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Prazer - Instinto Proibido

Prazer - Instinto Proibido

Autor: LuadMel
Gênero: Jovem Adulto
Delaney Sinclair sempre soube que existiam regras que uma amizade jamais deveria quebrar. A principal delas? Nunca desejar o homem que sua melhor amiga quer. Então Maddox Blackwell se muda para o apartamento no fim do corredor. Tatuado, provocador e perigosamente irresistível, ele desperta nela um desejo que deveria morrer no primeiro beijo - principalmente quando Sloane Kensington deixa claro que também o quer. Só existe um problema: enquanto Sloane acredita estar conquistando Maddox, é por Delaney que ele não consegue parar de voltar. O que começa como atração vira encontros escondidos, mentiras, culpa e uma paixão intensa demais para permanecer em segredo. E, quando sentimentos verdadeiros entram em uma disputa alimentada por desejo, ciúme e antigas feridas, Delaney descobre que algumas escolhas não destroem apenas amizades. Elas mudam uma vida inteira. Porque Maddox pode ter chegado como uma tentação proibida. Mas talvez amar Delaney sempre tenha
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Capítulo 1 - 1 -

"Poucas coisas deixam uma mulher fora do comum, e uma delas é a chance de se entregar a uma paixão tão ardente que queima até a alma."

Esse dia era para ser comum, um dos dias mais comuns na minha vida, mas a primeira coisa que vejo ao abrir os olhos é o teto do meu quarto, minhas fotos com amigas e a chuva que caía lá fora. Sentei na cama olhando diretamente para a janela e lembrei que nem mesmo as cortinas que consegui fechar.

Trabalhar, estudar e estudar está sendo complicado pra mim, mas o que posso fazer? Dar um futuro para minha vida, dar orgulho aos meus pais é o meu plano, então eu vou lutar para levar isso a sério.

Levanto da cama indo até o banheiro, ligo a torneira para encher a banheira enquanto desço as escadas para colocar a chaleira no fogo. Olhando ao redor, encaro meu apartamento bagunçado. Preciso urgentemente parar um momento para organizar meus livros e minhas fotos e as prateleiras. Tudo. Saco.

No celular, havia algumas mensagens de grupos e algumas da minha mãe; ela pediu para eu chegar mais cedo no trabalho e apesar de odiar, eu tenho que fazer. Às vezes um dos funcionários falta e quem melhor do que a filha do casal mais fofo para ir cobrir. A banheira está quase cheia quando volto ao quarto e aproveito para arrumar minha roupa escolhida e tomar um banho poderoso de vinte minutos antes de ouvir a chaleira gritar da cozinha.

De toalha mesmo aproveito para tomar café e assim que sento para voltar ao celular minha porta é aberta e fechada tão rápido que mal tenho tempo de virar para encontrar Sarah parada na minha frente com os braços cruzados e uma cara nada boa.

- Quando eu disse que você poderia usar a chave que eu te dei quando quisesse não quis dizer para invadir meu apartamento todas as manhãs com essa cara de quem não dormiu nem um pouco. Você é minha melhor amiga, não minha inquilina - volto ao meu café, ao celular e Sarah se serve também uma xícara e senta ao meu lado.

- Você está certa, eu não dormi porque chegou um vizinho novo no final do corredor, bem ao lado do meu apartamento. - Ergo a cabeça apenas para ouvi-la falar e despejar seu ódio. - Ele fez barulho a noite toda, Ellie, e a noite toda gritando com alguém e mandando ele parar de gritar, mas gritando. Arrasta móvel pra cá e pra lá, eu tô com tanto sono que não sei se aguento estudar. Posso dormir aqui? - Encarei-a mais séria e voltei ao meu celular.

- Não. Vizinhos novos precisam de seus momentos, Sarah. Ele está fazendo sua mudança, deixa ele em paz. - Declaro ao deixar meu celular de lado. - Vou te encontrar na faculdade. Vou mais cedo para o trabalho, alguém faltou e meus pais esperam que eu arrume esse buraco.

- O melhor disso é que você adora seu emprego. Apesar do lugar ser dos seus pais. - Sarah levou sua xícara para o sofá e sentou ligando a TV.

- Desculpa, mas meus pais não são ricos... não completamente. - Ri de Sarah que fez careta e subi novamente para o quarto. Já vestida desço para encontrar Sarah deitada no meu sofá dormindo. Nem tô acreditando que ela dormiu mesmo ali. Peguei minha bolsa deixando-a no mesmo lugar, mesmo que eu acordasse ela, ela provavelmente ia apenas virar para o outro lado e me jogar um xingamento.

Saí do meu apartamento guardando a minha chave e parei em frente ao elevador. Esperar essa porcaria é a pior coisa do mundo, sempre acabo mofando no lugar antes de ele chegar. Respiro fundo quando escuto passos se aproximando de mim e ao meu lado parou alguém.

Olhei para o lado e dei de cara apenas com os ombros e subi a cabeça para fitar o rosto do homem que era quase dois metros.

Minha nossa.

Seus olhos estavam cobertos por um óculos escuros e podia ver claramente a tatuagem saindo do seu pescoço rodeando sua orelha. Vestido de jaqueta de couro e uma calça cheia de correntes espalhadas ele estava ali marcando presença.

O elevador chegou e ele passou primeiro enquanto minhas pernas tinham o desejo de se mover, mas elas não faziam nada, nada mesmo. Olhei para ele que me encarou levantando uma sobrancelha e eu entrei virando de costas.

As portas se fecharam e meu coração acelerou um pouco, talvez fosse o cheiro dele que estava começando a sair para todos os lados e eu comecei a tremer, tremer muito, desde as pernas porque eu não acredito que estou ficando molhada por conta de um cara que eu nunca vi na vida, nunca mesmo.

Mas esse ar de badboy é tão... clichê.

- Oi. - Ele disse, sua voz é grossa e arrepia, o meu Deus, como arrepia. - Eu sou desse andar, me mudei ontem. - Ah.

- Ah, então você é o cara que não deixou minha melhor amiga dormir. - Virei para ele e o vi tirar os óculos me dando um sorriso sexy. OH MEU DEUS! - Olha ela tá dormindo no meu sofá porque você passou a noite todinha batendo e arrastando móveis.

- Eu não sabia que não podia fazer barulho. Eu só queria arrumar tudo no mesmo dia porque eu tenho que ir pra faculdade mais tarde. Faculdade vai tirar meu couro e eu não quero perder meu tempo arrumando a mesa no lugar. Eu só queria uma cama, só uma cama. - Avisou e virou para o espelho na parede do elevador e jogou seu cabelo para o lado. É arrumado de mais, bonito demais e cheiroso demais também. Espero que não seja gay porque é um bom partido.

- Ah, então eu posso arriscar e dizer que você tem uns... vinte e dois, três anos?

- Vinte e quatro e mudei de faculdade e de cidade pra ficar longe dos meus pais. Eles querem que eu faça medicina porque meu pai é chefe de cirurgiões e minha mãe é uma residente muito brava e meu irmão um interno que está chegando no patamar do melhor interno do mundo, e sabe o que eu quero? Construir coisas, coisas grandes. - Ele falava se olhando no espelho e até colocou as mãos dentro da jaqueta.

- Você se mudou, ou fugiu sem eles saberem? - As portas se abriram me apresentando o saguão. Saí primeiro e esperei ele me acompanhar. - Por que você parece que tem muito a dizer, precisa de alguma coisa?

- Beber. Eu preciso beber, apenas isso. Vou na casa de um amigo agora e a gente vai ter que dar um jeito de sair antes de ir pra faculdade amanhã. - Ele disse com um olhar de desespero e respirou fundo se acalmando. - Enfim, estou indo, foi bom te conhecer. Ah propósito, meu nome é Maddox Blackwell.

- Ellie Sinclair, e foi um prazer te conhecer - Ele assentiu e passou por mim saindo em seguida. Segui para o estacionamento achando meu carro e fui direto para a lanchonete que pela quantidade de carros estacionados, o lugar estava lotado. Entrei direto indo até o balcão encontrando minha mãe com um sorriso no rosto. - Bom dia, estou aqui como pediu embora eu prefira estar dormindo. Quero hora extra, viu? - Ela riu assentindo.

Passar as horas ali indo de um lugar para o outro era até reconfortante. As pessoas eram legais, e me tratavam bem assim como eu fazia. Meus pais estavam sempre ao lado. É tudo familiar.

Antes das cinco da tarde eu saí para chegar em casa a tempo. Passei numa cafeteria a mais perto de casa para buscar café e pães, nem sei se a Sarah ainda está no meu apartamento. Quando cheguei não encontrei ela na sala, mas minha alegria acabou quando a vi na cozinha terminando de escrever alguma coisa.

- Você vai mudar de casa? Me avisa que assim eu vou cobrar aluguel. - Deixei as compras na mesa e Sarah tirou os olhos dos cadernos para me encarar. - Como você está e porque está aqui ainda?

- Meu novo vizinho toca guitarra e está fazendo barulho desde que voltou. Sabe aquele garoto problema da faculdade, o Hudson, pois é, é amigo dele e estão bebendo. Estou começando a odiar esse babaca.

- Sarah eu conheci ele hoje de manhã, e sabe, é gente boa. Se chama Maddox Blackwell e fugiu dos pais para fazer a faculdade que quer. Exatamente como alguém que eu conheço. - Abri meu café despejando a espuma na pia e me encostei na mesma para olhar Sarah novamente.

- Eu fugi porque não quero fazer direito. Olha aqui, medicina é a minha vida. MEDICINA. Ajudar pessoas, salvar vidas, isso é comigo. - Ela tirou os óculos levantando para pegar um dos cafés também. - E como ele é? Insuportável?

- Não. Ele é até legal. Fala demais e está surtando porque queria beber. Olha, ele é mega gente boa. E bonito, é gostoso, é alto, tem tatuagens, usa jaqueta de couro e óculos escuros para esconder os olhos escuros. É charmoso, e cheiroso.

- Parece um bom partido. - Sarah recolheu suas coisas. - Vai sair que horas? Pode me dar uma carona?

- Vou só tomar banho e trocar de roupa. Menos de trinta minutos, por favor. - Sarah bateu a porta e eu subi correndo praticamente. Tomei um banho quente e rápido e me vesti novamente. Escutei a porta abrir e fechar novamente e Sarah apareceu no quarto vinte minutos depois. Ela tinha um sorriso no rosto e mexia no celular.

Capítulo 2 - 2 -

Conversamos um pouco e logo saímos do apartamento indo para o elevador. Não demorou como mais cedo, mas foi um tédio escutar a discussão do casal do 311. Bem ao lado do meu apartamento, entre mim e Sarah morava o casal mais chato do prédio, discutiam vinte e quatro horas por dia e isso irritava qualquer pessoa.

- Eu odeio esse casal. De dia briga e de noite transa, e ainda transam brigando. É um saco! - Sarah praguejou dentro do carro. - Mas o que podemos fazer? Porque eu já reclamei com o síndico e síndico gosta da porra do casal, são íntimos. - Riu.

Saímos em poucos minutos e não demorou a chegar na faculdade. As mesmas pessoas, os mesmos amigos e todo aquele ar familiar. Poucas pessoas da escola ficaram com a gente, outras fugiram para fazer faculdade em outro lugar ou simplesmente desistiram.

- Ellie, Sarah, que bom que chegaram. Vou dar uma festa sexta à noite e quero as duas lá. - Hudson veio correndo em nossa direção nos entregando dois convites. - Minha casa vai estar lotada então evitem vestidos. Mas se quiser ir eu vou gostar - Avisou para Sarah bem ao pé do ouvido deixando claro seu interesse que não era de hoje. - Até mais.

- Esse Hudson é um idiota. - Sarah virou na direção da partida e encarou suas costas - Mas faz um oral muito bom.

- Não entendo, por que você não volta com ele. Vocês se davam bem.

- Estou procurando alguém que me dê mais que sexo, Ellie, eu quero calor, paixão, desejo e prazer, amor. Eu quero me apaixonar de verdade por uma pessoa que se apaixone por mim. E se eu me apaixonar primeiro eu vou fazer a pessoa se apaixonar por mim. Eu só quero me sentir amada, entendeu? - Assenti, ela precisa disso. Depois de todos os namoros que não deram certo.

Segui para a sala e a aula passou devagar, porém muito proveitosa, o suficiente para não me deixar em tédio profundo enquanto anotava tudo que preciso. Pouco mais das dez e vinte peguei Sarah na lanchonete de sempre com meu lanche favorito e fomos para casa ouvindo minha música preferida. Sarah contou sobre coisas novas de suas aulas e que precisava urgentemente comprar alguns livros para melhorar e que isso levaria toda sua mesada que recebia do pai em um mês. E ainda fiquei sabendo que teria uma inquilina sim para café, almoço e janta.

- Eu avisei que vou cobrar aluguel. Minha mãe faz supermercado todas as sextas-feiras para mim. Enche a minha geladeira; ela mais do que eu, tem medo que eu morra de fome. Abastece sempre com coisas fáceis de fazer, ou que nem precisam ir ao fogo. É um amor de pessoa.

- Às vezes eu paro e penso; preciso ter uma mãe como a Celeste, ela é demais em todos os aspectos. - Rimos juntas outra vez e atravessando o estacionamento damos de cara com uma moto enorme sendo arrumada para um cara grande. Segurei a alça da bolsa com força ao ver Maddox ajustar a moto no lugar certo e erguer a cabeça para nos encarar. Seus olhos negros prenderam a mim e escutei um suspiro ao meu lado.

- Ela faz barulho, eu sei. Mas eu tive que trazer, não seria eu mesmo sem ela por perto. - Ele disse saindo de trás dela com sua jaqueta de couro e um sorriso gentil. - Amiga nova?

- Amigo novo, Ellie? - Sarah me olhou.

- Maddox, essa é a Sarah, sua vizinha que reclamou do barulho. Sarah, esse é Maddox o vizinho barulhento.

- Ah, o vizinho barulhento. Como você disse Ellie, é só o primeiro dia. - Disse ao jogar o cabelo para trás e sorrir como uma garota cheia de segundas intenções.

- Nem vou pedir desculpas pelo barulho. Estava de mudança - Ele riu para ela e eu tô vendo que um novo casal está se formando. Chamei o elevador enquanto ouvia eles falarem sobre moto. - Hey Ellie, Hudson disse que conhece você. - Olhei para trás os vendo se aproximar.

- É, ele é legal. É meu amigo e ex-namorado da Sarah. - Ele parou ao meu e Sarah do outro lado dele. - O que foi?

- Legal. Vai à festa dele na sexta? Eu vou. Ele disse que a festa é para mim. Adoro ser bajulado. - Ele colocou as mãos na cintura se achando.

O elevador chegou e entramos. Sarah começou a falar da faculdade e ficou maravilhada quando descobriu que Maddox também fazia medicina e o papo da melhor faculdade a fuga para fazê-la e os procedimentos e tudo mais. Revirei os olhos umas vinte vezes antes das portas abrirem no nosso andar.

- Ah, a gente trouxe lanche extra, se tiver com fome pode nos dar mais vinte minutos e comer com a gente. - Olhei para Sarah assim que peguei a chave do apartamento. Será mesmo que eu tô vendo isso? Sarah convidando o vizinho que conhecemos hoje para comer no meu apartamento?

- Se não for incomodar. Nem comprei nada ainda. - Ele riu. - Tudo bem Ellie?

- Oi? Claro. - Sorri abrindo a porta. Eu gosto quando ele chama meu nome, é divertido, soar diferente. - Seja bem-vindo ao meu humilde apartamento que deve ser igual ao seu, mas o meu é mais bonito porque foi decorado com amor.

- Ah, que legal. Será que eu não posso decorar o meu com amor também? Eu vou passar sei lá, uns sete anos morando aqui. E eu tenho muito bom gosto.

- Eu não tenho dúvidas. - Sarah chamou atenção colocando a mesa. Primeiramente, olhei de Maddox para Sarah toda animada e tudo mais. Segui para as escadas e resolvi tomar um banho. Acho que Sarah está interessada em Maddox e eu não estou a fim de ficar ouvindo ela dar em cima. - Ri de mim mesma. - Ellie - Parei no último degrau e olhei para baixo. - Vem comer com a gente.

- Vou só colocar alguma coisa confortável - Avisei e segui para o quarto. Voltei alguns minutos depois e Maddox estava sem camisa na minha sala mostrando suas tatuagens.

ELE ESTAVA SEM CAMISA MOSTRANDO AS TATUAGENS NA MINHA SALA. Sorri me aproximando e me joguei no sofá depois de pegar meu sanduíche.

- Ellie, ele tem trinta e duas tatuagens espalhadas pelo corpo. E só me mostrou vinte e duas. - Cruzou os braços fazendo bico. Sério que a Sarah quer ver todas?

- Minha nossa, isso parece doloroso.

- Você não tem tatuagens? - Neguei com a cabeça - Devia fazer umas, é como um ritual de passagem, e não dói.

- Diziam que trabalhar e estudar, e trabalhar e estudar mais ainda não doía, mas eu estou morrendo viu. - Maddox sorriu terminando MINHA cerveja.

- Trabalho. Droga, eu preciso falar com o Hudson. Meus pais não sabem onde eu estou então tenho que me virar para conseguir pagar minhas coisas.

- Eles não ficariam nem um pouco felizes caso descobrissem que está aqui para fazer o que gosta?

- Eles vão me matar e me levar de volta. Só o corpo. - Rimos.

- Ah, Ellie, seus pais não queriam uma ajuda extra? Maddox parece bem forte.

- É, você tem razão, posso falar com meus pais.

- O que seus pais fazem? - Maddox se interessou com os olhos franzidos. - Não quero matar ninguém.

- Sabe, se um dia eu for no hospital e ver você como doutor todo tatuado e com essa carinha de que vai fazer o meu exame, eu corro. - Disse claramente arrancando uma gargalhada dele. - E meus pais são donos de uma lanchonete, um restaurante e qualquer coisa que você preferir, é aberto o tempo todo e você pode trabalhar o dia todo se preferir, eles pagam bem, sabe que precisa gastar com despesas. Tem mais dois amigos que trabalham lá por causa da faculdade e sempre que podem, meus pais ajudam.

- Parece o lugar certo, então, se conseguir alguma coisa, te pago uma cerveja qualquer dia desses - Ele levantou pegando sua camisa e a jaqueta - a gente se vê amanhã então. - Ele se despediu com um beijo no meu rosto e Sarah saltou do sofá se oferecendo para levá-lo à porta. Como eu disse, ela está interessada e eu quero ficar longe desse clima.

- Uau. - Ela voltou depois de alguns minutos. - Ele é lindo, educado, cheio de tatuagens e tem um corpo tão maravilhoso. Eu estou apaixonada. - Olhei para ela rapidamente.

- Está falando sério? Se apaixonou por ele de repente? - Sarah se jogou ao meu lado.

- Meu coração palpitou e minhas pernas ficaram fracas quando o vi.

- Não quero ninguém chorando no meu pé. Ok. Agora pode ir embora, eu não quero inquilina. - Sarah fez outro bico e se despediu com um sorriso na cara.

Tomei banho e desci para fazer meu café e ler um pouco, infelizmente o sono não está querendo vir, por sorte tenho tanta tarefa que posso muito bem estudar por algumas horas. Trago minha xícara para a mesa e assim que sento com todos os meus livros ao redor na posição certa, escuto alguém bater na minha porta.

Sarah.

Sarah... Não acredito que ela vai querer dormir aqui.

- Entra, a chave está debaixo do tapete - Gritei e desviei meu olhar para baixo procurando os livros e quando ergui a cabeça para encarar a cara de Sarah a porta se abriu revelando ninguém menos que Maddox Blackwell. - Puta merda.

Capítulo 3 - 3 -

- Não devia deixar a chave tão fácil, qualquer pessoa vai querer entrar aqui porque tem cerveja extra na sua geladeira. - Ele disse como se não fosse nada. Parou em minha frente com um olhar MUITO AGRADÁVEL.

- O que você quer?

- Esqueci as chaves da minha moto. Será que eu posso pegar? - Assenti desviando olhar de novo.

- Pega e pode ir, eu tenho que estudar.

- Sem problemas. Mas se quiser companhia eu posso ficar aqui sentado olhando você estudar. Não porque gosto de ver alguém estudar, é porque eu gostei da sua camisola. - Minha leitura parou um momento e eu olhei para mim e depois para ele. Será que eu tô ficando louca?

- Não é uma das minhas preferidas, mas eu gosto dela. - Sorri. Maddox se aproximou voltando para a mesa e se apoiou sobre ela. - Por que você voltou?

- Por causa da minha chave, e porque eu queria ver você sem sua amiga tagarela. Ela fala demais.

- Ela ficou interessada em você, sabe disso né? - Ele assentiu se agachando mais, sua mão pousou no meu rosto e seus lábios se abriram em um sorriso.

- E eu fiquei interessado em você. - Meus olhos se fecharam quando sua boca colou na minha.

A maciez da sua língua me pegou desprevenida, sua mão saiu do meu rosto deslizando para minha cintura e me puxou da cadeira, por instinto cruzei minhas pernas em sua cintura com rapidez e firmeza e logo sou jogada na mesa. Suas mãos me prendem mais forte e sinto minhas pernas falharem, me sinto excitada e completamente molhada, sinto seu pau entre minhas pernas e seu corpo subindo sobre a minha mesa, eu vou gozar só com o toque desse homem.

De um homem que não sei quase nada. Respiro quando nosso beijo termina e sua boca logo corre por meu pescoço deslizando até meus seios. A alça da minha camisola é deslizada para baixo e meus seios ficam à mostra. Maddox sorri enquanto me olha nos olhos e meu coração acelera mais com o toque molhado da sua língua no bico do meu seio. Gemi o mais alto audível o puxando mais para cima de mim, sua jaqueta me atrapalha e com sua ajuda a consigo jogar para longe.

- Eu nem conheço você direito - Digo tentando respirar, mas sua boca de novo cola na minha sugando toda a alma dentro de mim. Sua mão chega a minha vagina massageando e um dedo entra em mim, gemo mais alto arranhando seus braços. - Gosto disso.

- Sei seu nome, e você sabe o meu. E... - ele para nosso beijo e olha outra vez nos meus olhos - eu tô interessado. Se não quiser eu vou embora agora.

- Continua... - Ele ri tirando a camisa e outra vez esse homem está na minha sala sem camisa causando conforto e calafrios intensos e eu espero que ele me faça feliz. - Você tem dedos bons.

- Tenho várias coisas boas - ele me puxa para a beirada da mesa, suas mãos na minha cintura subindo pelas minhas costas e parou no meu rosto. - Na sua cama, ou posso te levar para a minha?

- Você p- - Parei de falar quando escutei a voz de Sarah no corredor. Pelo visto falava ao telefone e com alguém de muita importância. - Se esconde.

- O que? - Seu olhar confuso me faz rir.

- Se esconde agora. Agora. - Ele se afasta pegando sua camisa e a jaqueta e me encara. - A cozinha, atrás do balcão, vai. - Ele me olha dos pés à cabeça enquanto desço da mesa e me sento novamente, meu café derramou sobre os papéis; está tudo sujo. - Sarah - Digo sem pressa ao vê-la cruzar a porta. - Que droga, me assustou.

- Eu estou com um problema, um problema grande.

- Eu também, mas é melhor você nem saber - Vou até a pia pegar um pano e encontro Maddox sentado, está vestido pelo menos e enquanto lavo a droga do pano ele toca na minha perna deslizando como se pudesse fazer esse toque me deixar mais feliz, e consegue me deixar mais excitada, e eu acho que vou pirar. - O que aconteceu?

Me aproximo da mesa onde Sarah já separava o café dos papéis sujos. - Hudson me ligou dizendo que estava passando para me ver, e sério, eu queria dormir com alguém hoje, mas não com ele. Hudson é passado, embora eu goste do oral dele, é o melhor, com certeza.

- Então o seu problema é ter uma transa marcada, mas não querer, que legal!

- Não é tão legal quanto parece... - Ela me encara colocando uma mão na cintura - sabe o meu vizinho, Maddox Blackwell?

- Não é nosso vizinho? - Pergunto. Dou total atenção ao sorriso que ela dá.

- Que seja. Pesquisei sobre ele no Facebook, descobri que ele tem várias pretendentes e um irmão gato que se casou aos dezoito anos. Ele é sexy e maravilhoso, e era com ele que eu queria dormir essa noite.

- Sarah, não tem nem três horas que você o conheceu.

- O quê que tem? Sexo sem compromisso é uma coisa bem normal. Não precisaria nem saber o nome dele pra tirar a roupa e mandar ele vir com força. - Sorriu. - Eu queria dormir aqui, mas eu odeio quando você acorda cedo. E amanhã você vai acordar cedo né?

- Bom, eu não pretendia dormir, tenho algumas aulas para decorar, e acabei derramando um monte de café, vou ter que imprimir de novo, e ler de novo e tudo de novo.

- Vou te deixar em paz, e bolar alguma coisa para seduzir o badboy gostosão. Até amanhã. - Deu as costas voltando de onde tinha vindo e trancou a porta.

- Você podia ter me ligado e dito tudo isso. Não precisava atrapalhar meu sexo sem compromisso com o badboy gostosão. - Sussurrei e ouvi um assobio. Virei em direção ao gostosão que sorriu abrindo os braços com um sorriso lindo no canto dos lábios. - Vai pra casa, agora.

- Não. Não. Não, a gente ia transar. - Ele se aproxima.

- Você vai pra casa agora. A Sarah atrapalhou o clima e eu tenho que estudar agora, Maddox Blackwell o badboy gostosão. - Maddox sorri conformado e para em minha frente.

- A gente pode se encontrar em outro momento? Porque eu tô interessado.

- A gente vai se encontrar em outro momento, mas não como você está pensando. Vou falar com meus pais e com certeza você terá um emprego.

- E você, eu não vou ter?

- Maddox a gente se conheceu hoje de manhã. - O empurro em direção à porta; ele mia. ELE MIA - E não mia pra mim.

- Você é uma gata, me entenderá assim. - Abro a porta olhando para cada lado antes de o empurrar para fora. - Eu gostei do seu beijo.

- Eu gostei do seu também. Mas some. - Bati a porta e escutei outro miado. O Badboy gostosão mia.

ELE MIA!

-

-

Vi o sol nascer de olhos abertos sentado em minha cadeira diante das minhas tarefas e assuntos que preciso decorar.

Meu café está no fogo novamente e me encontro sozinha para começar meu dia. Levanto para preparar meu banho e separar minha roupa, daqui a pouco Sarah aparece para encher o saco, e droga, eu tenho que ir até a lanchonete falar com meus pais sobre Maddox.

Dar o emprego para ele vai nos ajudar? Vai ajudar a mim? Porque eu agora não sei se o quero por perto.

O calor dele ainda está em mim e o sabor do beijo também e suas pegadas e seu sorriso e seu miado. Eu gosto disso.

Me arrumo o máximo que posso e tomo café para não dormir enquanto dirijo e respiro fundo antes de abrir a porta. Olho de um lado para o outro, nem mesmo uma mensagem de Sarah eu recebi hoje de manhã. Saio devagar evitando olhar para o final.

O apartamento de Maddox fica no final, o último, bem ao lado do de Sarah. Ah, a Sarah, ela está interessada em Maddox, e Maddox em mim. Que vida boa. O elevador chegou e assim que virei para me ajustar dentro vi a porta de Maddox abrir e ele passar por ela rodando a chave da moto entre seus dedos.

Dou um sorriso desviando o olhar e infelizmente, mesmo não querendo seguro a porta. Ele não corre, tem coragem de vir andando e entrar com toda sua masculinidade.

- Bom dia, senhorita expulsa foda boa da casa sem motivos. - Cruzo os braços olhando atentamente para o perfil daquele ser grande e bonito.

- Eu não expulsei você da minha casa. Apenas mandei que voltasse para a sua porque o clima acabou.

- Então se eu fizer o clima acontecer novamente a gente transa aqui mesmo? - As portas se abriram e eu sorri.

- Estou indo até a lanchonete da minha família para falar sobre você, porque você precisa e eles também. Mas não precisa me pagar com sexo. Mas fica me devendo uma, que tal? - Ele me segue para fora, mas ando mais rápido, abro a porta do carro rápido e o encaro de longe, ele sobe na moto com aquele sorriso petulante e assim que o capacete entra na cabeça ele liga e eu entro saindo primeiro.

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