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Meu Irmão Postiço

Meu Irmão Postiço

Autor:: Kesllen Barbosa
Gênero: Jovem Adulto
Camilla Martins é uma jovem problemática, com muitos traumas, monstros que a perseguem até hoje, uma menina cheia de perdas em seu coração. Ela é considerada a nerd da escola, muito inteligente e quieta, seu lema é ficar quieta para passar despercebida diante daqueles olhos ferozes dos alunos do ensino médio. Se sua vida com os populares na escola não é fácil, imagine sua vida em casa, com a mãe e o irmão caçula. Após longos seis anos, sua mãe resolve se relacionar com outra pessoa. O grande problema dessa pessoa, se chama Nicolas Gomes, um jovem de dezenove anos, playboizinho, metido e arrogante, o famoso pegador. Ele todo extrovertido e falador, ela calada e na dela, eles se conhecem desde a sétima série, agora, seriam obrigados a se aturar, na escola e fora dela. Plágio é crime! Seja original!

Capítulo 1 1° Capítulo

Camilla Martins

Eu achei que hoje seria um dia completamente normal, acordei as 6:50 da manhã como de costume, levantei fiz minha higiene, coloquei um moletom largo, prendi meu cabelo em um coque mal feito, uma calça jeans não muito justa, - na escola não precisa usar uniforme - coloquei meu tênis, meus óculos, peguei minha mochila, meu celular, meus fones e desci.

Claudia estava no notebook, como sempre passei sem falar com ela, não tenho esse costume de comunicação, nem de proximidade com minha "mãe", temos uma relação fútil e sem afeto.

Fui até a cozinha peguei uma maçã e fui para a garagem, peguei meu carro, liguei o som e fui em direção ao infer... ops, escola, com toda animação que um dia de segunda feira de manhã merece, nenhuma!

Chegando lá deixei meu carro no estacionamento da escola que era a uns 10 metros da mesma e fui andando.

Como já dizia minha falecida vó, alegria de pobre dura pouco. Quando eu ia entrar na escola vem o Nicolas me infernizar.

- Olha pessoal a nerd esquisita chegou. - Começou a rir com seus "capachos". Eu já estou acostumada com todos esses insultos, mas, é a primeira vez que me deu vontade e coragem de rebater. Até porque eu estava próximo de entrar em meu período menstrual então, estava irritada e com cólica, já batemos de frente algumas vezes, mas na maioria eu ignoro por preguiça de ter que responder.

- Prefiro ser a ''esquisita'' que tem ótimas notas, do que o galinha que só passa arrastado por causa de ajudas secundárias oferecidas pelos professores. Se enxerga garoto, se a tua vida é tão sem graça que não tem o que fazer, não tem por que você vir cuidar da minha não. Tá achando que eu sou as puta que tu pega? Seu acéfalo. Vai procurar o que fazer ou uma puta qualquer pra comer e para de encher meu saco. Teus capachos aí no seu pé, puxa o saco deles, tenho certeza que vocês têm muitas coisas em comum. Agora se me der licença. - Passei por eles entrando na escola e escuto a risada dos seus cachorrinhos de estimação soltei um sorrisinho vitorioso, vou diretamente para minha sala pra ninguém vir falar comigo.

Nossa eu nunca tinha falado assim com ele, aliás com ninguém, me surpreendi comigo mesma, sempre busco ficar quieta para evitar brigas e não ter que bater de frente com ninguém.

Meus cabelos são longos e lindos, mas eu prefiro mantê-los em um coque coberto pelo capuz do moletom que cobre também a metade do meu rosto. Agora o porque eu faço isso, não irei dizer, é algo que ainda está presente e não me sinto confortável.

Depois de um tempo o professor entra na sala e inicia sua aula, como sempre Nicolas e sua gangue chegam atrasados, mas por serem do time de futebol tem todo o privilégio dos professores e as líderes de torcida que vieram logo atrás. Bruna, Stheffany e Larissa.

Só para atualizar, Nicolas pega Bruna, Breno pega Stheffany e Paulo pega Larissa, porém na maioria das vezes eles chegam a revezar. Eu sei, é nojento.

Elas sabem que são só passa tempo, mas agem como se fossem namoradas, já que sempre buscam estar no pé deles. O professor iniciou a aula e como uma boa CDF prestei atenção em tudo e fiz minhas anotações.

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Na hora do intervalo como sempre vou para trás do ginásio, que por incrível que pareça não tem ninguém, é o meu cantinho, longe de todas as pessoas tóxicas dessa escola. Sento na grama tiro o capuz e solto meus cabelos, eu nunca faço isso, mas realmente estava com um pouco de dor de cabeça, ponho os fones e viajo nas músicas.

- Uau! - Que? Alguém ainda vem aqui? Pus o capuz rapidamente e olhei para cima.

- Quem é você? - Um garoto muito lindo cabelos cor de mel eu acho magro porém com um físico invejável, alto, e uma bunda na medida, digamos que ele é arrumado.

- Desculpa se te assustei, me chamo Luan, sou novo aqui na escola, não tenho amigos, e também não sou muito sociável, vi você vindo para cá sozinha e pensei que poderia ser alguém que eu pudesse ser amigo. Perdoe-me pelo susto - Ele ia virando as costas quando eu o chamei.

- Se você não se importar pode ficar aqui comigo, também não sou muito sociável. - Tirei o capuz novamente e o olhei. Ele me transmitia uma confiança que muitos tiraram de mim.

- Sério? Obrigado! Aliás, como se chama? - Perguntou sentando ao meu lado

- Camilla mas pode me chamar de Milla.

- Okay Milla, desculpa a pergunta, mas porque você usa esse capuz e não solta esses cabelos, que são lindos?

- Se eu contar promete que não vai sair correndo? - Minha apreensão era notável.

- Vamos ver, é a primeira amiga que faço em três anos, por ser homossexual, acho que suporto. - Rimos. - Quer dizer, tem problema pra você minha sexualidade?

- Claro que não, somos livres para amar quem quisermos, e você me parece legal de mais para lhe deixar ir assim. - Luan deu um sorrisinho de canto e eu continuei a falar. - Então, aqui na escola é dividido em quatro grupos: os populares, os inteligentes sociáveis, os bagunceiros e eu.

- Porque "e você"? - Fez aspas no ar me encarando enquanto comia um sanduíche.

- Digamos que eu seja a "nerd esquisita" ninguém quer ficar perto de mim, por alguns motivos do passado e boatos também, então honro esse título ficando afastada de todos e também, para ter falsas amizades é melhor nem ter.

- Eu concordo com você, exceto pela parte que está escondendo toda essa beleza. - Eu ri fraco

Comemos e conversamos, nos conhecendo melhor, ele estuda na minha sala e eu nem notei. De repente toca o sinal, indicando o fim do intervalo e voltamos para a sala.

- Bom dia alunos - A diretora Karina entra na sala pedindo licença e fazendo todos ficarem em silêncio na mesma hora.

- Bom dia! - Os alunos fizeram um coro, respondendo a diretora.

- Bom, alunos. Sinto informar que o professor Mauricio irá se atrasar um pouco o transito está terrível, daqui a uns 20 minutos ele estará chegando. Um bom dia a todos e se comportem. - Dito isso ela saiu da sala que voltou a ficar uma baderna.

Eu estava prestes a pegar meu livro dentro da bolsa quando Luan virou para trás e começamos a conversar, paramos de falar quando escuto uma voz esganiçada bem perto de nós.

- Por favor Luan diga que meus lindos olhos negros estão vendo errado e você não está conversando com essa nerd esquisita?

- Quando puta aparece até o inferno brilha. - Digo.

- O que você disse queridinha?

É hoje que eu deixo minha postura de nerd esquisita e mato um.

"●●●"

Capítulo 2 2° Capítulo

Camilla Martins

Nos episódios anteriores podemos ver que eu respondi a vaca, e ela deu piti. E lá vamos nós acabar com meu momento da esquisita que passa despercebida.

Bem a nossa frente com toda sua arrogância e falsidade estava Bruna, infelizmente uma vaca hoje em dia.

- OLHA AQUI BRUNA JÁ NÃO BASTA EU TER QUE TE ATURAR EM CASA, VOU TER QUE TE ATURAR NA ESCOLA TAMBÉM E AINDA POR CIMA INTERFERINDO NAS MINHAS AMIZADES? A FAÇA-ME UM FAVOR. AGORA SOME DAQUI ANTES QUE EU ARRASTE SUA CARA NO ASFALTO. - Então ele é irmão da Bruna, do primeiro casamento da tia Luana.

- Além de GAY, não sabe escolher amizades. Tenho vergonha de te chamar de irmão. - Isso doeu em mim, essa não é nem de longe a pessoa que eu conheci.

- Eu vou ser bem direta e delicada, VOCÊ NÃO É OBRIGADA A NADA SUA PUTA DE ESQUINA, sem escrúpulos NEM AO MENOS ME CHAMAR DE IRMÃO agora com todo respeito, VAI TOMAR NO CÚ. E esqueça por um tempo que eu existo. - E então ela saiu com o rabinho entre as pernas e envergonhada por ele ter gritado com toda sala ouvindo, eu ri muito junto com o Luan.

- Você A.R.R.A.S.O.U, com todas as letras. - Ele deu um meio sorriso.

- Sinto falta quando éramos crianças, Bruna era um amor de pessoa, doce, amigável, gentil e uma ótima irmã, mas depois eu fui morar com meu pai no Canadá, ela se tornou essa perua. E ela se recusa a me contar o que aconteceu. - Eu arregalei os olhos.

💭Ele sentia falta da mesma Bruna que eu.

- Bom dia pessoal, desculpe o atraso. Abram o livro na página 43... - Luan sorriu pra mim e virou-se para frente.

E lá se foram mais dois períodos chatos de Geografia. Não é porque sou nerd que não odeio nenhuma matéria!

💭Essa matéria é geografia.

Isso mesmo

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"Triiinnnnn"

O sinal indicou o fim da última aula e eu fiquei extremamente feliz. Enfim casa. Falei com o Luan e ele concordou em ir lá para casa, pelo menos eu não fico sozinha, já que, se Cláudia não estiver trabalhando estará com Pedro, saímos da escola e fomos direto para meu carro conversando.

Eu só sabia rir com as palhaçadas do Luan, não imaginaria que conseguiria um amigo assim, do nada.

Chegamos em casa, coloquei o carro na garagem e entramos, Cláudia estava na sala brincando com o Pedro como eu previ. Já estava na metade da escada quando ela me chamou.

-Não vai me apresentar seu namorado Camilla?

- Não, ele se assustaria com você. - Dei um meio sorriso, temendo que a reação dela fosse expulsá-lo se soubesse que ele é gay.

- Camilla, quais modos são esses. Desculpe dona Cláudia, meu nome é Luan, e não somos namorados, somos só amigos. Eu sou homossexual. - Ele falou com orgulho e um sorriso, que bom que ele não tem vergonha disso, mas minha mãe não é a melhor pessoa pra que outras pessoas conheçam.

- Entendi. Satisfação Luan. - Ela deu um sorriso e apertou sua mão estendida. - Olha filho, sua irmã trouxe um amigo pra casa. Da oi pra ele. - Eu arregalei os olhos.

- Oi Luan. - Pedro sorriu, como a criança fofa que é. - Oi irmã. - Eu olhei para meu irmão que voltou a brincar, enquanto Luan voltava para o meu lado. Puxei Luan e fomos subindo as escadas para meu quarto.

- Milla, não vai falar comigo? - Me virei e vi Pedrinho fazendo um biquinho de quem ia chorar. Nossa relação é de briga e carinho, mesmo assim amo ele, quando ele está dormindo.

Desci novamente as escadas, peguei ele no colo e o enchi de beijos vendo‐o gargalhar.

- Bom dia mano. - Falei, colocando ele no chão.

- Bom diaaa. - Gritou e voltou para o colo da mãe.

Voltei a subir as escadas com Luan em meu encalço.

- O que aconteceu lá embaixo? - Perguntei sentando na cama, confusa.

- Eu me apresentei pra sua mãe e ela foi educada. - Deu de ombros e sentou ao meu lado.

- Mas não foi essa reação que eu estava esperando. - Pus as mãos na cabeça e os cotovelos nos joelhos.

- Eii amor, o que tem de errado? - Fez uma vozinha fina.

- Minha mãe é uma vaca, mas depois conversamos sobre isso, vou tomar um banho. - Ele assentiu e se jogou na minha cama.

Saí do banheiro depois de uns 18 minutos com um shorts jeans e uma regatinha e o cabelo solto.

- Uau, porque você esconde toda essa beleza? - Sua boca se formou um "O" e eu ri de sua surpresa.

- Para. - Joguei uma almofada nele. Escondi minha vergonha. E o real motivo tosco pra isso tudo.

- Ai perua doeu. Agora deita aqui vamos assistir um filme. - Fui até ele e me aconcheguei em seu peito. Ele deu play no filme. "O massacre da serra elétrica."

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Nicolas Gomes

Quem essa garota pensa que é para me enfrentar? Adoro irritar ela, mas hoje, como raros dias, ela me enfrentou, e pegou pesado, me fazendo ficar com raiva.

Quando saí da escola fui para casa jogar vídeo game com os garotos. Meu pai trabalha muito, mas também é muito presente na minha vida, minha mãe fugiu com outro quando eu tinha 3 anos, nos dois primeiros anos meu pai sofreu muito, ele a amava, mas depois viu que precisava ser forte por mim e pela minha irmã, tenho uma irmã de 19 anos, mas ela está fazendo intercâmbio em outro país. Voltando, cheguei em casa e meu pai estava na sala no notebook fazendo coisas do trabalho.

- Iae filhão. - Ele disse e se direcionou a mim, quando me viu chegar.

-Iae coroa.

-Coroa é teu avó, eu tô novinho ainda. - Os garotos riram ao meu lado.

-Iae tio. - PA diz.

- Fala moleque. - Meu pai às vezes parece um adolescente falando.

-Oii tio. - Foi a vez de Breno.

-Iae Breno. Bom vamos almoçar?

-Com certeza. -Dizemos em uníssono.

Fomos almoçar entre conversas e risos. Meu pai teve que ir pra empresa e nós fomos jogar vídeo game.

-Cara que tal irmos à praia, tem várias gatinhas lá hoje. -Breno diz. Mesmo blá, blá, bla, garotas.

- Boa ideia. - Digo. Somente pela praia. -Iae PA, topa?

-Claro, vamos em casa pegar as coisas. - Eles dividem um APÊ bem perto da minh casa.

- Vamos. - Breno diz.

- Tchau amor. - Digo.

- Tchau vida, te amo. - PA diz.

-Também te amo.

-Deixem de viadagem. Vocês eram menos antes. - Breno diz.

- Você está com inveja do nosso amor. - Digo abraçando PA

Dou risada e eles foram se arrumar, também fui fazer a mesma coisa. Durante o banho me peguei pensando na Nerd, não nela em si, mas na atitude dela, como ela teve coragem de me enfrentar?

Tenho uma curiosidade imensa de saber o que tem por baixo daquele capuz, ela nunca tira aquele capuz, só usa roupas largas, daria qualquer coisa para ver o que ela tanto esconde.

Agora pronto, por que eu tô pensando nela? Eu hein!

Nicolas Gomes Barreto pensando na nerd esquisita. Terminei de me arrumar e esperei as princesas chegarem.

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Eu estava esparramado no sofá esperando as princesas com o pensamento na Camilla, essa menina não vai sair da minha cabeça mesmo, desde a sétima série somos como cão e gato.

- Amor chegueii. -PA diz.

-Oii amorr - Corri e abracei ele.

-Meu Deus, eu joguei pedra na cruz para merecer isso só pode. Vamos logo seus cuzão. - Breno diz balançando a cabeça negativamente.

Saímos de casa em meio a risadas e fomos a praia.

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Camilla Martins

Quando o filme acabou eu estava rindo dos sustos que o Luan levava cada vez que aparecia o cara da serra elétrica. Então ele teve uma "brilhante" ideia.

- Vamos à praia!

- A não Lu... A não ser que eu vá de moleton e calça.

- Você escolhe meu amor. Ou praia de biquíni ou vamos ao Shopping fazer umas comprinhas. - Detesto Shopping ele ia me fazer andar aquilo tudo, então me dei por vencida. Não sei se eu comentei, acho que não, eu fiz intercâmbio na Austrália e lá fiz uma amiga, mas ela continuou lá e eu vim para cá terminar o ensino médio. Ainda temos contato, pouco mas temos.

-Mas eu não tenho biquíni. - Era mentira, eu tinha sim.

-Toma um banho, eu vou ali e já volto. Me dá a chave do carro. - Apontei para minha penteadeira e fui para o banheiro.

Tomei um banho de uns 30 minutos quando saí, ele estava sentado na minha cama com 4 sacolas na mão e uma mochila.

- Para que isso tudo, Luan?

-Para você né piranha? Agora toma, põe esse! - Me entregou uma sacola e eu fui para o banheiro coloquei o biquíni e um short que estava dentro da bolsa.

- LUANNNNN.

-Que foi louca? - Apareceu correndo na porta do banheiro.

-Não tem blusa aqui.

-Filha da mãe quase quebrei o pé. Põe qualquer uma aí. E vai logo.

- Tá, Tá seu chato.

Terminei de me arrumar e fomos em direção a praia. Chegamos ele estendeu duas cangas na areia, uma ele deitou e a outra eu deitei.

- Amiga, deixa eu tirar uma foto sua.

-Cê tá brincando né?

-Não. Agora faz essa pose. - Ele me mostrou uma, onde eu ficava em pé proxima a água com a água batendo nos pés e a cabeça tombada para trás como se estivesse tapando o sol com a mão e eu até tentei fazer, mas tenho certeza que saiu uma merda.

- Pronto! Olha, gata hein. - Até que ficou legal.

-Agora eu vou mergulhar, você vem?

- Daqui a pouco eu vou. - Ele deu de ombros e correu em direção ao mar, parece até criança. Peguei os óculos de sol dele e coloquei, não custa aproveitar né?

Estava tudo bem, até que uma sombra tapa meu maravilindo sol. Eu já tratei de ficar nervosa.

- Perdeu alguma coisa?- Sentei e tirei o óculos. - Você?

-Desculpa, me conhece gata?

- À vai tomar sol no inferno, Nicolas.

- Espera, Nerd?- Ele me olhou de cima a baixo e saiu. Eu hein, mereço. Continuei ali aproveitando meu sol maravilindo.

"●●●"

Capítulo 3 3° Capítulo

Nicolas Barreto

Quando chegamos na praia alugamos pranchas e fomos surfar do pouco, depois de um bom tempo, os meninos desapareceram do nada, com certeza tinham ido caçar alguma mulher, então resolvi ir me divertir também. Vi uma morena linda a uns 30 metros e estava sozinha, com sua pele clara, olhos verdes, e o cabelo em um tom de castanho maravilhoso, então fui até ela.

- Perdeu alguma coisa? - Ela sentou e tirou o óculos. Ainda mais linda, mas com uma voz conhecida - Você?

- Desculpa, me conhece gata? - Tentei a abordagem mais sútil, visto que eu estava em desvantagem alí.

- À vai catar coquinho Nicolas.

- Espera, Nerd? - Me assustei com minha mais nova descoberta. Ela não é nada do que eu pensei, pelo contrário, ela é... Perfeita. Olhei-a de cima a baixo só pra ter certeza mesmo e saí dali o mais rápido possível. A beleza dela é extraordinária agora porque esconde toda essa beleza debaixo daquele capuz? Ainda é um mistério.

- NICOLAS GOMES BARRETO!!!

- Ah oi? - Minha mente no mundo da lua não percebeu que Paulo me chamava.

- Levou um fora playboy? - Breno cutucou com um sorrisinho de canto.

- Ta vendo aquela menina ali? - Apontei pra Camilla que agora já estava indo em direção a praia.

- Sim e? - Ambos falaram em uníssono

- É a Camilla.

- Quem? -Paulo perguntou, enquanto Breno ainda analisava a linda mulher a alguns metros de nós brincando na água.

- A nerd esquisita da escola. - Expliquei, pela primeira vez, me sentindo mal por isso, mas tratei de expulsar esse sentimento.

- Você tá brincando né? - Paulo especulou enquanto Breno a olhava de forma estranha.

- Eu pensei que ela era gorda e feia pq nunca tirava o capuz mas ela é... gostosa pra caralho. - Breno ainda a olhava enquanto falava, secava a garota com os olhos.

- É eu também pensei nisso. - Falei, olhando-a.

- Vamos tirar isso a limpo. - E lá vão os dois idiotas até ela.

💭 Vai dar merda ja to vendo.

Camilla Martins

Depois que o estrúpicio foi embora eu fiquei mais um tempinho ali até que meu amigo preferido me chama. Então eu tiro a canga e vou até o mar.

- Fala aí amore mio! - Sorri chegando ao seu lado na água.

- Nada, só queria que você viesse para essa água deliciosa. - Jogou água em mim, e eu ri brincamos um tempinho até que Luan olha atrás de mim e me olha com uma cara estranha. - Amiga, qual seu nível de calma nesse momento?

- Que foi baby?

- Olha quem tá aí atrás de você! - Quando virei os capachos de Nicolas estavam atrás de mim agora deu a peste. Eu não tenho nenhum momento de sossego.

- O que as princesinhas querem? - Cruzei os braços e olhei para eles.

- Queríamos confirmar se era você mesmo! - Paulo olha para minha cara e depois para todo meu corpo.

- Serio princesinha? Pensei que tinha vindo só pra ver se a água da praia era salgada! - Dei um meio sorriso.

- Porque você fica sempre com aquele moleton escroto se você é gostosa pra caralho? - Breno fala direto. Dei-lhe um tapa bem dado na cara.

- 1° Não é da sua conta 2° Se veio aqui a mando do Nicolas podem vazar e 3° sumam da minha frente, que eu enjoei da cara de vocês. - Eles saíram de lá com raiva e foram até o Nicolas. Me pergunto porque nunca os tinha enfrentado antes.

Fiquei mais um tempo ali com o Luan, depois fui pra casa com ele. Ele me deixou na porta de casa já era umas 18:00 da noite e foi pra casa dele no meu carro depois ele me entregava. Entrei e a Cláudia estava na sala.

- Camilla preciso falar com você.

- Fala? - Fiquei a sua frente e ela me puxou para sentar ao seu lado.

- Então, eu sei que não temos uma relação de mãe e filha exatamente como deveria ser, mas saiba que você nunca teve nada haver com a morte de seu pai, eu acho que eu estava tentando esconder a minha dor por isso jogava para cima de você toda culpa. Bom, já faz 6 anos que seu pai se foi, eu sei que é pouco e mesmo não tendo aquela relação de mãe e filha eu queria que você participasse desse momento. - Seus olhos lacrimejavam e ela segurava minhas mãos.

- Que momento? - Eu realmente estava pensando em dar uma chance a ela, afinal todos erram e eu também não busquei ser uma filha tão exemplar depois que papai se foi. Eu sei do que ela está falando, mas quero ouvir da boca dela.

- Eu encontrei alguém. Claro que ninguém nunca vai preencher o lugar do seu pai, mas ele precisa preencher um espaço no meu coração. Eu... - Antes que ela falasse mais algo eu a abracei. Por um impulso.

- Acho que eu também não colaborei para que você fosse uma boa mãe, então não se preocupe, eu também peço desculpas. Que tal recomeçarmos como mãe e filha? De verdade dessa vez? - A soltei e permaneci com as mãos nas dela.

- Obrigado filha por essa segunda chance. - Nos abraçamos.

- Tá, agora eu vou subir para tomar um banho. - Sorri, ja levantando e indo em direção a escada.

- Se arrume que daqui a pouco ele virá para jantar e vai trazer o filho. Para a gente conhecer.

💭Uiii adoro.

- Assim, ele tem quantos anos? Só pra mim saber mesmo. - Ela gargalhou.

- Tem 19.

- Oia ainda dar para pegar, é bonito? - Perguntei já tentando saber qual o meu nível de intimidade com minha mãe, essa relação é um pouco nova.

- Já quer saber de mais, sua pervertida vai logo se arrumar. - Rimos e eu fui até meu quarto, me despi e entrei no banheiro.

- Filha, comprei um vestido para que use hoje, está na sua cama. - Eu sorri, surpresa por ela saber o tamanho que eu visto.

- Ta certo mãe. - Mãe... Uma palavra que até pouco tempo eu evitava pronunciar. É tão bom essa nova relação com minha mãe, quando Aisha some por alguns momentos ou em alguma crise minha eu sinto falta de alguém, me sinto um pouco sozinha

Aisha é minha amiga da Austrália. Logo saberão mais. Terminei meu banho e fui ver o que minha mãe tinha comprado, é tão difícil chamar ela de mãe depois de tanto tempo, a sim gente eu só uso essas roupas largas na escola. Não que eu saia muito, mas meu guarda roupa é cheio de shorts e vestidos, que eu só uso em casa ou para ir para algum lugar que provavelmente ninguém vai me reconhecer não gosto de me vestir bem na escola, tem um motivo para isso, tosco mas tem.

O vestido é simplesmente lindo e um pouco comportado, ele é azul, meio cinturado, com um formato em V nas costas nuas e um pequeno laço na parte de trás, não tem decote, mas um corte arredondado mostrando apenas meu pescoço. Para combinar pus um salto preto bico fino e pronto, sequei meu cabelo com secador e fiz pequenos cachos nas pontas fiz uma maquiagem simples, pó, corretivo nas olheiras um delineado gatinho e um batom nude, só para não passar em branco e estou pronta fiquei até bonitinha.

- Milla? - Bateu na porta entrando quando eu respondi, parou quando me viu na frente do espelho terminando de por os brincos - Uau, como você ta linda - Veio até mim, eu fiquei de pé em sua frente ela me deu uma giradinha.

- Obrigado mãe. - Sorri e senti minhas bochechas queimarem.

- Então... eles chegaram, vamos? - Assenti nervosa.

- Claro, vá na frente. - Ela passou a minha frente e eu fui logo atrás, meus saltos faziam um pequeno barulho no assoalho amadeirado do corredor. No início da escada cometi o grande erro de olhar para baixo. Meus olhos se arregalaram 7 bilhões de pessoas no mundo, porque ELE tinha que ser meu novo irmão postiço?

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