Acordo sentindo meu corpo doer, minhas pálpebras estão pesadas, me sento no pequeno colchão e observo o quarto, tudo fede tem ratos e baratas aí senhor eu não quero morrer assim por que estou passando por isso? Me perco em meus pensamentos até que a porta se abre
- A princesa acordou?
- O que você quer é por que estou aqui?
Ele não fala nada e vem até mim segurando meu cabelo, deposita um tapa em meu rosto, outro homem entra no quarto, as lágrimas caem e eu imploro para que não me façam mal, mas eles não me dão ouvido
Me forçam a cheirar coisas e perco a consciência, sinceramente acho melhor assim, não quero presenciar seja lá o que fizeram comigo, claro que eu lembro que algumas coisas e isso me faz chorar.
Acordo com uma baita dor de cabeça, sinto-me mal, meu corpo todo dói, dessa vez sinto uma dor muito forte no meio das pernas e muito sangue.
AI MEU DEUS eu não acredito que isso aconteceu por que isso está acontecendo comigo as lágrimas caem novamente e eu nem tento segurar a noite os homens voltaram e com mais dois homens e dessa vez não me deram nada tive que ficar acordada e passar por tudo aquilo em minha plena lucidez.
Eu juro juro por tudo que é mais sagrado, que vou me vingar de todos que me fizeram mal e que me fizeram chegar a esse momento, eu juro
Já no outro dia acordo já acostumada com a dor, levanto indo até a porta e por incrível que pareça ela está encostada, saio e vejo os dois homens da primeira vez dormindo no sofá, caminho pela casa fazendo o mínimo de barulho possível quando estou chegando na cozinha escuto os outros dois homens que chegaram depois
- O que eles vão fazer com aquele puta?
- Não sei acho que vão vender ou matar tanto faz, o que importa é que usamos ela haha
_ Eles devem matar ela, foi isso que o chefe deles mandou _ o outro disse.
Coloco a mão na boca para não sair nenhum barulho agora mais que nunca tenho que sair daqui quando finalmente chegou na porta de saída abro sou surpreendida por eles. Abrir os olhos e vi que estava no carro em movimento, escutei caras rindo de mim, outros tocavam meu corpo enquanto eu estava amarrada, às lágrimas quentes desciam do meu rosto sem saber o que fiz pra merecer tanta crueldade de uma coisa eu sabia que ele não gostava de mim agora fazer isso me deixa quebrada qual vai ser meu destino meu Deus.
2 semanas antes.
Olá meu nome é Anne tenho 18 anos, moro com meu pai no Rio de Janeiro em um bairro de Classe média alta, todos me perguntam, como meus pais são brancos e eu sou negra? nunca entendi o real motivo disso, minha mãe morreu quando eu era um bebê, meu pai ficou comigo mas às vezes não sinto Amor da parte dele todos os eventos que tem na nossa casa não apareço, uma vez apareci sem querer e na hora todos ficaram espantados comigo pela minha cor meu pai dizia que era por causa de parentes distante que eu nasci dessa cor, o preconceito não é só em casa na escola também que saco! queria muito iter conhecido minha mãe, pelo desprezo do meu pai tem por mim sinto que ela deve ter feito algo muito grave pra ele mas espero um dia ele que ele me ame mas aprendi a lidar com isso muito bem, odeio quando me perguntam sobre minhas tranças e como lavo meus cabelos, mas isso é o só o início da minha História e vou dizer a vocês vingança é um prato que se come lento.
Hoje é meu aniversário estou tão feliz finalmente vou poder sair de casa estar livre do meu pai é meio chato completar aniversário dia 1 de abril aff as brincadeiras e piadas fico morrendo de raiva
Levando da cama pego minha mala e vou colocando minhas peças de roupas tudo que vou precisar eu não gosto do meu pai minha mãe morreu quando nasci então ele sempre me culpou
Enquanto todas as crianças estavam felizes brincando com o pai no dia dos pais o meu estava trabalhando ou simplesmente não aparecia sempre me culpa pela morte da mamãe estava disposta a sair a ir embora a ser livre só não sabia que isso ia custar minha inocência ia custar meu sonhos que foram roubados e tudo o que sinto agora dentro de mim é ódio e rancor.
Meu nome é Ricardo sou delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro há mais ou menos 18 anos, eu tive um grande amor na minha vida só que esse amor me trouxe muitas dores de cabeça, eu era completamente obcecado por ela mas também não deixava ela sair, eu não queria que outro homem a tocasse ou ao menos olhasse para ela até ela conhecer um cara não sei como ela fez para conhecer ele ou como eles se conheceram, mas esse cara entrou na mente da minha mulher.
Quando eu descobri sobre o caso fiquei cego de ódio, matei o cara sem pensar duas vezes, eu iria matá-la, mas ela me deu a notícia, que eu iria ser pai, fiquei tão feliz, estava disposto a perdoar a traição dela, pois era apaixonado, aquela mulher era tudo para mim.
Os meses se passaram e a bebê nasceu no primeiro mês e as duas semanas foram as melhores da minha vida, estava feliz por ter minha princesa, mas imaginem a minha surpresa quando a criança ficou preta.
Eu rir da minha cara de idiota cuidando de uma criança de outro homem, meu ódio foi maior, matei a mulher que amava sem pena e iria criar aquela praga como filha sabia que no futuro iria me vingar dela, pelos erros de sua mãe.
Tive que passar a vergonha de criar uma preta, sempre a escondia no início quando achava que ela era minha filha amava ela, mas quando descobri que era filha de um bandidinho me deu mais motivos para fazer o que fiz.
Me casei com uma mulher bela, não se comparava ao grande amor da minha vida, mas Servia para usar e para as aparências ela tinha uma filha de outro casamento, deixei claro que a menina não podia me chamar de pai.
ANNE NARRANDO
Acordo morrendo de raiva, ninguém merece acordar seis horas, eles me fazem de escrava nessa casa, mas só faltam duas semanas para o fim das aulas, então vou estar livre.
Vivo com meu pai Ricardo, minha madrasta Celeste e a filha dela Monique de todos ela é a que mais me humilha vive para atormentar a minha vida.
Sempre que faço algo considerado errado minha madrasta me espanca e me tranca no quarto, já cheguei a ficar uma semana sem comer por que ela não me deixava sair do quarto.
Uma vez eles fizeram um evento e mais uma vez me esconderam, mas sem querer fui vista, todos ficaram espantados por saberem que era filha do meu pai, depois que todos saíram meu pai me espancou, eu apanhei tanto que quase entrei em coma.
E ainda me perguntam por que eu nunca denunciei ele ou pedi ajudar a resposta e simples ele é delegado a justiça facilmente ficaria do seu lado.
Me levanto da cama, faço minhas higienes, vou para a cozinha, faço o café, saio de casa como todos os dias e vou até a padaria mais próxima, quando entro em casa tudo está em um completo silêncio, então ninguém acordou.
Fui pro meu quarto, tomar um banho, me arrumei e fui para a escola, assim que chego fui procurar meu namorado o Gustavo, estamos juntos a quase 1 ano.
Chego na escola e não o vejo, mando mensagem e ele não responde, ligo e está com celular desligado Aff esperei as aulas acabarem, fico até as 17 na escola terminando o último trabalho e decido ir à casa dele fazer uma surpresa.
Da escola para a casa dele são uns 30 minutos assim que cheguei em frente a casa dele achei estranho, pois tinha um carro bem conhecido em frente era o de Monique - O que ela faria aqui?
Pego meu celular e ligo para ele e no segundo toque sou atendida.
- Oi, meu amor, tudo bem, minha linda?
- Oi amor, por que não foi para escola?
- Aí amor estava me sentindo mal.
- Você está em casa? Quer que eu vá cuidar de você?
- Não, amor, não precisa, estou na casa da minha vó.
Ele desliga na minha cara e eu continuo lá em frente a casa dele temendo o que aquilo possa significar.
Abro a porta e vou com muito cuidado até seu quarto, já no fim da escada escuto gemidos e risos chego na porta do quarto e abro com ódio e fúria e vejo Monique de quatro e ele estocando nela quando ele me viu ficou branco igual papel
- Amor não é o que está pensando - Fala se cobrindo.
- kkkk há corna descobriu você é uma idiota demorou tanto - Monique ficou debochando da minha cara.
Nem falo nada, saio correndo, escuto ele me chamando mais não estou, nem aí, corro até que falte ar, não volto para casa, vou para uma praça.
Observo as crianças correndo com os pais - ai mamãe como eu queria ter te conhecido tenho certeza que não passaria por tudo isso - falo sentindo as lágrimas caírem.
- Amor, por favor me deixa explicar.
- Ah, como você me achou, fica longe de mim.
- Por favor, Anne me perdoa, eu fui fraco.
- Sim, você foi fraco, pensou com a cabeça de baixo, não pensou duas vezes antes de me trair.
- Anne, por favor...
-A quanto tempo gustavo? A quanto tempo você está me traindo e com quantas?_ ele ficou em silêncio.
_ Tu já deu a resposta some!_ falei saindo de perto dele e ele veio atrás de mim.
_ Fique longe de mim!
_ sair a caminho para casa caminho observando o entardecer nem sei quanto tempo fiquei naquela praça assim que entro em casa adivinha?_ a vagabunda da minha madastra me pega pelos cabelos me xingando por eu chegar tarde da noite, pela primeira vez revidei, a empurrei mais isso foi como se eu tivesse ofendido a ela, com raiva ela me empurrou e eu cair no chão até que meu pai chegou...
Anne Narrando
No exato momento em que eu e a Celeste e a Monique estávamos brigando, meu pai chegou.
- Que patifaria é essa aqui dentro da minha casa?_ meu pai perguntou e logo levantei do chão.
- Meu amor, a Anne chegou louca devido ao namorado dela e já veio agredindo eu e a Monique só pelo fato de eu perguntar o que ela fazia até essa hora na rua_ Celeste se fez de santa que ódio, com uma voz mais calma do mundo.
- Papai!_ eu ia falar, porém, ele me interrompeu.
- Não me chama de pai!_ ele disse e eu abaixei a cabeça prevendo que tudo ia cair para cima de mim naquele momento.
- Que história é essa de namorado? E o que tu estavas fazendo até essa hora na rua Anne?_ ele perguntou apertando meus braços e me sacudindo.
- Eu só estava passeando na praça daqui do condomínio mesmo - falei baixo, porém sentir meu rosto arde com o tapa que ele me deu e eu cair no chão.
- Não foi essa pergunta que eu te fiz?_ ele falou agarrando meus cabelos e me arrastando dali, me jogou naquele maldito quarto.
- Eu juro que não fiz nada!_ falei pegando nele e ele me empurrou.
- Desde quanto tu ta autorizada Anne a namorar?_ ele perguntou pegando no meu pescoço com força e eu fiquei sem ar, até que ele me soltou e eu caí no chão novamente, por que meu Deus o senhor me leva logo? Acabe com esse sofrimento de vez, pensei ainda no chão.
- Cof, cof_ eu tossia com a mão na garganta.
- Vai aprender a não passar por cima da minha ordem, Anne, o que eu te disse?_ ele perguntou pegando no meu queixo com força.
- Que eu não podia namorar!_ falei baixo, não creio que essa agressão toda seja por causa disso.
- Não ouvir!_ ele disse com os ouvidos perto da minha boca me fazendo repetir tudo de novo, ele pegou minhas mãos e amarrou.
- Por sua afronta, vai contar cada cintada que eu te dar_ ele disse.
- Por favor! O que fiz para merecer tanto mal?_ perguntei chorando.
- tu nunca vai saber_ ele falou tirando toda a minha roupa me deixando somente de calcinha, eu tentava me encolher para ele não ver minha nudez, porém o mesmo me admirava, levantou tirou o cinto da calça, eu respirava ofegante até sentir a primeira.
- Conta agora!_ ele disse gritando que eu me assustei, eu chorava de dor, até sentir a segunda.
- Ahhh!_ gritei chorando.
_ Um_ falei chorando, a cada cintada que eu recebia, foi como se eu estivesse merecendo tal castigo
_ Cinquenta!_ eu gemia e me tremia, sentia minhas costas arder de dor, e desesperada ao ver o sangue pingar no chão, ele saiu me trancando naquele quarto escuro.
- Eu realmente não sei o que fiz para merecer tanto Deus, mas eu não aguento mais! Eu preciso de ti nesse momento me tira daqui, me tira daqui - eu orava sussurrando sentindo tanta dor, ainda estava amarrada e assim fiquei toda a noite, pela manhã estava queimando em febre sentia calafrios pelo meu corpo, não sabia que horas eram, a porta é aberta pela Celeste ela veio até mim e logo me soltou.
- Vai preparar o café! Ricardo está esperando- ela disse saindo, tentei me levantar mais eu sentia dor, eu chorava constantemente vestir um vestido que a mesma deixou lá, levantei bem devagar meio encurvada e passo por passo eu sair daquele quarto, chegando na cozinha estava suando ainda frio, tentei conter a dor chorando baixo, fiz tudo me escorando nas coisas depois de tudo pronto ainda fui obrigada a servir todos com os sorrisos de satisfação de Monique.
- Para onde pensa que vai?_ Celeste perguntou assim que meu pai saiu.
- Vou para meu quarto!_ falei
- Nada disso, a casa está uma bagunça, vou receber convidados, hoje quero tudo um brinco_ ela disse saindo.
- Não posso fazer! Olha como estou_ falei chorando.
- Deixa de ser preguiçosa garota!_ ela falou_ Quero tudo um brinco_ela saiu e eu somente chorei, a cada coisa que eu limpava parecia uma eternidade, após terminar fui para meu quarto, tirei aquele vestido e pude ver as marcas de cada cintada estava muito machucada, fui para o banheiro e liguei o chuveiro, aquela água que caía sobre meu corpo foi torturador.
- Meu Deus!_ eu chorava sentindo toda aquela dor, sair do banho eu não podia cuidar de mim mesma, fraca cair no chão, a única coisa que eu podia fazer por mim mesma era tomar um remédio e me deitar.
Acordei era tarde da noite, pude sentir ainda mais dor, levantei da cama com cuidado, minha barriga roncava de fome, desci as escadas com cuidado até chegar na cozinha, escuto pessoas falando baixo, resolvo ver quem era, e quando vejo era Gustavo novamente com Monique, as lágrimas corriam sobre meu rosto, dei as costas, fiz um leite e subi novamente. Os dias iam se passando e eu a cada dia tinha uma marca diferente no meu corpo, fui impedida de ir para a escola, ficava somente em casa.
- Anne?-uma menina da escola me chamou assim que saio do mercado.
- Ah, oi!- falei meia sem graça.
- Nunca mais te vi na escola - ela falou.
- Estava doente!_ falei apressando os passos.
- Sim! Está abatida, tá tudo bem?_ela perguntou tocando no meu ombro.
- Desculpa, estou atrasada, meu pai não gosta que eu fique muito tempo fora_ falei deixando- a para trás, por que ela se lembrou de mim? Sair às pressas para chegar em casa, Gustavo foi oficialmente apresentado como Namorado de Monique, partiu meu coração, pois ainda sentia algo por ele e eu me odiava por isso, mas está perto! Assim que eu completar 18 anos eu saio desse inferno nem que eu fuja, mas não aceito mais viver dessa forma.