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JOGUE COMIGO- Encontro perigoso!

JOGUE COMIGO- Encontro perigoso!

Autor:: MellRibeiro
Gênero: Fantasia
Ana Olivier trabalha para uma empresa de encontros por aplicativo, em um mundo que monstros e pessoas coexistem. Um dia, Ana tem que visitar uma CEO de uma empresa famosa de cosméticos para conseguir patrocínio para a sua empresa, como ela é a gerente, tem que fazer os serviços pessoalmente e conseguir prospectos de clientes para chamara atenção do público. Jake Sullyvan, mais do que dono desta empresa é Alfa de uma Alcateia. O alvo dele é a vampira mais cobiçada do país e reside na floresta Rosetown, onde ela tem um castelo grande e cheio de serviçais! Josephine Rosetown fora rainha em outras épocas de sua vida longa, mas, hoje em dia tem que manter a posição e para isso criou uma empresa de cosméticos famosíssima, a Baby Blue cosméticos. Em seu encontro com a vampira, Josephine lhe propõe um jogo para patrocinar sua empresa, mas, é um jogo perigoso e Ana deve escolher se encara ou foge da situação, pois Josephine é tentadoramente perigosa e disso depende que seu trabalho também esteja garantido. Ela com certeza deve temer, pois Josephine não é tão cobiçada à toa e ela pode sair machucada, muito rica, ou o pior de tudo, pode ter o seu coração roubado pela beleza de Josephine!

Capítulo 1 Atrasada!

- Nossa! Estou super atrasada!

_ Ana levanta correndo, o seu despertador não tocou e já passa das oito horas, ela não sabe se chegará a tempo, então pega o telefone e liga para Jake, seu chefe.

- Anda Jake, atende, atende... Uuuhhhh...!

_ Estressada, ela grita com o aparelho no ouvido, ela prende os cabelos longos e pretos, pega um vestido floral azul que encontra e suas roupas íntimas, veste rapidamente, calça um sapatinho de salto escarpam e sai correndo pela rua, ela não sabe se trancou a porta e passa na rua sem olhar o semáforo, um automóvel quase a atropela e o motorista grita com ela para tomar mais cuidado, ela acena para o homem sem olhar para trás, chegando ao outro lado ela sinaliza para um táxi que vem, a cidade de Vancouver está uma bagunça e o trânsito também, mas, ela consegue pegar o veículo e ir para o trabalho, termina de se maquiar ali mesmo e olhando para o espelho, ela nota que o seu cabelo está absolutamente assanhado.

- Nossa, hoje não é o meu dia, meu chefe vai me matar! Espero que não literalmente.

_ Ela conversa consigo mesma, o motorista avisa que já estão chegando, ela tenta arrumar mais o cabelo, mas, o querido prefere se manter rebelde e não a obedece. Ela paga o táxi e desce em frente ao prédio que trabalha, espera o sinal fechar para poder atravessar e quando enfim chega ao hall de entrada, percebe que esqueceu o crachá, ela pega o telefone e, coincidência ou não, seu chefe liga para ela.

- Ana, onde você está mulher? Estamos atrasados para a reunião!

_ Jake está nervoso, ele não sabe o que aconteceu com ela e se preocupa, mas, ela lhe explica.

- Jake, solicite que liberem o elevador, estou no prédio.

_ Ele interfona para a recepção e solicita para que a deixem entrar em qualquer situação, pois Ana é a mais importante ferramenta de trabalho ali, então, seguindo as ordens, a recepcionista libera a entrada de Ana no elevador e se desculpa pela falta de atenção, ela claramente tem medo de seu patrão, ele é o lobisomem mais famoso daquela cidade, também é o alfa de uma grande alcateia, antigamente era bastante temido, pois a sua família era dominadora dessa área e viviam em conflito com uma alcateia que chegara após eles e os outros faziam muita algazarra e até atacavam humanos nos locais próximos, mas, o pai de Jake, senhor Sullyvan, criou um grupo de defensores e acabaram tomando a cidade, hoje dominam a maioria ali, até policiais trabalham com eles na segurança contra qualquer pessoa ou monstro que fizer besteira, então, não teria chefe mais temido que ele nas redondezas. Ana sobe no elevador para o quarto andar, ela trabalha na empresa Play Whit Me, uma empresa de encontros por aplicativos para monstros e humanos também, ela predomina áreas em todo o Canadá, pois para os monstros se relacionarem é complicado, eles temem os outros monstros e os humanos os temem, então esse aplicativo, mostra com os dados do cliente qual a pessoa ideal e compatível, preferências e não somente para um encontro, mas, para muitos, então a seleção sempre mostra o parceiro ideal para cada um e ninguém sai perdendo, mas, a clientela está fraca e o aplicativo não está rendendo o suficiente para os ganhos e pagar funcionários e precisam de mais pessoas e monstros que entrem no mercado, por isso a reunião que Ana não pode deixar de participar. Ela chega a sala de reuniões, pede licença e senta ao lado de seu chefe, ele a olha de cima a baixo, ela pergunta o que há, ele diz que ela está linda, mas, Ana diz que não!

- Não estou linda, peguei o que achei no armário!

_ Jake ri, ele acha engraçado como ela é sincera, mas, rejeita que ela não se ache bonita, ele pede para ela se olhar mais no espelho, ela retruca que irá fazê-lo, quando ele parar de arrumar estas reuniões tão cedo. Os sócios analisam a situação da empresa e dizem a Jake que ele deve procurar mais patrocínios, que depende disso para que a empresa siga em frente sem baixas, mas, ele pede soluções e Ana diz que há poucos vampiros no chat de relacionamentos e que eles fariam toda a diferença, mas, Jake diz não se sentir a vontade com os vampiros, pois eles em sua maioria são sistemáticos para esse tipo de tecnologia, então a empresa sugere que eles busquem uma marca que esteja em alta no mercado e que esta seja mais uma patrocinadora e faça propagandas da marca dele também, Jake acha essa ideia mais atrativa e pede que Ana se encarregue de encontrar empresas que estejam no patamar indicado e mais vendas no mercado. A reunião se encerra e Jake se reúne com Ana em sua sala.

- Ana, temos de encontrar esta empresa logo, ou teremos que fazer cortes, não quero demitir meus funcionários!

_ Ela também não quer e garante até o fim do dia encontrará empresas que façam jus a esta lista de franquiados com maior potencial. Jake se despede e vai para a sala dele, tem umas coisas para acertar, logo em seguida, Suzi, amiga ninfa de Ana entra na sala, ela toca a porta, sua feição é de preocupação.

- Chefe, quero perguntar umas coisas! Posso entrar?

_ Ana ri, ela acha graça que sua amiga e assistente entre na sala e após isso peça licença, mas, elas se conhecem há mais de cinco anos e Suzi se tornou sua melhor amiga na empresa, dela Ana nunca teve medo, Suzi é meiga e fofinha, ela é um pouco oriental, mas, loira, seus cabelos quase brancos e veste muito azul clarinho, ela ama azul e Ana adora o humor dela, se ente muito bem.

- Suzi, sabe que não precisa bater, sabe que pode entrar, agora diz, qual a sua pergunta?

_ Suzi está com medo de ser demitida e conta para Ana o que ouviu nos corredores.

- Chefe, ouvi os sócios falarem que vão fechar a empresa se não conseguirmos colaboradores, é verdade?

_ Contra isso Ana não pode lutar, mas, não é tão grave que não se possa dar um jeito.

- Sim, estamos com problemas, mas, não se angustie e não foque em conversas de corredor, Jake e eu temos um plano para salvar a empresa, preciso de você nessa!

_ Suzi sorri, ela pergunta o que Ana quer que ela faça e as duas passam horas do dia procurando empresas em potencial para serem sócios ou fazerem parcerias com a Play Whit Me, elas esquecem de almoçar e quase perto das três horas da tarde, alcançam encontrar seis empresas perto de Vancouver que tem o índice bom para se tornarem prospectos clientes, doadores ou sócios! Jake entra na sala de Ana com comida a pronta entrega, ele sabe que ambas quando começam a trabalhar assim intensamente, não param para comer.

- Ana, Suzi, vamos almoçar! Sei que não comeram nada.

_ As duas olham para ele e sorriem, elas podem dizer que este chefe delas é o melhor, mas, claro, como não ser, se elas são as melhores funcionárias?

- Sabe senhor Jake? O senhor é como se fosse um pai para nós sabe?

_ Suzi brinca com ele, ela sabe que ele não é velho, claro, para um lobisomem, ele tem uma aparência incrível, é alto, moreno, cabelos pretos e tem um corpo que Suzi baba por ver passar, mas, ele somente tem olhos para Ana, ela não sabe, mas, Suzi sabe e todos no escritório também, pois ele escancara um sorriso cada vez que a vê entrar no prédio, quando ela chegou na empresa, não passou mais de sete meses e ele a colocou como sua assistente, logo, gerente, é muita sorte, ou é amor aí, mas, ela não fala nada, Ana não gosta de misturar trabalho com a vida pessoal e todos sabem, até porque ela teve uma relação no trabalho que não foi nada boa, ela namorou um sereio, mas, logo após dois anos de namoro, quase perto de casar, ela descobriu que ele usou seus poderes com ela para persuadi-la, não gostou nada e percebeu que nunca teve sentimentos por ele, já que ela sempre foi muito trabalhadora e quando namorava o Caio sereio, ela não olhava nem para o computador, falava nele o tempo todo e dava até raiva, lembra Suzi.

- Ana, você acha que tenho cara de ser pai? Sério, me diz se não seria mesmo um bom namorado?

_ Ana sorri, ela acha engraçado que ele se preocupa em ter cara de pai, mas, ela não o quer ofender, então responde graciosamente o que ele deseja ouvir!

- Não Jake, você definitivamente tem cara de namorado.

_ Ele ri alto e zoa com a Suzi.

- Está vendo? Ela disse que tenho cara de namorado! Há, há, há!

_ Suzi e Ana riem, mas, ela completa!

- Sim, cara de namorado bobão, Jake você é muito meloso!

_ Ele fica sério na hora, percebe que é brincadeira, mas, quer jogar com Ana, pode ser que consiga dessa vez.

- Poderia ser o seu namorado bobo, poderia te fazer muito feliz!

_ Ana percebe a expressão séria do seu rosto e logo questiona.

- Isso é sério? Olha eu não quero...

_ Ele faz um gesto com a mão para o alto, como se estivesse pregando uma peça nela, ele diz que estava brincando para ver a sua reação e que sabe que ela não está pronta para namorar, ri para disfarçar e ela também, mas, o clima meio que ficara sem graça agora, então ela fala para ele que encontrou seis empresas que podem ajudá-los, ele pergunta quais são e ela lhe faz uma lista.

- São, Jess Parfumarie, World Collections Music, Revistas Talk Show, Barnie, Car Center Motors, Baby Blue Cosmetics e Baby center bodys! Vamos marcar com todas? A maioria são de vampiros e sei que você não quer!

_ Ele olha a lista e vê quem são os CEOs das empresas, duas lhe chamam atenção e uma delas é a empresa Baby Blue Cosmetics, pois a dona da empresa é uma mulher muito rica e famosa, no passado ela foi Rainha, uma vampira de sucesso e uma das multimilionárias mais cobiçadas da região, ele conta para Ana qual o seu plano.

- Ana, não gosto de vampiros, mas, a CEO da Baby Blue é a vampira mais rica do país, ela se chama Josephine e se conseguirmos que ela entre para o aplicativo, pode ser a nossa salvação, a última opção, é que seja patrocinadora do aplicativo, mas, a primeira é melhor!

_ Ana então pede para Suzi encontrar um vampiro ou vampira que possa falar com ela e acertar tudo, mas, Jake a impede de sair, ele diz que se há alguém que pode conseguir esse contrato é ela, pois além de ser humana, tem um poder de persuasão muito grande, ele não confiaria em mais ninguém! Ana não quer ir, ela tem medo e argumenta com ele, mas, ele pede para Suzi contatar Josephine e conseguir a entrevista com Ana, para que ela vá ainda na mesma tarde falar com ela e Suzi o faz prontamente, logo ela retorna com a notícia, agendou a reunião e Ana pode ir para lá.

- Só há um problema, Ana, Josephine só estará pela noite, então marquei a reunião para as dezenove horas ok?

_ Ana treme de medo em pensar que ficará com um vampiro no mesmo local e a noite, ela pede para remarcar, mas, Suzi diz que foi o único horário que conseguiu, ela sem ter para onde correr, concorda com as opções que tem e se prepara para ir ao encontro da morte! Ana toma banho na empresa e pega uma roupa formal que encontrou em seu armário, ela sempre tem para eventualidades, vestindo uma saia preta social e uma blusa leve floral de mangas compridas, ela põe um salto fino vermelho e prende o cabelo em um coque alto, pega a sua bolsa vermelha e usa o perfume da Gucci que mais gosta. Coloca brincos de pérola e colar simples de prata com pingente de sereia que o seu ex havia lhe presenteado, se olha no espelho e percebe que deveria se vestir assim pela manhã, mas, não pôde, pois, saiu atrasada! Ela chama um táxi e vai para a floresta Rosetown, percebe que a mesma tem o nome de Josephine, pode ser que a floresta seja dela, parando para pensar que nunca viu esta senhora em sua vida, pensa em como será que ela é, mas, para de pensar qualquer coisa quando o motorista diz que irá deixá-la ali no portão, pois tem medo de vampiros, ela paga e desce, quando ele sai, ela o chama de frouxo, mas, o mesmo não escuta. Em frente a entrada da mansão, ela olha aquele grande portão, quando pensa em tocá-lo, ele abre sozinho.

- Ótimo Ana Olivier, agora ou nunca você deve trazer este contrato, mas, será que sua vida vale isso?

Capítulo 2 A entrevista!

_ Ana chegou na mansão de Josephine Rosetown, ela vê os portões abrirem diante dos seus olhos e admira sua grandiosidade, um senhor aproxima-se, ele se apresenta como o mordomo da casa, "-mordomo? Hum, estamos na idade das trevas?", ela pensa consigo mesma, mas segue o homem pelo caminho de pedras brilhoso, os canteiros com rosas-vermelhas chamam sua atenção, ela vê vários tipos de flores no jardim, muito bonito, mas, a luz do dia deve ser muito mais, já não está mais tão assustada.

- Senhor, pode me falar como é a senhora Josephine? Sabe, tenho, na verdade, um pouco de medo dela! Bom, tenho medo de monstros em geral...

_ O mordomo corta Ana secamente, ele conta que também é humano e trabalha para Josephine há muitos anos e que sua família também a serviu assim, que não há motivos para medo, mas, que seja respeitosa e não brinque com ela, pois apesar de ser tranquila, tem um temperamento explosivo! Ana imagina que deva ser uma senhora bastante velha, então, pelo menos bastante antiga, ela pergunta a idade de Josephine, seu mordomo diz não saber, mas, que chega perto de uns quatrocentos anos, Ana arregala os olhos e se surpreende, sua expressão de surpresa tira um sorriso do homem, ela a olha e apenas responde com elegância:

- Se for uma pessoa de mente aberta para falar com monstros, vai perceber que a minha senhora é muito inteligente, sábia, fora uma rainha, por isso não a olhe diretamente e reverencie, quando ela permitir, olhe para ela, entendeu?

_ Ana diz que sim e sua expressão muda de medo para terror total, ela não sabe o que irá encontrar, se aproximam da entrada e seu coração dispara de medo e suas pernas tremem! O mordomo abre a porta grande de madeira vitoriana, ele permite que Ana entre, ela por sua vez, coloca o seu pé direito na frente, para dar sorte! Ele pede que ela aguarde na sala ao lado, uma baita sala, de frente a uma escada em curva e que leva ao segundo andar da mansão, ela observa cada detalhe, um grande sofá de couro vermelho adorna o ambiente, quadros raros e várias obras de arte espalhadas pelos cantos, uma imensa estante, o que ela gosta bastante, pois lê muito, não há aparelhos de televisão ou som, o que não é uma surpresa, dado a idade da mulher, não haveria de ter mesmo! Ana se aproxima da estante, um livro lhe chama a atenção, "Drácula de Bram Stoker", ela sempre sonhou em ler aquele livro, mas, a oportunidade de tê-lo nunca se apresentou, pois, na época atual é muito raro, ela o pega sem cerimônia, abre as páginas e se depara com uma imagem antiga de Drácula, segurando Lucy em seus braços completamente nua, ele a morde no pescoço enquanto a possui em uma pedra de sepultura.

- Drácula amava Mina, mas, a sua procura o levava para Lucy, assim poderia se aproximar de seu amor de séculos passados, assim como eu, Drácula procurava por seu amor de uma vida, pela eternidade!

_ Ana paralisa, ela ouve a voz da vampira atrás de si, lembra do que o mordomo falou e colocando o livro novamente na estante, ela abaixa a cabeça e não faz contato visual, reverência a vampira, ela pode ver o fim de seu vestido e continua abaixada, é um vestido longo e vermelho, justo, pois para a época, ela não usaria balão, certo? Bom, não pode ver muito, mas, nota a elegância com que a mulher fala.

- Desculpe-me o atrevimento senhora Josephine, não queria ser descortês!

_ Josephine ri de Ana, ela chama o mordomo e quando ele aparece, pergunta se mandou que a menina fizesse isso, ele diz que sim e ela ri com ele.

- Marlos, você gosta de colocar medo em meus convidados, não é mesmo? Acho que voltarei a castigar meus subordinados!

_ Ele fica sério e se desculpa com Ana, diz que fora uma brincadeira, para quebrar a tensão! Ana se levanta e, fica paralisada com o que presencia, não é apenas uma vampira ali, é uma bela vampira, uma mulher linda, de cabelos negros e olhos esverdeados, mas, brilhantes, ela não parece em nada uma senhora, não aparenta ter mais de vinte cinco anos, e isso faz com que Ana fique chocada, ela esperava uma senhora mais velha e com jeito de uma rainha antiga, nunca vira um vampiro tão lindo como esta mulher, nem os que trabalham com ela tem essa beleza, eles parecem normais, principalmente as mulheres.

_ Deve se perguntar o porquê sou tão jovem não é mesmo? Nunca viu um vampiro antes?

_ Ana abre a boca para falar, mais a sua voz não sai, ela não consegue olhar para nada que não seja os olhos lindos de Josephine, não sabe ao menos o que faz ali, mas, tenta!

- Senhora eu... , desculpa, eh... , não sei o que dizer, não parece uma senhora, bom... , parece uma mulher, perdão!

_ A vampira sorri, pensa que aquilo foi um elogio, na verdade, não costuma ter muitos convidados humanos e os poucos que conheceu, não foram tão educados quanto ela.

- Senhorita Ana, suponho, bom, vamos deixar as convenções de lado, não precisamos, aprecio sua educação em não me chamar de velha, mas, tenho quatrocentos anos, minha beleza é uma recompensa pelas vidas que tirei, não me orgulho dela!

_ Ana não acha que seja uma recompensa, mas, também não pensa que seja uma maldição, ela pensa que se esta mulher é assim tão estonteantemente linda, deve ser por algum motivo, que seja o qual for, mas, ela tem um trabalho ali e esqueceu completamente, pois, uma beleza como a de Josephine não passa despercebida, ela convida Ana a sentar-se, as duas ficam frente a frente, então Josephine pede que Ana fale sobre a reunião que marcou!

- Senhora, a minha...

_ Josephine a corta no meio de sua frase.

- Não me chame de senhora, não sou casada! Me chame apenas pelo nome ou se preferir Jose, é o meu apelido!

_ Ana não pode chamá-la pelo apelido, não são amigas ou conhecidas e também por estar ali a trabalho, uma entrevista para ser a nova usuária do aplicativo de sua empresa ou talvez, a mais nova sócia da empresa, mesmo contra a vontade de seu chefe!

- Josephine, estou aqui para fazer uma proposta, em nome da empresa que trabalho e disso depende o meu emprego e de todos os seres de lá, precisamos de vampiros para os prospectos de relacionamento do aplicativo Paly With Me, a senhora será a nossa estrela, entrando para o banco de relacionamentos por meio dele, traria uma massa de monstros que nos traria também de volta a ação, o que acha?

_ A vampira sorri, sua gargalhada ecoa pelas paredes da mansão Rosetown, ela não para e Ana pensa que falou alguma piada, mas, não se altera e pergunta qual o motivo do riso!

- Posso perguntar se disse algo engraçado senhora? Digo... Josephine!

_ A vampira se põe séria, ela olha para Ana e levanta do sofá, andando pelo chão e olhando para ela pensativa, neste momento Ana se perde me seu vestido, olhando com é lindo, suas joias e maquiagem, lábios vermelhos como sangue, os cabelos soltos, parte deles caindo por seus fartos seios em um decote "V" longo que chega ao seu tórax, quase alcançando seu umbigo, o vestido sereia tem cauda longa e arrasta ao chão, é como se ela estivesse em um baile, Ana se pega analisando tudo na vampira, até que percebe corar, ela percebe que olha para os seios de Josephine, e a vampira percebe, ela joga os cabelos para trás e nota que a respiração de Ana fica mais pesada, prendendo as pernas e colocando as mãos no colo, como se quisesse esconder algo mais forte.

- Não que haja sido algo que disse, mas, a proposta de relacionamento por aplicativo não me tarai nem um pouco. Já tive relacionamentos que não me levaram a lugar algum e essa coisa de aplicativos não me deixam à vontade! Como posso conversar com uma pessoa e conhecê-la sem olhar nos olhos? Saber que me deseja ou se apenas está me seduzindo para usar-me?

_ Ana reflete sobre o que ela pensa e explica como o aplicativo funciona, ela pede que a vampira sente-se ao seu lado, mostra o aplicativo e explica que ao se cadastrar, aparecerão muitas pessoas compatíveis com ela conforme o seu perfil e seus dados, se a pessoa indicada for de seu agrado, ela pode clicar em jogue comigo e conversar, marcar encontro em lugares com público, para haver testemunhas e garantir que ninguém seja violado!

- Então haverá encontros pessoalmente, certo? Como cadastra o aplicativo?

_ Ana pede para a vampira sentar-se ao seu lado, ela mostra para Josephine o aplicativo aberto e pede os seus dados, tranquilamente Josephine passa e ela coloca uma foto, logo o aplicativo mostra pessoas e monstros diferentes que se assemelham ao gosto pessoal dela, Ana observa quando ela olha para o telefone em sua mão, os seus olhos sem uma ruga de expressão, sua boca carnuda e sente o seu cheiro maravilhoso que a hipnotiza, ela percebe se afasta vagarosamente da vampira, que percebe e levanta, ela pensa e pergunta qual seria a outra opção se ela não quiser ser a atração principal, Ana lhe informa que uma sociedade também seria viável, mas, que a presença dela para encontros traria mais satisfação ao público, pois, é uma vampira em potência e como é solteira e muito cobiçada, pode atrair mais pessoas e vampiros, sendo o público que eles realmente precisam para se candidatarem ao posto de parceiros românticos, trará mais sucesso a empresa, eles se escondem muito e por este motivo há muito mais de outras espécies que vampiros. A vampira encontra uma forma de se livrar, mas, ao se negar, Ana implora para que ela dê uma chance ao marketing e ao amor, este que ela não procura sozinha, por medo, ou seja, o que for que a impeça de estar com alguém.

- Tenho mais uma pergunta.

_ Ana a libera de fazer a pergunta e a vampira então manda algo que ela não imaginava!

- Você está neste aplicativo? Não vi o seu perfil!

_ Ana fica intrigada do porquê ela perguntaria isso e responde que sim, tem o cadastro.

- Eu tenho, sim, mas, o meu cadastro é puramente profissional e nós da empresa não podemos participar dos encontros que há por lá! Sendo mais direta, não podemos nos envolver com nossos clientes!

_ Josephine não gosta do que houve, para ela seria interessante saber mais de Ana, mas, como profissional, ela pode fazer isso certo? Então ela aceita participar do chat e ser sócia da empresa, mas tem uma condição imperativa neste caso.

- Senhorita Ana, aceito os termos e condições, mas, desejo que me acompanhe nestes encontros!

_ Ana arregala os olhos, ela não esperava por isso, como assim ela quer que a acompanhe?

- Como assim, uma coach de relacionamento?

_ Josephine diz que sim e que é imperativo que ela participe, ou não haverá trato!

- Bom, terei de conversar com o meu chefe, não sei se ele me libera para estar presente!

_ A vampira olha para ela e vê o rubor em seu rosto, ela sabe o que fazer e pede para Ana não se preocupar, ela conversará com o chefe dela e acertará, tudo depende dela fechar o negócio ou não! Ana então se despede, ela diz a Josephine que a espera no dia seguinte em seu escritório para fechar o contrato, a vampira concorda com ela e estende a mão para fechar o negócio, Ana estende também e ambas tocam os dedos, sentindo ali algo estranho, como se o destino quisesse que se conhecessem naquele momento e daquela maneira, a vampira sorri, os seus olhos já não tão verdes agora, mas, de um alaranjado que assusta Ana, ela solta mão de Josephine sai dali apressada, nem ao menos um táxi ela lembrou de pedir, mas, ao chegar no portão, uma limusine preta para ao seu lado, o mordomo Marlos pede que ela entre, ele a levará em casa.

Capítulo 3 O primeiro encontro!

_ É tarde, já passa das dez da noite e Ana chega em casa, morta de cansada, tranquila, mas, o que Josephine lhe pediu a deixa intrigada, como assim quer que ela acompanhe os encontros? Isso não é possível, será que a vampira mais cobiçada de Vancouver precisa de babá para tomar conta dela? Será que ela tem medo de algo? As perguntas não calam nos pensamentos dela, passando pela porta, ela entra na sala e acende um abajour perto do sofá, atira a bolsa e vai para o banheiro, se despe e coloca a banheira para encher, pega seu roupão e enquanto a banheira enche, ela vai até a cozinha e pega uma ta

ça de vinho, seu celular toca.

- Alô? Quem é?

_ Ela ouve a voz de Jake do outro lado, ele pergunta se ela conseguiu o contrato com a vampira e ela faz um suspense...

- Bom... O que acha? Claro que consegui e foi um custo!

_ Ana responde em tom sério, ela teve bastante medo e conta o que conversou com a vampira, ele pergunta se ela fora ameaçada, ou se a vampira foi grossa com ela, mas, Ana responde que não e diz que ela foi super atenciosa e educada.

- Sério Ana? Essa mulher deve ter gostado de você mesmo, porque dizem que ela é uma tirana nos negócios, e na vida também.

_ Ana diz a ele que ela não é nada como dizem e que é uma vampira muito bonita também, tanto quanto dizem, ele pergunta se Ana se apaixonou e ela nega com veemência.

- Não acredito que perguntou essa idiotice, não gosto de monstros, menos ainda de mulheres, não fazem o meu tipo!

_ Ele respira, aliviado e ela escuta, sorri e pergunta porque o alívio, já que ela não tem nada com ele, pergunta se por acaso ele gosta dela e ele demora um pouco para responder, ela então lhe diz que isso não seria possível, que prefere não se misturar para não ter problemas, tem medo de não ser aceita, pois é humana.

- Ana, apenas perguntei, sei lá, vai que, né?

_ Ela sorri e diz a ele que a banheira lhe espera e que ele espere o contato de Josephine, ela tem muito o que acertar com ele. Jake desliga e Ana vai tomar o seu banho, ela relaxa após o dia tão intenso de trabalho que teve, atrasada, fazendo pesquisas de mercado, mal almoçou e teve que entrar na cova do vampiro! Como sair bem relaxada de um dia como este? Ela deita na banheira e fecha os olhos, imagina que está no mar e logo escurece, ela vê olhos vermelhos, olhando para ela, brilhando e presas cheias de sangue, ela vê o rosto de Josephine, se assusta e de uma vez, as janelas do seu quarto abrem, o vento frio empurra a porta do banheiro, ela levanta e puxa o roupão ao lado da banheira, sai devagar e olha para ver se alguém entrou ali, mas, não tem ninguém, ela acende as luzes e desiste de tomar banho, volta para o banheiro e enxágua a espuma em seu belo corpo, secando-se, vai para o quarto e fecha as janelas, trancando-as por dentro, coloca uma camisola e vai para a sala, ligando a luz e a televisão, pega algo rápido na cozinha e senta em frente a tela, começa a jantar e de repente a campainha toca.

- Ahhh, hoje não é dia de descanso para mim!

_ Reclamando, ela levanta, vai até a porta e vê pelo olho mágico, é Suzi, ela pede para entrar, está com uma mala!

- Oi Suzi, o que houve?

_ Suzi chora, ela abraça sua amiga e entra no apartamento, com mala e tudo, senta no sofá de Ana e pede para conversar, ela está claramente desesperada.

- Amiga, peguei meu namorado com outra, ele estava morando comigo há uns dias, fazíamos um teste, achei que ele me amava, mas, não era bem assim, estavam na cama, na minha cama, Ana, saí de lá, peguei o que pude e vim para cá!

_ Ela olha para Suzi sem ter o que dizer, mas, já havia avisado que o cara não era boa coisa, ela havia visto ele com outras várias vezes e sempre caía no papinho que eram amigas, apenas isso, mas Suzi é muito bobinha, acredita fácil nas pessoas e Ana a mantém perto por isso, como ela veio de longe, sua mãe que é uma ninfa da floresta lhe confiou a amiga e Ana cumpre as promessas!

- Eu te avisei amiga, olha o que o Logan fez com você!

_ Ela pede para ficar na casa de Ana e sua amiga permite, um sorriso lindo se forma em seu rosto inocente, ela agradece abraçando sua amiga, Ana retribui e diz que no dia seguinte acertam como fica a questão das despesas, Suzi muda de assunto e pergunta como foi na casa de Josephine, pergunta como ela é e o que acertaram, Ana conta que conversaram bastante e que chegaram a um acordo, mas, que soou mesmo como uma imposição.

- O que ela impôs amiga? Conta.

_ Ana pensa se deve contar a Suzi o que Josephine lhe pediu, pois sabe que é proibido ter relacionamento de qualquer tipo com clientes, ela sente que isso pode dar errado, mas, foi uma exigência de Josephine e como ela falará com Jake, não deve ter problema em comentar com Suzi.

- Bom, ela pediu, melhor, exigiu que eu vá acompanhar de perto os encontros com dela, disse que minha presença é indispensável!

_ Suzi se espanta com ela, sabe de sua fama e arregala os olhos, pergunta se ela fez algo ou a ameaçou de alguma forma, mas, Ana diz que não e que a mesma pergunta Jake havia feito mais cedo.

- Então Jake já sabe? Espero que ele não deixe isso acontecer, porque sabemos no mundo dos monstros que ela é impiedosa e implacável, não gosta muito de humanos, nem de outros monstros, óbvio!

_ Ana fica surpresa com tantos comentários ruins, ela apenas acertou um trabalho, é como se estivessem falando de uma pessoa totalmente insana e ruim, pessoa não, vampira! Ana pede a Suzi que se instale no quarto de hóspedes, ela diz que deve estar um pouco sujo, pois não entra lá há bastante tempo, mas, Suzi diz que tudo bem, ela ficará na sala mesmo, já que em menos de seis horas terão de levantar para sair. Ana deita em sua cama e pensa no que Suzi e Jake lhe contam, ela não quer acreditar que uma mulher tão elegante, fina, educada e que fora uma rainha um dia, seja tão cruel assim, mas, não nega o fato que uma vampira pode ser, ela não quer pensar, então fecha os olhos e adormece.

_ Ana, sonha que está em uma floresta vasta, de árvores grandes e altas, ela anda por ela como se flutuasse, se vê em um vestido esvoaçante e longo de linho bege, ela anda até chegar a um bosque, nele ela pode ver olhos a espreita e ouves sons que não conhece, quando pássaros em bando passam voando por ela, mas, não são pássaros e sim morcegos, muitos e eles se unem formando a silhueta de uma mulher, uma mulher de olhos vermelho e vestida de negro, ela voa para cima de Ana, que se encolhe e após o suto olha para os lados e a procura, mas, não a vê, se virando pela última vez, a mulher está atrás de Ana e quando ela se vira a mulher diz que enfim a encontrou, avançando em seu pescoço e mordendo, Ana desmaia e acorda do seu sonho com o despertador, ela olha para os lados e põe a mão no pescoço, sentindo aquela dor invisível, pois não há sangue e nem mordidas. Ela levanta correndo e vai para o chuveiro, quando acaba o banho ouve Suzi chamando-a para tomar café da manhã, ela olha novamente e ainda são seis e trinta, está cedo.

- Ana, teve pesadelos?

_ Ela diz que não, só que se assustou com o despertador. Suzi sorri e diz que ela estava gemendo, ela fica desconcertada e diz que isso é impossível, já que não teve um sonho bom que digamos. As duas terminam o café e vão para a empresa, ao chegar, todos os funcionários estão na porta, olhando para a sala de Jake, elas perguntam o que está passando ali e um vampiro responde que a vampira mais cobiçada está lá com Jake, que firmaram o contrato e ela será a mais nova cliente da Play With Me, Ana sorri e vai para sua sala, ela não quer ver Josephine, Suzi vai para a sua mesa e começa a trabalhar, ela liga para Ana e diz que está chovendo monstros solicitando cadastro no aplicativo, eles querem encontros com Josephine, Ana agradece a notícia e se concentra no contrato que lhe fora enviado para fazer a publicidade e lançar na plataforma, logo ela fará um documento para a sociedade que Josephine pediu por e-mail, no rodapé do documento ela pede que Ana a encontre no Pub em frente a empresa, lá será o primeiro encontro e ela deve estar presente, "... Esteja no Pub Castellane às vinte horas em ponto, espero você e vista-se elegante, por favor!... ". Ana lê aquele bilhete no rodapé e não entende porque deverá ir tão elegante, mas, ela supõe que seja pelo ambiente mesmo, então, olha em seu armário do trabalho e vê o que tem ali para ir a um Pub.

- Nada de mais, mas, é o suficiente, já que o encontro não é meu!

_ O dia passa rápido e chega a hora do encontro, alguém bate na porta, é Suzi com uma caixa enorme, ela entrega para Ana, intrigada pergunta o que pode ser, mas, na caixa diz que Ana deve abrir sozinha e Suzi infelizmente não poderá ver o que é, Ana pede para ela sair e trancar a porta, ela o faz e sai da sala, se despede e diz que a espera em casa, ela acena para a amiga e diz que tudo bem. Ana abre a caixa, há papéis de seda envolvendo que há no pacote, um bilhete com dedicação a ela, que o pega e lê com surpresa em seu rosto.

"- Ana Olivier, espero que goste desse mimo, é um presente, adequado para o encontro de hoje e quero que o use, exijo que o use!"

_ Ela tira o papel de seda que cobre o presente e debaixo dele está um belo vestido azul, de alças finas e decote reto, o vestido é longuete, chegando a altura do joelho e uma abertura até a meia coxa, bem justo, o tamanho certo dela, abaixo do vestido há também um sapato escarpam de bico fino, seu tamanho também e uma lingerie, apenas a calcinha, fio dental preta com lantejoulas azuis brilhantes.

- Nossa, combina perfeitamente com o vestido, mas, não entendo porque devo usar, apenas estarei ali para observar, nada mais que isso.

_ Pensando no que fazer, ela recebe uma mensagem de texto, informando que deve estar pronta em vinte minutos, pois a limusine a pegará em frente ao prédio, ela olha para o relógio e corre para se arrumar, após vestir a roupa e o sapato que ganhou, ela prende o cabelo em um coque elegante e coloca um par de brincos longos de brilhantes.

- Sem colar, não tenho nenhum que sirva para esta ocasião!

_ Ela sai correndo para pegar o elevador, nele aproveita para passar um rímel e batom vermelho, nada mais, ela não gosta de maquiagem, assim que as portas se abrem, ela vê o carro parado lá fora e segue para entrar, Marlos a cumprimenta e abre a porta para ela entrar, vão em silêncio até o Pub mais chique da cidade, ela entra e todos olham para ela como se fosse uma atriz famosa, ou algo assim, na recepção, ela pergunta por Josephine e o garçom a leva até o bar e ela lhe aguarda, sentada e belíssima. Seus cabelos longos presos em um rabo de cavalo exuberante, terno preto e camiseta vermelha, ela usa calças jeans e saltos finos, joias impecáveis, bebe whisky. Ana se aproxima e ela levanta para recebê-la, estendendo a mão e a beijando, como se fosse um cavalheiro e ela sua princesa, mas, Ana baixa sua mão, a cumprimentando como se fossem amigas, um beijo em cada bochecha, e sussurra.

- Não esqueça que você também é mulher e aqui, somos parceiras de negócio!

_ Josephine sorri, ela olha para os lábios de Ana, parecem cerejas doces e belas, pensa que devem ser saborosas. Ana senta ao seu lado no bar e pede um drink, olha mais uma vez para Josephine e pergunta onde está o vampiro que iria encontrá-la ali, ela responde com um sorriso malicioso.

- O mandei embora, não era meu tipo, agora é só você e eu!

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