Reino Verão
Estática no lugar ao vê a cena que se segue em minha frente. Gritos e sons de espadas se tocado em meio a luta bruta. Uma invasão, no palácio! Fico sem reação enquanto sou bruscamente levada para o esconderijo da realeza, pelo soldado.
"Encontrei a princesa."
Ouvi uma voz grave, e rouca os mesmo, tempo atrás de mim. Cometendo um deslize olhei para trás, percebendo homens vindo em nossa direção, porém não eram soldados, mas invasores que nós perseguia com sangue nos olhos.
O pavor me dominou, e consequentemente tropecei nos destroços do castelo, caindo.
" Princesa." disse o soldado me ajudando a levanta.
" Estou bem. "
" Seguia em frente, que vou ficar para os deter."
"Não vou sem você." pronuncie, nessa hora, sou puxada com força sendo colocada no ombro de um homem.
"Solte a princesa."
Escutei o soldado fala, mas longo depois só sons de espadas preenchia o ambiente.
"Me solte." digo tentado me livrar do invasor.
"Calada, princesa. Você é o nosso triunfo o rei fará tudo, que nós ordenasse para ter a sua herdeira de volta." comunicou triunfante pela sua conquista de me ter.
"Ele nunca fará isso, o reino vem em primeiro lugar para ele." digo a verdade.
"Se ele não fizer o que pedimos, você morreram na frente de todos."
Meu corpo tremeu com sua afirmação fria, as lágrimas já desciam sem parar.
"Ele está com a princesa."
Em meio ao choro senti uma voz distante falar, porém foi tudo rápido. Senti meu corpo sendo jogado para chão, todo os meus ossos latejam pela queda.
"Princesa corra o mais rápido que puder." avisou um soldado enquanto outro lutava com o invasor.
Corri o mais rápido que possível, mas parei, olhei para trás. Vendo o soldado sendo morto sem piedade. Ando desesperada, com meu corpo inteiro dolorido, ao vira o corredor atrapalhadamente, sinto meu corpo sendo puxado para dentro de uma sala bruscamente.
"Me solte." digo me debatendo.
"Se acalme princesa, sou eu Jake."
"Jake." pronuncie o abraçando.
"Estou com medo."
"Fique tranquila, a invasão já está no final. Irei novamente para a batalha, não sai daqui."
Concordei, ficado abaixada escondida, esperando o caos passar. Com as mãos nos ouvidos para não escutar o tormento que está na fora. Hora se passaram, e por mais que tentei ficar acordada não consegui, e me entreguei ao sono.
"Princesa. Sinto meu corpo sendo movimentando, com gentileza. Ao pouco vou abrindo os meus olhos, vendo Esmeralda."
"Esmeralda." digo rapidamente a abraçado, percebendo que estava em meu quarto.
"Se acalme está tudo bem, agora."
"Como bem? O que aconteceu?."
"Tudo volto em ordem, e o castelo já está em condição de antes."
"Como pode ser?"
"Todos os criados passaram a noite trabalhando, e a batalha foi só na parte sul e uma área pequena."
" Muito soldado morreu?"
"Pouco, não precisa se preocupar com isso, agora se levante o dejejum está quase pronto. Não pronuncie nada, fiz tudo monótono preocupada com meus súditos."
"Terá um dejejum, com nobres de outro reino. O rei comunicou que ninguém deve relata o que aconteceu ontem." comunicou Esmeralda ao abrir a porta.
Sai do quatro, caminhando para a sala, encontrado todo, sentado na mesa, assim que entrei recebi um olhar de repressão da minha mãe, por conta do atraso. Eles agem como se nada tivesse acontecido, tudo ali era como eu havia previsto: meu pai estava sentado, conversando sobre negócios com o rei.
Acompanhei elas o dia inteiro pelo castelo, percebi que na parte da batalha minha mãe não levou a rainha. Deixei-la, na sala de lazer, e segui para o jardim, o dia tinha terminado e dando lugar para o anoitecer, o momento mais apropriado para respirar e para apreciar as lindas estrelas e a grande beleza da lua.
Esse lugar me traz uma sensação de liberdade, pelo fato de ter um ar puro, e por que quase ninguém vê aqui. Gosto de está assim sozinha, ando mais pela imensidão entre as diversas flores até chega em uma grande árvores, vendo os seus frutos da cor vermelha, que me faz deseja prova.
Com cuidado para que o vestido não se prenda nos galhos, sumir para o alto arraçando a fruta, e em cima mesmo saboreie. Mas uma movimentação na frente do castelo, me fez descer da árvore, mas no percurso acabei que escorreguei, fechei os olhos esperando a queda, porém sentir sendo segura no ar. Abro meus olhos vendo um rapaz que nunca vim na vida, mas percebo que ele é da realeza pelas suas veste.
"Deveria ter cuidado, não é apropriado uma donzela sumir em cima da árvore." disse colocando me no chão.
"Não me diga o que é apropriado para mim, milorde!" pronuncie seguindo para o castelo.
O deixado parado no lugar.
Segui para o palácio, diretamente para o meu o quarto, e após fecha a porta percebi a presença da minha mãe.
"Onde estava?" questionou.
"No jardim." respondi.
Não sabia o por que dela esta ali, se a muito tempo não vem em meu quarto.
"Irei direta ao assusto, o reino está em crise, e você terá que se casar com o príncipe herdeiro do reino Primavera." Pronunciou.
Parei o que estava fazendo, a encarrado, para vê se era realmente aquilo que meus ouvidos escutaram.
"O que disse?" questionei.
"Que vai se casar na data do seu aniversário. Ele é filho do rei e da rainha que estão hospedados em nosso castelo."
"Não irei me casar." digo determinada.
"Vai sim, não tem outra forma para salva o reino." disse se aproximando.
"Não vou!" comuniquei com a voz alterada.
"Não ouse levanta a voz para mim." disse desferido um, tapa em meu rosto.
"Como pode ter coragem?" perguntei com a mão no rosto, as lágrimas já desciam pela ardência. É inacreditável, que ela tinha feito isso. "Não pense em fazer nenhum absurdo." disse saindo.
Meu corpo treme de furar, não posso deixa que decida minha vida. Irei fugir, rapidamente peguei uma bolsa de moeda, com a mão na maçaneta da porta, o meu destino só despedia de mim.
Mas parei ao lembra o que aconteceu noite passada, meu casamento seria uma forma de manter todo salvo, dos outros reinos que poderão se aproveitar da condição financeira ruim. Para invadir e toma o reino pra si.
Porém não quero me sacrifica, estou sem rumo.
Bella
Faltou me coragem para fugir! Volte para cama e chorei, me entregando ao sono.
- Acorde, Bella, senão vai acabar se atrasando para o café da manhã. E não se esqueça que temos convidados - disse Esmeralda, entrado no meu quarto.
- Aí, Esmeralda, eu já estou acordada - respondo, levantando da cama.
- Mas não parece.
- Não quero sai do quarto - pronuncie.
- Você é uma princesa, tem que estar apresentável.
Coloquei a roupa e prendi meu cabelo em um coque.
Sai do quatro, caminhando para a sala onde são servidos as refeições do dia.
Não disse nada, e nem olhei para minha mãe, ainda estou chateada. Do nada meu pai se levanta, chamando a atenção de todos que estão na mesa e começou a falar.
- Estamos aqui para comemorar não só a chegada do aniversário da minha querida filha Bella, que será realizado daqui a duas semanas, mas também para celebrar seu noivado do príncipe Antony com minha filha e, aproveitando sua festa do aniversário, o casamento será realizado na mesma data junto da coroação. Assim terminando esse grande evento com os dois casados e coroados os novos reis.
Após ouvir tudo aquilo vim que não tinha mais volta, minha vida já tinha o seu destino. Todos olhavam para mim, esperando uma reação, mas a única coisa que ouviram foi o barulho do copo se quebrando no chão. Não esperei mais nada, sai correndo para o meu quarto, chorei mais ainda me olhei no espelho. Estava horrível, fique mais um tempo observando aquela minha imagem deplorável, então resolvi sair daquele castelo por um minuto, senão voltaria a chorar, peguei um capuz velho que utilizava para sair escondida do palácio para o vilarejo encontra minha amiga Esmeralda.
Eu não quero me casar, mas não posso ir contra meus pais. Saí cavalgando até a fronteira entre meu reino e o reino Primavera, mas parei no meio do caminho, já que irei fica o resto da minha vida naquele reino. Eu nem o conheço, mas já o odeio.
Por isso resolvi ir para outro lugar, foi aí que cheguei na fronteira do reino Inverno. Ao me aproximar senti o vento tocar meu rosto, avistei os guardas que ficam para impedir que as pessoas passem para o outro lado, atravesso escondida deles.
Fiquei caminhando para lá e para cá sem rumo nenhum, porém uma árvore chamou minha atenção: ela era de gelo, tão bonita, fiquei maravilhada com a rosa mais branca que já havia visto.
Queria tanto ir até lá e pegá-la para mim. Ela me dava uma sensação de paz, mas não poderia, meu reino e o reino Inverno tiveram um conflito que quase destruiu ambos os reinos, por isso um não pode atravessar para o outro, eles só mantém negócios nas fronteiras, sendo através dos duques ou marquês.
Mas já escutei que essa rivalidade foi ocasionada por uma traição, não sei que tipo de traição, já perguntei para minha mãe sobre isso, mas ela sempre diz que isso é só mais um boato das criadas.
Parei de andar e me sentei, ainda admirando a rosa-branca, até perceber um homem vestido todo de preto, sentado debaixo da árvore. Ele estava de costas e não dava para ver seu rosto, mas ele aparentava tem mais ou menos 1,80 de altura, costas largas, pele tão branca quanto a neve e cabelo preto.
Sem dúvida é mais forte do que alguns guardas do palácio.
Meu Deus, agora posso ver seu e a grande coroa que usava. Ele é lindo.
Mas agora, olhando para esse homem, eu sei que não é desse mundo, e sim um dos deuses gregos. Julgo que para estar aqui só tem uma razão, os deuses do olímpico resolveram visitar a terra e não nos avisou.
Cheguei mais perto para observá-lo melhor, não que eu esteja interessada nele, mas quando o olho sinto frio na barriga, as minhas pernas tremer, meu coração acelera, fico com dificuldade de respirar.
Não sei o que foi isso, mas senti que o veria pela frente. Me senti como as princesas dos contos que Esmeralda me contava, porém, todas ela tiveram os seus finais feliz, mesmo depois do que passaram.
Mas a realidade não é assim, eu posso até ser uma princesa, mas não terem o meu feliz para sempre.
Acho que estou passando mal, deve ser este frio. Nunca estive aqui, mas algo no olhar dele me dá medo e outra sensação que não sei decifrar, em seu olhar só se vê escuridão, porém essa escuridão se parece com o anoitecer, com sua estrela brilhando. Essas sensações, não é segura senti por outro homem que não seja o seja o meu marido. Só em lembrar de Antony minha cabeça ferver, estou vivendo uma vida que sempre odeio, lembro quando escutava as conversas da mãe com as duquesa, sobre como elas se contentava com tão pouco. Não recebia carinhos dos maridos, aceitava tudo o que era designado para si, de cabeça abaixada. Disse para mim mesma que não seria mais uma mulher deixa, porém eu não consegui manter a minha promessa. Suspirei sendo derrotado pela, as circunstâncias da vida, mas a cada dia eu levantava mais forte.
Já estava me levantando quando avistei uma mulher chegando perto dele o abraçando e dando beijos. Melhor eu sair daqui, mas parece que o rei do gelo não está contente com a mulher que tem, isso me fez vê que não só eu nesse mundo que vou me casar sem amor, também não serei a última.
Sério, eu tenho que parar de sair com a Esmeralda e arrumar uma nova amiga, eu já estou falando igual a ela. Voltei para o palácio no meu doce lar, onde tudo é uma maravilha, só que chegando lá percebi que eu estava mentalmente enganada, o que era doce virou amargo e o que era céu virou inferno. Passei do portão do palácio escondida e saí voando para o meu quarto, pensando estar livre de qualquer coisa, só que não, minha querida mamãe estava sentada no sofá em minha espera, respirei fundo me sentado em cima da cama.
- Pode soltar o que a senhora está querendo falar, sei que veio aqui para que pudéssemos conversar sobre o que aconteceu hoje.
- Elisabete Bella Ferraz Alçante, o que você acha que está fazendo? Você fugiu o dia inteiro! - disse a minha mãe se levantando da onde estava sentada.
Não disse nada, pois nada tinha para se falar.
- Me responda! Não fique aí me olhando como se eu estivesse falando alguma coisa que não tivesse importância. - disse me observando.
- Mamãe, se a senhora me der licença, eu preciso ir dormir.
- E é só isso que você vai me falar? - perguntou parecendo não acreditar que eu não ia falar nada.
- Sim. - disse já cansada dessa conversa.
Mamãe ficou calada me olhando de cima a baixo, depois saiu sem dizer mais nada. Ela não vê que isso é novidade para mim, ninguém sequer perguntou se eu queria me casar, eles simplesmente decidiram irem cuidar da minha vida.
Eu não quero me casar, mas sei que nada posso fazer para impedir. As mulheres não têm voz neste reino, sempre foi assim e parece que continuará assim até o fim dos tempos.
Me preparei para ir dormir, pois fiquei muito tempo lá fora e não vi que já estava tarde. Amanhã será o meu primeiro encontro com o príncipe Antony, eu não o conheço, mas não quero que a minha vida de casada seja um problema, então tentarei o amar, porém, se isso não acontecer, no final poderemos ser amigos.
Dormirei, pois sei que essa será uma das únicas vezes que terei paz, pois algo em mim me diz que vem muitas coisas pela frente e terei que ser forte ou me fortalecer com o tempo. Conforme minha vida for seguindo, sei que terão vários caminhos, mas o difícil mesmo será escolher os certos para não me arrepender mais tarde quando não tiver mais volta.
[...]
Quando Esmeralda entrou no meu quarto, eu já estava acordada.
- Nossa... que bicho te mordeu para estar acordada a essa hora? Já estava planejando jogar uma desilusão em você.
- Não ouse fazer isso, se não, mando alguém cortar sua cabeça fora.
- Aí que medo, agora levanta da cama e vai tomar banho, deixarei o vestido aqui em cima da cama para você.
Depois que Esmeralda saiu do quarto fui fazer minha higiene pessoal, saindo do banho me deparo como um vestido vermelho que é bem chamativo.
Caminhando pelo corredor do palácio observo em distância, o meu querido noivo, ele é lindo que muitas donzelas se encantaria por ele. Mas eu não sinto nada, a única diferença é que o diabo tem chifre, já Antony tem aqueles cabelos penteados para cima, todo arrumando um príncipe do sonho de conto de fadas.
- Oi, Bella, fico feliz em te ver. Queria saber se... você gostaria de sair para passear pelo Jardim?
- Oi, Antony, gostaria sim. - respondi.
- Que bom. - respondeu, esticando o braço para me apoiar e eu como boa menina aceitei.
Se Antony soubesse o que eu realmente estou pensando sobre ele, certamente ele voltaria correndo para o palácio dele Poderia fazer tudo para impedir esse casamento, mas estaria condenado a vida milhares de famílias inocente.
Com os meus pensamentos voando, não percebi que já tínhamos chegado na mesa do café da manhã, todos já estavam na mesa conversando alegremente. Eu quase não conversei com ninguém, já estava doída para sair daqui, mas Antony foi mais rápido me chamando para o passeio, fomos caminhando em silêncio até chegar em um banco.
- Bella, eu sei que você não quer se casar comigo. - disse Antony
- Eu não disse que não queria me casar, só acho que não nos conhecemos direito.
- Mas fique tranquila, eu vou fazer de tudo para que o nosso casamento dê certo - disse Antony segurando em minha mão sem dizer mais nada, ele me beijou, foi um beijo bom, mas, não senti nada.
- Está bem, vou confia em você.
Depois do passeio pelo Jardim, falei com Esmeralda que estava na ala dos empregados, logo avistei ela, conversando com uns dos guardas, ela não perde tempo mesmo.
- Esmeralda, o que está fazendo?
- Antes de você chegar, estava prestes a ser convidada para um passeio. Mas você acabou de atrapalhar tudo muitíssimo obrigada. Porém, aproveitando sua interferência, tenho algo para lhe contar, o mensageiro do Reino Inverno esteve aqui para falar com seu pai - disse ela comendo uma maçã.
- Mas para que ele faria isso? Se os nossos reinos não fazem negócios e nem sequer fizeram algum tratado de paz?
- Isso é algo que eu não sei, mas porque você não vai ver do que se trata?
- Estou indo mesmo, mais tarde conversamos, até.
Saio praticamente correndo da cozinha, se minha mãe tivesse me visto agora, certamente estaria me dando um grande sermão. Mas logo chego até a sala do trono, onde avisto meu pai, então me aproximando dele, e pergunto.
- Papai, soube que o mensageiro do Reino Inverno esteve aqui, posso saber do que se trata?
- Esteve sim filha, mas fique tranquila, foi somente para avisar que o filho herdeiro do Rei Arthur irá se casar com a herdeira do Reino Outono, não me recordo muito bem, mas acho que eles se chamam, Cassian e Rosa.
- Fico mais aliviada agora, pensei que fosse algo mais importante, já que, ocasionalmente, acontece alguns conflitos, e nós não temos um tratado de paz com eles, por isso que estava preocupada.
- Não se preocupe, pois se acontecer uma guerra entre os reinos, nós temos o exército do Reino Primavera conosco.
Saio da sala do trono e vou diretamente para o meu quarto descansar. Pelo menos esse casamento arranjando servirá para alguma coisa, caso a guerra aconteça...
{Reino Inverno}
Cassian
Daqui a duas horas, vou me casar com Rosa, a princesa do Reino Outono, eu não amo ela, mas desde criança, nós já éramos noivos, e agora chegou a hora de nos casarmos, nesse tempo a gente não tínhamos liberdade para decidir o rumo da nossa vida, éramos usados como brinquedos. Eu podia até enfrentar o meu pai para escolher o meu destino, porém a nunca pessoa que amei já tinha partido. Tinha um ano que minha mãe faleceu, esse foi o meu pior dia da minha vida, nada mais me importava nem a minha vida, mas quando vim as situações que meu povo viver, me deu coragem para ser um bom rei. Hoje, além do meu casamento, também é a minha coroação. Resolvi querer as duas cerimônias no mesmo dia.
Estava no meu quarto me arrumando, sem ânimo, por mais que eu tivesse tentado me apaixonar pela Rosa, na verdade, eu segue tentei para valer, eu não conseguia, o meu coração tinha se partido. Sou tirado dos meus pensamentos com uma batida na porta do meu quarto me ajeito e mando entrar quem fosse.
- Vamos vossa alteza, quem deve se atrasar é a noiva, e não o noivo. - disse o guarda Alex, ele é o meu melhor amigo e também é o único em quem eu confio.
- Deixe de ser chato Alex. - falei com um tom sarcástico.
- Eu? Chato? Que nada, e ande logo, que estou aqui fora, te esperando, e vê se mude essa cara logo, você vai se casar e não ir a um velório. - Disse ele saindo do quarto, me deixando só.
Se eu estivesse apaixonado pela noiva, esse seria o meu melhor dia, mas nada é como queremos.
Alex é o chefe dos guardas do palácio, ele é como se fosse o meu irmão mais velho, nós temos pouca diferença de idade, ele tem 30 anos. Com minha mãe falecida, eu só tenho Alex em minha vida, de resto é um total inferno. Uma prova disso, é o meu pai, o homem que eu mais odeio na minha vida, por causa dele, minha mãe morreu, foi ele quem a matou, mas infelizmente, não tenho prova disso.
Eu, sou um homem arrogante e frio, que não teme nada nessa vida, e tudo que me resta e que me importa é o meu reino e mais nada.
Pensei que poderia ser feliz novamente, mas me enganei, amei uma mulher por quem eu dava minha própria vida por ela, estava disposto de cancelar o meu noivado com Rosa, mas certo dia quando encontrei Sanar no jardim. Me arrependi totalmente a encontrei aos beijos com um dos guardas, a raiva me dominou por dentro e acabei mandando aquele bastardo para ala do médica do palácio. Mas o pior de tudo, foi Sanem me implorando dizendo que foi ele quem tinha a agarrado e ela não conseguia se soltar.
Fique impressionado da forma que ela tentava, de todas as formas, me convencer de que ela não havia culpa de nada. Mas de nada adiantou, eu disse que não acreditava nela, essa foi a pior parte, ela disse que nunca me amou, que somente queria se casar comigo para se tornar rainha. E todas às vezes que eu saia para resolver algum assunto do palácio, ela se adentrava com os guardas, como fui tolo em pensar que ela ainda fosse uma donzela, todas às vezes que eu queria uma coisa além de beijos, ela me dizia que não era a hora certa.
Como fui tolo em não percebe que havia me apaixonado, por uma mulher que não me amava, mas de agora em diante, eu nunca vou me apaixonar novamente, nenhuma mulher irá me usar para ter o que deseja, de agora em diante, tudo mudará.
Não serei mais enganado por ninguém, e nem serei influenciado pelo, os meus sentimentos. Serei amargo como limão, e não permitirei que ninguém tente se aproximar de me, para não dá espaço para a decepção. Já sofri demais nessa vida, e não quero mais sofrer.
Agora é a hora de me casar, já estou no local da cerimônia, falta somente Rosa eu deveria saber que ela demoraria, pela demora eu podia até pensar que ela tinha fugindo, mas como sei que isso não é possível, eu só preciso esperar. O quarto que ela esta se arrumando esta com guardas em vigilância, para impedir qualquer coisa que acontecesse, após uns minutos, ela chega caminhado lentamente pelo chão coberto de flores de todos os tipos, para que as outras duquesas visse como era ser uma rainha. Pelo poucos dias que vivi com Rosa percebi que ela gosta de luxo e humilhar, aqueles que não tem nada.
Finalmente ela chegar, até mim, e o padre começa a cerimônia, em um discurso sobre fidelidade e amar até a morte.
- Agora vos declaro marido e mulher, pode beija a noiva - disse o padre
Beijo a Rosa, mas não sinto nada, eu não a amo.
- Agora vamos para a coroação dos nossos novos casal - disse um sacerdote novamente fazendo um discurso cheio de bajulação sobre os antigos reis, e sobre me.
Após algumas horas, me tornei Rei e me casei, depois de cinco horas, a festa estava perto de acabar, e eu não tinha me divertido praticamente nada, sentado eu estava sentado fiquei, nada tinha que despertasse o meu interesse, pouco minutos depois à gente fomos para a noite de núpcias.
Quando amanheceu eu já estava com dor de cabeça de tanto pensar a minha vida que estava mudando. Não tinha nada nessa vida que me prenda aqui, e ainda estou tentando conquistar a confiança dos meus súditos.
Levantei, e tomei banho, o dia seria corrido, quando estava na banheira, que era feita de pedra, Rosa apareceu se juntado até me.
- Nem me convidou para tomarmos banho juntos meu amor.-disse se aproximando de me.
- Não precisa fingir Rosa, nós sabemos que não existe amor entre nós. Só na frente dos outros a gente fingir ser um casal apaixonado.
- Mas a gente pode tentar. - falou alisado o meu rosto.
- A gente, não podemos, pelo fato que eu não quero.
Sai da banheira deixado ela sozinha, eu tinha muito coisa que precisava da minha total atenção.