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O Idiota do Quarterback

O Idiota do Quarterback

Autor:: Ivie Quinn
Gênero: Jovem Adulto
Alec Hart é o tipo de cara que fode em todos os sentidos da palavra. Ele é o quarterback da universidade, futura estrela da NFL e um flash do seu sorrido é capaz de colocar qualquer garota aos seus pés... ou melhor, de joelhos. E no meio disso estou eu. A garota latina de língua afiada e cheia de traumas, que só deseja se formar e dar o fora o mais rápido possível dalí. Eu consegui ficar fora do seu radar até recentemente, mas bastou uma festa da fraternidade e um copo de cerveja sendo derramado em sua cabeça para que eu fosse notada. E aquela, era definitivamente o tipo de atenção que eu não queria. E também havia uma vingança... algo como quebrar o coração do atleta arrogante mais popular do campus e dar uma pequena lição na estrela do time.

Capítulo 1 Garotas fodidas

ALEC.

Meu rosto se contorceu quando senti suas unhas rasgando minha pele cravando nas minhas costas, enquanto eu a penetrava mais profundamente. Ela gemeu no meu ouvido e suas mãos se moveram para baixo para agarrar minha bunda. Suas pernas apertaram em volta dos meus quadris como se fosse uma prensa enquanto a golpeava cada vez mais rápido e forte.

Estava surpreso com o quanto essa foda era boa, a maioria das garotas ficavam muito ansiosas para me excitar e isto trabalhava contra elas, mas essa está provando ser uma agradável exceção. Talvez fosse pelo fato de ser um pouco mais velha do que as garotas que estou acostumado a foder. Ela era quente com seus cabelos vermelhos escuros, lábios rosa e uma senhora bunda.

Assim que terminamos, ela se esticou e bocejou alto, enquanto eu colocava minhas cuecas boxer.

- Onde você está indo, gostoso? - ela perguntou posando de forma provocante, na cama. O cheiro de sexo e seu perfume adocicado pairavam no ar.

-Tenho outro lugar para ir.- respondi vagamente enquanto vestia e abotoava minhas calças.

- Tem certeza de que não posso convencê-lo a ficar para uma segunda rodada? - ela se levantou da cama, traçando sua unha vermelha ao redor do seu mamilo.

Meu pau se contorceu com o pensamento de outra investida, mas eu tinha um jogo para ganhar.

- Não, desculpe, talvez outra hora. -caminhei em direção à porta dando um aceno rápido antes de sair.

------------🏈--------------

Eu gemi com o impacto assim que caí no chão. O público aplaudiu calorosamente, então eu soube que meu passe foi bem recebido e atingiu o alvo.

Aquele era um jogo importante da divisão e estávamos na frente por sete pontos.

Eu estava confiante. Sim, era bom ser ótimo naquilo e acredite, eu era bom pra caralho. Nossas jogadas estavam sincronizadas e os passes estavam perfeitos. Aquilo iria ser fácil. Esse semestre prometia, já que eu tinha tudo o que precisava: garotas fodidas e jogadas alucinantes. Esse era meu negócio, isso era quem eu sou.

O som da multidão desapareceu da minha cabeça e meu foco estava totalmente voltado para a bola que foi lançada novamente. Algumas pessoas chamam isso de olho do tigre, outras de instinto assassino. Eu acho que ambos os termos são muito dramáticos para o que realmente é. Sou apenas bom sob pressão. Eu faço as coisas acontecerem em campo quando são necessárias. Esse é meu trabalho aqui.

A bola é lançada para mim. Dou dois passos para trás e volto para a direita para evitar ser derrubado. Meus olhos esquadrinham a endzone em busca de Marcus antes de puxar meu braço para trás e soltar a bola. Ela vai bem no alvo e ele pega a bola, segurando-a firmemente em seu alcance, antes de colocá-la na endzone. Eu corro até ele, e nós batemos no peito. A multidão entra em erupção gritando, "touchdown".

- Foda-se, cara. É assim que se faz.- eu gritei, enquanto o resto da nossa equipe em campo nos cercava, celebrando nossa vitória. Os aplausos e urros da multidão eram ensurdecedores.

Esta vitória tinha um sabor ainda mais doce do que a maioria, já que vencemos um dos nossos maiores rivais e isso significava uma comemoração na Delta, nossa casa da fraternidade, regada a muito álcool e garotas fodidas.

Essa noite prometia.

Capítulo 2 Desconhecidos

NICKI.

Alec Hart sempre foi o infame playboy, atleta e pegador da faculdade. Com seus cabelos castanhos e olhos azuis penetrantes, ele era considerado para a maioria das garotas um deus. Para mim, no entanto, ele não passava de um atleta. Um rostinho bonito com um corpo sarado, mas egoísta o suficiente para se importar com qualquer outra pessoa além de si mesmo.

Eu detestava caras como ele. Bonitos, de sorriso fácil, pretensiosos e arrogantes. Tão arrogantes, que tudo o que você sente vontade de fazer, é dar um soco na cara deles, pra ver se o risinho no canto dos lábios desaparece.

Pensar nisso me deixou ainda mais irritada, já que Penny me ligou no meio da madrugada para buscá-la naquela maldita festa. Penélope é a minha melhor amiga aqui em Berkeley e além de sermos colegas de quarto, eu meio que me sinto responsável por ela, já que tudo o que ela tem feito ultimamente é ficar bêbada nas festas de fraternidade. No último ano, Penny desenvolveu um tipo de paixão, obsessão ou sei lá o que por Alec, e vivia atrás dele nas festas tentando ser notada.

Coitada! Mais uma iludida.

Então toda vez que ela bebe demais e me liga, eu pego seu carro emprestado e a busco no meio da madrugada, já que além de estúpidas, garotas bêbadas costumam ficar vulneráveis, e se alguma coisa acontecesse com ela, eu nunca me perdoaria por não ter vindo buscá-la.

Eu literalmente odeio festas de fraternidades. Não que eu tenha frequentado muitas, mas eu sei que é sempre a mesma coisa. Um amontoado de gente se esfregando, música alta, beer pong e no outro dia uma puta ressaca.

Eu sei que todo mundo aqui adora isso, mas eu estou aqui para uma coisa apenas: me formar e dar o fora o mais rápido que conseguir.

Esse é o acordo.

Minha mãe sempre diz que eu deveria aproveitar toda a experiência da faculdade. Ela também diz que não há nada de errado com as pessoas e eu é que sou o problema. Talvez ela esteja certa, já que olhando todo mundo ali se divertindo, comecei a pensar que Penny também tem razão, quando me diz para tirar a cara dos livros e começar a viver um pouco.

Assim que o pensamento cruzou minha mente, eu até tentei sorrir, mas acho que fiquei parecendo uma retardada com os dentes pra fora, tentando forçar um sorriso. Eu me sentia uma idiota agora e quando estava prestes a me virar e sair, uma garora morena com os olhos vermelhos esbarrou em mim. Dava pra ver que ela estava chapada e muito bêbada.

- Você pode segurar isso para mim? -ela balbuciou, empurrando seu copo vermelho na minha mão. Eu pisquei, pegando sem nem mesmo pensar. Quer dizer, é pegar ou deixar cair no chão, e isso seria meio rude.

Ela passou por mim quase tropeçando em seus próprios pés e eu balancei minha cabeça enquanto ela desaparecia na multidão de rostos desconhecidos.

Enquanto abria caminho entre a multidão, O cheiro de cigarro, bebidas e uma nuvem tóxica, me fizeram tossir e quase engasgar. Praguejei mais uma vez por estar perdida e sozinha, já que o mínimo que Penny deveria fazer, era me esperar do lado de fora.

- Para alguém que se acha esperta, você parece bem burra agora. -sussurrei para mim mesma. Há uma diferença enorme entre ser inteligente e saber como ser social. Teve um tempo em que eu fui muito boa nisso, mas hoje, no entanto, eu não faço a menor questão. Não ligo se gostam de mim ou não, e não finjo gostar de ninguém. Eu sou apenas eu mesma, tentando passar essa fase sendo o mais invisível possível.

Me esgueirei como um fantasma, entrando mais profundamente na casa da fraternidade. A música estava alta e o ambiente escuro, então meus olhos escaneavam o rosto de cada pessoa enquanto procurava por Penny, tentando não me sentir uma completa intrusa em um ambiente tão hostil.

A maioria das garotas ali usavam trajes minúsculos e salto alto. Suas maquiagens estavam perfeitas, seus cabelos impecáveis, enquanto eu parecia uma sem-teto usando uma legging que consegui alcançar ainda dormindo e uma blusa de moletom.

Assim que ouvi gritos histéricos e aplausos vindo de uma das salas do lugar, me espremi entre a multidão que bloqueava a porta e ao me esticar, pude ver um cabelo loiro balançando freneticamente ao som da música que tocava. Penny não só dançava em cima da mesa, como também já tinha arrancado a blusa e ameaçava abrir o zíper da saia, fazendo aquele aglomerado de caras ao seu redor urrar como um bando de animais famintos.

Pela expressão em seu rosto, ela parecia adorar toda aquela atenção, mas eu não poderia deixá-la fazer isso, já que estava na cara que ela tava bêbada.

Entrei mais fundo na sala, empurrando os imbecis que pareciam bloquear meu caminho de propósito e praguejando até sua décima geração por ela estar me obrigando a fazer aquilo. Assim que me aproximei, ela soltou um gritinho histérico quando me viu.

- Ei! Você veio?! - ela berrou por cima da música.

- Sim, você me chamou, lembra?

- Own, me desculpe, - ela fez um beicinho.- Eu só estava um pouco triste, mas estou bem agora. Você já pode voltar.

- O que? Nem ferrando! - reclamei.- Eu estava dormindo e você me acordou para vir aqui te pegar.

- Eu mudei de ideia. - ela respondeu e senti meu rosto queimar de raiva. Dava pra ver que os imbecis começaram a ficar impacientes, já que o showzinho da Penny estava temporariamente cancelado.

- Sai fora nerd! - alguém gritou no meio da multidão de caras idiotas.

- Alguém tira a esquisita daí? - outro cara provocou.

Apertei meus dentes e fechei ainda mais a cara para Penny, que ficou de pé novamente, voltando a rebolar na mesa, usando apenas uma mini saia jeans e sutiã.

E calcinha eu acho.

Ela deu de ombros e eu me senti o ser mais patético do planeta tentando salvar uma garota que achei que estivesse bêbada, de estar apenas se divertindo.

- Porque eu tenho que ser tão estúpida?- sussurrei para mim mesma, me virando rapidamente pronta para dar o fora dali e ser poupada de passar mais vergonha.

Enquanto saia, esbarrei em algumas pessoas no caminho mas elas nem pareciam notar. Mas antes que sequer pudesse alcançar o hall de entrada da casa, bati em algo duro e incrivelmente perfumado, e o impacto do choque fez com que parte da bebida que ainda segurava, fosse derramada na camisa branca de alguém.

- Você deve estar de brincadeira!-uma voz grossa e fria encheu meus ouvidos. Percebi o algodão da camisa se agarrando ao abdômen definido encharcado de cerveja e assim que ergui a cabeça, um par de olhos azuis me encaravam seriamente, estando apenas a alguns centímetros dos meus.

Alec não era apenas bonito, ele era perfeito. Seu corpo parecia uma rocha, esculpido em pedra, sua mandíbula afiada e rosto angular evidenciavam ainda mais seus traços marcantes e seus lábios eram incrivelmente convidativos.

- Desculpe, você apareceu do nada. - respondi ofegante, já que o impacto do seu corpo me empurrou para trás.

- Você deveria olhar por onde anda.-ele disse, me fazendo sentir uma pontada de culpa, já que estava olhando pra baixo.

- Foi um acidente. Você é quem não deveria ter vindo com tudo pra cima de mim. Você me assustou.

Alec me observou por alguns segundos que pareceram horas. Era difícil encarar seus olhos por muito tempo. Olhos azuis são sempre sinal de problema e esse era um problemão que eu fazia questão em me manter bem longe. Seu rosto suavizou um pouco e depois de dar uma boa olhada em sua camisa encharcada ele passou a mão nos cabelos desalinhados.

- Qual é o seu nome?

- Nicole. - respondi, percebendo que ele se aproximava com um sorriso no canto dos lábios.

- Bem, Nicole, agora que você molhou minha camisa, o que você acha de eu retribuir o favor e deixar você molhada. E eu não estou falando da sua roupa. -ele piscou confiante, fazendo meu coração acelerar.

- Eu conheço o seu tipo... - dei a ele um olhar de desaprovação. - Eu não estou interessada.

- Bem... tenho certeza que se vier comigo vai mudar de ideia rapidinho. -ele esboçou um sorriso sedutor, que tenho certeza que colocaria qualquer garota de joelhos. Mas não essa garota aqui.

- Eu nem te conheço.- menti.

- Você tem certeza disso, gatinha? Todo mundo me conhece. Eu sou o quarterback dos Lobos. -ele falou confiante.

- Pare de me chamar de gatinha. Eu não acompanho futebol e não durmo com atletas. - respondi irritada.

- Você não dorme com atletas? - Alec riu e inclinou-se em meu rosto, seu hálito mentolado vibrando contra minhas bochechas vermelhas e quentes e seu cheiro inebriante invadindo cada poro.- Você parece que não dorme com ninguém, docinho.

Eu apertei o copo em minhas mãos, sentindo o som do plástico sendo triturado. Começar uma guerra com Alec Hart era sem dúvida uma péssima ideia, e meu próximo passo faria com que minha vida perfeitamente comum, virasse de cabeça pra baixo.

Capítulo 3 Você vai se arrepender disso

ALEC.

- Cara, isso aqui tá bombando. - eu disse ao Marcus, depois que outra pessoa esbarrou em mim.

Nós costumávamos dar grandes festas na casa Delta, mas aquilo estava tão fora de controle, que de uma forma bizarra, estava me deixando bem irritado.

Eu adorava uma boa festa tanto quanto o resto dos caras, mas tudo o que desejava agora, era só desfrutar da minha cerveja tranquilamente. Esse era um dos inconvenientes de não se viver nesta casa de fraternidade, eu não podia fugir para um dos quartos quando tivesse afim de ficar tranquilo ou quando quissesse passar algum tempo com a garota que eu escolhesse naquela noite.

Mas as coisas estavam prestes a mudar, já que eu estava concorrendo a presidência da Delta esse ano. Com minha popularidade no campus e influência no esporte, eu era o candidato mais forte no momento, e o babaca do Landon não teria chance nenhuma de se reeleger.

Eu tive que fazer algumas merdas como parte da iniciação, mas não tinha nada no mundo que eu desejasse mais do que colocar aquele filho da puta no lugar dele. O cara era um escroto e a nossa fraternidade estava ruindo por conta de alguns comentários envolvendo ele e algumas garotas. Ao que parece, o imbecil não lidava muito bem com rejeição e isso me dava nojo. Mas como presidente da fraternidade, ele tinha certo prestígio com o reitor, além de um pai que limpava todas as suas cagadas.

Cansado de me esgueirar entre as pessoas que se espremiam lá dentro, decidi subir para o terraço, onde só os membros da fraternidade iam.

- Ei, cara, eu vou tomar um pouco de ar. Essa multidão está demais pra mim hoje.

- É, vai lá. Com essa cara emburrada vai acabar assustando todas as garotas da festa. -eu sorri e apontei para o meu queixo esculpido.

- As garotas amam esse rosto não importa qual seja sua expressão.

Ele riu e balançou a cabeça. - Eu não sei por que todas elas te amam tanto quando você é tão idiota. Mas funciona para você, então...-ele deu de ombros, tomando um gole da sua bebida.

- As garotas não gostam de caras bonzinhos. Os gentis devem ser mal de cama, só pode. Todas elas querem um idiota, um bad boy e eu estou mais do que feliz em proporcionar isso a elas, eu tenho uma garota sempre que preciso e não me preocupo com os corações e a porra das flores que elas não querem. E todo mundo ganha.

- Cara, você não sabe nada sobre mulheres. Algum dia vai conhecer uma que irá chutar sua bunda, e nem vai saber de onde o chute veio.

- Vai se foder com as tuas merdas. Isso nunca vai acontecer. Eu nunca vou ter uma algema presa no meu tornozelo. Prefiro lábios molhados dentro das minhas calças. - eu pisquei para ele que balançou a cabeça.

Depois de reabastecer minha bebida, caminhei até a porta da frente que dava acesso a lateral da casa onde a escada para o terraço ficava, esperando ansioso para relaxar em uma das poltronas e tomar minha bebida sossegado enquanto respondia as mensagens no meu telefone.

Haviam dezenas de garotas perguntando onde eu estava e se gostaria de companhia, algumas delas inclusive estavam na festa.

Enquanto caminhava olhando fixamente para a tela do celular, antes de sequer alcancar a porta principal, alguém tropeçou em mim, derramando bebida e encharcando minha camisa. O tecido se agarrou instantaneamente no meu corpo agora ensopado, e o cheiro pungente de cerveja foi tudo o que consegui sentir.

Eu vociferei algumas palavras irritadas e ouvi uma voz suave com uma tonalidade rouca que eu achei extremamente sexy e assim que desviei os olhos da minha camisa e olhei para a garota a minha frente, percebi que seu rosto combinava bem com o tom quente da sua voz.

Ela era incrivelmente bonita e... minúscula.

O topo de sua cabeça só alcançava o meu peito. Seus olhos são escuros como um céu tempestuoso e estavam arregalados enquanto olhava para mim. Ondas de cabelos grossos caiam ao redor de seu pequeno corpo em longos cachos. Quando ela colocou um lado para trás de sua orelha, alguns dos fios ficaram sobre o topo de seus seios. Fiquei tentado a enrolar as longas mechas ao redor dos meus dedos e a puxá-la para um beijo.

Seus olhos arregalados, encontram os meus enquanto ela mordia nervosamente o lábio inferior me chamando a atenção para eles. Ela ainda segurava o copo com o resto da cerveja na mão e mesmo sabendo o gosto, me peguei pensando que adoraria sentir o gosto daqueles lábios rosados contra os meus. O que ela sentiria se deixasse minha língua entrar para prová-la?

Mais que merda estou fazendo?

Eu não faço poesia sobre o olhar das garotas ou seu beijo. Se ela tem um belo corpo, então eu pego e fim da história. Nunca vai, além disso. Eu nunca presto atenção na cor dos olhos, ou percebo que sua pele é lisa e uniforme. Não me pergunto se o rosto dela estaria corado quando eu a fizesse gozar pela primeira vez.

Porque raios estou tendo estes pensamentos sobre uma garota aleatória?

- Qual é o seu nome? - perguntei depois de observá-la em silêncio por alguns momentos.

- Nicole. - ela respondeu. É apenas um nome, mas a forma como a língua tocava o céu da boca quando ela fala, faz alguma coisa com meu corpo. Eu me aproximei dela, me inclinando por causa da diferença de altura.

- Bem, Nicole, agora que você molhou minha camisa, o que você acha de eu retribuir o favor e deixar você molhada. E eu não estou falando da sua roupa. -eu pisquei para ela esperando que o sorriso aparecesse em seu rosto. Aquele sorriso de: "eu sei o que você realmente quer, e é o que eu também quero."

Mas não é essa a reação que eu tenho dela. Suas sobrancelhas se levantaram, quase alcançando o couro cabeludo e como uma gatinha arisca, ela arqueou o tronco o mais longe possível de mim sem realmente dar um passo. Sua habilidade de equilibrar-se ao se afastar foi impressionante. E bonito. Uma gatinha fofa e zangada.

- Eu conheço o seu tipo e não estou interessada.- ela respondeu me olhando dos pés a cabeça com desaprovação e se não fosse a confiança que eu tenho, me sentiria ofendido.

- Bem... tenho certeza que se vier comigo podemos mudar isso rapidinho. - respondi, dando à ela meu sorriso mais charmoso. Ele sempre funcionava.

Ela balançou a cabeça e franziu o cenho. - Eu nem te conheço.

- Você tem certeza disso, gatinha? Todo mundo me conhece. Eu sou o quarterback dos Lobos. - respondi, duvidando que ela não me conhecia ou talvez fosse alguma garota nova, já que nunca tinha visto no campus.

- Pare de me chamar de gatinha. Eu não acompanho futebol e não durmo com atletas. - ela disse contrariada.

- Você não dorme com atletas? - eu ri da sua forma de desaprovação e seu jeito petulante. Parece que a garota irritadinha tinha uma língua bem afiada, mas eu também tinha. Eu me inclinei para bem perto do seu rosto, invadindo todo seu espaço pessoal e forçando-a a olhar em meus olhos.- Você não dorme com ninguém, docinho. - disparei, sentindo uma fúria queimando dentro dela.

Então, sem que pudesse prever, ela levantou o copo e derramou o resto de cerveja que havia lá dentro na minha cabeça. Eu congelei quando senti a bebida gelada escorrendo pelo meu cabelo e caindo na minha camisa, que já estava encharcada da primeira vez.

- Nem se você fosse o último homem da terra eu dormiria com você. - ela rosnou, jogando o copo no chão com raiva e se virando rápido.

- Você vai se arrepender disso.- Eu berrei em suas costas, sentindo uma explosão de gargalhadas dos caras do time atrás de mim.

Mas quem afinal é essa garota?

E que porra acabou de acontecer aqui?

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