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Meu namorado tem uma namorada em coma

Meu namorado tem uma namorada em coma

Autor:: Diene Médicci
Gênero: Jovem Adulto
Cristofer sempre pareceu um belo exemplo de tudo. Ele estava em um relacionamento intenso, até que se envolveram em um acidente trágico e polêmico, onde ele foi acusado como culpado e ela não pôde contar a verdade a ninguém. Ele se mudou de cidade para recomeçar e, ao encontrar um novo amor, se viu obrigado a mentir, escondendo o passado extremamente duvidoso com sua ex. Afinal, será ele culpado ou inocente? Um bom homem injustiçado ou um péssimo dissimulado, até perigoso?

Capítulo 1 1

ATENÇÃO!!!!! Essa história contém gatilhos fortes emocionais.

" E quando você simplesmente não sabe o que está te esperando do outro lado da porta? "

Estava começando a chover, a esfiharia O farinheiro tinha acabado de abrir, ainda não tinham clientes, estava bastante frio, uma combinação ótima para afugentar os clientes, Duany Rendon ( Duda ), estava encostada no balcão tagarelando com a moça do caixa, reclamando sobre o dia de sua folga na semana, quando o primeiro cliente entrou, correndo da chuva, de calça jeans escura, agasalho de moleton preto, com boné e a touca, tênis de marca, um adidas casual. Duda enfiou o celular embaixo das sacolas atrás do balcão, quando o viu

- Eu em, cara estranho, nem terminei de pagar o celular, imagina roubam.

- Na maré de azar que estou, não posso arriscar.

Ele tinha ido sentar em uma mesa perto da janela, de frente para o balcão, colocou o celular e a carteira em cima da mesa, tirou a touca, ela se aproximou sorrindo, pensando que ele era muito bonito, branco, olhos claros, barba por fazer, parecia rico e ela se sentiu meio idiota por ter o julgado como se pudesse ser um ladrão, colocou o cardápio na mesa

- Olá boa noite, já quer pedir alguma bebida?

- Pode anotar o número do que quer, aí nesse papel e me entregar quando terminar.

- Ahhh se quiser pode acessar o cardápio pelo qr code também. Mas ninguém nunca quer.

Ele ficou sério olhando o cardápio, estava se sentindo péssimo, com a cabeça cheia de problemas, nem tinha reparado nela ainda, respondeu cabisbaixo

- Ok obrigado.

Ela se afastou o achando mal educado esnobe, encostou no balcão de novo

- Ótimo jeito de começar o trabalho, ele nem me respondeu direito, se a noite não está boa pra ele, que é bonito, rico e está passeando, imagina pra...

Ele havia se levantado para entregar o papel, ouviu o que ela dizia, interrompeu sem dar importância

- Moça!

Ela se virou de imediato toda sem jeito envergonhada

- Oi. Não precisava levantar, eu ia lá para retirar o pedido.

Ele continuou sério como já estava, entregou o papel com um único número escrito

- Tem opções de vinho ou só um tipo?

Ela disse que ia verificar e voltaria até a mesa avisar, entrou para a cozinha, ele encostou no balcão esperando, ficou mexendo no celular, ela voltou com uma taça nas mãos

- Tem vinho seco e suave moço.

Ficou parada na frente dele esperando uma resposta, ele a olhou como se estivesse distante e surdo, ela balançou a taça mais perto dele

- E ai? Vai querer o que?

Ele olhou diretamente para ela, sorriu sutilmente desconcertado

- Vou, obrigado. Pode me dar, por favor?

Ela sorriu o achando esquisito

- Claro, eu levo até a mesa.

Ele foi indo sentar, ela começou falar de costas para a colega

- Claro que eu dou, é só pedir.

- Ele tá chapado. Você não acha...

A colega interrompeu

- Dudaaaaa.

Ele tinha voltado novamente para perto, Duda continuou falando de costas sem o ver

- Aiii eu sei que enchi muito, mas é porque ele...

Se virou rindo desconcertada

- Olhaaa ele aí esperando, espero que goste.

Ele começou rir do quanto ela parecia sem noção, agradeceu e voltou sentar, ficou olhando ela rindo muito cochichando, teve certeza de que ainda era o assunto delas, reparou no cabelo dela e na maquiagem, estava um pouco chamativa, batom vermelho sangue, olhos carregados de rímel, a achou bonita e muito simpática, tomou a primeira taça até rápido, outras pessoas foram chegando, sentando longe.

Ela estava ocupada, quando viu a taça vazia, foi até ele, sorriu curiosa

- A hora que quiser pedir é só chamar e se não quiser mais nada, tudo bem também.

- Às vezes está esperando alguém né.

Ele ficou olhando sorrindo

- Não estou esperando ninguém. Pode me trazer mais uma taça, por favor?

Ela mostrou o cardápio

- Tem outras bebidas e eu posso tentar te vender a garrafa inteira. Aí não precisa ficar esperando e me chamando.

Ele parou de olhar com a sensação de estar levando um fora, antes mesmo de começar a flertar

- Eu só quero mais uma mesmo, obrigado.

Ela foi pegar, voltou com uma esfiha aberta em um pratinho

- Sei que você não quer nada, mas é um lançamento e eles estão dando para os clientes, só para aquecer o coração de quem veio aqui embaixo de chuva.

- Se não gostar, pode mentir e se quiser qualquer outra coisa, é só me chamar.

Ele agradeceu, comeu, tomou a taça também rápido, ela logo voltou com um sorriso otimista

- E aí gostou?

Ele começou olhar o cardápio anotando coisas para pedir

- Ah achei diferente, e o diferente é bom, o que seria do preto, se todos gostassem do branco?

- Põe para levar por favor, o gás acabou em casa, eu não queria nem comer mas você me convenceu, meio que obrigou.

Ela disse que preferia o preto, deduziu que ele tinha mulher, porque pediu muitas esfihas, levou o pedido e voltou com outra taça, quando colocou na mesa, ele a acompanhou com o olhar, pensou em falar algo, puxar assunto, mas preferiu não fazer nada por ser o trabalho dela, enquanto esperava o pedido tomou mais uma taça, já tinha tomado quase a garrafa toda, estava se sentindo alterado.

Chegou uma família grande, quando o pedido dele ficou pronto, ela estava atendendo, ele pagou tudo no caixa, deixou gorjeta para ela e saiu sem se despedir, foi para o carro e percebeu estar bêbado, muito correto preferiu esperar um pouco, antes de ir embora, acabou adormecendo dentro do carro, nem viu as horas passando.

Quando a Esfiharia fechou, Duda saiu conversando, foi para o ponto de ônibus, enquanto esperava, o viu dormindo dentro do carro, foi olhar de perto, bateu no vidro e acenou, ele despertou no susto, abriu o vidro

- Oi.

Ela sorriu confusa

- Oi, sou a Duda, te atendi ali na esfiharia, acho que você pegou no sono, eu não sei se foi intencional, mas...

- Está ficando tarde e aqui fica bem vazio, pode ser perigoso.

Ele olhou a hora no relógio, foi abrindo a porta do carro

- É, foi meio sem querer, eu bebi demais e não me senti bem para ir embora, obrigado, Duda!

O ônibus passou, ela ficou olhando

- Nossa! Imagina. Então, vou indo.

Abriu o aplicativo do uber, ele viu

- Sou o Cristofer, quer uma carona, perdeu o ônibus por minha causa? Ou foi impressão minha?

Ela começou rir sem jeito

- Não, é... talvez, mas tudo bem!

Foi se afastando

- Obrigada, mas eu não te conheço, então, prefiro ir de Uber.

- E eu sou atleta, então se vier atrás vou correr e muito.

Ele começou rir, não passou a rua, encostou no carro

- Eu vou ficar aqui de longe, até você entrar no carro, pode ser?

Ela voltou para a frente da Esfiharia rindo

- Aceito! Eu moro um pouco longe e você?

Ele disse que perto, o uber chegou, ela falou antes de entrar

- Eu menti, cairia morta se tivesse que correr até a esquina, tchau Cristofer, obrigada por me fazer companhia e vai direto pra casa em.

Ele deu tchau, foi embora pensando somente nela, até esqueceu de tudo o que estava passando um pouco, foi pra casa dos pais, ele havia acabado de voltar morar com eles, após enfrentar um período muito complicado na vida, depois do término de seu último relacionamento, que o fez ser afastado do seu trabalho na polícia, também de tudo e todos, ele foi acusado de tentar matar a ex namorada, Alitza.

Duda tinha acabado de terminar um relacionamento conturbado, estava a semanas com medo do ex, recebendo ameaças, ele queria reatar de qualquer forma e era agre ssivo, o término foi por causa de uma agres são.

Ela estava trabalhando em horários alternados, para o evitar, no dia seguinte foi cedo, no primeiro turno, quando anoiteceu Cristofer voltou lá, comprar um refrigerante, não a viu, no fim de semana voltou com o Lyan seu primo, já não era muito cedo, quase vinte e três horas, ela não estava lá, ele comentou o que aconteceu, seu primo era mais comunicativo, perguntou por ela.

A moça que os atendeu era novata e falou demais, comentou que todos os dias a Duda ia em um horário diferente para evitar o ex ma luco, Cris perdeu o interesse por imaginar que ela lhe traria mais problemas, parou de ir até lá.

No dia seguinte foram a um barzinho, estavam distraídos conversando, sentados ao lado de fora, com mais alguns colegas, o garçom já tinha trazido os pedidos, voltou com uma taça de vinho e serviu Cristofer, disse apenas que alguém mandou, Cris sorriu curioso, começou olhar para os lados procurando Duda, porque só poderia ter sido ela.

Não a viu, se cansou até de procurar, o garçom disse que nem viu o pedido sendo feito, a noite toda Duda ficou rindo sozinha enquanto trabalhava, dentro da cozinha escondida, o achou muito bonito, vestido todo arrumadinho, camiseta polo, sem boné, também gostou do primo dele, que chegou junto.

Quando o barzinho fechou, Cris foi para o carro sozinho, estava trocando mensagens com a mãe, e viu Duda saindo, cabisbaixa, com um capacete nas mãos, ele ficou olhando um pouco longe imaginando que alguém iria buscá-la.

Quando ela parou na beira da calçada, antes de poder passar a rua, seu ex saiu de trás de um carro, do outro lado, foi em direção as motos na frente dela falando alto

- Eu te liguei, várias vezes, sua pu ta! Agora que comprou essa bos ta, ta se achando né?

- É essa aqui? Postou fotinha se exibindo.

Derrubou a moto dela no chão, começou a chutar...

Capítulo 2 2

Ela passou a rua rápido, desesperada, ele se afastou da moto rindo, como se não tivesse feito nada

- Poxaaa Duany voce não tem sorte mesmo.

- Ainda bem que não se machucou, imagina se você está junto da próxima?

Cristofer tinha descido do carro, se aproximou dela a impedindo de ir para cima de Elano

- Oi. Tudo bem? Deixa, não faz isso.

- Se acalma! Senta aqui, respira. Quem é ele?

Elano foi para o carro dizendo que era pra ela tomar muito cuidado na rua, ela perdeu até a força nas pernas, olhando o estrago, sentou na guia

- É o meu ex esse bab aca. Ele não me deixa em paz, acabei de pegar a moto, nem coloquei no seguro ainda.

- Não faz um mês que tirei da concessionária.

Cristofer levantou a moto, pediu a chave, tentou ligar, ficou olhando sem saber como ajudar

- Não sei o que pensa em fazer, mas deveria denunciar.

- Quer que eu chame a polícia?

Ela estava mexendo no celular, começou falar aos prantos com o pai, contando o que aconteceu, disse que um cliente do bar a ajudou, deu o celular para Cristofer

- Meu pai quer falar com você!

Ele atendeu, o pai dela estava muito preocupado, perguntou se ele poderia esperar lá com ela, só um pouco até ele a encontrar, Cris disse que sim, devolveu o celular, após desligar ela voltou olhar o estrago arrasada

- Eu ralei tanto para conquistar a minha moto sabe, ele não podia ter feito isso.

- Não adianta denunciar, ja fiz dois b.o.s inúteis, a hora que ele me matar ai vai pra cadeia.

- Desculpa, eu fico falando demais, quando fico nervosa. Não sou de me envolver com qualquer um, ele era muito diferente no começo!

Ele estava a olhando pensando em fazer algo

- Imagina, eu entendo. Olha se você quiser, me passa o nome e endereço dele, conheço alguém que pode ajudar.

- O meu primo é da polícia e tem todo tipo de amizade.

Ela ficou quieta pensativa, deu o celular nas mãos dele

- Me passa seu contato. Pode ser?

Ele disse que sim, se ofereceu para ir comprar uma água, ela aceitou, foi junto até um carrinho de lanche, ele quem tomou a frente pagando, começou falar que não gostava de moto, perguntou a idade dela, ela sorriu sem jeito

- Porque a idade importa? Vai dizer que andar de moto é perigoso?

- Quando chega a nossa hora, não importa do que andamos.

Ele ficou sério pensando na irmã, que havia falecido a algum tempo de acidente

- É até concordo, mas sei lá, já perdi alguém em um acidente, é complicado.

- E você tem uma carinha de irresponsável, com todo o respeito.

- Digo, cara de aventureira.

Ela respondeu irônica

- Sou eu que durmo no carro depois de encher a cara e ainda ofereço carona para um desconhecido?

- Pois agora não vou responder, e você? Tem quantos anos?

Ele mostrou as mãos duas vezes, " vinte " dedos

- Um pouco mais. E você, o que eu ganho se acertar?

Ela disse que uma taça de vinho, ele mostrou as duas mãos uma vez, " dez " dedos

- Quanto mais? Dezoito?

- Só acerto, se tomar o vinho comigo!

- Vamos sair algum dia, só pra conversar.

Ela ficou séria

- Vinte e dois, olha eu não acho possível sair com alguém por enquanto, não quero arrastar ninguém pra minha bagunça, já basta a minha família sofrendo.

- Eu tenho medo de sair na rua e acompanhada, de um homem piorou.

- Se não fosse por isso, eu aceitava, nem sei se vou continuar trabalhando.

- Eu moro com uma amiga e estou ficando na casa do meu pai e da minha madrasta.

- Pra ser sincera é bem ruim, sinto que tô incomodando, ela fica falando que é perigoso pros meus irmãos e que eu sou culpada.

- De ter namorado um lo uco, violento.

- Eu falo demais. E você?

- Me fala alguma coisa, onde mora, o que faz da vida.

Antes dele responder, o pai dela chegou, bastante preocupado, agradeceu muito Cristofer por ter ajudado, disse que ela não ia mais trabalhar, até a poeira abaixar, ela revirou os olhos de costas para o pai

- Uhum, é claro.

- Cristofer, então muito obrigada de novo, foi Deus que te colocou no meu caminho.

- Posso te dar um abraço?

Ele sorriu e abriu os braços meio envergonhado

- Claro. Se cuida, toma cuidado, se quiser me manda mensagem, depois quando estiver mais tranquila.

Ela se afastou rindo sem jeito

- Eu cheiro a fritura, gostou?

Ele foi se afastando rindo

- Sim, muito! Tchau.

Foi embora ansioso esperando ela mandar mensagem, estava indeciso sobre investir ou não, por causa do passado com a ex, mas ficou realmente encantado, pelo jeito dela, mais comunicativa, engraçada, bem diferente dele, que era reservado, mais calado observador.

Quando Duda chegou em casa, sua madrasta ficou horrorizada, dizendo que ia sair de casa, para proteger as crianças, seu pai discutiu por causa desse assunto, defendendo Duany.

A convivência por lá não era das melhores, desde que ele começou a namorar, quando teve mais filhos, tudo só piorou, Duda estava no quarto ouvindo os dois, ficou extremamente chateada com tudo, foi dormir chorando e esqueceu de mandar mensagem para Cristofer.

No dia seguinte, domingo, ela levantou cedo, arrumou as coisas sem avisar nada, foi pra casa que morava, com Mikaely, guardou a moto na sala, para Elano não ver que ela tinha voltado.

Mandou uma mensagem para o pai, falando que não ia mais ficar lá, no fundo ele gostou dela resolver o problema que lhe causou, disse que ela podia voltar quando quisesse, pediu para tomar cuidado, não ir trabalhar.

Era algo que não tinha como acontecer, parar de trabalhar, porque ela precisava se bancar, começou a pensar em voltar com o ex, porque na maior parte do tempo, ele era bom, a ajudava financeiramente, só quando se estressava, mudava perdendo o controle, também era possessivo.

Ainda cedo, ela enviou uma mensagem para Cristofer

" Olá bom dia, td bem Cris? Obrigada por ontem, você foi muito legal em me ajudar "

" Podemos conversar por ligação? Sobre o que você falou ontem? "

" Do seu primo? "

Ele estava lavando o carro, na casa do primo, mostrou a mensagem e a foto dela

- Lyan e aí? Falei pra ela que o policial era você. Pra não assustar.

- Vai ficar doido quando a conhecer, ela é linda, uma delícia, super alto astral.

Lyan olhou a foto intrigado

- Tá afim de fazer o que a gente estava trocando ideia esses dias? Nós dois e uma menina?

- Você não tá afim de nada sério, né?

- Tem mulher que não curte essas paradas. Tra nsar com dois homens!

Cris começou digitar a resposta pra ela, rindo com ma ldade

- Eu fico excitado só de imaginar você fod endo ela na minha frente.

- Ela também não quer nada sério.

Capítulo 3 3

Lyan era muito mais mulherengo sa fado, os dois compartilhavam segredos, ele começou rir

- Isso é a maior doideira já vinda de você, desse jeito eu nunca fiz.

- Mas não é nenhum esforço.

- Chama ela pra sair, diz que não dá pra trocar idéia por mensagem.

Cristofer mandou mensagem para ela

" Bom dia Duda, tudo bem e aí? Está melhor? "

" Quer conversar pessoalmente??? É que essas coisas, não dão por mensagem sabe "

Ela começou digitar e apagar, porque estava com medo de sair, também teve receio dele estar com segundas intenções, respondeu pensativa roendo as unhas

" Tudo tranquilo, voltei pra casa, tô escondida aqui. Vamos ver um dia! "

" Mas hoje não dá, prefiro dar um tempo em casa de boa, quietinha, nem sei se vou conseguir ir trabalhar "

Ele disse que tudo bem, nem insistiu, para não parecer desesperado, começou falar com o primo, sobre precisar achar um lugar pra morar sozinho urgente, porque não se sentia mais tão a vontade com os pais, também porque pretendia ficar com a Duda e precisava de privacidade.

Lyan começou rir não levando a sério

- Ela nem te deu moral, porque acha que vai ficar com ela?

Cris começou procurar as redes sociais dela, com um certo brilho no olhar

- Sei lá cara. Porque eu quero!

- Ela tá afim, só fica travada pelo ex.

- Vou dar um tempo e ver qual é a dela. Mas não posso contar sobre o lance da Alitza.

Pediu para seguir ela, em um aplicativo o perfil era privado, não deu pra ver nada, no outro tinham poucas fotos sozinhas, poucos amigos, só mulheres, deu pra ver que eram recém criados, ela parecia discreta, muito vaidosa, ela foi olhar o perfil dele, mais não seguiu nem o aceitou.

Estava em casa nervosa triste com as ameaças, quase mandando uma mensagem para o ex, achou Cris tudo de bom, pelo menos olhando lá, tinham fotos com a família, homenagens a irmã falecida, ela viu que eram colegas, tinham amigas em comum de um grupo de motos.

Cris adorava ir a academia, viajar, fotos de festas ou bebidas praticamente nem tinham, ele realmente era discreto, sua profissão pedia isso por segurança até, policial civil.

Lyan era o oposto do primo, sempre se expondo muito, cheio de amigos, bastante seguidores, ele também pediu para seguir ela, com segundas intenções, ficou instigado com a proposta de Cris.

Ela só ficou fuçando a vida deles, a tarde resolveu ir trabalhar, mais por causa do dinheiro, o medo era tão grande de Elano a atropelar ou fazer algo ruim, que ela decidiu desbloquear ele, antes de sair.

Em meia hora ele viu e já mandou mensagens

" Vc gosta de fodr com a minha vida né, fica brincando comigo até eu fazer me rda! Sabe q eu te amo mais q tudo Duany . As vezes fico pensando q não mereço ser feliz, claro tenho meus erros mas não sou um namorado ruim, sóq pra você nada nunca tá bom, enquanto eu tava podendo te fortalecer gastando a rodo, vc fico de boa, foi só as coisas mudarem q vc começo procurar outro otário "

" qm era o cara com vc ontem ??? "

" já arrumo outro macho pra te come e banca??? "

" pede pra ele paga o q vc deve pra minha tia, sua vagab unda "

" Responde aí, quero conversar com vc a dias, foi fazer b.o né, mais não contou nada do q vc fez, bateu na minha cara, queria q eu ficasse quieto, sou homem não sou muleque, mulher nenhuma vai dar na minha cara jamais "

Ela já estava acostumada com aquele comportamento, um dos motivos das brigas, foi ele começar a mexer com coisas erradas, vendendo porcarias, e ela ser contra, mas ao mesmo tempo aceitar sempre o dinheiro sujo dele.

Ela respondeu por áudio

" Você acha que eu vou querer conversar, desse jeito? Me ofendendo? Vagabunda porque? Eu nunca te trai Elano.

Você é louco porque quer, eu nunca te dei motivos pra desconfiar.

Me ama e fica me prejudicando?

Você detonou a minha moto, era um sonho meu, no começo você dizia que ia me ajudar a realizar meus sonhos, mas agora, não aceita nada.

Eu queria mesmo acreditar que você me ama! "

" Vou trabalhar, por favor para de me prejudicar, eu não tô bem, a minha vontade é desistir de tudo, me enfiar embaixo de uma carreta, pra ter paz e não ficar atrapalhando a vida de ninguém. Nem na casa da minha família sou bem vinda por sua causa, eu sim sempre te amei de verdade, mais não é o suficiente né, tudo o que vivemos pra você não valeu de nada! "

Os dois eram um pouco tóxi cos e tinham um padrão de se manipular, ela sabia como mexer com ele, se vitimizando para ele sentir que precisava a proteger e amparar, ele gostava de ser útil e necessário para o bem estar dela.

No mesmo instante já mudou o comportamento, mandou outro áudio com voz de coitado

" Poxa Duda não fala assim, vou pagar essa merda de moto, fica de boa, não vou te procurar mais até você querer conversar. Qualquer coisa me liga aí. Te amo demais você sabe ! "

Ela viu que o plano deu certo, logo foi trabalhar com menos medo, deixou o whats clonado no celular de Mikaely, para ela apagar qualquer coisa de Cris, caso Duda fosse encontrar o ex.

Enquanto ela trabalhava, Elano mandou mensagem dizendo que ia mandar o dinheiro do conserto durante a semana, perguntou se ela estava bem, pediu para ignorar os outros e parar de expor os problemas deles dois, pra todo mundo, porque só os dois sabiam o que realmente acontecia.

Ela respondeu pouco antes de sair, disse que não queria vê-lo ainda, deu a entender que ia aceitar conversar, perguntou se ele estava bem, cumprindo com o que prometeu, sobre parar de vender dro gás, ele não era de mentir apesar de tudo, mostrou onde estava com os amigos, uma festa na cidade vizinha, falou que só ia vender até ter o dinheiro dela, da moto, a parte dela nas contas de casa e a dívida com a tia dele.

Ela pediu pra ele parar com aquilo, logo foi saindo do trabalho, distraída olhando as publicações dele, verificando onde ele estava, acreditando nele.

Cris tinha ido esperar ela sair, estava dentro do carro observando tudo, quando a viu indo para a moto, desceu e a chamou, ela olhou meio assustada, ele passou a rua se aproximou

- Oi Duda, tudo bem?

A cumprimentou com beijo no rosto, ela ficou nitidamente nervosa, olhando para os lados

- Oi tudo ! E aí? Desculpa, eu preciso ir.

Ele a acompanhou até a moto, reparando no comportamento arredio sério dela

- De boa! Ele tá por aqui? Te disse mais alguma coisa ou fez?

Ela respondeu séria constrangida

- Acho que não. É melhor não me procurar mais, obrigada por oferecer ajuda, mas, não vai precisar.

Ele ficou sério surpreso

- Voltou com ele?

Ela colocou o capacete na moto, foi fechando a blusa com os olhos marejados

- Ainda não, você não entende.

- Não me manda mais mensagem tá.

Ele ficou olhando com aquele julgamento

- Beleza. Posso te acompanhar, de longe? Só pra ter certeza que vai chegar bem.

Ela sorriu sem jeito

- Ou pra saber a onde eu moro e começar a me perseguir também?

- Pode me acompanhar de longe.

- Não quer que eu vire estatísticas indo parar no cidade alerta?

Ele sorriu olhando a rua

- Não quero, seria muito triste, você merece mais que isso.

- Se precisar de mim, quiser conversar sei lá, tem meu número.

- Ou me segue você, pra saber onde eu moro! Tchau, se cuida.

Ela deu tchau, foi se preparando pra ir embora, mandou uma mensagem pra ele

" Não precisa responder!!! Amanhã a tarde é minha folga, se quiser me encontra na rua debaixo de casa, as 17:00! Perto de um depósito de água, mais não desce do carro, vai ser meu Uber. E não me acompanha de muito perto por favor ! "

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