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Nada Mais Que Um Valentão

Nada Mais Que Um Valentão

Autor:: Nadia.
Gênero: Jovem Adulto
Como uma garota simples, Ana não esperava colidir com o maior valentão no primeiro dia de sua escola. Ela não podia perceber que sua vida inteira estava prestes a tomar um rumo diferente. Um rumo que era agradável e desagradável ao mesmo tempo. ************* Daniel, que tinha escondido os segredos mais profundos dentro dele, perdeu-se logo no primeiro dia em que viu Ana. Ele queria fazer dela sua mas, ao mesmo tempo, tinha medo de cometer o mesmo erro novamente. Ele estava machucando Sofia involuntariamente por causa do medo que estava enterrado no fundo dele e Ana, que era completamente nova nessas situações, estava se sentindo desamparada e vulnerável. Ana não queria gostar dele, mas também não podia ignorar o efeito dele sobre ela. Ela não podia negar que Daniel estava começando a ter um lugar em seu coração, que era algo que um valentão definitivamente não deveria ter. Ambos começaram a se apaixonar um pelo outro inconscientemente, mas seus próprios medos os estavam refreando de expressar suas emoções um ao outro. O que aconteceria quando duas pessoas de mundos completamente diferentes se cruzassem? Eles seriam capazes de superar os medos e as dificuldades e ficar juntos ou as circunstâncias os separariam um do outro? Junte-se à montanha-russa da jornada deles e veja onde o destino os leva. [[Contagem de Palavras: 100000- 104000]] Todos os direitos reservados. Aviso de Conteúdo/Acionamento: Esta história contém conteúdos extremamente maduros, linguagem grosseira e assédio sexual. Leia por sua própria conta e risco.

Capítulo 1 Primeiro dia

PONTO DE VISTA DA ANA:

Acabamos de deixar a nossa antiga cidade há uma semana. Ainda sinto muitas saudades de lá e principalmente dos meus velhos amigos. Sobretudo do Bento, o meu melhor amigo. O que aquele idiota está fazendo a uma hora dessas sem mim? Ele me disse que viria me visitar algumas vezes e eu estou mega feliz com isso.

Hoje é o primeiro dia de aula na nova escola. Espero conseguir fazer novos amigos. Neste momento estou me preparando para o primeiro dia. Escolhi usar uma minissaia preta plissada com meias pretas e uma camiseta branca bastante simples, com uma jaqueta preta por cima. E o mais importante: estou usando as minhas botas de cano altas favoritas. Já que sou uma baixinha de um metro e meio, eu definitivamente quero parecer um pouquinho mais alta. Eu já estava quase pronta quando meu pai começou a me chamar para ir tomar o café da manhã.

"5 minutos e eu já vou, pai, estou quase pronta", eu disse.

"Vamos, querida, se continuar assim você vai se atrasar para o primeiro dia de aula", disse papai.

"Ok, deixe-me apenas terminar de pentear o meu cabelo", eu disse.

"Tudo bem, anjinho", meu pai completou.

Depois de escovar o meu cabelo ondulado, eu apenas dei uma olhada no espelho. De modo geral, eu estava bem. Meus olhos negros estavam brilhando e o meu cabelo pareciam ainda mais brilhante. As botas me deixaram mais alta como eu queria e a camiseta e a saia abraçavam minhas curvas muito bem. Depois de ter certeza de que estava tudo bem, comecei a descer as escadas.

O cheiro das panquecas fresquinhas atingiu o meu nariz, e minha boca instantaneamente ficou cheia de água. Corri em direção à cozinha e vi meu pai terminando de fazer minhas panquecas favoritas.

"Que delícia! Panquecas!" Eu gritei.

"Sim, meu bem", meu pai riu.

"Eu te amo muito, pai", disse enquanto abraçava o meu pai por trás.

"Eu também te amo, meu bebê", meu pai se virou para mim também e me deu um beijinho na testa.

Ainda que o meu pai não fosse rico, ele sempre tentou me dar tudo do melhor. Ele sempre me amou incondicionalmente e cuidou de mim. Ouvi da minha avó que minha mãe morreu logo depois que eu nasci e desde aquela época meu pai tem cuidado de mim com toda a dedicação. Por isso eu amo meu pai mais do que tudo.

Me sentei no balcão e logo papai começou a me dar as panquecas.

"Posso deixar que eu como sozinha, pai, já tenho idade suficiente para isso", protestei.

"Não importa quantos anos você tenha, você sempre será um bebezinho para mim", papai disse com um sorriso enorme no rosto.

Certamente o meu pai era a pessoa mais doce do mundo. Não consigo nem me lembrar se meu pai algum dia me repreendeu. Ele me tratava como uma verdadeira princesa.

Eu puxei os olhos do meu pai e o cabelo da minha mãe, completamente castanho escuro. Minha mãe era uma mulher linda. Em todas as fotos que eu vi dela, ela parecia um anjo absoluto. E meu pai também é muito bonito, mesmo depois de trabalhar o dia todo ele ainda parecia jovem e bem disposto. Eu queria muito que minha mãe ainda estivesse viva, assim poderíamos ter sido uma família perfeita. Eu sei que o meu pai ainda sente muita falta da minha mãe, é por isso que ele nunca se casou de novo.

Assim que terminou o café da manhã, meu pai me levou até o ponto de ônibus e eu o abracei e em seguida me despedi dele. Eu entrei no ônibus. E escolhi me sentar ao lado da janela. Após 10 minutos, chegamos à escola.

Eu desci e fiquei muito surpresa ao ver que a escola era muito maior e mais bonita do que a minha escola anterior.

Parecia tudo tão luxuoso e os alunos gritavam riqueza.

Todos estavam vestidos com roupas extremamente caras. Também havia muitos carros caros estacionados.

Comecei a ficar um pouco desconfortável com aquele clima.

Ai, meu Deus! Já estou morrendo de saudades da minha antiga escola.

Eu conseguia ver os alunos caminhando e fazendo as suas próprias coisas. Também vi algumas garotas vestindo roupas caras entrando na escola e me ignorando totalmente, uma olhou para mim e fez uma cara de nojo. Eu estava ficando muito nervosa, espero que nem todos os alunos sejam maus.

"Nada de ruim vai acontecer com você, Ana, fique calma", eu repetia para mim mesma. Respirando fundo, comecei a andar para dentro da escola ignorando todos os olhares que vinham na minha direção.

O meu pai já tinha me passado os horários das minhas aulas, um dos amigos dele era professor na escola e por isso ele conseguiu saber dos horários. Assim que entrei na escola, um homem muito alto me chamou, olhei para o lado e vi que ele estava caminhando na minha direção. Ele então logo me disse "Ei, querida, eu sou Carlos, amigo do seu pai."

"Oh, olá!" Eu respondi com um sorriso gentil.

"Eu sei que é o seu primeiro dia aqui, mas tente não ficar muito nervosa. Se você tiver algum problema, pode me procurar. Estarei na sala dos professores."

"Muito obrigada", eu respondi. De alguma forma, aquelas palavras me deixaram mais à vontade.

"Bem-vinda, e aqui estão as chaves do seu armário. O armário fica no segundo andar, lá você vai encontrar seus livros, eu os guardei lá." Ele disse sorrindo de uma forma muito simpática.

"Muito obrigada, o senhor não precisava ter feito tudo isso por mim, foi muito gentil", respondi com um sorriso no rosto.

"Você é como minha filha, Ana, e estou muito feliz por poder fazer tudo isso por você também", ele me deu um abraço de lado e foi embora.

Fui até o segundo andar e vi alguns meninos brigando, na frente do outro lado dos armários. Eu nem sequer me preocupei em olhar para eles. Além disso, eles pareciam muito problemáticos pelo modo como estavam falando.

Quando eu estava caminhando em direção ao meu armário, meu corpo logo foi jogado contra o armário.

Eu perdi o equilíbrio por causa daquele impacto repentino.

Além de chocada, eu também estava espantada com o rosto que estava a apenas alguns centímetros do meu. Ele tinha olhos lindos castanhos, um nariz era pontudo, seu cabelo estava bem penteado e alguns fios estavam caindo em seu rosto tornando seu rosto ainda mais bonito, seus lábios também eram muito tentadores e eu podia ver alguns músculos, ainda que ele estivesse usando uma camisa larga. Eu estava tão hipnotizada observando com atenção aqueles lindos olhos castanhos que não percebi quando suas mãos chegaram de repente à minha cintura.

Retomei os meus sentidos quando ele disse: "Bem, então esta é a nova garota?"

Eu tentei afastá-lo, mas ele me segurou com firmeza no meu lugar, olhou para minha parte superior e disse: "Devo dizer que você tem uma boa comissão daqui para frente", e sorriu.

Seus amigos riram naquela hora.

Que droga está acontecendo?!

Lágrimas começaram a se formar nos meus olhos, eu nunca tinha sido tão humilhada assim antes. Como alguém conseguia dizer algo tão baixo assim?

Tentei afastá-lo de novo com toda a minha força, mas ele me segurou com mais força ainda e agora seu corpo enorme estava completamente pressionado contra o meu.

Não percebi que de repente tinha se formado uma pequena multidão com meninos e algumas meninas ao nosso redor.

Ninguém sequer se apresentou.

Nenhum deles se preocupou minimamente em tentar me ajudar.

Seu rosto estava cada vez mais perto do meu. Ele me segurou no lugar com uma mão e com a outra enxugou as minhas lágrimas enquanto dizia:

"Awww, por que você está chorando, querida?"

Ele agarrou a minha bunda e deu um aperto.

Como alguém conseguia fazer essas coisas? Isso era tão nojento.

Tentei afastá-lo de novo, mas ele me manteve no mesmo lugar. Eu estava ficando com muito medo dele.

Ele estava quase fazendo algo que eu nunca pensei que pudesse acontecer assim, seu rosto estava se aproximando cada vez mais do meu e ele estava olhando para meus lábios.

Ele estava prestes a me beijar. Aquilo foi o suficiente para mim dar um tapa em seu rosto.

Logo eu ouvi alguns suspiros.

Ele recuou colocando a mão na bochecha, e pela expressão que ele fez, eu poderia dizer que ele estava completamente chocado. Seus amigos também ficaram perplexos e alguns pareciam até mesmo zangados. Eu ouvi algumas pessoas cochichando.

"Ela acabou de dar um tapa na cara do Daniel?"

"Ela está frita."

"Ela não tem noção do que a espera agora."

De alguma forma, aqueles comentários me deixaram com medo, mas não deixei transparecer nada.

Talvez esse babaca nunca tivesse levado um tapa antes.

Todo mundo olhava para mim como se eu fosse uma Mulher Maravilha ou algo do gênero.

Então o idiota olhou para mim fixamente, e seus olhos estavam totalmente vermelhos. Era óbvio que ele estava com raiva, e eu não me importei minimamente com aquilo.

Ele estava olhando na minha direção e sua respiração estava pesada como se ele estivesse segurando alguma coisa dentro dele.

Eu só precisava me afastar de todas aquelas pessoas. Eu precisava ficar longe daquilo.

Saí correndo dali chorando, mas antes disso, olhei para Daniel com nojo e disse com a minha voz cheia de raiva: "Você é extremamente nojento."

Eu podia sentir seu olhar ardente me acompanhando enquanto eu estava indo embora, mas continuei andando rapidamente.

Bem, a verdade é que eu estava praticamente correndo.

Capítulo 2 Consequências

PONTO DE VISTA DO DANIEL:

Eu e meus amigos estávamos conversando sobre a loira com quem eu transei ontem. Ela era filha do diretor e também uma verdadeira puta.

"Ela era boa de cama, mano?" Enzo perguntou

"Ela foi incrível, cara, posso dizer que ela tem muita experiência." Eu disse com uma risadinha maliciosa.

"Então, você vai sair de novo com ela?" Fábio perguntou enquanto também ria.

"Não, talvez leve-a para a cama algumas vezes, mas nada além disso." Eu disse sorrindo.

"Bem, todos nós sabemos que Daniel não tem encontros românticos com putas." Enzo disse sorrindo.

"Mas o Daniel não é tão experiente quanto as putas?" Fábio disse rindo. Todos começaram a rir.

Eu olhei para eles fixamente e perguntei a Fábio: "Você quer apanhar agora?"

"Quem disse que Daniel não vale nada? Quem?" Fábio disse em um tom muito ameaçador, olhando em todos os lugares para não encontrar nada.

Todos nós rimos e eu disse a Fábio: "Desta vez você se salvou." E dei um tapinha em seu ombro com um sorriso maldoso.

De repente Enzo disse apontando para a direção do armário: "Cara, olha só, quem é essa figura?"

Logo, eu vi a garota mais linda que eu já tinha visto na vida, suas ondas suaves estavam alcançando sua cintura, seus olhos negros escuros brilhavam, seu nariz perfeito, os lábios carnudos e bochechas rosadas eram extremamente sedutores. Ela era pequena, não tinha mais do que 1, 60 m. Ela usava uma saia, uma camiseta e uma jaqueta que acabava bloqueando um pouco a bela visão que eu queria ver. Em uma só palavra: perfeita.

Eu podia sentir que estava perdendo o controle completamente apenas por observá-la.

Ela olhou na nossa direção, mas não olhou para mim, o que fez com que eu ficasse com raiva.

Nenhuma garota tinha me ignorado assim antes.

Ela estava indo na direção do seu armário com uma chave na mão. Até sua mão parecia muito pequena para mim. Meu Deus! Essa garota vai me deixar completamente louco.

Eu estava excitado a ponto de querer levá-la comigo naquele instante para fodê-la até que ela implorasse para parar.

Já tinha imaginado mil vezes o que queria fazer com ela.

Ela estava quase chegando ao armário e eu não consegui mais me controlar. Corri até ela e a joguei com força contra o armário. Ela era pequena e cabia perfeitamente em meus braços. Ela se encolheu com o impacto, o que só me deixou ainda mais excitado. Eu deslizei as minhas mãos bem devagar para sua cintura, perfeitamente ajustada entre os meus dedos.

Segurá-la daquele jeito foi muito bom.

Ela olhou fixamente nos meus olhos. Seus olhos encontraram os meus e foi como se o mundo tivesse parado de repente. Por que diabos estou me sentindo desse jeito?

Eu ignorei a sensação e vi que ela estava observando as minhas feições como um gatinho fofo e curioso. Que merda! Saber que ela estava me olhando me deixava ainda mais excitado.

Eu interrompi seus pensamentos assim que disse:

"Bem, esta é a nova garota."

Ela tentou me afastar aos poucos e suas pequenas tentativas me deixaram com muita raiva. Quem ela pensa que é para me afastar assim? Eu a segurei com bastante força em seu lugar e olhei para seus seios lindos. Eram perfeitos!

Eu disse: "Devo dizer que você tem seios perfeitos." Cada parte dela estava muito além da perfeição. Se eu pudesse, beijaria-a inteira agora mesmo contra o armário!

Então eu olhei para ela e vi que seus olhos estavam muito brilhantes. Ela estava quase chorando. Senti uma dor no coração pela primeira vez após todos esses anos.

Eu me senti extremamente culpado por fazê-la chorar assim. Mas eu era arrogante demais para permitir que esses sentimentos idiotas me controlassem.

Ela me empurrou com mais força ainda desta vez, mas suas tentativas não conseguiram me afetar em nada. Eu a segurei tão perto e com tanta força que nossos corpos estavam completamente pressionados um contra o outro. Eu parecia estar no céu. Essa sensação era muito nova. Mas eu não posso ficar fraco assim com nenhuma garota, ela deve ser só mais uma puta.

Eu estava tão perdido em meus pensamentos a essa altura que não percebi que ela tinha lágrimas rolando pelas bochechas. Segurei sua cintura com uma das mãos e com a outra aproveitei para enxugar todas as lágrimas.

"Aww, você está nervosa", eu disse.

Então eu não me segurei e dei um leve aperto na bunda dela.

Eu estava tão concentrado na sensação de tocá-la que não percebi que havia pessoas ao nosso redor. Todo o corpo dela tremia. Eu não gostava que ela ficasse apavorada daquele jeito. Por que ela simplesmente não relaxava e aproveitava o que eu estava fazendo? Então meus olhos caíram em seus lábios, tão deliciosos que eu não pude mais controlar a tentação. Aproximei-me mais ainda para beijá-la.

De repente, senti um impacto repentino e quente na minha bochecha. Fiquei perplexo.

Recuei segurando o meu rosto com a mão direita e percebi o que tinha acontecido. Ela foi capaz de me dar um tapa, porra! Como ela teve coragem?

Ela não tem ideia do que fez.

Ela feriu o meu ego e terá que pagar por isso.

Eu estava com tanta raiva no momento que só queria encontrar um jeito de machucá-la. Mas eu estava tentando ao máximo me controlar. Ninguém nunca tinha me dado um tapa antes, muito menos na frente dos outros. Eu olhei para ela e vi o medo em seus olhos, mas ela rapidamente conseguiu disfarçar.

Algumas pessoas estavam cochichando alguma coisa, mas eu não me preocupei em prestar atenção nelas. Ela logo olhou para mim e me lançou um olhar cheio de raiva. Se eu não estivesse tentando controlar a besta dentro de mim agora, eu teria feito algo muito ruim para ela. Mas eu não quero machucá-la de jeito nenhum.

"Você é nojento", ela me disse. Eu me senti mal, mas minha raiva era maior do que aquele pequeno sentimento.

Eu a vi caminhando o mais rápido que conseguia. Eu só pensava que ela teria que enfrentar as consequências daquilo. Vou transformar a vida dela num verdadeiro inferno. Ela não imagina em quem acabou de dar esse tapa. Ela vai implorar pela minha misericórdia. Cada minuto da vida dela vai ser insuportável.

Ela vai ter que enfrentar coisas muito perigosas. Somente o tempo vai dizer.

Meus amigos gritaram para a multidão e empurraram todas as pessoas.

"O que vocês ainda estão fazendo aqui?" Gustavo gritou.

"Vão embora!", gritou Fábio.

"Está tudo bem, cara?" Enzo veio andando na minha direção e perguntou.

"Aquela vadiazinha, descubra tudo o que puder sobre ela. Como ela teve coragem de fazer isso? Certifique-se de que nenhum outro garoto se aproxime dela, ela vai ser minha muito em breve. Vou levá-la para a cama, custe o que custar. Ela vai pagar pelo que fez. E vai se arrepender de ter nascido!" Eu gritei cheio de raiva.

"Calma, Daniel, nós vamos fazer isso. Mas por enquanto você precisa se acalmar um pouco." Fábio disse.

Respirei fundo para tentar relaxar um pouco. Logo me afastei deles. Eu ouvi Gustavo me chamando por trás, mas não fiz a mínima questão de responder. Eu só precisava aliviar um pouco todo este estresse.

Talvez trepar com alguma garota possa ajudar um pouco.

Capítulo 3 Um amigo

PONTO DE VISTA DA ANA:

Continuei andando enquanto as lágrimas caíam dos meus olhos. Fui humilhada, e o pior, foi que ninguém me ajudou. Eles nem mesmo sentiram necessidade de me ajudar.

É apenas o meu primeiro dia na escola nova e eu já odeio os alunos.

Eu só quero ir embora correndo daqui.

De repente, esbarrei em uma garota e acabei caindo no chão.

Eu gemi de dor e automaticamente olhei para a garota com quem acabei de esbarrar.

Ela tinha cabelos loiros claros, olhos muito azuis e vestia uma camiseta vermelha e calças brancas. Ela me olhou com bastante preocupação.

"Está tudo bem?" Ela perguntou se eu queria ajuda para me levantar.

"Sim, obrigada." Eu respondi rapidamente enquanto terminava de enxugar as minhas lágrimas.

"Por que você está chorando desse jeito, aconteceu alguma coisa?" Ela me perguntou enquanto me ajudava.

Nesse momento eu comecei a chorar como um bebê, lembrando-me do que tinha acontecido antes.

De repente, ela me abraçou de um jeito muito reconfortante. Logo começou a fazer carinho no meu cabelo.

"Shhh, não chore mais." Ela sussurrou.

Eu estava totalmente bagunçada depois de tanto chorar. E de alguma forma ela conseguiu me acalmar.

"Venha, vamos lavar o rosto e aí você pode me contar o que aconteceu", com isso, ela me levou até o banheiro.

Eu estava lavando o meu rosto na pia e ela estava parada bem ao meu lado. Eu olhei no espelho, e estava completamente acabada. Meu nariz estava muito vermelho, meus olhos estavam extremamente inchados e meu cabelo estava cheio de nós.

Eu torci meu nariz quando vi o meu estado.

Ela então tirou um pente da bolsa e me ofereceu.

"Vamos, penteie um pouco o seu cabelo." Ela disse isso enquanto sorria.

"Obrigada mais uma vez", eu disse um pouco constrangida.

Terminei de pentear o meu cabelo e já parecia um pouco melhor. Devolvi o pente à garota.

"Você é nova por aqui? Como você se chama?" Ela perguntou com um pequeno sorriso no rosto.

"Sim, acabei de vir para cá e meu nome é Ana." Eu respondi sorrindo gentilmente.

"Meu nome é Brenda Gomes", ela respondeu ainda sorrindo de forma calorosa.

"Então, amigas?" Ela perguntou com uma voz cheia de esperança. A seguir ofereceu um aperto de mão.

"Amigas." Eu dei um abraço apertado nela. Ela me abraçou com mais força ainda.

Eu ri daquela atitude.

"Então, me conte agora, por que você estava chorando?" Ela me perguntou interrompendo o abraço com delicadeza.

"Bem, o problema é que um menino chamado Daniel fez uma coisa horrível comigo", respondi com uma voz triste.

"O que foi que ele fez?" Ela parecia conhecê-lo muito bem. Bem, quem não iria conhecer um idiota desses?

Eu contei a ela sobre tudo o que tinha acontecido. Ela suspirou demonstrando alguma decepção e me disse para simplesmente ignorá-lo.

Ela pareceu um pouco surpresa quando contei sobre o tapa. Aí, ela decidiu mudar de assunto, me contou muitas coisas sobre ela e eu também contei algumas.

Seu pai se chamava Hugo Gomes e era político. Ela me contou quase todos os detalhes da vida dela. Ela era extremamente amigável e, claro, gostava de falar. Conversamos por 15 minutos sem parar.

Então, de repente, ela me interrompeu e disse: "Mostre-me os seus horários de aula."

Abri minha mochila e mostrei o papel. Ela deu uma olhada rápida na programação e deu alguns pulinhos de empolgação.

Eu estava curiosa para saber o motivo de tanta felicidade. Ela pareceu perceber que eu tinha ficado inquieta.

Ela disse: "Nós temos quase todas as aulas juntas, e você pode se sentar comigo a partir de hoje", com isso ela me arrastou para a sala de aula.

A classe estava bem cheia e um pouco caótica. Meninos e meninas conversavam, alguns flertavam, e surpreendentemente, alguns também estavam se beijando.

"Que nojo", eu disse enquanto Brenda sorria.

"Acho que você vai precisar se acostumar um pouco com isso", ela respondeu.

Pegamos duas cadeiras na segunda fila. As salas eram definitivamente enormes e muito bem mobiliadas também. As janelas eram grandes e arejadas e o chão brilhava. Nitidamente era muito melhor do que na minha antiga escola. Mas os alunos eram péssimos.

"Ei, Brenda", uma garota com cabelo cacheado disse enquanto se sentava bem ao nosso lado.

Ela estava vestindo umas calças jeans de cintura alta e um top curto. Ela era linda.

"Quem é ela?" A garota perguntou a Brenda.

"Ela é a Ana, minha nova amiga. Ela é nova por aqui, Ana, esta é a Camila", disse Brenda apresentando a outra garota.

"Oi", eu disse meio sem jeito e um pouco nervosa sem saber se ela vai gostar de mim ou não.

"Ei, linda. Acho que também tenho um nova amiga então", disse Camila de uma forma muito gentil, e apertou a minha mão.

"Obrigada. Você é muito fofa", eu respondi com um sorriso.

Ela ficou vermelha e Brenda começou a rir.

"Ahm, a Camila fica muito tímida quando recebe elogios", Brenda disse sorrindo.

Camila deu um tapa de brincadeira nos ombros dela e tapou o rosto com as mãos. Nós duas rimos dessa vez. Camila parecia mesmo adorável.

De repente a turma toda ficou quieta, pensei que talvez o professor tivesse acabado de chegar, mas logo percebi que não era o professor, era apenas aquele babaca e os amigos dele.

Ele estava com a mão na cintura de uma loira obscena. Ele olhou para mim e eu desviei o olhar na mesma hora. Eu não queria olhar aquele garoto nos olhos.

A garota estava literalmente colada a ele. Seus amigos também estavam com algumas garotas. Talvez todos sejam da mesma natureza.

Brenda percebeu que eu estava desconfortável e me disse: "Não tenha medo, ele não vai dizer nada." Eu balancei a cabeça.

Notei Brenda olhando fixamente para ele, mas ele apenas sorriu e beijou a loira nos lábios e se sentou na fileira oposta a nossa. Acho que Brenda também tinha problemas com aquele babaca.

Seus amigos não estavam aos beijos como ele. Mas eu vi que um dos amigos não tinha nenhuma garota, qual poderia ser o motivo? Talvez ele fosse um pouco melhor do que os outros.

"O que aconteceu com você, Ana?" Perguntou Camila.

"Aquele imbecil se comportou mal com ela hoje na frente de todos." Brenda disse com raiva dirigida a Daniel.

"O que foi que ele aprontou agora?" Camila também estava com raiva e aborrecida.

Logo contei a ela a história toda. A reação de Camila foi a mesma que Brenda teve. Ela também me disse que eu deveria ignorá-lo. Mas acabou usando alguns palavrões.

Acho que a Camila tem o hábito de praguejar às vezes.

Eu vi a loira e aquele babaca aos beijos e fiquei enojada. Idiota.

Os seios daquela garota estavam extremamente pendurados para fora do vestido.

Mas eu só conseguia pensar numa coisa: por que todo mundo ficou quieto depois que ele chegou?

"Brenda", eu disse em voz baixa.

"Sim?" Ela olhou na mesma hora para mim.

"Por que todo mundo ficou quieto depois que ele chegou?"

"Porque aquele lixo e seus amiguinhos vivem assustando todo mundo." Camila logo respondeu.

Eu vi a decepção nos olhos de Brenda enquanto ela continuava olhando para Daniel. Por que isso acontece?

"Você o conhece, Brenda?"

"Sim, ele é..."

Ela estava prestes a dizer alguma coisa quando foi interrompida por Camila dizendo que ele era um porco. Eu ri e Brenda riu nervosa. Talvez houvesse algo que elas não queriam me dizer agora. Elas devem me contar assim que estiverem prontas. Eu não quero forçá-las a nada.

Logo o professor chegou. E eu já poderia dizer que Camila é uma aluna muito boa e eu e Brenda somos apenas medianas.

A pior parte de tudo é que o idiota estava dando uns amassos bem na frente do professor e ele nem se importou em falar nada, simplesmente ignorou. Talvez por conta do poder de seu pai, por isso os professores não dizem nada a ele.

Terminamos a aula e logo fomos para a próxima. Na aula seguinte ele estava com outra garota.

"Meu Deus! Como ele pode ser tão sujo?" Exclamei cheia de nojo.

"Alguém como ele pode ser assim", disse Camila com o mesmo desgosto.

Estou feliz porque elas o odeiam tanto como eu. Mas Brenda não falava muito sobre Daniel.

Ficamos juntas e fofocamos em quase todas as aulas, mas depois veio uma aula em que infelizmente tivemos que nos separar. Nossos horários dessa vez eram diferentes. Eu estava com medo daquele idiota me encontrar sozinha e novamente fazer alguma cena. Elas viram a minha expressão preocupada e me encorajaram.

"Basta chutá-lo nas bolas se ele tentar fazer alguma coisa", Camila disse me fazendo gargalhar.

Tenho que ser corajosa, não posso demonstrar fraqueza.

"Você consegue fazer isso, Ana", eu disse a mim mesma.

Com isso, nós três seguimos para as salas diferentes. Cheguei à aula cheia de confiança.

Mas toda a minha segurança se foi assim que o vi sentado na segunda fila. A primeira fila estava completamente cheia e a classe não era tão grande como as classes anteriores. Seu olhar estava fazendo meu corpo todo se incendiar por dentro.

Entrei na sala, vi que algumas garotas estavam me olhando com inveja, seus amigos estavam sorrindo e eu tremia como uma vara verde, mas de alguma forma controlei isso. Sua aura era muito forte e extremamente dominadora. Eu queria me sentar atrás, mas um de seus amigos ocupou o lugar de repente. Fui procurar qualquer lugar mais distante, mas ficaram todos ocupados. Eles me olhavam como se estivessem indefesos. Logo eu entendi que ele deve ter ameaçado todos os alunos.

Sem ter opções, apenas bufei e caminhei lentamente até a segunda fileira. Minhas pernas pareciam estar completamente fracas por causa do meu medo.

Mas de alguma forma eu consegui andar e sentar-me um pouco longe dele.

Ele de repente se levantou e eu comecei a tremer mais ainda. Ele sorriu me vendo ficar mais nervosa.

Se ele não fosse um valentão, eu definitivamente teria caído ao ver aquele sorriso intimidante. Ele era tão intimidante que qualquer garota cairia na conversa dele.

Eu mentalmente quis me bater por admirar a aparência daquele babaca.

Ele logo se sentou ao meu lado. Eu estava segurando a lateral da minha saia e rezando para que alguém me ajudasse, minhas mãos tremiam completamente.

Ele se aproximou cada vez mais de mim e eu pude sentir seu hálito quente no meu pescoço. Um arrepio no mesmo instante percorreu minha espinha. Ele colocou a mão na minha coxa e começou a desenhar círculos. Senti uma coisa estranha no meu corpo. Era como se o seu toque estivesse enviando choques elétricos para todo o meu corpo, especialmente para a minha região inferior.

Eu tentei tirar suas mãos e ele agarrou minhas coxas com muita força me fazendo ofegar e um sorriso malicioso se formou em seu lábios.

"Você vai pagar muito caro pelo que fez hoje, Ana. Vou fazer você se sentir totalmente desamparada. Você vai implorar pela misericórdia, mas não vai conseguir. Eu te prometo isso com todas as minhas forças. Vou transformar a sua vida num verdadeiro inferno." Ele disse em voz baixa e muito ameaçadora. E em seguida, se afastou.

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