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Meu Passado, Minha Vingança

Meu Passado, Minha Vingança

Autor:: Jiu Meier
Gênero: História
A escuridão me engoliu, e a última coisa que ouvi foi a voz cheia de desprezo de Sofia, minha meia-irmã, proferindo: "Como poderia uma bastarda como você me superar? A culpa é sua e desse seu bastardo por estarem no meu caminho!" O fogo consumiu tudo: meu corpo, minhas esperanças e a pequena vida que crescia dentro de mim. A dor era insuportável, mas o ódio de Sofia e de Pedro, meu marido que caiu em seus encantos, era ainda maior. Casei-me com Pedro para substituir Sofia, dei a ele um herdeiro e pensei que teria paz. Mas ela voltou, invejosa, e não descansou até tirar tudo de mim, seduzindo meu marido e nos destruindo juntos. De repente, uma lufada de ar encheu meus pulmões. Abri os olhos, atordoada, na minha cama na mansão Costa. Meu corpo estava intacto, sem dor, a barriga lisa. Eu estava viva. Eu tinha voltado. Olhei o calendário: era o dia em que, na vida passada, descobri a gravidez, o início do meu fim. Uma risada amarga escapou. Desta vez, eu não seria a vítima. Eu orquestraria o reencontro deles. Eu os empurraria um para o outro, para que a ambição e a falsidade se revelassem, e todos vissem.

Introdução

A escuridão me engoliu, e a última coisa que ouvi foi a voz cheia de desprezo de Sofia, minha meia-irmã, proferindo:

"Como poderia uma bastarda como você me superar? A culpa é sua e desse seu bastardo por estarem no meu caminho!"

O fogo consumiu tudo: meu corpo, minhas esperanças e a pequena vida que crescia dentro de mim. A dor era insuportável, mas o ódio de Sofia e de Pedro, meu marido que caiu em seus encantos, era ainda maior.

Casei-me com Pedro para substituir Sofia, dei a ele um herdeiro e pensei que teria paz. Mas ela voltou, invejosa, e não descansou até tirar tudo de mim, seduzindo meu marido e nos destruindo juntos.

De repente, uma lufada de ar encheu meus pulmões. Abri os olhos, atordoada, na minha cama na mansão Costa. Meu corpo estava intacto, sem dor, a barriga lisa. Eu estava viva. Eu tinha voltado.

Olhei o calendário: era o dia em que, na vida passada, descobri a gravidez, o início do meu fim. Uma risada amarga escapou.

Desta vez, eu não seria a vítima. Eu orquestraria o reencontro deles. Eu os empurraria um para o outro, para que a ambição e a falsidade se revelassem, e todos vissem.

Capítulo 1

A escuridão me engoliu, e a última coisa que ouvi foi a voz de Sofia, minha meia-irmã, cheia de desprezo.

"Como poderia uma bastarda como você me superar? A culpa é sua e desse seu bastardo por estarem no meu caminho!"

O fogo consumiu tudo, meu corpo, minhas esperanças, e a pequena vida que crescia dentro de mim. A dor era insuportável, mas o ódio era ainda maior. Ódio de Sofia, a filha legítima que sempre me viu como uma mancha na reputação da família, e ódio de Pedro, o homem com quem me casei, meu marido, que caiu nos encantos dela.

Eu me casei com Pedro em nome da família, substituindo Sofia quando ela fugiu para viver um grande amor que não durou nada. Eu dei a ele um herdeiro, e por um momento, pensei que teria paz. Mas Sofia voltou, arrependida e invejosa, e não descansou até tirar tudo de mim.

Ela seduziu Pedro. Juntos, eles me destruíram.

De repente, uma lufada de ar encheu meus pulmões. Abri os olhos, atordoada. A luz do sol entrava pela janela do meu quarto, o mesmo quarto na mansão da família Costa. Meu corpo estava inteiro, sem queimaduras, sem dor.

Levei a mão à minha barriga, ainda lisa. O pânico me invadiu por um instante, mas então a clareza veio como um raio.

Eu estava viva. Eu tinha voltado.

Olhei para o calendário na mesa de cabeceira. A data confirmou. Era o dia em que, na minha vida passada, eu tinha descoberto a gravidez. O dia em que a minha breve felicidade começou, e o dia que marcou o início do meu fim.

Uma risada baixa e amarga escapou dos meus lábios. Desta vez, seria diferente.

Desta vez, eu não seria a vítima.

O que não se tem é sempre o mais desejado, não é? Na vida passada, Pedro se sentiu atraído por Sofia porque ela era a noiva que o rejeitou, o fruto proibido. Pois bem, desta vez, eu mesma serviria a fruta para ele numa bandeja de prata.

Eu orquestraria o reencontro deles. Eu os empurraria um para o outro.

Afinal, uma vez que o desejo é satisfeito e a ilusão do "amor verdadeiro" se desfaz, o que resta é apenas a feiura da ambição e da falsidade. E eu estaria lá para garantir que todos vissem.

A porta se abriu e Pedro entrou, com o sorriso superficial que eu agora conhecia tão bem. Ele valorizava o poder e o prazer acima de tudo, e sua lealdade era tão firme quanto areia movediça.

"Luana, querida, você parece pálida. Está tudo bem?"

Na minha vida anterior, eu teria sorrido e contado a ele a grande notícia, selando meu destino. Hoje, não.

Hoje, a vingança começava.

"Estou bem, Pedro. Só um pouco cansada", respondi, minha voz calma, escondendo a tempestade dentro de mim. "Na verdade, estava pensando em Sofia. Sinto falta dela."

Ele pareceu surpreso, mas um brilho de interesse surgiu em seus olhos.

"Sua irmã? Pensei que vocês não se davam bem."

"Bobagem. Somos irmãs, afinal. Acho que deveríamos convidá-la para passar um tempo conosco", sugeri, com a mais inocente das expressões. "Seria bom ter a família por perto, não acha?"

Pedro me observou por um momento, desconfiado, mas a ideia claramente o agradava.

"É uma boa ideia. Vou pedir para sua mãe trazê-la", ele disse, já se movendo em direção à porta.

Eu o observei ir, um sorriso frio se formando em meu rosto. Sim, Pedro. Traga-a. Traga a mulher que vai te levar à ruína.

Quanto à notícia da minha gravidez, ela podia esperar. Eu a guardaria como minha arma secreta, meu trunfo. Este bebê não seria uma vítima. Ele seria a razão da minha força, o herdeiro de tudo o que eu estava prestes a conquistar.

Eu protegeria meu filho, e para isso, destruiria todos que ousassem nos ameaçar.

Capítulo 2

No dia seguinte, chamei Márcia ao meu quarto. Márcia era minha governanta, uma mulher de meia-idade que me servia com uma lealdade quase canina. Na vida passada, essa lealdade tinha sido a minha ruína, pois a sobrinha dela, Juliana, era ambiciosa demais.

Juliana, a quem eu tratava como uma irmã mais nova, tinha me traído por um broche de ouro que Sofia lhe deu, revelando segredos que me custaram caro.

Desta vez, eu usaria a ambição dela a meu favor.

"Márcia, sua sobrinha Juliana já tem idade para servir na casa principal, não é?", perguntei, enquanto examinava minhas unhas.

Márcia ficou radiante, seus olhos se encheram de lágrimas de gratidão.

"Senhora, está falando sério? Seria uma honra para Juliana servir ao senhor Pedro!"

"Claro. O senhor anda muito ocupado ultimamente. Precisa de alguém inteligente e atenta ao seu lado no escritório para servir um chá, organizar seus papéis. Juliana é a pessoa perfeita."

O rosto de Márcia se contorceu em um sorriso tão grande que era quase doloroso de ver. Ela não fazia ideia de que eu estava oferecendo sua sobrinha como um cordeiro para o lobo.

Mais tarde, abordei Pedro com a minha "brilhante" ideia.

"Querido, eu sei que você valoriza sua privacidade no escritório, mas pensei que talvez fosse bom ter alguém de confiança por perto. A sobrinha de Márcia, Juliana, é uma moça muito esperta e discreta."

Pedro franziu a testa, fingindo desinteresse.

"Não preciso de ninguém zanzando pelo meu escritório, Luana. Gosto de trabalhar em paz."

Ah, a falsa modéstia. Eu conhecia bem aquele teatro. Ele adorava ser paparicado, cercado por rostos bonitos e jovens.

"Eu entendo, querido", disse eu, com uma voz suave e compreensiva. "Mas pense nisso como uma forma de me ajudar. Com a casa tão grande, preciso de pessoas de confiança em postos-chave. E Juliana é leal a mim, o que significa que será leal a você. Além disso," fiz uma pausa, "ela é muito bonita. Não faz mal ter algo agradável para olhar enquanto trabalha, não é?"

Vi um brilho nos olhos dele. A semente estava plantada.

"Bem, se você insiste... Pode ser útil ter alguém para servir café", ele cedeu, como se estivesse me fazendo um grande favor.

Eu sorri. "Ótimo. Vou falar com ela."

No dia seguinte, Juliana começou a servir no escritório de Pedro. Ela usava um vestido novo e seu rosto brilhava de orgulho e ambição. Ela me serviu uma xícara de chá, a mão tremendo levemente de excitação.

"Obrigada, Senhora. Eu nunca vou me esquecer da sua bondade."

"Não se preocupe com isso, Juliana. Apenas sirva bem ao seu senhor", eu disse, olhando-a nos olhos. "Garanta que ele tenha tudo o que precisa. Tudo."

Ela entendeu a insinuação. Um rubor subiu por seu rosto, mas seus olhos brilhavam com determinação. Pobre coitada. Ela pensava que estava subindo na vida, mas era apenas mais um peão no meu tabuleiro.

Márcia veio me agradecer novamente mais tarde, com os olhos marejados.

"Minha Juliana tem tanta sorte de ter uma senhora como você. Ela será eternamente grata."

"Eu sei que será", respondi, com um sorriso enigmático.

Enquanto a noite caía, eu acariciava minha barriga. O primeiro peão estava em posição. Agora, era só esperar as outras peças entrarem no jogo.

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