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Prazer Infinito

Prazer Infinito

Autor:: Eder B. Jr.
Gênero: História
Um viajante no tempo que vive o amor intenso pela mesma pessoa em todas as suas vidas e realidades. Suas memórias vão sobrepondo os acontecimentos de cada uma das experiências em que conhece as diversas versões de sua amada, seja reconhecendo prazer no passado, no começo ou em meados do século XX, seja durante o ápice da escravidão e dos Engenhos no Brasil, perseguidos por religiosos ou ainda vivendo um bacanal com Dom Pedro e a Marquesa de Santos, as aventuras de Magno e Ilana são sempre quentes e inesperadas. De que forma essas histórias se cruzarão?

Capítulo 1 O Começo

Um tropeção! A primeira lembrança sensual. A primeira imagem do espetáculo! E que espetáculo!

O riso quebrou o gelo, se algum gelo existia. Claro que a timidez se seguia. Pra onde olhar, o que pensar? Falar ou ouvir? Aos poucos tudo fluía.

As respostas logo vieram na minha mente: Não importa! Você quer causar uma boa impressão em alguém, não apenas no primeiro encontro? Apenas se entregue! Se for pra ouvir, ouça! Se for pra falar, fale! Se for pra beijar, beije!

Mas uma coisa não pode faltar: Sinta!

E assim se foi!

Meu olhar só conseguia demonstrar o quanto eu a queria e desejava! Mas não apenas na pele... Claro que queria na pele... E como!

Queria tudo! Queria tudo que ela quisesse me dar! Queria tudo que ela pudesse me dar!

Onde, quando, como desse. Os corpos se amaram, se entrelaçaram, chegaram nas nuvens. Num pensamento mútuo, único.

O final do primeiro encontro foi à moda antiga. Um beijo de canto de boca. Que foi o beijo. Um dos mais profundos beijos. Encontro de almas. Naquele momento ela estava dentro de mim e eu estava dentro dela.

E o primeiro momento teve continuação! Porque teve a mesma sensação, parecia que nunca tinha acabado, todas às vezes, daí em diante.

O que, até então, só aconteceu na imaginação, virou realidade e pura ação.

Se começou pelo olhar, pelo cheiro ou pelo toque, realmente, já não dá nem pra lembrar. Pode ser que tenha sido pelo choque, pode ser que tenha sido apenas pelo "se importar". As bocas, ali, tentando se tocar, coração saindo pela garganta. As mãos não mais querendo se soltar. Uma faísca e de repente tudo pega fogo. Tudo explode e para onde fomos, já não queríamos mais voltar. Quando percebo aonde estou com a cabeça, já por entre suas pernas, todo o corpo a arrepiar, por um momento, um movimento, mais um toque, o seu gosto e o gemido, vira um grito, tudo só no começar.

A dança que se segue, que se insere, cada pedaço da sua pele, cada parar e recomeçar. É um prazer continuado, imensurável de desejo incontrolável, que nunca vai se acabar.

O amor era pura poesia e sintonia, era como se nós transformássemos em líquidos que se misturavam e não mais podiam se separar.

A sensação de que aquilo foi incrível se manteve pelo ar. Como podia algo assim acontecer e ser verdade e sua mágica ainda assim continuar?

Eu ainda sentia em minha boca seu sabor e da minha pele o seu suor eu não queria mais tirar. Sentia que ela sentia mais que o mesmo, me enxergava do avesso e não queria mais parar. Foram praças, parques e cinemas, centro de compras, fomos pra todo e qualquer lugar.

E toda vez ou me lembrava do seu cheiro ou me lembrava da sua voz... me lembrava do seu beijo ou me lembrava do olhar.

De quem amava e se sentia tão amado a cada vez que eu deslizava minhas mãos pelo seu corpo, mal eu podia respirar.

De repente, não estávamos mais juntos, por algum motivo, separados.

Na distância o pensamento nos aproximava. A lembrança repete o ato, o fato, penetra nos sonhos.

Nesse momento que eu começo a escrever. Crio o nosso cenário, crio uma nova cena. Uma conquista com rima ou sem rima.

Me transformo num Mister, num Rei, em alguém muito poderoso, mas que só sou a dois. Entre nós dois. Me nomeio como um predestinado. De um destino encontrado. Me lembro entrando pela porta. Poderia ser uma festa, um bar, uma balada, um show. E na outra ponta é onde ela estará. Aquele olhar. E o tal sorriso. Escondido, que a minha chegada faz se iluminar.

E por isso mesmo que me sinto importante. Porque percebo que ao me aproximar o coração acelera. E quando finalmente fico bem perto, o pensamento umedece.

Antes do toque. Antes do contato. O beijo começou lá atrás, talvez o beijo já estivesse antes, no passado. A boca encontrando a outra boca é a encarnação do que já estava acontecendo. Uma ruptura do espaço-tempo. E a excitação só disfarçamos pelo lugar. Mesmo nem sem importar. Quem estava ao redor, quem pudesse nos olhar.

As mãos buscavam se entregar, prazer proporcionado. Sempre! Não o próprio,

mas o do outro. Como se desse pra diferenciar. Porque o prazer de um era inerente a um só prazer, um todo.

E minhas mãos que deslizavam suas coxas e causavam arrepios que eu podia sentir de volta, logo circulavam seu quadril, te apertavam. Seu corpo contraia contra o meu e do outro lado também me sentia. E te despertava. A sensação de "nossa!", "uau!", "eu quero!" que deixava ambos ruborizados, mas que amplificava ainda mais o desejo.

Deixava a água cair!

E essa expectativa que se criava, entre o aqui e o que nos esperava, transformava o simples no que mais importava.

A luz que piscava, nos escondia e nos achava. A música que tocava, a dança que nos encantava.

E o piscar já não era mais das luzes, mas dos olhos, que quando abriram já nos viam desnudos, sozinhos, a cama chamando.

O tirar das roupas nem importava. Pois a visão com elas retiradas, não me deixavam nem mais de nada lembrar. Toda vez me impressionava. Toda vez eu sedentava.

Te jogava, seu corpo desvendava e deliciosamente chupava. A delícia era para os dois: o receber e o entregar.

Por Deus, se alguém em Deus acreditava. As paredes tremiam a cada encostada. Suspirava, gemia, delirava.

E a invertida já estava anunciada. Pois o desejo do contrário transbordava.

Era outro momento que se eternizava, a glória dos céus que despontava.

Parecia que seria apenas alegria, parecia que nada jamais iria atrapalhar. Mas a vida, não são só alegorias. Ela sempre nos traz desafios, que nos leva a escolhas, que nos despedaça e dilacera. O amor é o que permanece, supera e remodela toda a realidade apenas para que a estrutura dos dois ainda seja capaz de existir em um só. Se eu inventava histórias, tinha chegado a hora de começar a contar aquela que mais importava, a verdadeira, a minha. O que eu nunca poderia imaginar é o que eu ia encontrar dentro de mim e através dela, depois que começasse a me expor, a grande jornada, muito mais longa do que minha imaginação planejava.

Capítulo 2 Românticos Furiosos

As marcas das unhas nas minhas costas, as de chupadas nas suas coxas diziam um pouco de como havíamos chegado até ali.

Deitados, um do lado do outro, acabados, exaustos mas completamente realizados, ambos sorriam refazendo mentalmente toda a ação.

Mas não tinha sido só prazer até ali. Foi tensão além de tesão. Briga e discussão.

Nem sabíamos mais o motivo, nenhum motivo realmente era o motivo. Mas era um inferno! Do calor do inferno, em algum momento, conseguíamos queimar no paraíso.

Gritos que aumentavam a voz do outro. Palavras não ditas, algumas vezes malditas, mal ditas.

Até que as desculpas viravam beijos. Beijos, mordidas. Línguas, de vez em quando risos com cócegas. Que criavam uma invertida, mãos entrelaçadas. Quem estava em cima, jogado por baixo. Mas que sensação era aquela do contato dos nossos corpos? Toda vez era incrível, toda vez nos causava isso. Eu quero, nós somos, tudo posso. Apertava sua bunda e contraia seu corpo junto do meu e seus suspiro entre suas lábios fazia um som que declarava seu sorriso de satisfação.

Seus seios encontravam meu peito e no movimento, podia sentir que o leve toque de seus mamilos entre subidas e descidas complementavam o prazer. Os pés de um tocavam os pés do outro, pressionando, como se ajudassem, como se dissessem, como se quisessem.

A respiração! Como podia? Ao natural ser tão gostosa? O cheiro e o gosto da sua boca, de sua pele. Minha excitação, minha vontade, minha atitude ficavam muito além do meu próprio prazer. Aquilo tudo vinha da sensação que eu tinha do que ela estava sentindo. O quanto se entrega, o quanto me deseja, o quanto aquilo tudo é absolutamente prazeroso para ela.

E no ápice eu diminuo o ritmo. Beijo profundamente. Mudo o tempo que já não existia a nossa volta. Mas era intenso. Forte! Totalmente desprevenida. Os gemidos altos a cada vez, mais e mais altos. Na surpresa também sou surpreendido, agora é ela quem inverte, me joga e controla. O novo ritmo é totalmente acelerado. Uma cavalgada de corrida. Como se logo ali fosse a linha de chegada. E

O pódio nós iriamos também dividir. Ao mesmo tempo! Não restava ali mais nada. Só a plenitude alcançada.

Depois de um longo dia de trabalho, cansados, direto para a cama, abraçados, o sono nos guia depois de um desejo de boa noite. O pensamento sobre aquele momento encantado pela manhã foi pleno. Pois o sexo era maravilhoso, mas o amor estar ali sem ele era algo ainda mais incrível. E essa conclusão criou o clima perfeito pra acontecer o que não tinha ocorrido. Aquele corpo que eu tanto desejava, ali, ao meu lado, maravilhosa. Parecia um anjo. Sua pele pedia o toque da minha mão, suave. Com ele o arrepio instantâneo se refletiu por todo o corpo. Os beijos que comecei pelos pés e foram subindo, traziam um início de consciência, o final do sono, mas a chegada da minha boca no meio de suas pernas e a sensação do prazer instantâneo com aquilo, de ambos, foi o suficiente para despertar de vez. E dessa vez não foi rápido. Tudo foi com calma, lento, tão suave quanto o primeiro toque. E minha língua que a tocava, sentia algo profundamente surreal. O processo era quase tântrico. Ao final do auge do seu prazer, que fazia seu corpo ficar ainda mais belo, coroado com seu sorriso de satisfação eu também no ápice da minha excitação, fiz diferente dessa vez. Sentei por trás, encaixei seu corpo no meu, comecei a beijar seu pescoço e a declamar poesias que havia escrito por sua inspiração. Entre elas, declamava também o prazer despudorado, sem medida, repleto de indecências e pornografias. Então, o encaixe se fez ainda mais perfeito e agora sentada em mim, rebolava lentamente. Eu movimentava no mesmo ritmo para cima e para baixo. A combinação dos movimentos e das palavras entrava em outro patamar quando me respondia. Com um despudor ainda maior que o meu, dizendo o quanto desejava, com qual profundidade toda, aquela intensidade. E isso foi aumentando nosso ritmo, aumentando, aumentando, de forma que as mãos já ficavam as unhas em minhas coxas, enquanto as minhas entre apertar seus seios, acariciar seus mamilos, apertar seu quadril, deixando os primeiros, agora, saltarem livremente. Eu começo a morder seu pescoço e seu gemido alto, seu tremor dos músculos pelo corpo todo começam a me indicar que seu prazer extremo vai inevitavelmente me levar ao meu também. Aquele era o momento mais mágico, o de te sentir no máximo e isso me proporcionar a mesma experiência, ao mesmo tempo. Era uma manhã qualquer, depois de um dia qualquer, antes de um outro dia qualquer. Mas nós dois um para o outro, definitivamente, nunca seríamos quaisquer.

Mas num piscar de olhos, eu estava sozinho, sem seus abraços, sem seu carinho, sem seus beijos, sem o simples fato de estar na sua companhia. De poder chamar seu nome, te chamar de meu amor, dizer um "eu te amo". Algumas vezes eu não percebia e te via como apenas um sonho. Como se minha cabeça tivesse apenas criado você. Tudo era tão perfeito que até mesmo seus defeitos pareciam complementares às qualidades. Todo seu jeito, a preocupação, as necessidades. Se tivesse sido computadorizada, não seria tão perfeita.

A realidade que dizia que a distância, às vezes, era necessária, era uma falácia. Pois quanto mais tempo eu estivesse ao seu lado, mais tempo eu gostaria de estar. Se houvessem muitas vidas assim, muitas vidas com você eu gostaria de passar. Na era das cavernas, dividindo o fogo, que não nos falta nunca. Na idade média, provavelmente pagão e bruxa. Talvez, revolucionários algum dia, talvez camponeses. Quem sabe até alguma espécie de pássaro. Quem sabe até em outro planeta. Não passava um minuto sequer que eu não imaginasse que em algum momento, se outras vidas houvessem, estaríamos juntos em algum momento. Sempre iríamos nos procurar e nos encontrar. Sempre estivemos tão próximos. Talvez almas que se chamam.

Mas naquele momento, abri os olhos e não te vi. Respirei e não senti seu cheiro. Me movi e não encontrei seu toque nem sua pele.

Ia te encontrar. Eu sei que ia. Mas o sentimento de que um dia poderia ser definitivo apertava o peito. Até que percebi que não era nada disso que eu sentia. Meu prazer não estava superficialmente no seu toque, no seu cheiro, no seu gosto. Meu prazer era ela me possuindo, dentro de mim. Não fisicamente, mas me preenchendo. Ela está e estará em mim, mesmo se não estiver comigo.

E esse pensamento despertou tudo. Sensações e memórias se materializaram. A gravidade não me puxava mais para o solo. A dor não existia, nem o medo.

Eu continuava querendo lhe dar tudo, de mim e do mundo. Mas sabia que ela também sentia que ter esse meu desejo sincero já era o seu tudo.

Ainda assim, estávamos nesse universo cruel, de dúvidas e problemas que nunca se escapavam.

Sabia que muitas vezes minha caminhada solitária deveria prosseguir, mas esperando que ela também sentisse, minha presença constante, como eu sentia a sua.

Numa sinfonia de anseios e desejos que nos moviam e nos faziam acordar para mais um dia, para mais uma batalha, para mais um chegar, um eterno reconquistar de espaço e de tempo, eu seguia e o meu retornar era o que sempre me mantinha são.

Capítulo 3 Vidas Passadas

Acho que se existem outras vidas, estivemos juntos em todas, no passado. Como eu sou escritor e muita coisa surgia em meus pensamentos, era difícil acreditar que alguma coisa era lembrança de outra vida e não apenas uma invenção da minha criatividade confusa. Ainda assim, algumas coisas eram tão vividas que pareciam memórias. Era diferente, mas ainda a sua alma estava lá. Eu podia sentir. Outras épocas, outras realidades. Mas igual amor e desejo. E eu sempre escrevia. Para ti e por ti.

Era sempre merecedora de qualquer coisa que não se podia tocar, que não se podia falar, que só se podia ao impossível comparar.

Na beira de um lago, no meio da natureza, sem nossas roupas, apenas a luz do Sol em nossos corpos. O seu cheiro era sempre o mesmo. Sempre o mesmo gosto. Diferente de qualquer outro. Para mim aquilo era único. Não era possível haver prazer se não houvessem aquelas sensações. A pele arrepiada. O toque leve de um no outro. A suavidade que atiçava e em pouco tempo se tornava mais selvagem. Com beijos profundos e longos. Com a excitação e as reações dos corpos ao desejo mútuo. As mãos que queriam segurar todo o corpo do outro, até conseguirem agarrar, apertar, levantar e encaixar perfeitamente um no outro. Era o primeiro ápice. Marcava o fim do início e o início da unidade. Era quando nos tornávamos um só e não sabíamos mais onde começava um e onde acabava o outro.

Enxergar seus olhos, depois de fechar por um tempo e reabrir, enquanto fazíamos amor, era como mergulhar profundamente na sua alma. Ainda assim, quando mudávamos de posição e eu podia ver seu dorso, te deixar inclinada e perceber cada músculo seu tremendo a cada movimento mais forte era também uma outra forma de me sentir no paraíso.

E seu gemido.

Sua voz era como uma linda melodia aos meus ouvidos e eu podia escutá-la mesmo sem você falar. Mas essa mesma voz enquanto gemia de prazer era algo indescritivelmente angelical. Era como se um anjo existisse e ele pudesse transferir sua graça para o prazer carnal. Um som.

Que podia me fazer sentir prazer, sem me tocar.

Mas era o conjunto de tudo isso que parecia o mais improvável encontro do universo. Como alguém poderia fazer o que você fazia com todos os meus sentidos, ao mesmo tempo?

Era tudo!

Não só tudo que eu precisava, mas tudo que eu vivia, que eu respirava! Era minha verdadeira jornada e minha eterna morada.

O tempo passava e a vida trazia mais rotina, desencontros, dificuldades. Mas uma coisa permanecia: o olhar.

O sexo é bom, uma delícia, a materialização última do desejo. Mas o olhar... A gente, em qualquer momento, podia se comer com o olhar, se devorar. Eram os olhos que indicavam tudo. Era nossa principal comunicação e a mais comum origem do nosso prazer. Através do olhar ela mergulhava dentro de mim e eu dentro dela. Palavras, muitas vezes pouco importavam. O encontro das nossas almas. Tão profundo que depois disso, já podíamos no olhar com os olhos fechados. Os outros sentidos também conseguiam nos trazer a sensação desse olhar.

Ele só se perdia quando não a via. O brilho nunca era o mesmo.

Nos meus sonhos chego a lembrar de cada momento em que seus olhos deixavam o foco de algo de lado e se dirigiam de encontro aos meus. Cada chegada, cada novidade, cada conquista, cada notícia, cada comentário simples. Tudo era motivo de transformação. Do vazio ao transbordo.

E muitas vezes a vida nos parece injusta, de várias formas, mas o fato de não podermos ter sempre fácil e por perto o prazer do olhar de um pro outro, em especial.

E o meu maior medo era o de que um dia seu olhar não fosse mais meu. Que o brilho se perdesse. Que a mesma mágica que o despertou, também pudesse adormecer.

Um desespero muito grande me bateu com essa constatação, mas depois, um outro pensamento me ocorreu. Num mundo tão caótico quanto o nosso, imaginar que tenho a oportunidade de ter esse olhar, hoje, no presente, já parece algo tão absolutamente incrível, que poderia parecer presunção minha exigir que ele pudesse ser eterno. Tanta coisa acontece na vida de todos, mudanças, acidentes, crises, doenças. Não era possível a garantia da felicidade eterna. Mas eu podia me dizer feliz. E isso já é uma dádiva. Sorte maior ainda a continuidade. E bênção infinita poder ter esse olhar, os dois bem velhinhos, um olhando o olhar do outro se encerrar pra sempre, juntos.

Talvez possa ser a maior conquista de uma vida, o maior presente. Mas ainda assim, aquele olhar estava ali e era meu. Agora! Todo dia. Cada dia mais! Como se isso fosse possível.

O olhar que conseguia esquentar. O olhar que conseguia despir. O olhar que conseguia amar. Fonte de energia.

Um olhar tão importante quanto a água que eu bebo, quanto o ar pra respirar.

E tão simples olhar.

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