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Maldito mafiso

Maldito mafiso

Autor:: Leide ustulin
Gênero: Jovem Adulto
Quando um cruel mafiso se torna obssecado por uma menina muito jovem, ele não se importar com nada né com sua idade e muito menos com seus sentimentos.

Capítulo 1 O Adeus

Lara Martins

Faz horas que estou trancada no meu quarto, deitada de bruços, com o rosto enterrado no travesseiro encharcado de lágrimas. Sinto como se tivesse chorado até secar, mas sempre há mais, como se a dor dentro do meu peito fosse uma fonte que nunca se esgota. Perder a única pessoa que realmente me amava é como ter o chão arrancado dos pés. Cada respiração é pesada, doída, arrastada. Eu não sei se tenho forças para continuar vivendo sem ele.

Meus soluços ecoam pelo quarto silencioso. De repente, ouço a porta se abrindo devagar. É minha mãe. Ela me olha por alguns segundos antes de falar com uma voz firme, mas cansada:

- Filha, você precisa descer e se despedir do seu pai... ou vai se arrepender pelo resto da vida.

Demoro alguns segundos para reagir. Ergo o rosto devagar, com os olhos ardendo e a garganta seca. Apenas balanço a cabeça em concordância. Seco o rosto com as mãos, levanto da cama e passo por ela sem dizer nada. Consigo sentir seus olhos me acompanhando, e percebo quando ela revira os próprios olhos - como se minha dor fosse um incômodo. Isso só aumenta a raiva que já estava presa dentro de mim.

Desço as escadas, e cada degrau parece mais pesado que o anterior. Quando chego à sala, meu coração aperta. Ali, no meio da multidão de rostos desconhecidos, está o caixão. Meu pai repousa dentro dele. Muitas pessoas que eu nunca vi estão espalhadas pelo lugar, algumas chorando, outras apenas murmurando entre si.

Minha irmã está um pouco afastada, conversando com alguns garotos que não conheço. Ela veste um longo vestido preto, recatado e elegante. Falsa, penso. Sempre tão preocupada em mostrar uma imagem perfeita, como se sua dor fosse um espetáculo a ser exibido.

Meus pés me levam, trêmulos, até o caixão. Lá está ele. Meu pai. Os olhos fechados, o rosto sereno, como se estivesse apenas dormindo. Quase consigo acreditar que a qualquer momento ele vai abrir os olhos e sorrir para mim, chamar-me de "gatinha", como sempre fazia. Estendo a mão e toco a dele. Tão gelada... tão dura. O desespero toma conta de mim.

- Pai... acorda, por favor. Não me deixa sozinha. - Minha voz falha, mas insisto. - Levanta, pai. Me ouve.

As lágrimas descem sem controle, molhando meu rosto e minhas mãos. De repente, começo a sacudir seu corpo, ignorando os olhares em volta. Grito, chamo por ele, imploro. É como se a sala desaparecesse e só existisse eu e ele. Mas ele não se mexe.

Sinto braços me envolvendo e, instintivamente, encosto o rosto no peito daquele corpo que já não responde. O choro é tão forte que mal consigo respirar. Minha mãe se aproxima e acaricia meus cabelos. Ela sussurra no meu ouvido com uma doçura estranha:

- Vai ficar tudo bem, minha gatinha.

Por um instante acredito. É o que ele sempre dizia para mim, que eu era sua gatinha. Então minha mãe me entrega um copo com água. Sua voz soa tão suave, tão convincente, que não consigo desconfiar.

- Bebe tudo, meu anjo.

Eu obedeço. Engulo a água de um gole, mas logo sinto meus olhos pesarem, minha vista embaçar. Tento resistir, mas as vozes vão ficando distantes, como se eu estivesse sendo puxada para dentro de um túnel escuro. Até que a escuridão me engole de vez.

Quando acordo, estou de volta ao meu quarto. O coração dispara. Não sei que horas são, nem quanto tempo dormi. Corro para a sala, mas não há ninguém. O caixão sumiu. A sala está vazia. Caio de joelhos no chão, soluçando desesperada. Meu pai se foi. Para sempre.

Minha mãe surge atrás de mim. Aproxima-se devagar, como se tivesse ensaiado suas palavras:

- Filha, você precisa aceitar. Seu pai não ia querer te ver assim.

- Eu sei, mãe... mas dói muito - respondo entre lágrimas.

- Você dormiu um dia inteiro, meu amor - ela diz, tocando meu rosto com ternura.

Beijo sua face e vou até a cozinha. O estômago ronca, mesmo que a tristeza me tire a fome. Abro a geladeira, pego queijo, depois um saco de pão no armário. Enquanto preparo meu lanche, minha irmã entra.

- Faz um para mim também - pede, simplesmente, e se senta à mesa.

Reviro os olhos. Como ela consegue ser tão folgada? Mesmo assim, preparo os dois lanches. Comemos em silêncio. O ar fica pesado, quase sufocante.

Nunca fomos próximas. Ela nunca gostou de mim. Sempre me tratou mal, como se eu fosse um estorvo. Talvez por ciúmes, talvez por capricho. Ela tem 17 anos, é bonita, elegante, admirada. Eu tenho 14 e meio. Sou a "feia", a estranha, a que prefere cuidar do jardim em vez de sair com amigos. As rosas são minhas companheiras - e as prefiro mil vezes mais do que a companhia dela.

Três meses se passam. O luto ainda me sufoca, mas agora a dor divide espaço com a desconfiança. A casa mudou. Não há mais empregados. A comida parece escassa. Vejo minha mãe cochichando com minha irmã, mas quando chego perto, elas se calam. Fico furiosa. Por que me tratam como criança?

Minha mãe mal para em casa. Quando pergunto o que está acontecendo, minha irmã repete a mesma frase: "não é assunto para criança". Brigamos mais uma vez.

Me refugio no jardim. A escola? Não voltamos mais. Não sei por quê. Será falta de dinheiro? Existem escolas públicas boas. Mas ninguém me responde.

A única pessoa em quem encontro conforto é a Naná, nossa antiga babá, que agora cozinha para nós. Ela sempre me trata como se eu fosse ainda a sua menininha. Só de pensar em seus bolos, sinto um sorriso escapar.

- Naná! - corro até a cozinha. - Tem bolo de chocolate?

Ela sorri, como sempre.

- Sempre tem, meu amor. E ainda com duas bolas de sorvete.

Sento-me à mesa, e logo o cheiro doce invade o ar. O bolo vem quentinho, com o sorvete de morango derretendo aos poucos. Um pedaço de paraíso no meio do inferno que se tornou minha vida.

É nesse instante que minha mãe entra, carregada de sacolas. Seus olhos brilham e sua boca se abre em um sorriso largo, quase triunfante.

- Vou me casar de novo! - anuncia. - Amanhã vamos para a casa do meu futuro marido, em outra cidade. Arrumem suas coisas.

O choque me paralisa. A comida perde o sabor, o ar pesa. Meu coração dispara.

- Eu não quero ir para casa de ninguém! - grito. - Essa é a minha casa!

Ela me olha com frieza, como se minhas palavras fossem apenas birra infantil.

- Você é uma criança. Não decide nada. Arrume suas coisas... ou mando você para um colégio interno.

Depois disso, ela sai cantarolando, feliz, como se não tivesse acabado de pisar em cima da memória do meu pai.

E eu fico parada, imóvel, com uma única pergunta queimando dentro de mim: como ela conseguiu esquecer tão rápido o homem que dizia amar?

Capítulo 2 O homem mais poderoso da Itália

Giovanni Nogueira:

O futuro Dom da Cosa Nostra a maior máfia italiana na Sicília, tendo 28 anos, 1 95 de altura, cabelos pretos olhos azuis, corpo malhado, um temperamento explosivo, não gosto quando as pessoas não me obedeçe, aqueles que me desafia estão embaixo da terra, estou noivo da mulher mais linda da Itália uma linda modelo de sucesso,mas isso não me impede de me divertir com as outras mulheres.

Meu pai vai se casar com a mulher de um traidor que eu matei, eu iria matar a família toda não costumo poupar ninguém, mas o velho está apaixonado pela puta da mulher do traído, o pior que ela tem duas filhas e meu vai levar para casa como se fosse filha dela, o idiota do meu irmão mais novo acho tudo lindo "vou ter duas irmãs" já eu quero que todos se fodar eu só vou no casamento por se obrigado como futuro Dom tenho que comparecer em todos eventos e casamentos Também, mas quando eu me tornar o novo Dom as coisas vão mudar.

O jardim da mansão da nossa família está bem enfeitado eu não gosto dessa pessoas todas andando pela minha propriedade, mandei reforçar a segurança numa se sabe quando vão sofrer um ataque, tinha uma parte do jardim que estavam cercada eu sempre mantia fechado não gostava que ninguém entrasse era o jardim da minha mãe com um variedades de rosas, depois que ela morreu eu vinha muito aqui neste jardim para pensar nela.

Assim que me aproximo vejo uma pessoa tentando entrar nesse parte que eu dexei bem claro que não queria ninguém lá, quando chego mais perto percebo uma menina de cabelos loiros quase brancos, ela não percebe que estou bem perto e continua a força o portão para entrar me deixando muito irritado, pego no seu braço e pucho com força fazendo ela olhar bem nos meus olhos.

Quando meus olhos encontram os delas meu corpo fica todo arrepiado, seu olhos são de um azul tão brilhante que eu nunca tinha visto, sua boca e rosa e seu rosto é tão delicado como de uma boneca.

___ Desculpe senhor eu só estou olhando, eu adoro rosas e essas são tão bonitas ( ela fala com muito medo na voz)

___ Ninguém te falou que não pode entrar nessa área do jardim? ( falo ainda segurando seu braço)

___ Sim, me desculpe eu não vou fazer mais (ela fala com uma voz de choro que faz meu coração apertar)

Eu solto seu braço abro o portão estendendo a mão parz ela eu digo

___ Vem eu vou te levar pars ver as rosas, seu olhos que nunca saíram dos meus agora estão brilhando ainda mais, um sorriso aparece nos seus lábios ela pega minha e caminha comigo pelo jardim.

___ Qual seu nome? ( eu pergunto)

____ Lara Martins! ( ela fala observando tudo) __ eu adoro rosas são minhas preferidas, sabe na minha antiga casa eu tinha um jardim bem lindo, mas o seu é bem mais bonito você teve ser uma pessoa muito boa ( ela alegremente)

___Eu sou um mafioso não sou uma pessoa boa, ( falo sorrindo)

___ Todo mundo que gosta de flores é uma pessoa boa para mim, seu sorriso é bem bonito também ( ela com uma inocência)

Eu sorriu ainda mais nunca nenhum fato que meu sorriso é bonito e que sou uma pessoaboa, ela solta minha mão e vai subir numa árvore, me deixando totalmente desconfortáveis, pois pode ver toda sua calcinha branca, seu vestido era bem rodando e passava do joelho, mas quando ela subiu na árvore eu puder ver claramente não que eu estivesse olhando afinal ela é uma criança para mim.

Ela pisar em falso se atrapalha e começa a cair da árvore,mas antes que atinga o chão eu seguro nos meus braços quando ela começa a cair, quando seu pequeno corpo escosta no meu eu quase perco o controle, ela cheira a inocência sem ver maldade nas minhas ações ela encosta a cabeça no ombro e suas pernas envolta da minha cintura, eu aperto ela bem no meu corpo fecho meus olhos com o cheiro de flores que vem do seus cabelos, se ela soubesse o que desejo fazer com ela as coisas terríveis que eu costumo fazer, ela correria para bem longe para o outro lado do mundo.

Coloquei ela no chão ajeitando meu terno eu falo __ vamos voltar para o casamento, sua mãe deve estar te procurando

__ Vamos sim, mas minha mãe nunca se importa com que faço ( ela fala triste)

Pego na sua mão e caminho de volta a saída, ela parece tão adorável com o sol iluminando seu rosto, tão jovem nas mãos de um filho da puta como eu, assim que chegamos no portão eu solto sua mão para fechar o portão ela diz __ obrigada! Fica na pontas dos pés e beijar meu rosto e sair correndo, eu fico rindo sozinho como uma menina pode tão ingênua e não ver maldade em nada.

Eu volto para festa para encontra minha noiva Juliana com cara azeda, ela sempre estava de mau humor, se ela não fosse tão bonita eu já tinha mandado embora, apenas inguinoro sua chatice indo onde está as bebidas, meu irmão está com uma garota de cabelos castanho bem jovem também, logo meu pai vem de mãos dadas com uma mulher muito bonita e jovial ,não parece ser mãe de duas meninas.

Meu chama atenção de todos apresentando a esposa e as filhas ele fala __ Atenção a todos eu gostaria que vocês conhecesse minha esposa Clarice e sua filha agora minhas Larissa e a pequena Lara agora todas passaram a usar o meu nome Nogueira. ( pai fala sério com o seu ton de chefe) Depois ele acrescenta o que me deixou muito ___ Como todos já sabem daqui a três meses meu filho Giovanni assumirá com Dom no meu lugar, todos batem palmas eu aceno com a mão para todos, Juliana gruda como um carrapato me abraçando logo pecebo dois olhos azuis brilhante me olhando.

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Capítulo 3 Bem-vindo a Sicília

Quando minha mãe falou que nós iríamos morar em outra cidade, jamais pensei que, na verdade, fosse outro país. E aqui estamos: na Itália, mais precisamente na Sicília. Um lugar que, até pelas fotos que eu tinha visto, parecia mágico. Segundo minhas pesquisas, a região é conhecida pelas suas praias de águas cristalinas, pelas cidades históricas e pelo turismo que encanta visitantes do mundo inteiro.

No carro, eu não tirava os olhos da janela. A cada curva da estrada, descobria algo novo. As colinas verdes se estendiam como um tapete vivo e, ao fundo, o azul intenso do oceano cortava o horizonte. Meu coração acelerou de expectativa. Eu sempre sonhei em andar de barco sobre águas azuis e infinitas... e agora esse sonho parecia tão próximo.

Antes vivíamos no sul da França, numa casa grande com um jardim maravilhoso. Eu amava plantas, flores e animais. Passava horas entre os canteiros, brincando com meu gato, aquela bolinha de pelo que era minha companhia fiel. Pensar que agora estava tão longe dele me fazia apertar os olhos para não chorar. Já sentia saudades.

O carro desacelerou diante de portões imensos de ferro trabalhado. Atravessamos uma longa alameda ladeada de ciprestes até estacionar em frente a uma mansão monumental. Tudo ali transbordava riqueza - a entrada com colunas, o hall luxuoso e a sensação de que eu tinha acabado de entrar em outro mundo. Minha família nunca viveu em uma casa simples, mas nada do que tínhamos antes se comparava àquilo.

Na entrada, um homem elegante nos esperava. Pelo jeito como segurava a mão da minha mãe, percebi que era Enrico, o homem com quem ela iria se casar. Ao lado dele, estava um rapaz de cabelos pretos e olhos castanhos que parecia ter mais ou menos a idade da minha irmã. Tinha um charme imediato, e percebi, pela maneira como olhou para ela, que havia gostado dela à primeira vista. O nome dele era Matteo.

Cumprimentei-os educadamente, mesmo sem simpatizar muito com a situação. Uma empregada logo me conduziu até o meu quarto. Era enorme, com janelas que davam vista para um jardim exuberante, quase como um quadro vivo. Mas a beleza não compensava o peso das palavras que a empregada disse em seguida:

- Café às oito, almoço ao meio-dia, jantar às dezenove. Nunca, em hipótese alguma, entre nos quartos dos meninos. E, principalmente... - ela apontou para fora da janela - está vendo aquela parte do jardim cercada? Nunca entre lá. Se o senhor Giovanni pegar você, ele vai te matar.

O sangue gelou em minhas veias. Depois dessas palavras, a mulher simplesmente se retirou, como se não tivesse acabado de me lançar em uma prisão.

Era isso que aquele lugar parecia para mim: uma prisão dourada. Decidi que obedeceria às regras por enquanto, mas já começava a traçar planos. Mais cedo ou mais tarde, eu fugiria dali. Voltaria para a França e aprenderia a viver por conta própria.

Uma semana se passou. Enquanto minha mãe e minha irmã já tinham feito amigos e explorado a cidade inteira, eu permanecia isolada naquele quarto. Hoje era o casamento da minha mãe. Ela me trouxe um vestido azul-claro rodado, digno de princesa, e avisou que uma empregada viria me ajudar a me arrumar. Mal sabia ela que eu tinha um plano: durante a cerimônia, eu tentaria escapar.

Da janela, observei a movimentação: dezenas de convidados elegantes chegavam à mansão. Eu, que nunca gostei de multidões, sentia o peito se apertar. Meu mundo sempre foi a terra, as flores e os animais. Mas ali... eu precisava parecer a menina perfeita.

Desci as escadas em silêncio, tentando passar despercebida. O vestido rodava em volta das minhas pernas enquanto eu caminhava furtivamente até meu objetivo: os portões. Mas, claro, estavam trancados. Eu deveria ter imaginado. Nada proibido seria deixado sem segurança.

Enquanto tentava forçar a entrada, uma mão firme agarrou meu braço.

- O que pensa que está fazendo aqui? - a voz era grave, autoritária.

Virei-me assustada e encarei um homem. Ele tinha cabelos pretos como o de Matteo, mas o rosto era mais sério, maduro, e a presença dele... quase sufocante. Seus olhos escuros me atravessaram, e um arrepio percorreu meu corpo. Tentei sorrir, com a cara de cachorrinho que sempre usava quando queria algo.

- Só queria ver o jardim... por favor.

Para minha surpresa, os olhos dele se suavizaram. Um leve sorriso despontou em seus lábios. Sem dizer nada, ele abriu o portão e, em seguida, segurou minha mão, guiando-me para dentro daquele jardim proibido.

Lá dentro, parecia outro mundo. Ele me falava das rosas com uma voz calma, quase gentil, e perguntou meu nome. Respondi, e em seguida perguntei o dele. Foi então que descobri que ele era Giovanni, o filho mais velho do homem que minha mãe acabara de se casar. O mesmo de quem todos diziam que era perigoso.

Mas, ali, ele não parecia perigoso. Ao contrário, me fazia sentir à vontade. Tanto que me permiti subir em uma árvore, esquecendo que estava de vestido. Só percebi o erro quando vi que ele podia estar olhando minha calcinha. Corei de vergonha, e antes que pudesse descer sozinha, escorreguei. Ele me segurou nos braços, colado a mim, e o perfume amadeirado dele me envolveu.

Por um instante, fiquei paralisada. Ele me segurava firme, e o som da respiração dele estava acelerado, quase ofegante. Então, como se lutasse contra algo, me colocou de volta no chão com uma expressão dura.

- Volte para a festa. - disse de forma seca.

Mesmo assim, ele voltou a segurar minha mão enquanto me conduzia de volta. E eu, secretamente, gostei daquela sensação. Antes de sairmos do jardim, ele soltou minha mão para trancar o portão. Num impulso, fiquei na ponta dos pés, dei um beijo rápido em seu rosto e murmurei:

- Obrigada.

Em seguida, corri envergonhada antes que ele pudesse reagir.

Quando cheguei à festa, a cerimônia já havia terminado e começavam os discursos. Sentei-me perto da minha irmã, que me lançou um olhar repreensivo. Levantei os olhos e, para meu choque, Giovanni entrou no salão acompanhado de uma mulher belíssima, que se pendurava em seu pescoço e o beijava sem parar.

Meu estômago revirou. Eu não entendia por que aquilo me incomodava tanto. Não fazia sentido sentir ciúmes de um homem que mal conhecia. Mesmo assim, não conseguia evitar. E o pior: por trás dos beijos que ele distribuía naquela mulher, os olhos dele estavam fixos em mim, como se me estudasse.

O novo marido da minha mãe se levantou para nos apresentar oficialmente como filhas. Minha irmã parecia radiante. Eu, ao contrário, não esbocei emoção alguma. Já tinha um pai - não precisava de outro.

Logo depois, a atmosfera da festa mudou bruscamente. Um homem se aproximou trazendo uma notícia devastadora. Disse que meu verdadeiro pai havia feito um contrato de casamento envolvendo a mim e o filho dele.

O salão mergulhou no caos. Minha mãe empalideceu, convidados começaram a murmurar, e Enrico parecia não acreditar no que ouvia. Antes que eu pudesse compreender direito, minha mãe segurou meu braço com força e ordenou:

- Para o seu quarto. Agora!

Sem entender o que estava acontecendo, subi as escadas correndo, com o coração martelando no peito. A única certeza que eu tinha era que minha vida nunca mais seria a mesma.

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