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Marília: O Retorno Triunfal

Marília: O Retorno Triunfal

Autor:: Fei Se Xiao Yu
Gênero: Fantasia
A dor lancinante e o frio mortal eram minhas últimas sensações. Meus olhos turvos focaram nos rostos de Joana, minha irmã de criação, com um sorriso vitorioso e um frasco vazio, e Ricardo, meu noivo, com um desprezo congelante. "Finalmente" , Joana sussurrou, "tudo o que é seu será meu. O trono, o poder, tudo." Ricardo apenas observou meu último suspiro com frieza calculada. Fui engolida pela escuridão. Um fim patético. Mas então, uma luz forte e vozes altas. Eu não estava morrendo no chão frio. Estava sentada em uma cadeira ornamentada, em um salão de festas vibrante. Minhas mãos estavam jovens, quentes, sobre um vestido de seda azul, sem as cicatrizes da batalha final. Uma criada me chamou de "Princesa Marília" . Eu perguntei que dia era. "É o seu aniversário de dezoito anos, alteza." Voltei. Três anos no tempo. Para o dia que marcou o início da minha queda. As memórias da minha vida passada, a forma como Joana e Ricardo me isolaram, me pintaram como mimada, roubaram meu pai e me envenenaram, inundaram minha mente. Uma fúria fria e clara tomou o lugar do choque. Eu não seria a vítima tola e ingênua novamente. Desta vez, eles iriam pagar. Caro. Foi então que a vi: Joana, no centro do salão, usando um vestido dourado com o emblema do sol nascente, um tecido reservado à herdeira do trono. Na vida passada, eu ignorei. Que tola eu fui. Levantei-me, minha postura ereta. "Tire esse vestido" , eu ordenei, minha voz baixa, mas carregada de uma autoridade que surpreendeu a todos. Meus passos seriam a marcha da vingança.

Introdução

A dor lancinante e o frio mortal eram minhas últimas sensações.

Meus olhos turvos focaram nos rostos de Joana, minha irmã de criação, com um sorriso vitorioso e um frasco vazio, e Ricardo, meu noivo, com um desprezo congelante.

"Finalmente" , Joana sussurrou, "tudo o que é seu será meu. O trono, o poder, tudo."

Ricardo apenas observou meu último suspiro com frieza calculada.

Fui engolida pela escuridão. Um fim patético.

Mas então, uma luz forte e vozes altas.

Eu não estava morrendo no chão frio. Estava sentada em uma cadeira ornamentada, em um salão de festas vibrante.

Minhas mãos estavam jovens, quentes, sobre um vestido de seda azul, sem as cicatrizes da batalha final.

Uma criada me chamou de "Princesa Marília" .

Eu perguntei que dia era.

"É o seu aniversário de dezoito anos, alteza."

Voltei. Três anos no tempo. Para o dia que marcou o início da minha queda.

As memórias da minha vida passada, a forma como Joana e Ricardo me isolaram, me pintaram como mimada, roubaram meu pai e me envenenaram, inundaram minha mente.

Uma fúria fria e clara tomou o lugar do choque.

Eu não seria a vítima tola e ingênua novamente.

Desta vez, eles iriam pagar. Caro.

Foi então que a vi: Joana, no centro do salão, usando um vestido dourado com o emblema do sol nascente, um tecido reservado à herdeira do trono.

Na vida passada, eu ignorei. Que tola eu fui.

Levantei-me, minha postura ereta.

"Tire esse vestido" , eu ordenei, minha voz baixa, mas carregada de uma autoridade que surpreendeu a todos.

Meus passos seriam a marcha da vingança.

Capítulo 1

A dor lancinante no meu peito era a última sensação que eu conhecia, um frio que se espalhava pelos meus membros enquanto a vida me deixava.

Meus olhos, turvos, focaram nos dois rostos acima de mim.

Joana, minha irmã adotiva, a quem eu amava e protegia, segurava um frasco vazio com um sorriso vitorioso.

Ao lado dela, Ricardo, meu noivo, o homem para quem eu havia prometido meu coração, olhava para mim com um desprezo que congelou minha alma mais do que o veneno.

"Finalmente", Joana sussurrou, sua voz doce como mel envenenado, "tudo o que é seu será meu. O trono, o poder, tudo."

Ricardo não disse nada, apenas observou meu último suspiro com uma frieza calculada.

A escuridão me engoliu.

Foi um fim patético.

Mas então...

Uma luz forte me cegou, seguida por vozes e música alta.

Abri os olhos, confusa.

Eu não estava no chão frio do meu quarto, morrendo. Eu estava sentada em uma cadeira ornamentada, em um salão de festas vibrante e cheio de gente.

O ar cheirava a flores e bolo.

Minhas mãos não estavam frias e sem vida, elas estavam quentes, descansando no meu colo sobre um vestido de seda azul.

Olhei para minhas mãos, jovens e sem as cicatrizes da luta final.

Que lugar era esse?

Uma criada se aproximou com um sorriso.

"Princesa Marília, está se sentindo bem? A senhora parece pálida."

Princesa Marília.

Meu nome.

Minha cabeça girou.

"Que dia é hoje?", perguntei, minha voz um pouco trêmula.

"É o seu aniversário de dezoito anos, alteza. A festa está maravilhosa."

Meu aniversário de dezoito anos.

Eu tinha voltado. Tinha voltado três anos no tempo, para o dia que marcou o início da minha queda.

Meu coração começou a bater descontroladamente.

Isso não era um sonho. Era real.

As memórias da minha vida passada inundaram minha mente como uma avalanche. A forma como Joana, pouco a pouco, roubou a afeição do meu pai e do meu irmão, como ela me isolou, me pintando como uma princesa mimada e cruel. Como Ricardo a ajudou, sussurrando mentiras no meu ouvido e nas costas. Lembrei-me da morte do meu pai, o Rei, declarada como uma doença súbita, mas que eu sabia ter sido obra deles. E, finalmente, minha própria morte.

Uma fúria fria e clara tomou o lugar do choque.

Eu não ia deixar acontecer de novo.

Desta vez, eu não seria a vítima ingênua. Desta vez, eu faria com que pagassem por cada lágrima e cada gota de sangue.

Meus olhos varreram o salão, procurando.

E então eu a vi.

Joana.

Ela estava no centro de um grupo de nobres, rindo e encantando a todos. E ela usava um vestido. Não era um vestido qualquer. Era um vestido de um tecido dourado brilhante, bordado com o emblema do sol nascente, um tecido e um design reservados exclusivamente para a herdeira do trono.

Na minha vida passada, eu vi isso, me senti magoada pela audácia dela, mas não fiz nada. Eu não queria estragar minha própria festa ou envergonhar minha irmã na frente de todos.

Que tola eu fui.

Aquilo não foi um erro inocente. Foi uma declaração. Um teste.

Desta vez, ela não passaria no teste.

Levantei-me, minha postura ereta e decidida. O barulho ao meu redor pareceu diminuir enquanto eu caminhava em sua direção. Todos os olhos se voltaram para mim.

Eu não parei até estar bem na frente dela.

O sorriso de Joana vacilou quando viu a expressão no meu rosto.

"Irmã", ela começou, com sua voz falsamente doce, "o que foi? Você não está gostando da sua..."

"Tire esse vestido", eu a interrompi, minha voz baixa, mas carregada de uma autoridade que surpreendeu a todos, inclusive a mim mesma.

Joana piscou, confusa.

"O quê?"

"Eu disse", repeti, mais alto para que todos pudessem ouvir, "para você tirar esse vestido. Agora."

O silêncio caiu sobre o salão. A música parou.

Joana olhou ao redor, seu rosto começando a se contorcer em uma máscara de vítima magoada.

"Marília, por que você está fazendo isso comigo?", ela choramingou, lágrimas brotando em seus olhos. "Foi você mesma que me deu este vestido. Você disse que eu ficaria linda nele."

O primeiro golpe da vingança tinha sido dado. E eu mal podia esperar para dar o próximo.

Capítulo 2

As lágrimas de Joana eram uma arma que ela usava com maestria.

Elas escorriam por seu rosto perfeitamente maquiado, desenhando um quadro de inocência ferida. Os convidados começaram a cochichar, alguns olhando para mim com desaprovação.

"Ela está sendo tão cruel com a pobre Joana."

"Joana é sempre tão doce, não faria mal a uma mosca."

Na minha vida passada, essas palavras teriam me ferido, me feito recuar. Agora, elas apenas alimentavam minha determinação.

"Eu te dei este vestido?", perguntei, com uma sobrancelha arqueada. "Joana, você sabe muito bem que este tecido, o 'Sol da Manhã', é tingido com açafrão das terras do leste e tecido por artesãos reais. Seu uso é restrito à família real direta. Mais especificamente, à herdeira do trono."

Eu dei um passo à frente, diminuindo o espaço entre nós.

"Então, me diga, irmãzinha, em que momento eu, a herdeira, te daria um vestido que simboliza meu próprio status? Você está me chamando de tola ou de traidora do meu próprio sangue?"

A lógica fria na minha voz cortou o ar, e os cochichos mudaram de tom. A acusação de Joana de repente pareceu fraca, infantil.

O rosto dela ficou pálido. Ela não esperava essa reação. Ela esperava que eu ficasse com raiva, que gritasse, que parecesse uma princesa mimada fazendo uma birra. Ela não esperava que eu usasse as regras e a lógica contra ela.

"Eu... eu não sabia", ela gaguejou, agarrando-se à sua última defesa. "Eu só achei bonito. Irmã, por favor, me perdoe. Eu não quis ofender."

"Você não sabia?", eu ri, um som sem humor. "Você vive neste palácio há dez anos. Você foi educada junto comigo. Você conhece cada regra, cada protocolo. Não me trate como uma idiota."

Minha paciência, forjada na morte e no renascimento, era zero.

"Eu não vou repetir de novo. Tire o vestido."

Joana ficou parada, seus olhos se enchendo de um desafio teimoso por baixo das lágrimas. Ela não ia ceder. Ceder seria admitir a culpa.

"Se você não tirar", eu disse, minha voz perigosamente calma, "eu mesma arranco."

Estendi a mão e agarrei a manga do vestido dela. O tecido caro pareceu frágil sob meu aperto. Joana deu um grito agudo, tentando se afastar.

Foi então que uma mão forte agarrou meu pulso, me forçando a soltá-la.

"Marília, já chega! O que você pensa que está fazendo?"

Virei-me e encontrei os olhos irritados de Ricardo, meu noivo. Ele estava ao lado de Joana, protetoramente, assim como na minha memória da vida passada. A cena era idêntica, mas desta vez, a dor da traição foi substituída por um desprezo gelado.

"Me solte, Ricardo", eu disse, tentando puxar meu braço.

"Não até você parar com essa cena ridícula", ele retrucou, seu aperto se tornando mais forte. "Você está envergonhando a si mesma e a mim! É só um vestido. Peça desculpas a Joana e vamos acabar com isso."

"Pedir desculpas a ela?", repeti, incrédula. "Ela está usurpando um símbolo do meu poder, e eu é que tenho que pedir desculpas?"

Ricardo olhou para mim como se eu estivesse louca.

"Pelo amor de Deus, Marília, pare de ser tão dramática e ciumenta. Joana é sua irmã."

Ele se inclinou para mais perto, sua voz um sussurro ameaçador que só eu podia ouvir.

"Lembre-se do nosso noivado. A reputação da sua futura Duquesa precisa ser impecável. Se você continuar agindo como uma criança mimada, as pessoas vão começar a pensar que talvez Joana fosse uma escolha melhor para mim. E para o trono."

A ameaça pairou no ar entre nós. Ele não estava apenas me repreendendo. Ele estava me chantageando. Estava me dizendo para escolher: meu orgulho ou meu futuro como sua esposa.

Na minha vida passada, eu escolhi meu futuro. Eu recuei, humilhada.

Desta vez, eu escolheria a mim mesma.

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