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O Retorno da Ex-Namorada Vingativa

O Retorno da Ex-Namorada Vingativa

Autor:: Callista
Gênero: Jovem Adulto
A umidade fria da manhã ainda me arrepiava, um calafrio que vinha da memória vívida e aterrorizante da queda. Do vento gritando em meus ouvidos, da dor excruciante quando meu corpo se chocou contra o chão. Mas então, abri os olhos e reconheci o teto familiar do meu quarto de adolescente: eu tinha voltado no tempo, três meses antes do vestibular. Na minha vida anterior, Lucas e Camila, meu namorado de infância e sua nova parceira, armaram para que eu perdesse a vaga na universidade de design, me empurraram para o trabalho forçado e, anos depois, de um telhado. A raiva me impulsionava, mas uma calma estranha me dominava. Na escola, vi Lucas e Camila. Ele, exibindo um buquê de 99 rosas para Camila. "Camila, meu amor! Cada uma destas 99 rosas representa a eternidade do meu amor por você!" Um brilho de ódio e triunfo nos olhos de Lucas quando me viu confirmou: eles também haviam renascido. A humilhação que me impuseram na vida passada foi apenas o começo. Desta vez, a armadilha do Lucas para me tirar da jogada foi a bebida batizada, que me causou uma dor de cabeça terrível e me fez reprovar na prova. Minhas unhas se cravaram na palma da minha mão. A ideia de reviver a mesma tortura era apavorante. "Obrigada pelo conselho, Lucas. Vou me lembrar disso", eu disse. A raiva era uma chama fria dentro de mim. Ele não era apenas um traidor manipulador, ele era estúpido. Achar que a mesma artimanha funcionaria duas vezes? Desta vez, eu estava pronta. Minha vingança seria metódica, silenciosa e absoluta.

Introdução

A umidade fria da manhã ainda me arrepiava, um calafrio que vinha da memória vívida e aterrorizante da queda. Do vento gritando em meus ouvidos, da dor excruciante quando meu corpo se chocou contra o chão.

Mas então, abri os olhos e reconheci o teto familiar do meu quarto de adolescente: eu tinha voltado no tempo, três meses antes do vestibular.

Na minha vida anterior, Lucas e Camila, meu namorado de infância e sua nova parceira, armaram para que eu perdesse a vaga na universidade de design, me empurraram para o trabalho forçado e, anos depois, de um telhado.

A raiva me impulsionava, mas uma calma estranha me dominava. Na escola, vi Lucas e Camila. Ele, exibindo um buquê de 99 rosas para Camila.

"Camila, meu amor! Cada uma destas 99 rosas representa a eternidade do meu amor por você!"

Um brilho de ódio e triunfo nos olhos de Lucas quando me viu confirmou: eles também haviam renascido. A humilhação que me impuseram na vida passada foi apenas o começo. Desta vez, a armadilha do Lucas para me tirar da jogada foi a bebida batizada, que me causou uma dor de cabeça terrível e me fez reprovar na prova.

Minhas unhas se cravaram na palma da minha mão. A ideia de reviver a mesma tortura era apavorante.

"Obrigada pelo conselho, Lucas. Vou me lembrar disso", eu disse.

A raiva era uma chama fria dentro de mim. Ele não era apenas um traidor manipulador, ele era estúpido. Achar que a mesma artimanha funcionaria duas vezes? Desta vez, eu estava pronta. Minha vingança seria metódica, silenciosa e absoluta.

Capítulo 1

A umidade fria do ar da manhã me fez estremecer, um calafrio que não vinha só da temperatura, mas da memória vívida e aterrorizante da queda, do vento gritando em meus ouvidos, da dor excruciante quando meu corpo se chocou contra o chão.

Mas eu não estava morta.

Abri os olhos e a primeira coisa que vi foi o teto familiar do meu quarto de adolescente, com adesivos de estrelas que brilhavam no escuro, hoje amarelados pelo tempo. Sentei-me na cama, o coração martelando contra minhas costelas. Minhas mãos, meus braços, meu corpo... tudo estava intacto. Não havia ossos quebrados, não havia o cheiro de antisséptico de um hospital.

Olhei para o calendário na parede. A data marcada em um círculo vermelho me encarava: 15 de setembro. Três meses antes do vestibular, o exame de admissão para a universidade. O mesmo exame que, em minha vida passada, destruiu todos os meus sonhos.

"Sofia, está acordada? O café está na mesa!" A voz da minha mãe veio do andar de baixo, quente e cheia de vida.

Uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Na minha vida anterior, depois que perdi a vaga na universidade de design de moda, fui forçada a trabalhar em uma fábrica de roupas clandestina para ajudar minha família. As condições eram desumanas, o trabalho interminável. Minha mãe, consumida pela preocupação e pelo excesso de trabalho, adoeceu e faleceu pouco tempo depois.

Eu tinha voltado. Tinha voltado ao ponto de partida, antes que tudo desmoronasse.

A traição de Lucas, meu namorado de infância, e sua nova parceira, Camila, foi o que iniciou meu pesadelo. Eles armaram para que eu perdesse a vaga na universidade, uma vaga que eu desejava mais do que tudo. Enquanto eu sofria, eles subiam na vida, desfrutando de um sucesso construído sobre a minha ruína. Anos depois, um reencontro humilhante terminou comigo sendo empurrada do terraço de um prédio por eles.

A raiva queimou em meu peito, mas eu a forcei para o fundo. Desta vez, seria diferente. Eu não era mais a garota ingênua e apaixonada. A dor e a humilhação me forjaram em algo mais duro, mais focado.

Levantei-me, vesti meu uniforme escolar e desci as escadas. O cheiro de café fresco e pão na chapa encheu a casa. Minha mãe estava na cozinha, sorrindo. Meu pai lia o jornal na mesa. Era uma cena de paz doméstica que eu pensei que nunca mais veria.

"Bom dia, querida. Dormiu bem?" perguntou minha mãe.

"Sim, mãe. Dormi muito bem." A voz saiu um pouco rouca.

Na escola, o ar estava carregado com a ansiedade pré-vestibular. Todos andavam com livros nas mãos, rostos tensos. Eu me sentia estranhamente calma. Eu já tinha vivido o pior.

Então, eu os vi.

No pátio principal, Lucas estava em pé sobre um banco, segurando um buquê de rosas tão grande que mal conseguia equilibrá-lo. Camila estava ao lado dele, com um sorriso presunçoso no rosto, usando um vestido de marca que custava mais do que o salário de um mês do meu pai.

Lucas gritou para que todos ouvissem: "Camila, meu amor! Cada uma destas 99 rosas representa a eternidade do meu amor por você!"

Alguns alunos mais novos aplaudiram, achando a cena romântica. Os mais velhos, focados nos estudos, apenas reviravam os olhos para o espetáculo.

Meu sangue gelou. Aquele gesto, aquela ostentação... era exatamente como na minha vida passada. A única diferença era que, antes, ele fazia isso depois do vestibular, para comemorar sua "vitória" . Agora, ele estava fazendo isso três meses antes.

Isso só podia significar uma coisa. Eles também voltaram. Lucas e Camila também haviam renascido.

Uma onda de náusea me subiu pela garganta. A ideia de reviver a mesma tortura, de lutar contra os mesmos inimigos que já sabiam meus pontos fracos, era apavorante.

Camila me viu olhando. Seu sorriso se alargou, tornando-se malicioso. Ela sussurrou algo no ouvido de Lucas, e ele se virou. Seu olhar encontrou o meu, e por um segundo, vi um brilho de ódio e triunfo em seus olhos antes que ele o disfarçasse com um sorriso charmoso para a multidão.

Mas eu vi. Ele sabia. Ele se lembrava de tudo.

Camila, por outro lado, parecia diferente. Enquanto Lucas se exibia, ela mantinha o sorriso no rosto, mas seus ombros estavam tensos. Seus dedos apertavam a alça de sua bolsa de grife com força. Havia uma ansiedade em seus olhos que não combinava com a pose de vencedora. Talvez ela estivesse apenas desconfortável com a atenção, ou talvez... talvez ela não se lembrasse de tudo com a mesma clareza que Lucas.

Ignorei-os. Caminhei direto para a minha sala de aula, a cabeça erguida. O show deles não importava. O que importava era o que eu faria a seguir.

Sentei-me em minha carteira, no fundo da sala, e abri meus livros. Física. Química. História. Eu precisava revisar tudo. Na minha vida passada, eu era uma aluna talentosa, especialmente em artes e design, mas negligenciei as matérias gerais por causa da minha paixão. Foi por pouco que não passei. Desta vez, não haveria margem para erro.

Para minha surpresa, as fórmulas e os conceitos voltaram para mim com uma clareza inesperada. A memória muscular dos anos de estudo forçado ainda estava lá, enterrada sob as cicatrizes. Eu podia fazer isso. Eu podia não apenas passar, mas se saísse muito bem.

O dia passou em um borrão de aulas e anotações. No intervalo, minha amiga Ana se sentou ao meu lado.

"Você viu o show do Lucas e da Camila hoje de manhã? Que ridículo," ela disse, revirando os olhos. "Quem faz uma coisa dessas antes do vestibular?"

"Algumas pessoas gostam de atenção," respondi, sem tirar os olhos do meu caderno.

"Ele costumava ser seu namorado, não é? Sinto muito, Sofia. Ele é um idiota."

"Está tudo bem, Ana. É passado." E era mesmo. O garoto que eu amava tinha morrido há muito tempo, talvez nunca tivesse existido.

No final do dia, enquanto eu arrumava meu material para ir embora, Lucas e Camila passaram pela minha carteira. Eu senti a presença deles antes mesmo de olhar para cima.

"Ora, ora, se não é a Sofia," disse Lucas com uma voz falsamente amigável. Ele se inclinou, fingindo pegar algo no chão. Com um movimento "acidental" , seu cotovelo bateu na minha pilha de livros e cadernos, espalhando tudo pelo chão.

"Ops, foi mal," ele disse, sem um pingo de remorso.

Camila riu, um som agudo e desagradável. "Cuidado, Lucas. Não queremos sujar as mãos com o lixo de uma nerd."

A sala inteira ficou em silêncio. Todos os olhos se voltaram para nós. A humilhação era pública, calculada. Na minha vida passada, eu teria ficado vermelha, gaguejado um pedido de desculpas e recolhido minhas coisas o mais rápido possível, fugindo das risadas.

Mas eu não era mais aquela garota.

Lentamente, levantei meu olhar do chão e o fixei em Lucas. Mantive minha voz calma e firme.

"Tudo bem, Lucas. Acidentes acontecem."

Então, olhei para Camila.

"Mas da próxima vez que quiser me insultar, pelo menos tente ser um pouco mais criativa. 'Nerd' é tão clichê."

Abaixei-me com calma, juntei meus livros um por um, sem pressa. O sorriso de Camila vacilou. Lucas parecia surpreso com a minha falta de reação. Eles esperavam lágrimas, raiva, desespero. Eu não lhes daria essa satisfação.

Com meus livros nos braços, levantei-me e passei por eles, saindo da sala sem lhes dirigir outro olhar. Eu podia sentir seus olhos queimando em minhas costas, mas não me virei. A primeira batalha havia sido travada, e eu não havia recuado. A guerra, no entanto, estava apenas começando.

Capítulo 2

No dia seguinte, a hostilidade de Lucas e Camila se tornou mais sutil, mas não menos perigosa. Enquanto eu passava por eles no corredor, Lucas se inclinou e sussurrou, a voz baixa o suficiente para que apenas eu ouvisse.

"Sabe, Sofia, algumas pessoas simplesmente não têm sorte. Não importa o quanto tentem, o destino delas é o fracasso. Tenha cuidado com o que você bebe antes de provas importantes."

A ameaça velada me atingiu como um soco no estômago. Minhas unhas se cravaram na palma da minha mão com tanta força que senti a pele ceder. Ele estava falando sobre o vestibular da minha vida passada.

A memória voltou com uma clareza nauseante. Na noite anterior ao exame, Lucas apareceu na minha casa. Ele disse que queria me desejar boa sorte, que ainda se importava comigo como amigo. Ele me trouxe uma bebida energética especial, uma que ele mesmo havia preparado, dizendo que me ajudaria a ficar acordada e focada. Eu, a tola ingênua, acreditei nele.

Bebi tudo.

Na manhã seguinte, acordei com uma dor de cabeça terrível e uma confusão mental que me impedia de pensar direito. Durante o exame, as palavras nas páginas se embaralhavam. Eu não conseguia me concentrar, não conseguia lembrar as fórmulas mais simples. Fui reprovada por uma margem mínima. Mais tarde, descobri que a bebida estava batizada. Ele havia me drogado.

E quem conseguiu a última vaga no curso de design de moda, a vaga que deveria ter sido minha? Camila.

A peça final do quebra-cabeça se encaixou. Lucas não apenas me sabotou, ele fez isso para beneficiar sua nova namorada. Eles planejaram tudo juntos.

Respirei fundo, forçando o tremor a parar. Olhei para Lucas, que esperava uma reação de pânico. Em vez disso, encontrei seu olhar com uma frieza que pareceu surpreendê-lo.

"Obrigada pelo conselho, Lucas. Vou me lembrar disso," eu disse, com a voz firme.

Virei as costas e continuei andando, mas meu coração batia descontrolado. A raiva era uma chama fria dentro de mim. Ele não era apenas um traidor manipulador, ele era estúpido. Achar que a mesma artimanha funcionaria duas vezes? Achar que eu era a mesma garota indefesa? Ele e Camila estavam tão consumidos por sua própria ganância e arrogância que não conseguiam ver o que estava bem na frente deles: eu não iria cair de novo. Desta vez, eu estava pronta. Minha vingança não seria barulhenta ou dramática. Seria metódica, silenciosa e absoluta.

Enquanto eu me afundava nos estudos, Lucas e Camila mergulhavam de cabeça em sua própria destruição. Lucas, acreditando que já tinha a aprovação garantida por se lembrar das questões do vestibular da vida passada, abandonou completamente os estudos. Ele passava as noites em claro, não para estudar, mas para jogar online ou sair com Camila.

Ele começou a matar as aulas do período da noite, as mais importantes para a revisão final. Em vez de estar na sala de aula, ele estava em shoppings, comprando presentes caros para Camila. Um dia era um par de tênis de edição limitada, no outro, o último modelo de celular. O dinheiro, eu sabia, vinha de sua mãe, Dona Clara, que o mimava e acreditava em cada mentira que ele contava sobre seu "progresso excepcional" nos estudos.

A reputação de Lucas na escola começou a declinar rapidamente. Ele, que antes era visto como um aluno popular e promissor, agora era o cara que fazia exibições de mau gosto no pátio e andava com um grupo de repetentes e desordeiros.

Não demorou muito para que as consequências oficiais aparecessem. Uma manhã, o nome dele foi lido no sistema de som da escola.

"O aluno Lucas Andrade, da turma 302, está recebendo uma advertência formal por excesso de faltas não justificadas nas aulas noturnas e por comportamento inadequado nas dependências da escola. Solicitamos a presença dos pais ou responsáveis na diretoria."

A humilhação pública pareceu não afetá-lo. Pelo contrário, ele parecia se orgulhar dela. Para seu novo círculo de amigos, aquilo era um distintivo de honra.

Eu o vi mais tarde, no corredor, rindo com seus novos companheiros. Camila estava ao seu lado, mas seu sorriso não chegava aos olhos. Ela parecia mais preocupada com a imagem deles do que com a atitude dele.

Uma tarde, eu estava descendo as escadas da biblioteca, com os braços cheios de livros, quando dei de cara com eles no patamar. Lucas estava bloqueando a passagem, com um sorriso zombeteiro.

"Olha só, a futura operária de fábrica," ele disse, alto o suficiente para que outros alunos ouvissem. "Estudando tanto para quê, Sofia? Algumas pessoas nascem para brilhar, outras para viver na sombra."

Seus amigos riram. Camila acrescentou, com a voz pingando veneno: "Deixe-a em paz, Lucas. Ela precisa se esforçar muito. Afinal, inteligência não é para todos."

Eles esperavam que eu explodisse, que chorasse, que lhes desse a reação que eles tanto queriam.

Eu apenas os olhei, um por um. Meu olhar passou por Lucas, por Camila e por seus amigos risonhos. Eu não disse uma única palavra. O silêncio era mais poderoso do que qualquer insulto que eu pudesse proferir.

Abaixei a cabeça, não em submissão, mas para focar no meu caminho. Dei um passo para o lado, contornando-os como se fossem obstáculos irrelevantes na minha frente, e continuei a descer as escadas.

O silêncio que deixei para trás foi pesado e desconfortável. As risadas morreram. Eu não precisava brigar com eles. Eles estavam ocupados demais destruindo a si mesmos. Tudo que eu precisava fazer era continuar em frente, um passo de cada vez, em direção ao futuro que eles me roubaram. E desta vez, ninguém me impediria.

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