− Vamos logo, amor! Desse jeito nossas coisas chegarão lá antes de nós!
− Calma, Liam! Não sabemos quando vamos voltar aqui! Preciso ter certeza de que nada essencial ficou de fora.
− Não me chame pelo meu nome como se estivesse brava comigo, Lala. Está tudo aqui, já revisamos duas vezes, sua mãe também revisou. O que faltar daremos um jeito. As pessoas com quem vamos morar já possuem a maioria das coisas para a casa de qualquer jeito.
− Você sabe que não estou brava, mas agora é real baby. Não é como nas viagens da escola, estamos de verdade por conta própria!
− Eu sei meu amor, mas estaremos juntos e isso é o que importa. Não é mesmo?
− Sim, juntos. Com mais três pessoas que podem muito bem serem drogadas ou pior, psicopatas em potencial.
− Você está indo atrás do que minha mãe falou? Me diga que não está compartilhando as paranoias dela! Nós falamos com eles várias vezes, são tão loucos quanto nós, vai ficar tudo bem. E o principal é que vou cuidar de você!
− Promete? Promete para mim que essa mudança não vai nos separar? Já estarei longe da minha mãe e dos meus irmãos, Li.
− Nós somos para sempre, sem volta desde que fizemos todos os tipos de juramentos aos sete anos de idade. Só preciso me cuidar com aquele cacheado e nem adianta se defender, pois eu percebi.
− Não jogue isso sobre mim! Você viu aqueles olhos? Eu já teria me casado com você se tivesse olhos como aqueles.
− Claro que não devo me preocupar, nem um pouco se é assim, não é mesmo?
− Não pense em me fazer sentir culpado com essa sua carinha de cão perdido, Liam! Eu vi muito bem como você ficou quando falamos com aquela Char-qualquercoisa.
− Charlotte.
− Que seja! Ele é a representação física da mulher ideal para os seus padrões e nem por isso estou fazendo ceninha.
− Você é uma bobona às vezes, sabia? Se eu não te amasse tanto, te colocaria em uma dessas caixas e te mandaria direto para Madagascar.
− E iria atrás de mim no dia seguinte. Todo mundo sabe que você não sobreviveria por muito tempo!
− Muito menos sem sua bunda, baby.
− É melhor você correr...
Alana e eu finalmente estamos chegando próximos da casa onde pretendemos morar pelos próximos cinco anos ou até completarmos nossos cursos na faculdade. Por sorte conseguimos um lugar bem próximo ao campus principal, que é onde teremos a maior parte das aulas.
A viagem foi longa, mas não tão cansativa quanto poderia ter sido. Nós dois revezamos a direção e paramos apenas uma vez para fazer um lanche rápido e usar o banheiro.
Não foi fácil conversar sobre o que estamos deixando para trás. Algumas lágrimas escaparam, mas esperamos tanto por esse dia que não faz sentido ficarmos tristes. Depois disso conseguimos aproveitar a viagem e as diferentes paisagens pelo caminho.
Lala ama cantar e eu sou apaixonado por sua voz, então boa parte do tempo passou com ela acompanhando o rádio enquanto eu tentava acompanhá-la sem destruir a música.
− Devagar Li, aqui no GPS, diz que faltam apenas algumas quadras.
− Ainda bem! Não aguentava mais essa voz irritante.
− Espero que esteja falando do GPS.
− Com certeza. Você sabe que eu amo sua voz, certo? Quantas vezes eu preciso dizer que...
− Que eu deveria tentar fazer disso algo maior. Eu sei. Eu sei, mas não vou perder meu tempo só para vender 2 CD's. Sabe muito bem que só você e a mamãe comprariam.
− Tudo bem, eu rendo por hoje.
Realmente paro de falar, mas é para observá-la. Alana nunca soube lidar com elogios sem ficar corada e um pouco irritada. É como se ela achasse que não merecesse. E ela é boa em tantas coisas! De cantar a jogar futebol, além de ser incrível com os irmãos mais novos. Com o tempo eu aprendi a não forçar isso, mas sempre sou honesto com as coisas que aprecio nela.
− Pare de me encarar, não chegamos até aqui para você causar um acidente.
− Tudo bem! − Volto a focar em onde estamos e sorrio. − Ali? É aquela casa azul. Chegamos sãos e salvos, amor!
Alana havia ligado para avisar que estávamos chegando, então assim que estacionei em frente à casa foi possível ver que Harry e Crarlotte nos esperavam sentados na varanda.
Okay, o cacheado é realmente bonito e deve ser tão alto quanto eu. Não ajuda que o cara tem várias tatuagens e um sorriso fácil, talvez eu precise levar a proximidade dele com a Alana um pouco mais a sério.
− Lucy, eles chegaram! Pare de enrolar e desça para ajudar! − Disse Charlotte, parando próximo à porta de entrada para chamar a outra garota, antes de vir ao nosso encontro no carro.
− Uh? Olá!
Harry se aproximou do carro enquanto Alana e eu estávamos saindo, trocando cumprimentos rápidos e um pouco desajeitados.
− Vocês não se importam mesmo de nos ajudar? Tem coisas bem pesadas aqui. – Observei Louis falando diretamente para o cacheado.
− Amor, você pode deixar que eu levo as coisas maiores, apenas carregue o que for mais fácil de quebrar, certo? − Digo não querendo que ela se canse ainda mais.
− Eu ajudo ela, Liam. Você e a Charlie podem ir subindo com aquelas maiores. Lucy também deveria estar aqui, mas aquela bunda irlandesa só vai sair de frente da TV quando não houver mais nada fora do lugar, então...
Apenas acenei e deixei os dois com as coisas do interior do carro, chegando até o porta-malas onde Charlotte me esperava.
− Bem-vindos, de verdade, cara! Não se preocupe, logo vocês estarão acostumados com o funcionamento das coisas por aqui. – A morena falou realmente empolgada e eu perdi alguns segundos admirando como seus olhos castanhos-claro brilhavam com isso. – Uh... Como foi a viagem?
− Ah... Longa? Nós tivemos tempo para sorrir, chorar e por fim aceitar que não teria mais volta.
Tiramos as caixas maiores e eu lhe entreguei as mais leves, depois ela nos guiou para o interior da casa, que parece bem maior do que nas fotos que eles nos mandaram.
− O drama clássico do primeiro ano. Espere quando chegar o final do ano letivo e precisar passar alguns meses em casa com a família durante as férias. Vai sentir falta da liberdade que tem aqui e começar a contar os dias para voltar.
Foi um pouco difícil subir as escadas carregando aquilo tudo. Claramente Charlotte estava fazendo o possível para me deixar à vontade, mas alguma coisa no modo como ela fala me diz que não é algo que ela faz com frequência.
− Não acho. – Consegui voltar a falar depois de vencer os últimos degraus. – Somos muito ligados às nossas famílias.
− Uhum. Aqui! Esse é um dos quartos, não sei quem ficará com qual. E continuanso, eu também amo minha família, cara! Sinto muita falta das minhas irmãs, porém é bom ter um lugar só meu, poder escutar apenas meus pensamentos.
− Entendo, eu acho? Pode deixar tudo aqui, depois nós dividimos.
Largamos tudo em um canto do quarto, que é apenas um pouco menor que o meu na casa de meus pais, antes de descansar por um momento para voltar e trazer o restante das coisas.
Quando escuto uma risada baixa, encaro Charlie sem entender o que eu deixei passar.
− Não acredito! Vocês são um daqueles casais...
− Como assim "um daqueles casais"?
− Desses que um responde pelo outro, sabe? Do tipo "só vou se você for" e completando as frases um do outro. Não que eu ache ruim, só é difícil de ver isso na vida real, para mim isso era coisa de filmes.
Oh, eu entendi. Resolvo mexer um pouco com ela e a encaro com um olhar sério, até que começo a rir com sua expressão de quem acha que falou demais.
− Sem problemas, Charlie. Normalmente causamos esse efeito. Olha, é um hábito, nem nos... nem me dou conta. Namoro com ela há um bom tempo e já éramos amigos desde sempre, sabe?
− Ah, acho que faz sentido. Nunca tive um namorado por mais do que alguns meses, não saberia dizer como é, certo?
− Claro. Minha mãe e a da Lala foram juntas para a faculdade e depois de se formarem seguiram sendo vizinhas. Vivíamos um na casa do outro, na verdade ninguém sabe ao certo quando pulamos da amizade para outro nível.
- Eu sei exatamente, Liam Pedroth e você também!
Alana e Harry finalmente chegaram ao quarto, com quase tudo que ficaram encarregados, interrompendo a conversa.
− Eles não querem os detalhes, Lala! – Tento soar sério, mas me distraio com seu ar de falsa mágoa e me aproximo para roubar um beijo rápido.
− Bem! Acho que podemos terminar rápido e esperar a transportadora com tudo meio organizado, certo? − Concordamos com Harry e as duplas seguiram com suas tarefas.
Quando finalmente terminamos, tudo o que eu queria era um bom banho e me jogar em um sofá ou na cama. Deixar para amanhã a preocupação com tudo que ainda falta ser organizado até a próxima semana, quando as aulas começarem de verdade.
Parece brincadeira, mas o tempo passou muito rápido e amanhã já teremos, ou melhor, eu terei minha primeira aula. Uma das coisas novas que estou tentando me adaptar é não fazer tudo como se Alana e eu fossemos um só. Não apenas pelas brincadeiras dos outros meninos, mas principalmente depois das conversas que tive com a Charlie durante a semana. Ela é apenas um ano mais velha do que Alana e eu, que temos 20 anos, porém possui uma visão de mundo que não se encontra em muitos adultos bem mais velhos por aí. Tem sido muito bom compartilhar esses momentos com ela.
Eu e minha pequena nunca saímos de verdade da nossa minúscula cidade natal, salvo algumas excursões da escola ou à casa de algum parente durante as férias. Engraçado como a perspectiva pode mudar tão rápido, mesmo que ainda não conheçamos mais ninguém além desses três com quem estamos aprendendo a conviver nos últimos dias.
A primeira diferença na rotina aparece no momento em que um de nós sugere que façamos algo, mesmo que seja para passar o tempo. Com Alana sempre foi tudo muito fácil, se o que tínhamos eram duas alternativas diferentes, uma era a escolhida no momento e a outra ficava para a próxima vez. Com minhas irmãs às vezes aconteciam pequenas discussões, mas sempre havia nossos pais para interceder. Aqui, na nossa pequena república, isso não existe e é cada um por si! Já no segundo dia levamos mais tempo discutindo sobre qual filme assistir, do que de fato vendo alguma coisa. E quando me rendi concordando com a escolha da Lala, os outros três nos acusaram de panelinha e me mandaram pensar por mim mesmo, não com essas palavras, mas eu entendi o recado. Na hora eu fiquei muito bravo e acabei subindo para o meu quarto sem querer ver a cara de nenhum deles.
A situação era bem boba, no entanto acabou em uma pequena discussão com Alana e sexo de reconciliação logo depois. Só que isso me lembrou o que Charlie disse sobre sermos um "daqueles casais" e pela primeira vez na vida me questionei sobre a dinâmica do meu namoro.
− Você anda tão pensativo nos últimos dias, amor. Devo chamar um médico ou isso é apenas saudade de casa, Li? − Alana me tira de meus pensamentos e eu me arrumo melhor, ficando mais confortável enquanto sento com as costas apoiadas na cabeceira da cama que dividimos.
− Hey! Acho que preciso apenas da atenção e quem sabe uma massagem da minha namorada.
− Uma massagem, é? − O tom em sua voz dando a entender que entendeu muito bem o que eu sugeri. − Os três patetas foram no mercado, acho que não vamos ser interrompidos tão cedo.
− Você sabe que vai ser uma guerra sem fim se eles souberem que os chama assim, certo?
− Eles só fazem barulho. Eu falei sobre isso com o Hazz e ele apenas riu.
− Hazz? Séri, Alana?
− Vai deixar eu cuidar de você ou vai seguir com essa cara emburrada por causa de um apelido idiota?
É difícil manter o tom de indignação quando tenho uma Alana com o olhar desafiador se abaixando entre minhas pernas, começando a trabalhar para retirar minha calça de moletom.
Não é a primeira vez que me sinto realmente estranho com essa amizade relâmpago dela com o cacheado. Eu nunca senti ciúmes antes, não de verdade e confio totalmente nela, apenas não consigo deixar de ficar um pouco perturbado.
− Então, estamos sozinhos?
− Sim, eles foram no mercado maior. Aquele perto do centro que, para nossa sorte e azar deles, está sempre lotado.
Isso nos dá pelo menos meia hora, apenas aceno e me deixo levar por seus carinhos em minhas coxas antes de ajudá-la a retirar minhas boxers.
Logo tudo o que consigo pensar e sentir são as mãos pequenas, mas firmes, de Alana começando a me masturbar lentamente até que eu esteja duro e implorando por mais.
− Não me provoca Lala, por favor!
− Tão necessitado assim? Nem parece que me fodeu essa noite, duas vezes, lembra?
− A-lana...
− Você quer a minha boca no seu pau, amor? Quer que eu te chupe com força? − Como ela pode falar isso com um ar tão angelical, enquanto segura meu membro pela base levando apenas a glande até a boca. − Ou quer me foder?
− Eu... Porra! Só faça algo!
Sempre me entrego tão rápido. No instante seguinte ela começa a massagear minhas bolas com uma das mãos enquanto a outra segura a parte do meu pau que não cabe em sua boca. Sei muito bem que ela pode levar bem mais fundo do que isso, mas ainda está apenas me torturando.
− Olha para mim, Alana! Você não tem noção do quanto me deixa louco ver suas bochechas assim, me sugando tão forte. − Finalmente ela tira a mão e começa a me engolir um pouco mais a cada descida. − Porra! Seus olhos... assim!
Me esforço ao máximo para não desviar o olhar do dela, mas a sensação é tão gostosa e intensa. Aquele aperto quente e úmido que ela intercala com pequenas pausas para assoprar e torturar minha glande, agora completamente exposta e inchada. Deixo que ela faça o que quiser comigo por mais um tempo, até que as fisgadas abaixo de meu umbigo fiquem constantes e fortes demais.
− Lala? Lala, deixa eu foder a tua boca! Eu estou... Estou quase, amor.
Sem tirar meu membro pulsante da boca ela apenas para de me sugar e sorri, puxando minhas mãos, que até então eu apoiava em seus ombros, até sua cabeça. Meio tonto por todas as sensações, que apenas um boquete da Alana pode causar em mim, afundo minhas mãos em seus cabelos longos e macios, seguro com força, do jeito que ela sempre pede. Poucos movimentos depois e já sinto meu pau batendo no fundo de sua garganta e sorrio ao escutar um pequeno engasgar, isso é bom e eu estou tão perto.
− Só mais um pouco... Por favor! Por favor!
Acelero ainda mais jogando meus quadris para frente enquanto minhas mãos o puxam para mim, completamente sem controle até que com uma estocada mais forte estou gozando. Tento afastá-la, mas ela usa as duas mãos para me fixar no lugar enquanto se pressiona ainda mais contra mim. Finalmente retiro minhas mãos do cabelo, agora completamente bagunçado, de Alana e me jogo para trás, relaxo enquanto observo ela dar as últimas sugadas na pele sensível antes de me ajudar a vestir de volta minha cueca.
− Um dia... Um dia você vai me matar Lala e eu ainda vou agradecer por isso.
− Você fica sempre muito sensível e dramático depois do orgasmo, Li. − Ela fala com a voz muito mais rouca do que a normal, posso sentir sua garganta completamente arranhada. O sorriso em seu rosto dizendo que foi exatamente como ela queria.
− O que vamos dizer sobre a sua voz?
− Quando chegarem vamos estar saindo do banho juntos, deixe que eles achem que é apenas por eu gemer alto demais debaixo do chuveiro.
− Segundo round?
− Não achou mesmo que ia me deixar assim, apenas na vontade, não é?