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Sangue por Vingança

Sangue por Vingança

Autor:: Cun Li De Wa
Gênero: Fantasia
Eu estava morta há cinco anos, uma alma presa a este mundo, flutuando sobre a floresta onde meu corpo foi abandonado. Então, ele chegou, Gustavo, meu ex-marido, o homem que me sentenciou à morte, parado na estrada de terra com seu carro caro e cara de nojo. Ele não estava ali por amor ou arrependimento, mas para salvar Clara, seu amor de infância, a mulher por quem ele me destruiu, doente novamente, e a cura? Meu sangue. Uma ironia cruel, pois foi por um simples chá calmante para Clara, atrasado por minutos, que ele me baniu para esta floresta grávida, onde os homens dela me torturaram até a última gota de sangue esvair de mim. Ele pensava que eu havia fugido, uma esposa ingrata, e agora, cinco anos depois, ele queria meu "sangue" para ela. A aldeia se fechou para ele, mas Dona Rosa, a matriarca que encontrou meu corpo e resgatou meu bebê, permaneceu firme, protegendo Leo, meu filho de cinco anos, com seus olhos castanhos e cachos escuros que eram uma cópia em miniatura dos meus. Gustavo viu Leo e, cego pela arrogância e pela mentira que ele próprio criou, não reconheceu seu próprio filho, apenas a prova de uma suposta traição. Ele ameaçou a aldeia, exigiu saber onde eu estava, e Dona Rosa, com a voz embargada pela dor, proferiu as palavras que ele se recusava a ouvir: "Sofia está morta". Mas a verdade só veio quando Leo, meu corajoso e pequeno Leo, na inocência de sua alma, deu um passo à frente e olhou para ele, dizendo: "Mamãe morreu". A raiva de Gustavo explodiu, acusando-me de ter me envolvido com outro homem, de ter tido um "bastardo", e eu, um fantasma impotente, vi meu filho, nosso filho, ser arrastado. Clara, a víbora em seu vestido branco, sussurrava veneno, alimentando a fúria de Gustavo, encorajando-o a drenar o sangue de Leo, nosso sangue, para sua própria cura doentia. Eu gritei, um som silencioso de agonia, enquanto a agulha perfurava a pequena veia do meu filho, e Clara, com um sorriso macabro, bebia de sua vida. Meu coração inexistente se despedaçou quando o último sopro de vida deixou Leo, e o sangue de Gustavo, ao cair no frasco, se misturou ao dele, uma prova inegável de sua paternidade, negada até o fim. A negação de Gustavo era uma muralha, mesmo com o corpo de Leo e a prova irrefutável do sangue, ele exigiu continuar "drenando" meu "sangue", levando seus homens a um túmulo improvisado na floresta. Ali, em meio a ossos manchados e o esqueleto de um feto, ele encontrou minha aliança, o brilho de ouro selou a verdade que ele tanto temia. A verdade o atingiu como um raio, a culpa o esmagou, e seu grito de agonia ecoou pela floresta, ele havia destruído tudo, inclusive a si mesmo. E assim, a vingança de Sofia começou, movida por uma fúria gélida, prometendo que cada gota de dor que Leo e eu sentimos seria retribuída.

Introdução

Eu estava morta há cinco anos, uma alma presa a este mundo, flutuando sobre a floresta onde meu corpo foi abandonado.

Então, ele chegou, Gustavo, meu ex-marido, o homem que me sentenciou à morte, parado na estrada de terra com seu carro caro e cara de nojo.

Ele não estava ali por amor ou arrependimento, mas para salvar Clara, seu amor de infância, a mulher por quem ele me destruiu, doente novamente, e a cura? Meu sangue.

Uma ironia cruel, pois foi por um simples chá calmante para Clara, atrasado por minutos, que ele me baniu para esta floresta grávida, onde os homens dela me torturaram até a última gota de sangue esvair de mim.

Ele pensava que eu havia fugido, uma esposa ingrata, e agora, cinco anos depois, ele queria meu "sangue" para ela.

A aldeia se fechou para ele, mas Dona Rosa, a matriarca que encontrou meu corpo e resgatou meu bebê, permaneceu firme, protegendo Leo, meu filho de cinco anos, com seus olhos castanhos e cachos escuros que eram uma cópia em miniatura dos meus.

Gustavo viu Leo e, cego pela arrogância e pela mentira que ele próprio criou, não reconheceu seu próprio filho, apenas a prova de uma suposta traição.

Ele ameaçou a aldeia, exigiu saber onde eu estava, e Dona Rosa, com a voz embargada pela dor, proferiu as palavras que ele se recusava a ouvir: "Sofia está morta".

Mas a verdade só veio quando Leo, meu corajoso e pequeno Leo, na inocência de sua alma, deu um passo à frente e olhou para ele, dizendo: "Mamãe morreu".

A raiva de Gustavo explodiu, acusando-me de ter me envolvido com outro homem, de ter tido um "bastardo", e eu, um fantasma impotente, vi meu filho, nosso filho, ser arrastado.

Clara, a víbora em seu vestido branco, sussurrava veneno, alimentando a fúria de Gustavo, encorajando-o a drenar o sangue de Leo, nosso sangue, para sua própria cura doentia.

Eu gritei, um som silencioso de agonia, enquanto a agulha perfurava a pequena veia do meu filho, e Clara, com um sorriso macabro, bebia de sua vida.

Meu coração inexistente se despedaçou quando o último sopro de vida deixou Leo, e o sangue de Gustavo, ao cair no frasco, se misturou ao dele, uma prova inegável de sua paternidade, negada até o fim.

A negação de Gustavo era uma muralha, mesmo com o corpo de Leo e a prova irrefutável do sangue, ele exigiu continuar "drenando" meu "sangue", levando seus homens a um túmulo improvisado na floresta.

Ali, em meio a ossos manchados e o esqueleto de um feto, ele encontrou minha aliança, o brilho de ouro selou a verdade que ele tanto temia.

A verdade o atingiu como um raio, a culpa o esmagou, e seu grito de agonia ecoou pela floresta, ele havia destruído tudo, inclusive a si mesmo.

E assim, a vingança de Sofia começou, movida por uma fúria gélida, prometendo que cada gota de dor que Leo e eu sentimos seria retribuída.

Capítulo 1

Eu já estava morta há cinco anos, mas minha alma continuava presa a este mundo, flutuando como uma névoa fria sobre a floresta onde meu corpo foi abandonado, meu espírito acorrentado pela dor e pelo ódio, forçado a testemunhar a vida que continuava sem mim.

Meu nome é Sofia, e o homem que me matou, meu ex-marido Gustavo, agora queria meu sangue.

Não para me salvar, mas para salvar outra pessoa, seu amor de infância, a mulher por quem ele me destruiu, Clara.

Do meu lugar etéreo, eu o observei chegar. Ele saiu de um carro caro, preto e brilhante, que parecia deslocado na estrada de terra esburacada que levava à pequena aldeia na orla da floresta, seus sapatos de couro italiano afundando na lama, e seu rosto se contorceu em uma careta de nojo.

Ele não mudara nada, a mesma arrogância, a mesma impaciência gravada em cada linha de seu rosto bonito e cruel.

Clara estava doente de novo, suas enxaquecas, as mesmas que a atormentavam anos atrás, haviam retornado com força, e os médicos, incapazes de encontrar uma cura, disseram a Gustavo que apenas o meu sangue, o sangue da minha linhagem, poderia aliviar sua dor.

Uma ironia amarga, pois foi por causa de um simples chá calmante para Clara, preparado com um pequeno atraso, que Gustavo me sentenciou à morte.

Ele me baniu para esta floresta, grávida de nosso filho, e aqui eu fui encontrada pelos homens de Clara, torturada até que a última gota de vida, e de sangue, se esvaísse de mim.

Ele nunca soube da verdade, ele pensava que eu apenas tinha fugido, uma esposa ingrata que o abandonou.

Agora, cinco anos depois, ele estava aqui, procurando por mim, não por amor ou arrependimento, mas por necessidade egoísta.

Sua chegada causou um alvoroço na pequena aldeia. Os moradores, pessoas simples e gentis que me acolheram em meus últimos dias, olhavam para ele com uma mistura de medo e desprezo, suas portas e janelas se fechando uma a uma.

Apenas uma figura permaneceu firme diante dele, Dona Rosa, a matriarca da aldeia, a mulher que encontrou meu corpo e resgatou meu filho recém-nascido.

"Onde ela está?"

A voz de Gustavo era dura, cortante, sem qualquer traço de cordialidade.

Dona Rosa, com seus cabelos brancos e rosto enrugado pelo tempo e pela dor, o encarou com olhos que continham a sabedoria de gerações, seu corpo frágil abrigando uma força inabalável.

"Quem o senhor procura?"

"Não se faça de idiota, velha."

Ele cuspiu as palavras.

"Estou procurando por Sofia, minha esposa, sei que ela se escondeu aqui."

Enquanto eles se confrontavam, uma pequena figura saiu de trás da saia de Dona Rosa, um menino de cinco anos, com grandes olhos castanhos e cachos escuros que emolduravam um rosto que era uma cópia em miniatura do meu.

Leo. Meu filho.

O olhar de Gustavo caiu sobre o menino, e eu vi a confusão se transformar em suspeita e, em seguida, em uma raiva fria. Ele não reconheceu seus próprios traços no rosto da criança, apenas a semelhança inegável comigo.

Para ele, Leo não era a prova do nosso amor, mas a prova da minha traição.

"Quem é este menino?" ele perguntou, sua voz baixando para um rosnado perigoso.

Dona Rosa colocou uma mão protetora no ombro de Leo, seu corpo se interpondo entre a criança e a fúria de Gustavo.

"Ele não é da sua conta."

"Tudo que acontece nesta terra miserável é da minha conta enquanto eu estiver procurando por minha esposa" , ele retrucou, dando um passo à frente, sua presença imponente e ameaçadora. "Eu preciso do sangue dela, Clara está morrendo."

A menção do nome de Clara fez meu espírito se contorcer em uma agonia silenciosa, o ódio queimando frio como gelo.

Dona Rosa balançou a cabeça lentamente, seus olhos cheios de uma tristeza profunda.

"O senhor chegou tarde demais, Gustavo."

Ela tentou lhe dizer a verdade, a verdade que ele se recusava a ver, a verdade que o destruiria.

Mas Gustavo era um homem que só ouvia o que queria, um homem cego pela obsessão e pela culpa que ele se recusava a admitir.

"Chega de mentiras!" ele gritou, sua paciência se esgotando. Ele gesticulou para os seguranças que o acompanhavam, homens grandes e sem rosto, tão brutais quanto seu mestre. "Vasculhem este lugar, cada cabana, cada buraco, eu quero Sofia encontrada agora."

Ele se virou para Dona Rosa, seu rosto uma máscara de fúria.

"E se eu descobrir que você a escondeu de mim, velha, eu juro que vou queimar esta aldeia miserável até o chão."

Meu coração de fantasma se partiu ao ver o terror nos olhos do meu filho, que se agarrava à perna de Dona Rosa, tremendo.

Eu queria gritar, queria rasgar o ar com a minha dor e meu ódio, queria envolvê-los com meus braços inexistentes e protegê-los daquele monstro.

Mas eu era apenas um eco, uma memória, uma alma penada condenada a assistir, impotente, enquanto o homem que eu um dia amei se preparava para destruir tudo o que restava de mim.

Capítulo 2

Gustavo riu, um som seco e desprovido de humor, diante da expressão séria de Dona Rosa, sua arrogância o cegando para a gravidade das palavras dela.

"Tarde demais? Não seja ridícula" , ele zombou, tirando um maço de dinheiro do bolso do paletó. "Tudo tem um preço, velha senhora, até mesmo a sua lealdade a uma esposa fugitiva, diga-me onde Sofia está e este dinheiro é seu, o suficiente para comprar esta aldeia inteira."

Ele jogou o dinheiro no chão lamacento, as notas se espalhando aos pés de Dona Rosa como folhas sujas.

Ela nem sequer olhou para o dinheiro, seus olhos fixos no rosto dele, cheios de uma piedade que ele não merecia.

Enquanto ele tentava comprar a verdade, minha alma era arrastada de volta para a memória da minha morte, um redemoinho de dor e terror que nunca me abandonava.

Eu estava na floresta, o ar frio da noite cortando minha pele, minhas mãos amarradas a uma árvore, o cheiro de pinho e terra úmida misturado com o cheiro metálico do meu próprio sangue.

Os homens de Clara me cercavam, seus rostos eram sombras cruéis sob a luz da lua, eles não disseram nada, apenas seguiram as ordens que lhes foram dadas.

Uma agulha grossa perfurou a veia do meu braço, e eu gritei, não apenas de dor, mas de desespero pelo bebê em meu ventre, o pequeno Leo, que eu sentia se agitar em pânico dentro de mim.

Eles drenaram meu sangue, lentamente, sadicamente, enquanto eu implorava pela minha vida, pela vida do meu filho.

Clara estava lá, eu podia senti-la, não fisicamente, mas sua presença malévola pairava sobre a cena como um abutre, ela havia orquestrado tudo, sabendo que o meu sangue, com suas propriedades curativas, era a única coisa que poderia lhe dar o que ela mais desejava: Gustavo.

Minha visão escureceu, o mundo se tornou um borrão de dor e frio, e a última coisa que ouvi foi o som do meu próprio sangue pingando em um recipiente, um som que ecoaria na minha alma pela eternidade.

A memória se dissipou, me devolvendo ao presente, à cena de Gustavo profanando o lugar que se tornou meu túmulo e o refúgio do meu filho.

Dona Rosa finalmente falou, sua voz clara e firme, cortando o ar tenso.

"Sofia está morta."

A frase pairou no ar, simples, brutal e inegável.

O sorriso zombeteiro de Gustavo congelou em seu rosto, seus olhos se estreitaram em descrença.

"O que você disse?"

"Ela morreu há cinco anos" , Dona Rosa repetiu, sem vacilar. "Na mesma noite em que o senhor a expulsou de casa."

Por um momento, o mundo pareceu parar, o silêncio que se seguiu foi pesado, carregado com o peso da verdade. Mas a negação de Gustavo era uma fortaleza impenetrável.

"Mentira!" ele rugiu, sua voz ecoando pela aldeia silenciosa. "Ela está se escondendo! Ela está fazendo isso para me punir!"

Ele se virou para seus homens, sua fúria agora descontrolada.

"Eu não disse para vocês procurarem? O que estão esperando? Derrubem as portas se for preciso! Eu quero ela aqui!"

Os seguranças hesitaram, olhando para a velha senhora e para a criança aterrorizada, mas um olhar fulminante de Gustavo os colocou em movimento.

Eles começaram a invadir as cabanas humildes, o som de madeira se quebrando e gritos de medo encheram o ar. A aldeia, que antes era um refúgio de paz, estava sendo violada, destruída pela obsessão cega de um homem.

Gustavo avançou sobre Dona Rosa, agarrando seu ombro com força, seus dedos afundando em sua pele frágil.

"Onde você a enterrou? Diga-me!" ele sibilou, seu rosto a centímetros do dela. "Você acha que pode mentir para mim?"

Dona Rosa estremeceu de dor, mas seus olhos não mostraram medo, apenas uma profunda tristeza.

"Não há túmulo" , ela disse com a voz embargada. "Os animais... a floresta..."

A imagem do meu corpo sendo profanado, desmembrado, me atingiu com a força de um golpe físico, e um gemido silencioso escapou da minha alma.

Gustavo a sacudiu com força, sua frustração se transformando em violência.

"Pare de mentir!"

Foi então que Leo, meu pequeno e corajoso Leo, que até então estava escondido e chorando silenciosamente, deu um passo à frente.

Sua voz, embora trêmula, soou clara e alta no meio do caos.

"Mamãe morreu."

Ele olhou diretamente para Gustavo, seus olhos inocentes carregando a certeza de uma verdade que ele conhecia desde o nascimento.

"Vovó Rosa disse que ela virou uma estrela no céu para cuidar de mim."

O mundo de Gustavo parou.

A declaração simples e direta de uma criança, uma verdade dita sem malícia ou engano, atingiu-o com mais força do que qualquer argumento ou negação.

Ele soltou Dona Rosa, recuando um passo, seu rosto uma tela de choque e confusão.

Ele olhou para o menino, realmente olhou para ele pela primeira vez, e a verdade que ele tanto negara estava ali, estampada no rosto inocente de seu próprio filho.

Mas a verdade, para um homem como Gustavo, não era uma libertação, era uma ameaça, e sua mente distorcida se recusou a aceitá-la.

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