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Série Legados Eternos Vampiro A Redenção

Série Legados Eternos Vampiro A Redenção

Autor:: Alexa Valentina
Gênero: Fantasia
Soraia mais do que nunca vai precisar de seu Alfa para superar o inferno vivido nas garras do vampiro, fora o fato de ter que lidar com o bebê que cresce dentro de si e mais os poderes que Kaxal que estão acordando em seu sangue. Augusto sofre por não conseguir amar Soraia da maneira que deseja, mas nem por isso vai abandoná-la, afinal Julio Cesar aliado a um bando de vampiros e a uma vampira sanguinolenta busca uma única coisa contra eles:Vingança. A polícia se vê cada vez mais sem saída, e em meio a tantos assassinatos e ataques sobrenaturais, o delegado bem sabe que os únicos que podem ajudá-los são os lobisomens e vampiros do bem, ou seja, do clã e da matilha de Soraia e Augusto. Amy era só a amiga fiel de Soraia, mas agora seu sangue também estã lhe mostrando coisas ocultas e agora vai ter de ir a Palaços a misteriosa terra dos Guardiões e descobrir do que é capaz, isto é, se conseguir sobreviver ao lado de seu vampiro nas lutas contra os seres misteriosos chamados de Xamãs-dragão. As peças do tabuleiro começam a se mover com paixão, sangue e segredos, mas até chegar a Rainha muitos peões vão ter de cair.

Capítulo 1 Apresentações Prólogo

Todos os direitos reservados

Copyright by Alexa Valentina

2022

Vampiro A Redenção

Prólogo

01.Nas mão da cigana

02. Os passos da Guardiã

03. A face do ódio

04. Despertando das sombras

05. Crucificados

06. O retorno do demônio

07. Vozes,passos e lágrimas

08. Em busca de sua escrava

09. Lágrimas salgadas

10. Destinos selados

11. Ao alcance de um olhar

12. Atrás dos olhos do passado

13. Os novos planos do mal

14. Quiromância

15. Entre famílias e amigos

16. Olhos á espreita

17. As lágrimas da vampira

18. Desédida

19. Recados do destino

20. Batalhas internas

21. Á procura de respostas

22. Das profundezas á superfície

23. A sala do vampiro

24. Lágrimas ocultas

25. O batismo de sangue

26. Decisões ao sabor amargo

27. A loba

28. A vingança do vampiro

29. Lágrimas de fogo

30. Precipício de dúvidas

31. O ataque dos vampiros...o adeus, a vingança e a culpa

32. Escolhas e erros

33. A morte do diabo

34. A força de um grande amor

35. O batismo da rainha

36. Recomeçar

37. A luz da Guardiã

38. Amor sob o luar

Demi Lovato Skyscraper

You can take everything I have

You can break everything I am

Like I'm made of glass

Like I'm made of paper

Go on try to tear me down

Will be rising from the grown

Like a skyscraper

Prólogo

PENHASCO DE TALOS

LIMITE DA FRONTEIRA DE LACRIMAL CITY

Um paredão gigantesco de rochas sedimentares em vários tamanhos e formas. Soraia aos prantos chega á beira do penhasco.

O sangue escorre por debaixo de seus pés nus e, por onde viera marcas sutis do mesmo estão. Na ânsia feroz de seu coração deixou-se mutilar por suas pegadas pois na dor da alma o que são ferimentos externos?

Lentamente se aproxima um pouco mais da beirada, ali no limite de sua perdição, e quando metade de seus pés estavam para além, ela olha para cima, uma leve brisa balança seu cabelo desgrenhado enquanto suas mãos repousam em sua barriga avolumada de mais ou menos sete meses de gestação.

–Espero que Deus me perdoe- fungou e olhou para sua barriga- pois não sei se eu conseguirei fazê-lochorou ao abrir seus braços e inclinar-se ao abismo onde o vento, a dor e o alívio a abraçaram.

Num baque surdo se corpo caíra sobre pedras, areia e muitas pétalas de rosas que surgiam do nada para cobrir-lhe como um manto.

Lá em cima no penhasco, surgia um copo envolto em um lençol branco que descera e também num baque estarrecedor caíra ao lado do corpo de Soraia.

E o vento fez o favor de lhe descobrir...

Miranda abriu os olhos abruptamente, mas do mesmo modo, os fechara; o vento a levitou para retirar-lhe o lençol debaixo de seu corpo e saíra voando dali como um pássaro sem destino. Insólito.

Com Soraia o vento retirou-lhe o colar da estrela do destino e também o levara consigo.

Por uma floresta morta, caminhava Augusto que a quatro dias vinha procurando incansavelmente por Soraia- este podia até não se cansar fisicamente, mas seu espírito estava exausto- e até o momento a única coisa que achara dela fora seu cheiro que ia

sempre á frente.

Sheila ligava todos os dias ao amanhecer, meio da tarde e anoitecer e perguntava- a encontrara? –Infelizmente não- dizia.

De repente algo branco, um tecido talvez, aparecera em seu campo de visão.

VOANDO?

Augusto franziu o cenho.

–Mas o que é aquilo?

Um humano provavelmente teria pensado ser um fantasma e sairia correndo, mas Augusto permanecera no lugar á espera do tal tecido que vinha voando, literalmente, em sua direção. Este lentamente caíra aos seus pés e sobre ele um pingente.

A ESTRELA DE SORAIA.

–Deus- murmurou ao abaixar-se e pegar o pingente em seus dedos e o lençol em sua outra mão sentir o calor e o aroma inconfundível de Soraia e Miranda.

–Elas estão juntas- concluíra com um sorriso de esperança a iluminar seu rosto.

Por casualidade – ou destino - o pingente girou na mão de Augusto e seu olhar fora atraído a este que lhe mostrou como um reflexo de espelho o lugar onde estava Soraia e Miranda.

Augusto chegou a abrir sua boca incrédulo, mas não tivera tempo de pronunciar algo, pois seu celular tocou e como era de se esperar sua mãe lhe fazia a mesma pergunta, só que agora obteria uma resposta diferente.

–Eu a encontrei, mãe. Penhasco de Talos.

Capítulo 2 01. Nas mãos da cigana

O dia estava se esvaindo no horizonte, bem, como o sangue e a beleza de Soraia que se encontrava extremamente gelada e pálida parecendo uma senhora de 100 anos.

Soraia está deitada na cama de Sheila que limpava com mãos trêmulas o sangue que escorria sem cessar dos olhos fechados, do nariz, da boca, dos ouvidos e de todos os cortes profundos no corpo de Soraia.

Miranda está em outra cama que fora posta ali para que Sheila pudesse observar as reações de ambas, imóvel como uma morta- sem trocadilhos.

Thiago está perto de Miranda como um namorado atencioso e preocupado.

SERÁ?

Augusto por outro lado não aguentara ver Soraia naquele estado mais uma vez e, agora está á entrada da tenda ora passando as mãos pelo rosto ora esfregando-as nos cabelos e/ou nuca.

Desde que encontrara Miranda no penhasco tivera certeza de que Soraia havia se jogado dali, e ao chegar a beira do mesmo, seus temores se concretizaram.

Lá embaixo, coberta por um cobertor de pétalas de rosas estava o corpo de Soraia .

Sem pensar, Augusto retirara a mochila que trazia as costas e se jogou do penhasco usando de suas garras para diminuir a velocidade da queda estraçalhando as rochas que pinicavam seu rosto, mas pouco lhe importava, pois seus olhos e desejos eram fixos em Soraia.

Ao chegar no 'chão' correra até Soraia e a abraçou com paixão e lágrimas de alívio nos olhos resgatando-a do meio das pétalas, querendo desesperadamente passar o calor de seu corpo para o dela.

Sheila reunira um pequeno grupo de lobisomens e os levaras consigo ao encontro do filho, mas jamais esperou por encontrá-lo soluçando ainda abraçado ao corpo de Soraia, e para tirá-lo de cima dela fora preciso três lobos.

–Dios, no puedo detener el sangrado! (Deus, não consigo estancar o sangramento!)- exclamou Sheila

arrancando Augusto de seuspensamentos enquanto jogava mais um pano empapado de sangue junto a pilha que se formara em uma bacia que já nem havia mais água e sim sangue puro.

Desanimada Sheila largou-se de cócoras ao lado da cama e pôs a mão ensanguentada na cabeça e suspirou em desalento.

–Mi hijo( meu filho)- olhou para Augusto de olhos arregalados de preocupação – para salvar a Soraia solo hay uma cosa que hacer( para salvar Soraia só há uma coisa a se fazer).

Um nó se formou na garganta de Augusto o seu coração pareceu inchar dentro de seu peito, massacrando-o.

– ¿És lo que és?( e o que é?) Sheila levantou -se -sacar al bebé de Soraia( tirarmos o bebê de dentro de Soraia ) – olhou para o corpo inerte- o ambosmorirán( ou ambos morrerão).

–Pero eso significa matar al bebé.

Sheila assentiu tão destruída quanto o filho.

–Desafortunadamente, esta és la única forma de salvar a Soraia, e contrario el bebé succionará la vida de la madre hasta los huesos.(infelizmente, esse é o único jeito de salvar ao menos Soraia, do contrário, o bebê vai sugar a vida da mãe até os ossos.)

–Soraia no me perdonará( Soraia não vai me perdoar.)

–Ella trató de hacer lo mismo(ela tentou fazer o mesmo)- argumentou Sheila ao fato dela se jogar do penhasco- ahora tú, hijo mío, tienes a mano la última oportunidade de Soraia( agora você, meu filho, tem nas mãos a última chance de Soraia.)

Um tremor denso e cruel abateu-se sobre todos. .

O mundo pareceu parar naquele segundo maldio de uma escolha .

–Augusto, ¿qué decides?( o que você decide?) Com um peso de toneladas em sua alma ele disse: –salvar la Soraia( salve a Soraia.)

Sheila assentiu como se dissesse- você fez a escolha certa- enquanto se dirigia até Soraia novamente com Camila, sua'assistente' ´á seu lado.

Camila é uma loba virgem- não do modo que você está pensando- na matilha Drakus isso quer dizer que ela nunca mordera nenhum humano sequer. Sobrevive e sobreviveu apenas da caça de animais por sua escolha e força de vontade. Ela tem belos

olhos e cabelos cor e mel do mais puro e, é a companheira de Ezequiel, um lobo destemido e guardião do Alfa, Augusto, pois ele é um rastreador irrastreável - o que o torna diferente e perigoso já que ele acha qualquer um, mas nenhum outro o acha, por assim se dizer. Ele tem músculos de sobra, cabelos fartos e olhos de azeitona. Várias toalhas brancas estão dispostas sobre uma mesa ao

alcance de Sheila e Camila, bem, como bacias com água e ervas. E nas mãos de ambas, luvas e látex e facas afiadas.

–Deja ambos( saiam os dois)- ordenou Sheila firmemente com as mãos apostas e sem olhar para Augusto ou Ezequiel que havia entrado ali de supetão.

–Pero mamá, yo...(mas mãe, eu...)

–Ahora( agora)- reafirmou objetiva com uma voz grossa, mas ainda sem olha-los. Ezequiel dera um tapinha amigável no braço de Augusto com se dissesse- é hora de sair até porque ela é sua mãe- e contrariado, ambos, saíram.

–Camila, se você quiser também pode sairdera a opção Sheila, afinal esta era a primeira vez que a menina iria ter em mãos a vida, literalmente, de outra pessoa.

Camila tinha sua resposta na ponta da língua, afinal desde o primeiro momento em que aceitara o convite de Sheila para ser sua ajudante e posteriormente sua sucessora sabia que um dia teria em mãos a vida de alguém- só não pensei que seria a da rainha kaxal- pensou, mas dissera:

–se voy a ser su sucessor, tengo que ser completamente (se vou ser a sua sucessora, tenho de ser por completo.) Sheila sorriu orgulhosa.

EIS QUE CHEGOU A HORA...

–Quando eu retirar a criança de dentro de Soraia, você não pode deixar o corte fechar-Camila assentiu- pelo menos, não sem eu limpar todo o sangue contaminado.

Sheila respirou profundamente, preparou-se mentalmente e rezou nos recônditos de sua mente.

–Vamos começar- anunciou ao rasgar o vestido de Soraia na barriga e abrir os rasgos para os lados; após com a faca posicionada abriu a barriga dela na horizontal e o sangue escorreu em abundância e lá dentro ouvia-se dois corações baterem- um com

força e outro fracamente.

–Agora- ordenou Sheila e Camila prontamente pegou as aberturas do corte e os esgarçou para os lados enquanto Sheila jogava a faca ensanguentada para o lado e metia as mãos no interior de Soraia e puxava o bebê lá de dentro já morrendo assim que

o cordão umbilical perdia o contato com a mãe.

–Pobrecito(pobrezinho)-olhou com dó-descansa em paz(descanse em paz)- e o colocou sobre uma toalha e o embrulhou como um presentinho, enquanto Camila ainda segurava a barriga totalmente aberta de Soraia.

Sheila suspirou com pesar já tendo depositado o bebê em um cestinho e voltava-se a Camila.

–Mantenha-a para que eu possa limpar. Camila apenas assentiu, pois nunca imaginou que fosse passar por algo semelhante.

Ok, já limpara ferimentos gravíssimos de lutas brutais entre lobisomens, mas nunca tivera de ver um bebê morrer em frente de seus olhos. Sheila pegou um amontoado de panos e os colocou ao lado de Soraia e, pouco a pouco, fora limpando o sangue e os restos da placenta do interior de Soraia.

Pano após pano a pilha se reduzira e aumentava dentro da bacia coberta por estes e o cheiro fortíssimo de sangue.

Fora da tenda, lobos e vampiros estavam apreensivos com o destino de Soraia, se bem que assim ficaram desde o momento em que esta saíra atrás de Julio Cesar. Augusto estava sentado em frente a tenda, joelhos dobrados, cotovelos apoiados sobre os mesmos e mãos unidas em prece silenciosa.

Thiago estava em pé diante da tenda atento com seu olhar de vampiro aos movimentos acontecendo lá dentro.

–O que você vê? – perguntou Augusto de supetão com voz embargada.

–Você não ia gostar de saber.

-Não foi isso o que perguntei.

Thiago suspirou.

-Já retiraram o bebê de dentro de Soraia e agora a estão limpando.

–Então o bebê está morto- concluiu, não que entendesse muito de bebês, tão pouco de vampiros, mas todos sabem que um bebê chora ao nascer e sua mãe fora categórica ao dizer -ou tiramos o bebê de dentro de Soraia ou ambos morrerão- e ele escolhera salvar Soraia e agora era tarde para arrependimentos, não que ele se arrependesse de sua escolha, mas e depois? Como será quando ela acordar e tiver de contar o que houve?

Será que ela vai lhe perdoar?

–E agora?- perguntou Camila cobrindo o corpo de Soraia por completo com um lençol branco após o término da 'limpeza'.

Sheila suspirou.

–A espera vai ser o maior tormento de Augusto.

–Soraia está morta?- perguntou Augusto já dentro da tenda com o olhar tomado em trevas e desespero ao lado de Thiago.

Só o tempo vai nos dizer.

Esclarecendo fatos: Quando Sheila fica nervosa ela simplesmente adere a sua língua nativa, o espanhol, e com Augusto não será diferente.

–Pero la señora dije( mas a senhora disse...).

–Eu sei o que disse- interrompeu-o Sheila ao enxugar com o polegar a face úmida do filho por aquela menina- mas Soraia perdeu muito sangue e, mesmo ela sendo vampira, isso pode matá-la lenta e dolorosamente.

–Así que vamos a darle sangre( então vamos dar sangue para ela.)

Sheila sorriu docilmente eorgulhosa do filho que criara. Embora sua alma ainda chorasse pela ausência de sue outro menino.

–No caso da Soraia- olhou para o lençol onde está estava coberta- a único modo e salva-la é através do Batismo de Sangue, mas para realizá-lo tem de ser lua cheia, sexta-feira e ela estar acordada.

Bom aluno em matemática, rapidamente Augusto contou os dias e entristeceu-se mais por declarar faltar quase um mês.

E quanto a Miranda? - perguntou Thiago então ao lado desta embora também coberta por um lençol.

–Miranda só vai acordar quando Soraia o fizer. Do contrário, ambas permanecerão no sono da morte.

Capítulo 3 02. Os passos da Guardiã

PALAÇOS

A TERRA DOS GUARDIÕES

Sete dias após a chegada conturbada de Amy e Marcus.

Terra de castelos e casarões milenares. Árvores gigantescas das mais variadas espécies em folhagens. Cercas- vivas cobertas por flores robustas e belas a espalharem seu cheiro pelas ruas ricamente ladrilhadas e conservadas.

O coração da cidade é a Praça de Pandora cercada por duas longas fileiras de cercas-vivas em om verde claro com rosas negras a imergirem dentre suas folhas. Bancos de pedras e estátuas dos antigos guardiões que já nos deixaram se espalham aqui e ali. E no centro da praça a estátua o Guardião Solano –o primeiro e mais poderoso guardião – repousa em seus imponentes quase três

metros cercado por quatro Protetores- os da guarda real dos guardiões – em posição de ataque.

O chão ao redor dos mesmos é feito e ladrilhos rosa alaranjado. Bem diferente das colocadas na cidade que são de um verde musgo.

Amy e Marcus estão maravilhados com o que seus olhos já virão, imagine quando estes adentrarem o castelo. E o que dizer dos olhares de soslaio a pessoas diante daqueles estrangeiros?

–Nossa, eu não imaginava que Palaços fosse tão... magníficamaravilhava-se Amy olhando para o castelo que se destacava no alto da colina.

–Eu nem sei o que dizer- Marcus estava receoso e seu coração martelava compulsivo dentro de seu peito.

–Você não queria estar aqui, não é mesmo – isso era mais uma afirmação do que uma pergunta, pois apesar do pouco tempo de convivência, Amy sabia ler os olhos de Marcus.

Ele por sua vez preferiu o silêncio, afinal fora ele próprio que insistira para Amy vir para Palaços. Em frente, fora justamente o que ambos fizerem não só na vida, mas também no caminho de pedras cercadas por arbustos volumosos que se estendia até a entrada do castelo com três degraus de mármore branco com pilares de pedra em forma de anjos.

Amy e Marcus levantaram o olhar e se depararam com quatro andares de janelas altas e toda a opulência de um castelo medieval cujo tempo não apagara sua história.

–O que desejam? – perguntou uma voz suave de mulher e, quando se viraram depararam-se com uma bela loira e olhos cor de piscina num contraste fatal num vestido negro frente único com trabalhos em renda.

Marcus bem que vira seu queixo cair por aquela loira, mas ao olhar de soslaio a ruiva do seu lado, engolira forçado e tratou de se recompor.

– Meu nome é Amy, e ele é o Marcus, meu namorado- dera ênfase no tocante a meu namorado, o que fez a loira sorrir com a

demonstração de ciúmes.

-Amy, a Guardiã que veio de Lacrimal city para ocupar seu lugar de direito.

Amy gostou muito das palavras a loira que até sorriu.

Um ancião na casa dos 70 anos, vestindo um manto vermelho escuro surgiu atrás a loira, que respeitosamente moveu-se para o lado ao dizer –este é o Guardião Supremo, Matteo.

–E você, minha filha, veio tomar seu lugar como está escrito.

–Não é minha intenção – rebateu Amy.

– Sei que não- dissera o ancião com sua voz de pai zelosomas é o desejo do destino que o faça – e do nada, virou-se e seguiu pelo caminho que viera.

–Me acompanhem, por favor- pediu a loira ao segui-lo e esperar que os dois assim o fizessem também.

– Posso lhe fazer uma pergunta antes?-inquiriu Amy bem próxima da loira, que lhe dissetodas que quiser.

–Qual o seu nome?

–Me chamo Lavínia e sou uma de suas protetoras.

–Protetora?

-O ancião vai lhe responder tudo o que quiser saber – dissera apenas.

Ao entrarem no interior do castelo a primeira coisa que viram fora uma longa escadaria em forma de caracol com um corrimão de ouro ao qual eles subiram com os olhos brilhando, enquanto Lavínia lhe dizia que a escada os levaria ao segundo, terceiro e quarto andar e que aquele era o andar apenas dos protetores e os pilares que viam eram de pedras turmalinas legítimas.

Amy também notou que os móveis eram em madeira trabalhada e que os abajures bem grandes por sinal eram de bronze, espalhados por lugares estratégicos bem com vasos com plantas silvestres.

–Aqui é o segundo andar – informou Lavínia assim que terminaram uma segunda volta da escadaria.

Um amplo salão surgiu e, segundo Lavínia ali era o andar dos empregados, e a cozinha que se apresentou era o sonho de consumo de qualquer dona de casa, afinal com tantos utensílios até um ovo sai com perfeição. Mais um lance de escada se fora e surgira então o andar dos Guardiões, e em pé, lado a lado encontram-se três homens e três mulheres cobertos por mantos e capuzes

vermelhos só mostrando seus olhos especulativos a Amy que estremeceu.Mas Marcus pegou sua mão e a apertou lembrando-a e que estava ali para qualquer coisa.

-Senhotas e senhores, esta é Amy-apresentou Matteo gesticulando com sua mão – minha sucessora.

Os Guardiões então baixaram seus capuzes revelando rostos compassivos e fortes, e um a um foram se apresentando.

–Meu nome é Silvana – apresentou-se a primeira mulher de cabelos longos encaracolados e negros e belos e amorosos olhos azuis escuros em evidência na pele de leite – e estou para você como a mim.

–Meu nome é Merana – dissera a do seu lado com cabelos ondulados e loiros como ouro e olhos de violeta em uma pele morena – e estou para você como a mim.

Amy já começava a perceber que essa frase era como um mantra de proteção... a ela.

– Meu nome é Estefânia – apresentou-se a terceira mulher com cabelos de fogo e olhos verdes bem claros, quase dourados – e estou para você como a mim.

ESTOU PARA VOCÊ COMO A MIM.

Agora chegara a vez dos homens se apresentarem, algo que Marcus não gostou muito, obviamente.

–Meu nome é Rafael – dissera o belo ruivo e cabelos á altura do colarinho em um hipnotizante contraste com seus olhos de esmeralda – e eu estou para você como a mim.(Não, não está mesmo – pensou Marcus e braços cruzados observando ao mínimo

piscar de olhos aquele ruivo.)

–Meu nome é Ruan – falou o outro, este loiro e bem descolado em seus cabelos arrepiados e de olhos negros – e estou para você como a mim. Esta frase é que estava irritando e ,muito, Marcus mas jamais demonstraria o quanto essa droga de código mexia com seus ciúmes. Ainda bem que esse é o último.

-Meu nome é Miguel – este lhe lembrava muito o Aragorn dos filmes O senhor dos anéis até mesmo na cor e no estilo dos cabelos e olhos – e estou para você como a mim.

Amy anuiu em respeito. E então o olhar destes se voltaram para Marcus que temeu ser expulso, mas seus pensamentos já lhe ordenavam – lute seja contra quem for.

-Se apresente a nós- pediu Matteo com seu jeito de pai.

–Eu? – perguntou Marcus incrédulo ao apontar para si mesmo.

–Sim, você – afirmou Matteo – existe outro na vida de Amy mais leal e apaixonado só no olhar do que você?

Amy sorriu ficando levemente corada.

–Eu... eu me chamo Marcus e vivo para Amy –olhou-a com devoção; ela sorriu – mais do que por mim mesmo.

Matteo e os demais curvaram suas cabeças a eles, mas somente o Guardião Supremo ousou levantar a sua de novo e dizer – sejam bem-vindos ao Castelo dos Guardiões.

Algum tempo depois assim que Lavínia os deixara á porta do quarto do Guardião.

Ali o chão é forrado com tapetes e veludo negro; no teto lustres de cristal adornam os cantos com suas gotas e elos dourados e nas paredes desenhos milenares pintados á mão.

Amy e Marcus ainda estão á entrada da porta, embasbacados. Sob seus pés nus, já que fizeram questão e tirar os calçados, sentiam o pelinho macio do tapete , mas seus olhos estavam concentrados na cama queen size redonda ao centro do cômodo com m colcha vermelha de cetim com babados e bordados em renda sobrepostas ao tecido.

–Poxa, Amy você vai me convidar para dormir aqui, não é mesmo?

Marcus não desviava os olhos da cama e a mente do que poderia fazer com Amy ali. Ela por sua vez o olhou com os braços cruzados e uma expressão divertida no rosto.

O banheiro os fez cair o queixo; todo em mármore negro e com utensílios em vidro era o verdadeiro spa de férias sem previsão de fim. O teto era abobadado e branco como o piso com um lustre ornamental em formato de folha. Mas o detalhe encontra-se no espelho que cobre por completo uma parede inteira.

UAU!!!

Então uma terceira porta oval branco chamou a atenção e curiosos e maravilhados com tudo o que já haviam visto, Marcus e Amy não perderam tempo em ir ao encontro desta e abri-la, então...

–Ué, outro quarto? – perguntou-se Marcus ao ver um cômodo igual ao outro só mudando um objeto de decoração e as cores da colcha e dos tapetes. –

Talvez um quarto especial para nós, já que aqui é o do Guardião – palpitou Amy confusa.

– Só que você é a Guardiã – lembrou-a Marcus.

–Mas então onde Matteo dormira?

– Há um quarto especial para o Ancião –respondeu uma voz ás suas costas e ao se virarem, depararam-se com Matteo sorridente.

–Podemos ficar em outro quarto sem problemas –afirmou Amy.

–Esse quarto é seu –afirmou Matteo – e não só por direito, mas também porque eu quero que assim o seja.

– Mas há três quartos aqui, então...

– Não – cortou-a – este é para você e Marcus e o outro – apontou para a porta que ainda permanecia aberta – é para sua família.

Mas...

-Não discuta, menina, quando um guardião toma uma decisão, ele não volta atrás.

Amy chegou a abrir a boca para protestar, mas Marcus pegou-lhe a mão e fez 'não' com sua cabeça.

-Sábias palavras, mjeu filho – elogiou Matteo.

-Mas eu não disse nada.

-No silêncio há mais palavras do que na voz.

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