Olá, meu nome é Liliel, e eu sou um Querubim. Melhor dizendo, sou um Anjo da Guarda, como vocês devem conhecer.
Assim como todos os Querubins, minha missão é cuidar dos seres humanos. Sim, é verdade. Ao seu lado agora mesmo, tem um anjinho da guarda protegendo e vigiando você.
Ainda estou aprendendo como fazer esse trabalho direito. È a primeira vez que desço a Haled (é assim que os anjos chamam o planeta de vocês, a Terra). E para fazer isso tenho que usar um avatar – Um corpo de carne e osso, pois a terra é um reino intermediário –. Eu aparento ser uma menina com idade humana de 17 a 20 aninhos. De pele branca, cabelos loiros bem claros abaixo dos ombros e olhos cor de mel. Bonitinha eu né gente?
Minha verdadeira natureza é algo que afronta os angélicos e eu não sei o porquê. Todos me esnobam, me desprezam e para piorar, minhas asas temporais ─ responsáveis pelo voo ─ são de tamanho diferentes, complicando ainda mais a minha vida.
Para dizer a verdade, não me sinto bem nesse lugar humano. Ele fede. Argh!! Mas estou me acostumando, pois preciso completar minha missão em nome do Príncipe arcanjo Rafael. Alias, já ia esquecendo de dizer qual a minha missão.
Minha missão na Terra, será encontrar umas pessoas que se diferenciam dos demais. Dizem, que Yahweh – Jeovah – depositou uma grande parte de seu poder em alguns humanos, afim de confrontar as forças do mal caso fosse necessário. E preciso encontra – los urgentemente, porque está prestes a ocorrer algo muito ruim. Além de que, eu não sou a única a procura -los. Existem anjos malvados que também estão com o mesmo propósito.
Nada se sabe sobre o que realmente esta para acontecer. Por isso, preciso encontra -los o quanto antes e me certificar que a lenda dos ESCOLHIDOS de Yahweh é verdadeira.
Ai ai ai ai ai. Não sei nem por onde começar...
"Não conheci o mundo humano por querer".
"Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu"
Eclesiastes 3.1
Motel Afrodite. de Janeiro
Um aparelho celular chama alto seu proprietário, indicando que há uma chamada a ser atendida. Interrompendo atos de amor e luxuria. Calando os gritos de prazer e gemidos femininos. Que pela diferença do tom, contava -se pelo menos três mulheres.
- Posso saber quem é a essa hora da noite? - Protestava ao atender o telefone.
- Aqui quem fala é o detetive. Mais Respeito. Derek.
- Ah Sim. Mil desculpas Detetive. - Respondia de forma desleixada sem muita importância.
- Tenho uma missão para você. Muito importante, e contamos com sua ajuda...novamente.- Suas palavras pareciam sair contra sua vontade. Como se não tivesse escolha. E Derek, fosse sua ultima opção.
- Não estou interessado. Se não se importa. Estou em um motel com algumas garotas. - Gemia enquanto falava. Gemidos causado por mordidas e arranhões em seu peito, causado por uma de suas amantes.
- Derek. - Protestou o policial - A situação é de extrema urgência. Crianças estão desaparecendo. Seus corpos estão ressurgindo em meio as ruas de toda a cidade. Mutilados. E se não bastasse, TODAS as crianças com marcas de violência sexual.
A voz do policial tremia. Saia de forma complicada por sua garganta. Misturadas a tons de compaixão e nervosismo. Era de desespero total a apelação do detetive.
- Então mais uma vez precisam dos meus serviços? Eu não tenho nada haver com a morte dessas pessoas. - Gemeu mais um pouco - Ui delicia, mais para baixo. Assim. Continua.
Suas palavras eram sádicas. Como se não se importasse com a morte daquelas crianças. Tava mais interessado em continuar sua noite de luxuria com aquelas prostitutas.
- Derek. Estamos procurando osresponsáveis por essas mortes já tem bastante tempo. Consegui informaçõesvaliosas. Todas essas mortes estão relacionadas a uma dieta sanguináriade um maníaco conhecido como Cicatriz. Essas pessoas são oferecidas a ele, comopagamento para participar de um torneiro de luta ilegal. Onde condenados lutamem troca de liberdade, ou seja, pelo visto ate a policia parece estarenvolvida. E já sei onde é o local exato onde isso acontece. - O policialfalava de forma firme e segura sobre o caso, ao mesmo tempo em que uma suplicade socorro dava o tom principal a suas palavras.
O semblante de Derek ficara sério. Talvez algo dentro dele estivesse falando para participar daquela operação. O fato de serem crianças as vitimas, mexera de certa forma com ele, principalmente por causa das supostas violências sexuais da qual foram vitimas e talvez, seria a chance ideal de descobrir pistas sobre um assunto que o vem atormentando desde sua infância.
Mandou as garotas se afastarem enquanto vestia suas roupas. Acendera um cigarro e caminhou em direção a janela do quarto em que estava.
- Me fale como eu entro nesse jogo. Me conte todos os detalhes. - o tom de sua voz mudara completamente. Se tornara sério.
Derek pagou em dinheiro as três garotas devido ao programa que lhe ofereceram. Mas ele não estava satisfeito e aparentava nervosismo por ter tido sua festinha interrompida. Pegou seus pertences e pagou a quantia referente ao aluguel do quarto e consumos internos ao funcionário do estabelecimento. Desceu até o estacionamento e montou em sua Hayabuza verde de 1100cc. Deu a partida e saiu de forma cinematográfica. Marcando o solo do local com o derrapar do pneu traseiro de sua maquina ao partir.
Maiores detalhes seriam revelados pessoalmente. Achou melhor assim o detetive, por achar mais seguro e discreto. Marcaram o local do encontro acima de quaisquer suspeitas. Tudo tinha que ser em completo sigilo. Era uma missão muito importante.
Derek crescera aos cuidados de uma tia distante, irmã de seu pai Joseph, que o criara desde o assassinato de seu pai e sequestro de sua irmã. Já na adolescência, Derek começara a treinar artes marciais, assim como a arte do manuseio da espada, e após alguns anos, colocara finalmente sua dor e vingança em pratica. Seus alvos, criminosos mas principalmente, os acusados de pedofilia e estupros. Por ser apenas uma menino, Derek não lembrava com muita clareza o ocorrido de anos atrás, mas os gemidos e gritos que ouvia de sua irmã antes de cair inconsciente, apontava claramente como violência sexual. Iria descobrir quem eram aqueles homens e vingar – se – ia do que fizeram.
Preso diversas vezes por portar uma longa espada pelas ruas nacionais, ele não se intimidava e continuava desafiando a lei, portando uma arma quase do seu tamanho, que mais se assemelhava a um pedaço grotesco de aço. Não uma espada.
Hoje em dia, já é comum para ele portar sua arma. Por ter ajudado as forças armadas diversas vezes, em acerto de contas com bandidos e traficantes, ganhou porte legal permanente de sua espada, contanto que continuasse a colaborar com a policia para resolver alguns casos.
Derek é um homem branco com longos cabelos negros um tanto rebeldes, na altura dos ombros. Sua personalidade é um tanto caótica e egoísta. Fazendo somente as coisas em beneficio próprio. Homem de poucos amigos. Um tanto solitário e com um senso de humor não tão agradável. Prefere contratar mulheres de programa para satisfazer suas vontades carnais, por não querer se envolver com nenhuma mulher. "Os sentimentos nos tornam fracos" - Era o seu pensar.
Logo após o encontro com o detetive, Derek ficou um tanto pensativo com a tal conversa que tiveram há 20 minutos atrás, em uma pequena lanchonete em um bairro próximo ao motel onde estava. Já matara antes. Já tinha colocado vários criminosos perigosos na cadeia. Mas aquela empreitada seria diferente. Cicatriz, que era seu alvo, era um ser sem escrúpulos. Um assassino. Estuprador e pedófilo. Frio e cruel. Teria gosto em testar sua nova espada.
Apesar de não conhecer as crianças que foram vitimadas por aquele monstro, ele não parava de pensar em quão doloroso e cruel teria sido cada segundo que estiveram com Cicatriz. - Poxa tantas mulheres lindas e gostosas. Tinha que pegar crianças? - Isso não ficaria barato. Agora era questão de honrar aquelas pobres crianças e quem sabe, agora que as acusações apontavam para uma quadrilha poderosa, poderia estar mais próximos de encontrar os homens que levaram sua pequena irmã.
Iria vinga – las. Se tinha algo que ele mais odiasse, era violência infantil. E tudo isso, o fazia com que sua sede de vingança aumentasse ainda mais.
De repente, uma forte pontada atingira a sua nuca. - Não. Não foi nenhum ataque que recebera. - Uma forte dor de cabeça começou a lhe incomodar bastante. Uma tontura e ofuscamento de ambas as vistas. - Que tinha orgulho em dizer que era como a visão de um falcão. - o fez quase perder a direção de sua moto. Bastante incomodado e percebendo que estava com a condução de sua Hayabuza comprometida, decidiu estacionar o mais rápido possível.
Derek ficou bastante preocupado que tal indisposição pudesse atrapalhar sua missão. Antes mesmo do motor de sua maquina parar por completo, saltou rapidamente, fazendo com que sua motocicleta tombasse para o lado, ainda com o motor ligado. Seu corpo cambaleava como de um bêbado após uma noite de balada.
Sua visão apagou. E por fim seu corpo tombou tropeçando em uma pedra, caindo de lado em uma poça d'água que surgira de um vazamento próximo dali. A ultima coisa que viu fora um grupo de três ou quatro homens – não tinha certeza – que pareciam usuários de droga. Aquela situação não era nada boa. Estava enfraquecido. Desmaiando em um local hostil. Perigoso. Um bairro dominado por traficantes. E esses não estavam na sua lista de melhores amigos. Muito menos em redes sociais.
Derek, despertou assustado e temeroso. Fraco e indisposto do jeito que estava, temia ter problemas com aqueles indivíduos. - Derek arranjara diversos inimigos fora da lei quando decidiu ajudar as forças armadas.
Apertou bem os olhos.
Olhou em volta e teve uma surpresa.
Sua vista voltara lentamente a funcionar como deveria. E logo percebeu que estava em outro lugar. Totalmente diferente. Sua cabeça ainda lhe incomodava devido a dor que lhe assaltara de repente.
Sentiu os raios solares aquecendo sua pele e ofuscando sua visão. Logo agora que a visão melhorava, vem o sol e lhe ofusca, lhe mostrando que o dia estava em suas primeiras horas. - Mas o mal estar que o levara ao chão, acontecera em meio a madrugada. O que aconteceu? Onde estava? Pensava.
Derek se esforçou para driblar aquela vertigem que lhe incomodava. Estendeu sua mão esquerda ao céu, em uma tentativa de bloquear os raios da enorme esfera incandescente, afim de ajustar sua visão novamente. Agora com os olhos protegido da luz, se espantou ao olhar em volta. Ao contrario do que se lembrava antes de desmaiar, Derek se viu deitado em um gramado verde e bem aparado.
Um campo. Um jardim. Não sabia.
Os pássaros cantavam um melodia bastante agradável. Como o cantar dos anjos. Crianças brincavam com animais e grandes bolas coloridas. - Daquelas que os pais compram para seus filhos brincarem nas praias. - Os adultos que pareciam ser os pais, preparavam algo que parecia ser um piqui niqui de férias.
- Mas que merda é essa? Onde eu estou? - Se levantava lentamente, ainda tonto e sem firmezas nas pernas.
- Aquelas putas devem ter armado para mim. Devem ter me drogado. Droga!
Suas palavras saiam tortas por sua via oral e sentira um gosto que se assemelhava a suco gástrico, o que indicava que estava prestes a vomitar. Mas conseguiu resistir.
Com muita dificuldade, Derek começava a dar seus primeiros passos. - Como uma criança de um ano aprendendo andar sem apoio -. O sol que lhe ofuscava as vistas, já não o incomodava mais. O clima era refrescante e o ambiente que lhe parecia uma utopia, era acolhedor e cheio de paz. Os lagos ao redor, eram rodeados por lindas plantas enfeitadas de flores brancas que ele não conhecia. Suas águas eram limpas e cristalinas. Um convite para um banho. - Mas com todas aquelas crianças e pais de família ali presente não se sentiria a vontade. E nem era o momento. Mas toda aquela beleza o fez despertar para a realidade. Precisava descobrir como e porque estava ali.
Enquanto isso não muito longe da capital.
- Senhoras e Senhores. Preparem – se para a luta mais esperada da noite. Um evento que com certeza irá mudar para sempre tudo o que conhecemos no sub mundo das lutas. Uma carnificina jamais vista ao vivo. Preparem seus estômagos e seu psicológico, porque vocês irão precisar . - Se enchia de alegria o locutor ao narrar o Evento principal da noite.
O público ia ao delírio com as palavras entusiasmada daquele. O público era bastante variado. Porem, só os mais ricos e poderosos faziam suas apostas. O que rendia bastante dinheiro sujo para a casa.
O evento se passava todas as noites de quinta feira, e teve inicio com lutas banais de pequenas apostas. Hoje se tornou local de reunião para mafiosos, traficantes, empresários e adolescentes de família de classe alta, que vinham querendo se divertir em troca do sofrimento alheio e drogas.
O Coliseu como era chamado, ficava no sub solo de um deposito abandonado no centro da cidade do Rio de Janeiro. Onde dividia o espaço com o mercado negro do sexo. Ambos eram os mais frequentados da região, ou até mesmo, do país.
- Hoje teremos Cicatriz, nosso lutador principal enfrentando 3 condenados, que lutam em busca do premio: A Liberdade. Posso dizer que era melhor terem continuado na cadeia. HAHAHAHAHA - Gargalhava o locutor de forma debochada, empolgando ainda mais a plateia.
O narrador, assim como os demais espectadores tinham bastante confiança em Cicatriz. Um ex condenado, que foi sentenciado a 95 anos de prisão pelo estupro e assassinato (não necessariamente nessa ordem) de três garotas adolescentes entre 15 a 17 anos, entre outros crimes hediondos. Ganhou a liberdade após participar da sua primeira luta , onde mutilou em diversas partes o corpo de seu adversário. Mas hoje é como se não tivesse outra escolha a não ser participar assiduamente desse evento. - Se bem que para um individuo desse é até lucro.
Homem alto de pele morena, parecia uma enorme montanha de músculos. Em seu corpo haviam diversas cicatrizes, e cada corte - feito por ele mesmo - representava cada vitima que ele já matara ao longo de sua vasta caminhada da morte. Hoje em dia faz parte permanente do Coliseu. Invicto há mais de dois anos, ele vem levando a loucura os fãs desse evento, rendendo muito dinheiro aos patrocinadores e organizadores desse verdadeiro espetáculo sanguinolento.
O antro do espetáculo fedia a drogas, sexo e álcool. Mas ninguém parecia se importar com aquele fedor insuportável, que contaminava o lugar junto com o cheiro forte de sangue que tingia o palco principal. Naquele local não existiam regras ou leis.
Belas mulheres de corpos esculturais desfilavam envolta do ringue, afim de atiçar mais os homens que ali estavam presentes. Donas de curvas hipnotizantes e com roupas extremamente provocantes, elas caprichavam na hora de se aliciarem uma com as outras, tornando mais excitante e eletrizante a apresentação do combate. Umas chegavam ate praticarem sexo com suas companheiras, rolando sobre aquele solo sujo de sangue e suor dos selvagens que ali perderam suas vidas. Eram sádicas e promiscuas tais mulheres. Mas o público gostava. Era sexo, drogas, violência e sangue. MUITO sangue.
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Enquanto isso não muito longe dali...
Em meio a noite escura, ouvia – se o roncar de uma motocicleta que parecia, querer alçar voou pelo asfalto quente e úmido da estrada principal, que já no decorrer da madrugada estava completamente vazia. Isso dava liberdade total ao piloto daquela maquina para acelerar de forma que a qualquer momento, ultrapassaria o limite máximo estabelecido por lei.
Vestindo jaquetas pretas próprias para o motociclismo, ele cortava em zig zag de forma perigosa e agressiva, como se nada pudesse para -lo. Tinha completo domínio sobre sua XR de cor branca de 200cc. Por dentro de seu capacete via – se fones de ouvidos, que se não fosse por estar em movimento e em alta velocidade, qualquer um que estivesse ao seu lado poderia ouvir o som do mp3 de seu aparelho celular.
De repente uma nova musica tocara em seu aparelho, substituindo aquela melodia não tão agradável que estava a escutar.
"Alô quem ta falando? Qual é seu nome?
Repete o endereço. Me deixe o telefone..."
Ele logo percebeu que era uma ligação que estava recebendo no momento. Vendo o nome que apresentava no visor de seu aparelho preto, diminuiu suavemente a velocidade de sua motocicleta, guiando – se a uma curva sinuosa, para então estacionar em alguma rua fora da estrada principal. A velocidade fora diminuindo lentamente até então parar por completo, em uma rua estreita a alguns segundos de onde fizera a curva. O Local estava totalmente tomado pelas trevas da noite, onde já se marcavam quase duas horas da manha. Local de pouca iluminação, que se não fosse pelos feixes luminosos de nosso satélite natural que banhava a terra com sua luz direcionada pelo Astro Rei, seria impossível ver qualquer coisa ao seu redor.
O celular já não tocava mais, então decidiu retornar a ligação. Deslocou o descanso lateral de sua moto, afim de estaciona-la para logo em seguida desmontar -se da postura de piloto. Olhou em volta e não avistou se quer uma alma viva pelas redondezas. Ficou um pouco apreensivo, receoso com algum possível assalto que poderia vir acontecer, devido as condições do local onde estacionara. Não se intimidou. Estava um tanto curioso para saber oque seu amigo Patrick queria ao telefone. Selecionou a opção de discagem automática de seu utilitário e só após o soar do terceiro toque a ligação foi atendida.
- Fala pretinha. - Atendeu Patrick do outro lado da linha de forma entusiasmada.
- E ae! Diz você. Por que me ligou a essa hora? To um pouco longe de casa. E para com essa droga de me chamar de pretinha, seu vacilão.
- Então. Estou com a Melanie no apartamento de uma amiga dela com mais duas garotas sensacionais. Imaginei que gostaria de vir aqui. Porque como deu para perceber, acho que tem mulher sobrando aqui. - Dizia em tom sarcástico, solicitando a presença do amigo.
- Cara! - Repreendeu André - Estou bem longe como disse. Aonde vocês estão? Só agora você vem me ligar?
O soar de suas palavras ditas de forma corrida e agitada, soaram como uma repreensão. Demonstrando também que gostaria de estar junto a eles.
- Estamos perto daquela faculdade publica que fica próxima ao estádio de futebol. Próximo a estação de mêtro do Maracanã. Você sabe onde fica André. Vem logo que nos encontramos na estação.
Patrick parecia com pressa e falava como se André não tivesse escolha a não ser ir de encontro a eles. A voz das meninas se deu a escutar ao fundo. Dando a entender que estavam agitando umas festinha particular e estavam completamente bêbadas e eufóricas.
Coincidência ou não. André estavabem próximo do local mencionado. Confirmou sua presença e disse que em torno devinte minutos estaria no local de encontro. André estava animado com a idéia. Sentia uma forte atração por Melanie, que nunca passara de uma simples admiração secreta. - Nem tanto. - Uma amiga que não via há um bom tempo. Uma mulher que beirava seus 22 anos de idade mas que apresentava feições e comportamento de uma garotinha de dezesseis anos. Tinha longos cabelos loiros que descia ate a metade de suas costas em um corte desfiado e moderno. Desfilava um corpo esguio de pele branca com um leve tom de bronzeamento, devido suas visitas periódicas a praia. Fazia questão de vestir roupas que valorizassem sua curvas bem distribuídas e as marcas mais claras na região dos seios, que desenhavam as alças de um biquíni.
Um pouco apressado, levantou o descanso de sua XR montando de forma meio desengonçada devido a pressa. Apertou o botão Start, dando a partida em sua moto de forma automática. Torceu de forma firme e veloz o punho do acelerador, que fez com que sua moto empinasse a roda dianteira a quase cinquenta centímetros do chão ao soltar o mecanismo de embreagem. - Hoje a Melanie vai ser minha - Pensara de forma sonhadora e um tanto prazerosa.
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No Coliseu todos esperavam ansiosamente o inicio do combate, onde já estava com um atraso de vinte minutos. Todos eufóricos, bebendo e usando drogas feito loucos. Aquele era um evento especial para aqueles que queriam sair um pouco de sua rotina e fazerem coisas que do lado de fora, só faziam de forma escondida e clamavam por uma liberdade profana. Família. Trabalho. Escola. Tudo isso era parte de um outro mundo para eles naquele momento. Onde até os mafiosos e traficantes que ali estavam presentes, aproveitavam como se suas vidas fossem normais e dentro da lei.
De repente todas as luzes se apagaram e uma cortina de fumaça surgia em meio ao clube da luta. Gemidos de prazer e dor soavam de dentro das caixas de som, posicionadas de forma estratégica para que o som se espalhasse por todos os cantos do antigo armazém. Todos se calaram de uma só vez. Sabiam que aquele ritual era o que precedia a inicialização do espetáculo. Era a sinistra apresentação de Cicatriz, que estava prestes a entrar em cena para alegria dos espectadores e terror de seus adversários. Que mesmo sendo três contra um, não era nada demais contra esse ceifador de quase dois metros de altura e mais de 150 kg de pura massa muscular. Uma verdadeira maquina de matar.
"A vida de um homem nada mais é que o resultado de suas escolhas?
Teria o homem realmente controle sobre sua vida e seu destino? Ou estaria ele nas mãos do desconhecido deus da criação e do universo?"