Ninguém podia atravessar o lado dos dominadores de fogo, assim como ninguém podia atravessar o lado dos dominadores de água, eles viviam em guerra e por muitos anos a paz não reinava entre os dois mundos, pois o fogo queria dominar o seu inimigo e a água jamais gostava de ser controlada, mas com o tempo e grandes guerras, a paz chegou. O povo cansado de lutas exigiu dos dois reinos distância, assim como paz, eles não queriam viver juntos, pois suas diferenças eram muitas a divisão entre o fogo e a água era necessária, então o mundo foi dividido entre o povo do fogo e o povo da água.
O povo do fogo ficou com o lado esquerdo, enquanto o povo da água com o direito uma linha feita de fogo e água dividia os territórios, esta mesma linha impedia a entrada e saída de povo, assim como mantinha a distância entre os dois mundos. O lado do fogo chamou seu reino de "Quemoor" e o lado da água chamou-se "catar" esta divisão formou-se no outono quando a flores ainda caindo no chão de ambos os lados os dois homens mais poderosos estavam construindo a linha que dividiria o mundo com os seus soldados, eles mal encarava o rosto um do outro a linha que dividiu os dois territórios demorou mais de dois anos para ser completa.
A linha que foi construída seguia toda a divisão do mundo, ela prosseguia com duas camadas a do lado esquerdo uma primeira camada de água e a segunda camada do lado direito de fogo. A camada impedia que qualquer pessoa que não dominasse a primeira camada fosse capaz de passar, mas esta é uma história que será descoberta ao longo do tempo, pois nunca surgiu um ser que dominasse ambos os dois elementos, pois as raças jamais haviam se misturado entre elas, pois havia muito preconceito e pelo mesmo motivo as inúmeras guerras aconteceram entre os dois povos.
O fogo era manipulador e ninguém conseguia dominar a sua fúria, ele era rebelde e indomável, ele mexia conforme a sua própria dança e o calor era a sua energia, eles odiavam o frio o gelo ou temperaturas imundas que impedia que o corpo deles ficassem quentes, eles eram um povo colorido e com bastante destreza e o medo não os dominava, temidos eles eram sempre temidos até pelos seus inimigos mais corajosos, o fogo continha uma chama interior que apenas os mais habilidosos era capaz de controlo ar aqueles que tentavam muitas vezes eram consumidos pelo seu próprio fogo. Os dragões foram seus ancestrais,eles dominaram o fogo e distribuíram para o povo do fogo como um prêmio pela ao homem que havia conseguido dominar o seu interior, por isto, o povo do fogo dominava e usava os dragões em seu mundo.
Haviam dois tipos de fogo, a maioria do povo tinha o calor em seu corpo, o calor do fogo beirando pela sua pele e correndo pelas suas veias, mas não dominavam nenhum fogo para fora de seu corpo, pois estava contido em sua pele apenas, porém o segundo aqueles que dominavam o fogo com as mãos e com todo o corpo, eles governavam, assim como criavam fogo com os pés, mãos, eles controlavam e geravam fogo. Aqueles que criavam fogo eram chamados de "criadores", enquanto os que não geravam nenhum fogo eram conhecidos como "neutros".
A água tinha mais que uma leveza, ela era pura, assim como fria, mas tinha momentos em que transmitia seus sentimentos, mas sempre bem controlados, eles eram contidos e por muitas vezes silenciosos. Estavam sempre um passo à frente e pensativos, podiam ser calmos e tranquilos, assim como furiosos quando sentia demasiadamente pressionados, então podia tornar-se revolto, porém por serem controlados seu poder era tão mais majestoso, que muitos não se atreviam a passar dos limites com um dos superiores. Eles viam do polo norte o frio e o tempo mais gelado, assim como as águas mais límpidas eram a transmitida pela calmarias, eles tornaram-se o povo de Catar, através dos anos e de muita meditação um único homem por sacrifico ao proteger a sua família ganhou um dom de manipular as águas, assim esta mesma forma passou de geração a geração. Poucas famílias dominavam tal poder, a concentração devia ser equilibrada e poucos tinham essa habilidade.
Lisa, a filha do fogo havia nascido na época do verão, ela cresceu forte e saudável, ela dominava o fogo, porém a arte de controlar o seu fogo interior estava longe de ser cumprida, ela era um fogo descontrolado onde a chama ela ainda não havia dominado. Os conselheiros ajudavam em seu treinamento sempre orientando a sua majestade que ela ainda estava em uma fase crítica, pois ela já estava completando seus dezoito anos e seu fogo era incontrolável. Lisa, já havia deixado o castelo e colocado chamas em várias de suas coisas, ela não o dominava, ela estava sendo dominada, algo que por milênios jamais havia acontecido entre os dominadores de fogo.
Não controlar seu próprio fogo era um fardo pesado e além de pesado era considerado por muitos uma verdadeira lástima, então todos consideravam a princesa, apenas uma garota com pouca importância. Lisa cresceu regada de privilégios como a filha do Rei, mas desprezada pela sua falta de conhecimento sobre controlar seu fogo interior e seu fogo externo. Ela passou a não mais utilizar seu fogo, apenas aprendendo sobre a teoria de como o fogo devia ser domado e controlado, Lisa ficou proibida de usar o fogo em qualquer lugar ou ambiente.
-- Não pode exigir tal proibição. Disse ela ao seu corpo com o corpo já quente querendo subir ainda mais a temperatura, naquele pequeno quarto em que ambos estavam ela podia sentir a raiva do próprio Rei em sua direção.
-- Não consegue controlar ele -- disse seu pai apontando para o seu corpo -- então, não deveria usar. Ela tentava não dizer nada, já sabia que toda vez que a situação fugia de seu controle o fogo parecia ter uma vida própria tomando a sua decisão antes consultar com Lisa.
-- Eu tenho que tentar. Disse ela sussurrando, ela escondeu as suas mãos atrás de si, percebendo que as chamas já estavam vindo e circulando para os seus braços.
-- Terá tempo -- disse seu pai colocando a mão em seus ombros -- no momento certo e na hora certa saberá controlar.
-- Quanto tempo ? Dizia ela mais para si mesma do que para o seu próprio pai, ele puxou o seu rosto na direção dele e como um Rei, ele mostrou o olhar mais duro.
-- A questão não é o tempo, mas o que fará quando souber dominar o fogo ou por que quer tanto aprender a dominar o fogo que a em você. Ele não entendia as suas palavras estava nublada pela ganância, assim como o poder que vinha, ela queria ser vista pelos homens como a mulher que sabia dominar o fogo, que deixou de lado os motivos e as razões de um homem aprender a controlar o fogo, ele não era para a ganância do prazer de estar um passo à frente, pelo contrário, ele era para proteger e cuidar daqueles mais precisavam e Lisa estava nublada por outros pensamentos que não chegavam perto desse a vaidade a tomava de tal forma que ela não conseguia dominar o que seu poder.
Lisa andou de um lado para o outro antes de sentar em sua cama, ela sabia que não podia praticar a dominar o fogo, então decidiu não mexer nisso por enquanto. Ela obedeceria seu pai, mas não por muito tempo, ela ficou pouco mais de dois dias sem mexer com isto e já estava irritada pelo progresso de seu irmão mais velho Alex. Além de dominar o fogo com tamanha perfeição, ele conseguiu em menos tempo do que todos os outros guerreiros a dominar o seu fogo interior e a raiva em Lisa, crescia conforme o seu irmão crescia no que ela gostaria de crescer.
-- Lisa -- dizia Alex vindo em sua direção, ela havia acabado de sair de uma de suas aulas teoricas sobre a ancestralidade do fogo -- papai está certo,o mais importante e que entenda o motivo de usarmos o fogo, então poderá usar ele corretamente.
-- Está dizendo que estou usando ele errado ? Disse ela parando virando seu rosto na direção do irmão, Alex balançou a cabeça indignado com a acusação, mas já estava acostumado com as interpretações de vítima que sua irmã mais nova sempre fazia.
-- Não -- disse ele dando um empurrão em Lisa, ela encarou seu rosto ainda perplexa, mas nada disse -- estou dizendo que você deve entender o que você tem que fazer com o seu poder. Disse ele como se estivesse falando como uma criança como deveria fazer uma coisa muito simples o que a deixava cada vez mais possessa de ódio.
-- Dominar. Disse ela irritada voltando a andar, ele a seguiu disposto a tentar continuar a conversa, Alex tinha a intenção de ajudar ela, mas primeiro ela precisava entender o que o seu pai também tentava lhe explicar.
-- Proteger. Disse ele fazendo um movimento circular com o fogo e depois fechando a sua mão e abrindo deixando uma pequena mão no centro, então ele fechou de novo com ela sumindo por completo.
-- Não venha filosofar para mim, irmão. Disse Lisa, agora parada em dois corredores do castelo. Havia soldados em todo o lugar vigiando o local, assim como vigiando ela, pois Lisa podia fugir a qualquer momento como já havia feito algumas vezes.
-- Está muito longe de entender o significado das coisas. Dessa vez ele foi mais duro, ela fechou o seu rosto e encarou os seus olhos e ambos permaneceram assim.
-- É você como sempre muito perto.
Mais nada ela disse, ela virou o rosto para outra direção, assim como ele, então cada um deles andou para um lado oposto indo para fazer suas tarefas. Por mais que soubesse que seu irmão, apenas queria ajudar Lisa, ela sentia-se indignada e irritada, ela não permitia ser tratada como seu irmão a tratava e muito menos ouvir tal ladainhas sobre como dominar o fogo, ela sabia que podia conseguir, ela precisava de tempo e ficar sozinha consigo mesma, ela sentia que precisava deste tempo para permanecer consciente de seus próprios problemas.
Não dominar o fogo para ela era como não dominar a si mesma, ela não podia deixar que seu irmão estivesse um passo à sua frente, ela não podia deixar que ele conseguisse estar certo e ela errada. O ódio crescia, assim como sentia o fogo cada vez mais dominando o seu corpo e a suas veias, ela fez o que havia aprendido com seu pai quando criança, ela tampava a boca puxando todo ar para dentro, então ficava desse jeito por mais de quatro segundos, então o fogo goberto soltava uma fumaça que depois ela abria a boca e ele saiu tranquilamente de fora dela. Ela fazia tantas vezes este mesmo truque a deixava mais irritada, pois era um truque para crianças, que pessoas que já tinham alto controle, já não precisavam mais usar, Lisa não gostava de ter que estar sempre utilizando ele, pois lembrava da vez que teve que fazer este mesmo movimento em público com todos a observando, ela lembrava das caras fechadas em sua direção e dos olhares de reprovação.
"Lisa, tinha quinze anos quando participou do grande evento era a celebração do verão, o sol e o calor intenso estavam chegando, então o castelo era aberto para todo o povo e para todos os outros reinos de fogo participarem. Ela andava do lado do seu irmão como seu pai havia exigido, Alex devia ficar perto de Lisa, para que ela não causasse nenhum tipo de acidente. Algo que ela prometeu não fazer, mas no fim seu pai acabou decidindo que ela não devia ficar sozinha e seu irmão devia cuidar dela, mas Lisa tinha planos de mostrar que era capaz de cuidar de si mesma e este fora seu maior erro naquele dia.
Ela conseguiu com muito esforço ficar longe de seu irmão, ela começou a andar entre o castelo indo diretamente para a reunião dos reinos, que só podiam entrar pessoas de níveis altos. Ela ficou do lado de fora perto da porta vendo aquela emoção de estar perto de guerreiros condecorados que lutaram contra os dominadores de água. Ela queria falar com um deles e pedir permissão para que os maiores segredos sobre dominar o fogo fossem contado a ela, mas as coisas não aconteceram como Lisa desejava.
-- O que está fazendo, garota ? Quando Lisa virou-se ela não teve reação para o homem que estava à sua frente, ele tinha o corpo todo desenhado por por linhas que faziam curvas em todo o seu corpo e seguia para o seu rosto, elas pareciam veias de fogo que ficavam acesas e circulavam um por todo ele.
-- Eu... meu pai. Ela não terminou de falar, pois o homem cuspiu o fogo em sua frente, ela pulou para trás, então o medo foi passando pelo seus olhos e o velho homem começou a rir, ele encarou o rosto de Lisa, que agora podia ser visto de mais perto.
-- É a filha do Rei -- disse fazendo um breve reverência de mau jeito para Lisa -- é filha do fogo e tem medo dele -- Ela estava prestes a responder mais o fogo já estava dominando o seu corpo, ela sentia a respiração arfa, então sentia o fogo descontrolado em seu corpo, ela queria correr, mas o homem não saia de sua frente, então ela puxou o ar para dentro envergonhada, então contou até quatro segundo e fumaça saiu de sua boca, ela pode sentir a risada do velho que balançava a cabeça em sua direção -- truque de criança -- disse ele ainda rindo -- seu pai devia ter vergonha de você. Alex havia chegado na hora, ele levantou sua Lisa do chão pedindo desculpa ao homem e correu para longe com a sua irmã, desde desse dia, Lisa jamais foi a mesma menina com Alex, aquela amizade entre irmãos havia acabado no mesmo instante que o velho havia falado aquelas coisas para Lisa e no mesmo dia elogiado a destreza e dominação do fogo de seu irmão."
Ela foi dominada pela inveja e seu fogo cada vez mais deixava ela de lado, Lisa não entendia como funcionava e muito menos dava ouvidos para o que os outros diziam. Ela era difícil de lidar, pois não aceitava conselhos com facilidade a sua teimosia falava mais alto e mais alto a impedindo de prestar a devida atenção no que os outros diziam a ela. Sua característica era muito parecida com a da sua mãe, reclamava sempre de seu pai, pois ela tinha nascido do mesmo jeito, ele sempre a olhava com um olhar de ternura e balançava a cabeça para um lado e para outro negativamente.
A Rainha era um símbolo de força e de teimosia como o povo já estava acostumado a falar e dizer, mas a rainha não dominava o fogo, ela apenas mantinha a chama quente em seu corpo, mas o dom da dominação não havia sido dado a ela. Muitos foram aqueles que foram contra o casamento, mas o Rei casou-se mesmo assim, então a Rainha para não tornar-se um peso pesado aprendeu a usar uma arma e arco e flecha, ela sempre dizia aos seus filhos que aprendera a lutar com apenas um propósito.
-- Não quero deixar seu pai descontente comigo -- dizia ela passando a cabeça nos cabelos de cada um dos seus filhos -- sou a companheira dele e ajudante -- falava ela sorrindo docilmente -- então, não posso ser um fardo pesado.
Mais Lisa, jamais havia entendido tamanho sacrifício, ela não entendia a postura de sua mãe em lutar pelo amor de seu marido, ela sempre observava de dia e de noite a sua mãe aprender sobre a luta para estar preparada para tudo ao lado do Rei. Ela concentrava em cada dia ser melhor para o Rei e todos os sacrifícios eram feitos por ela e nunca havia falado nada. O Rei falava contra todos que falavam mal da Rainha, mas ele não podia controlar para sempre o silêncio do povo, por fim a decisão da Rainha de aprender a lutar fez toda a diferença, pois ela tornou-se uma guerreira digna de estar ao lado de sua majestade.
Ninguém esperava a morte repentina da Rainha, ela morreu protegendo os seus filhos. Lisa lembrou daquele dia pensando sempre em sua fraqueza, ela não pode utilizar seu fogo, ela nada pode fazer e nem seu irmão, quando um grupo rebelde da colina decidiu invadir o quarto e atacar o posto da Rainha, ela correu para esconder os seus filhos de baixa da cama, Lisa tentou impedir, mas o olhar da Rainha já dizia tudo, a partir daquele dia, ninguém mais ousou dizer nada sobre ela a não ser de sua forma corajosa e teimosa de defender aqueles que estavam ao seu lado.
Esta mesma garra corria nos olhos de Lisa, mas tinha um outro objetivo, pois ela lutava e tentava vencer pela luxúria. Ela tentava subir no pedestal daqueles que estavam na primeira fila, ela lutava por ela e este era o problema, Lisa saiu andando chutando o ar. Ela só conseguia identificar a quentura que corria pelo vento, mas nenhum fogo saia de dentro dele de forma regular, às vezes pequenas faíscas, mas nada além disso. Ela parava quando os empregados passavam por ela de longe ela sentia aqueles risos, pois todos conheciam a sua história e todos riam dela como se fosse uma aberração.
Lisa entrou para dentro de seu quarto jogando-se em sua cama pensando nas empregadas que arrumavam o seu quarto. Ela ficou deitada encarando teto colocou a sua mão em sua frente encarando as veias vermelhas que passeavam pelo seu corpo, ela podia sentir o fogo seguindo pelo seu corpo, mas ainda não conseguia dominá-lo, ela não entendia o motivo de não conseguir, mas sabia que precisava conceder tal ato a si mesma. Este era seu desafio diário e estava pronta para fazer o que tivesse que fazer para conseguir.
Derek suspirou com força e então sorriu quando o gelo atravessou o escudo de seu adversário ele nem precisou reagir muito contra o soldado com facilidade ele acabou com a luta em menos de cinco segundos. Uma reverência foi feita e ambos saíram cada um para um lado como era de costume no castelo Derek jamais havia perdido um luta ou deixado que seu inimigo o atacasse com facilidade ele treinava para ser visto pelos seus súditos como um homem invencível.
Além das habilidades de luta tinha uma maestra para diálogos e era muitas vezes convocados mesmo que não fosse necessário para as reuniões que seu grandioso pai estava presente.
Em Relegado todos tinham costumes de criar os homens e as mulheres em papéis bem definidos na sociedades elas eram como mães e boas esposas, além disso cuidavam de feridas e davam aula, mas não lhe eram permitido a arte da batalha ou de comandos mais altos. Quando sugirido que o príncipe Derek estava pronto para o casamento ele afastou a ideia de imediato as mais belas foram mostradaS a ele. Lindas de cabelos azulados a cor dos olhos tão azuis quanto a do céu e algumas com tons de azul fraco e umas mais brilhantes, mas nenhuma chamava a sua atenção mesmo tendo boas expressões e um sorriso encantador como revelava seu pai.
-- Está dizendo que nenhuma delas lhe agrada ? Perguntou seu pai em um banquete as comidas eram distribuidas pelos servos que com rapidez quase fora do humando colocavam a comida e se afastavam da mesa a Rainha não estava presente indisposta permeneceu em seu quarto.
-- Temo que nenhuma delas tenha atingido meu padrão. Respondeu ele brincando com a água em seu copo pensativo ele mantinha a palma da mão aberta e como se brincasse com uma bola jogava a bola de água para cima e para baixo delicadamente. Ele sentia o olhar presençoso de seu pai em seu direção, mas não podia explicar por qual motivo nenhuma delas lhe era cativante este era um pecado um erro que ele cometia e tinha certeza que o fazia, mas não podia dizer, pois temia que já não poderia mais se encontrar com ela as escondidas, pois nem mesmo a jovem que ele via poderia ser revelada.
-- Alguma plebeia que lhe chame atenção ? Derek riu de forma bruta levando a água mais para cima e voltando para sua mão como se estivesse gozando com o palpite de seu pai.
-- É algo que pode ficar despreocupado. Em Relegado existia uma hierarquia que não existia em Queimor não era permitido que posições diferentes casassem ou tivessem qualquer relação jamais um príncipe poderia casar ou se relacionar mesmo que por passagem com uma mulher que não fosse da mesma posição que a dele. Seu pai se alívio pelas palavras do filho mesmo sabendo que Derek jamais cometeria tal ato, pois sua conduta sempre fora exemplar além de ter um orgulho de si mesmo que o impediria de ser visto pela sociedade com olhares que não fossem de admiração, então ele jamais cometeria este ato, mas cometeu um maior do que pensou que poderia cometer.
-- Peço que reconsidere e escolha alguém antes do eclipse. Eclipse uma comemoração de mais três dias seguidos acontecia uma vez a cada dois milênios séria daqui a três meses. Derek não pode negar o pedido e por mais que quisesse ele tinha que obedecer ao Rei, pois ele assumiria o poder e era de suma importância que ele estivesse do seu lado uma rainha para que a geração permanecesse viva e o legado dos homens que dominavam o gelo e possuiam a água em seu corpo devia permanecer na família e por este motivo o casamento com uma linhagem de dominares era necessária um casamento com alguém inferior arruinaria toda uma linhagem de dominadores, então Derek não pode ir contra a decisão de seu pai. Naquele mesmo lugar sentado ele pode lembrar dela e quando tudo começou a acontecer foi no momento que a fuga para o outro lado da divisão aconteceu.
Derek não podia sair do castelo com tanta facilidade era um das regras do palácio se misturar com crianças que não eram dominadores não era permitido. Ele por um tempo obedeceu cada um dos conselhos de seu pai, assim como de sua mãe que mostrava e lhe falava da diferença entre as duas raças o que dominavam o gelo e daqueles que não tinham tal poder e por este motivo a hierarquia era mantida no castelo, assim como fora dele, mas o que mais intrigava Derek era o mundo do fogo o país de Queimoor ele tinha fascínio por aquele lugar mesmo sem nunca ter colocado seus pés do outro lado da linha.
A primeira vez que viu o fogo dividindo o lugar ficou facinado por aquela quentura que emava perto dele, mas não ousou demonstrar para o seu pai que estava fascinado pelo outro lado. Consiguia reparar o ódio do seu pai por aqueles que estava do outro lado, então jamais mencionava uma palavra sobre o outro lado. Entretanto, ele continuava pensando sobre o outro lado e começou depois de chegar a sua adolescência arrumar um jeito de atravessar o local sem grande riscos ou ser percebido.
Os rumores surgiram entre alguns reinos visinhos que havia um buraco se formando em uma das camadas de fogo, mas logo foi suspenso. Este foi o momento em que Derek começou a sua busca pelo lugar que estava aberto ele poderia passar pela segunda camada de gelo, mas pelo fogo ele não poderia, apenas se tivesse se destruído com o tempo como ele começava a imaginar. Ele andava circulando a camada grossa de fogo a cada dia mapeando a parte que estava intacta um trabalho que ele pediu para ser feito por ele e quem o negaria. No mesmo instante seu pai deixou que ele prosseguisse com seu trabalho procurando uma falha na camada de fogo que impedia a passagem dos dominadores de gelo.
O trabalhou durou mais de seis meses antes de ele encontrar a primeira falha a quase sem metros de distância do castelo e do seu reino a neve começava a cair e como o frio não atingia a pele albina de seu corpo Derek usava apenas uma camisa branca um sobretudo azul escuro e uma calça azulada. Ele olhou para a falha marcando em um pergaminho onde ela estava presente. A falha formava um pequeno buraco o fogo permanecia presente no local, entretanto ele estava fraco ele se agauchou naquela direção então com um simples movimento de sua mão a neve moveu - se para o lado, então ele pode ver a abertura o fogo diminuindo e a outra camada de gelo estava intacta.
Derek teria virado seu corpo prestes a contar ao seu pai que havia encontrado a falha, mas então ouviu a risada do outro lado, então seus olhos azuis seguiram para a camada de gelo. Ele podia ver ela de longe chutando o vento e socando ás árvores o lugar tinha um aspecto seco mais muito colorido a menina de cabelos de ruivos e os olhos avermelhados encarou a blaca de gelo. Derek só pode se aproximar encarando ela vindo em sua direção estava tão certo que ela estava o vendo e tão hipnotizado que não conseguiu desviar o rosto de sua direção.
Então, ela se jogou na terra ele se aproximou para poder enxergar seu rosto com mais clareza a pela amorenada era tão facinante que não teve coragem de desviar o rosto. Ele ignorou os pingos de fogo que caiam da camada queimando as suas costas deixando uma marca em sua pele lisa e branca. Ela virou o rosto em sua direção e ele só pode ficar parado a observando aqueles olhos vermelhos tão quentes penetrando a sua alma como se estivesse lendo cada um de seus pensamentos. Ele quiz lhe perguntar algo ou ao menos ouvir a sua voz, mas não teve coragem de dizer uma palavra na direção da menina de fogo, pois este era um erro que não podia cometer.
-- Ei -- gritou uma voz vinda de longe -- hora de ir. Ela se levantou e Derek esticou a mão em sua direção percebendo seu ato ele puxou com força seu corpo para trás, então com um movimento de mão fez a neve encobrir novamente a falha. Ele segurava com força a sua outra mão ainda olhando para a camada de fogo. As suas mãos correram para os ferimentos em suas costas ele pegou a neve e passou em seu corpo onde os ferimentos haviam sido formados o gelo o fez relaxar trazendo uma frescura ao seu corpo ele sentiu a ferida sendo cicatrizada o fogo a pequena goto dele colocada em contato com um dominador de gelo causava uma queimadura que ia se alastrando devagar pelo corpo que só poderia ser parada com gelo ou águá bem fria uma marca poderia ficar por um tempo, mas sumiria depois de três dias.
Ele não contou nada para o Rei e nenhuma vez mencinou o que havia descoberto ele manteve o segredo de todos justificando que apenas coletaria informações do outro lado. Todos os dias ele calvagava com seu cavelo branco até a falha da linha. Então, retirava a neve e esperava ver ela de novo se passaram quatro dias que ela não aparecia no lugar que ele a viu pela primeira vez. No quarto dia ele estava com seu pergaminho as tintas espalhadas pela neve ela apareceu andando pelo local, então deitou - se na grama verde olhando para o céu.
Derek pegou cada tinta com a cor que exaltavam a imagem da jovem que ele ainda não sabia seu nome com a mão sendo seu pincel ele levava a tinta até o pergaminho criando a cena que via a sua frente. Suas mãos não precisavam tocar a tinta sem um toque na tinta ele manuseava cada pincelada pelo papel encarava ela de olhos fechados e com o rosto frustrado ele a desenhava cada linha cada imperfeição de seu rosto. Cada árvore era feita e a grama em detalhes sortidos criando a replica perfeita da imagem que estava a sua frente.
-- Flor de Lótus.
Disse ele quando havia terminado o desenho, assim passou a chamar ele de Lótus, pois representava uma pureza e leveza que jamais havia visto na formosura de uma mulher. A flor de lótus era raríssima em seu mundo florescia nas águas mais cristalinas do horizonte, Derek havia visto ela uma única vez, ela vivia na água deitada olhando para cima buscando a luz e uma elevação a qual Derek podia ver em sua flor de Lótus toda vez que ela deitava encarando o céu buscando algo que ele ainda não sabia o que pdoeria ser. Ele permeneceu indo naquele mesmo lugar vendo ela lutar com as armas que construía através de seu fogo interior ao mesmo tempo que havia com raiva socando a árvore e o vento.
Uma raiva que ele via ela as vezes incendiar a floresta, então no meio daquele fogo que consumia todo o local ela se ajoelhava. Ele esperava paciente para que ela puxasse o fogo de volta, mas ela não fazia com o tempo ele pode perceber que ela não controlava o fogo da mesma forma que outros. Ela tinha uma falha, pois o fogo estava vivo em seu corpo, mas não era dominado o que por um tempo fez Derk perde seu brilho pela flor de lótus. Para ele controlar seu interior era a forma mais digna de demonstrar que era acima de outros e por fim mais poderoso.
Entretanto, ele não pode deixar de notar as inúmeras marcas em suas mãos e no seu rosto a vontade de conseguir controlar o que ela ainda não aprendia. Ele observou de todos os ângulos tentando ver o que lhe faltava havia arrogância em seu olhar e desdenho que ele não pode deixar de notar, mas havia algo mais que ele ainda não sabia que existia em sua flor de lótus que a impedia de dorminar por completo o seu fogo. No fim, ele lembrava todas as vezes que fora até ela para oberva - lá, mas quando fosse abrir mão de seu flor para amar outra mulher ele já não poderia ir até ela.
Lisa prendeu os cabelos em um rabo de cavalo seu irmão já havia saído e entrado de seu quarto naquela manhã com seus conselhos sobre a dominação de fogo é que não era vergonha que ela ainda estivesse longe de dominar aquele fogo interior "o tempo lhe séria útil para aprender sobre o fogo" repetia seu irmão.
O que mais Lisa temia era dominar o fogo azul, ele era maligno quando um dominador de fogo encontrava o lado obscuro é a cegueira entranhava em sua vida tudo lhe estava perdido era exatamente neste momento que os olhos tornavam - se azulados perdidos na imensidão de sua maldade, então o fogo já não era uma chama pura, mas cheia de rancor e ódio que o tornava azulado.
Ela olhou as suas próprias mãos e acordava toda manhã correndo para o espelho, mantinha o rosto fechado por cerca de cinco minutos, então abria por fim olhando para o espelho certificando que o azul de seus olhos não estavam presente em seu rosto, mas a cor vermelho viva estava em seu devido lugar. Ela sentia, sentia que algo estava acontecendo, por que tinha tanto medo, tinha medo que os olhos se tornassem azul e ela já não tivesse mais controle de nada a não ser de uma escuridão que dominaria todas as suas escolhas e razões. Ela séria vista como inimiga de seu país e séria obrigada a se exilar ou a caminhar para a morte ou fugir e viver com os rebeldes de olhos azuis este era seu maior pesadelo quando deitava a sua cabeça na cama.
Ela acompanhou seu irmão nas ínumeras sessões e reuniões a desigualdade era evidente enquanto era deixada cada vez mais de lado por todos. Ela via os elogios as perguntas sempre dirigidas a ele e somente ele, algumas palavras eram ditas rápidas e precisas em sua direção apenas como uma confirmação de seu irmão para com ela. Ela se perguntava o motivo, mas era o maldito fogo que ela não conseguia dominar era o fato que nos olhos daqueles homens e mulheres esposas de generais do fogo presentes nas reuniões ela não era ninguém uma mulher fraca, pequena.
Então, ele crescia, crescia e permanecia inchar seu peito e infectar seu coração nublando toda a sua visão ela permeneceu em portura enquanto eles passavam de um lado para o outro em sua última reunião. Ela via seu irmão conversar com os outros e ela estava atrás dele sempre atrás enquanto falava e gesticulava, mas ninguém lhe dirigia a palavra a não ser pelos comprimentos rápidos que era uma obrigação que não podia ser dispensada, mas não havia mais nada que isto. Ela continuava sendo deixada para trás como uma criança que era um incômodo para todos os outros.
Lisa fechou as mãos com força enquanto eles continuavam falando com seu irmão, mas a ignorava completamente. Mal lhe dirigia a palavra conversando sobre todas as coisas e as piadas ela atingiram profundamente Lisa, daqueles que não dominavam o fogo que estavam longe de tal feito tão simples. Lisa desviou o rosto para a janela onde o céu liso encarava o chão e o sol dava o ar de sua graça tão vivo quanto em outros dias não demorou muito para que seu irmão aturasse as piadas e risadinhas dirigidas diretamente para Lisa.
-- Controle - se cavaleiros -- disse Alex de repente -- não quero ter que se mais grosseiro.
Disse ele fechando e abrindo os olhos que deram um salto no vermelho, cada um deles deu um passo para trás fazendo um movimento rápido de cabeça certificando que o assunto não voltaria a ser mencionado. Lisa não teve coragem de levantar a cabeça permeneceu olhando para o chão com as mãos juntas na frente. Os olhos abaixados e as mãos juntos só pode ficar desse jeito enquanto seu irmão permanecia falando, ela fechou os punhos é sentiu que o fogo queria mais um vez vir. Ela puxou o ar pela boca sabendo que todos podiam ver o que ela fazia, então tampou a boca contando até cinco e por fim soltou deixando a fumaça sair devagar algumas risadas e tosses disfarçadas correram pelo salão seu irmão tentou segurar seu braço ou se aproximar como um apoio, mas ela o empurrou para o lado mantendo distância com vergonha e anseio nublando seus pensamentos incoerentes que surgiram, então deu um passo para trás e com teimosia levantou o rosto na direção dos agressores e das risadas.
-- O que é isso em seus olhos ? Lisa encarou o rosto da mulher que havia perdido o tom mais humorístico para um rosto mais nublado e fervoroso, então ela sentiu que algo estava estranho com o seu olhar uma especié de frieza nas pupilas, a mulher se aproximava tentanda examinar melhor o que estava se formando nos olhos de Lisa, mas não houve tempo para que isso acontecesse. Lisa desviou o rosto e correu para fora da reunião podia ver seu pai de longe vendo toda a reação de Lisa, mas ele não correu para a sua direção, assim como seu próprio irmão que mesmo pensando em segui - lá conteve -se, pois pode ver o olhar de longe de seu pai.
Ela não correu para o seu quarto acreditava que estava sendo seguida, mas também não havia virado seu rosto para trás. Ainda correndo ela foi para o seu lugar que ficava entre as duas linhas era o único lugar que podia ficar sozinha é a parede de gelo impedia que seu fogo assumisse o controle de repente. Não teve coragem de olhar para qualquer lugar que refletisse seus olhos, pois estava cada vez mais com medo de que finalmente estaria se sucumbido a escuridão a qual tanto havia lutado para se manter longe. Lisa correu pela estrada segurando o vestido avermelhado com flores coloridas indo na direção da linha e na mesma árvore que havia marcado com uma faca duas linhas que identificava o seu lugar ela se jogou no chão ajoelhando - se mantendo o rosto no bosque verde.
-- Por favor -- disse ela para si mesmo -- por favor sem olhos azuis.
As mão tremiam e o rosto ficava empalidecido tentava manter a calma, mas lá vinha outra vez aquele fogo tentando dominar todo o seu corpo ela prendeu com força as suas mãos em um punho abriu a boca e puxou todo ar com as lágrimas saindo de seu corpo, então contou até cinco bem lentamente e por fim soltou deixando toda a fumaça escorrer pelo ar. Ela só parou de chorar quando percebeu a estranheza, o ar gélido que jamais havia sentido antes, algo estava perto dela alguma coisa que exalava um ar frio que não era típico de um corpo do povo de Queemor. Lisa levantou sua cabeça na direção de onde vinha aquela estranheza e só pode assustar - se com o que via em sua frente.