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O Milionário Que Encontrou a Filha Perdida

O Milionário Que Encontrou a Filha Perdida

Autor:: Shan You Fu Su
Gênero: História
No dia do meu aniversário de casamento, a minha filha Lara estava com febre alta. O meu marido, Pedro, estava ocupado a celebrar o aniversário de outra mulher. Quando a Lara piorou, liguei-lhe, mas ele desprezou a nossa filha doente. No hospital, ouvi-o dizer: "É só uma febre, leva-a ao hospital e já está!" Ao fundo, a voz da mulher a quem ele dedicava o tempo dele, a Sofia, e a minha sogra, riam e cantavam parabéns. Foi nesse dia que a Lara foi diagnosticada com uma leucemia rara e precisava de um transplante urgente. Pedro, chocado, finalmente concordou em fazer o teste de compatibilidade. Mas os resultados? Não só ele não era compatível, como a Lara nem sequer era sua filha! 0% de compatibilidade! Pedro, em vez de dor, explodiu em fúria. "Quem é o pai dela? Com quem andaste a dormir, Ana?!" ele gritou. A minha sogra, com uma expressão de puro veneno, chamou-me "vadia" e deu-me uma bofetada tão forte que a minha cabeça estalou. Pedro atirou os papéis do divórcio para o chão e mandou-me sair de casa. Como era possível? Eu nunca o tinha traído! A minha filha estava a morrer e a minha vida desmoronava-se. Quem era o pai biológico da Lara? E porquê é que o Pedro não era? Eu precisava de descobrir a verdade, custasse o que custasse.

Introdução

No dia do meu aniversário de casamento, a minha filha Lara estava com febre alta.

O meu marido, Pedro, estava ocupado a celebrar o aniversário de outra mulher.

Quando a Lara piorou, liguei-lhe, mas ele desprezou a nossa filha doente.

No hospital, ouvi-o dizer: "É só uma febre, leva-a ao hospital e já está!"

Ao fundo, a voz da mulher a quem ele dedicava o tempo dele, a Sofia, e a minha sogra, riam e cantavam parabéns.

Foi nesse dia que a Lara foi diagnosticada com uma leucemia rara e precisava de um transplante urgente.

Pedro, chocado, finalmente concordou em fazer o teste de compatibilidade.

Mas os resultados?

Não só ele não era compatível, como a Lara nem sequer era sua filha!

0% de compatibilidade!

Pedro, em vez de dor, explodiu em fúria.

"Quem é o pai dela? Com quem andaste a dormir, Ana?!" ele gritou.

A minha sogra, com uma expressão de puro veneno, chamou-me "vadia" e deu-me uma bofetada tão forte que a minha cabeça estalou.

Pedro atirou os papéis do divórcio para o chão e mandou-me sair de casa.

Como era possível? Eu nunca o tinha traído!

A minha filha estava a morrer e a minha vida desmoronava-se.

Quem era o pai biológico da Lara? E porquê é que o Pedro não era?

Eu precisava de descobrir a verdade, custasse o que custasse.

Capítulo 1

No dia do meu aniversário de casamento, o meu marido, Pedro, estava a celebrar o aniversário de outra mulher.

Essa mulher era a sua ex-namorada, a Sofia.

Eu liguei-lhe. O telefone tocou durante muito tempo antes de ele finalmente atender.

A sua voz estava cheia de impaciência.

"O que foi? Não te disse que estou ocupado?"

Ao fundo, ouvi a voz suave da Sofia.

"Pedro, quem é? Se for trabalho, não precisas de te apressar. Podes comer o bolo primeiro."

Depois ouvi a voz da minha sogra, a rir.

"Sofia, és tão atenciosa. O Pedro tem sorte em ter-te. Corta o bolo, corta o bolo. Vamos cantar os parabéns."

O som alegre de "Parabéns a Você" chegou através do telefone, fazendo-me sentir como uma completa idiota.

"Pedro," a minha voz estava calma, talvez demasiado calma. "A nossa filha, a Lara, está com febre alta. O médico disse que pode ser pneumonia. Precisamos de a internar."

Houve um silêncio do outro lado, seguido pela voz irritada do Pedro.

"Porque é que me estás a ligar por uma coisa tão pequena? Não podes tratar disso sozinha? A Sofia está doente, ela precisa que eu cuide dela. É só uma febre, leva-a ao hospital e já está!"

"Doente?", perguntei, sentindo um nó na garganta. "Ela não está a celebrar o aniversário dela?"

"É o aniversário dela, mas ela também está doente! Ela está fraca desde pequena. Não sejas tão insensível, Ana. A Lara é a tua filha, tens de aprender a ser uma mãe independente."

Ele desligou o telefone.

Sem me dar tempo para reagir.

Olhei para a minha filha de três anos nos meus braços. O seu rosto estava vermelho, a sua respiração era rápida e o seu pequeno corpo tremia.

Senti o meu coração apertar.

Independente?

Desde que a Lara nasceu, eu tenho sido independente. Ele alguma vez se importou? Ele alguma vez perguntou?

Peguei no telefone e enviei uma mensagem ao Pedro.

"Pedro, vamos divorciar-nos."

Desta vez, a resposta dele foi rápida, quase instantânea.

"Estás louca? Divórcio por causa disto? A Lara é tão pequena, queres que ela cresça sem pai? Deixa de ser egoísta."

Egoísta? Eu?

Sorri amargamente. Sim, eu era egoísta. Eu queria que a minha filha tivesse um pai que a amasse, não um que só se lembrasse da sua existência quando lhe convinha.

A sua mensagem seguinte chegou.

"A Sofia precisa de mim agora. Para de criar problemas. Falamos quando eu voltar."

Quando ele voltaria? Ele não voltava a casa há uma semana.

Apaguei a mensagem e bloqueei o seu número.

Não havia mais nada a dizer.

A cola que me prendia a ele não era o amor, era a ilusão de uma família completa para a minha filha.

Agora, a ilusão desfez-se.

O Pedro não se importava com a Lara. Ele não se importava comigo. Ele só se importava com a Sofia.

Sempre foi a Sofia.

Quando nos casámos, ele disse que tinha acabado com ela. Eu acreditei nele.

Que tola.

A febre da Lara não baixava. O médico veio com uma expressão séria e disse que a situação era crítica, que ela precisava de ser transferida para a unidade de cuidados intensivos pediátricos.

O meu mundo desabou.

Enquanto assinava os papéis, as minhas mãos tremiam tanto que mal conseguia segurar a caneta.

O telefone da enfermaria tocou. Era a minha sogra.

"Ana! O que se passa contigo? Porque é que o Pedro não consegue contactar-te? Estás a tentar irritá-lo de propósito no aniversário da Sofia? Sabes o quão frágil ela é! És tão mesquinha!"

A sua voz era estridente e cheia de acusações.

"A Lara está na UCI."

Disse apenas estas palavras e desliguei. Não tinha energia para discutir.

Todo o meu ser estava focado na pequena figura atrás do vidro da UCI.

Capítulo 2

Passei a noite inteira sentada no corredor frio do hospital.

Cada segundo era uma tortura.

De manhã cedo, o meu telemóvel tocou. Era um número desconhecido.

Atendi.

"Ana? Sou eu, o Pedro. Porque é que me bloqueaste? A minha mãe disse que a Lara está na UCI. O que aconteceu?"

A sua voz soava ansiosa, mas não consegui sentir qualquer preocupação genuína.

"Pneumonia grave," respondi, com a voz rouca.

"Como é que isso aconteceu? Não cuidaste bem dela? Eu disse-te para a levares ao médico!"

A culpa era minha agora. Claro.

"Sim, a culpa é minha," disse eu, sem emoção. "É por isso que nos vamos divorciar. Assim, podes encontrar uma mulher que saiba cuidar de crianças."

"Para com essa conversa de divórcio! Onde estás? Estou a ir para aí."

"Não precisas. Fica com a tua Sofia. Ela precisa de ti."

Desliguei antes que ele pudesse responder.

Pouco tempo depois, ele apareceu no hospital, com a cara cheia de raiva. A minha sogra vinha com ele, com uma expressão igualmente zangada.

"Ana! Como te atreves a desligar na cara do meu filho?", gritou a minha sogra, atraindo os olhares de todos no corredor.

"O que queres que eu faça? Que vos aplauda por celebrarem o aniversário da ex-namorada dele enquanto a vossa neta luta pela vida?", respondi, olhando-a diretamente nos olhos.

A minha sogra ficou sem palavras por um momento, depois apontou para mim.

"Tu... Tu és tão desrespeitosa! A Sofia é apenas uma amiga! És tu que tens uma mente suja!"

Pedro agarrou-me pelo braço.

"Já chega, Ana! Vamos falar disto em casa. Como está a Lara?"

"Não me toques," puxei o meu braço com força. "E não temos uma 'casa' para onde voltar."

"O que queres dizer com isso?", a sua expressão tornou-se sombria.

"Quero dizer que o nosso casamento acabou. Podes ir consolar a tua 'amiga' doente agora."

A cara do Pedro ficou vermelha de fúria.

"Não sejas ridícula! Estás a fazer uma cena por nada!"

"Por nada?", ri. Foi um som oco e sem alegria. "A nossa filha está na UCI e tu chamas a isso 'nada'? A tua lealdade à tua ex-namorada é 'nada'? Tens razão. Para ti, eu e a Lara somos 'nada'."

Naquele momento, o médico saiu da UCI.

Corri até ele, ignorando completamente o Pedro e a sua mãe.

"Doutor, como está a minha filha?"

"A situação estabilizou por agora, mas ela ainda não está fora de perigo. As próximas 48 horas são cruciais. Ela precisa de um transplante de medula óssea."

Transplante de medula óssea.

As palavras ecoaram na minha cabeça, afogando todos os outros sons.

"O quê? Porquê?", gaguejei.

"Descobrimos que ela tem uma forma rara e agressiva de leucemia. A pneumonia foi apenas um sintoma secundário que revelou a condição subjacente. Precisamos de encontrar um dador compatível o mais rápido possível."

Virei-me para o Pedro, os meus olhos a implorar.

"Pedro... a Lara precisa de nós."

Ele estava pálido, chocado. Até a minha sogra parecia atordoada.

"Leucemia?", sussurrou o Pedro. "Como é possível?"

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