes de sair do

banheiro. Desajeitadamente estendi a mão para ele, numa fraca tentativa de formalidade.

Murmurei, - Sim... oi.

Um adorável meio sorriso apareceu em seu rosto quando ele apertou minha mão. Ele pareceu

encontrar muito humor na minha reação. Ele também não parecia incomodado em nada que estivesse

quase sem roupa, assim como eu. Me senti ficar vermelha e queria desesperadamente fugir para o meu

quarto. Eu não tinha ideia de como educadamente sair deste encontro estranho.

- Você é Kellan? - Obviamente, ele era... só nós três estávamos vivendo aqui.

- Mmmm... - Ele acenou com a cabeça em reconhecimento, ainda me observando de perto. Um

pouco mais perto do que eu estava confortável com um homem estranho olhando para mim enquanto

eu estava semi-nua.

- Desculpe pela água. Eu acho que usei todo o lado quente. - Eu me virei para pegar a nossa

maçaneta, esperando que ele pegasse a dica.

- Não tem problema, eu vou usá-lo hoje à noite, antes de sair.

Eu me perguntei brevemente para onde ele estava indo, mas murmurei: - Vejo você mais tarde,

então, - E corri de volta para o meu quarto. Pensei ter ouvido uma risada suave atrás de mim quando

fechei a porta.

Bem, isso foi humilhante. Acho que poderia ter sido pior. Ugh, é exatamente por isso que eu odeio

conhecer pessoas pela primeira vez. Tenho a tendência de sair desses encontros parecendo uma idiota, e

hoje não foi exceção.

Denny dizia que nosso primeiro encontro foi cativante. Minha memória anexava uma palavra

diferente a isso. Temia apenas quantas vezes eu ia ter que fazer isso nos próximos meses. Pelo menos nos

próximos, eu teria mais roupa... eu esperava.

Coloquei minha cabeça contra a porta fechada e esperei o constrangimento desaparecer.

- Você está bem? - A voz de Denny, clara com o sotaque, cutucou através dos meus

pensamentos. Eu abri meus olhos e o vi apoiado no cotovelo, olhando-me com curiosidade.

Ele ainda parecia cansado e eu esperava que não o tivesse acordado.

- Apenas cumprimentando o nosso novo colega de quarto, - eu expliquei mal-humorada.

Denny me conhecia tão bem, que não estava muito surpreso com a minha reação por algo tão

pequeno. Ele sabia como eu ficaria envergonhada, encontrando alguém que eu não conhecia em apenas

uma toalha fina.

- Ah, vem aqui. - Ele abriu os braços para mim e eu ansiosamente rastejei de volta para a cama.

Aconcheguei minhas costas profundamente em seu abraço quente e reconfortante e os seus braços

apertaram firmemente em torno de mim, me puxando para perto. Ele carinhosamente beijou minha

cabeça úmida e em seguida soltou um longo suspiro. - Você tem certeza sobre isso, Kiera?

Levantei a cabeça e brincando dei um tapinha no ombro dele. - Nós já estamos aqui. Não é um

pouco tarde para isso? - Virei para que eu pudesse olhar para o seu rosto. - Eu NÃO VOU

DIRIGIR de volta, - brinquei com ele.

Ele sorriu um pouco, mas seu rosto estava sério. - Eu sei do que você desistiu por mim para vir

para cá - sua família, sua casa. Eu não sou cego, sei que você sente falta deles. Só quero ter certeza de

que isso vale a pena para você.

Eu coloquei minha mão suavemente em sua bochecha. - Não faça isso. Nunca questione isso. É

claro que eu sinto falta da minha família, sinto falta deles terrivelmente. Mas vale a pena, você vale a pena.

- Meus dedos suavemente acariciaram sua bochecha. - Eu te amo. Quero estar onde você está.

Ele sorriu amplamente. - Perdoe-me, por ser um pouco sentimental aqui, mas você... é o meu

coração. Eu também te amo. - E então ele me beijou profundamente e começou a desenrolar a toalha

de volta da minha cintura.

Eu tive que me lembrar uma e outra vez que as paredes eram muito finas...

Capítulo 2 D-Bags

Depois de algum tempo, Denny e eu descemos as escadas de mãos dadas. Era quase como se

fôssemos adolescentes apaixonados. Nós dois estávamos adorando viver juntos. Eu disse a Denny o que

parecíamos, e nós dois rimos quando dobrávamos a esquina para a cozinha.

A segunda coisa que eu observei sobre esta casa, logo após reparar no pequeno tamanho, era a

escassez em decorações. Era evidente que era simplesmente um lugar para dormir à noite. A casa de um

cara. Eu teria definitivamente que fazer algumas compras em breve. Era apenas demasiado árida para

qualquer garota conseguir se conter, até para mim.

A cozinha era decente, considerando. A parede do fundo tinha um balcão que terminava na

geladeira. A parede oposta era a metade do comprimento com um fogão e micro-ondas acima dele, e à

esquerda do fogão, outro balcão curto, com uma cafeteira cheia de café fresco, o cheiro que emanava

fazendo água na boca. A parte de trás da sala tinha uma mesa de tamanho moderado com quatro

cadeiras e uma grande janela que dava para o quintal.

O espaço entre a parede baixa e a janela se abria para a sala de estar e Kellan estava andando por ela.

Ele estava segurando o jornal e lendo a primeira página dobrada. Já estava vestido para o dia em shorts e

uma camiseta de manga curta, o cabelo ondulado ainda bagunçado, mas mais organizado do que antes...

perfeito. Mesmo que Kellan estivesse simplesmente vestido, de repente me senti muito simples em

minhas calças jeans básicas e t-shirt. Apertei a mão de Denny e tentei lidar com isso.

- Ei, cara. - Denny sorriu e foi até Kellan, que levantou os olhos para a sua voz.

- Ei, que bom que vocês conseguiram! - Kellan sorriu e apertou o ombro de Denny em um

abraço rápido. Eu sorri um pouco também. Garotos podiam ser tão fofos.

Com um sorriso caloroso em minha direção, Denny disse, - Você já conheceu Kiera, eu ouvi

dizer.

Meu sorriso desapareceu com a memória.

- Sim. - Os olhos de Kellan brilhavam... um pouco maliciosamente. - Mas, bom ver você de

novo. - Pelo menos ele estava sendo educado sobre isso. Ainda sorrindo, Kellan foi até a cafeteira e

pegou algumas canecas do armário acima dela. - Café?

- Não, para mim não. Não sei como vocês podem beber essas coisas, - disse Denny, fazendo uma

cara de nojo. - Já Kiera o ama. - Eu concordei com a cabeça e sorri para Denny. Ele nem sequer

gostava do cheiro de café. Ele era mais "turma do chá", o que eu achava completamente divertido e

adorável.

Denny olhou para mim. - Com fome? Eu acho que ainda há um pouco de comida no carro.

- Morrendo de fome. - Mordi o lábio e olhei para o seu belo rosto por um segundo, em seguida,

o beijei levemente e divertidamente bati no seu estômago. Sim, nós definitivamente éramos adolescentes

apaixonados novamente.

Ele me deu um beijo breve e, em seguida, virou-se para sair. Quando ele se afastou, notei Kellan

atrás dele, olhando-nos com uma expressão divertida em seu rosto.

- Tudo bem, já volto. - Denny saiu da cozinha e o ouvi pegar as chaves na mesa da entrada, onde

ele as jogou na noite passada. A porta se fechou um segundo depois e fiquei maravilhada com a forma

como ele não estava sequer perturbado que estivesse vestindo apenas uma camiseta e as cuecas com que

tinha dormido.

Sorrindo, fui para a mesa para sentar e esperar por ele. Kellan veio alguns minutos depois com

duas xícaras de café. Eu fiz um movimento para me levantar e colocar creme e açúcar na minha, mas

olhando para o café mais de perto, pude ver que já tinha. Como ele sabia que eu gostava desse jeito?

Percebendo minha expressão de espanto, ele disse, - Eu trouxe o meu preto. Posso trocar, se você

não gosta de creme?

- Não, na verdade eu gosto assim. - Sorri para ele quando se sentou. - Eu pensei que talvez

você pudesse ler mentes ou algo assim.

- Quem dera, - ele riu, tomando um gole de café preto.

- Bem, muito obrigado. - Eu levantei minha xícara um pouco e tomei um gole...

Paraíso.

Kellan olhou através da mesa para mim, com a cabeça inclinada. - Então, Ohio hein? Buckeyes

{8}

e vaga lumes certo?

Eu sorri e mentalmente revirei os olhos por seu limitado conhecimento do meu Estado de origem.

Eu não ia pressioná-lo, embora. - Sim, é praticamente isso.

Ele me olhou com curiosidade. - Você sente falta?

Parei por um momento antes de responder-lhe. - Bem, eu sinto falta dos meus pais e minha irmã,

é claro. - Parei novamente e suspirei um pouco. - Mas eu não sei... um lugar é apenas um lugar. Além

disso, não é como se eu nunca fosse vê-lo novamente, - eu terminei, sorrindo.

Ele franziu ligeiramente a testa para mim. - Não leve a mal, mas por que você veio todo o

caminho até aqui?

Fiquei um pouco irritada com a pergunta, mas tentei ignorar o sentimento. Eu não conhecia Kellan

bem o suficiente para julgá-lo.

- Denny, - eu disse, como se isso fosse a coisa mais óbvia do mundo.

- Huh. - Ele não deu mais detalhes, apenas bebeu um gole de café.

Precisando mudar de tema, eu soltei a primeira coisa que veio à minha cabeça. - Por que você

canta assim? - Eu imediatamente lamentei o que disse, percebendo o quão terrivelmente ofensivo devia

soar. Não tinha a intenção de soar dessa maneira. Eu estava apenas curiosa porque ele era tão...

paquerador no palco.

Seus olhos azuis se estreitaram para mim. - O que você quer dizer? - Ele lentamente perguntou.

Eu tinha a sensação de que seu canto era algo que as pessoas geralmente não questionavam. Não

conseguia perceber se ele estava com raiva, mas eu não queria ir por esse caminho. Não era um bom

jeito de fazer uma boa impressão sobre a pessoa com quem eu agora partilhava uma casa.

Parando por um tempo, tomei um gole de café. Sabendo que eu teria que explicar a minha pergunta

terrivelmente embaraçosa, comecei a corar ligeiramente. - Você foi ótimo, - eu comecei, na esperança

de acalmá-lo. - Mas às vezes você era tão... - Me encolhi mentalmente, mas sabia que precisava ser

apenas uma adulta e dizer, - ...sexual. - Sussurrei.

Sua expressão suavizou e ele riu pelo que pareceram ser cinco minutos.

Irritação queimou por mim com força total. Eu não estava tentando ser engraçada e estava ficando

muito envergonhada, para não mencionar desconfortável. Por que eu tinha que abrir minha boca

grande? Olhei para a minha xícara de café, querendo engatinhar dentro dela e desaparecer.

Ele finalmente notou que a minha expressão tinha mudado e tentou recuperar a compostura. -

Desculpe... É apenas que, não foi o que eu pensei que você ia dizer. - Pensei por um momento no que

ele esperava que eu dissesse e olhei de volta para ele. Ainda rindo um pouco, ele pensou por um

momento. - Eu não sei. As pessoas só tendem a responder a isso.

- Ele encolheu os ombros.

Por "pessoas", eu entendi que ele quis dizer mulheres.

- Eu te ofendi? - Ele perguntou, com um brilho nos olhos.

Ótimo, agora ele pensava que eu era essa pessoa pudica que não podia lidar com ele. - Nãão. -

Prolonguei a palavra e encarei-o um pouco. - Apenas me pareceu excessivo. Além disso, você não

precisa disso... Suas músicas são ótimas.

Ele parecia um pouco surpreso com isso. Sentou-se na cadeira e me olhou de uma forma que estava

fazendo meu coração bater mais rápido. Sério, ele era apenas absurdamente bonito.

Olhei para a mesa, desconfortável.

- Obrigado. Vou tentar manter isso em mente.

Eu olhei de volta para ele. Ele estava sorrindo suavemente para mim e parecia genuíno ao dizer isso.

Mudando de assunto, ele me perguntou: - Como você e Denny se conheceram?

Eu sorri enquanto me lembrava. - Faculdade. Ele era um AP

{9} em uma das minhas aulas. Era

meu primeiro ano, seu terceiro. Pensei que ele era a pessoa mais linda que eu já tinha visto. - Corei um

pouco mais ao chamá-lo de lindo em voz alta, e, para um cara. Eu geralmente tentava não usar essa

palavra em conversas. As pessoas tendiam a olhar para mim de um jeito engraçado. Kellan estava apenas

sorrindo pacificamente para mim, no entanto. Eu supus que ele estava acostumado a ouvir uma grande

variedade de adjetivos brilhantes.

- De qualquer forma, nós apenas nos demos bem e estamos juntos desde então. - Eu não podia

deixar de sorrir para a enxurrada de lembranças que tínhamos juntos. - E você?

Como conheceu Denny? - Eu sabia o básico da história, mas não muito mais.

Ele pensou por um momento, um sorriso nos lábios que combinava com o meu. - Bem, meus pais

acharam que seria boa ideia hospedar um estudante de intercâmbio. Eu acho que seus amigos ficaram

impressionados com isso... - Seu sorriso desapareceu um pouco antes de voltar imediatamente. - Mas,

Denny e eu nos demos bem imediatamente também. Ele é um cara legal.

Ele virou o rosto e um olhar passou sobre ele que eu não podia compreender... quase tristeza. -

Eu devo muito a ele, - disse ele em voz baixa. Ele se virou para mim, seu sorriso encantador de volta

no lugar, e encolheu os ombros. - De qualquer forma, eu faria qualquer coisa pelo cara, então quando

ele me ligou e disse que precisava de um lugar para ficar, era o mínimo que eu poderia fazer.

- Oh. - Eu estava curiosa sobre a sua tristeza repentina, mas ele parecia ter voltado ao normal

agora e eu não queria pressioná-lo. De qualquer forma, Denny voltou para a cozinha nesse ponto.

Ele parecia muito arrependido. - Desculpa, tudo o que consegui encontrar foi isso. - Ele

levantou um saco de Cheetos e um saco de pretzels.

Kellan riu baixinho enquanto eu estendia minha mão e dava um sorriso doce a Denny.

- Cheetos, por favor.

Denny franziu a testa, mas deu a mim e Kellan riu mais ainda.

Nós terminamos nosso café da manhã "nutritivo", e então liguei para meus pais (a cobrar, nem

menos) para que eles soubessem que chegamos aqui e que estávamos seguros. Denny e Kellan estavam

se atualizando na vida um do outro, enquanto eu conversava com minha família. O único telefone na

casa era um verde-oliva, com fio, uma engenhoca com aparência dos anos setenta na cozinha, e as

histórias de Denny e Kellan foram ficando mais altas e mais engraçadas quando eles se sentaram à mesa

e relembravam. Eu tive que encará-los um par de vezes, com um pedido não verbal para ficarem quietos

para que eu pudesse ouvir os meus pais. Claro, eles pensaram que era hilário, e só parecia fazê-los rir

ainda mais alto, então, eventualmente, eu virei de costas para eles e ignorei a conversa feliz. Não era

como se a minha mãe e meu pai estivessem dizendo outra coisa senão, "Pronta para voltar para casa agora?"

de qualquer maneira.

Após minha conversa longa, Denny e eu voltamos lá para cima.

Ele rapidamente tomou banho enquanto eu vasculhava sua bolsa por algumas roupas. Escolhi seus

favoritos, calça jeans desbotada e uma camiseta bege claro para ele, e comecei a arrumar o resto das

nossas coisas na cama.

A pessoa que alugou este quarto antes de nós tinha sido gentil o suficiente, que tinha deixado a

cama (lençóis e tudo), uma cômoda, uma televisão pequena e uma mesa de cabeceira, com um

despertador. Eu não sabia por que, mas estava extremamente grata, pois Denny e eu não tínhamos

absolutamente nenhuma mobília. Em Atenas, tínhamos vivido com nossos parentes para economizar

dinheiro. Eu já havia tentado em várias ocasiões convencer Denny para termos um apartamento próprio,

mas o dinheiro era pouco, e ele não via lógica em perder todo o dinheiro quando nossas famílias

moravam apenas a alguns minutos da escola. Na minha cabeça, eu tinha uma longa lista de razões pelas

quais... a maioria envolvendo uma cama, lençóis e tudo.

E, claro meus pais, embora eles o adorassem, não estavam interessados em deixá-lo se mudar para o

meu quarto. Eles nem sequer tinham concordado em me deixar mudar para a casa da sua tia, e uma vez

que eles estavam pagando caro pela minha educação, eu não tinha pressionado muito a questão.

Mas agora nós meio que tínhamos que viver juntos para economizar dinheiro, então eu acho que,

no final, eu havia ganho a discussão. Sorri com esse pensamento quando comecei a colocar as roupas na

cômoda pequena de duas gavetas - as suas de um lado, as minhas do outro. Nós não tínhamos um monte

de roupas, e eu tinha terminado quando Denny voltou do chuveiro.

Vê-lo envolto apenas em uma toalha me agradou muito, e sentei-me na cama com os braços em

volta dos meus pés, a cabeça descansando sobre os joelhos, para vê-lo se vestir. Ele riu da minha atenção

extasiada, mas estava confortável o suficiente, pois ele não teve problema nenhum em largar a toalha e se

vestir. Eu teria feito ele virar, ou fechar os olhos ou algo assim, se os nossos papéis estivessem invertidos.

Uma vez que terminou, ele sentou-se na cama ao meu lado. Eu não pude resistir a correr meus

dedos por seu cabelo úmido, bagunçando-o um pouco. Ele esperou pacientemente, um brilho especial

nos olhos, um sorriso suave nos lábios.

Quando pareceu que eu estava finalmente satisfeita, ele me beijou na testa e fizemos o nosso

caminho de volta para baixo para pegar o resto de nossas caixas do carro. Levou apenas duas viagens -

nós realmente não tínhamos um monte de coisas. No entanto, aparentemente, não tínhamos nenhuma

comida. Colocamos as caixas na nossa cama e decidimos enfrentar o caminho através das ruas da cidade

em busca de alimentos. Denny tinha vivido aqui por um ano inteiro, mas isso tinha sido há vários anos, e

ele não dirigia nessa altura, portanto, pegamos algumas direções com Kellan e fizemos nossa tentativa.

Nós facilmente chegamos até o cais e a Pike Place Market

{10} para olhar ao redor e conseguir um

pouco de comida fresca. Era realmente uma bela cidade. Passeamos de mãos dadas pelo cais, vendo a luz

do sol brilhar. Era um dia quente e claro e paramos para ver as balsas e as gaivotas voando baixo sobre a

água, como nós, também buscando alimentos. Uma brisa fria trouxe o cheiro de água salgada e eu

encostei minha cabeça no peito de Denny quando ele passou os braços em volta de mim - perfeito.

- Feliz? - ele me perguntou, esfregando a mandíbula ao longo do meu pescoço, o cabelo claro

longo dele me fazendo rir.

- Delirantemente, - eu respondi, virando a cabeça para dar-lhe um beijo suave.

Fizemos todas as coisas turísticas da região - passamos por todas as lojas típicas, ouvimos os

músicos de rua, sentamos em um bonito e pequeno carrossel, e vimos os negociantes de peixe jogando

salmão enorme uns para os outros, enquanto a multidão aplaudia. Finalmente, pegamos algumas frutas

frescas, vegetais e outros alimentos, e voltamos para o carro.

Uma coisa infeliz sobre Seattle, que ficou rapidamente aparente enquanto dirigíamos para casa,

eram as colinas íngremes estilo montanha-russa, e tentar dirigir com câmbio manual através delas. Lá

pelo terceiro quase-acidente traseiro, nós estávamos rindo tão forte que eu não conseguia parar as

lágrimas. Só nos perdemos por duas vezes, finalmente conseguindo voltar para casa em uma peça.

Nós ainda estávamos rindo sobre nossa pequena aventura enquanto caminhávamos de volta para a

cozinha, carregando sacos de mantimentos. Kellan olhou para nós de onde ele estava sentado à mesa,

escrevendo notas em um bloco de papel em espiral. Letras de música, talvez? Ele nos deu um sorriso

divertido e voltou para o seu trabalho.

Denny guardou nossa comida, enquanto eu comecei a arrumar as nossas poucas coisas das caixas

no andar de cima. Foi muito rápido. Sabendo que não estávamos indo para um lugar enorme, tínhamos

só trazido o essencial com a gente, deixando a maioria das coisas que uma pessoa acumula durante um

período de tempo, no sótão da casa da minha mãe. Não demorou tanto quanto eu pensava que iria, antes

do que tinha imaginado, já havia guardado todos os nossos livros, as roupas de trabalho de Denny, meu

material da escola, e algumas fotos e lembranças. Acabei por colocar os nossos produtos de higiene

pessoal no banheiro, nosso xampu barato ao lado das coisas caras de Kellan, me fazendo sorrir. Então,

tinha terminado.

Voltando para baixo, eu me virei para a sala para encontrar Kellan e Denny assistindo ESPN{11}

. O

Voltando para baixo, eu me virei para a sala para encontrar Kellan e Denny assistindo ESPN{11}

. O

espaço era tão mal decorado como o resto da casa, eu realmente ia ter que fazer algo sobre isso em

breve. Ele praticamente consistia de uma TV grande na parede de trás, ao lado de uma porta deslizante

que dava para o quintal. Um longo sofá parecido com um rato ocupava a parede oposta, com uma

cadeira de aparência confortável no canto, e uma mesa redonda com uma lâmpada velha sobre ela

escondida entre os dois. Kellan parecia viver tão simples como se vestia.

Denny estava esparramado no sofá longo, parecendo que podia adormecer a qualquer momento -

ele provavelmente ainda estava terrivelmente cansado. Eu estava começando a sentir a longa viagem

(combinada com caminhar ao redor do cais durante toda a tarde) me alcançar, então caminhei até Denny

e engatinhei para cima dele. Ele mudou de posição para que eu pudesse afundar entre ele e o sofá, minha

perna sobre a sua, meu braço sobre o seu peito e a minha cabeça aninhada em seu ombro. Ele suspirou

satisfeito e me puxou apertado, beijando minha cabeça suavemente. Seu batimento cardíaco estava lento

e constante, e foi puxando-me para dormir. Antes que eu fechasse meus olhos, olhei para Kellan, que

estava sentado na cadeira. Ele parecia estar nos observando com curiosidade. Eu não pude fazer mais

nada exceto imaginar o porquê de sua reação, antes dos meus olhos fecharem e o sono tomar conta de

mim.

Acordei um pouco mais tarde, quando Denny se mexeu debaixo de mim.

- Desculpe, eu não quis acordá-la, - disse ele, seu sotaque quente e delicioso em torno das

palavras.

Alonguei-me luxuosamente, bocejei e me endireitei um pouco, para olhar para seu rosto. - Está

tudo bem, - eu murmurei, beijando-o levemente. - Acho que eu deveria acordar de qualquer jeito, se

quiser dormir esta noite. - Olhei ao redor, mas estávamos sozinhos na sala.

Sozinhos.

O pensamento me fez instantaneamente ciente de quão perto Denny e eu estávamos aconchegados

no sofá. Sorrindo maliciosamente, eu o beijei de novo, mas mais profundo. Ele riu um pouco, mas me

beijou de volta ansiosamente. Não demorou muito para a minha respiração acelerar e meu coração

também. Desejo me encheu por este homem caloroso e bonito debaixo de mim, e passei meus dedos em

seu peito, deslizando-os sob sua camisa, sentindo sua pele lisa.

Ele reagiu segurando meus quadris com suas mãos fortes e deslocando-me mais, até que eu estava

mais diretamente em cima dele. Eu suspirei feliz e pressionei contra ele. Em algum lugar no canto da

minha mente, eu registrei uma porta se fechando, mas as mãos de Denny me puxando ainda mais contra

ele, rapidamente levaram qualquer outro pensamento da minha cabeça.

Eu estava feliz beijando seu queixo e movendo-me para o seu pescoço, quando uma risada, fraca e

divertida, acordou-me do meu divertimento. Sentei subitamente no colo de Denny, fazendo-o grunhir de

surpresa. Eu não tinha percebido que Kellan ainda estava aqui, e tinha certeza de que a cor do meu

rosto fazia isso ser dolorosamente óbvio para ele.

- Sinto muito. - Ele estava rindo um pouco mais agora. Ele estava de pé na entrada, agarrando

sua jaqueta de um gancho perto da porta da frente. - Eu vou sair em um minuto... se quiserem esperar.

- Ele pareceu ponderar por um momento. - Ou não. Isso realmente não me incomoda. - Ele deu de

ombros, ainda rindo.

Isso me incomodou. Eu imediatamente voei para o outro lado do sofá, com vergonha de dizer

qualquer coisa. Olhei para Denny, esperando que ele pudesse de alguma forma voltar no tempo alguns

minutos. Ele só ficou lá, com um sorriso divertido no rosto também. Irritação fluiu através de mim -

homens!

Com a necessidade de mudar o foco de alguma forma, eu soltei: - Aonde você vai? - Saiu com

mais rigor do que eu queria, mas era tarde demais para mudar isso.

Ele piscou para mim, um pouco surpreso pela explosão de raiva. Eu tinha a sensação de que

realmente poderia ter feito sexo no sofá e ele não teria se importado. Aparentemente, ele era muito

aberto sobre esse tipo de coisa. Ele provavelmente tinha dito aquilo apenas para me provocar, não para

me envergonhar. Minha irritação acalmou ligeiramente.

- Pete. Temos outro show lá hoje à noite.

- Oh. - Agora que eu estava prestando mais atenção a qualquer coisa além da minha

mortificação, ele parecia vestido de forma diferente do que esta manhã - uma camisa vermelha brilhante

de mangas compridas e calça jeans desbotada perfeitamente. Ele tinha tomado banho também, seu

cabelo fabulosamente bagunçado, mas ainda um pouco úmido. Ele parecia como o deus do rock que me

lembrava da noite anterior.

- Vocês querem ir... - ele fez uma pausa, depois sorriu diabolicamente, - ou preferem ficar

aqui?

Eu soltei, mais de vergonha e irritação, do que qualquer desejo real: - Não, nós vamos. Claro.

Denny piscou para mim em confusão, e o que parecia um pouco com decepção. - Sério?

Tentando encontrar uma maneira de justificar o meu pronunciamento irrefletido, eu falei:

- Sim, eles soaram muito bem na noite passada. Estava esperando ouvir um pouco mais.

Denny sentou-se lentamente no sofá. - Tudo bem. Vou pegar minhas chaves.

Kellan balançou a cabeça para mim um pouco, um sorriso divertido no rosto. - Ok, vejo vocês

por lá, então.

No passeio de carro até lá, eu tentei cobrir minha vergonha anterior por perguntar a Denny sobre a

conversa estranha na cozinha com Kellan. Eu olhei para ele. - Kellan parece... legal? - Não tinha

intenção que saísse como uma pergunta, mas meio que saiu.

Ele olhou para mim - Não, ele é. Você meio que tem que se acostumar a ele. Ele pode parecer um

verdadeiro figjam, mas é um cara muito legal.

Eu levantei minha sobrancelha por sua gíria estranha australiana e sorri, esperando para ele explicar.

De vez em quando, ele falava umas palavras que eu não tinha ideia do que significavam. Ele sorriu,

sabendo o que eu estava esperando. - Foda-se eu sou bom, Apenas me Pergunte

{12}

, - explicou.

Corei um pouco, pensando que eu preferia a versão abreviada, e depois ri. - Você nunca falou

sobre ele antes. Eu não tinha percebido que vocês eram tão próximos. - Tentei pensar sobre as poucas

vezes que ele havia mencionado seu amigo em Washington, mas nada pulou na minha cabeça.

Ele olhou de volta para a estrada e deu de ombros. - Eu acho que nós meio que perdemos o

contato quando eu voltei para casa. Falei com ele uma ou duas vezes quando voltei para os Estados

Unidos... mas nós nunca realmente mantivemos contato. Ocupado, você sabe.

Confusa, eu disse: - Fiquei com a sensação de que eram mais próximos pelo que ele disse. Ele

meio que parece que te ama? - Me senti um pouco estranha ao dizer isso, caras não eram geralmente

tão contundentes com seus sentimentos. Não era como se Kellan tivesse escrito sonetos para ele ou algo

assim, era apenas um sentimento que eu percebi nele. Seu comentário sobre "Eu devo a Denny" e "faria

qualquer coisa por ele" – na linguagem de cara, isso igualava amor.

Denny pareceu entender o que eu estava falando e olhou para baixo por um segundo, um pouco

envergonhado. - Não é nada. Não sei por que ele dá tanta importância a isso.

Realmente, não foi grande coisa. - Ele olhou de volta para a estrada, mordendo o lábio.

Insanamente curiosa agora, eu perguntei, - O quê?

Ele fez uma pausa, como se preferisse não me dizer, mas, naturalmente, ele finalmente fez. - Bem,

você sabe que eu vivi com ele e seus pais por um ano?

- Sim, - disse eu, perplexa quanto para onde ele estava indo com isso.

- Bem, ele e seu pai tinham uma relação... tensa, acho que você poderia dizer isso. Enfim, um dia

seu pai foi longe demais e bateu nele. Eu realmente não pensei sobre isso, só queria que ele parasse. Eu

meio que dei um passo em frente e levei um golpe por ele. - Ele olhou para a minha reação por um

segundo, antes de voltar para a estrada.

Eu olhei para ele, chocada. Não tinha ouvido essa história antes. Soou exatamente como algo que

Denny faria embora. Meu coração se apertou um pouco por Kellan...

Ele balançou a cabeça, com a testa enrugada. - Isso pareceu despertar seu pai um pouco. Ele não

o incomodou novamente enquanto eu estive lá. - Ele balançou a cabeça de leve. - Não sei sobre

depois, no entanto... - Olhando para mim, ele me deu seu sorriso bobo. - De qualquer forma, Kellan

apenas sentiu uma espécie de... como se nós fossemos mais uma família do que sua verdadeira família

depois disso. - Ele riu e olhou de volta para a estrada. - Eu acho que ele está mais feliz que estou de

volta, do que eu.

Quando chegamos ao bar, Kellan já estava lá, sentado com seus três companheiros de banda em

uma mesa na parte de trás perto do palco. Ele estava sentado na ponta, parecendo relaxado e

confortável, apoiado em um joelho e bebendo uma cerveja. À sua esquerda, o baixista com cabelos

loiros mais longos que me lembrava. Em frente a ele, estava o baterista "ursinho de pelúcia" que eu

tinha esperado que fosse nosso novo companheiro de quarto, e terminando o círculo, a esquerda do

baterista, estava o último membro do grupo, o outro guitarrista loiro. Eu estava um pouco surpresa que

eles não estavam escondidos em algum lugar, ficando prontos para tocar. Mas eles pareciam

completamente confiantes de que iam ser ótimos, e estavam simplesmente relaxando com algumas

cervejas antes de ir até lá.

Duas mulheres sentadas à mesa em frente a eles estavam abertamente observando cada movimento.

Uma estava claramente babando por Kellan. Ela parecia bêbada o suficiente, e intrigada o suficiente, que

eu pensei que a qualquer momento ela ia se mover do outro lado do corredor e saltar direto para baixo

em seu colo. Apesar de Kellan não estar dando absolutamente nenhuma atenção para ela, não tinha

certeza se ele se importaria se ela decidisse fazer exatamente isso.

A atenção de Kellan, porém, estava concentrada no baixista sentado ao lado dele. Da porta eu não

poderia dizer o que eles estavam falando, mas todos os caras estavam ouvindo a sua história com

sorrisos em seus rostos.

Denny os notou e voltando-se para sorrir para mim, ele começou a nos levar para a sua mesa.

Quando chegamos perto o suficiente para ouvir as palavras do baixista, eu decidi que vir aqui foi uma

má ideia, e desejei que tivesse mantido minha boca fechada e nós estivéssemos confortavelmente

aconchegados no sofá novamente. Denny estava me puxando firmemente para frente, então eu

melancolicamente o segui.

- ...Esta menina, caramba, ela tinha os melhores peitos que eu já vi. - O baixista fez uma pausa

para fazer um gesto bruto com as mãos... como se os caras precisassem de mais uma explicação para essa

afirmação. - E a saia mais curta também. Todo o mundo em torno de nós estava completamente

chapado, por isso eu entrei debaixo da mesa e empurrei a saia tão alto quanto ela iria. Então, peguei

minha garrafa de cerveja e empurrei...

Kellan bateu-lhe no peito, notando a chegada de Denny e eu. Paramos no final da mesa diante dele,

Denny rindo um pouco. Eu tinha certeza que estava corando, e tentei manter meu rosto o mais em

branco possível.

- Cara... Estou chegando na parte boa, espere. - O baixista parecia levemente confuso.

- Griff... - Kellan apontou para mim. - Meus novos companheiros de quarto estão aqui.

Ele olhou para cima para olhar para Denny e eu. - Oh yeah... companheiros de quarto. - Ele

olhou para Kellan novamente. - Sinto falta de Joey, cara... ela era quente! Sério, por que você tinha que

botá-la para fora? Não que eu o culpe, mas...

Ele parou quando Kellan bateu-lhe no peito, ainda mais duro. Ignorando a irritação do baixista,

Kellan apontou para nós. - Gente, esse é meu amigo Denny e Kiera, sua namorada.

Eu tentei colocar um sorriso em meu rosto. Não sabia por que sua antiga colega de quarto havia

ido embora, e eu estava um pouco chocada e um pouco constrangida com a conversa grosseira que

tínhamos interrompido. Denny sorriu suavemente e disse, - Olá.

Consegui balbuciar um: - Oi.

- Hey. - O baixista acenou com a cabeça erguida em saudação. - Griffin. - Ele me olhou de

cima a baixo, fazendo-me extremamente desconfortável e eu apertei a mão de Denny mais forte,

movendo-me um pouco atrás dele.

Seu "poderia-ser-gêmeo" perto de Kellan, estendeu a mão em um cumprimento mais educado. -

Matt, oi.

- O guitarrista, certo? - Denny perguntou enquanto balançava a sua mão. - Você é muito bom!

- Sim, obrigado, cara. - Ele parecia realmente satisfeito que Denny tinha lembrado o que ele

tocava. Griffin, no entanto, bufou, e Matt lançou lhe um olhar. - Oh, supere isso, Griffin.

Griffin lançou lhe um olhar de volta. - Tudo o que eu estou dizendo, é que você estragou tudo no

último refrão. Sou ótimo nessa música, eu deveria tocá-la.

Ignorando o que soava como uma discussão antiga, o cara ursinho de pelúcia grande ao lado de

Matt se levantou e estendeu a mão para nós. - Evan, o baterista. Prazer em conhecê-los.

Apertamos sua mão, enquanto Kellan se levantou. Ele atravessou o corredor para as mulheres

embriagadas. Pensei que a que tinha estado escancarada para ele mais cedo poderia desmaiar com a sua

proximidade. Ele inclinou-se sobre as costas da cadeira dela, afastou uma mecha de seu cabelo e

sussurrou algo muito perto em seu ouvido. Ela assentiu com a cabeça, ruborizou um pouco, e então ele

se levantou, pegando um par de cadeiras vazias ao lado delas. As mulheres estavam rindo como meninas

da escola quando ele se afastou.

Ele colocou as cadeiras para nós no final da mesa, com um leve sorriso no rosto. - Aqui, sentemse.

Sentindo-me estranha com toda a troca e não totalmente confortável com nossos novos

companheiros, sentei-me com um pequeno franzir no meu rosto. O sorriso de Kellan se alargou. Ele

parecia realmente apreciar quando eu estava desconfortável.

Griffin voltou sua atenção para Denny quando nos sentamos. - Qual é o seu sotaque...

Britânico?

Denny sorriu educadamente para ele. - Australiano.

Griffin assentiu, como se ele soubesse isso o tempo todo. - Ahhhh. Ahoy, companheiro

{13}

.

Kellan e Evan riram. Matt olhou para ele como se ele fosse o maior idiota do mundo. - Cara, ele é

australiano... não um pirata.

Griffin respondeu com altivez. - Tanto faz. - E tomou um gole de sua cerveja.

Rindo um pouco, Denny perguntou: - Qual é o nome da sua banda, de qualquer maneira?

Griffin riu enquanto Kellan afirmou, - D-Bags.

{14} Olhei para ele, incrédula e depois sorri. -

Sério?

Griffin surpreendentemente franziu a testa um pouco. - Eles me obrigaram a abreviar, os maricas.

Eu queria a coisa completa. Declare-o em voz alta, declare-o orgulhoso! - Ele deu um tapa na mesa.

Matt revirou os olhos. - Se quiser tocar em algum lugar maior do que Pete, então precisamos de

um bom nome. - Pelo menos um deles parecia ter metas para um grande futuro.

Griffin lançou um olhar irritado para Matt, enquanto Kellan e Evan riam. - Cara, eu fiz

camisetas...

- Ninguém está te impedindo de usá-las, - Matt murmurou, revirando os olhos de novo.

Kellan e Evan riram mais ainda, e até mesmo Denny riu um pouco. Eu não podia deixar de sorrir

para eles. - Você são irmãos, caras?

Griffin olhou para mim com horror. - Absolutamente não!

Surpresa, eu olhei para Matt e depois para ele novamente. Eles realmente poderiam ter sido

gêmeos. - Oh, desculpe, é só que vocês parecem tão...

- Nós somos primos, - explicou Matt. - Nossos pais são gêmeos, assim, a semelhança é...

lamentável. - Ele franziu a testa.

Griffin bufou novamente. - Infeliz para você... Já que eu sou mais quente. - O resto dos caras na

mesa riu enquanto Matt revirou os olhos de novo.

Abruptamente, Kellan levantou dois dedos no ar e acenando com a cabeça erguida, apontou os

dedos para baixo, para Denny e eu. Eu olhei para o outro lado da sala, onde ele estava focado. Uma

mulher mais velha, que sorriu para ele estranhamente, estava gerindo o bar no final da sala. Ela parecia

saber exatamente o que ele quis dizer, e entregou duas garrafas de cerveja a uma garçonete, apontando-a

em nossa direção.

Olhei na direção de Kellan, mas ele já estava falando com Denny sobre a posição de Denny no

novo emprego. Kellan estava curioso sobre o que um estágio em publicidade implicava. Depois de ouvir

a história um milhão de vezes antes, desliguei da conversa e dei uma olhada ao redor do bar.

Pete era quente e confortável. O chão era de carvalho e desgastado com anos de uso. As paredes

eram de um creme agradável e vermelho com quase cada centímetro quadrado coberto com sinais de

várias marcas de cervejas. Dezenas de mesas, em vários tamanhos e estilos, estavam espalhadas pelo chão

de madeira, colocadas em cada espaço onde poderiam caber, com exceção de uma área de 6 metros na

frente do palco que ocupava uma das paredes mais curtas.

O palco era de carvalho também, a parede atrás dele pintada de preto, e coberta com guitarras

penduradas em diferentes estilos e cores. Alto-falantes enormes de ambos os lados do palco apontavam

para a multidão. As luzes sobre o palco estavam atualmente apagadas e os microfones, guitarras e

tambores descansavam no palco escuro, à espera de seus donos.

Olhei para o outro lado da grande sala retangular, enquanto os rapazes conversavam em volta de

mim. A outra parede curta era um bar longo. O espelho atrás do bar estava revestido com prateleiras,

todas cheias de cada garrafa de bebida que você poderia imaginar. O garçom estava agora ocupado

enchendo as bebidas para a multidão começando a aparecer a partir da porta dupla ao longo da parede

da frente. Grandes janelas pontilhavam essa parede, deixando entrar o brilho dos vários sinais néon.

Uma garçonete loira bonita se aproximou e entregou a Denny e a mim nossas cervejas.

Agradecemos e Kellan deu-lhe um aceno amigável, o que me deixou curiosa por um segundo. A

garçonete apenas sorriu educadamente para ele, no entanto, então eu percebi que eles eram apenas

amigos.

Bebi minha cerveja e observei a garçonete caminhar por umas portas duplas na outra parede. Eu

podia ver aço e movimento do outro lado, e ouvir o barulho de alimentos sendo preparados. Essa devia

ser a cozinha. Um arco grande, não muito longe das portas da cozinha, levava a um acervo considerável

grande que parecia ter um par de mesas de bilhar. Continuando para baixo, eu notei um corredor perto

do palco que recuava em torno de um canto, sinais acima dele indicando que os banheiros eram naquela

direção.

Como eu estava olhando para o corredor, me deparei com as duas mulheres que estavam

observando os caras mais cedo. Denny e eu agora bloqueávamos parcialmente sua visão, sentados na

ponta da mesa. A que abertamente queria Kellan não parecia feliz por eu estar sentada bem ao lado dele.

Na verdade, ela parecia francamente puta da vida. Eu rapidamente me virei.

Senti alguém se aproximar de mim por trás nessa altura, e por um momento, me preocupei que a

mulher fosse tentar começar algo comigo. Meu corpo involuntariamente ficou tenso quando olhei por

cima do meu ombro. Eu suspirei de alívio ao ver um homem mais velho se aproximando da nossa mesa.

Ele estava bem vestido, com calças caqui e uma camisa vermelha de gola com o nome do bar no

canto superior. Ele parecia em meados dos seus cinquenta anos com cabelos grisalhos e um rosto

curtido. Ele não parecia muito feliz no momento.

- Estão prontos? Vocês entram em cinco minutos, - ele suspirou profundamente.

- Você está bem, Pete? - Kellan perguntou a ele, franzindo a testa um pouco.

Eu pisquei. Pete devia ser o proprietário do bar Pete. Que bonito. - Não... Traci ligou, ela não vai

voltar. Tive que pedir a Kate para fazer um turno duplo, portanto, as coisas estão arrumadas para esta

noite. - Ele encarou Kellan com alguma raiva. Isso me deixou curiosa, até que me lembrei que a ex

companheira de quarto, Joey, saiu abruptamente por causa de Kellan. Talvez fosse um padrão com ele?

Kellan, por sua vez, encarou Griffin. Ele parecia um pouco envergonhado e tomou um longo gole

de sua cerveja antes de resmungar: - Desculpe, Pete.

Pete suspirou e balançou a cabeça. Acho que Pete estava acostumado aos riscos que envolviam seu

entretenimento.

Surpreendendo a mim mesma, disse: - Eu era garçonete. Preciso arrumar um emprego, e noites

de trabalho seriam perfeitas quando a faculdade começar.

Pete olhou para mim com curiosidade e depois voltou para Kellan. Kellan sorriu e apontou para

nós com sua garrafa. - Pete, estes são os meus novos companheiros de quarto, Denny e Kiera.

Pete assentiu e olhou para mim. - Você tem 21 anos?

Sorri nervosamente. - Sim, desde maio.

Eu me perguntei brevemente o que ele faria se eu disse "não" enquanto bebia uma cerveja?

Ele assentiu novamente. - Tudo bem. Eu poderia usar a ajuda logo, embora. Você pode começar

segunda-feira, às seis horas?

Olhei para Denny, me perguntando se eu deveria ter falado sobre isso com ele primeiro. Com seu

estágio durante o dia, as noites seriam tudo o que passaríamos juntos. Ele estava sorrindo para mim,

porém, e acenou com a cabeça quase imperceptivelmente.

- Sim, isso seria ótimo. Obrigada, - eu disse calmamente.

E foi assim que, um dia inteiro estando nesta cidade nova, eu tinha um emprego.

Capítulo 3 Meu Novo Emprego

Ouvir a banda tocar seu conjunto completo foi incrível. Eles eram realmente bons no que faziam e

Kellan era inacreditável. Eu estava um pouco surpresa de que ninguém o tivesse encontrado ainda. Ele

era o garoto-propaganda de uma estrela do rock financiável - talentoso, sedutor e supergostoso. E eles já

tinham bastantes fãs, quase imediatamente após iniciar sua apresentação o piso ao redor do palco tinha

lotado de pessoas.

Denny puxou-me para o chão perto da borda do palco, onde tínhamos mais espaço para dançar e se

movimentar. A música que eles estavam tocando era extremamente atraente e fácil de dançar - Denny

girou-me, então me trouxe apertada para ele enquanto dançávamos juntos. Eu ri e atirei os braços em

volta de seu pescoço. Então, ele fingiu que ia me derrubar e ri mais ainda. A maioria das canções dos Dbags eram rápidas, mas Denny e eu estávamos confortáveis um com o outro e dançamos juntos

facilmente.

Ocasionalmente, eu olhava para o grupo no palco. Kellan gentilmente mantinha o ritmo da música

com seu corpo enquanto sorria sedutoramente através de suas palavras. Ele era cativante de assistir e eu

me vi fazendo isso mais e mais frequentemente enquanto a noite continuava. Enquanto via a maneira

como seu corpo balançava enquanto ele cantava, aconteceu de eu perceber Griffin olhar para Matt de

repente, então ficar carrancudo profundamente. De alguma forma, sem nunca olhar para ele ou perder

uma nota em sua guitarra, Matt conseguiu lhe mostrar o dedo, fazendo Denny e eu rir e Griffin revirar

os olhos. Evan vigiava o grupo, lentamente balançando a cabeça e rindo também. Kellan não pareceu

testemunhar a troca, ou ele apenas ignorou, com os olhos focados na multidão adoradora.

Para algumas das canções, Kellan ia pegar a guitarra e tocar junto com Matt. Sua guitarra não era

amplificada como a de Matt, e os diferentes sons misturavam bem. Ele começou uma introdução para

uma música mais lenta por si mesmo, e eu não pude deixar de notar como ele era bom nisso,

provavelmente tão bom quanto Matt. A maioria das pessoas em toda a frente do palco ainda estava se

divertindo e dançando, mesmo que a música fosse mais lenta, mas alguns dos casais perto de nós

estavam começando a diminuir o ritmo da dança.

Denny me puxou para perto, colocando os braços em volta da minha cintura. Ele sorriu para mim,

de uma forma que eu amava imensamente, e puxou-me com força contra ele. Eu suspirei feliz e coloquei

meus braços em volta de seu pescoço novamente. Passando os dedos pelo cabelo escuro, dei-lhe um

beijo suave. Quando a música aumentou e pegou intensidade, eu o abracei apertado e coloquei minha

cabeça em seu ombro, respirando seu perfume maravilhoso e familiar. Olhando por cima do ombro, vi

Kellan no palco. Ele estava sorrindo docemente para mim durante uma pausa nos vocais e eu sorri de

volta.

Então ele piscou para mim e eu pisquei surpresa. Ele riu, achando minha reação muito divertida.

Eles tocaram mais uma música de ritmo acelerado e depois disso a maioria dos casais voltou à

dança regular, mas Denny e eu optamos por ficar presos juntos, sorrindo um para o outro e nos

beijando suavemente. Quando a música terminou, a voz de Kellan falando rompeu o barulho da

multidão. - Obrigado por terem vindo esta noite. - Ele fez uma pausa, esperando que a erupção

súbita de gritos proveniente da multidão diminuísse.

Depois de um minuto, ele sorriu encantadoramente e levantou um dedo. - Eu quero ter um

segundo para apresentar a todos os meus novos colegas de quarto.

Seu dedo apontou para Denny e eu. Corei profundamente e Denny riu, movendo-se ao meu lado,

com os braços ainda ao redor da minha cintura. Eu olhei para ele, mordendo o lábio e desejando ter ido

embora após a música lenta. Ele sorriu e beijou meu rosto enquanto Kellan dizia ao bar inteiro os

nossos nomes.

Enterrei minha cabeça no ombro de Denny, mortificada, enquanto Kellan alegremente disse: -

Agora, vocês vão ficar todos felizes em saber que Kiera está se juntando a família feliz aqui no Pete,

começando segunda-feira. - A multidão gritou de novo... não tinha ideia do porquê, e corei ainda mais

e encarei Kellan, desejando que ele ficasse quieto. Ele riu do meu olhar. - Quero que todos vocês sejam

agradáveis com ela... - ele olhou para o D-Bag ao lado dele que estava sorrindo indecentemente para

mim, - ...especialmente você Griffin.

Ele disse boa noite para a multidão, que gritou mais uma vez, e então se sentou na beira do palco.

Com meu constrangimento desvanecendo, agora que a atenção não estava mais focada em mim, eu

pensei em subir e dizer-lhe o quão ótimo ele era. Embora, aparentemente, não era necessário. Quase

instantaneamente, cerca de cinco meninas estavam girando em torno dele. Uma trouxe-lhe uma cerveja,

uma brincava com seu cabelo, e uma delas até fez-se bastante confortável em seu colo. Tenho certeza de

que em algum momento eu a vi lamber seu pescoço. Depois de testemunhar isso, percebi que ele não

precisava de nenhuma palavra de incentivo de mim e que eu poderia apenas dizer-lhe algo de bom pela

manhã.

Denny e eu saímos logo após a banda terminar, e praticamente tropeçamos para a cama no nosso

cansaço. Eu não sei exatamente quando ouvi Kellan chegar em casa, mas era muito mais tarde do que

nós. Então, naturalmente, fiquei muito surpresa quando eu, grogue, fiz o meu caminho para a cozinha

na manhã seguinte, e lá estava ele, já sentado à mesa, completamente vestido, irritantemente perfeito,

enquanto tomava seu café lendo o jornal.

- Bom dia, - disse ele, demasiado alegre.

- Uh, - eu respondi irritada.

Assim, ele não só era ridiculamente talentoso e atraente, ele também era uma das pessoas que

poderiam funcionar sem problemas dormindo muito pouco. Isso me irritou um pouco.

Peguei uma caneca e servi um pouco de café, enquanto ele terminava seu jornal. No andar de cima,

pude ouvir o início de água corrente quando Denny se preparava para banho. Terminei de fazer o meu

café e fui sentar-me em frente a Kellan na mesa.

Ele sorriu para mim quando sentei. Por um segundo, me senti muito autoconsciente nas calças

largadas e regata com que tinha dormido. Irritação pelo rosto perfeito demais dele passou por mim.

Realmente, uma pessoa precisa ser tão abençoada? Não parecia cosmicamente justo. Então me lembrei

da conversa de Denny comigo no carro... Sobre Kellan e seu pai. Refrescou minha raiva. As coisas nem

sempre foram fáceis para este rapaz atraente.

- Bem, o que você achou? - Ele perguntou, sorrindo, como se já soubesse a resposta.

Eu tentei franzir a testa, como se fosse dizer algo ruim, mas não consegui e ri um pouco, em vez

disso. - Vocês são incríveis. Realmente, foi inacreditável.

Ele sorriu e acenou com a cabeça, tomando seu café novamente. Não era um grande choque para

ele, então. - Obrigado. Vou contar aos caras que você gostou. - Ele olhou para mim com o canto do

olho. - Menos ofensivo?

Eu comecei a corar, lembrando nossa conversa de ontem, mas seu desempenho começou a repetir

na minha cabeça. Com leve surpresa, percebi que ele tinha suavizado a sensualidade. Ele certamente

ainda tinha sido paquerador e charmoso, mas menos... óbvio. Sorri para ele. - Sim, muito melhor...

obrigada.

Ele riu da minha observação e agradou-me um pouco que ele tivesse realmente ouvido algo que eu

tinha dito, uma vez que eu o tinha dito como uma crítica e de um jeito grosseiro.

Bebemos nossos cafés em silêncio por alguns minutos e então algo dito em uma conversa ontem à

noite, de repente, surgiu na minha cabeça e saiu da minha boca antes que eu pudesse detê-lo.

- Joey era a companheira de quarto antes de nós? - Realmente, o que estava errado com a minha

língua se soltando ao redor dele? Eu ia ter que trabalhar nisso.

Ele parou de beber o café e, lentamente, colocou a caneca para baixo. - É... ela partiu algum tempo

antes de Denny ligar sobre o quarto.

Curiosa com o olhar estranho em seus olhos, eu perguntei, - Ela deixou um monte de coisas dela

aqui. Será que vai voltar para pegá-las?

Ele olhou para a mesa por um segundo, em seguida, voltou-se para os meus olhos. - Não... tenho

quase a certeza que ela deixou a cidade.

A surpresa soltou a minha língua de novo, - O que aconteceu? - Eu realmente não tinha tido a

intenção de fazer essa pergunta. Me perguntei se ele me responderia.

Ele ficou pensativo por um instante, como se estivesse pensando bem sobre isso. - Um... malentendido... - ele finalmente disse, lentamente.

Firmemente, eu fechei meus pensamentos e foquei em meu café. NÃO ia fazer mais perguntas. Não

era da minha conta e eu não queria perturbar o meu novo companheiro de quarto. Não importava, de

qualquer maneira, a nossa situação era tão imensamente diferente. Eu só esperava que, se ela voltasse, ela

deixasse a cama. Era incrivelmente confortável.

Denny e eu passamos o resto do domingo preguiçosos descansando e nos preparando para os

trabalhos que íamos começar no dia seguinte. O estágio de Denny não pagava quase nada, por isso

ficamos um tanto aliviados que eu tivesse encontrado um emprego tão rápido. Agradeci a Kellan pela

sua pequena parte em apresentar-nos a Pete e mentalmente agradeci a Griffin por não ser capaz de

mantê-lo em suas calças, o pensamento disso, naturalmente, me fez corar um pouco.

Eu estava nervosa sobre isso, porém. Nunca tinha sido garçonete em um bar antes.

Denny e Kellan tinham passado várias horas me perguntando sobre bebidas diferentes e o que havia

nelas. Eu protestei no começo, já que meu conhecimento realmente não era tão grande, e disse-lhes

repetidamente que o bartender é que fazia as bebidas. Eu só tinha que repetir as ordens. Mas, depois de

algumas bebidas divertidamente sugestivas, algumas das quais eu tinha certeza que Kellan tinha

completamente inventado, comecei a me divertir jogando o seu pequeno jogo. Acho que iria me ajudar

conhecer tudo o que eu podia.

Naquela noite, Denny estava começando a ficar nervoso com seu primeiro dia também. Ele pegou

três diferentes conjuntos de roupas, folheou todos os seus livros escolares antigos, organizou sua pasta

quatro vezes, e, eventualmente, se sentou no sofá, batendo os pés nervosamente. Kellan pediu licença

para se reunir com a banda - ao que parece se reuniam quase todos os dias para ensaiar, provavelmente

por isso se sentiam tão confortáveis antes de um show. Aproveitei que estávamos sozinhos para fazer

tudo o que podia para distrair a mente de Denny do nervosismo.

Na segunda vez, eu acho que ele finalmente relaxou...

A segunda-feira chegou mais rápido do que o esperado. Eu fiz o meu caminho para baixo, para

minha xícara de café da manhã, enquanto Denny ficava pronto para seu primeiro dia. Kellan estava na

mesa, casualmente inclinado para trás na cadeira, tomando um café e lendo o jornal, e eu tive que rir de

sua camisa. Ele estava vestindo uma t-shirt preta que muito corajosamente na frente lia-se em branco,

"Douchebags". Ele percebeu minha risada e meu olhar e sorriu de forma atraente.

- Gosta disso? Eu posso te conseguir uma. - Ele piscou para mim. -Conheço pessoas. - Sorri

e acenei de volta para ele quando ele voltou a beber o seu café.

Denny desceu um pouco mais tarde, muito bonito em uma agradável camisa azul clara de botão e

calças cáqui. Ele olhou para Kellan na mesa e apontou para sua camisa. - Legal, cara...

Me arranja uma dessas.

Kellan riu e assentiu, em seguida, Denny veio e passou os braços em volta de mim. Franzi a testa

para ele quando me deu um beijo na bochecha. - O que? - Ele perguntou, olhando-se de cima a

baixo rapidamente.

Alisei a frente de sua camisa, então passei a mão ao longo de sua mandíbula. - Você... está

inteiramente demasiado atraente. Alguma loira metida vai agarrar você para longe de mim.

Ele levantou uma sobrancelha e sorriu calorosamente. - Você é muito bobinha.

Kellan se endireitou na mesa. - Não, ela está certa, cara. - Ele balançou a cabeça para ele muito a

sério. - Você está quente. - Então, sorrindo amplamente, voltou a beber o seu café.

Revirando os olhos para Kellan, eu dei a Denny um longo beijo e desejei-lhe um bom dia de

trabalho. Kellan surgiu de brincadeira e apertou a bochecha dele também. Denny riu, e ainda parecendo

um pouco nervoso, fez o seu caminho para fora da porta.

Eu não tinha muito o que fazer durante o dia, já que as aulas não começariam por mais dois meses

e meio, então liguei para minha mãe novamente e disse a ela que sentia saudade de todos. Ela

imediatamente me ofereceu uma passagem de avião de volta para casa. Assegurei-lhe que tudo estava

indo muito bem aqui e que já tinha um emprego. Suspirando repetidamente, ela me desejou sorte e

muito amor. Eu disse a ela para dar beijos ao papai e Anna para mim.

Passei o resto do dia assistindo TV ou assistindo Kellan escrever letras na mesa. Ele parecia estar

constantemente anotando coisas ou pensamentos, riscando-os, trocando as palavras de lugar e

mastigando seu lápis, pensando. Ocasionalmente, ele pedia a minha opinião sobre um verso. Eu tentei

dar a ele uma resposta o mais perspicaz possível, mas a teoria da música não era um dos meus pontos

fortes. Era fascinante vê-lo trabalhar, porém, e antes que eu percebesse, precisava me preparar para o

meu turno.

Tomei banho e, em seguida, me vesti, fiz uma maquiagem e puxei meu cabelo para trás em um rabo

de cavalo. Suspirei. Não era ótimo, mas apresentável, eu acho. Desci para pegar meu casaco do gancho na

porta da frente. - Kellan?

Ele olhou para mim da sala onde estava assistindo TV. - Sim?

- Existe um cronograma de ônibus por aqui? Eu quero olhar o percurso novamente. - Denny,

com nosso único veículo, ainda não tinha chegado em casa do trabalho, e eu queria sair mais cedo pois

não sabia quanto tempo o ônibus iria demorar.

Ele me olhou com curiosidade, antes de entender. - Não... Eu te levo.

- Não, não. Você não tem que fazer isso. - Eu realmente não queria ser um peso para ele.

- Não tem problema. Eu vou tomar uma cerveja, conversar com Sam. - Ele jogou um

encantador meio sorriso para mim. - Vou ser o seu primeiro cliente.

Ótimo, eu esperava não derramar sua cerveja em seu colo. - Ah, tudo bem. Obrigada. - Sentei

com ele no sofá para assistir TV por um tempo, já que agora eu tinha tempo.

- Aqui, eu não estava realmente assistindo nada, - disse ele, casualmente entregando o controle

remoto para mim.

- Oh, obrigada. - Isso não era necessário, mas foi um gesto doce. Eu comecei a passear pelos

canais e parei quando comecei a encontrar os canais premium. Parei no que eu achava que era HBO. -

Oh, você tem esses canais? - Pareceu-me estranho que ele pagasse os extras quando realmente não

parecia assistir nada em especial.

Ele sorriu maliciosamente para mim. - Griffin. Ele gosta de ter... tudo disponível para ele quando

visita. Acho que ele conhece alguma menina na empresa de TV a cabo.

- Oh, - eu disse, corando um pouco. Eu estava pensando sobre o que Griffin podia querer

assistir em nossa TV, quando finalmente percebi o que estava atualmente passando na TV. Eu tinha

parado em uma cena muito erótica envolvendo um homem nu e uma mulher, claramente no auge da

paixão. E o homem era um vampiro, ou tinha um fetiche grave, porque estava dando a ela uma mordida

bastante apaixonada no pescoço, com muito sangue e muitas lambidas e chupadas extremamente

sugestivas. Corando furiosamente, eu coloquei no canal onde Kellan tinha originalmente e joguei de

volta o controle remoto para ele.

Tentei ignorar o olhar que ele me deu quando riu baixinho ao meu lado. Quando ficou tarde o

suficiente Kellan desligou a TV e olhou para mim. - Pronta?

Eu tentei sorrir. - Claro.

Ele riu de mim. - Não se preocupe, você vai ficar bem.

Nós pegamos nossos casacos e fizemos o nosso caminho para fora da porta. Eu tinha esperança de

que Denny estivesse em casa a tempo de me levar, realmente tinha sentido falta dele durante o dia, mas

acho que ele ainda estava no trabalho. Esperava que seu primeiro dia tivesse corrido bem.

Esperava que meu primeiro dia corresse bem.

Nós caminhamos para o carro de Kellan e eu tive que sorrir. Era um carro velho dos anos sessenta

- um Chevrolet Chevelle Malibu, de acordo com o para-choque. Preto brilhante com cromo polido em

toda parte, era elegante e incrivelmente sexy; combinava perfeitamente com o seu condutor. Revirei os

olhos um pouco pelo extremo de sua atratividade, que o carro estranhamente parecia acentuar. O

interior era surpreendentemente espaçoso, com assentos de couro preto na frente e atrás. Eu tive que

suprimir uma risada ao ver o toca fitas antiquado. Além da sala de TV, Kellan era um pouco atrasado na

tecnologia. Não é que eu estivesse realmente á frente dele também - Denny e eu não tínhamos nem

mesmo celulares. Kellan sorriu quando deslizou atrás do volante, obviamente desfrutando de seu

veículo. O que acontecia com caras de serem tão ligados a seus carros?

Ficamos quietos durante a viagem e eu comecei a ficar nervosa com borboletas no meu estômago.

O primeiro dia em um novo emprego sempre me fazia sentir como se estivesse ficando doente. Olhei

pela janela e comecei a contar as luzes da rua para me distrair.

Chegando ao Pete, e à luz vinte e cinco, de repente eu percebi que não tinha ideia do que fazer ou

para onde ir. Felizmente, a menina bonita loira que foi nossa garçonete na outra noite, se apresentou

como Jenny, e acenando para Kellan, me levou para o corredor, que levava a um deposito, em frente aos

banheiros. O deposito era uma grande área de armazenamento com várias prateleiras ao longo de uma

parede, segurando caixas de bebidas e cerveja, guardanapos, sal, pimenta e outros suprimentos aleatórios

de bar. Um par de mesas extras estavam colocadas contra a outra parede, com pilhas de cadeiras ao lado

delas, e outra parede tinha um grupo de armários que o pessoal utilizava. Jenny pegou uma camisa de

uma das caixas em uma prateleira e me mostrou onde era o meu armário e onde me registrar no início

de cada turno. Peguei minha nova t-shirt vermelha do Pete e me troquei no banheiro. Imediatamente, me

senti um pouco mais relaxada. Algo sobre parecer com todos os que trabalhavam no bar me fez sentir

como se eu pertencesse, um pouco.

Quando eu disse a Pete que fui garçonete, embora não fosse completamente mentira, eu estava

exagerando um pouquinho. Eu tinha substituído minha irmã um verão enquanto ela saiu para

"descobrir-se", o que quer que isso significava. A lanchonete era pequena, talvez a metade da quantidade

de pessoas no Pete em uma noite típica. Eu estava um pouco apavorada.

Saindo do corredor poucos momentos depois, notei Kellan saboreando uma cerveja e encostado

no balcão. A bartender também estava inclinando-se sobre o balcão (a camisa vermelha do Pete

propositadamente cortada obscenamente curta), olhando Kellan sedutoramente. Kellan, ignorando-a,

bebeu um gole de cerveja casualmente e sorriu quando me viu.

Fiz uma careta por causa da sua cerveja. Ele percebeu o meu olhar. - Desculpe, a Rita foi mais

rápida do que você. - Ele sorriu. - Da próxima vez.

A bartender, Rita, era uma mulher mais velha loira (embora, eu duvidava que era sua cor natural)

com pele que tinha sido falsamente-bronzeada muitas vezes, e que agora tinha uma aparência um pouco

parecida com couro. Talvez em algum momento de sua vida ela tinha sido atraente, mas o tempo não

tinha sido gentil. Em seus olhos, porém, ela ainda era e era escandalosamente paqueradora. E, como eu

aprendi ao longo da noite, ela desfrutava muito do seu trabalho e parecia gostar ainda mais de todas as

fofocas que seus clientes contavam. Corei várias vezes durante o meu turno, enquanto ela repetia suas

histórias. Eu mentalmente lembrei-me de nunca (não que eu fizesse) confiar em um barman...

Especialmente esta.

Ao longo da noite, eu segui Jenny enquanto ela tomava os pedidos dos clientes. Era um pouco

confuso, pois a maioria das pessoas que vinham eram regulares que sempre solicitavam a mesma coisa.

Ela simplesmente caminhava até a mesa e dizia: - Oi, Bill, o mesmo para você hoje? - Ele assentia e

ela sorria e seguia para o bar ou para a cozinha para retransmitir uma ordem que eu nunca tinha

realmente ouvido. Era intimidante.

Ela percebeu minha expressão preocupada. - Não se preocupe, você vai conseguir. Noites de

semana são muito fáceis com os regulares... eles vão ser bons para você. - Ela franziu a testa um pouco.

- Bem, a maioria deles vai ser bom para você. Eu vou te ajudar com os restantes. - Ela sorriu

calorosamente e eu estava muito grata por sua bondade. Sua aparência era perfeita e sua personalidade

brilhante. Ela era, como se dizia, bonita como um botão - pequena, cabelos sedosos loiros, olhos azuis e

curvas apenas o suficiente para conseguir mais do que alguns olhares de admiração de alguns dos

clientes. Ela era demasiado doce para eu poder ter ciúmes no entanto, e eu imediatamente senti uma

ligação com ela.

Em algum momento da noite, Kellan veio até mim e me deu gorjeta para a bebida que eu

realmente nunca lhe dei. Ele sorriu e pediu licença para se reunir com a banda para um show que teria

em outro bar. Agradeci profundamente pela carona, beijando-o de leve no rosto, o que, por alguma

razão, me fez corar, e fez Rita levantar as sobrancelhas especulativamente.

Ele sorriu e murmurou algo sobre não ter nada que agradecer e saiu do bar.

Mais tarde na noite, Denny parou para ver como eu estava indo. Ele me deu um longo abraço e um

beijo doce, para o deleite de Rita, que olhou para ele um pouco demais para o meu gosto. Ele apenas

parou por alguns minutos, tinha um projeto que queria começar a trabalhar em casa. Ele estava

incrivelmente feliz e a felicidade me contagiou. Encontrei-me sorrindo amplamente por muito tempo

depois que ele se foi.

Quando não estava seguindo Jenny, eu limpava. Passei uma boa parte da noite limpando mesas,

lavando os copos, ajudando na cozinha, e quando as coisas ficaram lentas no fim da noite... limpei o

grafite das portas do banheiro. Pete me deu um pouco de tinta cinza e um pequeno pincel e deixou-me

lá. Rita me deu instruções para deixar ela saber das coisas interessantes escritas lá. Jenny sorriu e me

desejou boa sorte.

Eu suspirei.

Comecei com o das mulheres, pensando que seria menos ofensivo do que os dos homens, e

realmente não queria entrar em um banheiro masculino de qualquer maneira. Havia três

compartimentos, e todos eles tinham rabiscos de caneta e corretivo dentro e fora. Eu suspirei de novo e

desejei que tivessem me dado um rolo. Isso ia levar algum tempo.

Algumas das coisas eram inocentes o suficiente: Eu amo o Chris, AM + TL, Sara esteve aqui, TLF, eu

odeio vodca, Vá para casa, você está bêbado (eu tive que rir com esse). Mas tinha uns muito menos inocentes:

Estou com tesão, quero transar esta noite, meu namorado faz gostoso, palavrões aleatórios. E depois alguns eram

dirigidos a pessoas que eu conhecia: Sam me deixa quente, eu amo Jenny (hmmm, eu me perguntei sobre

esse, já que eu estava no banheiro das mulheres), Rita é uma vadia (eu ri, perguntando-me se era esse tipo

de fofoca que ela queria ouvir).

E, finalmente, uma grande parte era direcionada para os quatro membros da banda. Surpreendeume no início, mas depois pensei que fazia sentido, uma vez que tocavam aqui tantas vezes... E eram

atraentes, eu acho.

Os comentários sobre Griffin eram os mais explícitos. Eu não podia sequer lê-los plenamente.

Corando, cobri as palavras extremamente gráficas do que as meninas haviam feito para ele, ou queriam

fazer com ele, o mais rápido que pude. Havia até mesmo um desenho excepcionalmente vívido de um

ato tão absurdamente bruto, que eu me preocupei em quanto tempo ele iria ficar na minha cabeça.

Suspirei, sabendo que eu iria corar a próxima vez que visse Griffin. Ele provavelmente iria adorar.

Os tributos a Matt e Evan eram mais sutis. Meninas escreviam em adoração para Evan: Eu o amo,

Eu quero ele, Case comigo. Meninas escreviam com louvor para Matt: Droga, ele é quente, ele pode me agarrar

todo o dia, Matt balança o meu mundo.

Mas, claro, a maior parte de todo o grafite era dirigido para Kellan. As doces: Kellan me ama, Kellan

para sempre, futura Sra. Kyle... e as não tão doces. Aparentemente, Kellan estava certo quando disse que as

mulheres respondiam à sua natureza sexual. As escritas eram bastante gráficas, quase tanto quanto as de

Griffin, sobre o que elas queriam fazer com ele. Havia também uma seção de comentários que pareciam

já ter conhecimento íntimo dele. Se era real ou não, eram os mais explícitos: Kellan lambeu o meu... (eu

pintei o parágrafo sobre exatamente o que tinha sido lambido), eu chupei Kellan... (whoa, realmente agora),

para um bom tempo ligue... (Eu pisquei, na verdade era o nosso número de telefone. Eu rapidamente pinteio), Kellan empurrou seu... (ugh, eu não me incomodei mesmo em ler o resto). Eu já ia ter visões horríveis

de Griffin.

Não precisava delas sobre meu colega de casa também.

Finalmente terminei com o banheiro das mulheres e fiz meu caminho para o dos homens, não

estando mais preocupada com isso. Não havia nenhuma maneira de ser mais rude do que o material das

meninas.

Jenny docemente me deu carona para casa depois do trabalho e, mesmo que eu tentasse não fazer

barulho, Denny acordou quando entrei no quarto. Ele pacientemente ouviu histórias de meu primeiro

dia e, em seguida, falou por pelo menos uma hora de seu novo emprego. Ele estava no céu, e eu não

poderia estar mais feliz por ele.

Denny, Kellan e eu, rapidamente caímos em uma rotina fácil em casa. Kellan era quase sempre o

primeiro a acordar e geralmente sempre tinha um bule de café fresco esperando por mim quando eu

finalmente me arrastava para a cozinha. Nós conversávamos amigavelmente, tomando nosso café

enquanto Denny tomava banho e se arrumava para o seu dia no trabalho.

Denny insistia que eu não precisava acordar com ele, já que eu chegava em casa muito tarde nas

noites em que trabalhava, mas eu adorava me despedir dele todas as manhãs. Ele era todo sorrisos

quando saía. Ele estava se divertindo demais em seu novo emprego e eu estava feliz por ele. Depois que

ele ia, eu tinha um monte de tempo para mim. E mesmo que estivesse ficando ansiosa com a ideia do

início das aulas em alguns meses, eu estava realmente começando a querer alguma coisa para fazer

durante o dia. Eu principalmente só, bem, dormia e descansava.

Kellan não parecia ter qualquer outro trabalho além da banda. Ele saía por algumas horas no

período da tarde ou início da noite para se encontrar com os caras, eles tocavam um par de outros bares

menores durante a semana e Pete era toda sexta-feira e quase todos os sábados. Ele, às vezes, fazia uma

corrida durante o dia. Ele até me convidou para ir com ele algumas vezes, mas eu não estava confortável

o suficiente para dizer que sim. O resto de seu tempo era gasto descansando, lendo, escrevendo,

cantando ou tocando sua guitarra. Ele lavava sua própria roupa, fazia sua própria comida, e exceto por

sua cama bagunçada, mantinha as suas coisas arrumadas. Ele era muito fácil de lidar, tanto quanto

colegas de quarto eram.

Eu também caí em uma rotina no meu novo trabalho no Pete. Meus conhecimentos limitados de

garçonete estavam começando a reaparecer. Na primeira semana, Denny veio cada noite após o trabalho

e deixou-me "praticar" com ele. Ele pedia coisas diferentes do menu, e tornava tão complicado quanto

possível, para ver se eu conseguia acertar. Isso me fazia rir o tempo todo, mas ajudou, pela terceira noite

eu finalmente peguei a comida que ele, na verdade, tinha pedido, o que foi bom, porque os caras da

cozinha estavam ficando um pouco irritados conosco.

Fiquei surpresa com a frequência com que Kellan e sua banda entravam no bar durante a semana.

Eles sempre sentavam na mesma mesa, perto do palco. Eu não acho que teria importado para eles se já

tivesse pessoas sentadas ou não. Era conhecido no bar, essa mesa era deles, e quando eles vinham, era

melhor você se mover ou sentar com eles. As noites de semana eram cheias, mas nem de longe tão

lotadas como nos finais de semana, e enquanto as mulheres observavam Kellan abertamente, as pessoas

regulares geralmente deixavam os caras sozinhos. Em geral. Havia ainda algumas fãs adoradoras aqui e

ali. Os caras pareciam entrar depois do ensaio, ou se eles tinham um show naquela noite, eles vinham

antes do show - eles estavam lá praticamente todos os dias.

Aconteceu que sua mesa ficava na minha seção. Na minha segunda noite, todos tinham chegado

juntos, e eu cerrei os dentes para abordá-los. Felizmente, Denny estava com eles também. Isso tinha

definitivamente ajudado a falar com eles - eram apenas muito intimidantes, todos agrupados assim,

especialmente com as homenagens do banheiro ainda frescas em minha mente. E, como previsto, e corei

furiosamente para Griffin, e ele achou isso imensamente divertido.

Pela segunda-feira seguinte, depois de um fim de semana agitado de garçonete da multidão de

pessoas que os caras tinham trazido na sexta-feira e sábado à noite (que era uma loucura de cheio, eu

não conseguia nem lembrar), eu estava finalmente confortável em me aproximar do grupo. Infelizmente,

eles estavam todos muito confortáveis comigo por esse ponto também. Todos pareciam ter prazer em

me provocar. Bem, não Evan - ele era apenas um grande querido.

Observando-os entrar, eu suspirei e revirei os olhos. Aqui vamos nós outra vez. Evan chegou

primeiro e me deu um abraço de urso bem grande. Eu ri quando consegui respirar novamente. Matt e

Griffin pareciam perdidos em algum desacordo, mas Griffin ainda conseguiu bater na minha bunda no

caminho para a sua cadeira. Suspirei para ele e olhei para Sam, que estava prestando nenhuma atenção

ao quarteto. Qualquer outra pessoa teria sido expulsa em sua garupa por isso, mas, aparentemente, estes

quatro eram donos do lugar.

Kellan entrou em último, perfeito como de costume. Ele tinha seu violão a tiracolo esta noite - ele

o trazia, por vezes, quando estava trabalhando em material novo. Ele acenou para mim com um pequeno

sorriso em seu rosto adorável e tomou seu lugar.

- O de sempre, meninos? - Eu perguntei, tentando o meu melhor para soar tão confiante como

a doce Jenny.

- Sim, obrigado, Kiera, - Evan respondeu educadamente pelo grupo.

Griffin não era tão educado. - Foda-se, sim querida. - Ele sorriu para mim maliciosamente. Ele

parecia saber como sua crueza me irritava e a jogava sempre que eu estava por perto. Ignorei-o o melhor

que podia, e tentei manter minha expressão neutra.

Aparentemente, eu não tinha tentado duro o suficiente e ele percebeu minha irritação.

- Você é tão doce, Kiera. Você é como uma menina de escola inocente. - Ele balançou a cabeça

em deleite aberto. - Eu só quero... deflorar você. - Ele piscou para mim.

Empalideci e encarei-o, totalmente sem palavras.

Kellan riu suavemente, observando meu rosto, e Matt ao lado de Griffin bufou. - Cara, ela está

com Denny desde sempre. Tenho certeza de que você perdeu essa oportunidade.

Meu queixo caiu enquanto os ouvia mortificada. Eles estavam realmente discutindo minha

virgindade... bem na minha frente? Estava atordoada demais para me afastar da mesa.

Griffin virou-se para me encarar. - É muito ruim... Eu poderia ter lhe mostrado o mundo.

Evan e Kellan riram dele enquanto Matt, mal contendo seu próprio riso, disse: - Quando você

mostrou a qualquer mulher... o mundo?

Griffin fez uma careta para eles. - Eu tenho habilidades... Vocês só não sabem. Nunca tive

reclamações.

Kellan sorriu. - Nem repetições, também.

- Foda-se, homem. Eu vou te mostrar agora! Pegue uma menina... - Ele olhou ao redor do bar,

como se estivesse à procura de uma voluntária. Seus olhos finalmente descansaram em mim e eu

empalideci ainda mais e recuei um passo.

- Nããão, - Todos os caras disseram em voz alta, ao mesmo tempo, recuando um pouco e

erguendo as mãos para Griffin, como se fossem contê-lo fisicamente, se necessário.

Recuperando minha compostura, já que a conversa havia se afastado do meu nível de experiência,

achei que agora era um momento tão bom quanto qualquer outro para escapar deles. Comecei a deslizar

lentamente para o lado, mas os olhos de Griffin ainda estavam em mim. Ele sorriu amplamente ao

mesmo tempo que ignorou o riso acontecendo ao seu redor.

- Kiera, se você já tiver sido deflorada... - ele lançou um olhar irritado para os caras, - por um

idiota, tenho certeza... - ele olhou de volta para mim, enquanto eles riam mais, - ...então vamos ouvir

algo maroto. - Seus olhos pálidos brilhavam com diversão e ele começou a brincar com a língua, mais

especificamente com o piercing nela. Meu estômago virou um pouco com a sensualidade do movimento.

Eu realmente não queria responder o seu pedido estúpido.

Fiz uma careta e iniciei o movimento para ir embora. - Tenho que voltar ao trabalho, Griffin.

- Ah, vamos lá... só um pequeno palavrão. Você nunca xinga? - Ele estendeu a mão e agarrou

meu braço enquanto eu tentava passar por ele.

Mais concentrada em tentar puxar meu braço para longe de seu alcance do que no que estava

dizendo, suspirei e disse: - Sim, Griffin, eu xingo. - Imediatamente me arrependi de dizer isso.

- Então, vamos ouvir. - Ele parecia genuinamente divertido com a ideia de me ver tentar ser tão

bruta quanto ele. Evan parecia envergonhado por sua persistência e revirou os olhos. Matt colocou a

mão em seu queixo e se inclinou para frente e Kellan passou a mão pelo cabelo e recostou-se, para olhar

para mim com curiosidade. Eu estava começando a ficar desconfortável sob a análise deles.

Olhei para Griffin. - Droga.

Matt e Kellan riram. Griffin colocou seu cabelo loiro atrás das orelhas e fez beicinho. - Ooh,

vicioso. Agora vamos ouvir um real.

- Isso é um real. - Eu realmente só queria caminhar de volta para o bar, mas me sentia presa

pela conversa estranha. Kellan estava rindo abertamente do meu desconforto agora, e minha irritação,

com ele especificamente, foi crescendo.

- Ok, que tal um mais colorido... um fácil. Que tal... puta? - Ele sorriu diabolicamente para mim

enquanto cruzava os braços sobre o peito.

- Você é uma criança, Griffin. - Revirei os olhos e olhei para Evan, silenciosamente implorandolhe para acabar com essa conversa, já que ele era o único além de mim que parecia levemente

desconfortável.

Griffin riu do meu apelo óbvio. - Você realmente não consegue dizer isso, não é?

- Eu não preciso. - Não é que eu nunca xingue... é que eu geralmente o seguro na minha cabeça,

onde não é tão ofensivo. Eu não estava disposta a fazer nada só para agradar Griffin de qualquer

maneira. Considerei simplesmente andar para longe da mesa para acabar com seu jogo estúpido, mas eu

podia apenas imaginar o quanto ele iria rir.

Ele se inclinou sobre a mesa, com as mãos unidas. - Vamos lá. Alguma coisa, qualquer coisa, eu

não me importo... apenas diga algo sujo, - ele implorou.

Me mexi desconfortavelmente, ainda pensando em uma fuga. Eu poderia apenas dar um tapa nele?

Isso iria definitivamente tirar o foco de cima de mim... Mas eu não o conhecia suficientemente bem

para saber como ele reagiria a isso. Realmente não precisava dele com raiva de mim... ou excitado por

causa disso.

Kellan se intrometeu nesse ponto. - Ela me chamou de sexual uma vez.

Griffin quase caiu da cadeira, rindo.

Encarei Kellan, que olhou para mim com um olhar adoravelmente inocente em seu rosto e as mãos

ligeiramente levantadas em uma expressão que dizia claramente: "O quê"? Vendo a minha oportunidade

para ir embora (e realmente, a mesa inteira estava rindo agora, mesmo meu aliado Evan, então minha

fuga realmente não importava), eu voltei para o bar.

Esperando que meu rosto não estivesse muito vermelho, tão calmamente quanto podia, caminhei

até onde Rita já estava deixando as bebidas dos rapazes prontas. Eu cautelosamente olhei de volta para a

mesa. Griffin e Matt ainda estavam rindo do comentário estúpido de Kellan. Evan estava olhando para

mim se desculpando, pelo menos ele se sentia mal por rir. Kellan, ainda rindo um pouco, tinha agarrado

sua guitarra do chão e estava à toa dedilhando um ritmo.

Ele levemente começou a cantar uma música que eu achava que era nova. Não conseguia entender

as letras, mas a melodia deslizou por mim e era muito bonita. Instintivamente, comecei a me mover de

volta para os caras para que eu pudesse ouvi-la melhor.

- Eu não me incomodaria. - Rita estava observando-me assistir Kellan e aparentemente tinha

interpretado mal o meu interesse.

- O que?

- Esse mesmo. - Ela apontou para Kellan. - Não perca seu tempo.

Sem saber bem o que ela quis dizer, eu esqueci de dizer a ela que estava apenas interessada em sua

música e em vez disso perguntei: - O que você quer dizer?

Ela inclinou-se cúmplice, feliz pela chance de contar sua pequena história. - Ah, ele é mortalmente

atraente com certeza, mas só vai arrancar seu coração. Esse aí, ama elas e deixa-as.

- Oh. - Eu supunha que não era um choque muito grande, considerando o enxame de fãs

fanáticas que pareciam atacá-lo em todos os shows, e os inúmeros comentários que tinha sobre ele nas

paredes do banheiro. - Nós não somos assim. Ele é meu companheiro de quarto... nada mais. Eu estava

apenas ouvindo...

Ela me cortou. - Não sei como você vive com isso. - Ela olhou para ele, de forma bastante

sedutora, mordendo o lábio. - Isso me deixaria louca, dia sim, dia não. - Ela colocou um par de

garrafas de cerveja sobre o balcão.

Estava começando a ficar um pouco irritada com ela olhando para ele daquele jeito, e continuava a

chamá-lo de "isso", como se ele não fosse uma pessoa completamente formada ou algo assim. - Bem,

ter o meu namorado lá ajuda, é claro. - Saiu um pouco sarcástico, mas, sinceramente, o que ela achava

que fazíamos em nossa casa?

Ela riu um pouco. - Oh, querida... você acha que isso importa para ele? Bebê, eu era casada e isso

não pareceu intimidá-lo nem um pouco. - Ela colocou as duas últimas garrafas no balcão com um

pequeno sorriso em seus lábios. -Valeu bem a pena, no entanto. - Ela piscou.

Abri minha boca em choque. Rita tinha pelo menos duas vezes a sua idade e, pelo que eu ouvi,

estava atualmente no marido número quatro. Aparentemente Kellan não era muito seletivo sobre quem

ele trazia para casa? E eu estava começando a ter a sensação de que era todo mundo. Era estranho eu

não ter visto nenhuma das meninas na casa ainda.

Reunindo a minha compostura, eu murmurei, - Bem, é importante para mim. - Peguei as

garrafas e caminhei de volta para a mesa deles, um pouco agitada... E sem saber porquê.

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